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José Bragagnolo assume presidência do Conselho do Sinpesc

O administrador e empresário José Bragagnolo passou a comandar, em 25 de agosto, o Conselho de Administração do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Santa Catarina (Sinpesc). Ele sucede Péricles Pereira Druck na presidência do colegiado.

Ligado ao setor produtivo catarinense, Bragagnolo assume a função com a missão de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelas gestões anteriores e ampliar a representatividade da indústria de celulose e papel de Santa Catarina diante dos desafios econômicos e regulatórios.

Atuação estratégica à frente do sindicato

Entre as principais responsabilidades do presidente do Conselho de Administração está a representação do Sinpesc junto à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

A função também envolve contribuir para a definição das diretrizes estratégicas da entidade, além de estimular a participação dos empresários associados nas discussões e decisões relacionadas ao setor.

A cerimônia de posse ocorreu na sede do sindicato, em Lages. Após a solenidade, representantes das empresas associadas participaram de um almoço e de uma reunião de trabalho voltada à definição de estratégias para o segmento.

José Bragagnolo tem trajetória ligada à indústria catarinense

A relação de José Bragagnolo com a atividade industrial faz parte da história da indústria catarinense. Ele é sócio-fundador da Indústria Avelino Bragagnolo S/A, conhecida comercialmente como Bragagnolo Papel e Embalagens.

A empresa, fundada em outubro de 1963 e instalada em Faxinal dos Guedes, no Oeste de Santa Catarina, está entre as companhias que participaram da formação do próprio Sinpesc.

Ao longo de sua trajetória, a indústria se consolidou no mercado nacional pela fabricação de papéis para embalagens e papelão ondulado, segmentos diretamente ligados à cadeia produtiva florestal.

Setor de celulose e papel tem peso na economia de SC

A posse reuniu industriais e executivos de empresas associadas ao sindicato e reforçou a importância do Sinpesc para a representação empresarial do segmento.

Santa Catarina possui uma cadeia produtiva de destaque nacional envolvendo base florestal, celulose, papel e embalagens, com participação relevante na atividade econômica de diferentes regiões do estado.

À frente do Conselho de Administração, Bragagnolo terá entre os principais desafios fortalecer a atuação institucional da entidade e ampliar a participação das empresas nas discussões que impactam o futuro da indústria papeleira catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sinpesc

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Indústria

Serra Catarinense se destaca como polo industrial e exportador no setor florestal

A Serra Catarinense firmou-se como um dos principais polos exportadores de produtos de base florestal em Santa Catarina, unindo tradição industrial, abundância de recursos naturais e capacidade de inovação. Esses elementos contribuíram para a consolidação de dois polos com inserção internacional: o de madeira e móveis e o de celulose e papel, ambos altamente competitivos no mercado global.

Em 2024, o polo de madeira e móveis movimentou US$ 381,8 milhões em exportações, enquanto o polo de celulose e papel registrou US$ 166,5 milhões, reforçando a força da região no comércio exterior.

Estrutura produtiva sólida e mão de obra especializada

O estudo coordenado pelo Observatório Nacional da Indústria, com liderança do Observatório FIESC, mapeou os polos industriais por mesorregião. Na área serrana, o polo de madeira e móveis reúne 485 empresas e 9,8 mil trabalhadores, com foco em madeira serrada, painéis e MDF. Já o polo de celulose e papel reúne 27 indústrias e 4,4 mil empregados, principalmente na produção de papel kraft e recipientes de papel.

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o desempenho industrial da região é reflexo de uma cultura produtiva consolidada e da capacidade de adaptação. Segundo ele, a Serra tem uma “base produtiva madura e inovadora”, aliada à proximidade de insumos essenciais, o que fortalece sua competitividade.

Cadeia florestal fortalece competitividade da Serra

A estrutura da mesorregião conta com 14,6 mil estabelecimentos, dos quais 2,5 mil são indústrias, empregando 33,2 mil trabalhadores formais. Lages lidera em número de empregados industriais, com 12,9 mil, seguida por Campos Novos (5,4 mil) e Curitibanos (3,4 mil). A tradição do setor florestal e a especialização em produtos de alto valor agregado são fatores determinantes para o avanço dos polos.

De acordo com o coordenador do estudo, Marcelo de Albuquerque, os polos internacionais contribuem diretamente para a diversificação econômica, ampliando a competitividade regional, estimulando a inovação e fortalecendo a formação de profissionais qualificados.

Exportações impulsionam a inserção global

No polo de madeira e móveis, os principais destinos das exportações são Estados Unidos (US$ 114,4 milhões), China (US$ 49,9 milhões) e México (US$ 40,2 milhões). Já no polo de celulose e papel, a liderança é da Argentina (US$ 45,2 milhões), seguida por Estados Unidos e México.

Entre as empresas de destaque, as três unidades da Klabin — Lages, Correia Pinto e Otacílio Costa — se sobressaem nas exportações de papel para embalagens. No segmento madeireiro, atuam com relevância BlueFlorest, G13 Madeiras, JJ Thomazzi e Madepar.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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