Comércio Exterior

Movimentação de cargas nos portos do Biobío cresce 6,4% em agosto de 2026

Os portos da Região do Biobío, no Chile, movimentaram 2.515.983 toneladas de cargas em agosto de 2026, um aumento de 6,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Segundo o levantamento, o crescimento anual foi sustentado pelo desempenho positivo registrado nos diferentes serviços portuários da região.

Carga importada lidera avanço nos portos

A maior contribuição para o resultado veio da carga desembarcada do exterior, que totalizou 810.298 toneladas e cresceu 10,3% em 12 meses.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela movimentação de granéis sólidos, que avançou 81,2%. O volume de contêineres aumentou 23,8%, enquanto o granéis líquido e gasoso registrou alta de 6,3%.

Já a carga embarcada para o exterior somou 1.150.070 toneladas. O segmento, que representou 45,7% de toda a movimentação regional, apresentou crescimento de 4%, com destaque para o aumento de 14,5% na carga transportada em contêineres.

Cabotagem e transbordo também avançam

O serviço de cabotagem movimentou 437.999 toneladas em agosto, alta de 3,3% na comparação anual. O resultado foi favorecido principalmente pelo crescimento de 32,8% na carga desembarcada.

As operações de reestiva e transbordo também apresentaram desempenho positivo. Foram movimentadas 72.373 toneladas, volume 26% superior ao registrado um ano antes.

Dentro desse segmento, a atividade de reestiva cresceu 21,3%, enquanto os transbordos tiveram forte expansão, de 372,5%.

O serviço de trânsito, por sua vez, movimentou 45.243 toneladas, aumento de 3,8% em 12 meses. O resultado foi influenciado pelo crescimento de 5,5% da carga desembarcada.

Contêineres chegam a 144 mil TEU

O relatório do INE aponta ainda um crescimento expressivo na movimentação de contêineres nos terminais portuários do Biobío.

Em agosto, foram movimentados 144.339 TEU, alta de 18,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Os contêineres de 40 pés responderam pela maior parte do movimento, com 69.627 unidades, equivalentes a 93,2% do total. Essa categoria registrou crescimento de 19,4%.

Já os contêineres de 20 pés somaram 5.085 unidades, uma queda de 5,6% na comparação anual.

Transporte rodoviário registra queda

Apesar do avanço na movimentação portuária, o transporte de cargas pelas rodovias do Biobío apresentou retração no período.

As praças de pedágio da região registraram 489.431 passagens de veículos de carga em agosto de 2026. O número representa uma redução de 1,6% frente a agosto de 2025, ou 8.164 passagens a menos.

Os veículos pesados com três ou mais eixos, responsáveis por aproximadamente 78% do transporte pesado regional, contabilizaram 381.610 passagens, queda de 0,9%.

Entre os caminhões de dois eixos, foram registradas 107.821 passagens, uma retração de 4,2% em 12 meses.

Os dados mostram, assim, comportamentos distintos entre os modais: enquanto o transporte marítimo de cargas ganhou força nos portos do Biobío em agosto, o fluxo de veículos pesados nas rodovias da região apresentou redução.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

O que os portos brasileiros movimentam? Conheça os principais tipos de carga

Dos grãos aos contêineres, os portos brasileiros movimentam diariamente uma grande variedade de mercadorias. Cada tipo de carga possui características próprias e, por isso, demanda infraestrutura, equipamentos e procedimentos específicos para armazenagem, embarque, desembarque e transporte.

Entre os principais grupos estão os granéis sólidos, granéis líquidos e gasosos, cargas conteinerizadas e carga geral. A divisão ajuda a entender a complexidade da logística portuária e o papel dos terminais na conexão entre produtores, indústria, comércio e diferentes modais de transporte.

Granéis sólidos: grãos, minérios e fertilizantes

Os granéis sólidos são produtos secos transportados em grandes volumes e sem embalagens individuais. Eles podem ter origem agrícola, mineral ou industrial. Entre os exemplos estão soja, milho, trigo, açúcar, minério de ferro, fertilizantes e carvão.

A movimentação dessas cargas utiliza estruturas como silos, armazéns, moegas, correias transportadoras e equipamentos para carregamento e descarregamento de navios. O controle da umidade e da dispersão de poeira também faz parte dos cuidados necessários durante a operação.

Granéis líquidos e gasosos exigem controle específico

Petróleo, combustíveis, óleos vegetais, produtos químicos e gases estão entre as cargas transportadas em grandes volumes por meio de navios-tanque, dutos, bombas e tanques de armazenamento.

No caso dos gases liquefeitos, são necessárias condições controladas de pressão ou temperatura para manter o produto em estado líquido e viabilizar seu transporte.

Por envolverem riscos específicos, essas operações exigem protocolos rigorosos de segurança, prevenção de vazamentos, controle ambiental e monitoramento das condições de armazenamento e movimentação.

Carga conteinerizada integra diferentes modais

Os contêineres são unidades padronizadas que permitem transportar mercadorias de diferentes características com maior facilidade de transferência entre navios, caminhões e trens. Alimentos industrializados, roupas, eletrônicos, peças automotivas, máquinas, medicamentos, móveis e outros bens de consumo podem ser transportados dessa forma.

Nos terminais portuários, a operação depende de pátios especializados, portêineres, guindastes, empilhadeiras e sistemas de controle e rastreamento. Também existem áreas específicas para contêineres refrigerados, utilizados em cargas que precisam de temperatura controlada.

Um dos indicadores mais conhecidos desse segmento é o TEU, unidade baseada no contêiner padrão de 20 pés e utilizada para medir a movimentação portuária.

Carga geral reúne mercadorias de diferentes formatos

A carga geral inclui mercadorias transportadas individualmente, em volumes, caixas, fardos, peças ou equipamentos, sem serem movimentadas como granéis.

Veículos, máquinas, equipamentos industriais, bobinas de aço, madeira e peças de grandes dimensões são alguns exemplos.

Dependendo das características da mercadoria, a operação pode exigir guindastes, empilhadeiras, rampas, carretas especiais, pátios, armazéns e sistemas de amarração. Cargas pesadas ou de grandes dimensões demandam planejamento adicional para garantir segurança durante o manuseio.

Infraestrutura portuária varia conforme a carga

A diversidade de mercadorias movimentadas explica a existência de diferentes tipos de terminais portuários, equipamentos e estruturas de armazenagem.

Do campo à indústria e ao consumidor final, cada operação precisa ser planejada de acordo com as características da carga. Essa organização é fundamental para o funcionamento da logística portuária e para a integração entre produção, comércio, abastecimento e transporte no Brasil.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Eduardo Oliveira/MPor

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