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Porto de Paranaguá amplia importação de veículos com chegada de quatro novas marcas

O Porto de Paranaguá ampliou em 2026 a participação no mercado brasileiro de movimentação de veículos com a chegada de quatro novas marcas estrangeiras. Jaecoo, Omoda, GWM e Jetour passaram a utilizar o terminal paranaense para importar veículos elétricos e eletrificados destinados ao mercado brasileiro.

A entrada das novas montadoras reforça a posição de Paranaguá como uma das principais alternativas logísticas do país para o transporte de cargas rolantes, segmento que inclui veículos movimentados em navios do tipo Ro-Ro.

As quatro marcas começaram as operações a partir do segundo semestre. Elas se juntam às empresas que já utilizavam a estrutura do porto, como Audi, Renault, Fiat, GM e Volkswagen, além da Geely, que iniciou suas movimentações em 2025.

Movimentação de veículos cresce em Paranaguá

A chegada das novas marcas ocorre em um momento de forte expansão da movimentação de veículos no terminal.

Entre janeiro e agosto de 2026, Paranaguá movimentou 107,1 mil veículos, considerando operações de importação e exportação. O volume já supera o total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram movimentados 106,7 mil veículos.

Na comparação entre os oito primeiros meses de 2026 e o mesmo período de 2025, quando 67,8 mil veículos passaram pelo porto, o crescimento chegou a 58%.

Considerando especificamente as importações, o aumento nos primeiros oito meses do ano alcançou 382% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Novas marcas começam desembarques no segundo semestre

Os primeiros veículos da Jaecoo e da Omoda chegaram ao Porto de Paranaguá em agosto.

Na primeira semana de setembro, foi a vez de GWM e Jetour iniciarem os desembarques.

Somente essas duas últimas operações resultaram na recepção de mais de 7 mil automóveis.

A ampliação do número de montadoras atendidas aumenta a diversidade de cargas movimentadas pelo terminal e abre espaço para uma expansão ainda maior das operações de veículos nos próximos meses.

China lidera origem dos veículos importados

Paranaguá também se destaca no cenário nacional de importação de veículos.

Segundo dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior, o porto paranaense aparece atrás apenas do Porto de Vitória no volume de importações, considerando o critério utilizado pela plataforma, que contabiliza as cargas em toneladas, e não em número de unidades.

Em 2026, a movimentação de veículos no Porto de Paranaguá alcançou 137 mil toneladas nesse indicador.

A China responde pela maior parcela dos veículos importados pelo terminal, com 63% do total. O México aparece na segunda posição, com 30,6%, seguido pela Alemanha, com 2,5%.

Nas exportações, a Argentina é o principal destino, responsável por 49,9% das cargas. Na sequência aparecem Colômbia, com 21,8%, e México, com 10,1%.

Estrutura permite receber dois navios Ro-Ro ao mesmo tempo

A infraestrutura especializada é um dos fatores que favorecem a operação de veículos no Porto de Paranaguá.

O berço 219 é destinado exclusivamente a embarcações do tipo Ro-Ro (Roll-On/Roll-Off), utilizadas para transportar cargas que entram e saem dos navios sobre rodas.

O berço 215 possui estrutura multipropósito e também pode receber esse tipo de carga. Dessa forma, o porto tem condições de operar simultaneamente dois navios carregados com veículos.

Localização facilita distribuição para Sul e Sudeste

A localização geográfica do Paraná é outro fator considerado estratégico pelas montadoras.

Aproximadamente 70% do mercado brasileiro de veículos está concentrado nas regiões Sul e Sudeste, o que torna a posição do Porto de Paranaguá relevante para a distribuição dos automóveis importados.

A operação também conta com equipes especializadas. Segundo a administração portuária, mais de 100 mil veículos movimentados em 2026 não registraram danos.

A produtividade operacional também é destacada: as equipes conseguem retirar, em média, mais de 270 veículos por hora dos navios Ro-Ro.

Outro ganho logístico está na distância entre o píer e os pátios de armazenagem. As áreas ficam a aproximadamente 900 metros do berço dedicado às embarcações Ro-Ro, reduzindo o deslocamento dos veículos dentro da operação.

Pátios têm capacidade para até 14 mil veículos

As operações de armazenagem são realizadas pela Ascensus, empresa arrendatária dos terminais PAR 07 e PAR 12.

Os dois pátios somam aproximadamente 200 mil metros quadrados. A capacidade estática chega a 10 mil veículos, podendo alcançar até 14 mil unidades quando são utilizados espaços bloqueados, sem corredores intermediários para manobra.

O terminal funciona 24 horas por dia e recebe aproximadamente 2,3 mil caminhões-cegonha mensalmente.

Os veículos são transportados por esses caminhões tanto das montadoras para o porto quanto do terminal para as concessionárias.

A estrutura permite um giro de estoque de até 40 mil veículos por mês, equivalente a 480 mil unidades por ano.

Terminal também opera veículos em contêineres

Além dos embarques e desembarques convencionais realizados em navios Ro-Ro, o terminal de Paranaguá também possui estrutura para movimentar veículos transportados em contêineres fechados ou unidades do tipo flat rack.

A combinação entre infraestrutura especializada, localização estratégica, capacidade de armazenagem e expansão do número de montadoras atendidas reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva brasileira, especialmente diante do crescimento das importações de veículos elétricos e eletrificados.

FONTE: Bem Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves – GCOM /Portos do Paraná

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 14% das vendas no Brasil em janeiro de 2026

O mercado automotivo brasileiro iniciou janeiro de 2026 sem grandes rupturas, repetindo um comportamento já esperado após o pico artificial registrado em dezembro. Com o fim das campanhas promocionais e a sazonalidade típica do começo do ano, os emplacamentos retornaram a um nível mais próximo da média histórica. Ainda assim, a eletrificação de veículos segue como o principal vetor de transformação do setor, avançando de forma gradual e estrutural.

Mercado volta à normalidade após dezembro inflado

Segundo dados da Bright Consulting, foram vendidos 161.803 veículos leves no Brasil em janeiro. O volume representa uma queda de 38,9% em relação a dezembro, quando os emplacamentos chegaram a 264.946 unidades. Na comparação anual, houve crescimento discreto de 1,4% frente a janeiro de 2025.

Com 21 dias úteis, a média diária ficou em aproximadamente 7,7 mil veículos, superior à do mesmo mês do ano anterior, mas bem distante do ritmo excepcional observado no fim de 2025. O cenário indica uma normalização sazonal, e não uma retomada consistente da demanda.

Eletrificados já somam 16,3% dos emplacamentos

Os carros eletrificados totalizaram 26.361 unidades em janeiro, o que equivale a 16,3% do mercado. Embora o número seja inferior ao de dezembro, quando foram registrados 37.822 emplacamentos, a comparação anual revela avanço expressivo sobre janeiro de 2025.

A retração mensal é atribuída principalmente ao encerramento de incentivos comerciais e ao comportamento tradicionalmente mais fraco do início do ano, sem comprometer a tendência de crescimento do segmento.

Eletrificação real ganha espaço no Brasil

Ao excluir os MHEV (micro-híbridos) da conta, a eletrificação no Brasil mostra um retrato ainda mais relevante. Os chamados eletrificados reais, que contam com tração elétrica parcial ou integral, somaram 23.025 unidades no mês.

Isso significa que cerca de 90% dos eletrificados vendidos já oferecem participação efetiva do motor elétrico. Em relação ao mercado total, esses modelos representam aproximadamente 14,2% dos emplacamentos, um patamar que até poucos anos atrás parecia distante da realidade brasileira.

Modelos eletrificados mais vendidos em janeiro

Entre os destaques por categoria, alguns modelos concentraram a liderança:

  • BEV (100% elétrico): BYD Dolphin Mini – 2.840 unidades
  • PHEV (híbrido plug-in): BYD Song Pro – 2.230 unidades
  • HEV (híbrido convencional): Toyota Corolla Cross
  • MHEV (micro-híbrido): Fiat Fastback – 1.309 unidades

Nesse cenário, a BYD se consolida como a principal marca de eletrificados entre as montadoras generalistas, com volumes cada vez mais próximos aos das fabricantes tradicionais.

Transição energética avança apesar da demanda fraca

O início de 2026 confirma um mercado automotivo que cresce pouco e segue pressionado por fatores macroeconômicos. Ainda assim, a mudança no perfil da frota avança de forma consistente, com os SUVs dominando o mix e a eletrificação deixando de ser um nicho para se tornar parte estrutural do setor.

Mesmo em um ambiente de consumo moderado, os números indicam que a transição energética no Brasil já ocorre em ritmo próprio, cada vez mais integrada ao volume regular de vendas.

FONTE: InsideEvs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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