Exportação

China lança navio Glovis Leader com capacidade para quase 11 mil veículos e fortalece exportações automotivas

A China estreou um novo navio RoRo (roll-on/roll-off), o Glovis Leader, capaz de transportar até 10.800 veículos por viagem. Considerada uma das maiores embarcações do mundo para transporte automotivo, a iniciativa reforça a estratégia chinesa de ampliar a presença internacional de carros elétricos e híbridos, principalmente em rotas para a Europa e Américas.

Navio de grande porte e alta flexibilidade

Construído no estaleiro Guangzhou Shipyard International pela Hyundai, o Glovis Leader supera em cerca de 1.800 veículos os maiores transportadores atualmente em operação, incluindo os utilizados pelas principais montadoras chinesas.

A embarcação mede aproximadamente 230 metros de comprimento e 40 metros de largura, contando com 14 conveses para veículos, sendo cinco móveis, o que garante flexibilidade para diferentes tipos de cargas e otimiza a operação logística.

China reforça exportações de carros elétricos e híbridos

O lançamento do navio coincide com o fortalecimento da indústria automotiva chinesa no mercado internacional. A BYD, uma das maiores exportadoras mundiais de veículos eletrificados, já mantém frota própria de navios RoRo que transportam milhares de unidades para o Brasil, Argentina e outros países da América Latina.

Em 2025, o navio BYD Shenzhen, um dos maiores porta-carros em operação, iniciou sua primeira viagem ao Brasil com mais de 7.000 veículos elétricos e híbridos, consolidando a estratégia da marca de controlar diretamente grande parte da cadeia logística de exportação.

Navios próprios como estratégia logística

Especialistas destacam que o uso de embarcações próprias tem se tornado essencial para fabricantes chineses. Além de reduzir custos logísticos, essa prática aumenta a previsibilidade das entregas e permite atender à crescente demanda por veículos eletrificados fora da China.

Navios de grande porte, como o Glovis Leader, têm capacidade para aportar em terminais brasileiros, incluindo Vitória e Itajaí, potencializando o fluxo de importação de carros automotivos chineses no país.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Glovis/Reprodução

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Negócios

BYD no Brasil: estratégias para desafiar Fiat, Volkswagen e GM no mercado automotivo

A BYD, maior montadora da China, vem ganhando destaque no mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos. Segundo dados da Fenabrave de novembro, a fabricante superou a Fiat em vendas no varejo de carros de passeio, ficando atrás apenas da Volkswagen (16,4%), Hyundai (10,2%) e GM (10,23%), com participação de 9,8%.

Além de liderar globalmente as vendas de carros 100% elétricos, com 2,26 milhões de unidades em 2025, superando a Tesla, a BYD consolida sua presença estratégica no Brasil, mostrando que sua expansão vai além de nichos de veículos sustentáveis.

Desafio de competir com motores 1.0 flex nacionais

Quando se incluem veículos comerciais leves, a Fiat retoma a liderança graças ao sucesso da picape Strada, modelo mais vendido do país. O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, reforça que a Fiat continua entre os principais concorrentes.

A BYD enfrenta um desafio estrutural: os modelos mais populares no Brasil, como Onix, Polo, HB20 e Strada, utilizam motores 1.0 turbo flex, adaptados ao sistema tributário local e com preços mais acessíveis. Como todos os veículos da BYD são 100% elétricos ou híbridos plug-in, o custo ainda limita a penetração da marca em alguns segmentos.

Domínio no mercado de novas energias

Focada em novas energias, a BYD mantém liderança clara em carros elétricos e híbridos (HEV + PHEV). Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), a participação da empresa chega a 56,6%, seguida da GWM (14,8%) e da Toyota (9,8%). Entre veículos totalmente elétricos, a BYD praticamente monopoliza o segmento, enquanto nos híbridos ainda enfrenta competição do GWM Haval.

Parcerias com locadoras podem ampliar participação

Para expandir sua presença, a BYD busca atuar além do varejo, mirando vendas para frotas e locadoras. Negociações estariam em andamento com grandes redes do setor, com destaque para a Localiza, embora a empresa negue qualquer acordo formal em 2025. Caso concretizada, a parceria poderia envolver até 10 mil veículos, representando 9% da produção anual da BYD no Brasil, priorizando híbridos plug-in como Song Pro e Song Plus.

Investimento em infraestrutura de recarga

A expansão depende também de infraestrutura de carregamento. A BYD planeja instalar 800 carregadores rápidos de alta potência (Flash Charging), capazes de fornecer até 400 km de autonomia em 5 minutos, principalmente nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

A estratégia mira facilitar o uso de híbridos plug-in e elétricos em deslocamentos urbanos e viagens longas, superando a limitação atual: o Brasil possui apenas 17 mil carregadores, contra 4,5 milhões na China.

Complexo fabril de Camaçari é a alavanca da expansão

A BYD investiu R$ 5,5 bilhões na modernização do complexo de Camaçari (BA), ocupando área de 4,6 milhões de m², antiga fábrica da Ford. O local produz o Dolphin Mini, elétrico mais vendido do país, e os híbridos plug-in King e Song Pro.

A capacidade inicial era de 150 mil veículos por ano, mas com o segundo turno, já alcança 300 mil unidades. A meta é chegar a 600 mil veículos anuais, quase seis vezes o volume atual de 110 mil carros, mostrando a ambição da montadora de se consolidar como líder também no Brasil.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração/João Brito

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Importação

Brasil eleva imposto de importação e amplia taxa sobre carros elétricos e painéis solares até 2026

Governo retoma tarifas e eleva alíquotas para até 35%
O governo federal deu continuidade à política de retomada gradual do imposto de importação sobre veículos elétricos, híbridos e painéis solares, com alíquotas que podem chegar a 35% até julho de 2026. A medida marca uma mudança em relação ao período de incentivos fiscais adotado desde 2015 para estimular tecnologias sustentáveis no país.

A estratégia busca fortalecer a indústria nacional, ao mesmo tempo em que mantém um cronograma de transição para o mercado se adaptar às novas regras.

Fim gradual das isenções para veículos eletrificados
Desde janeiro de 2024, o governo iniciou a recomposição das tarifas de importação para veículos eletrificados. O cronograma prevê aumentos progressivos:

  • Veículos 100% elétricos
    • 10% em 2024
    • 18% a partir de julho de 2024
    • 25% em julho de 2025
    • 35% em julho de 2026
  • Veículos híbridos e híbridos plug-in
    • Alíquotas variáveis, também chegando a até 35% em 2026

O governo manteve cotas temporárias de importação com isenção parcial até 2027, permitindo uma adaptação gradual do setor automotivo.

Programa Mover e incentivo à produção nacional
A arrecadação gerada pelas novas tarifas será direcionada ao Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), voltado ao estímulo da produção nacional de veículos sustentáveis, inovação tecnológica e redução de emissões.

O objetivo é atrair investimentos e fortalecer a cadeia produtiva brasileira no setor automotivo, reduzindo a dependência de importações no médio e longo prazo.

Painéis solares também entram no novo regime tributário
Os módulos fotovoltaicos, majoritariamente importados da China — responsável por cerca de 99% das compras brasileiras —, também passam por mudanças tributárias.

  • Em 2024, as alíquotas variam entre 10,8% e 12%, após o fim de regimes especiais e isenções temporárias.
  • A partir de 2025 e 2026, a taxa pode chegar a 25% para importações acima das cotas estabelecidas.

A medida impacta diretamente o setor de energia solar, que vinha crescendo de forma acelerada nos últimos anos.

Setor solar critica impacto econômico e ambiental
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) criticou o aumento das tarifas. Segundo a entidade, a mudança pode elevar o custo da energia, inviabilizar projetos e afetar investimentos estimados em R$ 97 bilhões, além de colocar em risco cerca de 25 GW em projetos.

Indústria nacional defende proteção contra concorrência externa
Por outro lado, entidades como a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) apoiam a decisão. O argumento é que as tarifas ajudam a equilibrar a concorrência com produtos estrangeiros subsidiados e estimulam a produção local de equipamentos e tecnologias limpas.

Impactos no mercado e próximos passos
A política de reoneração indica uma mudança estrutural na estratégia industrial brasileira, buscando conciliar sustentabilidade, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos. No entanto, especialistas alertam que os efeitos sobre preços e investimentos precisarão ser monitorados de perto.

FONTE: Portal VV8
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal VV8

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Importação

Importação de veículos eletrificados no Brasil cai 19% no acumulado do ano

Queda puxada pelos carros 100% elétricos
A importação de veículos eletrificados registrou uma retração de 19% no Brasil entre janeiro e setembro deste ano, de acordo com dados da Logcomex, plataforma de tecnologia voltada ao comércio exterior. O principal motivo do recuo foi a forte queda nas compras externas de carros elétricos puros, cujo valor importado despencou 56% no período. O total passou de US$ 1,4 bilhão em 2024 para US$ 653,6 milhões em 2025.

Híbridos plug-in assumem a liderança
Enquanto os elétricos apresentaram forte redução, os híbridos plug-in (PHEV) avançaram 3% e se tornaram os principais representantes das importações de modelos eletrificados. Juntos, esses veículos somaram US$ 1,8 bilhão, o equivalente a 56% de todo o valor movimentado pelo setor no acumulado do ano.

Desempenho dos outros eletrificados
Os híbridos convencionais (HEV), que não precisam de recarga externa, também cresceram 3%, atingindo US$ 637,3 milhões. Já os híbridos a diesel tiveram resultado negativo, com queda de 9% e movimentação de US$ 75,8 milhões.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Negócios

BYD celebra 10 mil veículos produzidos na Bahia e acelera expansão no Brasil

A BYD Auto do Brasil alcançou um marco relevante: 10 mil veículos montados no complexo industrial de Camaçari (BA). O número foi atingido apenas seis semanas após a inauguração oficial da fábrica, realizada em 9 de outubro. No local, atualmente saem da linha de produção três modelos da marca: BYD Dolphin Mini, BYD King e BYD Song Pro.

O avanço da produção ganhou reforço neste mês, com a abertura do segundo turno de trabalho. O período noturno, formado por 120 colaboradores, marca uma etapa estratégica para ampliar a capacidade fabril e fortalecer a geração de empregos na região.

Capacidade ampliada e metas ambiciosas
Projetado para ser um dos maiores polos automotivos do país, o complexo de Camaçari pode fabricar 150 mil veículos por ano na fase inicial e chegar a 300 mil na etapa seguinte. Durante a inauguração, o fundador e CEO global da BYD, Wang Chuanfu, anunciou que a companhia irá dobrar a meta prevista. Em plena operação, a planta será capaz de produzir 600 mil veículos anuais.

Para Tyler Li, presidente da BYD Brasil, o ritmo acelerado confirma o potencial da operação baiana. Ele destaca que o volume alcançado em tão pouco tempo demonstra o comprometimento dos colaboradores, o foco em qualidade e a confiança do consumidor na marca.

Avanço dos elétricos e liderança no mercado
Enquanto ergue o maior complexo fabril da empresa fora da China, a BYD mantém forte aceleração na entrega de veículos às concessionárias de todas as regiões do país. Em pouco mais de três anos de atuação nacional, a marca já superou 100 mil carros 100% elétricos emplacados e consolidou liderança absoluta entre os BEVs no Brasil. De acordo com a Fenabrave, o desempenho da montadora supera em mais de sete vezes o da segunda colocada e representa quase o triplo da soma das marcas que ocupam da segunda à décima posição no ranking.

Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e head de marketing e comercial da companhia, cada veículo elétrico BYD nas ruas significa menor emissão de poluentes, mais tecnologia e avanço da mobilidade sustentável. Ele afirma que o crescimento dos elétricos reflete uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro e marca o início de uma nova era no setor automotivo.

Expansão da rede de concessionárias
A BYD segue ampliando sua presença no território nacional. Atualmente, a empresa contabiliza 200 concessionárias ativas em todos os estados e prevê alcançar 250 unidades nos próximos meses.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco/BYD

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Tecnologia

Renault e Geely ampliam investimentos no Paraná impulsionadas pelo programa Mover

O programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) voltou a estimular o setor automotivo e resultou em um novo ciclo de investimentos no Paraná. Renault e Geely anunciaram uma parceria de R$ 3,8 bilhões para desenvolver tecnologias de baixa emissão, plataformas eletrificadas e futuros modelos produzidos no país.

A assinatura do acordo no Complexo Ayrton Senna consolida a cooperação tecnológica entre as montadoras. Com o avanço da parceria, a Geely Auto passa a deter 26,4% de participação na Renault do Brasil, ampliando sua presença estratégica no mercado nacional.

Mover impulsiona inovação e competitividade

Durante a cerimônia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o investimento reforça os pilares da Nova Indústria Brasil (NIB) e cria um ambiente favorável para inovação e sustentabilidade. Segundo ele, o Mover oferece previsibilidade e incentiva empresas a liderarem a transição para uma economia mais verde.

Alckmin lembrou que o programa prevê R$ 19,3 bilhões para o período de 2024 a 2028, apoiando planejamento empresarial, modernização fabril e avanço tecnológico. Para o ministro, a transição energética coloca o Brasil em posição privilegiada para liderar iniciativas de economia de baixo carbono.

Novos modelos e expansão da produção nacional

A colaboração entre Renault e Geely resultará em dois novos modelos da marca chinesa e na renovação de um veículo Renault, todos previstos para o segundo semestre de 2026. Já em 2027, está programada uma nova plataforma com foco em eletrificação automotiva, que originará outro modelo da montadora francesa.

Com isso, o Complexo Ayrton Senna passará a produzir veículos das duas marcas, ampliando a integração do Brasil às cadeias globais de valor e fortalecendo a competitividade da indústria nacional.

Setor automotivo celebra previsibilidade

Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, destacou que a parceria é inédita e de longo prazo, com foco em desenvolvimento econômico e soluções inovadoras de mobilidade.

Já Igor Calvet, presidente da Anfavea, ressaltou que o setor reconhece o impacto positivo da previsibilidade trazida pelas recentes políticas públicas. Para ele, os avanços anunciados são reflexo direto das diretrizes do Programa Mover, que sucedeu o antigo Rota 2030.

Lançado no fim de 2023, o Mover estimula a descarbonização da frota e concede créditos tributários a empresas que investem em pesquisa, eficiência energética e produção nacional. Atualmente, 231 companhias estão habilitadas, e o programa já motivou anúncios que somam R$ 190 bilhões em investimentos privados até 2033.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/ VPR

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Portos

Geely EX2 desembarca no Brasil e reforça expansão de veículos elétricos pelo porto de Paranaguá

O Geely EX2, hatchback elétrico que ocupa o topo das vendas na China, já está em solo brasileiro. O modelo chegou ao Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) em outubro, marcando a segunda operação da montadora no país. A aposta combina design marcante, tecnologia inteligente e uso prático, reforçando o avanço da marca no competitivo mercado de veículos elétricos.

Operação logística no porto de Paranaguá
Os carros desembarcaram em 17 de outubro, transportados pelo navio Gold Xing, do tipo ro-ro. A operação, coordenada pela TCP, utilizou o dolphin do berço 218, estrutura dedicada à atracação de embarcações de transporte de veículos. A partir desse ponto, os automóveis seguiram pelas rampas do navio com seus próprios meios até o pátio do terminal, em um fluxo operacional contínuo e seguro.

Expansão da parceria entre TCP e Geely
Depois da chegada do Geely EX5 em junho, o novo desembarque do EX2 reforça a parceria logística entre as empresas. A TCP destaca sua expertise no segmento e a padronização de processos, evidenciando a eficiência na recepção de veículos elétricos e demais cargas rolantes.

Capacidade multimodal e operações diversificadas
Além de automóveis, o terminal é preparado para receber carga projeto de maior porte, como ônibus, tratores e colheitadeiras. A versatilidade operacional consolida o TCP como um hub multimodal, pronto para atender diferentes necessidades logísticas com agilidade e infraestrutura robusta.

Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, afirma que a continuidade das operações com a Geely confirma a confiança da marca no terminal. Segundo ele, o avanço da parceria após a operação bem-sucedida com o EX5 demonstra o compromisso da companhia em oferecer soluções completas, modernas e personalizadas, alinhadas às demandas do mercado.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 30% das versões no Brasil e aceleram transformação do mercado automotivo

O crescimento dos carros elétricos e híbridos no Brasil confirma uma mudança estrutural no setor automotivo. Entre 2023 e 2025, as versões eletrificadas — que incluem veículos 100% elétricos (BEVs) e híbridos (HEVs e PHEVs) — passaram a representar mais de 30% dos modelos disponíveis no país, segundo dados da Bright Consulting, especializada em consultoria automotiva.

Embora o número total de versões no mercado tenha se mantido praticamente estável, passando de 1.067 em 2023 para 1.038 em 2025, o estudo revela uma profunda reestruturação no portfólio nacional.

Motores a combustão perdem espaço

As tecnologias tradicionaisFlex, Diesel e gasolina — ainda dominam a oferta, mas perderam representatividade. Em 2023, esses motores somavam 75,9% das versões disponíveis; em 2025, a participação caiu para 69%. O Flex, que por décadas liderou o mercado, recuou de 44,9% para 39,9%. O Diesel manteve-se estável em torno de 12%, concentrado em SUVs e utilitários, enquanto a gasolina pura ficou próxima de 17%, especialmente em modelos importados e premium.

Elétricos e híbridos crescem acima da média

No lado oposto, os veículos elétricos apresentaram avanço expressivo. Os 100% elétricos (BEVs) saltaram de 7,9% para 12% entre 2023 e 2025 — um crescimento superior a 50%. Já os híbridos plug-in (PHEVs) subiram de 5,2% para 7,3%, consolidando-se como ponte tecnológica entre os motores convencionais e os elétricos puros. Os híbridos leves e completos também ampliaram sua presença, passando de 11,1% para 11,8%, com destaque para o custo mais acessível.

Expansão impulsionada por novos players e incentivos

A expansão das versões eletrificadas é resultado de uma combinação de fatores: entrada de novas montadoras, especialmente chinesas, avanço da infraestrutura de recarga, incentivos do programa MOVER e benefícios fiscais estaduais. A previsibilidade regulatória e as políticas públicas de eletrificação também têm estimulado investimentos no setor.

Montadoras reduzem combustão e preparam transição elétrica

Apesar da estabilidade no total de versões, as montadoras estão simplificando seus portfólios a combustão para abrir espaço a plataformas elétricas e híbridas. Essa reorganização estratégica visa preparar o terreno para a nova era da mobilidade sustentável, ao mesmo tempo em que concessionárias se adaptam com treinamentos e mudanças nos processos de venda e pós-venda.

Eletrificação deixa de ser tendência e vira realidade

O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil mostra que a eletrificação automotiva já é uma realidade de mercado. Mesmo diante de desafios de infraestrutura e custos, o setor segue equilibrando inovação, sustentabilidade e eficiência sem abrir mão da competitividade e rentabilidade.

FONTE: Bright Consulting
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Geely lança navio para 7.000 carros e mira portos brasileiros

A Geely, uma das principais montadoras da China, apresentou seu mais recente navio Ro-Ro, o Jisu Glory, projetado para exportação de veículos. Com capacidade para transportar até 7.000 carros por viagem, a embarcação já iniciou sua primeira rota internacional, reforçando a estratégia da empresa de assumir o controle total da sua cadeia logística global.

Estrutura e tecnologia avançada

O Jisu Glory é o segundo navio Ro-Ro construído pela própria Geely e também o maior já desenvolvido pela montadora. Com 12 conveses, a distribuição dos veículos é feita de forma estratégica, garantindo segurança e eficiência no transporte. A embarcação mede 200 metros de comprimento por 38 metros de largura e possui sistemas de ventilação e proteção especiais para carros elétricos e movidos a hidrogênio, refletindo a aposta da empresa em tecnologias sustentáveis.

Sustentabilidade: navio movido a GNL

No aspecto ambiental, o navio é alimentado por gás natural liquefeito (GNL), combustível que reduz significativamente as emissões de óxidos de nitrogênio e enxofre, tornando o transporte marítimo mais ecologicamente responsável.

Expansão das exportações e chegada ao Brasil

O lançamento do Jisu Glory ocorre em meio a um crescimento histórico nas exportações da Geely. Apenas no primeiro semestre de 2025, a empresa enviou mais de 184 mil veículos para destinos como Brasil, Austrália e Europa.

Não será surpresa ver o navio atracando em portos brasileiros nos próximos meses, já que a Geely comercializa no país o SUV EX5 e planeja trazer em breve o EX2, modelo mais vendido na China.

Rotas internacionais e submarcas

Antes de chegar ao Brasil, o Jisu Glory seguirá para a Europa, transportando veículos da Geely e de suas submarcas Lotus, Smart, Farizon e Zeekr — esta última com presença já confirmada no mercado brasileiro. O navio será utilizado em rotas globais, conectando diferentes bases da montadora ao redor do mundo.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Geely/Divulgação

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Negócios

BYD perde US$ 45 bilhões em valor de mercado com suspeita de dívida oculta

Relatório aponta endividamento muito acima do divulgado

A montadora chinesa BYD, líder global em vendas de carros elétricos, viu seu valor de mercado despencar em US$ 45 bilhões após suspeitas de que estaria ocultando dívidas bilionárias. A denúncia partiu da consultoria GMT Research, de Hong Kong, em relatório divulgado pela Bloomberg.

Segundo a análise, a dívida líquida real da BYD seria próxima de 323 bilhões de yuans (US$ 44,1 bilhões) em 30 de junho — bem acima do que aparece oficialmente em seus balanços financeiros.

“Dívida oculta” em financiamentos a fornecedores

De acordo com a GMT, o descompasso se deve ao uso do chamado financiamento da cadeia de suprimentos, prática que permite à empresa atrasar pagamentos a fornecedores por longos períodos.
“Independentemente da forma como é estruturado, isso é claramente uma forma de financiamento, ou uma dívida oculta”, afirmou o analista Nigel Stevenson, da GMT Research.

Em 2023, a BYD demorou em média 275 dias para quitar seus compromissos com parceiros, contra prazos bem menores fora da China — entre 45 e 90 dias. A rival Tesla, por exemplo, declara pagar fornecedores em até 90 dias.

Saltos nos passivos levantam dúvidas

Outro ponto de alerta está no crescimento acelerado da categoria “outros passivos” nos balanços da BYD: de 41,3 bilhões de yuans em 2021 para 165 bilhões em 2023. A GMT sugere que parte desse valor esteja ligada ao Dilink, sistema criado pela montadora em 2021 e que já emitiu 400 bilhões de yuans (US$ 56 bilhões) em notas para fornecedores administrarem recebíveis.

O uso do Dilink chamou atenção das bolsas chinesas, que pediram esclarecimentos a empresas fornecedoras. Algumas delas alegaram não ver risco de calote, já que os títulos receberam classificação AAA.

Risco para investidores

Apesar disso, analistas alertam para a falta de transparência sobre os reais compromissos da companhia.
“O risco é você não ter ideia de quais são os termos, quão rápido os fundos podem ser retirados ou a quem exatamente esses valores são devidos”, destacou Stevenson.

FONTE: BNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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