Exportação

Exportação de café brasileiro cresce 3,1% em volume, mas receita recua 7,1% em setembro

As exportações brasileiras de café alcançaram 3,894 milhões de sacas de 60 quilos em setembro de 2026, um avanço de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do aumento nos embarques, a receita obtida com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação do volume exportado está relacionada à retomada dos embarques para os Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas aplicadas ao café brasileiro.

Ferreira explicou que, em novembro de 2025, os norte-americanos retiraram as tarifas sobre a maior parte do café importado do Brasil. No entanto, o café solúvel brasileiro permaneceu sujeito à taxação até julho de 2026.

Exportações de café acumulam US$ 10,1 bilhões em 2026

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, resultado praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2025, com recuo de 0,2%.

No período, a receita cambial somou US$ 10,113 bilhões, queda de 8,6% na comparação anual.

De acordo com o presidente do Cecafé, a chegada de novos cafés disponíveis para exportação, observada desde agosto, tem contribuído para a normalização dos negócios internacionais. A expectativa da entidade é de que o ritmo das vendas externas avance nos próximos meses e possa superar, até o fim de 2026, o desempenho registrado no ano passado.

Café arábica lidera os embarques brasileiros

O café arábica permaneceu como a principal variedade exportada pelo Brasil nos nove primeiros meses de 2026. Foram embarcadas 20,739 milhões de sacas, o equivalente a 71,3% do total. Apesar da liderança, o volume apresentou retração de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as exportações de café conilon e robusta alcançaram 5,162 milhões de sacas, correspondentes a 17,7% dos embarques. O resultado representa crescimento de 68,3% na comparação anual.

O segmento de café solúvel registrou exportações de 3,141 milhões de sacas, o equivalente a 10,8% do total. Por sua vez, os embarques de café torrado e torrado e moído somaram 53,412 mil sacas, representando aproximadamente 0,2% das vendas externas brasileiras.

Estados Unidos voltam à liderança entre os destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos reassumiram a posição de principal destino do café brasileiro entre janeiro e setembro de 2026, ultrapassando a Alemanha.

No período, o mercado norte-americano comprou 3,805 milhões de sacas, volume 12,8% inferior ao registrado nos mesmos meses de 2025. Ainda assim, o país respondeu por 13,1% de todas as exportações brasileiras de café no acumulado do ano.

A Alemanha ocupou a segunda posição, com a aquisição de 3,307 milhões de sacas, equivalente a 11,4% do total. O resultado representa uma queda de 11,4% na comparação anual.

Na sequência, aparecem Itália, Bélgica e Japão, com desempenhos distintos no período.

Confira os principais compradores de café do Brasil

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, queda de 12,8%.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, queda de 11,4%.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, crescimento de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

Os números mostram que, embora o volume das exportações brasileiras de café tenha apresentado crescimento em setembro, a receita acumulada no ano segue abaixo da registrada em 2025. Ao mesmo tempo, a recuperação dos embarques para os Estados Unidos e o avanço das vendas de conilon e robusta indicam mudanças no desempenho dos mercados compradores e na composição das exportações do setor.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações de café do Brasil em 2026

O Porto de Santos, no litoral paulista, foi responsável pelo embarque de 70,7% do café brasileiro exportado entre janeiro e setembro de 2026. No período, o terminal movimentou 20,5 milhões de sacas de 60 quilos destinadas ao mercado internacional, consolidando sua liderança na logística de exportação do produto.

Os números foram divulgados na sexta-feira (9) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que apontou o complexo santista como o principal ponto de saída do café nacional.

Porto de Santos lidera exportações de café

No ranking dos principais portos utilizados para a exportação de café, Santos aparece à frente do complexo portuário do Rio de Janeiro, responsável por 25,2% dos embarques, e do Porto de Paranaguá, no Paraná, que respondeu por 1,1% do total.

Apesar da liderança, a participação de Santos apresentou uma leve queda de 0,2 ponto percentual em relação ao levantamento anterior. No mesmo intervalo, o complexo portuário fluminense avançou de 24,9% para 25,2%, ampliando sua presença nas exportações brasileiras de café.

Embarques de café recuam em setembro

Em setembro de 2026, o Porto de Santos embarcou 2,78 milhões de sacas de café. O volume ficou abaixo dos 2,95 milhões registrados em agosto, representando uma redução de aproximadamente 5,8% na movimentação mensal.

Mesmo com a queda, o terminal paulista continuou concentrando a maior parte dos embarques do produto brasileiro para o exterior.

Exportações brasileiras de café somam 29 milhões de sacas

O Brasil exportou 3,89 milhões de sacas de café em setembro, resultado 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Considerando o período de janeiro a setembro de 2026, o volume total das exportações de café alcançou 29,09 milhões de sacas de 60 quilos, reforçando a presença do país no comércio internacional da commodity.

Estados Unidos lideram destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro nos nove primeiros meses de 2026. A Alemanha e a Itália também se destacaram entre os maiores compradores, conforme os dados divulgados.

Confira os cinco principais mercados do café brasileiro no período:

  • Estados Unidos: 3,80 milhões de sacas;
  • Alemanha: 3,30 milhões de sacas;
  • Itália: 2,59 milhões de sacas;
  • Bélgica: 2,46 milhões de sacas;
  • Japão: 1,45 milhão de sacas.

Os números evidenciam a importância do Porto de Santos para o escoamento da produção nacional e para o abastecimento dos principais mercados consumidores de café no exterior.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: ACS/Divulgação

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações brasileiras de café em 2026

O Porto de Santos foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de café entre janeiro e setembro de 2026, consolidando sua liderança na logística do setor cafeeiro. No período, o complexo portuário embarcou 20,573 milhões de sacas de 60 quilos, o equivalente a 70,7% de todo o café enviado pelo Brasil ao mercado internacional.

Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também aponta mudanças no desempenho das exportações, na receita obtida pelo setor e nos principais destinos do produto nacional.

Portos do Rio de Janeiro e Paranaguá aparecem na sequência

Depois de Santos, o Porto do Rio de Janeiro ocupa a segunda posição entre os principais pontos de saída do café brasileiro. De janeiro a setembro, o terminal respondeu por 25,2% dos embarques, com 7,335 milhões de sacas.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, aparece em terceiro lugar, com 312.128 sacas exportadas, correspondentes a 1,1% do volume nacional.

A concentração das operações em Santos reforça a importância da infraestrutura portuária paulista para o escoamento da produção cafeeira e para o atendimento da demanda internacional.

Exportações de café crescem em setembro, mas receita recua

Em setembro de 2026, o Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de café, volume 3,1% superior às 3,778 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2025.

Apesar do aumento na quantidade embarcada, o faturamento com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a recuperação das exportações no mês está diretamente relacionada à retomada das compras dos Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas comerciais aplicadas ao café brasileiro.

O governo norte-americano havia retirado, em novembro de 2025, a taxação sobre a maior parte do café verde brasileiro. O café solúvel, entretanto, continuou sujeito à tarifa até julho de 2026.

Ferreira destacou a atuação conjunta do Cecafé, de outras entidades do setor, da National Coffee Association (NCA) e do governo brasileiro para preservar a isenção do café verde e incluir o produto solúvel nas listas de exceção tarifária.

Compras dos Estados Unidos avançam 86,4% em setembro

Com maior clareza nas regras comerciais, os Estados Unidos ampliaram significativamente as aquisições de café brasileiro.

Em setembro, o mercado norte-americano importou 625.192 sacas, alta de 86,4% na comparação com as 335.339 sacas compradas no mesmo período do ano anterior.

A recuperação contribuiu para recolocar os Estados Unidos na liderança entre os destinos do café nacional no acumulado de 2026, superando a Alemanha.

O desempenho também ajudou a compensar as dificuldades enfrentadas no início da entrada da nova safra brasileira no mercado internacional.

Embarques aumentam 15,5% no primeiro trimestre da safra 2026/27

O resultado de setembro impulsionou o desempenho das exportações no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27, que compreende os meses de julho, agosto e setembro.

Nesse intervalo, o Brasil embarcou 11,21 milhões de sacas, crescimento de 15,5% em relação às 9,707 milhões de sacas exportadas no mesmo trimestre de 2025.

A receita cambial do período também apresentou avanço, embora mais moderado, de 0,8%, alcançando US$ 3,561 bilhões.

De acordo com o cenário apresentado pelo Cecafé, os embarques da nova safra enfrentaram atrasos iniciais provocados pelas chuvas durante a colheita, especialmente em julho. A partir de agosto, porém, o ritmo das exportações começou a se normalizar.

A expectativa da entidade é que o volume exportado ao longo de 2026 supere o resultado do ano anterior, impulsionado pela recuperação dos embarques e pela entrada de novos lotes no mercado externo.

Volume exportado permanece estável no acumulado do ano

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras de café somaram 29,095 milhões de sacas, resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, com variação negativa de apenas 0,2%.

O faturamento, por outro lado, apresentou retração mais expressiva. A receita cambial caiu de US$ 11,065 bilhões para US$ 10,113 bilhões, recuo de 8,6%.

A diferença entre o desempenho do volume e o da receita está associada principalmente à redução das cotações internacionais do café. Outros fatores incluem problemas de qualidade nos primeiros lotes de café arábica, afetados pelas chuvas, e uma participação maior dos cafés canéforas, como conilon e robusta, na composição das exportações.

Como essas variedades apresentam preço médio inferior ao do arábica, a mudança no perfil dos embarques também contribuiu para diminuir o valor obtido por saca exportada.

Estados Unidos retomam liderança entre os compradores de café brasileiro

No acumulado de janeiro a setembro, os Estados Unidos voltaram a ocupar o primeiro lugar entre os principais destinos do café brasileiro.

Confira os cinco maiores mercados compradores no período:

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, equivalentes a 13,1% das exportações nacionais. Apesar da liderança, o volume caiu 12,8% em relação a 2025.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, representando 11,4% do total exportado.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, com crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, avanço de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

A recuperação das compras norte-americanas nos últimos meses foi decisiva para a mudança no ranking dos principais destinos. Ao mesmo tempo, o crescimento das exportações para países europeus, especialmente Bélgica e Itália, demonstra a importância da diversificação dos mercados consumidores.

Porto de Santos mantém papel estratégico para o café brasileiro

Com 20,573 milhões de sacas embarcadas nos nove primeiros meses do ano, o Porto de Santos permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café.

A liderança do terminal ocorre em um cenário de recuperação gradual dos embarques, mudanças na demanda internacional e redução da receita cambial em comparação com 2025.

Os próximos meses serão importantes para avaliar se a normalização do fluxo da nova safra e a retomada das compras dos Estados Unidos permitirão ao Brasil ampliar o volume exportado até o encerramento de 2026.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

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Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Exportação

Exportação de café do Brasil recua em volume em 2025, mas alcança recorde histórico de receita

As exportações de café do Brasil somaram 40,04 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, o que representa uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo no volume embarcado, o setor alcançou um recorde de receita, com faturamento de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Receita atinge maior nível da série histórica

O resultado financeiro registrado em 2025 é o maior desde o início do levantamento da entidade, em 1990. Ao longo do ano, o café brasileiro foi exportado para 121 países, reforçando a liderança do Brasil no mercado internacional do produto.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho é explicado principalmente pela valorização dos preços ao longo do ano e pelos investimentos contínuos do setor em qualidade, tecnologia e inovação. “O patamar elevado dos preços médios e o cuidado do produtor com a qualidade aumentam o valor do café brasileiro, que hoje atende mais de 120 mercados e responde por mais de um terço do market share global”, afirmou.

Clima, estoques e tarifas pressionam volume exportado

A redução no número de sacas exportadas já era esperada, de acordo com Ferreira. O cenário foi influenciado pelos embarques recordes de 2024, que diminuíram os estoques disponíveis, além dos impactos climáticos sobre a safra de 2025. “A combinação entre menor estoque e problemas climáticos limitou a oferta do produto ao longo do ano”, explicou.

Outro fator relevante foi o impacto das tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos ao café brasileiro durante parte de 2025. Conforme o Cecafé, nos quase quatro meses de vigência do chamado tarifaço, entre agosto e novembro, os embarques para o mercado norte-americano recuaram 55%, com maior impacto sobre o café verde. O café solúvel, segundo a entidade, segue sujeito à taxação.

Alemanha lidera ranking de destinos

Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a Alemanha assumiu a liderança em 2025, com a importação de 5,4 milhões de sacas, o equivalente a 13,5% do total exportado. Apesar da posição, o volume representa uma queda de 28,8% em relação a 2024.

Os Estados Unidos, tradicionalmente no topo do ranking, ficaram na segunda colocação. O país importou 5,3 milhões de sacas, correspondendo a 13,4% dos embarques, com recuo de 33,9% na comparação anual, reflexo direto das tarifas impostas ao produto brasileiro.

Arábica segue dominante nas exportações

No recorte por tipo de produto, o café arábica manteve a liderança absoluta, com 32,3 milhões de sacas exportadas, o que representa 80,7% do total em 2025. Em seguida aparece o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%).

O segmento de café solúvel respondeu por 3,6 milhões de sacas, equivalente a 9,2%, enquanto o café torrado e torrado e moído teve participação residual, com 58.474 sacas, cerca de 0,1% do total exportado no ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Portos

Prejuízo com Exportação de Café Atinge R$ 8,7 Milhões por Falhas nos Portos Brasileiros

A precariedade nos portos brasileiros segue impactando diretamente o setor cafeeiro. Um levantamento recente do Cecafé aponta que, apenas em outubro de 2025, exportadores associados acumularam R$ 8,719 milhões em prejuízos por custos extras de armazenagem, pré-stacking e detentions.
O valor é resultado da impossibilidade de embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas de 60 kg de café.

Segundo o estudo, o não embarque desse volume impediu a entrada de US$ 278,08 milhões (cerca de R$ 1,497 bilhão) em receitas cambiais naquele mês, considerando o preço médio FOB de US$ 407,99 por saca e a cotação média do dólar a R$ 5,3849.

Setor alerta para situação crítica nos portos

Para o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, o cenário nos principais portos, sobretudo em Santos, já é crítico e tende a piorar. Ele ressalta que o atraso na oferta de pátio e berço do Tecon Santos 10 tem ampliado os gargalos operacionais.

Heron reconhece que iniciativas como o aprofundamento do calado para 16 metros, a nova via de descida da Anchieta e a segunda alça de acesso ao porto santista são investimentos relevantes para o comércio exterior, mas lembra que “levarão pelo menos cinco anos para serem concluídos”.

Atrasos generalizados nas principais rotas

O impacto logístico é evidente: em outubro de 2025, 52% dos navios registraram atraso ou tiveram escalas alteradas nos principais portos do país, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques de café entre janeiro e outubro, o índice foi ainda maior: 73% das embarcações sofreram atrasos — 148 de um total de 203 navios. O tempo máximo de espera chegou a 61 dias.

No período, apenas 3% dos embarques tiveram mais de quatro dias de gate aberto. Outros 48% ficaram entre três e quatro dias, enquanto 49% registraram menos de dois dias.

Rio de Janeiro também enfrenta gargalos

Segundo maior exportador de café do Brasil, o complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 17,4% das remessas no ano e registrou 30% de atrasos em outubro.
Entre os 113 navios programados, 34 tiveram alterações de escala, com intervalo máximo de 77 dias entre o primeiro e o último deadline.

Em relação ao prazo de gate aberto, 22% dos procedimentos superaram quatro dias; 48% ficaram entre três e quatro dias; e 30% ocorreram em menos de dois dias.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Fridman Corbis/Getty Images

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Exportação

Exportações de café do Brasil recuam 26,7% em novembro, apesar de alta na receita

Preços mais elevados sustentam ganhos cambiais mesmo com queda expressiva no volume embarcado

As exportações de café do Brasil totalizaram 3,58 milhões de sacas de 60 kg em novembro, registrando uma retração de 26,7% frente ao mesmo mês de 2024. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados nesta terça-feira (9/12).

Receita cresce com valorização do café brasileiro

Apesar da queda no volume, a receita cambial avançou 8,9%, chegando a US$ 1,535 bilhão. Em reais, o crescimento foi leve, de 0,2%, totalizando R$ 8,198 bilhões.
O preço médio do café exportado atingiu US$ 428,55 por saca, alta de 48,68% na comparação anual, impulsionada pela forte valorização do produto no mercado internacional.

No acumulado dos primeiros cinco meses da safra 2025/26, o Brasil exportou 17,43 milhões de sacas, queda de 21,7%. Em valor, houve aumento de 11,6%, somando US$ 6,723 bilhões.

Impactos do tarifaço dos EUA e gargalos logísticos

De janeiro a novembro de 2025, o país embarcou 36,87 milhões de sacas, recuo de 21%. Ainda assim, a receita subiu 25,3%, para US$ 14,253 bilhões.
Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho foi afetado por três fatores principais:

  • Menor oferta de café após o recorde de 2024;
  • Tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos durante quase quatro meses;
  • Deficiências na infraestrutura portuária, que limitaram embarques.

Entre agosto e novembro, período do tarifaço, as exportações para os EUA desabaram 54,9%, para 1,31 milhão de sacas.

Ferreira afirmou que a remoção da tarifa para cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído já começa a reativar as negociações. No entanto, o café solúvel — cerca de 10% das exportações ao mercado americano — permanece sujeito ao imposto de 50%.

A crise logística também pesou: em outubro, 2.065 contêineres deixaram de ser embarcados, causando prejuízo de R$ 8,72 milhões, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela ElloX Digital e Cecafé. Do total de navios programados, 52% registraram atraso ou alteração de escala.

Principais destinos do café brasileiro

Mesmo com a queda, os Estados Unidos seguem na liderança das importações de café brasileiro em 2025, com 5,04 milhões de sacas (–32,2%).
Na sequência aparecem:

  • Alemanha – 5 milhões de sacas (–31%)
  • Itália – 2,91 milhões (–21,7%)
  • Japão – 2,41 milhões (+17,5%)
  • Bélgica – 2,15 milhões (–47,5%)

O Porto de Santos concentra 78,8% de todo o volume, com 29,06 milhões de sacas embarcadas até novembro.

Desempenho por tipo de café

Café arábica

  • Novembro: 3,02 milhões de sacas (–18,3%)
  • Jan–Nov: 29,63 milhões de sacas (–13,1%)
  • Preço médio: US$ 455,85

Café canéfora (conilon + robusta)

  • Novembro: 259,3 mil sacas (–67,9%)
  • Ano: 3,77 milhões de sacas (–57,1%)
  • Preço médio: US$ 262,77

Café solúvel

  • Novembro: 292,9 mil sacas (–21,6%)
  • Ano: 3,41 milhões de sacas (–7,9%)
  • Preço médio: US$ 289,11

Café torrado e moído

  • Novembro: 4.264 sacas (–32,7%)

Cafés diferenciados ganham destaque na receita

Os cafés diferenciados — certificados, de alta qualidade ou especiais — responderam por 19,6% das exportações em 2025, somando 7,22 milhões de sacas (–11%).
Com preço médio de US$ 432,41, esses produtos geraram US$ 3,122 bilhões, representando 21,9% da receita total — alta de 42,9% em relação a 2024.

Os principais compradores foram:

  • Estados Unidos – 1,19 milhão de sacas
  • Alemanha – 1,111 milhão
  • Bélgica – 729.675 sacas
  • Holanda – 691.008 sacas
  • Itália – 416.948 sacas

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Facanalli/Embrapa

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Comércio Internacional

EUA iniciam diálogo com empresas afetadas por tarifas contra o Brasil

O governo dos Estados Unidos deu um novo passo nas negociações sobre as tarifas impostas ao Brasil pelo presidente Donald Trump e iniciou uma série de reuniões com empresas americanas afetadas pelas sobretaxas. As taxas, que chegam a 40%, foram aplicadas com base em motivações políticas, entre elas o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com fontes ligadas ao governo americano, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) determinou que todas as empresas interessadas sejam ouvidas diretamente pelo órgão e pelo Departamento de Estado. A medida foi tomada após o encontro entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio, realizado há duas semanas. A reunião foi vista por ambas as partes como o início efetivo das negociações tarifárias entre Brasil e EUA.

Reuniões indicam avanço nas tratativas

Segundo membros da comitiva americana, o clima após o diálogo entre Lula e Trump, ocorrido na Malásia, foi positivo, com sinais de boa disposição para um acordo comercial.

O USTR já havia conduzido audiências com empresas dentro de uma investigação baseada na Seção 301, legislação americana de 1974 que permite a aplicação de medidas tarifárias e não tarifárias contra países considerados prejudiciais ao comércio dos EUA — como China e União Europeia, que já foram alvos anteriormente.

Desta vez, porém, o processo de escuta não estaria formalmente vinculado à Seção 301. O objetivo seria identificar as demandas das empresas americanas e incorporá-las às negociações com o Brasil, sinalizando uma intenção real de avançar nas discussões sobre as tarifas.

USTR assume protagonismo técnico nas negociações

Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, o movimento do USTR demonstra uma abertura para diálogo técnico. “O USTR está se reunindo com as empresas que pediram para falar sobre o Brasil, para ver se elas têm elementos para colocar na mesa de negociações”, afirmou.

O superintendente de relações internacionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Federico Lamego, avalia que o protagonismo do USTR é um sinal positivo. “Estamos com grande expectativa de que haja um bom desfecho, com possibilidade de suspensão temporária das tarifas de 50%. O fato de o USTR liderar as negociações indica que o processo tende a seguir um caminho técnico”, declarou.

A CNI defende ainda que o acordo com os EUA seja mais abrangente, indo além da questão tarifária. A entidade propõe incluir compromissos de investimentos de empresas brasileiras nos EUA, compras governamentais e parcerias estratégicas em áreas como minerais críticos, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e data centers. Um documento com essas sugestões está sendo preparado para ser entregue ao governo americano.

Setores brasileiros buscam espaço nas negociações

Enquanto isso, setores diretamente afetados pelas tarifas também se movimentam. O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) informou que busca incluir o café na solicitação de suspensão das tarifas por 90 dias. Caso a medida não avance, o setor pretende garantir que o produto entre na lista de isenções assinada por Trump em 5 de setembro.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) destacou, em nota, que as negociações são fundamentais para preservar a competitividade da carne brasileira e garantir previsibilidade aos exportadores.

“O encontro entre Lula e Trump reforça a importância do diálogo para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e demonstra a disposição de ambos os governos em avançar nas discussões sobre as tarifas atualmente em vigor”, afirmou a entidade.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brendan SMIALOWSKI/AFP

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Comércio Exterior

Brasil ganha novo aliado na Europa após conflito comercial com os EUA

O recente conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos, desencadeado pelo aumento das tarifas americanas sobre o café brasileiro, está redesenhando o cenário global de exportações do grão. Em agosto, as vendas externas do Brasil caíram 17,5% em comparação ao mesmo mês de 2024, mas o país conquistou um novo parceiro estratégico: a Alemanha, que ultrapassou os EUA como principal comprador do café nacional.

Alemanha assume liderança nas importações

De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os Estados Unidos importaram 301 mil sacas de café em agosto, 46% menos que no mesmo período do ano anterior. A Alemanha, por sua vez, adquiriu 414 mil sacas, consolidando-se como o maior destino mensal do produto brasileiro.

“Os americanos deixaram de ser nossos maiores compradores em agosto, descendo para o segundo lugar. Essa queda já reflete o impacto das tarifas impostas”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé. Ele ressalta que, apesar dos EUA ainda liderarem o acumulado anual, a tendência é que haja maior diversificação de destinos nos próximos meses.

Colômbia surpreende com alta nas compras

Contrariando a tendência de queda dos EUA, a Colômbia — tradicional concorrente do Brasil na exportação de café — ampliou significativamente suas aquisições do grão brasileiro. O volume comprado passou de 16 mil para 112 mil sacas de 60 kg, um aumento de 578% em relação a agosto de 2024.

O crescimento expressivo se deve à necessidade do país de suprir o mercado interno e reexportar parte do café, aproveitando o regime de drawback, que oferece benefícios fiscais para importações destinadas à produção de produtos exportáveis.

Tarifaço provoca volatilidade no mercado global

Segundo Márcio Ferreira, o aumento tarifário imposto pelos EUA gerou forte volatilidade nos preços internacionais, em um cenário já pressionado pela oferta limitada e por safras afetadas por condições climáticas adversas.

“Os fundamentos já apontavam alta, mas as tarifas desorganizaram o mercado e abriram espaço para movimentos especulativos”, afirma Ferreira. Apesar da queda nas exportações em agosto, o setor mostra sinais de recuperação: em setembro, os embarques somaram 3,75 milhões de sacas, representando uma redução menor, de 18,4%, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Europa e Ásia se consolidam como novos mercados

Marcos Matos, diretor-executivo do Cecafé, destaca a importância da expansão para novos destinos. Além da Alemanha, países como Itália, Japão, China, Rússia e Turquia vêm ampliando sua participação nas importações de café brasileiro.

“Há uma grande realocação. Menor disponibilidade eleva o preço, mas também diversifica nossos mercados. Os países europeus e asiáticos estão garantindo seus estoques e aumentando a demanda por café do Brasil”, afirma Matos.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

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