Economia

Yuan registra maior valorização frente ao dólar em três anos

O yuan, moeda oficial da China, alcançou nesta segunda-feira (11) sua maior valorização em relação ao dólar desde março de 2023. A cotação registrada no Sistema de Comércio Cambial chinês ficou em US$ 1 para 6,847 yuans, movimento observado poucos dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.

A valorização da moeda chinesa ocorre em meio ao fortalecimento do uso do yuan no comércio internacional e à crescente busca por alternativas ao dólar em operações globais.

Participação do yuan cresce nas transações globais

Dados do Banco de Compensações Internacionais mostram que a presença do yuan nas transações financeiras internacionais aumentou significativamente na última década.

Em 2013, a moeda chinesa representava apenas 2,2% das operações globais. Já em 2025, essa participação avançou para 8,6%, refletindo o esforço da China para ampliar a internacionalização de sua moeda.

Entre as iniciativas recentes está a criação de um sistema de pagamento via QR Code entre China e Indonésia, lançado em maio deste ano. A ferramenta permite operações diretamente em moedas locais, reduzindo a dependência do dólar nas transações bilaterais.

Valorização do yuan pode pressionar exportações chinesas

Apesar do fortalecimento internacional da moeda, a valorização do yuan também gera desafios para a economia chinesa. Com a moeda mais forte, produtos exportados pela China tendem a ficar mais caros no mercado externo, o que pode reduzir a competitividade das empresas do país.

Especialistas avaliam que esse movimento exige equilíbrio por parte das autoridades chinesas para evitar impactos negativos sobre setores exportadores, considerados estratégicos para o crescimento econômico.

Dólar enfrenta pressão por incertezas nos EUA

Outro fator que influencia o avanço do yuan é a oscilação da confiança dos investidores em ativos ligados ao dólar.

Nos últimos meses, a moeda norte-americana vem sofrendo pressão em meio a preocupações envolvendo o cenário político em Washington, questionamentos sobre a independência do Federal Reserve e dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal de longo prazo dos Estados Unidos.

Esse contexto tem incentivado investidores e países a ampliarem o uso de moedas alternativas em operações internacionais.

Encontro entre Trump e Xi Jinping deve abordar sistema financeiro global

A expansão do uso do yuan e os mecanismos de pagamentos internacionais fora da influência direta do dólar devem integrar as discussões entre Donald Trump e Xi Jinping nos próximos dias.

A viagem do presidente norte-americano a Pequim está prevista para começar na quarta-feira (13), com retorno aos Estados Unidos na sexta-feira (15).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Banco Central atualiza regras para pagamentos internacionais e reforça segurança no eFX

O Banco Central anunciou mudanças nas normas que regem os pagamentos internacionais, com foco em ampliar a segurança das operações e garantir maior transparência no uso do serviço de transferências internacionais, conhecido como eFX.

A medida, resultado de consulta pública realizada em 2025, busca alinhar o Brasil às melhores práticas globais de combate a ilícitos financeiros, além de fortalecer a supervisão sobre as operações realizadas por empresas e instituições financeiras.

Serviço eFX passa a ter regras mais rígidas

Com a nova regulamentação, o serviço de transferência internacional (eFX) passa a ser exclusivo de instituições autorizadas pelo Banco Central. Empresas que ainda não possuem essa autorização poderão continuar operando temporariamente, desde que solicitem a regularização até maio de 2027.

O eFX é amplamente utilizado para diferentes finalidades, como compras no exterior, contratação de serviços internacionais e envio de recursos para outros países.

Mais proteção ao usuário e fiscalização reforçada

Entre as exigências estabelecidas, as instituições deverão enviar relatórios mensais detalhados ao Banco Central, aumentando o nível de monitoramento das operações. Além disso, será obrigatório o uso de contas segregadas, destinadas exclusivamente à movimentação de recursos de clientes, o que amplia a proteção financeira dos usuários.

As mudanças reforçam o compromisso com a segurança financeira, reduzindo riscos e garantindo maior confiabilidade nas transações internacionais.

Ampliação para investimentos no exterior

A nova norma também amplia o alcance do serviço eFX ao permitir transferências destinadas a investimentos no mercado financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nesse caso, o limite estabelecido é de até US$ 10 mil por operação, facilitando o acesso de investidores a oportunidades internacionais com maior controle regulatório.

Com a atualização, o Banco Central busca modernizar o ambiente de câmbio e pagamentos internacionais, tornando o sistema mais seguro, eficiente e alinhado às exigências globais.

FONTE: Banco Central do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha PE

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Informação

Petróleo impulsiona superávit recorde do Brasil no 1º trimestre

O petróleo consolidou-se como principal motor do superávit comercial brasileiro no início do ano. Entre janeiro e março, o saldo positivo no segmento de óleo e combustíveis atingiu US$ 9,52 bilhões — o maior já registrado — equivalente a 67,2% do superávit total do país no período.

Produção do pré-sal sustenta desempenho

O avanço é reflexo direto do aumento da produção, especialmente após a expansão do pré-sal, que desde 2016 vem garantindo superávits consecutivos nesse segmento. Ainda assim, o país segue dependente da importação de derivados, mantendo déficit nessa categoria.

Nos anos recentes, o setor já vinha ganhando relevância: no primeiro trimestre de 2024 e 2025, os saldos foram de US$ 7,2 bilhões e US$ 6,4 bilhões, respectivamente — números inferiores ao desempenho atual.

Exportações de petróleo seguem em alta em abril

Dados preliminares indicam que o ritmo positivo deve continuar. Na segunda semana de abril, a receita média diária com exportações de petróleo bruto mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, com alta de 101%.

Esse crescimento foi impulsionado por:

  • aumento de 74,5% no volume exportado;
  • elevação de 15% nos preços internacionais.

A valorização está ligada à alta das commodities, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

Guerra pressiona preços e favorece o Brasil

Analistas avaliam que, mesmo com eventual fim do conflito, os preços do petróleo devem permanecer elevados ao longo de 2026. Isso tende a fortalecer ainda mais o saldo da balança comercial brasileira e impactar positivamente o câmbio.

Segundo especialistas, o cenário atual repete ciclos anteriores de protagonismo de commodities, como soja e minério de ferro, mas agora com o petróleo liderando.

China amplia compras e lidera demanda

A China foi o principal destino do petróleo brasileiro. Em março:

  • respondeu por 64,6% das exportações do produto;
  • ampliou significativamente suas compras;
  • absorveu US$ 3,1 bilhões em petróleo bruto.

O país asiático tem buscado diversificar fornecedores diante das tensões no Golfo Pérsico, elevando a participação do Brasil como parceiro estratégico.

Petróleo supera soja no crescimento das exportações

Embora a soja tenha liderado a receita total em março (US$ 5,9 bilhões), o petróleo foi responsável por 68,5% do crescimento das exportações brasileiras na comparação anual.

No mês:

  • exportações de petróleo somaram US$ 4,8 bilhões;
  • volume embarcado cresceu 75,9%;
  • preços recuaram levemente, mas sem comprometer o resultado.

Projeções indicam superávit maior em 2026

Estimativas apontam revisão significativa no superávit comercial brasileiro. A projeção passou de US$ 68,4 bilhões para cerca de US$ 85 bilhões, impulsionada pela alta do petróleo.

Antes da crise, o barril do Brent era estimado em US$ 60 para 2026. Agora, a previsão gira em torno de US$ 90. Cada aumento de US$ 10 no preço médio pode elevar o saldo comercial em aproximadamente US$ 8,5 bilhões.

Impactos indiretos: inflação e câmbio

Apesar dos ganhos na balança comercial, há efeitos colaterais:

  • aumento no preço de combustíveis, como o diesel, que subiu 13,9% em março;
  • pressão inflacionária;
  • encarecimento de fertilizantes e insumos.

Por outro lado, o cenário favorece a valorização do real frente ao dólar, impulsionada também pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

Desafios estruturais permanecem

Especialistas destacam que o Brasil ainda precisa avançar em pontos estratégicos:

  • ampliar a capacidade de refino;
  • reduzir a dependência de derivados importados;
  • investir na produção de fertilizantes;
  • explorar alternativas como o biodiesel.

O momento, segundo analistas, pode ser uma oportunidade para acelerar essas mudanças estruturais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Finanças

Dólar abaixo de R$ 5: cenário é possível, mas depende de fatores internos e externos

A recente queda do dólar reacendeu discussões no mercado financeiro sobre a possibilidade de a moeda norte-americana voltar a ser negociada abaixo de R$ 5. Apesar do movimento favorável, analistas alertam que o cenário ainda é cercado de incertezas e forte volatilidade.

O dólar atingiu, nesta quarta-feira (8), o menor valor em quase dois anos, sendo cotado na faixa de R$ 5,10. O recuo foi impulsionado principalmente pelo alívio no cenário internacional, após o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

Esse movimento trouxe otimismo aos mercados globais e estimulou a reprecificação de ativos, favorecendo moedas de países emergentes como o real.

Histórico recente reforça tendência de queda

A desvalorização do dólar frente ao real não é um fenômeno isolado. Em 2025, a moeda norte-americana acumulou queda de cerca de 11%. Já no início de 2026, antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o recuo chegou a aproximadamente 6%.

Mesmo com a alta registrada em março, impulsionada pelo fortalecimento global do dólar, especialistas avaliam que não houve um movimento exagerado de valorização. O real, inclusive, manteve certa estabilidade, oscilando entre R$ 5,20 e R$ 5,30 nos momentos mais críticos.

Fatores que sustentam o real

Entre os principais elementos que ajudam a sustentar o real estão:

  • Entrada de capital estrangeiro no país
  • Diferencial de juros elevado em relação a outras economias
  • Realocação de investimentos para mercados emergentes

Além disso, o preço do petróleo passa a ser um fator relevante. Mesmo com recuos recentes, a expectativa é de que a commodity continue operando com prêmio nos próximos meses. Como o Brasil é um exportador importante, isso contribui para o aumento da entrada de dólares na economia.

Apesar do cenário mais favorável, a queda do dólar para abaixo de R$ 5 depende de uma convergência de fatores positivos, tanto no ambiente internacional quanto no doméstico.

No exterior, seria necessária uma redução mais consistente dos riscos geopolíticos, diminuindo o chamado “prêmio de risco” que impacta tanto o dólar quanto o petróleo.

Já no Brasil, os analistas apontam três pontos fundamentais:

  • Compromisso com a disciplina fiscal
  • Redução das incertezas institucionais
  • Manutenção de juros atrativos para investidores estrangeiros

Incertezas políticas e fiscais limitam otimismo

O cenário interno ainda apresenta desafios relevantes. A proximidade das eleições presidenciais e as dúvidas sobre o equilíbrio fiscal tendem a aumentar a volatilidade do câmbio.

Especialistas destacam que o atual patamar do dólar pode ser temporário, especialmente diante de possíveis mudanças no cenário internacional ou declarações políticas que impactem os mercados.

Além disso, o risco eleitoral ainda não está totalmente refletido nos preços, mas deve ganhar mais peso ao longo do segundo semestre, influenciando diretamente o comportamento da moeda.

Volatilidade deve marcar os próximos meses

A avaliação predominante entre analistas é de que, embora o dólar abaixo de R$ 5 seja possível, esse não é o cenário mais provável no curto prazo. A tendência é de continuidade da volatilidade, com oscilações influenciadas por fatores globais e domésticos.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Ilustração feita por IA

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Economia

Dólar recua a R$ 5,18 e registra menor fechamento desde maio de 2024

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (9) em forte queda e fechou abaixo de R$ 5,20, impulsionado por um ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes, como o Brasil. O movimento ganhou força após a China reduzir a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries), o que enfraqueceu a moeda norte-americana no mercado global.

A divisa dos EUA caiu 0,59%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1886, o menor valor desde 28 de maio de 2024. No acumulado de 2026, o dólar já registra desvalorização de 5,47% frente ao real.

Ibovespa sobe com apoio de grandes ações

No mercado acionário, o Ibovespa operou em alta, sustentado principalmente pelo desempenho positivo das blue chips. Ações de Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco lideraram os ganhos do índice.

Por outro lado, os papéis do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas do pregão, após a divulgação do balanço trimestral. Por volta das 17h18, o principal índice da B3 avançava 1,76%, aos 186.127,57 pontos.

Banco Central adota discurso de cautela

No cenário doméstico, investidores também repercutiram declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Segundo ele, a recente melhora dos indicadores não representa uma “volta da vitória” contra a inflação.

Galípolo destacou que o foco da autoridade monetária, neste momento, está na calibragem da política monetária, sinalizando cautela nas próximas decisões.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que trouxe nova revisão para baixo na expectativa de inflação.

Boletim Focus reduz projeções de inflação

A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, permanecendo 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Entre as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa subiu de 3,90% para 3,96%. Para 2027, a mediana seguiu estável em 3,80% pela 14ª semana consecutiva.

O IPCA de 2025 fechou em 4,26%, segundo o IBGE, resultado inferior tanto à última mediana do Focus (4,31%) quanto à estimativa do próprio Banco Central (4,4%).

Análise técnica aponta resistência no Ibovespa

De acordo com análise semanal do BB Investimentos, o Ibovespa mantém tendência de alta, mas apresenta sinais de perda de fôlego no curto prazo.

“O comportamento das últimas três semanas indica um padrão de esgotamento do movimento altista, com resistência em torno dos 187,5 mil pontos e suporte imediato na região dos 182 mil pontos”, destacou a instituição em relatório.

Exterior adiciona cautela aos mercados

No cenário internacional, a semana começou com viés negativo nos futuros das bolsas norte-americanas. Para a equipe da Ágora Investimentos, o ambiente externo pode trazer volatilidade adicional aos ativos brasileiros, com investidores à espera da divulgação de indicadores econômicos relevantes.

BTG Pactual divulga lucro recorde

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado de R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam R$ 4,56 bilhões.

A receita do maior banco de investimentos da América Latina cresceu 35,1%, alcançando o recorde de R$ 9,09 bilhões. O ROAE (retorno sobre o patrimônio) ficou em 27,6%, ante 23,0% um ano antes.

China reduz exposição a títulos dos EUA

No exterior, um dos principais vetores de impacto foi a decisão da China de orientar seus bancos a frear a compra de treasuries americanos. A medida busca reduzir riscos e evitar concentração excessiva em ativos dos Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático detém cerca de US$ 850 bilhões em títulos da dívida norte-americana, sendo aproximadamente US$ 300 bilhões sob responsabilidade de bancos chineses. A mudança de postura reforça a reavaliação estratégica de Pequim no cenário financeiro global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Economia

Dólar cai para R$ 5,20 e registra menor fechamento em dois anos

O dólar à vista encerrou a terça-feira, 27, em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,206, atingindo o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando foi negociado a R$ 5,1534. O movimento reforça a tendência de desvalorização da moeda americana frente ao real observada no início da semana.

Queda acompanhou cenário global

Na segunda-feira, o dólar já havia recuado 0,13%, fechando a R$ 5,28, após atingir R$ 5,261 pela manhã. A perda de força à tarde indicou o início de um movimento que se consolidou nesta terça.

O desempenho acompanha a tendência internacional de enfraquecimento do dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a seis divisas de países desenvolvidos, caiu 0,86%, atingindo 96,21 pontos e rompendo níveis técnicos relevantes para o mercado.

“O índice DXY rompeu um suporte importante na região dos 97 pontos e caiu para perto de 96,20, refletindo-se também no Brasil, com o dólar voltando para a casa dos R$ 5,20″, explicou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Diferencial de juros favorece o real

O especialista destaca que o diferencial de taxas de juros entre Brasil e Estados Unidos continua beneficiando o real, especialmente com a aproximação de decisões de política monetária em ambos os países nesta quarta-feira, 28.

“Os juros no Brasil versus os juros nos Estados Unidos seguem elevados, favorecendo operações de carry trade. Isso torna o Brasil atrativo para investidores globais, mesmo com os riscos associados ao mercado local”, acrescentou Alves.

Investidores buscam ativos de maior retorno

O apetite por risco nos mercados internacionais também contribuiu para a valorização do real. Com bolsas em alta e o S&P 500 atingindo novas máximas, investidores têm direcionado recursos para moedas emergentes em busca de maior retorno, em detrimento do dólar.

Dólar à vista e dólar futuro: entenda a diferença

O dólar à vista representa a negociação da moeda para liquidação imediata, normalmente em até dois dias úteis. É amplamente usado por empresas e instituições financeiras em operações de curto prazo, oferecendo transparência e rapidez.

Já o dólar futuro envolve contratos para compra e venda com liquidação em data futura, negociados na Bolsa de Valores. Sua cotação varia conforme expectativas do mercado e pode se distanciar do dólar à vista em períodos de incerteza econômica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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Economia

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,37 com influência do exterior e prévia do PIB

O dólar encerrou a sexta-feira (16) em leve valorização frente ao real, acompanhando o movimento das principais moedas internacionais em um pregão marcado por liquidez reduzida nos mercados globais.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador visto como uma prévia do PIB brasileiro.

IBC-Br surpreende e supera projeções do mercado

O IBC-Br registrou alta de 0,70% em novembro na comparação com outubro, já considerando o ajuste sazonal. O resultado veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam avanço de 0,30% no período.

A leitura mais forte do indicador reforçou a percepção de que a economia segue aquecida, o que pode impactar as decisões futuras do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial fechou com ganho de 0,08%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda.

No mercado futuro, às 17h07, o contrato de dólar para fevereiro, o mais negociado na B3, avançava 0,02%, aos R$ 5,3890.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado a R$ 5,3684, com recuo de 0,61%.

Pressão externa limita efeito dos dados internos

Apesar do dado econômico mais robusto no Brasil, o comportamento do câmbio foi influenciado principalmente pelo cenário externo. Segundo analistas, o movimento de alta nos Treasuries americanos acabou fortalecendo o dólar frente às moedas de países emergentes.

“Em tese, um dado mais forte puxaria o câmbio para baixo, mas hoje o exterior prevaleceu, com a alta dos Treasuries valorizando o dólar”, avaliou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram com investidores analisando indicadores recentes da economia americana e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

Declarações de Lula também entram no radar

O mercado também acompanhou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a política comercial do Brasil. Lula afirmou que o Mercosul busca ampliar acordos após a conclusão do tratado com a União Europeia, mirando parcerias com países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A fala ocorreu ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, às vésperas da assinatura oficial do acordo comercial entre UE e Mercosul, prevista para sábado, em Assunção, no Paraguai.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Inflação em 2026: mercado financeiro projeta IPCA de 4,06%, aponta Boletim Focus

O mercado financeiro elevou levemente a expectativa para a inflação em 2026, segundo o primeiro Boletim Focus divulgado neste ano pelo Banco Central. A projeção passou de 4,05% para 4,06%, interrompendo uma sequência de oito semanas de revisões para baixo.

Expectativa de inflação segue próxima da estabilidade

A estimativa considera o IPCA, índice oficial que mede a inflação no país. Apesar do ajuste marginal de 0,01 ponto percentual, o cenário permanece relativamente estável. Há quatro semanas, a projeção do mercado para a inflação ao fim de 2026 era de 4,16%.

Para os anos seguintes, não houve alterações. O mercado mantém, há nove semanas, a previsão de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, indicando convergência gradual da inflação no médio prazo.

Meta de inflação e comportamento recente dos preços

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o intervalo aceitável varia entre 1,5% e 4,5%.

A prévia da inflação de dezembro registrou 0,25%, levando o acumulado em 12 meses para 4,41%, dentro do teto da meta. Foi o segundo mês consecutivo com a inflação anualizada dentro do intervalo permitido. Em novembro, o IPCA-15 havia recuado para 4,5%, após meses acima do limite. O pico mais recente ocorreu em abril, quando chegou a 5,49%.

Os dados foram divulgados pelo IBGE.

Projeções para o PIB indicam crescimento moderado

As estimativas para o PIB seguem estáveis. O mercado financeiro projeta crescimento de 1,8% em 2026, percentual que se repete em 2027. Para 2028, a expectativa é de expansão de 2% da economia brasileira.

Câmbio permanece estável nas projeções

No câmbio, o cenário também é de estabilidade. A projeção indica o dólar a R$ 5,50 em 2026, patamar mantido há 12 semanas. Para os anos seguintes, a estimativa é de R$ 5,50 em 2027 e R$ 5,52 em 2028.

Selic deve cair gradualmente até 2028

A expectativa para a taxa Selic aponta um ciclo de queda nos próximos anos. Após encerrar 2025 em 15% ao ano, a taxa básica de juros deve recuar para 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028.

Atualmente, a Selic está no maior nível desde julho de 2006. Depois de atingir 10,5% em maio do ano passado, os juros voltaram a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% na reunião de junho e permanecendo nesse patamar desde então.

O aumento da Selic é utilizado pelo Banco Central para conter a demanda e frear a inflação, ao encarecer o crédito e estimular a poupança. Por outro lado, juros elevados tendem a restringir a atividade econômica. Já a redução da taxa costuma baratear o crédito, impulsionar consumo e produção e estimular o crescimento, ainda que com menor controle inflacionário.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Dólar em 2025 recua mais de 11% e encerra o ano abaixo de R$ 5,60

Desempenho do dólar ao longo de 2025
O dólar comercial acumulou queda de 11,17% em 2025 frente ao real. A moeda norte-americana iniciou o ano em baixa e, no primeiro pregão, em 2 de janeiro, foi cotada a R$ 6,16. Já no encerramento do ano, na terça-feira (30), o dólar terminou negociado a R$ 5,588 na compra e na venda.

Cenário global pesou sobre a moeda americana
Apesar de fatores internos terem favorecido a valorização do real, o principal movimento veio do exterior. O dólar perdeu força globalmente ao longo do ano. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta de divisas internacionais, acumulou queda de quase 9%, atingindo 98,44 pontos em dezembro, uma das maiores baixas do ranking global.

Segundo o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, o enfraquecimento do dólar no mundo foi determinante. Ele destaca que o carrego do real também contribuiu para o movimento, embora esse efeito deva perder força com o início do ciclo de cortes de juros no Brasil.

Influência da política americana e expectativas econômicas
Para especialistas, a desvalorização global do dólar esteve diretamente ligada ao cenário político e econômico dos Estados Unidos. De acordo com Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, a combinação entre incertezas fiscais, política comercial mais agressiva e expectativa de desaceleração da economia americana afetou a confiança nos ativos dolarizados.

Ele afirma que a instabilidade institucional e a possibilidade de novos cortes de juros nos EUA reduziram a demanda internacional pela moeda, sobretudo no início do ano.

Juros altos no Brasil impulsionaram o real
No mercado doméstico, o diferencial de juros foi decisivo. O Brasil manteve uma das maiores taxas de juros reais do mundo, favorecendo operações de carry trade e atraindo capital estrangeiro.

Para Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, esse fator foi central para a entrada expressiva de recursos até novembro. Segundo ele, a taxa de juros elevada tornou o país especialmente atrativo para investidores internacionais.

Fim de ano trouxe volatilidade ao câmbio
Na reta final de 2025, o dólar voltou a ganhar força, especialmente a partir de 5 de dezembro. O movimento foi impulsionado pelo anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que gerou redução de posições estrangeiras em ativos brasileiros. A tendência se intensificou após pesquisas indicarem baixa chance de o candidato impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando o dólar a orbitar a faixa de R$ 5,50 no fim do ano.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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