Comércio Exterior

Café sobe mais de 1% em Nova York com dólar fraco e cobertura de posições

Os contratos futuros de café arábica fecharam em alta na última sexta-feira (25) na Bolsa de Nova York, recuperando parte das perdas registradas nas sessões anteriores. A valorização ocorreu em meio ao enfraquecimento do dólar, que favoreceu a cobertura de posições vendidas e deu suporte às cotações.

O contrato dezembro/26 avançou 1%, encerrando o dia a 287,10 cents por libra-peso. Já o vencimento março/27 subiu 1,21%, para 270,95 cents/lb.

Dólar mais fraco favorece recuperação do café

A alta desta sexta-feira ocorre após várias semanas de pressão sobre os preços e tem forte componente técnico. O mercado especulativo voltou a apresentar posição líquida vendida em café, enquanto a valorização do dólar vinha contribuindo para limitar as cotações dos futuros.

Com a mudança no comportamento da moeda americana nesta sexta, parte dos investidores aproveitou para recompor posições, estimulando a recuperação dos preços na bolsa.

No mercado brasileiro, entretanto, o movimento cambial foi limitado. O dólar recuou apenas 0,06% ante o real e permaneceu próximo de R$ 5,19.

Oferta global continua no radar

Apesar da recuperação em Nova York, os fundamentos que pressionaram o mercado de café nas últimas semanas permanecem presentes.

Os agentes seguem considerando um cenário de maior disponibilidade mundial da commodity. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua participação no mercado internacional com a conclusão da colheita da safra atual.

Esse cenário mantém a perspectiva de oferta como um dos principais fatores de atenção para as cotações internacionais.

Chuvas favorecem expectativas para a safra 2026/27

As condições climáticas nas principais regiões produtoras brasileiras também continuam sendo monitoradas.

As chuvas recentes chegaram em um período importante para as floradas do café e para o desenvolvimento da safra 2026/27. Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, o cenário aumenta as expectativas de recuperação da produção brasileira na próxima temporada.

Para os produtores, a evolução das floradas será um dos fatores importantes para determinar as perspectivas de oferta nos próximos meses.

Mercado teve baixa liquidez na quinta-feira

Na sessão anterior, realizada na quinta-feira (24), os contratos de café operaram em um ambiente de liquidez reduzida, com participação comercial limitada tanto em Nova York quanto em Londres.

Naquele momento, a valorização do dólar também exercia pressão sobre moedas de importantes países produtores, entre elas o real brasileiro, dificultando uma recuperação mais consistente dos preços.

Alta ainda não muda cenário fundamental

A recuperação registrada nesta sexta-feira representa um alívio para as cotações, mas ainda não altera de forma significativa o cenário fundamental do café.

No curto prazo, o comportamento dos preços continua ligado ao ajuste das posições especulativas e às oscilações do dólar. Ao mesmo tempo, as expectativas de maior oferta global e de uma safra brasileira potencialmente mais volumosa em 2026/27 permanecem como fatores de pressão.

Para o produtor brasileiro, portanto, o desempenho do café em Nova York é apenas uma parte da formação dos preços. Câmbio, floradas, clima e mercado físico continuam entre os principais elementos que devem determinar a remuneração da commodity no país.

FONTE: Notíciss Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notíciss Agrícolas

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Internacional

Café arábica recua em Nova York após forte alta e realização de lucros

Os preços do café arábica encerraram a sessão desta terça-feira (25) em queda na Bolsa de Nova York. Após a forte disparada registrada no pregão anterior, o mercado passou por um movimento de realização de lucros, com investidores reduzindo parte das posições compradas.

Na segunda-feira (24), as cotações haviam avançado quase 2 mil pontos, impulsionadas pelas preocupações com a oferta global de café e pelos baixos níveis dos estoques. Nesta terça, os contratos mais negociados recuaram entre 560 e 635 pontos.

O vencimento setembro terminou a 371,40 centavos de dólar por libra-peso, enquanto março fechou em 321,25 centavos. Em Londres, os futuros do café robusta também encerraram o dia no campo negativo, com perdas entre US$ 94 e US$ 137 por tonelada.

Café em Nova York recua mais de 2%

A sessão foi marcada por forte volatilidade e predominância de um movimento de ajuste técnico. Os principais contratos chegaram a registrar perdas superiores a 2%.

Apesar da correção, os fundamentos do mercado de café continuam dando sustentação aos preços. Entre os principais fatores estão a disponibilidade limitada do produto e os estoques certificados de café, que permanecem em níveis historicamente baixos.

O recuo desta terça-feira já era esperado por parte dos operadores, especialmente depois de três semanas seguidas de valorização e do forte avanço registrado na sessão anterior.

Com os preços acumulando ganhos expressivos, fundos e investidores aproveitaram o momento para embolsar parte dos lucros. A avaliação predominante é de que a queda representa uma correção técnica, e não necessariamente uma mudança nos fundamentos que sustentam as cotações.

Futuros acumulam alta de 40% desde junho

A volatilidade deve continuar sendo um dos principais elementos do mercado nas próximas sessões. Segundo Heberson Sastre, gerente da mesa de operações da Minasul, os contratos futuros de arábica acumulam valorização de aproximadamente 40% desde o fim de junho.

O desempenho recente reflete, entre outros fatores, as preocupações com a oferta de café brasileiro e com as condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes, destaca que o clima no Brasil continua imprevisível. Períodos de estiagem, chuvas irregulares, ocorrência de geadas e até episódios de granizo têm sido observados em importantes áreas produtoras.

Esse cenário diminui as expectativas de uma safra recorde de café no Brasil em 2026 e mantém os compradores internacionais atentos à capacidade de reposição dos estoques.

Estoques baixos mantêm suporte ao mercado

Além das condições climáticas, os estoques globais de café seguem entre os principais pontos de atenção. Os volumes armazenados permanecem historicamente baixos tanto em países produtores quanto consumidores, criando um suporte estrutural para as cotações.

O mercado também monitora os possíveis efeitos do El Niño sobre as áreas produtoras, fator que pode ampliar as incertezas relacionadas ao clima e contribuir para novas oscilações nos preços.

Outro tema acompanhado pelos agentes é a reorganização do comércio internacional, especialmente diante das discussões sobre possíveis tarifas dos Estados Unidos sobre o café brasileiro. A questão ainda acrescenta incerteza ao cenário para exportadores e compradores.

Mercado físico acompanha queda das bolsas

No Brasil, o mercado físico de café segue operando com cautela. A queda em Nova York tende a limitar novas altas nas negociações domésticas, enquanto a trajetória do dólar em relação ao real continua sendo decisiva para a formação dos preços internos.

Os operadores também acompanham o avanço da colheita brasileira, a evolução dos estoques certificados da ICE e as condições climáticas nas regiões produtoras.

Depois da forte valorização recente, muitos produtores passaram a trabalhar com metas de venda na faixa de R$ 2.000 a R$ 2.100 por saca.

Produtores mantêm postura cautelosa

Para Heberson Sastre, os produtores estão participando do mercado de forma gradual diante das incertezas climáticas e da perspectiva para a oferta de cafés de maior qualidade.

O executivo afirma que as chuvas recentes reduziram a disponibilidade de cafés finos, justamente em um momento de forte procura internacional pelo produto brasileiro.

A avaliação é de que o mercado futuro de Nova York continua funcionando como referência para as negociações físicas, que se ajustam de acordo com uma série de fatores, incluindo câmbio, oferta e clima.

Nesta terça-feira, a combinação entre a queda dos contratos em Nova York e a desvalorização do dólar frente ao real contribuiu para uma perda adicional de força nas cotações do café no mercado brasileiro.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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