Tecnologia

Marcas chinesas chegam a 17% do mercado brasileiro de veículos

A presença das marcas chinesas de carros no Brasil ganhou força rapidamente. Em apenas um ano, a participação dessas fabricantes no mercado nacional passou de 9% para 17%, impulsionada principalmente pelo avanço dos carros eletrificados e pela crescente aceitação dos consumidores brasileiros.

A expansão coloca as montadoras chinesas em posição de destaque no setor automotivo brasileiro. Ao mesmo tempo, o avanço preocupa mercados tradicionais, que estudam medidas para proteger suas próprias indústrias.

Carros chineses avançam com a eletrificação

As fabricantes chinesas se tornaram protagonistas da eletrificação automotiva no Brasil, segmento que vem conquistando espaço entre os consumidores.

O cenário, porém, é diferente em outros grandes mercados. Nos Estados Unidos, por exemplo, a entrada de veículos chineses enfrenta uma tarifa de importação de 100%, mantida desde o governo de Joe Biden. Na Europa, também estão em discussão medidas para aumentar a proteção da indústria local diante da concorrência asiática.

No Brasil, uma iniciativa semelhante já provocou controvérsia no passado.

Brasil já adotou barreira para carros importados

Em 2011, o governo brasileiro aumentou em 30 pontos percentuais o IPI incidente sobre veículos importados de países de fora do Mercosul. Com a medida, a alíquota chegou a 70%.

O chamado “super IPI” tinha como justificativa a proteção dos empregos no setor automotivo brasileiro e o estímulo aos investimentos e à inovação dentro do país.

A decisão, entretanto, gerou reação internacional. Alguns países recorreram à Organização Mundial do Comércio (OMC), que concluiu, em 2017, que a política brasileira contrariava regras do comércio internacional. Posteriormente, o mecanismo foi retirado.

Stellantis defende incentivo à produção local

O presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, afirma não apoiar um aumento do Imposto de Importação. Para o executivo, o caminho poderia ser outro: oferecer vantagens às empresas que ampliem a fabricação nacional e utilizem mais componentes produzidos no Brasil.

Na avaliação de Zola, o sistema deveria estimular a produção local, beneficiando empresas de acordo com o nível de nacionalização de seus veículos.

O executivo também questiona a falta de incentivos para a compra de insumos nacionais.

“As montadoras que estão no Brasil não recebem incentivo para comprar aço local ou nenhum outro tipo de insumo. Enquanto isso, o aço chinês entra nos carros semimontados sem imposto”, afirma.

Medidas de 2011 estimularam fábricas de marcas premium

Apesar das controvérsias, o aumento do IPI em 2011 contribuiu para que algumas marcas de luxo que atuavam apenas com importações passassem a produzir veículos no Brasil.

Foi o caso de Mercedes-Benz, BMW e Jaguar Land Rover.

Atualmente, apenas a BMW mantém uma fábrica em funcionamento em Araquari, em Santa Catarina. A Mercedes-Benz encerrou as atividades de sua unidade em Iracemápolis, São Paulo, no fim de 2020. A planta foi posteriormente adquirida pela chinesa GWM, que iniciou a produção em agosto de 2025.

A GWM também avalia novos investimentos. Segundo Diego Fernandes, responsável pelas operações da empresa, o grupo tem planos para construir outra fábrica em Aracruz, no Espírito Santo.

Já a unidade da Jaguar Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro, continua sem comprador. Nos bastidores do setor automotivo, o grupo Chery aparece como interessado na aquisição da planta.

Chery prepara expansão no Brasil

O CEO da Chery no Brasil, Peng Hu, evita comentar diretamente as negociações envolvendo a fábrica de Itatiaia. O executivo, porém, confirma que a empresa terá uma unidade industrial no país.

Segundo Hu, os termos do acordo ainda precisam ser definidos e formalizados, motivo pelo qual os detalhes permanecem sob sigilo.

A atuação do executivo no Brasil também ganhou novas dimensões. Quando concedeu sua primeira entrevista ao Valor, em dezembro de 2025, Hu era responsável por duas marcas do grupo, Omoda e Jaecoo, criadas pela Chery para atuação internacional e que não são comercializadas na China.

Em julho deste ano, ele passou a comandar as operações do grupo Chery na região.

iCar e novos modelos estão nos planos

A estratégia de crescimento da Chery prevê novas marcas e segmentos no mercado brasileiro. A partir do primeiro trimestre de 2027, a empresa pretende lançar a iCar no país.

De acordo com Hu, mais de 100 grupos de concessionárias já demonstraram interesse em representar a nova marca.

A Chery também prepara projetos relacionados ao uso de etanol em carros híbridos. Engenheiros brasileiros trabalham em conjunto com a equipe de desenvolvimento na China para criar motores capazes de utilizar o combustível derivado da cana-de-açúcar.

Para 2027, a fabricante ainda prevê a chegada de uma nova marca de luxo e a entrada no segmento de carros compactos.

Futuro da produção da Chery pela CAOA ainda é incerto

A expansão direta do grupo Chery no Brasil também levanta dúvidas sobre o futuro da produção de veículos da marca realizada pelo grupo brasileiro CAOA.

Hu afirma não ser o responsável por essa questão. Neste momento, sua atuação está concentrada nos projetos de crescimento e expansão da fabricante chinesa no mercado nacional.

A Chery já ampliou sua participação nas vendas brasileiras para 2,5%, alcançando a 13ª colocação no ranking geral de comercialização de veículos.

Robôs humanoides chegam às concessionárias

Além de investir em novos produtos e ampliar sua participação no mercado, a Chery prepara iniciativas para diferenciar a experiência dos consumidores.

Uma das novidades será a presença de robôs humanoides nas concessionárias do grupo. Os equipamentos deverão recepcionar os clientes e fazer parte da estratégia da empresa para aproximar tecnologia e atendimento no ponto de venda.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ana Paula Paiva/Valor

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Comércio Exterior

China rejeita limite da UE para exportações de carros híbridos

A China rejeitou a proposta da União Europeia (UE) para limitar voluntariamente as exportações de carros híbridos chineses ao mercado europeu, aumentando a pressão nas negociações comerciais entre Pequim e Bruxelas.

A recusa ocorre em um momento de tentativa de aproximação entre os dois lados, que buscam evitar uma nova escalada das tensões comerciais. Diante do impasse, a Comissão Europeia avalia a possibilidade de estabelecer unilateralmente restrições temporárias às importações de veículos híbridos fabricados na China.

A informação foi divulgada pelo Financial Times, que citou dois diplomatas familiarizados com as negociações.

UE avalia limitar importações de veículos chineses

O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, iniciou nesta quinta-feira uma visita de dois dias a Pequim. Entre os objetivos da viagem está a busca por um acordo capaz de reduzir o crescente déficit comercial da União Europeia com a China e evitar novas medidas de retaliação.

A proposta apresentada inicialmente por Bruxelas previa que Pequim restringisse as exportações de automóveis híbridos para cerca de 15% do mercado europeu. Atualmente, os veículos chineses representam mais de um terço desse segmento.

A alternativa negociada seria adotada de forma voluntária, mas a rejeição chinesa pode levar a UE a recorrer a medidas comerciais próprias, incluindo possíveis aumentos de tarifas.

Salvaguarda pode criar novas quotas de importação

Após a negativa de Pequim, a Comissão Europeia passou a analisar a criação de uma medida temporária de salvaguarda comercial. O mecanismo permitiria estabelecer uma quota para a entrada de veículos chineses e aplicar tarifas adicionais elevadas sobre os automóveis que ultrapassassem o limite estabelecido.

A ideia é chegar a um volume de importações que a China possa aceitar informalmente, reduzindo o risco de uma nova reação comercial.

No entanto, a medida não poderia ser direcionada exclusivamente à China. Outros fornecedores, como Reino Unido, Coreia do Sul e Japão, também seriam incluídos no sistema, com quotas calculadas de acordo com seus históricos de exportação para o mercado europeu.

Disputa envolve carros elétricos e tarifas

O aumento das exportações chinesas de veículos híbridos para a Europa ganhou força depois que Bruxelas aplicou direitos compensatórios de até 35% sobre automóveis elétricos produzidos na China. Essas tarifas são cobradas além da taxa convencional de 10%.

Pequim reagiu com medidas comerciais direcionadas a produtos europeus, entre eles conhaque, carne suína e laticínios, ampliando o alcance da disputa entre os dois mercados.

França e Alemanha pedem resposta mais firme

De acordo com o Financial Times, autoridades europeias consideram que as negociações em Pequim terão dificuldades para avançar caso não haja uma solução para o crescimento das importações de automóveis híbridos.

A dimensão do déficit comercial europeu com a China também preocupa os governos dos Estados-membros. O saldo negativo chegou a aproximadamente 1 bilhão de euros por dia.

França e Alemanha apresentaram nesta semana uma posição conjunta defendendo uma atuação mais firme da Comissão Europeia diante das práticas comerciais chinesas.

Os dois países alertaram para o risco de um “choque industrial maciço” em setores considerados estratégicos para a economia europeia, como as indústrias farmacêutica, aeroespacial, automotiva, química e de máquinas-ferramentas.

Berlim e Paris também propõem um novo instrumento que permita restringir rapidamente a entrada de determinados produtos no mercado europeu. Segundo os dois governos, o mecanismo poderia funcionar ainda como forma de dissuadir eventuais retaliações de Pequim.

Terras raras e relação com a Rússia entram nas negociações

As discussões entre China e União Europeia não se limitam ao setor automotivo. Outro tema relevante são os controles chineses sobre a exportação de terras raras, ímãs e minerais críticos, materiais fundamentais para as indústrias de automóveis, tecnologias de energia limpa e defesa.

Diplomatas citados pelo Financial Times afirmam que aproximadamente 90% dos pedidos de licenciamento apresentados por empresas europeias foram aprovados pelas autoridades chinesas. O processo, porém, exige que as companhias forneçam informações comerciais e industriais consideradas sensíveis.

Pequim também pressiona Bruxelas pelo fim das sanções contra empresas chinesas acusadas de apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia. O governo chinês ainda quer a retirada de restrições europeias à exportação de tecnologias avançadas, incluindo equipamentos para fabricação de semicondutores produzidos pela empresa neerlandesa ASML.

China critica restrições voluntárias às exportações

Um terceiro diplomata ouvido pelo jornal britânico demonstrou ceticismo sobre a possibilidade de um acordo durante as atuais negociações.

O Ministério do Comércio da China, por sua vez, afirmou no mês passado que se opõe firmemente às restrições voluntárias às exportações. Segundo Pequim, esse tipo de medida viola as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e entra em conflito com os princípios de economia de mercado e concorrência justa.

As negociações em Pequim, portanto, envolvem não apenas o comércio de automóveis híbridos, mas também tarifas, acesso a mercados, minerais estratégicos, tecnologia e sanções relacionadas à guerra na Ucrânia.

FONTE: SIC Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SIC

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Tecnologia

Hyundai defende concorrência equilibrada para enfrentar avanço dos carros chineses

A expansão das montadoras chinesas preocupa parte da indústria automotiva global, mas o CEO mundial da Hyundai, José Muñoz, avalia que ainda é possível competir com essas empresas. Para o executivo, o caminho passa por garantir condições equilibradas de concorrência, proteger determinados setores estratégicos e manter investimentos contínuos em produtos e tecnologia.

Muñoz reconhece que os veículos chineses, geralmente mais baratos, poderiam conquistar rapidamente espaço nos Estados Unidos caso as atuais barreiras comerciais fossem retiradas. A declaração foi feita durante a apresentação do Hyundai Tucson 2027, em Nova York.

Hyundai pede condições iguais de competição

Na avaliação de Muñoz, todas as fabricantes que disputam o mercado norte-americano deveriam atuar sob regras semelhantes. O executivo afirma que a Hyundai já enfrenta concorrentes de diferentes países em diversos mercados e apresenta bons resultados quando considera que existe um ambiente competitivo equilibrado.

A preocupação com a chegada das marcas chinesas aos Estados Unidos tem como referência o desempenho observado na Europa. Nos últimos anos, fabricantes da China ampliaram sua participação no continente oferecendo veículos cerca de 30% mais baratos que modelos europeus equivalentes, mesmo com a incidência de tarifas.

O avanço aumentou a pressão sobre fabricantes tradicionais, como Volkswagen, Volvo e Mercedes, e alimenta o receio de que um movimento semelhante ocorra no mercado norte-americano.

Tarifas dificultam entrada de veículos chineses nos EUA

Atualmente, tarifas elevadas e restrições relacionadas a softwares chineses representam obstáculos importantes para a comercialização direta desses veículos nos Estados Unidos.

O cenário, porém, pode mudar. Donald Trump já afirmou que aceitaria a instalação de fábricas de montadoras chinesas no território americano, desde que as operações empregassem trabalhadores dos Estados Unidos.

Analistas também avaliam que as fabricantes chinesas podem encontrar alternativas para entrar no mercado, seja por meio da produção local, seja por acordos e parcerias com empresas já estabelecidas no país.

Apesar dessa possibilidade, Muñoz afirma que a Hyundai não desenvolveu uma estratégia específica para enfrentar uma eventual entrada dessas marcas. Segundo ele, a prioridade é aprimorar continuamente os próprios veículos, reduzir custos e avançar em tecnologia, independentemente da origem dos concorrentes.

Integração vertical é aposta para reduzir custos

Uma das estratégias da Hyundai é ampliar a integração vertical, aumentando a produção interna de componentes e tecnologias. A intenção é melhorar a relação entre custo e qualidade e diminuir a dependência de fornecedores externos.

Muñoz cita como exemplo o investimento de US$ 5,8 bilhões, equivalente a cerca de R$ 28,9 bilhões, na Louisiana. O projeto prevê a produção de aço com menor impacto ambiental e faz parte dos esforços da empresa para elevar sua competitividade.

A estratégia também deve avançar em áreas como software e tecnologias automotivas, com maior desenvolvimento interno para ampliar o controle sobre custos e reduzir dependências.

Eletrificação mostra diferenças entre China, Europa e EUA

Muñoz admite que ainda não é possível prever exatamente o impacto que uma eventual entrada das montadoras chinesas provocaria nos Estados Unidos. Para ele, entretanto, o desempenho dessas empresas na Europa oferece uma referência importante.

A diferença entre os mercados também aparece na eletrificação dos veículos. Na China, os modelos elétricos já representam mais de 60% das vendas. Na Europa, a participação supera 20%. Nos Estados Unidos, por outro lado, os veículos elétricos permanecem abaixo de 6% do mercado após a retirada dos subsídios federais promovida pelo governo Trump e pelo Congresso.

Além da polarização política e de uma infraestrutura de recarga ainda considerada insuficiente, a disponibilidade de veículos elétricos acessíveis é apontada como um dos principais obstáculos à expansão desse segmento.

Muñoz, no entanto, acredita que os Estados Unidos ainda podem avançar e classifica o país como o mercado automotivo mais competitivo do mundo.

Hyundai aposta em elétricos e híbridos

A Hyundai mantém no mercado americano modelos elétricos como o Ioniq 5 e o Ioniq 9, enquanto amplia sua oferta de veículos híbridos.

Os carros híbridos ganharam importância nos resultados de eletrificação da companhia e estão presentes em modelos de grande volume de vendas, como o Tucson.

O Hyundai Group recentemente ultrapassou a Honda nas vendas de híbridos nos Estados Unidos e passou a ocupar a segunda colocação do segmento, atrás apenas da Toyota.

Baterias continuam sendo um desafio

Outro ponto de atenção está na produção de baterias. Muñoz reconhece que a China possui uma vantagem relevante nesse setor graças à enorme escala alcançada por sua indústria.

A Hyundai, por sua vez, mantém uma joint venture com a SK On para fabricar baterias nos Estados Unidos, em uma unidade localizada na Geórgia, próxima à Metaplant onde a empresa produz veículos elétricos e híbridos.

Segundo o executivo, alcançar grandes volumes de produção é fundamental para ganhar competitividade, já que a bateria representa uma parcela significativa do custo total de um carro elétrico.

Apesar da vantagem chinesa em escala, Muñoz afirma não estar preocupado com a situação. Ele destaca que os Estados Unidos já possuem produção doméstica de baterias conduzida por alguns dos maiores fabricantes mundiais.

FONTE: Notícias Automotivas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Automotivas

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Tecnologia

Carros eletrificados atingem 1 milhão de unidades no Brasil

O mercado brasileiro alcançou a marca de 1 milhão de veículos eletrificados emplacados desde o início da série histórica, em janeiro de 2012. O número reúne diferentes tecnologias de propulsão elétrica comercializadas no país.

A categoria inclui modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais com tração elétrica (HEV e HEV Flex). Os micro-híbridos (MHEV), no entanto, não fazem parte desse levantamento.

A marca de 1 milhão de unidades já era esperada pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que havia projetado o alcance do número para setembro.

Mercado de eletrificados acelera em 2026

Entre janeiro e agosto de 2026, foram emplacados 328.477 veículos eletrificados no Brasil. O resultado representa crescimento de 160,5% em comparação com o mesmo período de 2025.

O volume registrado nos oito primeiros meses deste ano corresponde a 34,6% de todos os veículos eletrificados comercializados no país desde o início da série histórica.

Para o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, o resultado representa uma mudança no cenário da indústria automotiva brasileira.

“É mais um recorde histórico e a prova definitiva de que já ingressamos numa nova etapa da evolução do mercado automotivo brasileiro”, afirmou.

Carros elétricos lideram vendas em 2026

Considerando somente os emplacamentos realizados em 2026, os carros elétricos representam 44% das vendas de veículos eletrificados.

Os híbridos plug-in (PHEV) aparecem na sequência, com participação de 36% no mercado.

O desempenho mostra a expansão das diferentes tecnologias de eletrificação automotiva no Brasil, em um mercado que reúne veículos totalmente elétricos e modelos híbridos com diferentes sistemas de propulsão.

BYD lidera entre elétricos e híbridos plug-in

Entre os modelos comercializados em 2026, o BYD Dolphin Mini ocupa a primeira posição entre os veículos totalmente elétricos mais vendidos no país.

Já no segmento de híbridos plug-in, o destaque é o BYD Song, que registra o maior número de emplacamentos na categoria neste ano.

A chegada da frota eletrificada à marca de 1 milhão de unidades reforça a expansão dos carros elétricos e híbridos no Brasil e o avanço da eletrificação no mercado automotivo nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rodrigo Barros/CNN

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Tecnologia

China quer que carros de nova energia representem 70% das vendas até 2030

A China estabeleceu uma nova meta para ampliar a participação dos veículos de nova energia (NEVs) no mercado automotivo. O governo pretende que esses modelos correspondam a 70% das vendas de novos carros de passageiros até 2030, de acordo com um plano de desenvolvimento para os próximos cinco anos.

O documento traça as principais diretrizes para a indústria chinesa de veículos elétricos, híbridos e conectados, com foco em avanços tecnológicos, maior eficiência energética e expansão das fabricantes do país no mercado internacional.

A estratégia busca consolidar a posição da China na indústria automotiva mundial, em um momento em que a participação dos NEVs no mercado doméstico já se aproxima da meta estabelecida para o fim da década.

Participação dos NEVs já se aproxima da meta

O plano foi publicado por nove órgãos governamentais chineses, entre eles o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Além da meta para os carros de passageiros, o governo estabeleceu que os NEVs deverão representar 40% das vendas de novos veículos comerciais até 2030.

Os números mais recentes mostram que o mercado chinês já avançou significativamente nessa direção.

Nos oito primeiros meses de 2026, os veículos de nova energia responderam por 58,6% das vendas de novos carros de passageiros e por 33,9% das vendas de veículos comerciais, segundo dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Somente em agosto, as participações chegaram a 68% entre os carros de passageiros e 49,3% entre os veículos comerciais.

China estabelece metas de eficiência energética

O plano também estabelece objetivos para reduzir o consumo de energia e combustível dos veículos até 2030.

Para os carros de passageiros, a meta é alcançar um consumo médio de combustível de 3,3 litros a cada 100 quilômetros.

Já os veículos elétricos de passageiros deverão atingir consumo médio de 11,5 kWh por 100 quilômetros.

O desafio é maior no caso dos elétricos. Embora 87 fabricantes chineses já tivessem atingido a meta de consumo de combustível em 2025, a eficiência energética dos modelos elétricos ainda está distante do objetivo estabelecido para 2030.

Baterias maiores não são a única solução

Um estudo do Instituto de Pesquisa de Engenharia Automotiva da China apontou que os carros elétricos de passageiros avaliados em 2025 apresentaram consumo médio de 15,8 kWh por 100 quilômetros, considerando o padrão WLTC (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Cycle).

Para aumentar a autonomia, as montadoras tradicionalmente recorrem ao uso de baterias maiores ou a sistemas híbridos.

O ex-ministro do MIIT Miao Wei, entretanto, defendeu em outubro de 2025 que o setor avance principalmente por meio de inovação tecnológica e eficiência energética, em vez de depender apenas do aumento da capacidade das baterias.

A orientação está alinhada ao desafio colocado pelo governo chinês para a próxima etapa de desenvolvimento da indústria.

Direção autônoma também está entre as prioridades

A estratégia chinesa inclui ainda metas para o avanço da direção automatizada.

Até 2030, o governo pretende viabilizar produtos de direção autônoma de alto nível para utilização em diferentes situações, incluindo rodovias e áreas urbanas.

Guo Shougang, chefe do departamento de indústria de equipamentos do MIIT, afirmou que as autoridades deverão ampliar a definição de padrões e os mecanismos de supervisão de segurança.

O objetivo é criar condições para que projetos-piloto de direção autônoma possam avançar dentro de parâmetros de segurança definidos pelas autoridades.

Fabricantes chinesas buscam ampliar presença global

A expansão internacional também aparece como um dos pilares do novo plano.

O governo chinês pretende fortalecer a reputação internacional das marcas automotivas chinesas e estimular a participação das empresas do país na definição e coordenação de regulamentações internacionais para o setor.

A estratégia ocorre em um cenário de aumento do protecionismo e das barreiras comerciais em diferentes mercados.

China promete apoio à expansão das montadoras

Cao Wen, funcionário do Ministério do Comércio da China, afirmou que o governo pretende aperfeiçoar os serviços de apoio à internacionalização das empresas automotivas.

Entre as medidas estão ações relacionadas à conformidade regulatória nos mercados estrangeiros e à proteção dos interesses das montadoras chinesas que já operam fora do país.

Com o novo plano, Pequim combina metas de crescimento dos veículos de nova energia com objetivos de eficiência, desenvolvimento de tecnologias de direção automatizada e expansão global das fabricantes chinesas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Tecnologia

Carros chineses já representam mais da metade dos veículos importados pelo Brasil em 2026

A participação dos carros chineses no Brasil atingiu um novo patamar em 2026. Entre janeiro e julho, mais de 180 mil veículos fabricados na China foram importados pelo país, número que corresponde a 52,4% de todos os veículos importados pelo Brasil no período.

Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que as importações de veículos chineses cresceram 105,4% nos primeiros sete meses do ano, na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

O avanço foi muito superior ao registrado pelo conjunto das importações. Ao todo, o Brasil recebeu 344,1 mil veículos estrangeiros entre janeiro e julho, alta de 25,7% em relação ao ano anterior.

China domina as importações de veículos

O desempenho mostra uma mudança importante na composição dos veículos importados pelo Brasil. A China passou a responder pela maior parcela desse mercado em um momento de forte expansão das montadoras chinesas e de aumento da oferta de novos modelos.

Enquanto as importações totais cresceram pouco mais de 25% em um ano, os veículos fabricados na China tiveram alta superior a 100%. Dessa forma, os fabricantes chineses não apenas acompanham o crescimento do mercado de importados, mas também ampliam sua participação entre os veículos que chegam ao país.

Esse movimento acontece paralelamente ao avanço dos carros elétricos e híbridos no mercado brasileiro.

Em julho, os veículos eletrificados representaram 23,5% dos emplacamentos no Brasil, a maior participação já registrada até então. No acumulado de 2026, os emplacamentos dessa categoria cresceram 120,8% frente aos primeiros sete meses de 2025.

A forte presença de fabricantes chineses no segmento de eletrificados ajuda a explicar parte desse crescimento. Empresas do país asiático têm ampliado a oferta de carros elétricos, híbridos e outros modelos eletrificados para os consumidores brasileiros.

Importações crescem enquanto exportações brasileiras caem

O avanço dos veículos estrangeiros ocorre em um cenário diferente para as exportações da indústria automotiva brasileira.

Entre janeiro e julho, foram exportados 255,9 mil veículos produzidos no Brasil, uma redução de 20,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A Argentina teve papel importante nesse resultado. Os embarques brasileiros destinados ao país vizinho recuaram 35,4% no acumulado do ano. Segundo a Anfavea, com exceção da Colômbia, as exportações para os demais mercados latino-americanos também apresentaram queda.

Por outro lado, a produção de veículos no Brasil manteve trajetória positiva. As fábricas instaladas no país produziram mais de 1,6 milhão de unidades nos sete primeiros meses de 2026, crescimento de 8,3% sobre o mesmo período do ano passado.

O cenário cria um contraste dentro do setor automotivo: a indústria nacional produz mais, mas enfrenta simultaneamente uma concorrência crescente dos veículos chineses importados.

Novas marcas chinesas ampliam a disputa no mercado brasileiro

A participação da China pode aumentar ainda mais com a chegada de novas fabricantes ao país. Empresas como iCAUR, Lepas, Luxeed, Freelander e DFM já possuem planos para atuar no mercado automotivo brasileiro.

A movimentação ocorre após a expansão de marcas como BYD, GWM, Omoda e Jaecoo, que passaram a disputar consumidores com as montadoras tradicionais.

Além do aumento das importações, a instalação de operações industriais no Brasil pode modificar a dinâmica desse mercado nos próximos anos. Com a produção local, parte dos veículos que atualmente são trazidos do exterior poderá passar a ser fabricada em território nacional.

China já é a principal origem dos veículos importados

Os números registrados até julho de 2026 evidenciam a mudança no perfil dos carros importados no Brasil. Com mais de 180 mil unidades e uma participação de 52,4%, os veículos produzidos na China já representam mais da metade das importações brasileiras.

O resultado consolida o país asiático como a principal origem dos veículos trazidos do exterior e reforça a expansão das montadoras chinesas no Brasil, especialmente em segmentos como elétricos e híbridos.

A tendência também sinaliza uma transformação na competição do setor automotivo brasileiro, que deve ganhar novos participantes à medida que mais marcas chinesas avancem em seus planos de operação no país.

FONTE: Vrum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vrum

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Tecnologia

Carros super-híbridos ganham força e prometem revolucionar a mobilidade com autonomia acima de 1.000 km

A transição para a eletrificação dos automóveis continua avançando, mesmo após o ritmo mais lento do que o previsto nos últimos anos. Embora projeções anteriores apontassem para uma predominância de veículos totalmente elétricos nos Estados Unidos até 2035, fatores como altos custos, mudanças políticas e resistência de parte dos consumidores levaram as montadoras a rever seus planos.

Apesar dos ajustes estratégicos e dos bilhões de dólares investidos em projetos posteriormente reformulados, a indústria automotiva segue apostando na eletrificação. Nesse cenário, uma nova categoria começa a ganhar destaque: os veículos elétricos de autonomia estendida (EREV), considerados por muitos especialistas como a próxima etapa da mobilidade eletrificada.

Entendendo os diferentes tipos de eletrificação

Antes de compreender o papel dos EREVs, é importante conhecer os principais sistemas disponíveis atualmente.

HEVs: os híbridos convencionais

Os híbridos elétricos (HEVs) combinam motor a combustão e propulsão elétrica, utilizando uma bateria de pequena capacidade que é recarregada durante a frenagem ou desaceleração do veículo.

Modelos como o Toyota Prius popularizaram essa tecnologia, que dispensa conexão em tomadas e oferece melhor eficiência energética em comparação aos carros exclusivamente movidos a gasolina.

BEVs: os elétricos puros

Os veículos elétricos a bateria (BEVs) são representados por modelos de fabricantes como Tesla, Porsche e diversas outras marcas globais. Eles utilizam exclusivamente energia elétrica armazenada em grandes baterias, proporcionando condução silenciosa, respostas rápidas ao acelerador e menor necessidade de manutenção.

Por outro lado, as baterias de grande capacidade elevam significativamente os custos de produção. Além disso, fatores como reboque de cargas e longas viagens ainda podem impactar a autonomia desses veículos.

PHEVs: híbridos plug-in

Os híbridos plug-in (PHEVs) representam uma evolução dos híbridos convencionais. Equipados com baterias maiores e sistema de recarga externa, conseguem rodar dezenas de quilômetros apenas no modo elétrico antes de acionarem o motor a combustão.

Modelos modernos podem atender a boa parte dos deslocamentos urbanos utilizando somente eletricidade, reduzindo de forma significativa o consumo de combustível.

O que são os carros elétricos de autonomia estendida (EREV)?

Os EREVs unem características dos carros elétricos e dos híbridos plug-in, mas apresentam uma diferença fundamental: as rodas são movimentadas exclusivamente por motores elétricos.

Nesse sistema, o motor a combustão não impulsiona diretamente o veículo. Sua função é atuar como gerador de energia para recarregar a bateria quando necessário.

A proposta é utilizar baterias de tamanho intermediário — maiores que as dos híbridos plug-in e menores que as dos elétricos puros — reduzindo custos e peso sem comprometer a experiência de condução elétrica.

Vantagens dos super-híbridos

Entre os principais benefícios dos carros super-híbridos estão:

  • Maior autonomia total;
  • Menor dependência de carregadores públicos;
  • Redução do custo das baterias;
  • Condução predominantemente elétrica;
  • Menor ansiedade relacionada à autonomia;
  • Melhor desempenho em viagens longas e reboque.

Como o motor a combustão opera em faixas de eficiência mais elevadas, a tecnologia também tende a otimizar o consumo energético.

Tecnologia não é nova, mas evoluiu

A ideia dos veículos de autonomia estendida já foi testada anteriormente. Um dos exemplos mais conhecidos foi o BMW i3 equipado com extensor de autonomia.

Na época, o sistema apresentava limitações de desempenho quando a bateria estava descarregada e o pequeno motor gerador precisava sustentar sozinho o fornecimento de energia.

As novas gerações prometem superar essas restrições por meio de baterias mais eficientes e geradores mais potentes.

Picapes e SUVs serão os principais beneficiados

A nova tecnologia chama a atenção principalmente entre fabricantes de picapes e utilitários esportivos.

Marcas como Ford, Jeep, Ram, Scout, Kia, Genesis e Nissan já estudam ou anunciaram projetos envolvendo sistemas EREV.

O motivo é simples: veículos maiores possuem espaço suficiente para acomodar baterias, motores elétricos e geradores adicionais sem comprometer a capacidade de carga.

Além disso, a tecnologia resolve um dos principais desafios dos elétricos atuais: a perda significativa de autonomia durante o reboque de trailers, barcos ou equipamentos pesados.

Stellantis prepara primeiros modelos EREV

Os primeiros modelos de grande volume equipados com essa tecnologia devem chegar ao mercado por meio da Stellantis.

Entre os destaques estão a Jeep Grand Wagoneer REEV e a Ram 1500 REV, previstas para estrear no fim de 2026.

O conjunto mecânico utiliza um motor V6 ligado a um gerador de 130 kW e uma bateria de 92 kWh. Segundo a fabricante, o sistema permitirá rodar cerca de 233 quilômetros apenas com eletricidade e superar os 960 quilômetros de autonomia total.

A Ram também promete números impressionantes de desempenho, incluindo 647 cavalos de potência, capacidade de carga superior a uma tonelada e reboque de até sete toneladas.

Ford aposta em autonomia superior a 1.100 quilômetros

A Ford também confirmou o desenvolvimento de uma versão EREV da linha Lightning.

De acordo com a montadora, a futura Ford Lightning EREV combinará aceleração típica de um veículo elétrico com autonomia estimada acima de 1.120 quilômetros.

A expectativa é que o modelo seja lançado no mercado por volta de 2028.

Scout projeta desempenho esportivo e grande capacidade de reboque

A Scout Motors, marca retomada pela Volkswagen, também prepara veículos com autonomia estendida.

Os projetos incluem a picape Terra e o SUV Traveler, ambos desenvolvidos para oferecer elevada capacidade de reboque e desempenho robusto.

Segundo as projeções iniciais, o sistema EREV equipado com motor de quatro cilindros poderá alcançar aproximadamente 805 quilômetros de autonomia, enquanto a versão totalmente elétrica deverá atingir cerca de 563 quilômetros.

Super-híbridos podem ser a ponte para o futuro da eletrificação

Embora os avanços nas baterias continuem acelerando a adoção dos veículos elétricos puros, os EREVs surgem como uma solução intermediária capaz de atender consumidores que ainda valorizam a segurança de um tanque de combustível para viagens longas.

Ao combinar a experiência de condução elétrica com a praticidade de um gerador a combustão, os chamados super-híbridos podem ocupar um espaço estratégico no mercado automotivo durante os próximos anos, especialmente entre proprietários de picapes, SUVs e veículos destinados ao reboque.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Carros elétricos batem recorde no Brasil com mais de 17 mil unidades vendidas em abril

O mercado brasileiro de carros elétricos alcançou um novo recorde em abril de 2026. Dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostram que o país emplacou 17.488 veículos 100% elétricos no período, maior marca já registrada para o segmento no Brasil.

O resultado representa um avanço de 24,3% em comparação com março, quando foram vendidas 14.073 unidades. Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo: alta de 272% sobre abril de 2025, mês em que os emplacamentos de veículos elétricos somaram 4.702 unidades.

Eletrificados já representam 1 em cada 6 carros vendidos

O crescimento dos veículos eletrificados também impulsionou a participação desse tipo de tecnologia no mercado automotivo brasileiro.

Somando modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos convencionais (HEV) e híbridos flex (HEV Flex), o setor registrou 38.516 unidades vendidas em abril.

Com isso, os eletrificados passaram a representar 16,2% das vendas totais de veículos leves no país. Na prática, aproximadamente um em cada seis carros vendidos no Brasil já utiliza algum tipo de motorização eletrificada.

Veja o desempenho de cada tecnologia

A divisão das vendas de eletrificados em abril ficou da seguinte forma:

  • BEV (100% elétricos): 17.488 unidades (45,4%)
  • PHEV (híbridos plug-in): 13.214 unidades (34,3%)
  • HEV Flex: 4.096 unidades (10,6%)
  • HEV: 3.718 unidades (9,7%)

Os dados mostram o forte domínio dos modelos plug-in, que incluem os veículos totalmente elétricos e os híbridos com recarga externa.

Juntos, BEVs e PHEVs responderam por cerca de 80% dos eletrificados comercializados no mês, indicando a crescente preferência do consumidor por tecnologias que permitem carregamento na tomada.

Marcas chinesas aceleram expansão no Brasil

O avanço dos carros elétricos no Brasil também reflete a expansão das montadoras chinesas no mercado nacional.

Entre os destaques de abril, o BYD Dolphin Mini apareceu na sexta posição do ranking geral de emplacamentos do país. Já o Geely EX2 passou a figurar entre os modelos mais vendidos no varejo brasileiro.

Segundo a ABVE, o desempenho reforça a consolidação da eletrificação como uma tendência cada vez mais relevante dentro da indústria automotiva nacional.

A ampliação da oferta de modelos, associada à entrada de novas marcas e segmentos, vem contribuindo para acelerar a adoção dos veículos elétricos entre os consumidores brasileiros.

Híbridos plug-in também seguem em alta

Além dos BEVs, os híbridos plug-in mantiveram forte ritmo de crescimento em abril.

Os PHEVs totalizaram 13.214 unidades vendidas no mês, avanço de 67% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já os híbridos convencionais e híbridos flex, juntos, registraram 7.814 unidades comercializadas.

Brasil pode chegar a 300 mil eletrificados em 2026

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o mercado brasileiro já soma 122.463 veículos eletrificados vendidos.

O volume corresponde a mais da metade de todo o total registrado ao longo de 2025, fortalecendo as projeções de que o país possa se aproximar da marca de 300 mil eletrificados vendidos até o fim deste ano.

Os números mostram uma mudança de escala no setor automotivo nacional, com os veículos elétricos deixando de ocupar um nicho restrito para disputar espaço de forma mais ampla no mercado brasileiro.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Motor1 Brasil

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Tecnologia

Veículos eletrificados impulsionam 69% do crescimento do mercado automotivo brasileiro

Os veículos eletrificados foram responsáveis pela maior parte da expansão do mercado automotivo brasileiro na primeira quinzena de fevereiro de 2026. Segundo levantamento da Bright Consulting, o segmento respondeu por aproximadamente 69% do crescimento registrado no período.

Ao todo, o Brasil emplacou 86.565 veículos leves nos primeiros quinze dias do mês. O volume representa alta de 26,6% frente à primeira quinzena de janeiro e avanço de 13% na comparação anual. Apesar da expansão generalizada, os dados indicam que a eletrificação concentra a maior fatia da evolução do setor.

Eletrificação ganha protagonismo

Na quinzena, foram comercializadas 13.487 unidades eletrificadas, crescimento de 18,7% em relação ao mês anterior e salto de 104,6% na comparação com o mesmo período de 2025. A participação desses modelos chegou a 15,6% do total do mercado.

Do aumento anual registrado no setor, cerca de 6.896 unidades vieram exclusivamente dos eletrificados. O desempenho mostra que a transição para carros híbridos e elétricos deixou de ser um movimento pontual e passou a liderar a expansão estrutural do segmento automotivo.

No acumulado de 2026, as vendas somam 40.257 unidades, alta de 77,3% frente ao ano anterior, com participação próxima de 16,2% — praticamente o dobro da fatia registrada em 2025.

Híbridos lideram, mas elétricos avançam

A divisão por tecnologia revela um cenário equilibrado entre diferentes soluções de mobilidade elétrica.

Na primeira quinzena de fevereiro:

  • híbridos plenos (HEV): 4.205 unidades (31,2%)
  • elétricos a bateria (BEV): 4.104 unidades (30,4%)
  • híbridos plug-in (PHEV): 3.679 unidades (27,3%)
  • mild hybrid (MHEV): 1.499 unidades (11,1%)

Os híbridos convencionais lideraram o volume, impulsionados principalmente pela Toyota, responsável por cerca de um terço das vendas dessa categoria.

Entre os modelos 100% elétricos, o BYD Dolphin Mini se destacou com mais da metade dos emplacamentos do segmento. Já no grupo dos híbridos plug-in, o BYD Song Pro liderou as vendas.

O crescimento simultâneo de BEVs e PHEVs reforça a aceleração da eletrificação automotiva no Brasil, tanto nas soluções intermediárias quanto nos modelos totalmente elétricos.

Montadoras chinesas ampliam participação

O avanço da eletrificação está diretamente associado ao desempenho das montadoras chinesas. Na primeira quinzena de fevereiro, elas responderam por 13,2% das vendas totais do mercado brasileiro, patamar levemente inferior ao de janeiro (13,9%), mas ainda elevado.

A BYD já figura entre as principais fabricantes do país, com 6,2% de participação nas vendas do período. A GWM também passou a integrar o grupo das dez maiores montadoras em volume de emplacamentos.

A estratégia dessas empresas tem sido baseada em portfólio focado em modelos eletrificados, preços competitivos e oferta tecnológica ampliada. A tendência é de fortalecimento dessa presença com a expansão das operações locais e o lançamento de novos produtos.

Crescimento seletivo do setor

Embora o mercado automotivo apresente alta nas vendas totais, os números indicam que a transformação ocorre de forma concentrada. O dinamismo está principalmente nos carros elétricos e híbridos, enquanto os modelos convencionais registram evolução mais moderada.

Mantido o ritmo observado neste início de ano, a eletrificação deve se consolidar como principal motor de crescimento da indústria automotiva brasileira ao longo de 2026.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InsideEVs Brasil

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Exportação

China lança navio Glovis Leader com capacidade para quase 11 mil veículos e fortalece exportações automotivas

A China estreou um novo navio RoRo (roll-on/roll-off), o Glovis Leader, capaz de transportar até 10.800 veículos por viagem. Considerada uma das maiores embarcações do mundo para transporte automotivo, a iniciativa reforça a estratégia chinesa de ampliar a presença internacional de carros elétricos e híbridos, principalmente em rotas para a Europa e Américas.

Navio de grande porte e alta flexibilidade

Construído no estaleiro Guangzhou Shipyard International pela Hyundai, o Glovis Leader supera em cerca de 1.800 veículos os maiores transportadores atualmente em operação, incluindo os utilizados pelas principais montadoras chinesas.

A embarcação mede aproximadamente 230 metros de comprimento e 40 metros de largura, contando com 14 conveses para veículos, sendo cinco móveis, o que garante flexibilidade para diferentes tipos de cargas e otimiza a operação logística.

China reforça exportações de carros elétricos e híbridos

O lançamento do navio coincide com o fortalecimento da indústria automotiva chinesa no mercado internacional. A BYD, uma das maiores exportadoras mundiais de veículos eletrificados, já mantém frota própria de navios RoRo que transportam milhares de unidades para o Brasil, Argentina e outros países da América Latina.

Em 2025, o navio BYD Shenzhen, um dos maiores porta-carros em operação, iniciou sua primeira viagem ao Brasil com mais de 7.000 veículos elétricos e híbridos, consolidando a estratégia da marca de controlar diretamente grande parte da cadeia logística de exportação.

Navios próprios como estratégia logística

Especialistas destacam que o uso de embarcações próprias tem se tornado essencial para fabricantes chineses. Além de reduzir custos logísticos, essa prática aumenta a previsibilidade das entregas e permite atender à crescente demanda por veículos eletrificados fora da China.

Navios de grande porte, como o Glovis Leader, têm capacidade para aportar em terminais brasileiros, incluindo Vitória e Itajaí, potencializando o fluxo de importação de carros automotivos chineses no país.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Glovis/Reprodução

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