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BYD amplia fábrica na Bahia e projeta produzir 600 mil veículos por ano no Brasil

A BYD acelera a expansão de sua fábrica em Camaçari (BA) com a meta de transformar a unidade no maior complexo automotivo da empresa fora da China. Após investir R$ 5,5 bilhões, a montadora pretende elevar gradualmente sua capacidade produtiva até alcançar 600 mil veículos por ano, volume superior ao da fábrica da Fiat, em Betim (MG).

Além de atender ao mercado brasileiro, o projeto prevê que a unidade baiana se torne uma plataforma de exportação para outros países das Américas.

Produção nacional entra em nova fase a partir de agosto

Desde outubro de 2025, a fábrica realiza a montagem dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro no sistema SKD, em que os veículos chegam parcialmente desmontados e recebem a montagem final no Brasil.

A partir de agosto, a empresa pretende iniciar uma etapa experimental de um processo produtivo mais completo, ampliando a nacionalização da fabricação.

Até o fim de 2026, o complexo deverá contar com novas áreas de estamparia, soldagem e pintura, consideradas essenciais para aumentar a produção local de componentes e reduzir a dependência de peças importadas.

Projeto prevê 17 unidades industriais

O empreendimento ocupa uma área de 4,65 milhões de metros quadrados, equivalente a cerca de 645 campos de futebol, tornando-se o maior investimento industrial da BYD fora do território chinês.

Ao todo, o projeto contempla 17 unidades operacionais, incluindo instalações voltadas à fabricação de peças e componentes, ampliando a verticalização da cadeia produtiva no Brasil.

Segundo a empresa, os investimentos já realizados abrangem tanto a expansão da infraestrutura quanto a produção nacional de componentes automotivos.

Capacidade pode superar fábrica da Fiat em Betim

A primeira fase da operação prevê capacidade para fabricar 150 mil veículos por ano. Em uma segunda etapa, esse número deverá dobrar para 300 mil unidades anuais.

Quando todas as fases do projeto forem concluídas, a expectativa é atingir uma produção de até 600 mil veículos por ano, superando a capacidade atual da fábrica da Fiat, pertencente à Stellantis, em Betim, Minas Gerais.

Fábrica já montou 100 mil veículos em nove meses

A BYD também anunciou que a unidade de Camaçari alcançou a marca de 100 mil veículos montados apenas nove meses após o início das operações.

O automóvel que simbolizou o marco foi um Dolphin Mini, modelo que lidera as vendas de veículos elétricos no varejo brasileiro há cinco meses consecutivos e já ultrapassou 35 mil unidades comercializadas em 2026.

Além do compacto elétrico, a linha de produção inclui o sedã híbrido King e o SUV híbrido Song Pro, reforçando a estratégia da montadora de ampliar sua participação nos segmentos de veículos eletrificados.

Investimento também prevê geração de empregos

Atualmente, o complexo emprega cerca de 5,5 mil trabalhadores diretos. Com a conclusão das próximas etapas de expansão, a expectativa da BYD é contribuir para a criação de aproximadamente 20 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas.

Segundo a empresa, todo o investimento de R$ 5,5 bilhões já foi destinado ao desenvolvimento da unidade industrial e à ampliação da produção nacional.

Marca premium Denza pode integrar produção futura

A expansão da fábrica também abre possibilidade para a fabricação de veículos da Denza, marca premium pertencente ao grupo BYD. Embora a montadora ainda não tenha confirmado oficialmente essa produção no Brasil, modelos como o Denza B5 são apontados como tecnicamente compatíveis com a estrutura do complexo baiano.

Em junho, o SUV liderou o segmento premium no mercado brasileiro, com 566 unidades emplacadas, tornando-se o primeiro veículo de uma marca chinesa a alcançar esse resultado. No mesmo período, a BMW manteve a liderança entre as fabricantes premium em volume total de emplacamentos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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BYD no Brasil: estratégias para desafiar Fiat, Volkswagen e GM no mercado automotivo

A BYD, maior montadora da China, vem ganhando destaque no mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos. Segundo dados da Fenabrave de novembro, a fabricante superou a Fiat em vendas no varejo de carros de passeio, ficando atrás apenas da Volkswagen (16,4%), Hyundai (10,2%) e GM (10,23%), com participação de 9,8%.

Além de liderar globalmente as vendas de carros 100% elétricos, com 2,26 milhões de unidades em 2025, superando a Tesla, a BYD consolida sua presença estratégica no Brasil, mostrando que sua expansão vai além de nichos de veículos sustentáveis.

Desafio de competir com motores 1.0 flex nacionais

Quando se incluem veículos comerciais leves, a Fiat retoma a liderança graças ao sucesso da picape Strada, modelo mais vendido do país. O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, reforça que a Fiat continua entre os principais concorrentes.

A BYD enfrenta um desafio estrutural: os modelos mais populares no Brasil, como Onix, Polo, HB20 e Strada, utilizam motores 1.0 turbo flex, adaptados ao sistema tributário local e com preços mais acessíveis. Como todos os veículos da BYD são 100% elétricos ou híbridos plug-in, o custo ainda limita a penetração da marca em alguns segmentos.

Domínio no mercado de novas energias

Focada em novas energias, a BYD mantém liderança clara em carros elétricos e híbridos (HEV + PHEV). Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), a participação da empresa chega a 56,6%, seguida da GWM (14,8%) e da Toyota (9,8%). Entre veículos totalmente elétricos, a BYD praticamente monopoliza o segmento, enquanto nos híbridos ainda enfrenta competição do GWM Haval.

Parcerias com locadoras podem ampliar participação

Para expandir sua presença, a BYD busca atuar além do varejo, mirando vendas para frotas e locadoras. Negociações estariam em andamento com grandes redes do setor, com destaque para a Localiza, embora a empresa negue qualquer acordo formal em 2025. Caso concretizada, a parceria poderia envolver até 10 mil veículos, representando 9% da produção anual da BYD no Brasil, priorizando híbridos plug-in como Song Pro e Song Plus.

Investimento em infraestrutura de recarga

A expansão depende também de infraestrutura de carregamento. A BYD planeja instalar 800 carregadores rápidos de alta potência (Flash Charging), capazes de fornecer até 400 km de autonomia em 5 minutos, principalmente nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

A estratégia mira facilitar o uso de híbridos plug-in e elétricos em deslocamentos urbanos e viagens longas, superando a limitação atual: o Brasil possui apenas 17 mil carregadores, contra 4,5 milhões na China.

Complexo fabril de Camaçari é a alavanca da expansão

A BYD investiu R$ 5,5 bilhões na modernização do complexo de Camaçari (BA), ocupando área de 4,6 milhões de m², antiga fábrica da Ford. O local produz o Dolphin Mini, elétrico mais vendido do país, e os híbridos plug-in King e Song Pro.

A capacidade inicial era de 150 mil veículos por ano, mas com o segundo turno, já alcança 300 mil unidades. A meta é chegar a 600 mil veículos anuais, quase seis vezes o volume atual de 110 mil carros, mostrando a ambição da montadora de se consolidar como líder também no Brasil.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração/João Brito

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