Portos

Porto de Long Beach bate recorde histórico de movimentação de contêineres em setembro

O Porto de Long Beach, na Califórnia, registrou em setembro o maior volume mensal de cargas de seus 115 anos de história. O complexo portuário movimentou 997.177 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), superando o recorde anterior, de 987.191 TEUs, alcançado em outubro de 2024.

O resultado foi impulsionado por mudanças nas estratégias logísticas dos transportadores, que buscam reduzir custos diante dos preços elevados do diesel, das restrições de acesso ao Canal do Panamá e da possibilidade de um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo Noel Hacegaba, diretor-executivo do Porto de Long Beach, o desempenho demonstra a capacidade dos trabalhadores e operadores de terminais de ampliar a movimentação de cargas sem provocar congestionamentos.

Movimentação de cargas cresce 25% em um ano

Em comparação com setembro de 2025, o volume de cargas processado pelo porto aumentou 25% no mesmo mês de 2026. De acordo com Hacegaba, o resultado foi alcançado com rapidez e eficiência operacional.

Steven Neal, presidente da Comissão Portuária de Long Beach, também destacou o desempenho das equipes envolvidas nas operações. Ele reconheceu a contribuição dos estivadores e dos operadores de terminais para o recorde histórico de movimentação.

O resultado reforça a importância do complexo portuário para a logística internacional e para o fluxo de mercadorias que entram e saem dos Estados Unidos.

Importações lideram crescimento no Porto de Long Beach

Os dados de setembro mostram avanços nos diferentes segmentos da movimentação de contêineres, com destaque para as importações.

Confira os números registrados em comparação com o mesmo mês de 2025:

  • Importações: alta de 31,3%, totalizando 509.390 TEUs.
  • Exportações: crescimento de 7,8%, alcançando 91.747 TEUs.
  • Contêineres vazios: aumento de 22,1%, com 396.040 TEUs movimentados.

O avanço das importações foi o principal destaque do período, enquanto as exportações também apresentaram crescimento. Já o aumento dos contêineres vazios acompanhou a expansão das operações no porto.

Porto acumula alta de 3,9% em 2026

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Porto de Long Beach movimentou 7.675.255 TEUs, volume 3,9% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Os números indicam a continuidade do crescimento das operações portuárias ao longo do ano, apesar dos desafios relacionados aos custos de transporte e às condições do comércio internacional.

Terminal ferroviário também estabelece recorde

Outro destaque de setembro foi o desempenho da Total Terminals International. A empresa estabeleceu um novo recorde mensal de movimentação ferroviária no Porto de Long Beach, com 59.410 movimentos.

Esse volume correspondeu a quase metade de toda a movimentação de contêineres do terminal, segundo informações divulgadas por Hacegaba.

O resultado evidencia a relevância da integração entre transporte marítimo e ferroviário para ampliar a capacidade logística, agilizar o escoamento de mercadorias e atender à demanda do comércio exterior.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Tráfego no Estreito de Magalhães cresce mais de 70% em meio a restrições no Canal do Panamá

O tráfego marítimo no Estreito de Magalhães registrou alta superior a 70% em agosto e setembro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior. O avanço ocorre em meio às restrições de passagem no Canal do Panamá, afetado pela forte seca na região.

Dados da Marinha do Chile, obtidos pela Bloomberg, indicam que o aumento no movimento está relacionado principalmente ao desvio de navios que passaram a utilizar a rota pelo extremo sul da América do Sul para evitar filas, custos elevados e limitações impostas no canal panamenho.

Seca no Panamá altera rotas do transporte marítimo

A redução das chuvas, associada ao fenômeno El Niño, provocou uma queda no nível dos reservatórios que abastecem o Canal do Panamá. Com menos água disponível para as operações, as autoridades precisaram limitar o número de embarcações autorizadas a realizar a travessia.

O cenário elevou a pressão sobre os armadores, que passaram a enfrentar longas filas e a necessidade de pagar tarifas mais altas para conseguir prioridade no trânsito pelo canal.

Segundo Kenneth Loh, analista da Bloomberg Intelligence, a seca na América Central foi o principal fator por trás da mudança nas rotas.

Além dos problemas no Panamá, as tensões geopolíticas no Oriente Médio também influenciaram as decisões dos operadores. Empresas responsáveis pelo transporte de cargas entre a América do Sul e a África Ocidental com destino à Ásia passaram a evitar determinadas áreas e, em alguns casos, redirecionaram os navios para o Estreito de Magalhães.

Estreito de Magalhães ganha importância para os armadores

A alteração das rotas evidencia como eventos climáticos e geopolíticos podem modificar o funcionamento do comércio marítimo internacional.

Apesar de representar uma viagem mais longa e, consequentemente, maior consumo de combustível, o Estreito de Magalhães oferece uma alternativa aos operadores que buscam escapar de congestionamentos e custos adicionais em outras passagens estratégicas.

A ausência de pedágios também contribui para tornar a rota uma opção diante de restrições que provocam atrasos e encarecem o transporte marítimo.

Movimento começou a aumentar em julho

O crescimento da circulação pelo estreito começou em julho e ocorreu durante o inverno no Hemisfério Sul. No mesmo período, fortes nevascas na região dos Andes prejudicaram o transporte rodoviário entre Chile e Argentina.

Os dados mais recentes da Capitania dos Portos de Punta Arenas, órgão ligado à Marinha chilena, mostram a evolução do movimento na região.

A expectativa é que o fluxo permaneça elevado nos próximos meses, especialmente com o início da temporada de cruzeiros, que tradicionalmente amplia a movimentação marítima na área.

Navios de até 65 mil toneladas concentram alta

O aumento foi identificado principalmente entre embarcações com capacidade de 60 mil a 65 mil toneladas de registro bruto (TRB). A Marinha do Chile, porém, não detalhou quais tipos de navios estão por trás da expansão.

As informações foram compiladas a partir de estatísticas locais de praticagem referentes a 2025 e 2026. O levantamento considera o período de 1º de janeiro de 2025 a 24 de setembro de 2026.

O avanço do tráfego reforça o papel do Estreito de Magalhães como uma rota alternativa para o comércio marítimo global, especialmente em momentos de restrições, congestionamentos ou instabilidade em outras passagens estratégicas.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marinha do Chile

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Logística

Canal do Panamá amplia programa de reservas de longo prazo e testa vagas para eclusas Panamax

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou uma nova etapa do programa de Alocação de Vagas de Longo Prazo (LoTSA) para o período entre 3 de janeiro e 3 de abril de 2027. A principal novidade será a realização de um programa piloto voltado às eclusas Panamax.

A iniciativa busca oferecer às empresas que utilizam o canal maior previsibilidade para organizar suas operações durante a temporada seca, permitindo a reserva antecipada de espaços para trânsito.

Programa busca dar mais previsibilidade ao transporte marítimo

Segundo a autoridade do canal, o LoTSA foi estruturado para que os usuários possam garantir antecipadamente vagas de passagem e, assim, melhorar o planejamento de itinerários e operações logísticas.

A modalidade também contará com uma equipe especializada de atendimento ao cliente, responsável por prestar suporte aos participantes durante o processo.

As vagas serão distribuídas por meio de concorrências em envelope fechado, mecanismo que será utilizado tanto no programa regular para navios Neopanamax quanto no novo piloto destinado às eclusas Panamax.

Disputas ocorrerão em novembro de 2026

O calendário divulgado pela Autoridade do Canal do Panamá prevê duas datas para as disputas.

A concorrência do LoTSA Neopanamax será realizada em 17 de novembro de 2026. Uma semana depois, em 24 de novembro, ocorrerá a disputa referente ao programa piloto para as eclusas Panamax.

No caso do LoTSA Neopanamax, serão disponibilizados 36 pacotes, totalizando 270 vagas de trânsito. Desse volume, 165 serão destinadas ao sentido norte e 105 ao sentido sul.

A oferta corresponde a três vagas por dia, distribuídas entre diferentes pacotes.

Programa piloto terá 288 vagas Panamax

O novo LoTSA Panamax contará com 51 pacotes e oferecerá um total de 288 vagas durante o período de vigência.

Serão 147 vagas no sentido norte e 141 no sentido sul, também equivalentes a três vagas diárias. O programa piloto terá apenas um nível de flexibilidade.

A distribuição será feita por meio de leilão em envelope fechado, seguindo o mesmo modelo de adjudicação, critérios de seleção e regras de desempate aplicados ao LoTSA Neopanamax.

Reservas ganham importância diante das condições hídricas

A expansão do programa ocorre em um cenário de atenção às condições operacionais do Canal do Panamá, especialmente diante dos efeitos climáticos sobre a disponibilidade de água utilizada nas operações das eclusas.

Nesse contexto, a Autoridade do Canal considera que a possibilidade de reservar vagas com antecedência pode ajudar os armadores e demais usuários a organizar seus itinerários com maior segurança.

O mecanismo também busca contribuir para a confiabilidade das cadeias logísticas, ao permitir que as empresas tenham maior previsibilidade sobre a passagem de seus navios pelo canal durante a temporada seca.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Alívio no Canal do Panamá: Aumento de Trânsito e Calado após Chuvas na Região

Após meses de rigorosas restrições operacionais devido à escassez hídrica, o Canal do Panamá começa a flexibilizar suas regras de navegação. Com a melhora nos níveis do Lago Gatún impulsionada por precipitações recentes, a administração da via aquática anunciou a ampliação do calado autorizado e da capacidade diária de tráfego de embarcações.

Ampliação de Vagas e Calado para Navios

A partir de 15 de outubro, o limite de passagens para navios do tipo neopanamax será elevado para 10 transações diárias, elevando a capacidade combinada entre embarcações neopanamax e panamax para 33 slots diários. Paralelamente, o calado máximo permitido para os navios neopanamax passou a ser de 14,94 metros (equivalente a 49 pés).

Essa reviravolta representa um alívio em relação às medidas defensivas adotadas ao longo do verão hemisférico, quando o fortalecimento do fenômeno El Niño e os baixos índices de chuva ameaçavam reviver os impactos severos da seca enfrentada entre 2023 e 2024.

Alta Demanda e Desafios no Comércio Global

A pressão sobre o comércio marítimo na região intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por uma forte procura por passagens. Conflitos e instabilidades no Oriente Médio levaram compradores asiáticos a buscar fontes alternativas de energia na Costa do Golfo dos Estados Unidos, elevando o tráfego no Canal do Panamá próximo à sua capacidade máxima e acirrando a disputa por vagas garantidas.

Previsão Meteorológica Favorável para o Lago Gatún

As perspectivas climáticas para os próximos dez dias permanecem encorajadoras para a reposição hídrica. A previsão meteorológica indica chuvas frequentes e tempestades diárias na área do Lago Gatún, com volumes expressivos esperados para os próximos dias, garantindo suporte sustentável para a navegação internacional e a logística portuária global.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Panama Canal Authority

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Comércio Internacional

Orçamento do Canal do Panamá para 2027 é aprovado em segundo debate

A Assembleia Nacional do Panamá aprovou, em segundo debate, o orçamento do Canal do Panamá para o ano fiscal de 2027. O período orçamentário terá início em 1º de outubro de 2026 e seguirá até 30 de setembro de 2027.

Investimentos e prioridades do Canal do Panamá

De acordo com a Autoridade do Canal do Panamá, o planejamento financeiro tem como principais objetivos proteger as atividades da hidrovia, garantir a continuidade das operações e assegurar a sustentabilidade do Canal do Panamá no longo prazo.

Entre as iniciativas estratégicas contempladas estão o projeto do lago de Río Indio, o desenvolvimento de um corredor energético, as terminais portuários e o fortalecimento do corredor logístico.

O orçamento também prevê recursos para a manutenção e proteção dos ativos da instituição, além de ações relacionadas à gestão de riscos, à conservação e ao reflorestamento da bacia hidrográfica.

Cibersegurança e capacitação também recebem recursos

A proposta inclui ainda investimentos em cibersegurança, continuidade tecnológica e desenvolvimento do capital humano. Segundo a autoridade responsável pelo canal, estão previstas ações voltadas à formação profissional, ao bem-estar dos funcionários e ao aprimoramento das capacidades da equipe.

A estratégia busca preparar a principal rota interoceânica do país para desafios futuros, tanto no campo operacional quanto nas condições hídricas.

Recursos do Tesouro Nacional

O financiamento prevê uma transferência direta do Tesouro Nacional de US$ 3.612.968. O montante representa um aumento de 12,9% em relação à dotação do ano anterior.

Segundo a Autoridade do Canal, o orçamento de 2027 pretende ampliar a capacidade da hidrovia de enfrentar condições hídricas e operacionais mais desafiadoras, preservar a competitividade da rota e avançar com investimentos destinados ao desenvolvimento de longo prazo.

Próxima etapa é o terceiro debate

Após a aprovação em segundo debate, o projeto orçamentário seguirá para a terceira discussão na Assembleia Nacional. Caso seja aprovado nessa etapa, o texto será encaminhado para se transformar em lei da República.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Canal do Panamá reduzirá trânsito de navios a partir de setembro devido à seca

O Canal do Panamá vai diminuir o número de navios autorizados a atravessar a hidrovia a partir de setembro, em meio à queda dos níveis de água provocada pela seca e pelas condições associadas ao El Niño.

A partir de 3 de setembro, o limite diário de travessias será reduzido de 38 para 34 embarcações por dia. Já a partir de 15 de setembro, a capacidade cairá novamente, para 32 navios diariamente.

Além da redução no número de passagens, a administração do canal também adotará novas restrições de calado, o que poderá limitar as dimensões e a quantidade de carga transportada por determinadas embarcações.

Chuvas abaixo da média agravam crise hídrica

A decisão ocorre após uma queda significativa nas reservas de água que abastecem o canal. Segundo as autoridades responsáveis pela hidrovia, o volume de chuva registrado desde maio ficou 34% abaixo da média histórica.

No mesmo período, a entrada de água na bacia hidrográfica que abastece o Canal do Panamá recuou 44%.

A situação tem impacto direto sobre o comércio internacional. Cerca de 5% do tráfego marítimo mundial passa pela hidrovia, que é uma das principais rotas utilizadas para conectar os oceanos Atlântico e Pacífico.

O problema não está restrito ao canal. O Panamá possui atualmente 11 bacias hidrográficas sob estresse hídrico e declarou situação de emergência na última semana. Honduras e El Salvador também adotaram medidas semelhantes diante da deterioração das condições de abastecimento.

Honduras também enfrenta falta de água

Em Honduras, a crise hídrica já afeta diretamente o abastecimento da população.

Na capital, Tegucigalpa, as fontes responsáveis pelo fornecimento de água chegaram a níveis considerados críticos. Como consequência, as autoridades passaram a adotar um sistema de distribuição que pode deixar determinadas áreas sem água por períodos de 10 a 20 dias.

A situação mostra como os efeitos da estiagem e das alterações nos padrões climáticos estão ultrapassando os impactos sobre o transporte marítimo e atingindo também o abastecimento urbano.

El Niño pode atingir intensidade muito forte

O atual episódio de El Niño foi oficialmente declarado em junho e existe a possibilidade de que o fenômeno ganhe força nos próximos meses.

Segundo um boletim divulgado em 13 de agosto pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade classificada como “muito forte” entre setembro e o início de 2027.

Essa classificação ocorre quando a temperatura da superfície do oceano em uma determinada região do Pacífico Equatorial fica aproximadamente 2°C acima da média.

Para que um episódio seja considerado de intensidade fraca, a elevação necessária é de apenas 0,5°C durante três meses.

A agência norte-americana também calcula em 69% a chance de que, entre outubro e dezembro, o atual El Niño supere em intensidade todos os episódios registrados desde 1950.

América do Sul já sente os efeitos do fenômeno

Os impactos relacionados às condições climáticas já podem ser observados em diferentes pontos da América do Sul.

Na Colômbia, incêndios florestais registrados em agosto se concentraram principalmente no departamento de Tolima. Mais de 50 mil hectares foram atingidos pelas queimadas.

No Peru, o aquecimento das águas também provocou consequências para a atividade pesqueira. O Ministério da Produção suspendeu repetidamente, desde maio, temporadas de pesca da anchoveta, espécie importante para a indústria local.

Com a elevação da temperatura do mar, os peixes adultos tendem a se deslocar para águas mais profundas ou migrar em direção ao sul, dificultando a atividade das frotas pesqueiras.

Chile registra tempestades e grandes volumes de neve

No Chile, os efeitos climáticos assumiram outra forma.

O presidente José Antonio Kast declarou estado de catástrofe nas regiões de Atacama e Coquimbo após as tempestades registradas em julho.

Na fronteira entre Chile e Argentina, a passagem de Cristo Redentor ficou fechada por mais de 30 dias devido a uma tempestade que provocou acúmulo de neve de até quatro metros.

Os episódios reforçam a diversidade dos impactos associados às alterações climáticas, que podem incluir tanto períodos de seca quanto eventos extremos de chuva e neve, dependendo da região.

El Niño pode reduzir risco de furacões no Caribe

No Caribe, o El Niño costuma produzir condições desfavoráveis à formação e ao fortalecimento de furacões.

A previsão da NOAA aponta 55% de probabilidade de que a temporada de furacões no Atlântico fique abaixo da média.

Isso, porém, não significa necessariamente uma melhora das condições climáticas para as ilhas caribenhas. A menor frequência de tempestades pode contribuir para o agravamento da seca em locais como Jamaica e Porto Rico.

Essas regiões dependem, em parte, das chuvas associadas ao período de furacões para repor seus recursos hídricos.

Organização Meteorológica Mundial alerta para preparação

Bárbara Tapia Cortés, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), destacou que a intensidade do El Niño não é suficiente para determinar a dimensão de seus efeitos.

Segundo a especialista, as consequências de um episódio forte podem variar de acordo com o grau de preparação de cada região e com as vulnerabilidades que já existiam antes da chegada do fenômeno.

A avaliação é que um El Niño intenso não necessariamente produzirá impactos igualmente severos em todos os locais afetados.

A especialista também ressaltou que ainda existe tempo para que governos, empresas e comunidades adotem medidas de preparação diante da possibilidade de agravamento do fenômeno climático nos próximos meses.

FONTE: Mercopress
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercopress

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Comércio Internacional

Canal do Panamá: navio paga valor recorde de R$ 27,4 milhões para garantir passagem

Uma empresa sul-coreana pagou um valor recorde para garantir a passagem de um navio pelo Canal do Panamá. A SK Gas desembolsou US$ 5,3 milhões, aproximadamente R$ 27,4 milhões, para assegurar que o navio-tanque G. Spirit atravesse a hidrovia em 1º de setembro.

A passagem ocorrerá dois dias antes da entrada em vigor de novas restrições ao tráfego de embarcações no canal, uma das principais rotas do comércio marítimo internacional.

Seca reduz capacidade do Canal do Panamá

O valor milionário está relacionado à disputa por vagas de passagem diante da redução da capacidade operacional do Canal do Panamá.

A partir de 3 de setembro, o número máximo de embarcações autorizadas diariamente cairá de 36 para 34. Ainda durante setembro, o limite deverá chegar a 32 navios por dia.

A redução está diretamente ligada à disponibilidade de água. O funcionamento das eclusas do canal depende dos reservatórios de Gatún e Alhajuela, abastecidos principalmente pelas chuvas.

Os baixos níveis dos reservatórios vêm preocupando as autoridades panamenhas, que enfrentam um período de seca associado ao fenômeno El Niño. A menor disponibilidade hídrica limita a quantidade de embarcações que podem atravessar a hidrovia.

Leilão bate recorde de preço

Com a diminuição das vagas, os espaços que garantem prioridade de passagem se tornaram mais disputados.

Segundo dados da Autoridade do Canal do Panamá, os leilões realizados entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 registraram preço médio de aproximadamente US$ 55 mil.

Em abril, entretanto, uma embarcação transportadora de gás natural liquefeito pagou US$ 4 milhões para garantir a passagem sem precisar enfrentar um período maior de espera.

O novo lance da SK Gas, de US$ 5,3 milhões, superou o recorde anterior, de US$ 4,6 milhões. O valor havia sido pago no início de agosto por outra embarcação controlada por uma companhia sul-coreana.

Como funciona a prioridade de passagem

A maior parte dos navios que utilizam o Canal do Panamá opera por meio do sistema regular de reservas. Já embarcações sem agendamento ou que precisam atravessar a via em caráter de urgência podem disputar vagas em leilões.

Nesse modelo, as empresas oferecem valores para obter prioridade e reduzir o risco de espera causado pela limitação da capacidade do canal.

No caso do G. Spirit, que transporta gás liquefeito de petróleo (GLP), a prioridade permitiu que a embarcação fosse programada para atravessar o canal antes da redução prevista no número diário de passagens.

Impacto no comércio marítimo internacional

O Canal do Panamá é uma rota estratégica para o transporte marítimo mundial por conectar os oceanos Atlântico e Pacífico. A hidrovia responde por aproximadamente 5% do comércio marítimo internacional.

Uma eventual redução prolongada da capacidade pode aumentar custos logísticos e afetar empresas que dependem da ligação entre os dois oceanos. Para operadores de navios e empresas de comércio exterior, a disponibilidade de vagas e a possibilidade de atrasos passam a ter impacto direto no planejamento das operações.

Fonte: R7, com informações da AFP e Bloomberg.

Texto: Redação

Imagem: Internet / Divulgação

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Transporte

Estiagem na Amazônia reduz navegabilidade dos rios e eleva custo do transporte de cargas

A previsão de uma estiagem mais intensa na Amazônia, influenciada pelo El Niño, já começa a alterar a logística do transporte de mercadorias na região. Com a queda no nível dos rios, armadores passaram a cobrar sobretaxas para compensar os custos adicionais provocados pelas condições adversas de navegação.

Ao mesmo tempo, empresas responsáveis por rodovias e uma companhia aérea reforçam o monitoramento diante da possibilidade de eventos climáticos extremos, como tempestades, queimadas e inundações.

Armadores cobram sobretaxa para cargas com destino a Manaus

A MSC Brasil comunicou em agosto que passará a cobrar a chamada Low Water Surcharge, ou sobretaxa por baixo nível de água, nos embarques destinados a Manaus a partir de 5 de setembro.

A cobrança será de US$ 1.400 por contêiner seco, valor superior a R$ 7.200 na cotação considerada, e de US$ 1.900 por contêiner refrigerado, equivalente a cerca de R$ 9.900.

Segundo a empresa, a tarifa tem caráter excepcional e temporário e poderá ser revista ou retirada conforme a evolução da seca e as condições de calado do rio Amazonas.

Outra companhia do setor, a Ocean Network Express (ONE), também informou aos clientes que adotará uma sobretaxa de US$ 1.458, aproximadamente R$ 7.600, por contêiner, independentemente do tipo.

A cobrança valerá para importações de qualquer origem com destino a Manaus a partir de setembro. Para exportações partindo de Manaus, a taxa será aplicada a todos os destinos a partir de outubro.

A empresa afirmou que a expectativa de queda significativa dos níveis dos rios deverá prejudicar a navegabilidade e restringir o transporte marítimo, aumentando os custos necessários para manter as operações.

Cabotagem brasileira também pode ser afetada

O impacto não deve ficar restrito às rotas internacionais. Augusto César Rocha, coordenador da Comissão de Logística do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), avalia que o transporte de cargas entre portos brasileiros também poderá sofrer com cobranças adicionais.

Segundo ele, a cabotagem provavelmente terá de adotar sobretaxas, embora as empresas tenham maior capacidade de reagir próximo ao momento do problema devido à menor duração das viagens dentro do país.

Píer temporário será usado para enfrentar a seca

Para reduzir os efeitos da baixa dos rios, o Grupo Chibatão prepara novamente uma estrutura temporária de apoio à movimentação de cargas.

O píer, atualmente instalado em Manaus, deverá ser transferido para Itacoatiara (AM) entre setembro e outubro. A previsão é que comece a funcionar em novembro.

A estrutura permitirá o transbordo de cargas, transferindo mercadorias de navios para balsas. Por serem menores e mais leves, as embarcações conseguem operar em trechos com menor profundidade.

O equipamento possui 277,5 metros de comprimento e 24 metros de largura, com capacidade para realizar sete movimentos de guindaste por hora.

Johny Fidelis Ramos, diretor-executivo do Grupo Chibatão, estima que a operação representará um custo adicional de R$ 80 milhões, considerando despesas com funcionários, alimentação, hospedagem, combustível e transporte.

O mesmo píer foi utilizado em 2024, durante outro período de seca severa na Amazônia. Segundo Ramos, deslocar parte da estrutura para Itacoatiara reduz o risco financeiro de manter equipamentos parados caso os navios não consigam chegar ao terminal.

Calado do Canal do Panamá preocupa setor

A logística brasileira também poderá ser afetada pelas condições do Canal do Panamá. Leandro Carelli, sócio da consultoria Solve Shipping, afirma que a redução do calado permitido na hidrovia tende a limitar a quantidade de carga transportada pelos navios.

A autoridade do canal reduziu o limite máximo para as eclusas Neopanamax, utilizadas pelas maiores embarcações que atravessam a via. O calado, que em condições normais chegava a 50 pés (15,24 metros), passará para 47,5 pés (14,48 metros) a partir de 3 de setembro.

A medida pode atingir especialmente cargas provenientes da Ásia com destino à Zona Franca de Manaus e ao Nordeste brasileiro, já que parte significativa desse fluxo utiliza o Canal do Panamá.

Com menor calado autorizado, os navios podem precisar reduzir sua capacidade de carga para realizar a travessia com segurança.

Rodovias se preparam para eventos climáticos extremos

Enquanto a seca preocupa a navegação no Norte, concessionárias de rodovias intensificam o planejamento para enfrentar possíveis chuvas fortes, tempestades, queimadas e outros eventos climáticos extremos.

A Motiva, antiga CCR, identificou cerca de 5 mil medidas de mitigação que podem ser adotadas. A companhia está definindo quais ações terão prioridade e pretende apresentar o plano à diretoria executiva entre o fim de agosto e o início de setembro.

As intervenções podem envolver desde atividades preventivas mais simples, como limpeza das pistas, até obras de contenção de taludes e mudanças estruturais em pontes. Medidas de maior porte podem exigir participação do poder público e negociação de recursos.

Nos últimos anos, eventos climáticos severos já provocaram perdas expressivas para a empresa. As enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, e as chuvas que atingiram a Rio-Santos (BR-101), em 2022, geraram prejuízos estimados em aproximadamente R$ 500 milhões.

A EcoRodovias, por sua vez, informou manter estudos de vulnerabilidade climática e planos de adaptação voltados à definição de investimentos e protocolos para situações extremas.

Entre as medidas previstas estão melhorias em sistemas de drenagem, adequações estruturais, estabilização de encostas e ações contra incêndios e temperaturas elevadas. A companhia também utiliza tecnologias de monitoramento para acompanhar os riscos.

Azul reforça monitoramento meteorológico

No setor aéreo, a Azul mantém uma equipe de meteorologistas no Centro de Controle Operacional para acompanhar as condições climáticas durante 24 horas.

A companhia afirma investir em ferramentas capazes de ampliar a identificação e o monitoramento de fenômenos meteorológicos que possam afetar os voos.

Entre as tecnologias avaliadas está o uso de dados de vibração registrados pelos tablets utilizados pelos pilotos. Essas informações podem ajudar a identificar antecipadamente regiões com maior possibilidade de turbulência e instabilidade atmosférica.

O cenário climático, portanto, coloca diferentes segmentos da infraestrutura brasileira em estado de atenção, com impactos que vão do transporte fluvial e marítimo à operação de rodovias e aeroportos.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Grupo Chibatão

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Logística

Canal do Panamá limita fluxo diário de navios diante de El Niño intenso

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou novas restrições ao tráfego de embarcações diante da expectativa de um El Niño mais prolongado e intenso entre 2026 e 2027. A previsão é de redução nos níveis de água, o que levará a Canal do Panamá a diminuir gradualmente o número de navios autorizados a atravessar a hidrovia.

A partir de 4 de setembro, serão permitidos até 34 trânsitos por dia. Já em 15 de setembro, o limite cairá para 32 embarcações.

Canal do Panamá reduz número de travessias

Até junho de 2026, o canal registrava média de 35 travessias diárias, enquanto sua capacidade operacional chega a aproximadamente 40 embarcações por dia.

A decisão representa uma mudança em relação ao posicionamento adotado anteriormente. Em maio, autoridades haviam informado à Reuters que não planejavam impor novas restrições à passagem de navios durante este ano. Desde 2025, porém, a administração já vinha adotando medidas para preservar os recursos hídricos.

Pelas novas regras, a partir de 4 de setembro, as eclusas Neopanamax terão nove vagas diárias, enquanto as antigas eclusas Panamax contarão com 25. Em 15 de setembro, o número de vagas nas Panamax será reduzido novamente, passando para 23 por dia.

Chuvas abaixo da média pressionam recursos hídricos

A situação é agravada pela queda nas precipitações. Segundo a autoridade responsável pelo canal, as chuvas registradas entre maio e agosto ficaram 34% abaixo da média histórica. Nos afluentes que abastecem a bacia hidrográfica, a redução chegou a 44% em relação ao padrão normal.

A administração alerta que a intensidade esperada do El Niño 2026-2027 pode provocar uma nova redução das chuvas. O cenário representa um risco tanto para a operação sustentável da hidrovia quanto para o abastecimento de água da população local.

Restrição de calado também é adiada

Além de limitar o número de travessias, o Canal do Panamá já vinha adotando medidas relacionadas ao calado dos navios, que corresponde à profundidade necessária para que uma embarcação navegue com segurança.

Quando o limite de calado é reduzido, os navios podem ser obrigados a diminuir a quantidade de carga transportada para conseguir atravessar o canal.

A autoridade decidiu ainda adiar algumas reduções de calado que estavam programadas. Nas eclusas Neopanamax, o limite de 14,63 metros, inicialmente previsto, foi postergado para 2 de setembro. Uma redução posterior, para 14,48 metros, ficou para 1º de outubro.

Experiência da seca de 2023 e 2024 orienta medidas

O administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que o atual fenômeno climático pode persistir por mais tempo do que o inicialmente previsto. Segundo ele, a experiência adquirida durante a seca de 2023 e 2024 permite à administração combinar restrições de tráfego e limites de calado para enfrentar o período de menor disponibilidade de água.

“ A experiência de 2023 e 2024 nos preparou bem para o que sabemos e nos deu a disciplina para lidar com o que não sabemos. O canal não improvisa”, afirmou Vásquez durante um evento empresarial realizado na quarta-feira.

A estratégia busca preservar os níveis dos reservatórios e garantir a continuidade das operações do Canal do Panamá, ao mesmo tempo em que protege o abastecimento de água da região.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Enea Lebrun

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Comércio

Canal do Panamá cobra US$ 4 milhões para navio porta-contêineres furar fila

Um navio porta-contêineres desembolsou cerca de US$ 4 milhões para antecipar sua passagem pelo Canal do Panamá, em meio ao aumento da fila de embarcações na principal ligação marítima entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

O valor, próximo de um recorde para esse tipo de operação, foi pago na segunda-feira pelo proprietário do Seaspan Benefactor, segundo pessoas familiarizadas com o leilão. As fontes falaram sob condição de anonimato, já que os dados dessas negociações não são públicos. A Seaspan não havia respondido a um pedido de comentário.

Leilão permite ultrapassar fila de espera

Além do sistema tradicional de reservas, que prevê o pagamento de uma tarifa fixa para garantir a passagem, a Autoridade do Canal do Panamá disponibiliza um mecanismo de leilão. Por meio dele, os armadores podem disputar posições antecipadas e evitar parte da espera regular.

A procura pelo serviço aumentou diante do congestionamento no Canal do Panamá, provocado principalmente pela busca por rotas alternativas em meio aos impactos da guerra no Irã.

O Seaspan Benefactor pagou mais que o dobro da média registrada nos sete dias anteriores. Até terça-feira, a embarcação permanecia no lado do Pacífico do canal, aparentemente aguardando para seguir em direção ao norte, segundo dados de navegação compilados pela Bloomberg.

Espera chega a 10 dias para navios Neopanamax

O problema é particularmente relevante para embarcações Neopanamax, categoria que inclui navios utilizados no transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP), gás natural liquefeito (GNL), petróleo bruto e derivados.

De acordo com dados da Argus Media, a espera para esse tipo de embarcação no trajeto do Pacífico para o Atlântico chegou a 10 dias, o maior período registrado desde maio.

A situação afeta especialmente empresas envolvidas no comércio de petróleo, gás natural, fertilizantes e produtos químicos, sobretudo aquelas com operações ligadas ao mercado asiático.

Guerra no Irã aumenta pressão sobre rotas marítimas

A redução do tráfego em pontos estratégicos do Golfo Pérsico, como o Estreito de Ormuz e o Bab el-Mandeb, tem levado empresas de transporte e comerciantes a buscar alternativas para movimentar suas cargas.

Com mais embarcações recorrendo ao Canal do Panamá, a pressão sobre a capacidade da hidrovia aumentou, elevando também o valor das vagas disputadas nos leilões.

A autoridade responsável pelo canal afirmou que os preços dos leilões subiram devido às mudanças nas condições de oferta e demanda do comércio internacional. O órgão reconheceu que algumas transações ultrapassaram US$ 1 milhão, mas não comentou especificamente o pagamento de US$ 4 milhões nem confirmou o proprietário da embarcação.

Manutenção das eclusas agrava congestionamento

Outro fator que contribui para o gargalo no Canal do Panamá são obras de manutenção nas eclusas. Os trabalhos, previstos para continuar até setembro, também atingem estruturas utilizadas por navios da classe Neopanamax.

Além disso, o canal reduziu recentemente o calado máximo permitido nas eclusas Neopanamax para as próximas semanas. A medida ocorre em um cenário de chuvas abaixo do esperado, associado aos efeitos do fenômeno El Niño.

Com a combinação de restrições operacionais, manutenção e aumento da demanda por rotas alternativas, os armadores enfrentam custos maiores para garantir espaço em uma das principais rotas do comércio marítimo internacional.

FONTE: Data Portuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Data Portuária

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