Logística

Áreas de armazenamento nos portos: como funcionam e qual é sua importância

Entre a chegada ao porto e o destino final, uma carga pode passar por diferentes etapas. Nesse processo, as áreas de armazenamento nos portos desempenham um papel fundamental ao receber mercadorias que aguardam o próximo deslocamento e organizar o fluxo entre navios, caminhões e trens.

Esses espaços funcionam como pontos de conexão dentro da logística portuária, permitindo que os produtos permaneçam temporariamente no complexo portuário até o momento adequado para continuar a viagem.

Como funciona a armazenagem de cargas nos portos

A armazenagem portuária tem como uma de suas principais funções organizar o fluxo de mercadorias de acordo com o planejamento da operação e as características de cada produto.

Uma carga pode chegar ao porto por rodovia ou ferrovia, ser direcionada para uma área de armazenamento e, posteriormente, embarcar em um navio. No sentido inverso, produtos desembarcados também podem permanecer armazenados antes de seguir por caminhão ou trem até o destino final.

Dessa forma, os espaços de armazenamento contribuem para integrar diferentes modais de transporte e permitem que as operações ocorram de maneira coordenada.

Estrutura varia conforme o tipo de carga

As instalações utilizadas na armazenagem dependem das características dos produtos e das condições necessárias para sua conservação durante o período de permanência no porto.

No caso dos contêineres, por exemplo, as unidades são organizadas em áreas específicas e podem ser empilhadas conforme o planejamento operacional e a capacidade da estrutura.

Para os granéis sólidos, como soja, milho e farelo de soja, são necessárias instalações capazes de receber e movimentar grandes volumes. Entre elas estão os silos, utilizados para armazenar os produtos antes do embarque.

No Porto de Paranaguá, o complexo de exportação possui silos verticais e horizontais conectados aos terminais. Juntas, essas estruturas têm capacidade aproximada de 1 milhão de toneladas.

Os produtos chegam ao porto, frequentemente por caminhões, e são encaminhados aos terminais onde permanecem até o momento do embarque nos navios.

Tanques são utilizados para granéis líquidos

As características da carga também determinam a estrutura necessária para sua armazenagem. No caso dos granéis líquidos, por exemplo, são utilizados tanques específicos.

No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, cinco terminais destinados ao armazenamento de combustíveis somam capacidade para 700 mil metros cúbicos de granéis líquidos.

Esse segmento representa uma parcela relevante das operações do complexo. No primeiro semestre de 2026, foram movimentadas 9,14 milhões de toneladas de granéis líquidos em Suape, com destaque para petróleo e derivados.

Cargas que exigem controle de temperatura

Algumas mercadorias precisam de condições específicas durante o período em que permanecem armazenadas. É o caso das cargas frigorificadas, como carnes, pescados, frutas e hortaliças.

Esses produtos necessitam de controle adequado de temperatura para preservar suas características e manter a qualidade durante a permanência no porto.

Por isso, os procedimentos de armazenamento de cargas são definidos de acordo com o tipo de mercadoria e suas necessidades de conservação e movimentação.

Armazenagem ajuda a organizar o fluxo entre modais

A dinâmica de um porto envolve a chegada e a saída de diferentes veículos em horários distintos. Enquanto os navios recebem ou desembarcam grandes volumes, caminhões e trens também chegam ao complexo para entregar ou retirar mercadorias.

As áreas de armazenamento permitem administrar essa diferença de horários. Assim, a operação não depende da chegada simultânea de todos os meios de transporte envolvidos no processo.

Depois de recebida, a carga pode ser conferida e movimentada com equipamentos específicos antes de ser encaminhada ao local de armazenamento. Conforme o planejamento, o produto posteriormente é levado ao próximo modal de transporte.

Um elo entre diferentes etapas da logística

Mais do que espaços destinados a guardar mercadorias, as áreas de armazenamento fazem parte da estrutura que conecta diferentes etapas do transporte de cargas.

Enquanto alguns produtos aguardam o próximo embarque, outros chegam ao porto, passam por conferência e movimentação ou seguem diretamente para outra etapa da operação.

Esse fluxo coordenado permite integrar navios, caminhões e trens, contribuindo para que as mercadorias avancem pelo sistema logístico até os mais diferentes destinos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Internet

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Missão da FIESC conhece operações do porto de Yantian, na China

Viagem inclui ainda visitas aos portos de Hong Kong e de Dubai, no retorno ao Brasil

Florianópolis, 17.10.24 – Um dos focos da missão da Federação das Indústrias de SC (FIESC) à China – a visita a terminais portuários na região – levou parte da delegação ao porto de Yantian, um dos maiores do mundo em movimentação de contêineres – responsável por cerca de 10% das cargas globais de contêineres – e o primeiro da China continental em comércio exterior. Operado pelo grupo Hutchison Ports, o terminal da região de Shenzhen, na província de Guangdong, é o terceiro maior porto da China na importação de carnes congeladas, o que faz do porto um destino importante para Santa Catarina. São cerca de 4,5 mil tomadas para contêineres refrigerados (reefers).

Um dos destaques do porto, segundo o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, é a profundidade natural do canal em que está localizado, de 18 metros, que permite a operação de mega navios de até 400 metros. “É uma operação impressionante, com movimentação equivalente a 14 milhões de contêineres de 20 pés em 2023. A estrutura do porto permite operar simultaneamente seis navios de 400 metros. Enquanto estávamos visitando o porto, estava chegando um navio do Brasil e um partindo com mercadorias com destino a SC”, afirmou Aguiar.

De acordo com o presidente da FIESC, a viagem à China confirma a percepção de que investimentos robustos em infraestrutura contribuem para o desenvolvimento e são essenciais para a competitividade de um país no cenário global.
Porto de Yantian movimenta cargas frigorificadas, com linhas de navios relevantes para exportações catarinenses de suínos e aves

A programação da comitiva inclui ainda a visita ao porto de Hong Kong, localizado na baía Vitória, no mar da China Meridional. Também é um dos maiores do mundo em movimentação de contêineres, mas além disso, recebe navios de passageiros. No retorno ao Brasil, parte da comitiva faz escala em Dubai, onde visita o terminal portuário da cidade.

O grupo de empresários da missão com foco na Canton Fair encerrou o terceiro dia de visitas aos pavilhões de exposição e na cidade de Shenzhen fez visitas técnicas a empresas chinesas.

Missão da FIESC conhece operações do porto de Yantian, na China | FIESC

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