Exportação

Exportação de carne bovina para China pode cair e pressionar mercado do boi gordo

A possibilidade de esgotamento da cota de exportação de carne bovina brasileira para a China entre o fim de maio e meados de junho acendeu o alerta no setor pecuário. A projeção é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que avalia impactos diretos sobre os embarques e o mercado do boi gordo no Brasil.

Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, caso o volume excedente não encontre novos destinos comerciais, as exportações brasileiras de carne bovina podem registrar retração de até 10% em 2026.

Redução nas exportações pode afetar preço da arroba

Com menor demanda internacional, a tendência é de desaceleração no ritmo de abates e pressão sobre o preço da arroba do boi gordo nos próximos meses. O setor teme que a redução das vendas externas gere excesso de oferta no mercado interno, impactando diretamente produtores e frigoríficos.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, e qualquer limitação nas compras do país asiático provoca reflexos relevantes em toda a cadeia pecuária.

Para minimizar os impactos, a indústria aposta no fortalecimento do consumo interno no segundo semestre. No entanto, representantes do setor afirmam que o avanço do consumo das famílias tem sido limitado pelo crescimento das apostas online no Brasil.

De acordo com a Abiec, uma pesquisa da Nielsen apresentada ao vice-presidente Geraldo Alckmin aponta queda de 10% no consumo de alimentos entre famílias de menor renda. O levantamento relaciona a redução ao aumento dos gastos com plataformas de apostas.

Embora o consumo de carne bovina ainda mantenha crescimento, o setor acredita que o desempenho poderia ser mais expressivo sem esse cenário. Por isso, entidades ligadas à indústria da carne e ao atacado defendem medidas de restrição às apostas ilegais e maior controle sobre publicidade digital.

EUA, Japão e Coreia do Sul surgem como alternativas

Além do mercado interno, os Estados Unidos aparecem como possível alternativa para ampliar as exportações brasileiras. Porém, a cota atual destinada ao Brasil já foi preenchida, e os embarques fora desse limite enfrentam tarifas que reduzem a competitividade.

A abertura de novos mercados também ganhou prioridade nas negociações internacionais. Países como Japão, Coreia do Sul e Turquia são considerados estratégicos para compensar uma eventual redução das compras chinesas.

Entre eles, o Japão aparece em estágio mais avançado de negociação. Recentemente, técnicos japoneses estiveram na região Sul do Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro em possível processo de abertura comercial.

Oriente Médio preocupa setor exportador

Outro ponto de atenção para a indústria é o cenário no Oriente Médio, responsável por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina.

Segundo a Abiec, os embarques para a região recuaram 20% em março e 10% em abril. Além da redução no volume exportado, empresas enfrentam aumento nos custos logísticos e dificuldades operacionais provocadas pelos conflitos na região. Apesar disso, a expectativa do setor é de gradual normalização do fluxo comercial nos próximos meses.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor recentemente, a avaliação inicial da Abiec é de impacto limitado no curto prazo. Isso porque ainda será necessário definir a divisão das cotas de exportação entre os países do bloco econômico.

Fonte: Canal Rural

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Paulo Whitaker/Reuters

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Agronegócio

Acordo Mercosul-União Europeia: promulgação abre nova fase para o agronegócio brasileiro, afirma ministro André de Paula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da cerimônia, que marca o encerramento de mais de 20 anos de negociações entre os blocos.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

O tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional em 17 de março e terá aplicação provisória a partir desta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas de importação para 91% dos produtos do Mercosul e 95% dos itens provenientes da União Europeia, ao longo dos próximos anos.

Durante o evento, o presidente Lula destacou que o entendimento amplia o acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo e representa o resultado de um longo processo diplomático e comercial.

Também foram apresentados mecanismos para possível aplicação de salvaguardas comerciais, que permitem medidas temporárias de proteção a setores produtivos em caso de aumento expressivo das importações.

Impactos para o agronegócio brasileiro

A promulgação do acordo foi classificada pelo ministro André de Paula como um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o resultado consolida décadas de negociações e abre novas oportunidades para o setor.

“Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro”, afirmou o ministro.

De acordo com o Mapa, encontros recentes com representantes do setor indicam potencial de ganhos para cadeias como citricultura, café, fruticultura e carne bovina.

Exportações e acesso ao mercado europeu

Entre os destaques, o ministro citou o suco de laranja, produto em que o Brasil já possui forte participação no mercado global e que pode ganhar ainda mais competitividade na Europa.

Também foram mencionadas perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas brasileiras exportadas ao continente europeu.

Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para a carne bovina brasileira, o que deve ampliar o acesso ao mercado da União Europeia.

Nova etapa nas relações comerciais

Para André de Paula, a entrada em vigor do acordo representa o início de uma nova fase nas relações comerciais entre os blocos.

“A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Percio Campos / Mapa

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Internacional, Investimento

MBRF amplia unidade no Uruguai com investimento de US$ 70 milhões e aumenta produção de carne bovina

A MBRF inaugurou a ampliação de sua unidade de carne bovina no Uruguai, localizada em Tacuarembó. O projeto recebeu investimento de aproximadamente US$ 70 milhões e marca a implementação, no país vizinho, do modelo de complexo industrial integrado já utilizado pela companhia no Brasil.

A iniciativa fortalece a estratégia de crescimento da empresa e amplia sua capacidade de atuação no mercado global de proteína animal.

Capacidade produtiva e industrialização crescem

Com a modernização, a unidade passou por aumento significativo na capacidade de produção, especialmente na área de produtos industrializados. A fabricação de hambúrgueres, por exemplo, deve saltar de 200 para 900 toneladas mensais.

O volume de abate também será ampliado, passando de 900 para 1.400 cabeças de gado por dia — crescimento de cerca de 40%. Com isso, a planta se torna a maior em capacidade de abate no país.

Além disso, a estrutura de pré-resfriamento foi expandida, elevando a capacidade de 1.800 para 2.800 animais, o que contribui para maior eficiência operacional.

Estratégia mira escala e eficiência

Segundo Marcos Molina, o modelo adotado permite ganhos em escala, padronização e segurança, facilitando o atendimento a diferentes mercados com mais agilidade.

A produção da unidade será destinada tanto ao mercado interno uruguaio quanto às exportações, reforçando a presença da companhia no comércio internacional.

Uruguai é considerado mercado estratégico

Para Miguel Gularte, o Uruguai oferece vantagens competitivas relevantes, como qualidade reconhecida da produção, rigor sanitário e amplo acesso a mercados externos — fatores que favorecem a expansão dos negócios.

A inauguração contou com a presença do presidente uruguaio Yamandú Orsi, além de executivos da empresa, evidenciando a importância do investimento para a economia local.

Histórico de negociações no país

Apesar do atual movimento de expansão, a atuação da empresa no Uruguai passou por desafios recentes. A Marfrig chegou a negociar a venda de ativos na região em acordo com a Minerva Foods, envolvendo plantas industriais em diferentes países da América do Sul.

No entanto, o processo enfrentou resistência regulatória no Uruguai, com análises prolongadas por parte da autoridade de defesa da concorrência local, o que acabou impedindo a conclusão da operação.

Investimento reforça estratégia regional

Com a ampliação da unidade em Tacuarembó, a MBRF consolida sua presença no país e reforça sua estratégia de crescimento na América do Sul, apostando em eficiência produtiva, expansão industrial e acesso a mercados internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Forbes

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Mato Grosso bate recorde nas exportações de carne bovina no 1º trimestre de 2026

O estado de Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, consolidando um novo marco na série histórica. Entre janeiro e março de 2026, foram embarcadas 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), o que representa um avanço de 53,39% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho coloca o estado como responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no trimestre, reforçando sua relevância no cenário nacional.

Faturamento supera US$ 1 bilhão

Além do aumento no volume, o crescimento também foi expressivo em termos financeiros. Mato Grosso atingiu US$ 1,11 bilhão em receita com as exportações, uma alta de 74,71% em relação ao ano anterior.

Esse resultado foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que alcançou US$ 4,54 mil, refletindo o fortalecimento da pecuária brasileira e a maior demanda internacional pelo produto.

China lidera importações; EUA ganham espaço

A China manteve-se como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Os Estados Unidos se destacaram como o mercado com maior crescimento. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o país importou 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 57,38% de tudo o que foi exportado para o mercado norte-americano ao longo de 2025. A participação norte-americana no total embarcado neste início de ano foi de 9,14%.

Eficiência produtiva e novos mercados impulsionam setor

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o avanço das exportações reflete tanto o aumento da produção quanto a diversificação de mercados compradores.

O diretor de Projetos da entidade, Bruno de Jesus Andrade, destaca que o estado vem ampliando sua presença internacional e agregando valor ao produto.

Ele ressalta que fatores como melhoria genética do rebanho, eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis na pecuária têm sido determinantes para atender às exigências de mercados mais rigorosos.

Além disso, o cumprimento de critérios sanitários e ambientais contribui para elevar a competitividade da carne bovina mato-grossense no exterior.

Tendência de valorização e expansão

O cenário atual indica não apenas crescimento em volume, mas também ganho de valor agregado. A combinação entre tecnologia, manejo eficiente e sustentabilidade tem fortalecido a imagem da carne bovina brasileira no mercado internacional, ampliando oportunidades comerciais para o estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos em Mato Grosso cresce 102% e impulsiona receita

As exportações de miúdos bovinos em Mato Grosso apresentaram forte avanço em 2025, consolidando esses itens como peças relevantes na balança comercial do estado. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, fígado e rabo, volume 29,6% superior ao registrado em 2024.

De acordo com dados do Comex Stat, a receita gerada chegou a US$ 99,6 milhões, evidenciando o crescimento do setor no mercado internacional.

Receita dispara acima do volume exportado

O destaque ficou para o desempenho financeiro. Enquanto o volume exportado cresceu cerca de 30%, o faturamento avançou 102% na comparação anual, indicando forte valorização dos miúdos bovinos no mercado externo.

Esse cenário revela maior demanda internacional e aumento no valor pago por esses produtos. O fígado bovino, por exemplo, alcançou 29 destinos diferentes, incluindo países como Rússia, Egito e Reino Unido, somando 8,5 mil toneladas exportadas.

Presença global amplia mercados

A produção de Mato Grosso chegou a 53 países em 2025, ampliando a presença internacional da cadeia pecuária. Outro produto de destaque foi a língua bovina, com 4,6 mil toneladas enviadas a 27 mercados.

A lista de importadores inclui desde países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, até mercados na África, Ásia e Europa, como Angola, Gana, Cazaquistão e Singapura.

Esse alcance reforça a competitividade da exportação de carne bovina brasileira e seus derivados em diferentes regiões do mundo.

Aproveitamento total do gado aumenta rentabilidade

O avanço nas exportações reflete uma mudança na percepção sobre os miúdos, que passaram a ser vistos como produtos estratégicos dentro da cadeia produtiva.

A demanda internacional por cortes menos tradicionais permite o aproveitamento integral do gado, elevando a eficiência e a rentabilidade de pecuaristas e frigoríficos.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), esse movimento contribui para diversificar mercados e agregar valor à produção. A comercialização desses itens fortalece a cadeia da pecuária e amplia as oportunidades no comércio exterior.

Setor ganha eficiência e valor agregado

O crescimento das exportações evidencia a capacidade de Mato Grosso em transformar subprodutos em ativos econômicos relevantes. A estratégia de valorização dos miúdos impulsiona o setor e reforça a posição do estado como protagonista no agronegócio brasileiro.

Com maior demanda global e novos mercados sendo explorados, a tendência é de continuidade no avanço da exportação de miúdos bovinos, com impacto positivo na economia regional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Sistema Famato/Reprodução

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Comércio Exterior

Chile aumenta 52% a importação de carne bovina de Mato Grosso

O Chile se consolidou como um dos principais destinos da carne bovina de Mato Grosso ao registrar um aumento de 52,4% nas compras em janeiro de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume passou de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Chile se aproxima de grandes compradores

O desempenho chileno posiciona o país logo atrás de gigantes como China (47,7 mil toneladas), Estados Unidos (4,4 mil toneladas) e Emirados Árabes Unidos (4,3 mil toneladas) no ranking de importadores da proteína mato-grossense.

Em 2025, o Chile adquiriu 47,7 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso, registrando um crescimento de 44,8% em relação a 2024, quando foram importadas 32,5 mil toneladas. Esse salto elevou o país sul-americano da sétima para a terceira posição entre os maiores compradores da produção estadual.

Padronização e logística para atender o mercado chileno

De acordo com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o Chile valoriza cortes desossados e refrigerados, o que exige que os frigoríficos mato-grossenses realizem ajustes específicos no refilamento para atender aos padrões de consumo local.

A estrutura industrial consolidada do estado permite entregar produtos com padronização rigorosa e qualidade consistente, atributos apreciados pelo varejo chileno. O transporte terrestre eficiente facilita a logística e sustenta a competitividade da carne de Mato Grosso em mercados sul-americanos.

Estratégia de diversificação de mercados

O foco nos países vizinhos faz parte da estratégia estadual de diversificação de mercados, garantindo fluxo constante de produtos mesmo em períodos de oscilação nos preços internacionais. O Chile, por sua estabilidade e demanda contínua, oferece suporte importante para os pecuaristas locais, especialmente para cortes de maior valor agregado.

“O Chile é um mercado estratégico porque combina volume e facilidade logística. Os resultados mostram que estamos preparados para atender às exigências específicas dos consumidores”, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac.

O instituto ressalta ainda a importância de expandir a presença da carne mato-grossense na América do Sul, participando de feiras em países como Peru e Bolívia, mantendo o Chile como parceiro estável e confiável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem 25,5% em janeiro e déficit bilateral aumenta

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 25,5% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões, segundo dados da Amcham Brasil. Este é o sexto mês consecutivo de retração.

No mesmo período, as importações do Brasil vindas dos EUA caíram 10,9%. Como a redução nas exportações foi mais acentuada, o déficit comercial bilateral atingiu cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do registrado em janeiro de 2025.

“Os dados confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões significativas sobre o comércio bilateral”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Ele destacou que a combinação entre queda das exportações brasileiras e tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem ampliado o desequilíbrio na balança comercial.

Produtos e setores mais impactados

O recuo das exportações brasileiras foi fortemente influenciado pelos óleos brutos de petróleo, que caíram 39,1% na comparação anual. Além disso, produtos sujeitos a sobretaxas adicionais tiveram retração média de 26,7%, incluindo itens afetados pela Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA.

Entre os produtos com maior impacto negativo estão semiacabados de ferro e aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.

Segundo a Amcham Brasil, itens sujeitos a sobretaxas de 40% e 50%, como cobre e produtos siderúrgicos, tiveram queda acima da média geral, reforçando a pressão das barreiras tarifárias sobre o fluxo comercial.

Setores que resistem

Apesar do cenário desafiador, alguns produtos brasileiros mantiveram desempenho mais robusto. Entre os dez principais itens exportados para os EUA em janeiro, seis registraram resultados superiores ao desempenho em outros mercados, incluindo café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Por outro lado, produtos com maior retração no mercado americano apresentaram desempenho melhor em outros destinos, indicando uma mudança na dinâmica geográfica das exportações brasileiras.

Perspectivas para o comércio Brasil-EUA

A Amcham Brasil ressaltou que, mesmo com o aumento do déficit dos EUA no comércio global, o Brasil continua entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit relevante.

“O comércio bilateral é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos em ambos os países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e permitir a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, afirmou Abrão Neto.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Brasil deve concentrar 42,5% da cota de carne bovina no acordo Mercosul–União Europeia

O Brasil deverá ficar com a maior parte da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Um entendimento firmado entre entidades representativas do setor agropecuário dos países do bloco definiu a divisão proporcional do volume destinado ao mercado europeu.

Pelo acordo, o Brasil terá direito a 42,5% da cota de carne bovina, enquanto a Argentina ficará com 29,5%. Já o Uruguai receberá 21% do volume e o Paraguai, 7%.

Essa distribuição segue o peso relativo de cada país nas exportações internacionais de carne bovina, critério adotado pelas entidades empresariais para estabelecer a partilha do acesso ao mercado europeu.

Entendimento empresarial antecede acordo comercial

A divisão da cota foi definida ainda em 2004, antes mesmo da conclusão das negociações do acordo Mercosul–União Europeia. Na época, associações representativas da cadeia da carne bovina e do setor agropecuário dos países do bloco firmaram um acordo para organizar previamente a participação de cada exportador.

Entre as entidades signatárias estão organizações do setor pecuário e frigorífico, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de instituições equivalentes da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Cota prevê 99 mil toneladas com tarifa reduzida

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia estabelece uma cota anual de 99 mil toneladas de carne bovina destinada aos países do bloco sul-americano, com tarifa de importação reduzida.

Desse total, 55 mil toneladas serão destinadas à carne bovina fresca ou refrigerada, enquanto 44 mil toneladas correspondem à carne bovina congelada. A alíquota de importação será de 7,5%, valor inferior à tarifa normalmente aplicada pela União Europeia para produtos importados fora da cota.

Implementação da cota será gradual

A entrada em vigor da cota não ocorrerá de forma imediata. O acordo prevê uma implementação progressiva ao longo de seis anos, até que o volume máximo autorizado seja totalmente alcançado.

Esse período de transição foi definido para permitir adaptação gradual tanto do setor produtivo do Mercosul quanto do mercado europeu.

Exportações brasileiras para a União Europeia

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que as exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada e congelada para a União Europeia apresentam variações ao longo do tempo.

Nos últimos anos, os embarques mensais geralmente ficaram entre 3 mil e 7 mil toneladas, embora registros mais recentes apontem volumes superiores a esse intervalo.

Em termos de receita, os envios costumam gerar entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões por mês, com episódios recentes de valores mais elevados, impulsionados pela valorização internacional da proteína bovina.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Exportações de Mato Grosso: Egito assume vice-liderança e movimenta US$ 1,3 bilhão

O Egito passou a ocupar posição de destaque nas exportações de Mato Grosso, consolidando-se como o segundo principal destino dos produtos do estado. Em apenas dois anos, o país africano saiu da 22ª colocação no ranking comercial para a vice-liderança, ficando atrás apenas da China.

Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o volume financeiro exportado para o mercado egípcio saltou de US$ 329,1 milhões em 2023 para US$ 1,34 bilhão em 2025 — um crescimento expressivo em 24 meses.

Milho impulsiona avanço egípcio

A escalada começou a ganhar força em 2024, quando o Egito já figurava na 6ª posição entre os destinos das vendas externas mato-grossenses, somando US$ 1,07 bilhão em aquisições.

O principal motor desse avanço foi o milho, que registrou crescimento acelerado: passou de US$ 180,6 milhões em 2023 para mais de US$ 1 bilhão em 2025. A expansão reforça a importância do cereal na pauta do agronegócio de Mato Grosso.

Além do grão, houve diversificação com a entrada da soja e a consolidação do setor têxtil. O algodão atingiu US$ 110,1 milhões em vendas, ampliando a presença estadual no fornecimento de fibras ao mercado internacional. As carnes bovinas congeladas também mantiveram estabilidade, garantindo faturamento anual superior a US$ 100 milhões.

Egito supera parceiros tradicionais

Com o novo cenário, o Egito ultrapassou mercados historicamente relevantes, como Tailândia e Vietnã.

Se em 2023 o país africano importava 16 tipos de produtos de Mato Grosso, atualmente o fluxo financeiro está concentrado em 11 itens considerados estratégicos, principalmente voltados à segurança alimentar e ao fornecimento de fibras.

Diversificação fortalece balança comercial

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, o avanço representa mais do que um crescimento pontual nas vendas externas. A mudança amplia oportunidades de novos acordos e reduz a dependência de poucos mercados compradores.

O secretário César Miranda avalia que a ascensão egípcia demonstra a competitividade da produção estadual e sua capacidade de abastecer mercados estruturais, especialmente aqueles com alta demanda por grãos e proteínas.

Segundo ele, a consolidação do milho como carro-chefe das exportações, aliada ao avanço do algodão e à manutenção da carne bovina na pauta, indica potencial de ampliação do mix exportador. A estratégia inclui investimentos em infraestrutura logística, previsibilidade nos embarques e abertura de novos mercados para produtos de maior valor agregado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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