Exportação

Exportação de carne bovina recua 27% em agosto, enquanto frango cresce 23%

As exportações brasileiras de carne bovina registraram forte retração em agosto de 2026, enquanto os embarques de carne de frango e suína apresentaram crescimento. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram comportamentos distintos entre as principais proteínas exportadas pelo Brasil.

A carne bovina teve queda de 27,09% no volume embarcado em relação a agosto de 2025. Já as exportações de carne de frango cresceram 22,59%, enquanto a carne suína avançou 6,61%.

Os números consideram 21 dias úteis tanto em agosto de 2026 quanto no mesmo mês do ano anterior.

Exportação de carne bovina cai em agosto

O Brasil exportou 195.715 toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em agosto. No mesmo mês de 2025, foram embarcadas 268.425 toneladas.

Apesar da redução no volume, a receita caiu em ritmo menor. O faturamento com as vendas externas somou US$ 1,207 bilhão, ante US$ 1,503 bilhão um ano antes, queda de 19,73%.

O preço médio da carne bovina exportada subiu 10,09%, passando de US$ 5.603 para US$ 6.166 por tonelada.

Carne de frango amplia volume e receita

Em sentido oposto ao mercado bovino, as exportações de carne de frango tiveram crescimento expressivo em agosto.

Os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, alcançaram 457.989 toneladas, alta de 22,59% sobre as 373.589 toneladas registradas em agosto de 2025.

A receita avançou ainda mais: foram US$ 919,7 milhões, aumento de 40,51% na comparação anual, contra US$ 654,5 milhões no mesmo mês do ano passado.

O preço médio também apresentou valorização. O valor passou de US$ 1.752 para US$ 2.008 por tonelada, alta de 14,62%.

Carne suína cresce em volume, mas receita recua

As exportações de carne suína também aumentaram em agosto, embora o desempenho financeiro tenha sido negativo.

O Brasil embarcou 114.617 toneladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada no mês, crescimento de 6,61% ante as 107.512 toneladas exportadas em agosto de 2025.

A receita, porém, recuou 3,48%, de US$ 277,4 milhões para US$ 267,7 milhões.

O resultado foi influenciado pela queda no preço médio da proteína. O valor passou de US$ 2.580 para US$ 2.336 por tonelada, retração de 9,46%.

Carne bovina mantém alta no acumulado do ano

Apesar da queda registrada em agosto, o desempenho das exportações de carne bovina em 2026 permanece positivo no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil embarcou 2,125 milhões de toneladas, alta de 3,01% sobre as 2,063 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada apresentou crescimento mais expressivo. As vendas externas movimentaram US$ 12,546 bilhões, avanço de 19,96% ante os US$ 10,459 bilhões registrados nos primeiros oito meses do ano passado.

A diferença entre o crescimento do volume e da receita reflete a valorização do preço médio da carne bovina no mercado internacional.

Exportações de frango avançam mais de 16% no ano

O setor de carne de frango brasileira apresenta desempenho ainda mais forte no acumulado de 2026.

De janeiro a agosto, os embarques totalizaram 3,821 milhões de toneladas, aumento de 16,34% em relação às 3,285 milhões de toneladas exportadas no mesmo intervalo de 2025.

O faturamento chegou a US$ 7,485 bilhões, alta de 21,81% na comparação anual. Entre janeiro e agosto de 2025, a receita havia alcançado US$ 6,144 bilhões.

Carne suína acumula alta de 7,8%

As vendas externas de carne suína brasileira também mantiveram trajetória positiva no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o país exportou 1,017 milhão de toneladas, volume 7,80% superior às 943,2 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada chegou a US$ 2,402 bilhões, crescimento de 4,26% ante os US$ 2,304 bilhões registrados nos oito primeiros meses do ano passado.

Os resultados mostram um cenário heterogêneo para as proteínas brasileiras no comércio exterior. Enquanto a carne bovina enfrentou uma queda expressiva nos embarques de agosto, o frango apresentou forte expansão tanto em volume quanto em receita. A carne suína, por sua vez, cresceu em quantidade, mas teve redução no faturamento devido à queda do preço médio.

FONTE: Broadcast
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

China muda hábitos alimentares e abre oportunidades para a indústria de alimentos de SC

As mudanças nos hábitos alimentares da China e a estratégia do país para aumentar a produção doméstica de alimentos devem entrar no radar da indústria catarinense. Estudo do Observatório FIESC mostra que fatores como urbanização, industrialização e crescimento da renda estão alterando o perfil de consumo chinês, com possíveis reflexos sobre as exportações de Santa Catarina para a China.

A análise foi apresentada nesta terça-feira (25), durante reunião do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC.

Mudanças no consumo chinês exigem atenção de SC

Para Rosimeri Francener, presidente do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, acompanhar a transformação do mercado chinês é essencial para antecipar movimentos capazes de afetar a economia catarinense.

Segundo ela, a indústria atravessa uma transformação significativa nos padrões globais de produção e consumo e precisa se preparar para continuar competitiva diante dessas mudanças.

A pesquisadora Tamires Costa, do Observatório FIESC, explica que a China vem adotando medidas para ampliar a produção nacional de alimentos e incorporar mais tecnologia à indústria do setor.

Entre os objetivos estabelecidos nos planos quinquenais está o aumento da produção de grãos, que deverá passar de 650 milhões para 725 milhões de toneladas até 2030.

Autossuficiência chinesa pode pressionar exportações

Embora tenha uma produção agrícola de grande escala, a China ainda depende do mercado externo em determinadas cadeias, como a soja. Em segmentos importantes para Santa Catarina, porém, o nível de produção doméstica é elevado.

No caso do frango, a autossuficiência chinesa chega a 98%. Para a carne suína, o índice é de 97%. Os dois produtos estão entre os principais itens da pauta exportadora catarinense destinada ao mercado chinês.

Os dados do Observatório FIESC mostram uma diferença importante no desempenho das exportações. Enquanto as vendas brasileiras dos produtos analisados cresceram 47% na série histórica considerada, as exportações catarinenses registraram queda de 34%.

Carne suína mostra impacto da recuperação chinesa

A trajetória da carne suína catarinense ajuda a explicar os efeitos da mudança no mercado chinês.

Durante o período mais crítico da peste suína africana, a autossuficiência da China caiu de 97% para 89% em 2020. A redução da produção doméstica abriu espaço para fornecedores estrangeiros e impulsionou as vendas de Santa Catarina.

Em 2021, o Estado chegou a exportar US$ 758 milhões em carne suína para a China. Com a recuperação da produção chinesa nos anos seguintes, porém, Santa Catarina perdeu aproximadamente US$ 490 milhões em exportações entre 2021 e 2024.

O cenário demonstra como a dependência de poucos produtos e de um único grande mercado pode aumentar a exposição da indústria às mudanças na oferta e na demanda internacional.

Diversificação pode ampliar espaço para SC na China

O estudo do Observatório FIESC aponta que Santa Catarina possui alternativas para diversificar as exportações de alimentos destinadas ao mercado chinês.

Entre os produtos catarinenses que já são produzidos e exportados e apresentam potencial de crescimento estão:

  • Pescados e crustáceos;
  • Preparações alimentícias;
  • Miudezas comestíveis;
  • Farinha de carne;
  • Produtos para alimentação animal;
  • Leite em pó.

A estratégia pode incluir ainda o avanço de produtos com maior valor agregado. A mudança no perfil de consumo dos chineses cria espaço para alimentos processados, segmento no qual a indústria catarinense possui capacidade de transformar matérias-primas em produtos de maior valor.

Condição sanitária é diferencial competitivo

Além da capacidade industrial, Santa Catarina conta com um diferencial importante para ampliar sua presença no mercado asiático: a condição sanitária do Estado.

De acordo com Tamires Costa, esse fator pode contribuir para aumentar a competitividade dos produtos catarinenses e facilitar a conquista de novos espaços no mercado chinês de alimentos.

A expansão, entretanto, depende de uma estratégia que acompanhe de perto as políticas de autossuficiência alimentar da China e as mudanças no comportamento dos consumidores.

Indústria catarinense precisa reduzir concentração

Para o setor produtivo de Santa Catarina, o principal desafio é diminuir a dependência de um grupo restrito de produtos e ampliar a variedade de itens exportados.

Isso envolve diversificar a pauta, investir em produtos de maior valor agregado e prospectar novos destinos internacionais. A estratégia pode reduzir a vulnerabilidade da indústria catarinense às oscilações de demanda provocadas pelas mudanças no mercado chinês.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Exportação de carne bovina recua após China preencher cota de importação

A exportação de carne bovina brasileira perdeu ritmo depois que a China completou a cota de 1,1 milhão de toneladas para importações sem a cobrança da tarifa adicional de 55%. Com a mudança, o Brasil começa a registrar redução no volume embarcado para o mercado internacional.

Na segunda semana de agosto, o país exportou, em média, 8,4 mil toneladas de carne bovina por dia útil, abaixo das 10,5 mil toneladas registradas na primeira semana do mês.

Considerando os dez primeiros dias úteis de agosto, a média ficou em 9.442 toneladas diárias. O resultado representa uma queda de 26% em relação a agosto de 2025 e corresponde ao menor nível desde janeiro do ano passado.

China antecipou compras antes da nova tarifa

A expectativa de aumento da tributação levou o mercado chinês a antecipar parte das compras de carne bovina do Brasil. Enquanto a alíquota permanecia em 12%, os importadores elevaram os volumes adquiridos.

O movimento ajudou a impulsionar as exportações brasileiras. Em novembro de 2025, os embarques chegaram a uma média de 16,8 mil toneladas por dia útil, período em que a demanda chinesa teve papel importante no desempenho.

Desde janeiro, passou a valer uma cota de 1,1 milhão de toneladas. Após esse limite ser atingido, as importações brasileiras ficam sujeitas a uma tarifa adicional de 55%. Na prática, a carne bovina brasileira passa a enfrentar uma tributação total de 67%.

Preço da carne bovina continua sustentado

Apesar da retração no volume embarcado, os preços da carne bovina brasileira no mercado internacional permanecem em patamar elevado.

Dados acompanhados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a tonelada de carne bovina in natura é negociada, em média, por US$ 6.140.

O valor está abaixo do registrado em julho, mas ainda representa uma alta de aproximadamente 10% sobre agosto do ano passado.

Carne de frango e carne suína têm desempenhos diferentes

O comportamento das exportações de outras proteínas animais é diferente do observado na carne bovina.

Os embarques de carne de frango alcançaram 22,6 mil toneladas por dia útil em agosto, alta de 27% na comparação com o mesmo período de 2025. O preço médio também avançou, com aumento de 17%.

No mercado de carne suína, as exportações diárias estão 10,5% acima das registradas em agosto do ano passado. O desempenho dos preços, porém, é negativo, com queda de 8%, segundo dados da Secex.

China responde por quase metade da receita da carne bovina

A China continua sendo o principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil.

De acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o setor acumulou US$ 11,4 bilhões em receitas entre janeiro e julho. Desse total, 47% tiveram origem nas vendas para o mercado chinês.

Em volume, a participação da China também foi significativa: 45% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período teve o país asiático como destino.

Preços no campo têm movimentos distintos

No mercado pecuário paulista, a arroba do boi gordo está cotada a R$ 345. O preço acumula queda de 0,43% no mês, segundo o Cepea.

No mesmo período, a cotação do suíno recuou 2,6%, enquanto o preço do frango registrou alta de 0,42%.

Exportações de arroz avançam em agosto

As vendas externas de arroz brasileiro apresentaram forte crescimento nas duas primeiras semanas de agosto.

Segundo a Secex, os embarques de arroz em casca chegaram a 10,8 mil toneladas por dia útil. O volume representa uma alta de 250% em relação ao mesmo período de 2025.

Pecuaristas de Mato Grosso ampliam intenção de confinamento

A pesquisa de intenção de confinamento realizada pelo Imea em julho aponta que os pecuaristas de Mato Grosso pretendem colocar 1,33 milhão de cabeças de gado em confinamento.

O número é 43% maior que o registrado na mesma pesquisa de 2025. Em relação à sondagem realizada em abril deste ano, porém, houve uma redução de 8%.

O levantamento estima ainda um custo diário médio de R$ 13,62 por animal no sistema de confinamento.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joel Silva/Reuters

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Agronegócio

Proteína animal brasileira ganha espaço no mercado global com aumento da demanda e novas oportunidades

A proteína animal brasileira mantém perspectivas positivas de crescimento no mercado internacional, impulsionada pela alta demanda global, pela competitividade do agronegócio nacional e pela abertura de novos destinos comerciais.

A avaliação foi um dos principais pontos debatidos durante o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) 2026, realizado em São Paulo (SP), evento considerado um dos mais importantes encontros das cadeias de aves, suínos, ovos, peixes de cultivo e bovinos do Brasil e da América Latina.

Para Miguel Gularte, CEO da MBRF, o setor brasileiro vive um cenário em que a procura internacional ainda supera a capacidade de oferta. Segundo ele, essa característica abre espaço para que o país amplie sua participação no comércio mundial.

Produção e exportações devem avançar em 2026

Durante o evento, representantes das principais empresas do setor destacaram que o Brasil reúne condições para continuar crescendo, desde que avance na abertura de mercados, na diversificação de compradores e na oferta de produtos com maior valor agregado.

Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que a produção nacional de carne de frango pode crescer até 5,6% em 2026, enquanto a produção de carne suína deve avançar até 5% e a de ovos cerca de 4,1%.

As exportações também apresentam expectativa positiva. A previsão é de aumento de até 10,3% nos embarques de carne de frango e de 5,9% na carne suína, acompanhando a maior disponibilidade interna e o crescimento do consumo por habitante.

Dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura, mostram que as exportações brasileiras de frango, carne suína e ovos cresceram 2,8% em volume no último ano, alcançando 6,7 milhões de toneladas. Em receita, a alta foi de 3,3%, chegando a US$ 13,3 bilhões.

Diversificação reduz dependência de grandes compradores

Apesar dos números favoráveis, líderes do setor reforçaram que o futuro da indústria de proteína animal dependerá cada vez mais da capacidade de conquistar novos mercados.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que a redução das compras chinesas de carne suína não representa uma mudança definitiva no comércio internacional, mas uma retomada aos níveis anteriores ao período da peste suína africana.

Na avaliação dele, países da Ásia, da África e do chamado Sul Global devem concentrar parte relevante do crescimento do consumo de proteínas nos próximos anos.

A expectativa da entidade é que o setor mantenha uma expansão anual entre 3% e 3,5%, sustentada pela competitividade brasileira e pela ampliação de acordos comerciais.

O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, também defendeu a redução da dependência de poucos compradores internacionais.

Segundo ele, o Brasil precisa evitar a concentração das vendas externas em um único mercado e ampliar sua presença em destinos como Coreia do Sul, Japão e outros países estratégicos.

Competitividade depende de tecnologia e eficiência produtiva

Para João Campos, presidente da Seara, a força da proteína brasileira está diretamente ligada à evolução dos sistemas de produção.

Segundo o executivo, a integração entre produtores e indústria, os investimentos em tecnologia, a inovação no campo e a capacidade de adaptação às mudanças do mercado são diferenciais importantes para manter o protagonismo brasileiro.

Miguel Gularte destacou que o setor demonstrou capacidade de resposta diante de desafios recentes, como a pandemia e conflitos internacionais, mantendo padrões sanitários elevados e garantindo o abastecimento de mercados estratégicos.

Na avaliação dele, a estratégia de vender para diferentes países reduz riscos e fortalece toda a cadeia produtiva.

Exportação de produtos industrializados é próximo desafio

Outro tema recorrente nos debates foi a necessidade de ampliar a participação brasileira em produtos processados e de maior valor agregado.

Neivor Canton afirmou que o país ainda concentra boa parte das exportações em produtos básicos e precisa avançar na construção de marcas e no desenvolvimento de produtos diferenciados para o consumidor internacional.

João Campos destacou que a internacionalização da indústria vai além da venda ao exterior, envolvendo também a criação de canais de distribuição, relacionamento com consumidores e fortalecimento das marcas brasileiras.

Para Gularte, a aproximação dos hábitos de consumo em diferentes regiões do mundo cria novas oportunidades para empresas nacionais ampliarem sua atuação internacional.

SIAVS reforça protagonismo brasileiro no comércio mundial

O SIAVS 2026 reuniu representantes da indústria, produtores, pesquisadores, fornecedores e compradores internacionais para discutir os caminhos da proteína animal brasileira.

Segundo Ricardo Santin, o crescimento do evento acompanha a evolução do setor e consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Os debates mostraram que o próximo ciclo de expansão da agroindústria brasileira dependerá não apenas do aumento da produção, mas também da conquista de novos mercados, da agregação de valor e da manutenção da confiança dos consumidores internacionais.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/SIAVS

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Agronegócio

Produção de proteínas animais deve crescer em 2026, projeta ABPA

A produção de proteínas animais no Brasil deve registrar novo avanço em 2026, impulsionada pelo crescimento dos setores de carne de frango, carne suína e ovos. As estimativas divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam que, além da expansão da produção, o país também deverá ampliar a oferta ao mercado interno, elevar o consumo per capita e manter o ritmo positivo das exportações.

As projeções foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada pela entidade em São Paulo.

Produção e consumo seguem em alta

Segundo a ABPA, a produção de carne de frango poderá crescer até 5,6% em relação ao ano anterior. Já a carne suína tem previsão de alta de até 5%, enquanto a produção de ovos deve avançar 4,1%.

No mercado externo, a expectativa também é positiva. As exportações de carne de frango podem aumentar até 10,3%, enquanto os embarques de carne suína devem crescer até 5,9%.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o cenário indica expansão simultânea da produção, das exportações e do abastecimento interno.

“As projeções indicam crescimento da produção e do consumo per capita das três proteínas. Também teremos maior disponibilidade interna de carne de frango e carne suína, simultaneamente ao avanço das exportações dos dois setores”, afirmou.

Carne de frango pode superar 16 milhões de toneladas

A produção de carne de frango deve variar entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026. Caso o limite superior seja alcançado, o crescimento será de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas produzidas em 2025.

As exportações podem atingir 5,875 milhões de toneladas, um avanço de até 10,3% em comparação com o ano anterior.

No mercado doméstico, a disponibilidade da proteína deverá chegar a aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, alta de até 3,1%. O consumo per capita também tende a crescer, passando de 46,7 quilos para até 48,1 quilos por habitante.

Para 2027, a entidade projeta continuidade da expansão. A produção poderá alcançar 16,6 milhões de toneladas, enquanto as exportações podem chegar a 6,05 milhões de toneladas. O consumo interno deve atingir cerca de 49,4 quilos por pessoa.

Carne suína mantém trajetória de expansão

A produção de carne suína deverá alcançar até 5,87 milhões de toneladas em 2026, representando aumento de até 5% frente ao volume registrado no ano passado.

As exportações podem chegar a 1,6 milhão de toneladas, crescimento estimado em até 5,9%.

No mercado interno, a oferta da proteína deverá atingir aproximadamente 4,27 milhões de toneladas, enquanto o consumo por habitante pode subir de 19,1 para 20 quilos ao ano.

Para 2027, a expectativa é de produção de até 6,05 milhões de toneladas e embarques internacionais próximos de 1,7 milhão de toneladas. O consumo per capita poderá alcançar 20,4 quilos.

Produção de ovos cresce, mas exportações recuam

A produção de ovos no Brasil deverá atingir 64,8 bilhões de unidades em 2026, avanço de até 4,1% sobre o volume produzido em 2025.

O consumo também seguirá em expansão, passando de 288 para 301 unidades por habitante ao longo do ano, alta estimada em 4,5%.

Na contramão da produção, as exportações devem apresentar retração. A previsão é de embarques de 30 mil toneladas, volume até 26,6% inferior ao registrado no ano passado.

Perspectivas para 2027 seguem positivas

As projeções iniciais da ABPA indicam que o setor continuará em crescimento em 2027. A produção de ovos poderá alcançar 66,5 bilhões de unidades, enquanto as exportações devem se recuperar e atingir 34,5 mil toneladas.

O consumo per capita também deve continuar avançando, chegando a 312 ovos por habitante, reforçando a tendência de fortalecimento do mercado brasileiro de proteínas animais.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de frango do Brasil devem crescer mais de 10% em 2026, projeta ABPA

As exportações de frango do Brasil devem alcançar 5,875 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 10,3% em relação às 5,324 milhões de toneladas embarcadas no ano anterior. A projeção foi divulgada nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo.

Para 2027, a expectativa é de continuidade no avanço das vendas externas, embora em ritmo mais moderado. A entidade estima que os embarques cheguem a 6,050 milhões de toneladas, representando alta de 3% sobre o volume previsto para 2026.

Produção de carne de frango também deve aumentar

A produção brasileira de carne de frango deve acompanhar o crescimento das exportações. Segundo a ABPA, o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, volume até 5,6% superior ao registrado no ano passado.

Já para 2027, a estimativa aponta produção de aproximadamente 16,6 milhões de toneladas, com expansão de 2,8%.

No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve crescer. A disponibilidade prevista para 2026 é de 10,275 milhões de toneladas, aumento de 3,1% na comparação anual. Em 2027, o volume pode atingir 10,55 milhões de toneladas, representando avanço de 2,7%.

Produção e exportações de carne suína continuam em alta

As projeções da ABPA também indicam crescimento para a carne suína. A produção brasileira deve chegar a 5,87 milhões de toneladas em 2026, alta de 5% frente ao ano anterior.

Para 2027, a expectativa é de uma expansão de 3,1%, elevando a produção para cerca de 6,05 milhões de toneladas.

Nas exportações, o setor mantém perspectiva positiva. Os embarques de carne suína brasileira devem alcançar 1,6 milhão de toneladas em 2026, crescimento de 5,9%. Em 2027, a previsão sobe para 1,7 milhão de toneladas, com incremento de 6,3%.

Produção de ovos cresce, mas exportações devem recuar em 2026

A produção de ovos no Brasil também deve apresentar evolução. A ABPA estima que o país alcance 64,8 bilhões de unidades em 2026, aumento de 4,1% em relação ao ano anterior.

Em 2027, a produção poderá atingir 66,5 bilhões de unidades, representando crescimento adicional de até 2,6%.

No comércio exterior, porém, o cenário é diferente. A associação projeta uma redução de 26,6% nas exportações de ovos em 2026, com embarques estimados em 30 milhões. Para 2027, a expectativa é de recuperação, com alta de até 15% e volume previsto de 64,5 milhões exportados.

Setor de proteína animal mantém perspectiva positiva

As estimativas da ABPA reforçam um cenário favorável para a proteína animal brasileira, impulsionado pelo aumento da produção e pela demanda internacional. O desempenho esperado para frango, carne suína e ovos consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais desses produtos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva/Creative Commons

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Exportação

Exportação de carne suína do Brasil cresce 10% no primeiro semestre de 2026

As exportações de carne suína brasileiras mantiveram ritmo positivo ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 794,2 mil toneladas do produto, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 722 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Além do aumento no volume embarcado, o setor também registrou crescimento nas receitas obtidas com as vendas ao mercado externo.

Receita com exportações supera US$ 1,8 bilhão

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a receita gerada pelas exportações brasileiras de carne suína alcançou US$ 1,859 bilhão, resultado 7,9% maior que os US$ 1,723 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, o mês de junho apresentou retração. Os embarques somaram 132,4 mil toneladas, uma redução de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

A receita também recuou no período, totalizando US$ 312,8 milhões, queda de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano anterior.

Filipinas lideram entre os principais compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com importações de 23,5 mil toneladas.

Na sequência aparecem o Japão, com 17,2 mil toneladas, o Chile, com 11,7 mil toneladas, a China, com 11,4 mil toneladas, e Hong Kong, que adquiriu 8 mil toneladas do produto.

Entre os demais mercados de destaque estão o México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas).

Santa Catarina segue na liderança das exportações

No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional em junho, com 65,2 mil toneladas embarcadas para o mercado internacional.

O Rio Grande do Sul aparece na segunda posição, com 31,4 mil toneladas exportadas, seguido pelo Paraná, com 20,7 mil toneladas.

Também figuram entre os principais estados exportadores Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, que embarcou 4 mil toneladas no período.

O desempenho reforça a competitividade da suinocultura brasileira no mercado internacional, sustentada pela diversificação de destinos e pela demanda crescente de importantes mercados consumidores.

FONTE: Boca Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de carne suína batem recorde em maio e avançam 9% no Brasil

As exportações de carne suína brasileira alcançaram um novo recorde em maio, consolidando a força do setor no mercado internacional. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram embarcadas 129,4 mil toneladas de produtos suínos, entre cortes in natura e industrializados.

O volume representa um crescimento de 9% em comparação com maio de 2025, quando os embarques somaram 118,8 mil toneladas. Trata-se do maior resultado já registrado para o mês.

Receita com vendas externas também cresce

Além do aumento em volume, a receita obtida com as exportações apresentou desempenho histórico. Em maio, o setor faturou US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% em relação aos US$ 291,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado reforça o cenário positivo para a suinocultura brasileira, impulsionada pela ampliação de mercados e pela demanda internacional consistente.

Acumulado do ano supera 660 mil toneladas

Entre janeiro e maio, as exportações nacionais de carne suína atingiram 661,7 mil toneladas, avanço de 13,1% frente às 584,8 mil toneladas embarcadas nos cinco primeiros meses de 2025.

Em termos de faturamento, o crescimento acumulado chegou a 11,9%, com receita de US$ 1,546 bilhão no período. No ano anterior, o setor havia registrado US$ 1,382 bilhão.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete a estratégia de diversificação dos mercados compradores e a manutenção da demanda global pela proteína brasileira.

Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram na liderança entre os importadores da proteína brasileira em maio, com 27,2 mil toneladas adquiridas. Apesar da liderança, o volume ficou 3,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 15,2 mil toneladas (+83,2%);
  • Chile: 10,9 mil toneladas (-0,1%);
  • China: 8,9 mil toneladas (-25,9%);
  • México: 8,6 mil toneladas (+20,4%);
  • Hong Kong: 8,2 mil toneladas (+13,8%);
  • Argentina: 5,8 mil toneladas (+13,7%);
  • Uruguai: 4,7 mil toneladas (+0,3%);
  • Vietnã: 4,6 mil toneladas (-14,2%);
  • Singapura: 4,1 mil toneladas (-50,5%).

O destaque ficou para o mercado japonês, que registrou o maior crescimento percentual entre os principais destinos.

Santa Catarina lidera embarques nacionais

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança absoluta nas vendas externas de carne suína, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio, resultado 4,9% superior ao do mesmo período do ano passado.

O ranking dos principais exportadores inclui ainda:

  • Rio Grande do Sul: 32,7 mil toneladas (+19,5%);
  • Paraná: 18,3 mil toneladas (-4,8%);
  • Mato Grosso: 4,6 mil toneladas (+52,4%);
  • Minas Gerais: 3,7 mil toneladas (+26,5%).

Os números reforçam a relevância da região Sul na produção e exportação de proteína animal, com destaque para Santa Catarina, principal polo da suinocultura nacional.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo / Trilux / CP

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Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

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Exportação

Coreia do Sul e Brasil avançam em acordos para exportação de produtos agrícolas e carnes

A cidade de Gimcheon, na Coreia do Sul, sediou nesta terça-feira (24) uma importante reunião entre representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA). O encontro teve como objetivo consolidar compromissos para auditorias, habilitações de produtos e abertura de mercado para itens brasileiros.

O diálogo reforça os entendimentos políticos firmados entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano Lee Jae-myung, bem como entre os ministros da Agricultura Carlos Fávaro e Song Mi-ryung, com foco na agenda sanitária e fitossanitária bilateral.

Memorandos e auditorias técnicas

Liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, a comitiva brasileira destacou a assinatura de dois Memorandos de Entendimento (MoUs) na área agrícola e reafirmou a disposição de receber missões técnicas sul-coreanas para auditorias no Brasil.

Entre os avanços, está confirmada a missão técnica de inspeção in loco em setembro, que visa à habilitação das uvas brasileiras para exportação ao mercado sul-coreano.

Atualizações sobre carnes e ovos

No setor de proteína animal, as 15 plantas brasileiras de carne de aves já aprovadas pelo órgão sul-coreano permanecem em análise pela APQA, com expectativa de retorno até meados de março.

Quanto a ovos e ovoprodutos, a proposta de Certificado Sanitário Internacional (CSI) enviada pelo Brasil segue em avaliação pelas autoridades coreanas.

A carne suína também foi pauta do encontro. A ampliação da habilitação para todo o território brasileiro está em análise, com possível inspeção in loco e anúncio pelo Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia (MAFRA). Para o segundo semestre, há previsão de missão para habilitar seis estabelecimentos brasileiros, sendo três de carne suína e três de farinhas.

A carne bovina foi destacada como prioridade, com o Brasil defendendo a realização de auditoria técnica e reiterando a abertura para receber a missão coreana o mais breve possível.

Perspectivas para exportação

Os acordos e auditorias reforçam o fortalecimento do comércio entre Brasil e Coreia do Sul, com avanços significativos na abertura de mercados para produtos agrícolas e carnes brasileiras, consolidando a cooperação sanitária e fitossanitária entre os dois países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Caio Aquino

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