Tecnologia

BMW recicla até 51% dos materiais de carros antigos em novos veículos

O Grupo BMW demonstrou que é possível ampliar significativamente o reaproveitamento de componentes de veículos em fim de vida dentro de uma operação industrial. O projeto de pesquisa Car2Car elevou de 6% para 51% a chamada taxa de reaproveitamento de materiais, mostrando como peças e matérias-primas de automóveis descartados podem voltar à cadeia produtiva.

O estudo envolveu as marcas BMW, Mini, Rolls-Royce e BMW Motorrad e utilizou novas técnicas de triagem, trituração e separação de materiais. O objetivo foi recuperar matéria-prima com qualidade suficiente para ser utilizada novamente na fabricação de veículos.

Como funciona a reciclagem de carros da BMW

A chamada taxa Car2Car indica a proporção de materiais de um veículo descartado que pode ser recuperada com qualidade adequada para novas aplicações industriais.

Para alcançar o índice de 51%, os pesquisadores combinaram tecnologias de pré-triagem, processos de trituração adaptados e sistemas de classificação equipados com sensores de alta precisão.

Um dos diferenciais do projeto foi evitar uma desmontagem excessivamente complexa. O processo utilizou apenas as etapas consideradas obrigatórias antes da reciclagem convencional de veículos.

Metais concentram os maiores avanços

Os resultados mais expressivos apareceram na recuperação de metais automotivos, considerados estratégicos para reduzir custos e emissões de carbono na indústria.

A pesquisa analisou 433 veículos em fim de vida, pertencentes a 60 modelos diferentes da BMW. Com os novos métodos de processamento, os índices de aproveitamento aumentaram de forma significativa:

  • Aço: de 1% para 81%;
  • Alumínio: de 23% para 52%;
  • Cobre: de 48% para 68%.

O avanço na reciclagem do aço foi um dos principais resultados do projeto. Um dos obstáculos para reutilizar a sucata de veículos na fabricação de aço automotivo de alta qualidade é a presença de cobre proveniente de fios, cabos e conectores.

Para solucionar o problema, o Car2Car incorporou uma etapa adicional capaz de diminuir de maneira direcionada a contaminação por cobre. O processo permitiu obter uma sucata mais limpa e já resultou em um pedido de patente.

Mais de 100 mil peças foram produzidas

A tecnologia deixou a fase puramente experimental e chegou à produção industrial. Durante um teste realizado na fábrica do BMW Group em Leipzig, mais de 100 mil peças de série foram fabricadas utilizando o aço recuperado pelo projeto.

Segundo Hilke Schaer, gerente do Car2Car no Grupo BMW, os componentes foram posteriormente instalados em veículos, demonstrando na prática a aplicação dos resultados obtidos pela pesquisa.

O avanço reforça o potencial da economia circular na indústria automotiva, especialmente no reaproveitamento de matérias-primas que tradicionalmente seriam destinadas a processos de menor valor agregado.

Plástico e vidro ainda são obstáculos

Apesar dos resultados positivos com metais, a reciclagem de plásticos e vidros automotivos continua sendo uma das principais dificuldades.

A diversidade de polímeros utilizados nos veículos, a presença de estruturas compostas e os requisitos rigorosos de segurança tornam mais complexa a recuperação desses materiais em escala industrial.

O estudo aponta que a cadeia de reciclagem de plásticos ainda precisa desenvolver soluções mais eficientes de separação e processamento. O desafio é alcançar níveis de pureza compatíveis com os padrões exigidos pela indústria para componentes como painéis e revestimentos internos.

Projeto pode influenciar novas regras europeias

As conclusões do Car2Car podem ultrapassar os limites do Grupo BMW. O conjunto de dados obtido pela pesquisa pode contribuir para que o setor automotivo se prepare para novas exigências regulatórias europeias relacionadas ao tratamento de veículos em fim de vida.

A transformação dos resultados em um padrão industrial, porém, dependerá de mudanças estruturais. Entre os principais desafios estão investimentos em infraestrutura de desmontagem e reciclagem, criação de modelos de negócios economicamente sustentáveis e regulamentações capazes de estimular a recuperação e a permanência das matérias-primas dentro da cadeia produtiva.

BMW busca unir reciclagem e viabilidade econômica

Para Alexander Efthimiou, vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios do BMW Group, o projeto evidencia que o potencial da economia circular automotiva aumenta quando diferentes etapas da cadeia de valor trabalham de maneira integrada.

A empresa afirma que os resultados obtidos com parceiros do projeto serão utilizados no desenvolvimento de novos processos e modelos de negócios que conciliem redução de impactos ambientais, reaproveitamento de materiais e eficiência econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Tecnologia

Carros chineses já representam mais da metade dos veículos importados pelo Brasil em 2026

A participação dos carros chineses no Brasil atingiu um novo patamar em 2026. Entre janeiro e julho, mais de 180 mil veículos fabricados na China foram importados pelo país, número que corresponde a 52,4% de todos os veículos importados pelo Brasil no período.

Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que as importações de veículos chineses cresceram 105,4% nos primeiros sete meses do ano, na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

O avanço foi muito superior ao registrado pelo conjunto das importações. Ao todo, o Brasil recebeu 344,1 mil veículos estrangeiros entre janeiro e julho, alta de 25,7% em relação ao ano anterior.

China domina as importações de veículos

O desempenho mostra uma mudança importante na composição dos veículos importados pelo Brasil. A China passou a responder pela maior parcela desse mercado em um momento de forte expansão das montadoras chinesas e de aumento da oferta de novos modelos.

Enquanto as importações totais cresceram pouco mais de 25% em um ano, os veículos fabricados na China tiveram alta superior a 100%. Dessa forma, os fabricantes chineses não apenas acompanham o crescimento do mercado de importados, mas também ampliam sua participação entre os veículos que chegam ao país.

Esse movimento acontece paralelamente ao avanço dos carros elétricos e híbridos no mercado brasileiro.

Em julho, os veículos eletrificados representaram 23,5% dos emplacamentos no Brasil, a maior participação já registrada até então. No acumulado de 2026, os emplacamentos dessa categoria cresceram 120,8% frente aos primeiros sete meses de 2025.

A forte presença de fabricantes chineses no segmento de eletrificados ajuda a explicar parte desse crescimento. Empresas do país asiático têm ampliado a oferta de carros elétricos, híbridos e outros modelos eletrificados para os consumidores brasileiros.

Importações crescem enquanto exportações brasileiras caem

O avanço dos veículos estrangeiros ocorre em um cenário diferente para as exportações da indústria automotiva brasileira.

Entre janeiro e julho, foram exportados 255,9 mil veículos produzidos no Brasil, uma redução de 20,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A Argentina teve papel importante nesse resultado. Os embarques brasileiros destinados ao país vizinho recuaram 35,4% no acumulado do ano. Segundo a Anfavea, com exceção da Colômbia, as exportações para os demais mercados latino-americanos também apresentaram queda.

Por outro lado, a produção de veículos no Brasil manteve trajetória positiva. As fábricas instaladas no país produziram mais de 1,6 milhão de unidades nos sete primeiros meses de 2026, crescimento de 8,3% sobre o mesmo período do ano passado.

O cenário cria um contraste dentro do setor automotivo: a indústria nacional produz mais, mas enfrenta simultaneamente uma concorrência crescente dos veículos chineses importados.

Novas marcas chinesas ampliam a disputa no mercado brasileiro

A participação da China pode aumentar ainda mais com a chegada de novas fabricantes ao país. Empresas como iCAUR, Lepas, Luxeed, Freelander e DFM já possuem planos para atuar no mercado automotivo brasileiro.

A movimentação ocorre após a expansão de marcas como BYD, GWM, Omoda e Jaecoo, que passaram a disputar consumidores com as montadoras tradicionais.

Além do aumento das importações, a instalação de operações industriais no Brasil pode modificar a dinâmica desse mercado nos próximos anos. Com a produção local, parte dos veículos que atualmente são trazidos do exterior poderá passar a ser fabricada em território nacional.

China já é a principal origem dos veículos importados

Os números registrados até julho de 2026 evidenciam a mudança no perfil dos carros importados no Brasil. Com mais de 180 mil unidades e uma participação de 52,4%, os veículos produzidos na China já representam mais da metade das importações brasileiras.

O resultado consolida o país asiático como a principal origem dos veículos trazidos do exterior e reforça a expansão das montadoras chinesas no Brasil, especialmente em segmentos como elétricos e híbridos.

A tendência também sinaliza uma transformação na competição do setor automotivo brasileiro, que deve ganhar novos participantes à medida que mais marcas chinesas avancem em seus planos de operação no país.

FONTE: Vrum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vrum

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Tecnologia

Carros elétricos ainda não reduzem consumo de gasolina no Brasil; entenda os motivos

As vendas de carros elétricos e veículos eletrificados seguem em ritmo acelerado no Brasil, mas esse crescimento ainda não se reflete em uma queda significativa no consumo de gasolina e diesel. Embora os modelos eletrificados tenham alcançado participação recorde nos emplacamentos, a frota movida a combustíveis fósseis continua predominando nas ruas e estradas do país.

Em julho, os eletrificados responderam por 23,3% dos emplacamentos de veículos leves, enquanto o volume acumulado em 2026 ultrapassou 300 mil unidades, representando alta de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em mercados como China e Europa, esse avanço já começa a impactar a demanda por derivados de petróleo, segundo um estudo do Citi. No Brasil, porém, a realidade ainda é diferente.

Consumo de combustíveis continua em alta

Apesar da expansão da mobilidade elétrica, os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o consumo de combustíveis permanece em crescimento.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas de diesel B aumentaram 2,8%, alcançando 16,8 bilhões de litros. A gasolina C também registrou alta de 2,1%, enquanto apenas o etanol hidratado apresentou retração de 6,8%.

O cenário demonstra que o aumento nas vendas de veículos eletrificados ainda não é suficiente para alterar, de forma significativa, a demanda nacional por combustíveis.

Renovação da frota acontece em ritmo lento

O principal fator por trás desse cenário é o tamanho da frota brasileira. Embora os emplacamentos indiquem uma rápida expansão dos eletrificados, o consumo de combustíveis é determinado pelo total de veículos que circulam diariamente.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontam que o Brasil possui cerca de 131,8 milhões de veículos, incluindo aproximadamente 65,4 milhões de automóveis, além de motocicletas, caminhonetes, caminhões e outros veículos movidos a gasolina, etanol ou diesel.

Em comparação, o número de veículos leves eletrificados ainda é reduzido. Levantamento da ABVE Data mostra que o país acumulou mais de 836 mil unidades desde 2012 e, com os resultados de julho, esse total já se aproxima de 900 mil veículos.

Eletrificados representam pouco mais de 1% da frota

Mesmo com o crescimento expressivo das vendas, os carros elétricos e demais modelos eletrificados ainda correspondem a pouco mais de 1% da frota nacional de automóveis.

Esse percentual ajuda a explicar por que o impacto sobre o consumo de combustíveis permanece limitado. Cada novo veículo elétrico reduz a necessidade de abastecimento, mas sua participação ainda é pequena diante dos milhões de veículos convencionais em circulação.

Considerando uma média de 12,5 mil quilômetros rodados por ano e um consumo médio de 11 quilômetros por litro, um automóvel totalmente elétrico pode deixar de consumir cerca de 1.140 litros de gasolina por ano. Individualmente, a economia é significativa, mas o efeito nacional ainda é diluído pela dimensão da frota movida a combustão.

Híbridos também influenciam a transição

Outro fator importante é que boa parte dos veículos eletrificados vendidos atualmente ainda utiliza combustíveis líquidos.

Modelos híbridos convencionais (HEV), híbridos flex, híbridos plug-in (PHEV) e os mais recentes elétricos com extensor de autonomia (REEV) reduzem o consumo de gasolina, mas não eliminam completamente a necessidade de abastecimento.

Enquanto um veículo 100% elétrico (BEV) pode dispensar totalmente o uso de combustíveis fósseis, os híbridos proporcionam reduções graduais, que variam conforme a tecnologia e o perfil de utilização do motorista.

Mudança nas estatísticas depende da renovação da frota

As projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o consumo de combustíveis deve continuar crescendo no curto prazo, impulsionado pelo aumento da atividade econômica, da logística e da própria frota nacional.

Especialistas apontam que o verdadeiro impacto da eletrificação automotiva será percebido apenas quando os veículos elétricos e híbridos representarem uma parcela mais significativa dos automóveis em circulação.

Até lá, a tendência é de uma transição gradual, na qual a redução do consumo de gasolina dependerá principalmente da velocidade de renovação da frota brasileira e da participação crescente dos diferentes tipos de veículos eletrificados.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Pulso Comunica

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Tecnologia

BYD amplia investimentos no Brasil com veículos elétricos, carregadores ultrarrápidos e centro de testes

A BYD Brasil anunciou novos investimentos voltados à expansão da mobilidade elétrica no país, incluindo um centro de pesquisa para testes de veículos autônomos, a instalação de carregadores ultrarrápidos e a entrega de ônibus elétricos para a cidade de São Paulo.

Segundo Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Energia Solar da BYD Brasil, a empresa pretende instalar mil unidades de carregadores ultrarrápidos no território nacional e disponibilizar 100 ônibus elétricos para a capital paulista até o início de 2027.

Rio de Janeiro terá centro de testes para veículos autônomos

Durante o Seminário LIDE Transportes, realizado em São Paulo, Schneider afirmou que as atividades de pesquisa, desenvolvimento e avaliação de veículos autônomos serão realizadas no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

O espaço será utilizado para testes de novas tecnologias aplicadas ao transporte, ampliando a presença da fabricante chinesa em projetos de inovação no setor automotivo brasileiro.

Carregadores poderão abastecer veículos em cinco minutos

Entre as iniciativas anunciadas está a expansão da infraestrutura de recarga para veículos elétricos. De acordo com a BYD, os novos carregadores ultrarrápidos terão capacidade de completar o carregamento de um veículo em aproximadamente cinco minutos.

A medida faz parte da estratégia da companhia para acelerar a adoção dos carros elétricos no Brasil, reduzindo uma das principais barreiras para consumidores e empresas: a disponibilidade de pontos de recarga.

Eletrificação avança em setores industriais

Além do transporte urbano, a BYD destaca que a eletrificação já começa a ganhar espaço em segmentos como portos e mineração.

Segundo Schneider, a substituição de caminhões convencionais por modelos elétricos em operações de mineração pode gerar redução de 60% a 70% nos custos operacionais, principalmente devido à maior eficiência energética e à diminuição de despesas relacionadas ao combustível e manutenção.

Mobilidade elétrica envolve energia, baterias e tecnologia

O executivo apresentou a eletrificação dos transportes como parte de um ecossistema mais amplo, que reúne geração e armazenamento de energia, produção de baterias, componentes eletrônicos e veículos desenvolvidos para diferentes aplicações.

Para a BYD, a expansão da mobilidade sustentável depende da integração entre infraestrutura, tecnologia e novos modelos de transporte, com foco na redução de emissões e no aumento da eficiência operacional.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Negócios

BYD amplia fábrica na Bahia e projeta produzir 600 mil veículos por ano no Brasil

A BYD acelera a expansão de sua fábrica em Camaçari (BA) com a meta de transformar a unidade no maior complexo automotivo da empresa fora da China. Após investir R$ 5,5 bilhões, a montadora pretende elevar gradualmente sua capacidade produtiva até alcançar 600 mil veículos por ano, volume superior ao da fábrica da Fiat, em Betim (MG).

Além de atender ao mercado brasileiro, o projeto prevê que a unidade baiana se torne uma plataforma de exportação para outros países das Américas.

Produção nacional entra em nova fase a partir de agosto

Desde outubro de 2025, a fábrica realiza a montagem dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro no sistema SKD, em que os veículos chegam parcialmente desmontados e recebem a montagem final no Brasil.

A partir de agosto, a empresa pretende iniciar uma etapa experimental de um processo produtivo mais completo, ampliando a nacionalização da fabricação.

Até o fim de 2026, o complexo deverá contar com novas áreas de estamparia, soldagem e pintura, consideradas essenciais para aumentar a produção local de componentes e reduzir a dependência de peças importadas.

Projeto prevê 17 unidades industriais

O empreendimento ocupa uma área de 4,65 milhões de metros quadrados, equivalente a cerca de 645 campos de futebol, tornando-se o maior investimento industrial da BYD fora do território chinês.

Ao todo, o projeto contempla 17 unidades operacionais, incluindo instalações voltadas à fabricação de peças e componentes, ampliando a verticalização da cadeia produtiva no Brasil.

Segundo a empresa, os investimentos já realizados abrangem tanto a expansão da infraestrutura quanto a produção nacional de componentes automotivos.

Capacidade pode superar fábrica da Fiat em Betim

A primeira fase da operação prevê capacidade para fabricar 150 mil veículos por ano. Em uma segunda etapa, esse número deverá dobrar para 300 mil unidades anuais.

Quando todas as fases do projeto forem concluídas, a expectativa é atingir uma produção de até 600 mil veículos por ano, superando a capacidade atual da fábrica da Fiat, pertencente à Stellantis, em Betim, Minas Gerais.

Fábrica já montou 100 mil veículos em nove meses

A BYD também anunciou que a unidade de Camaçari alcançou a marca de 100 mil veículos montados apenas nove meses após o início das operações.

O automóvel que simbolizou o marco foi um Dolphin Mini, modelo que lidera as vendas de veículos elétricos no varejo brasileiro há cinco meses consecutivos e já ultrapassou 35 mil unidades comercializadas em 2026.

Além do compacto elétrico, a linha de produção inclui o sedã híbrido King e o SUV híbrido Song Pro, reforçando a estratégia da montadora de ampliar sua participação nos segmentos de veículos eletrificados.

Investimento também prevê geração de empregos

Atualmente, o complexo emprega cerca de 5,5 mil trabalhadores diretos. Com a conclusão das próximas etapas de expansão, a expectativa da BYD é contribuir para a criação de aproximadamente 20 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas.

Segundo a empresa, todo o investimento de R$ 5,5 bilhões já foi destinado ao desenvolvimento da unidade industrial e à ampliação da produção nacional.

Marca premium Denza pode integrar produção futura

A expansão da fábrica também abre possibilidade para a fabricação de veículos da Denza, marca premium pertencente ao grupo BYD. Embora a montadora ainda não tenha confirmado oficialmente essa produção no Brasil, modelos como o Denza B5 são apontados como tecnicamente compatíveis com a estrutura do complexo baiano.

Em junho, o SUV liderou o segmento premium no mercado brasileiro, com 566 unidades emplacadas, tornando-se o primeiro veículo de uma marca chinesa a alcançar esse resultado. No mesmo período, a BMW manteve a liderança entre as fabricantes premium em volume total de emplacamentos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

BYD, Geely e Changan unem forças em pesquisas sobre baterias para carros elétricos

Embora disputem espaço no mercado global de veículos elétricos, fabricantes chinesas como BYD, Geely, Changan e Great Wall Motors têm adotado uma estratégia de cooperação em áreas consideradas essenciais para o avanço tecnológico da indústria. A parceria foi evidenciada entre os vencedores da mais recente edição do State Science and Technology Progress Awards, uma das principais premiações de ciência e engenharia da China.

Os projetos reconhecidos reúnem montadoras, universidades e centros de pesquisa em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de baterias, plataformas inteligentes, sistemas eletrônicos e processos avançados de fabricação.

Pesquisas priorizam segurança, recarga rápida e durabilidade das baterias

Um dos trabalhos premiados concentra esforços na evolução dos sistemas de gerenciamento de baterias, com foco em aumentar a segurança, prolongar a vida útil e permitir recargas ultrarrápidas.

Apesar da colaboração, cada fabricante continua utilizando tecnologias próprias em seus veículos. A cooperação ocorre apenas em soluções consideradas pré-competitivas, como protocolos de monitoramento e gerenciamento, sem compartilhar a química das células, a arquitetura física das baterias ou projetos exclusivos.

Software inteligente melhora desempenho durante o carregamento

O principal avanço destacado pela premiação está no desenvolvimento de softwares responsáveis pelo gerenciamento térmico das baterias.

Esses sistemas monitoram constantemente a temperatura das células durante recargas de alta potência, identificando variações diversas vezes por segundo. Com essas informações, os mecanismos de resfriamento são acionados de forma preventiva, permitindo carregamentos mais rápidos sem comprometer a segurança ou acelerar o desgaste da bateria.

A proposta estabelece padrões comuns de controle eletrônico, enquanto cada montadora mantém suas tecnologias proprietárias.

Cada empresa preserva suas soluções exclusivas

Mesmo participando dos projetos conjuntos, as fabricantes continuam investindo em suas próprias plataformas de baterias.

A BYD segue utilizando a arquitetura Blade Battery, baseada em células prismáticas de fosfato de ferro-lítio (LFP) integradas à estrutura do veículo. A Changan mantém a tecnologia Golden Shield, voltada para maior segurança e durabilidade, enquanto a Geely aposta nas baterias Short Blade, recentemente homologadas para suportar recargas superiores a 1 megawatt de potência.

Segundo os organizadores da premiação, aproximadamente 100 mil veículos equipados com tecnologias de recarga ultrarrápida desenvolvidas nesses projetos já circulam na China.

Plataformas inteligentes também fazem parte da cooperação

Outro projeto premiado reúne a Universidade Tsinghua, BYD, Geely e Great Wall Motors no desenvolvimento de plataformas elétricas inteligentes.

O objetivo é criar sistemas redundantes de direção e frenagem eletrônicas capazes de manter o controle do veículo mesmo diante de eventuais falhas nos sistemas digitais. As pesquisas também envolvem novos algoritmos para frenagem regenerativa, tecnologia que melhora a eficiência energética e pode ampliar a autonomia dos veículos em trajetos urbanos.

Avanços também alcançam os processos industriais

Além das pesquisas voltadas às baterias e à eletrônica embarcada, os projetos premiados contemplam melhorias nos processos de fabricação.

Entre as inovações estão novas técnicas de soldagem para estruturas de aço de alta resistência e alumínio, utilizando monitoramento em tempo real da corrente elétrica. A tecnologia reduz deformações durante a produção e aumenta a qualidade das peças fabricadas em larga escala.

Cooperação acelera inovação sem eliminar a competição

Os projetos mostram que a indústria automotiva chinesa adota um modelo em que empresas concorrentes compartilham pesquisas em áreas estratégicas, como software, segurança, eletrônica e processos produtivos, enquanto preservam suas soluções exclusivas para diferenciação no mercado.

Dessa forma, características como arquitetura das baterias, calibração eletrônica, desempenho e integração dos sistemas continuam sendo fatores que distinguem os modelos de cada fabricante.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Changan

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Tecnologia

Imposto de Importação de 35% entra em vigor e impacta mercado de carros importados no Brasil

O mercado de carros importados inicia uma nova fase a partir desta quarta-feira (1º), com a entrada em vigor da alíquota integral de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados totalmente montados (CBU) e para modelos semidesmontados (SKD) que ultrapassarem a cota de isenção estabelecida pelo governo.

Apesar da mudança, o consumidor não verá, necessariamente, um aumento imediato de 35% no preço dos veículos. Isso porque o tributo incide sobre a importação, enquanto o valor final também considera fatores como câmbio, logística, margem das montadoras, custos de estoque e estratégias comerciais.

Entenda como ficam as novas regras

A nova política tributária diferencia os tipos de importação de veículos.

Os modelos CBU, importados completamente montados, passam a recolher integralmente os 35% de Imposto de Importação, sem qualquer cota de isenção.

Já os veículos CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), destinados à montagem no Brasil, terão acesso a uma cota temporária de importação com imposto zerado, limitada a US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões), válida por seis meses.

Após o esgotamento desse limite, os modelos SKD passam a pagar 35% de imposto. No caso dos veículos CKD, a tributação permanece em 14% até o fim de 2026, alcançando os 35% somente em janeiro de 2027.

A estratégia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) busca estimular a montagem de veículos no país e reduzir a dependência da importação de automóveis prontos.

Preços devem variar conforme estratégia das montadoras

O impacto da nova tributação não será uniforme entre as fabricantes.

Veículos importados que chegaram ao Brasil antes da mudança ainda poderão ser comercializados pelos preços atuais enquanto houver estoque. Nos últimos meses, diversas montadoras ampliaram as importações justamente para formar estoques antes da entrada em vigor das novas alíquotas.

Além disso, fabricantes com maior capacidade financeira poderão absorver parte do aumento para preservar competitividade, enquanto outras devem optar por reajustes, redução de versões, revisão dos pacotes de equipamentos ou até adiamento de lançamentos.

Cada segmento tende a reagir de maneira diferente, seja entre carros elétricos, híbridos plug-in ou modelos premium.

Mercado de eletrificados deve sentir maior impacto

Segundo o consultor Cássio Pagliarini, CMO da Bright Consulting, a aplicação da alíquota integral pode representar um reajuste de até 8% nos preços dos veículos elétricos importados.

A medida encerra o cronograma gradual de aumento do Imposto de Importação, iniciado em janeiro de 2024. Até o fim de junho, as alíquotas variavam entre 25% e 30%, dependendo da tecnologia do veículo.

O segmento de veículos eletrificados é considerado o mais sensível à mudança, já que seu crescimento recente foi impulsionado por preços competitivos, elevado nível tecnológico e ampla oferta de equipamentos.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, em maio, foram comercializadas 51,6 mil unidades eletrificadas, representando quase 20% das vendas de veículos leves no país.

Ao mesmo tempo, a participação dos eletrificados importados caiu de 94% em maio de 2025 para 61% no mesmo período de 2026. Já os veículos fabricados ou montados no Brasil ampliaram sua participação de 6% para 39%, indicando um movimento gradual de nacionalização da produção.

Indústria nacional pode ganhar competitividade

Com a nova tributação, o governo espera fortalecer a indústria automotiva instalada no Brasil, incentivando investimentos em produção local, geração de empregos e expansão da cadeia de fornecedores.

No entanto, especialistas destacam que ampliar a montagem de veículos no país não significa, automaticamente, elevar o índice de nacionalização. Componentes como baterias, semicondutores, motores elétricos, eletrônica de potência e softwares ainda representam desafios para a indústria brasileira.

Montadoras chinesas entram em fase decisiva

As fabricantes chinesas, responsáveis por impulsionar a expansão dos carros elétricos no Brasil, terão agora o desafio de consolidar sua presença industrial no país.

Marcas como BYD, GWM, Leapmotor, MG, Omoda & Jaecoo e Geely deverão acelerar projetos de montagem nacional para reduzir os efeitos da nova carga tributária.

Empresas que conseguirem ampliar sua produção local e fortalecer a rede de concessionárias tendem a enfrentar melhor o novo cenário. Já aquelas que mantiverem forte dependência da importação de veículos prontos poderão sofrer maior pressão sobre preços e competitividade.

Mercado deve passar por período de adaptação

Especialistas avaliam que o setor deve enfrentar três movimentos nos próximos meses: liquidação dos estoques importados adquiridos antes da mudança tributária, valorização dos modelos produzidos ou montados no Brasil e reajustes mais expressivos nos veículos importados de segmentos premium.

Além disso, o mercado de seminovos eletrificados também poderá ser beneficiado. Caso os preços dos veículos zero quilômetro aumentem, modelos usados com boa garantia e assistência técnica estruturada tendem a preservar melhor seu valor de revenda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Gabriel Lordello

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Tecnologia

Cota zero para CKD e SKD impulsiona mercado de veículos eletrificados no Brasil

O Governo Federal anunciou uma nova medida que altera o cenário da mobilidade elétrica no país. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou uma cota de US$ 463 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões) para a importação de veículos eletrificados nos regimes CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), com isenção do Imposto de Importação entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2026.

A decisão, porém, não contempla os veículos CBU, que chegam ao Brasil totalmente montados. Esses modelos voltarão a pagar a tarifa integral de 35% de imposto a partir de julho.

Benefício vale apenas para veículos desmontados

A nova política não representa uma isenção ampla para todos os carros elétricos e híbridos importados. O incentivo foi direcionado exclusivamente aos kits destinados à montagem em território nacional.

Após o esgotamento da cota, os veículos no regime SKD passarão a recolher 35% de imposto de importação já em julho. Já os modelos CKD continuarão sujeitos à alíquota de 14% até o fim de 2026, quando também passarão a pagar 35%, em janeiro de 2027.

Mercado passa a operar em dois cenários

A medida cria uma diferença significativa entre fabricantes que produzem localmente e aquelas que dependem da importação de veículos prontos.

Empresas que comercializam modelos totalmente importados poderão enfrentar aumento de custos, necessidade de reajustar preços ou recorrer aos estoques para manter a competitividade. Em contrapartida, montadoras que já possuem ou estão implantando linhas de montagem no Brasil ganham uma vantagem tributária durante o período de transição.

BYD e outras montadoras são favorecidas

Entre as empresas beneficiadas está a BYD, que mantém operações em Camaçari (BA) e defendia a ampliação do prazo para utilização das cotas sem incidência do imposto enquanto conclui sua estrutura industrial no país.

A medida também favorece a GWM, que iniciou a produção em Iracemápolis (SP), além da General Motors e da MG, que deverá iniciar operações no polo automotivo do Ceará em outubro.

Nos bastidores da indústria, a decisão intensificou o debate entre fabricantes recém-chegadas e montadoras tradicionais instaladas no Brasil.

Governo reforça estratégia para ampliar produção nacional

Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, a iniciativa está alinhada às políticas de renovação da frota, inovação tecnológica e descarbonização da indústria automotiva.

De acordo com o governo, a cota funciona como um mecanismo de transição entre a simples importação de veículos e a produção nacional, permitindo que fabricantes em fase de instalação mantenham competitividade até ampliarem suas operações industriais no país.

Moreira também destacou que o objetivo é consolidar o Brasil como referência na fabricação de veículos eletrificados, fortalecendo toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de autopeças, baterias, engenharia e software.

Indústria automotiva e setor de autopeças criticam medida

A decisão gerou reação da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que afirmou que a mudança altera uma política previamente estabelecida pelo próprio governo sem consulta ao setor produtivo.

Em nota, a entidade argumenta que a medida pode comprometer a estratégia criada para incentivar simultaneamente a expansão da eletromobilidade e a atração de investimentos industriais de longo prazo.

O setor de autopeças também demonstrou preocupação. Abipeças e Sindipeças criticaram a criação da nova cota, alegando que a redução do imposto para kits importados diminui o incentivo à nacionalização de componentes, colocando em risco investimentos, empresas e empregos ligados à cadeia automotiva brasileira.

ABVE vê medida como incentivo temporário

Para o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, a política possui prazo e orçamento definidos, funcionando como um incentivo temporário para acelerar a adoção de novas tecnologias.

Segundo ele, a tributação dos veículos prontos permanece conforme o cronograma estabelecido em 2023 dentro do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), preservando a política industrial de médio e longo prazo.

Bastos avalia que a medida favorece o abastecimento do mercado com produção nacional, reduzindo a necessidade de importar veículos totalmente montados.

Mercado de eletrificados deve seguir em expansão

A ABVE projeta que as vendas de veículos elétricos e híbridos poderão atingir cerca de 400 mil unidades, número que sobe para aproximadamente 430 mil quando considerados também os modelos híbridos leves (MHEV).

Embora a nova cota reduza a carga tributária das montadoras que utilizam os regimes CKD e SKD, o mercado ainda acompanhará se essa redução será efetivamente repassada ao consumidor final nos preços praticados por fabricantes como BYD, General Motors, GWM, Caoa Chery e MG.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: BYD

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Carros elétricos devem atingir 23 milhões de vendas em 2026 e ganham espaço no mercado brasileiro

Os carros elétricos seguem avançando em ritmo acelerado no mercado global e devem alcançar um novo recorde de vendas em 2026. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE), a expectativa é que cerca de 23 milhões de veículos elétricos sejam comercializados em todo o mundo até o fim do ano, representando aproximadamente 30% das vendas globais de automóveis.

O crescimento reforça a consolidação dos veículos eletrificados como uma tendência definitiva da indústria automotiva, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, maior oferta de modelos e redução gradual dos custos em diversos mercados.

China lidera expansão global dos veículos elétricos

A China continua ocupando posição de destaque no segmento. Em 2025, as fabricantes chinesas responderam por cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, ampliando ainda mais sua liderança no setor.

Enquanto isso, montadoras da Europa e da América do Norte concentraram aproximadamente 15% das vendas globais.

Apesar de oscilações registradas em alguns mercados, a eletrificação da frota mundial segue avançando. No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais apresentaram retração de 8%, mas algumas regiões mantiveram forte crescimento.

A América Latina chamou atenção ao registrar aumento de 75% nas vendas de veículos elétricos, um dos melhores desempenhos observados no período.

Frota global pode superar 500 milhões de veículos até 2035

As projeções da Agência Internacional de Energia indicam que a transformação do setor automotivo ainda está longe de atingir seu limite.

Mesmo sem a adoção de novos incentivos governamentais, a frota mundial de veículos elétricos — excluindo motocicletas e triciclos — pode saltar dos atuais quase 80 milhões para cerca de 510 milhões de unidades até 2035.

O avanço da mobilidade elétrica vem alterando a dinâmica da indústria, aumentando a concorrência entre fabricantes e acelerando investimentos em novas tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade.

Brasil registra recorde de vendas de veículos eletrificados

O mercado brasileiro também acompanha essa tendência de crescimento. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que abril de 2026 registrou o maior volume mensal de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos da história do país.

Foram comercializadas 38.516 unidades no período, resultado que representa alta de 9% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 161% na comparação com abril de 2025.

No acumulado de 2026, as vendas já alcançam 122.463 veículos eletrificados, consolidando a expansão do segmento no mercado nacional.

Com esse desempenho, os modelos elétricos e híbridos passaram a representar 16% de participação no mercado automotivo brasileiro.

Sustentabilidade e mudança de comportamento impulsionam demanda

Especialistas apontam que a busca por alternativas mais sustentáveis tem sido um dos principais motores do crescimento dos carros elétricos e híbridos.

As metas globais de redução das emissões de carbono vêm pressionando montadoras a acelerar seus processos de eletrificação, ao mesmo tempo em que aumentam o interesse dos consumidores por tecnologias menos poluentes.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do público comprador. Pesquisas de mercado indicam que consumidores das gerações Y e Z demonstram maior predisposição à adoção da mobilidade elétrica.

Segundo levantamento recente, 52% dos entrevistados dessas faixas etárias afirmaram já possuir ou planejar adquirir um veículo eletrificado nos próximos anos.

Mercado automotivo vive transformação estrutural

O crescimento das vendas globais, aliado ao recorde registrado no Brasil, evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo.

Além da evolução tecnológica e das questões ambientais, cresce entre os consumidores a percepção de que os veículos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis tendem a perder participação de mercado ao longo da próxima década.

Com projeções cada vez mais robustas, os veículos elétricos, híbridos e demais soluções de mobilidade sustentável assumem papel estratégico no futuro da indústria automotiva mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Volkswagen na China aposta em plano bilionário para enfrentar avanço de BYD e Geely

A Volkswagen enfrenta o momento mais desafiador de sua trajetória na China, maior mercado automotivo do mundo. A projeção é de que o lucro operacional da montadora caia para cerca de US$ 500 milhões em 2026, um recuo expressivo em relação aos aproximadamente 5 bilhões de euros registrados há uma década.

A perda de espaço está diretamente ligada à forte ascensão das fabricantes locais de carros elétricos, como BYD e Geely, que vêm conquistando consumidores chineses com tecnologia mais acessível e inovação acelerada.

Estratégia “na China, para a China” muda modelo global da Volkswagen

Diante desse cenário, a montadora alemã adotou uma nova diretriz estratégica baseada no conceito “na China, para a China”, segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal.

O objetivo é tornar a operação chinesa mais independente da estrutura tradicional da sede em Wolfsburg, na Alemanha, reduzindo a influência de processos considerados lentos e de um design visto como menos competitivo no mercado local.

Como parte desse reposicionamento, a Volkswagen investiu cerca de US$ 3,5 bilhões em um centro de desenvolvimento em Hefei, considerado um dos mais avançados do setor automotivo e com dimensão equivalente a 18 campos de futebol.

Durante visita ao país, o CEO Oliver Blume destacou a intensidade do ambiente competitivo chinês, afirmando que os ciclos tecnológicos são mais curtos e as exigências dos consumidores evoluem em ritmo acelerado.

Parcerias e investimentos em tecnologia aceleram transformação

A mudança representa uma ruptura no modelo tradicional da indústria automotiva global. Durante décadas, a Volkswagen exportava tecnologia da Alemanha para suas joint ventures na China. Agora, o fluxo se inverte: o conhecimento passa a ser compartilhado com startups e empresas chinesas de tecnologia.

Nesse contexto, a montadora adquiriu 5% da startup de veículos elétricos Xpeng e firmou parceria com a Horizon Robotics para o desenvolvimento de sistemas de condução autônoma.

Os primeiros resultados dessa estratégia já começam a chegar ao mercado com o modelo ID. Unyx 07, equipado com sistemas avançados de computação central, assistente de voz e recursos de inteligência artificial (IA). Segundo a empresa, o tempo de desenvolvimento de novos veículos foi reduzido em cerca de 30%.

Concorrência local pressiona liderança da Volkswagen

Apesar dos avanços, analistas ouvidos pelo Wall Street Journal avaliam que a Volkswagen ainda não alcançou a liderança tecnológica no segmento de veículos elétricos.

O principal desafio não está apenas no desenvolvimento, mas na aceitação comercial. A performance dos novos modelos nas concessionárias será decisiva para medir a efetividade da estratégia.

Imagem da marca perde força entre consumidores jovens

Além da disputa tecnológica, a Volkswagen enfrenta um desafio de percepção no mercado chinês. A marca, antes associada à confiabilidade e qualidade, hoje é vista por parte dos consumidores mais jovens como ultrapassada.

“Antes, os consumidores chineses viam a Volkswagen como sinônimo de qualidade. Agora, a percebem como algo antigo”, afirmou Michael Dunne, da consultoria Dunne Insights.

Retorno dos investimentos deve ocorrer apenas a partir de 2027

A montadora estima que os resultados financeiros mais consistentes dessa nova estratégia devem começar a aparecer a partir de 2027. Ainda assim, a empresa reconhece que dificilmente voltará aos níveis de rentabilidade registrados antes da pandemia.

O consultor Thomas Luk, ex-McKinsey, questiona se a companhia terá capacidade de sustentar uma nova onda de inovação no ritmo exigido pelo mercado chinês.

Segundo ele, a China opera com alta velocidade de reinvenção tecnológica, o que pressiona concorrentes globais a manter ciclos constantes de investimento e desenvolvimento.

Reestruturação global e foco em exportações

O CEO Oliver Blume defende que o modelo tradicional de produção de veículos na Europa para o resto do mundo perdeu força. A nova estratégia inclui ajustes na estrutura global, com cortes de vagas na Alemanha e reforço no quadro de engenheiros na China.

Além disso, a Volkswagen pretende exportar veículos elétricos desenvolvidos em Hefei para mercados como Sudeste Asiático, Oriente Médio e América do Sul, ampliando o papel da China como centro global de inovação da montadora.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allison Sales/Getty Images

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