Indústria

Venda de máquinas recua 8,9% em julho, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou nova queda nas vendas em julho de 2026, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A receita líquida do setor somou R$ 24,4 bilhões no mês, retração de 8,9% em relação a julho de 2025.

Apesar do resultado negativo na comparação anual, houve uma leve recuperação frente a junho. Considerando os efeitos sazonais, a receita avançou 0,7% na comparação mensal. No acumulado de janeiro a julho, porém, o setor ainda apresenta queda de 12,9%.

Mercado interno segue pressionado

A receita obtida no mercado doméstico alcançou R$ 18,7 bilhões em julho, recuo de 5,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos acompanhou esse movimento e caiu 5,3%, chegando a R$ 34,6 bilhões.

Para a Abimaq, o desempenho está relacionado aos efeitos da política monetária restritiva, que continuam influenciando as decisões de investimento das empresas.

Exportações caem, enquanto importações avançam

O mercado externo também apresentou resultado negativo para a indústria brasileira de máquinas. As exportações de máquinas e equipamentos totalizaram US$ 1,1 bilhão em julho, valor 10,9% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

Na direção oposta, as importações cresceram. As compras externas somaram US$ 2,95 bilhões no mês, alta de 2,1% na comparação anual.

O desempenho evidencia um cenário de maior pressão sobre a indústria nacional, com redução das vendas internas e externas e avanço das importações de máquinas.

Utilização da capacidade instalada tem pequena queda

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 78,4% em julho. No mesmo mês de 2025, o indicador estava em 78,7%, representando uma redução de 0,3 ponto percentual.

Apesar da queda, o índice permanece próximo ao patamar registrado um ano antes.

Carteira de pedidos mostra melhora

Um dos indicadores positivos do mês foi a carteira de pedidos. O prazo médio alcançou 9,4 semanas em julho, resultado 3,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

O dado indica uma melhora no volume de pedidos futuros, embora o desempenho das vendas acumuladas no ano continue refletindo um ambiente de negócios desafiador para o setor de bens de capital.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Giselleflissak / Getty Images

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