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Portonave anuncia novo serviço marítimo e amplia conexões com a Ásia e a América do Sul

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, terá uma nova rota marítima para ampliar as conexões comerciais com o Extremo Oriente e a América do Sul. A novidade foi anunciada em parceria com os armadores CMA CGM, COSCO e OOCL, com previsão de início das operações no Brasil em janeiro de 2027.

Batizado de SEAS A, o serviço é operado pela CMA CGM e conectará mercados da Ásia, África e Oriente Médio à costa leste sul-americana, com escalas na região da Bacia do Prata.

A nova rota deve ampliar as alternativas de transporte marítimo para empresas que atuam no comércio internacional, especialmente nos fluxos de importação e exportação de cargas refrigeradas.

Nova rota da Portonave terá escalas semanais

O serviço SEAS A contará com atracações semanais e uma rota que inclui importantes centros comerciais e portuários da Ásia, da América do Sul e da África.

A sequência de escalas prevista é a seguinte:

  • Ningbo, na China;
  • Xangai, na China;
  • Shekou, na China;
  • Singapura;
  • Santos, no Brasil;
  • Navegantes, no Brasil;
  • Montevidéu, no Uruguai;
  • Buenos Aires, na Argentina;
  • Navegantes, no Brasil;
  • Santos, no Brasil;
  • Coega, na África do Sul.

A primeira viagem do serviço a partir da Ásia está programada para 17 de dezembro de 2026, com o navio CMA CGM XENON partindo de Ningbo, na China. A chegada da operação às águas brasileiras está prevista para janeiro de 2027.

Transporte de cargas refrigeradas é um dos destaques

Um dos focos do SEAS A será o mercado de cargas refrigeradas (reefer), tanto nas operações de importação quanto nas de exportação.

Esse tipo de transporte é utilizado para mercadorias que precisam de controle de temperatura durante o deslocamento, como alimentos e outros produtos sensíveis às condições de armazenamento.

Com a nova conexão, a Portonave amplia sua participação nas rotas internacionais e oferece mais uma alternativa logística para empresas que movimentam mercadorias entre a Ásia e a América do Sul.

Portonave investe R$ 2 bilhões em expansão e modernização

Fundada em 2007, a Portonave foi o primeiro terminal privado de contêineres do Brasil. Localizada em Navegantes, a empresa mantém uma operação que gera mais de 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

A companhia também está em um novo ciclo de expansão, com investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões destinados à modernização do cais e à aquisição de novos equipamentos.

As iniciativas fazem parte da estratégia de aprimoramento da infraestrutura portuária e de fortalecimento da capacidade operacional do terminal catarinense.

Terminal catarinense recebe reconhecimentos em sustentabilidade e ambiente de trabalho

Além dos investimentos em infraestrutura, a Portonave mantém iniciativas relacionadas às práticas ESG, que abrangem aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa.

A empresa também desenvolve projetos voltados ao relacionamento com a comunidade e ao desenvolvimento local.

Em 2025, recebeu o Selo Diamante de Sustentabilidade, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). No mesmo ano, foi classificada como a oitava melhor empresa de grande porte para trabalhar em Santa Catarina, de acordo com o ranking do Great Place to Work (GPTW).

A ampliação das conexões marítimas, somada aos investimentos em modernização, reforça a atuação da Portonave no comércio exterior e na logística portuária brasileira.

FONTE: Portonave
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/PortoNave

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Portos

Porto de Charleston amplia conexão com a América do Sul em serviço da CMA CGM

O Porto de Charleston, na Carolina do Sul, passou a integrar a rota do serviço CMA CGM AmerXL, ampliando as opções de transporte marítimo entre o sudeste dos Estados Unidos e importantes mercados da América do Sul.

Com a mudança, o porto passa a contar com seis serviços semanais de conexão com Cartagena, na Colômbia; Guayaquil, no Equador; Callao, no Peru; e San Antonio, no Chile. A nova configuração aumenta a capacidade logística para o transporte de cargas refrigeradas, beneficiando especialmente segmentos como pescados, frutas, hortaliças e flores.

Mais capacidade para cargas refrigeradas

A inclusão de Charleston na rotação do AmerXL oferece aos importadores norte-americanos maior acesso a produtos perecíveis provenientes de regiões com forte produção de alimentos frescos e produtos refrigerados.

Para os embarcadores do sudeste dos Estados Unidos, a operação também representa uma alternativa adicional para alcançar mercados sul-americanos de maneira regular e com conexões em dias fixos da semana.

A estrutura ganha importância diante do crescimento populacional e econômico registrado no sudeste dos EUA, região que vem apresentando desempenho superior ao observado em outras partes do país. Na Carolina do Sul, o avanço também supera a média nacional.

Estrutura de cadeia fria em Charleston

O aumento da oferta de transporte refrigerado ocorre em um momento de maior demanda por infraestrutura de cadeia fria no sudeste norte-americano.

Segundo Micah Mallace, vice-presidente executivo da South Carolina Ports, o Porto de Charleston dispõe de uma estrutura voltada à movimentação de contêineres refrigerados, com mais de 2 mil tomadas para contêineres reefer e instalações de armazenamento refrigerado nas proximidades do complexo portuário.

A estrutura permite atender importadores que dependem de condições controladas de temperatura para preservar a qualidade das mercadorias durante a operação logística.

Exportadores ganham acesso a mercados de proteínas

A nova rota também cria oportunidades para empresas norte-americanas que exportam proteínas e produtos alimentícios para a América do Sul.

Greg Tyler, presidente e CEO do U.S. Poultry & Egg Export Council (USAPEEC), destacou que a ampliação da capacidade pelo Porto de Charleston abre uma nova alternativa para produtores agrícolas e da indústria de alimentos dos Estados Unidos alcançarem consumidores sul-americanos.

Na avaliação da entidade, a conexão contribui para manter os produtos norte-americanos competitivos no mercado internacional de alimentos.

Serviço oferece trânsito de até 17 dias

Os exportadores que utilizarem o serviço AmerXL terão acesso a importantes mercados consumidores de proteínas nos Estados Unidos, com tempo de trânsito de cinco a 17 dias no sentido sul.

A rotação do serviço passa por Port Everglades, na Flórida, Philadelphia e New York antes de chegar a Charleston. Depois, os navios seguem para terminais comerciais de Cartagena, Callao, Guayaquil e San Antonio.

A operação semanal em dias fixos amplia a previsibilidade para embarcadores e fortalece a ligação logística entre os Estados Unidos e a América do Sul, especialmente para mercadorias que exigem rapidez e controle de temperatura.

FONTE: Data Portuaria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Data Portuaria

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