Negócios

BYD celebra 10 mil veículos produzidos na Bahia e acelera expansão no Brasil

A BYD Auto do Brasil alcançou um marco relevante: 10 mil veículos montados no complexo industrial de Camaçari (BA). O número foi atingido apenas seis semanas após a inauguração oficial da fábrica, realizada em 9 de outubro. No local, atualmente saem da linha de produção três modelos da marca: BYD Dolphin Mini, BYD King e BYD Song Pro.

O avanço da produção ganhou reforço neste mês, com a abertura do segundo turno de trabalho. O período noturno, formado por 120 colaboradores, marca uma etapa estratégica para ampliar a capacidade fabril e fortalecer a geração de empregos na região.

Capacidade ampliada e metas ambiciosas
Projetado para ser um dos maiores polos automotivos do país, o complexo de Camaçari pode fabricar 150 mil veículos por ano na fase inicial e chegar a 300 mil na etapa seguinte. Durante a inauguração, o fundador e CEO global da BYD, Wang Chuanfu, anunciou que a companhia irá dobrar a meta prevista. Em plena operação, a planta será capaz de produzir 600 mil veículos anuais.

Para Tyler Li, presidente da BYD Brasil, o ritmo acelerado confirma o potencial da operação baiana. Ele destaca que o volume alcançado em tão pouco tempo demonstra o comprometimento dos colaboradores, o foco em qualidade e a confiança do consumidor na marca.

Avanço dos elétricos e liderança no mercado
Enquanto ergue o maior complexo fabril da empresa fora da China, a BYD mantém forte aceleração na entrega de veículos às concessionárias de todas as regiões do país. Em pouco mais de três anos de atuação nacional, a marca já superou 100 mil carros 100% elétricos emplacados e consolidou liderança absoluta entre os BEVs no Brasil. De acordo com a Fenabrave, o desempenho da montadora supera em mais de sete vezes o da segunda colocada e representa quase o triplo da soma das marcas que ocupam da segunda à décima posição no ranking.

Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e head de marketing e comercial da companhia, cada veículo elétrico BYD nas ruas significa menor emissão de poluentes, mais tecnologia e avanço da mobilidade sustentável. Ele afirma que o crescimento dos elétricos reflete uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro e marca o início de uma nova era no setor automotivo.

Expansão da rede de concessionárias
A BYD segue ampliando sua presença no território nacional. Atualmente, a empresa contabiliza 200 concessionárias ativas em todos os estados e prevê alcançar 250 unidades nos próximos meses.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco/BYD

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Tecnologia

Renault e Geely ampliam investimentos no Paraná impulsionadas pelo programa Mover

O programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) voltou a estimular o setor automotivo e resultou em um novo ciclo de investimentos no Paraná. Renault e Geely anunciaram uma parceria de R$ 3,8 bilhões para desenvolver tecnologias de baixa emissão, plataformas eletrificadas e futuros modelos produzidos no país.

A assinatura do acordo no Complexo Ayrton Senna consolida a cooperação tecnológica entre as montadoras. Com o avanço da parceria, a Geely Auto passa a deter 26,4% de participação na Renault do Brasil, ampliando sua presença estratégica no mercado nacional.

Mover impulsiona inovação e competitividade

Durante a cerimônia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o investimento reforça os pilares da Nova Indústria Brasil (NIB) e cria um ambiente favorável para inovação e sustentabilidade. Segundo ele, o Mover oferece previsibilidade e incentiva empresas a liderarem a transição para uma economia mais verde.

Alckmin lembrou que o programa prevê R$ 19,3 bilhões para o período de 2024 a 2028, apoiando planejamento empresarial, modernização fabril e avanço tecnológico. Para o ministro, a transição energética coloca o Brasil em posição privilegiada para liderar iniciativas de economia de baixo carbono.

Novos modelos e expansão da produção nacional

A colaboração entre Renault e Geely resultará em dois novos modelos da marca chinesa e na renovação de um veículo Renault, todos previstos para o segundo semestre de 2026. Já em 2027, está programada uma nova plataforma com foco em eletrificação automotiva, que originará outro modelo da montadora francesa.

Com isso, o Complexo Ayrton Senna passará a produzir veículos das duas marcas, ampliando a integração do Brasil às cadeias globais de valor e fortalecendo a competitividade da indústria nacional.

Setor automotivo celebra previsibilidade

Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, destacou que a parceria é inédita e de longo prazo, com foco em desenvolvimento econômico e soluções inovadoras de mobilidade.

Já Igor Calvet, presidente da Anfavea, ressaltou que o setor reconhece o impacto positivo da previsibilidade trazida pelas recentes políticas públicas. Para ele, os avanços anunciados são reflexo direto das diretrizes do Programa Mover, que sucedeu o antigo Rota 2030.

Lançado no fim de 2023, o Mover estimula a descarbonização da frota e concede créditos tributários a empresas que investem em pesquisa, eficiência energética e produção nacional. Atualmente, 231 companhias estão habilitadas, e o programa já motivou anúncios que somam R$ 190 bilhões em investimentos privados até 2033.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/ VPR

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Portos

Geely EX2 desembarca no Brasil e reforça expansão de veículos elétricos pelo porto de Paranaguá

O Geely EX2, hatchback elétrico que ocupa o topo das vendas na China, já está em solo brasileiro. O modelo chegou ao Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) em outubro, marcando a segunda operação da montadora no país. A aposta combina design marcante, tecnologia inteligente e uso prático, reforçando o avanço da marca no competitivo mercado de veículos elétricos.

Operação logística no porto de Paranaguá
Os carros desembarcaram em 17 de outubro, transportados pelo navio Gold Xing, do tipo ro-ro. A operação, coordenada pela TCP, utilizou o dolphin do berço 218, estrutura dedicada à atracação de embarcações de transporte de veículos. A partir desse ponto, os automóveis seguiram pelas rampas do navio com seus próprios meios até o pátio do terminal, em um fluxo operacional contínuo e seguro.

Expansão da parceria entre TCP e Geely
Depois da chegada do Geely EX5 em junho, o novo desembarque do EX2 reforça a parceria logística entre as empresas. A TCP destaca sua expertise no segmento e a padronização de processos, evidenciando a eficiência na recepção de veículos elétricos e demais cargas rolantes.

Capacidade multimodal e operações diversificadas
Além de automóveis, o terminal é preparado para receber carga projeto de maior porte, como ônibus, tratores e colheitadeiras. A versatilidade operacional consolida o TCP como um hub multimodal, pronto para atender diferentes necessidades logísticas com agilidade e infraestrutura robusta.

Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, afirma que a continuidade das operações com a Geely confirma a confiança da marca no terminal. Segundo ele, o avanço da parceria após a operação bem-sucedida com o EX5 demonstra o compromisso da companhia em oferecer soluções completas, modernas e personalizadas, alinhadas às demandas do mercado.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 30% das versões no Brasil e aceleram transformação do mercado automotivo

O crescimento dos carros elétricos e híbridos no Brasil confirma uma mudança estrutural no setor automotivo. Entre 2023 e 2025, as versões eletrificadas — que incluem veículos 100% elétricos (BEVs) e híbridos (HEVs e PHEVs) — passaram a representar mais de 30% dos modelos disponíveis no país, segundo dados da Bright Consulting, especializada em consultoria automotiva.

Embora o número total de versões no mercado tenha se mantido praticamente estável, passando de 1.067 em 2023 para 1.038 em 2025, o estudo revela uma profunda reestruturação no portfólio nacional.

Motores a combustão perdem espaço

As tecnologias tradicionaisFlex, Diesel e gasolina — ainda dominam a oferta, mas perderam representatividade. Em 2023, esses motores somavam 75,9% das versões disponíveis; em 2025, a participação caiu para 69%. O Flex, que por décadas liderou o mercado, recuou de 44,9% para 39,9%. O Diesel manteve-se estável em torno de 12%, concentrado em SUVs e utilitários, enquanto a gasolina pura ficou próxima de 17%, especialmente em modelos importados e premium.

Elétricos e híbridos crescem acima da média

No lado oposto, os veículos elétricos apresentaram avanço expressivo. Os 100% elétricos (BEVs) saltaram de 7,9% para 12% entre 2023 e 2025 — um crescimento superior a 50%. Já os híbridos plug-in (PHEVs) subiram de 5,2% para 7,3%, consolidando-se como ponte tecnológica entre os motores convencionais e os elétricos puros. Os híbridos leves e completos também ampliaram sua presença, passando de 11,1% para 11,8%, com destaque para o custo mais acessível.

Expansão impulsionada por novos players e incentivos

A expansão das versões eletrificadas é resultado de uma combinação de fatores: entrada de novas montadoras, especialmente chinesas, avanço da infraestrutura de recarga, incentivos do programa MOVER e benefícios fiscais estaduais. A previsibilidade regulatória e as políticas públicas de eletrificação também têm estimulado investimentos no setor.

Montadoras reduzem combustão e preparam transição elétrica

Apesar da estabilidade no total de versões, as montadoras estão simplificando seus portfólios a combustão para abrir espaço a plataformas elétricas e híbridas. Essa reorganização estratégica visa preparar o terreno para a nova era da mobilidade sustentável, ao mesmo tempo em que concessionárias se adaptam com treinamentos e mudanças nos processos de venda e pós-venda.

Eletrificação deixa de ser tendência e vira realidade

O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil mostra que a eletrificação automotiva já é uma realidade de mercado. Mesmo diante de desafios de infraestrutura e custos, o setor segue equilibrando inovação, sustentabilidade e eficiência sem abrir mão da competitividade e rentabilidade.

FONTE: Bright Consulting
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Geely lança navio para 7.000 carros e mira portos brasileiros

A Geely, uma das principais montadoras da China, apresentou seu mais recente navio Ro-Ro, o Jisu Glory, projetado para exportação de veículos. Com capacidade para transportar até 7.000 carros por viagem, a embarcação já iniciou sua primeira rota internacional, reforçando a estratégia da empresa de assumir o controle total da sua cadeia logística global.

Estrutura e tecnologia avançada

O Jisu Glory é o segundo navio Ro-Ro construído pela própria Geely e também o maior já desenvolvido pela montadora. Com 12 conveses, a distribuição dos veículos é feita de forma estratégica, garantindo segurança e eficiência no transporte. A embarcação mede 200 metros de comprimento por 38 metros de largura e possui sistemas de ventilação e proteção especiais para carros elétricos e movidos a hidrogênio, refletindo a aposta da empresa em tecnologias sustentáveis.

Sustentabilidade: navio movido a GNL

No aspecto ambiental, o navio é alimentado por gás natural liquefeito (GNL), combustível que reduz significativamente as emissões de óxidos de nitrogênio e enxofre, tornando o transporte marítimo mais ecologicamente responsável.

Expansão das exportações e chegada ao Brasil

O lançamento do Jisu Glory ocorre em meio a um crescimento histórico nas exportações da Geely. Apenas no primeiro semestre de 2025, a empresa enviou mais de 184 mil veículos para destinos como Brasil, Austrália e Europa.

Não será surpresa ver o navio atracando em portos brasileiros nos próximos meses, já que a Geely comercializa no país o SUV EX5 e planeja trazer em breve o EX2, modelo mais vendido na China.

Rotas internacionais e submarcas

Antes de chegar ao Brasil, o Jisu Glory seguirá para a Europa, transportando veículos da Geely e de suas submarcas Lotus, Smart, Farizon e Zeekr — esta última com presença já confirmada no mercado brasileiro. O navio será utilizado em rotas globais, conectando diferentes bases da montadora ao redor do mundo.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Geely/Divulgação

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Negócios

BYD perde US$ 45 bilhões em valor de mercado com suspeita de dívida oculta

Relatório aponta endividamento muito acima do divulgado

A montadora chinesa BYD, líder global em vendas de carros elétricos, viu seu valor de mercado despencar em US$ 45 bilhões após suspeitas de que estaria ocultando dívidas bilionárias. A denúncia partiu da consultoria GMT Research, de Hong Kong, em relatório divulgado pela Bloomberg.

Segundo a análise, a dívida líquida real da BYD seria próxima de 323 bilhões de yuans (US$ 44,1 bilhões) em 30 de junho — bem acima do que aparece oficialmente em seus balanços financeiros.

“Dívida oculta” em financiamentos a fornecedores

De acordo com a GMT, o descompasso se deve ao uso do chamado financiamento da cadeia de suprimentos, prática que permite à empresa atrasar pagamentos a fornecedores por longos períodos.
“Independentemente da forma como é estruturado, isso é claramente uma forma de financiamento, ou uma dívida oculta”, afirmou o analista Nigel Stevenson, da GMT Research.

Em 2023, a BYD demorou em média 275 dias para quitar seus compromissos com parceiros, contra prazos bem menores fora da China — entre 45 e 90 dias. A rival Tesla, por exemplo, declara pagar fornecedores em até 90 dias.

Saltos nos passivos levantam dúvidas

Outro ponto de alerta está no crescimento acelerado da categoria “outros passivos” nos balanços da BYD: de 41,3 bilhões de yuans em 2021 para 165 bilhões em 2023. A GMT sugere que parte desse valor esteja ligada ao Dilink, sistema criado pela montadora em 2021 e que já emitiu 400 bilhões de yuans (US$ 56 bilhões) em notas para fornecedores administrarem recebíveis.

O uso do Dilink chamou atenção das bolsas chinesas, que pediram esclarecimentos a empresas fornecedoras. Algumas delas alegaram não ver risco de calote, já que os títulos receberam classificação AAA.

Risco para investidores

Apesar disso, analistas alertam para a falta de transparência sobre os reais compromissos da companhia.
“O risco é você não ter ideia de quais são os termos, quão rápido os fundos podem ser retirados ou a quem exatamente esses valores são devidos”, destacou Stevenson.

FONTE: BNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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Comércio

BYD foca em internacionalização e espera exportar 20% das vendas globais em 2025

A montadora chinesa de veículos elétricos BYD estima que as exportações respondam por aproximadamente 20% de suas vendas globais em 2025, impulsionadas pelo lançamento de novos modelos, segundo o South China Morning Post nesta segunda-feira (29).

Expectativa de entregas internacionais

De acordo com o jornal, a empresa prevê entre 800 mil e 1 milhão de veículos vendidos fora da China continental no próximo ano, dentro de um total projetado de 4,6 milhões de unidades. A informação foi confirmada por Li Yunfei, gerente-geral de branding e relações públicas da BYD.

Ajuste na meta global de vendas

A projeção reforça reportagem da Reuters, divulgada no início do mês, que apontou redução de até 16% na meta de vendas da BYD para 2025. A revisão reflete o crescimento anual mais lento em cinco anos e sinais de que a fase de expansão acelerada da empresa pode estar se estabilizando.

Internacionalização como estratégia de crescimento

Li Yunfei destacou que “as entregas internacionais terão uma contribuição maior nos próximos anos”, citando que a frota própria de navios porta-carros da BYD tem impulsionado o aumento das exportações.

Em 2024, as vendas fora da China representaram menos de 10% das 4,26 milhões de unidades entregues pela fabricante, segundo o SCMP. A mudança estratégica evidencia o foco crescente da BYD na internacionalização, em meio à intensificação da concorrência no mercado interno chinês de veículos elétricos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Claudia Greco

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Tecnologia

Pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil crescem 14%

A rede total de infraestrutura de recarga do país já tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento

Um levantamento mostra que o Brasil tinha 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos em agosto. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga do país.

Pelo menos 1.499 municípios brasileiros contam com eletropostos, crescimento de 10% na disponibilidade de infraestrutura na comparação com fevereiro de 2025. A atual infraestrutura aponta para uma relação de 18 veículos plug-in por eletroposto.

Os dados são da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Dos 16.880 eletropostos existentes até agosto, 77% (13.025) oferecem carga lenta (AC), enquanto 23% (3.855) são carregadores rápidos (DC). Esse serviço cresceu 59% em seis meses.

O Norte foi a região que teve a maior evolução porcentual (31%) de pontos, mas o crescimento da infraestrutura tem se distribuído de maneira desigual pelo território nacional, revelando diferentes estágios de maturidade, de acordo com o levantamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comércio, Tecnologia

Leapmotor C10 e B10: SUVs elétricos começam a desembarcar no Brasil

Dupla da chinesa parceira da Stellantis chega ao país para a estreia nas próximas semanas

A Leapmotor acelera o passo para entrar no mercado brasileiro. A marca chinesa, que tem joint venture com a Stellantis, iniciou a importação das primeiras unidades de seus veículos elétricos para o país. O início das vendas está previsto para ainda em 2025, com a chegada dos modelos eletrificados C10 e B10, que serão oferecidos por meio de uma rede de concessionárias nas principais cidades brasileiras.

Segundo Fernando Varela, vice-presidente da Leapmotor para a América do Sul, a operação contou com o apoio da Stellantis e marca uma etapa importante do projeto de implantação da marca no Brasil. Recentemente, a empresa anunciou a nomeação dos primeiros concessionários autorizados.

O processo de importação também adotou um sistema chamado “importação sobre águas”. Nesse método, toda a parte burocrática e legal é concluída antes mesmo de o navio atracar no porto de Santos (SP), o que agiliza o desembarque. Neste primeiro lote, foram trazidas diferentes versões do SUV C10, que será lançado junto ao B10 no mercado brasileiro. 

Anteriormente, a Leapmotor havia confirmado que o C10 seria vendido no Brasil em versões elétricas BEV (bateria) e REEV (extensor de alcance), sendo o primeiro desse tipo com comercialização mais ampla em nosso mercado vindo de uma marca chinesa. 

Outra novidade interessante desse comunicado é a chegada do B10, um SUV elétrico menor, com porte de Jeep Compass, que havia sido confirmado para o nosso mercado, mas com lançamento posterior ao do C10. Essa mudança mostra uma aceleração do cronograma da marca chinesa, visto a grande quantidade de lançamentos que estão chegando em nosso mercado de marcas como Omoda e Jaecoo, GAC e Geely. 

Recorde de vendas na China

A chegada ao Brasil ocorre em meio a um momento de forte crescimento da Leapmotor. Em julho de 2025, a empresa registrou seu melhor mês de vendas, com 50.129 unidades entregues globalmente, um aumento de 126% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse resultado, a Leapmotor se consolidou como líder entre as startups chinesas de veículos elétricos.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, a marca superou 220 mil unidades vendidas na China. Já em 2024, o volume total foi de quase 294 mil veículos.

Entre as soluções que serão oferecidas no Brasil, está a motorização REEV (Range Extended Electric Vehicle), que combina tração elétrica com um motor a combustão auxiliar, aumentando a autonomia e reduzindo a dependência de infraestrutura de recarga — uma proposta alinhada às condições atuais do mercado nacional, segundo a Leapmotor. 

Fonte: InsideEVs Global

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Tecnologia

Baterias usadas de carros elétricos viram fonte de energia para IA

Redwood Materials cria microrredes solares com baterias para abastecer data centers de Inteligência Artificial
Baterias que um dia equiparam carros elétricos estão sendo reaproveitadas em um cenário bem diferente: o abastecimento energético de centros de dados voltados à Inteligência Artificial (IA). A iniciativa é da Redwood Materials, uma das principais empresas americanas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de baterias.

A companhia inaugurou recentemente uma nova divisão chamada Redwood Energy, voltada à construção de microrredes movidas a energia solar e compostas por baterias de veículos elétricos que ainda mantêm parte significativa de sua capacidade original. Em vez de seguir diretamente para a reciclagem, essas baterias são testadas e reaproveitadas em sistemas de armazenamento de energia para uso comercial.

O primeiro projeto da nova unidade foi instalado em Nevada, em um parque industrial próximo a Reno, e fornece energia para uma instalação da empresa Crusoe, que atua com mineração de criptomoedas e, mais recentemente, com data centers especializados em IA. A microrrede é abastecida por painéis solares e conta com capacidade de 64 megawatts-hora — suficiente para atender operações intensivas em computação com mínima dependência da rede elétrica convencional.

Segundo a Redwood, esse modelo oferece diversas vantagens. Além de evitar o descarte prematuro de baterias, as microrredes podem ser instaladas com rapidez, ajudam a reduzir as emissões de carbono e oferecem uma solução mais barata do que sistemas que utilizam baterias novas. A ideia é expandir o conceito para outros polos tecnológicos dos EUA, como Texas e Virgínia, regiões onde o número de data centers tem crescido em ritmo acelerado.

A empresa estima que mais de 100 mil veículos elétricos sairão de circulação este ano nos EUA, o que representa um volume expressivo de baterias potencialmente reaproveitáveis. A Redwood já tem material suficiente para criar microrredes com capacidade de 1 gigawatt-hora e trabalha no desenvolvimento de sistemas ainda maiores.

A demanda por energia no setor de tecnologia, especialmente com o avanço da IA, deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. Um relatório da Agência Internacional de Energia prevê que o consumo dos data centers pode dobrar até 2030. Nesse cenário, soluções de armazenamento acessíveis e baseadas em energia limpa ganham relevância estratégica.

Para a Redwood, o projeto marca não apenas uma diversificação de sua atuação, mas também uma visão de longo prazo sobre a circularidade na eletromobilidade. Ao estender a vida útil das baterias em aplicações estacionárias, a empresa ajuda a fechar o ciclo da mobilidade elétrica e contribui para uma infraestrutura digital menos dependente de combustíveis fósseis.

Fonte: MIT

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