Exportação

Exportação de café brasileiro cresce 3,1% em volume, mas receita recua 7,1% em setembro

As exportações brasileiras de café alcançaram 3,894 milhões de sacas de 60 quilos em setembro de 2026, um avanço de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do aumento nos embarques, a receita obtida com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação do volume exportado está relacionada à retomada dos embarques para os Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas aplicadas ao café brasileiro.

Ferreira explicou que, em novembro de 2025, os norte-americanos retiraram as tarifas sobre a maior parte do café importado do Brasil. No entanto, o café solúvel brasileiro permaneceu sujeito à taxação até julho de 2026.

Exportações de café acumulam US$ 10,1 bilhões em 2026

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, resultado praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2025, com recuo de 0,2%.

No período, a receita cambial somou US$ 10,113 bilhões, queda de 8,6% na comparação anual.

De acordo com o presidente do Cecafé, a chegada de novos cafés disponíveis para exportação, observada desde agosto, tem contribuído para a normalização dos negócios internacionais. A expectativa da entidade é de que o ritmo das vendas externas avance nos próximos meses e possa superar, até o fim de 2026, o desempenho registrado no ano passado.

Café arábica lidera os embarques brasileiros

O café arábica permaneceu como a principal variedade exportada pelo Brasil nos nove primeiros meses de 2026. Foram embarcadas 20,739 milhões de sacas, o equivalente a 71,3% do total. Apesar da liderança, o volume apresentou retração de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as exportações de café conilon e robusta alcançaram 5,162 milhões de sacas, correspondentes a 17,7% dos embarques. O resultado representa crescimento de 68,3% na comparação anual.

O segmento de café solúvel registrou exportações de 3,141 milhões de sacas, o equivalente a 10,8% do total. Por sua vez, os embarques de café torrado e torrado e moído somaram 53,412 mil sacas, representando aproximadamente 0,2% das vendas externas brasileiras.

Estados Unidos voltam à liderança entre os destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos reassumiram a posição de principal destino do café brasileiro entre janeiro e setembro de 2026, ultrapassando a Alemanha.

No período, o mercado norte-americano comprou 3,805 milhões de sacas, volume 12,8% inferior ao registrado nos mesmos meses de 2025. Ainda assim, o país respondeu por 13,1% de todas as exportações brasileiras de café no acumulado do ano.

A Alemanha ocupou a segunda posição, com a aquisição de 3,307 milhões de sacas, equivalente a 11,4% do total. O resultado representa uma queda de 11,4% na comparação anual.

Na sequência, aparecem Itália, Bélgica e Japão, com desempenhos distintos no período.

Confira os principais compradores de café do Brasil

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, queda de 12,8%.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, queda de 11,4%.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, crescimento de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

Os números mostram que, embora o volume das exportações brasileiras de café tenha apresentado crescimento em setembro, a receita acumulada no ano segue abaixo da registrada em 2025. Ao mesmo tempo, a recuperação dos embarques para os Estados Unidos e o avanço das vendas de conilon e robusta indicam mudanças no desempenho dos mercados compradores e na composição das exportações do setor.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações brasileiras de café em 2026

O Porto de Santos foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de café entre janeiro e setembro de 2026, consolidando sua liderança na logística do setor cafeeiro. No período, o complexo portuário embarcou 20,573 milhões de sacas de 60 quilos, o equivalente a 70,7% de todo o café enviado pelo Brasil ao mercado internacional.

Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também aponta mudanças no desempenho das exportações, na receita obtida pelo setor e nos principais destinos do produto nacional.

Portos do Rio de Janeiro e Paranaguá aparecem na sequência

Depois de Santos, o Porto do Rio de Janeiro ocupa a segunda posição entre os principais pontos de saída do café brasileiro. De janeiro a setembro, o terminal respondeu por 25,2% dos embarques, com 7,335 milhões de sacas.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, aparece em terceiro lugar, com 312.128 sacas exportadas, correspondentes a 1,1% do volume nacional.

A concentração das operações em Santos reforça a importância da infraestrutura portuária paulista para o escoamento da produção cafeeira e para o atendimento da demanda internacional.

Exportações de café crescem em setembro, mas receita recua

Em setembro de 2026, o Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de café, volume 3,1% superior às 3,778 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2025.

Apesar do aumento na quantidade embarcada, o faturamento com as vendas externas caiu 7,1%, totalizando US$ 1,282 bilhão.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a recuperação das exportações no mês está diretamente relacionada à retomada das compras dos Estados Unidos, após a redução das incertezas envolvendo as tarifas comerciais aplicadas ao café brasileiro.

O governo norte-americano havia retirado, em novembro de 2025, a taxação sobre a maior parte do café verde brasileiro. O café solúvel, entretanto, continuou sujeito à tarifa até julho de 2026.

Ferreira destacou a atuação conjunta do Cecafé, de outras entidades do setor, da National Coffee Association (NCA) e do governo brasileiro para preservar a isenção do café verde e incluir o produto solúvel nas listas de exceção tarifária.

Compras dos Estados Unidos avançam 86,4% em setembro

Com maior clareza nas regras comerciais, os Estados Unidos ampliaram significativamente as aquisições de café brasileiro.

Em setembro, o mercado norte-americano importou 625.192 sacas, alta de 86,4% na comparação com as 335.339 sacas compradas no mesmo período do ano anterior.

A recuperação contribuiu para recolocar os Estados Unidos na liderança entre os destinos do café nacional no acumulado de 2026, superando a Alemanha.

O desempenho também ajudou a compensar as dificuldades enfrentadas no início da entrada da nova safra brasileira no mercado internacional.

Embarques aumentam 15,5% no primeiro trimestre da safra 2026/27

O resultado de setembro impulsionou o desempenho das exportações no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27, que compreende os meses de julho, agosto e setembro.

Nesse intervalo, o Brasil embarcou 11,21 milhões de sacas, crescimento de 15,5% em relação às 9,707 milhões de sacas exportadas no mesmo trimestre de 2025.

A receita cambial do período também apresentou avanço, embora mais moderado, de 0,8%, alcançando US$ 3,561 bilhões.

De acordo com o cenário apresentado pelo Cecafé, os embarques da nova safra enfrentaram atrasos iniciais provocados pelas chuvas durante a colheita, especialmente em julho. A partir de agosto, porém, o ritmo das exportações começou a se normalizar.

A expectativa da entidade é que o volume exportado ao longo de 2026 supere o resultado do ano anterior, impulsionado pela recuperação dos embarques e pela entrada de novos lotes no mercado externo.

Volume exportado permanece estável no acumulado do ano

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras de café somaram 29,095 milhões de sacas, resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, com variação negativa de apenas 0,2%.

O faturamento, por outro lado, apresentou retração mais expressiva. A receita cambial caiu de US$ 11,065 bilhões para US$ 10,113 bilhões, recuo de 8,6%.

A diferença entre o desempenho do volume e o da receita está associada principalmente à redução das cotações internacionais do café. Outros fatores incluem problemas de qualidade nos primeiros lotes de café arábica, afetados pelas chuvas, e uma participação maior dos cafés canéforas, como conilon e robusta, na composição das exportações.

Como essas variedades apresentam preço médio inferior ao do arábica, a mudança no perfil dos embarques também contribuiu para diminuir o valor obtido por saca exportada.

Estados Unidos retomam liderança entre os compradores de café brasileiro

No acumulado de janeiro a setembro, os Estados Unidos voltaram a ocupar o primeiro lugar entre os principais destinos do café brasileiro.

Confira os cinco maiores mercados compradores no período:

  • Estados Unidos: 3,805 milhões de sacas, equivalentes a 13,1% das exportações nacionais. Apesar da liderança, o volume caiu 12,8% em relação a 2025.
  • Alemanha: 3,307 milhões de sacas, representando 11,4% do total exportado.
  • Itália: 2,597 milhões de sacas, com crescimento de 11,6%.
  • Bélgica: 2,463 milhões de sacas, avanço de 44,5%.
  • Japão: 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.

A recuperação das compras norte-americanas nos últimos meses foi decisiva para a mudança no ranking dos principais destinos. Ao mesmo tempo, o crescimento das exportações para países europeus, especialmente Bélgica e Itália, demonstra a importância da diversificação dos mercados consumidores.

Porto de Santos mantém papel estratégico para o café brasileiro

Com 20,573 milhões de sacas embarcadas nos nove primeiros meses do ano, o Porto de Santos permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café.

A liderança do terminal ocorre em um cenário de recuperação gradual dos embarques, mudanças na demanda internacional e redução da receita cambial em comparação com 2025.

Os próximos meses serão importantes para avaliar se a normalização do fluxo da nova safra e a retomada das compras dos Estados Unidos permitirão ao Brasil ampliar o volume exportado até o encerramento de 2026.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

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Agronegócio

Produção de café no Brasil deve chegar a 67,6 milhões de sacas em 2026

A produção de café no Brasil deve alcançar 67,6 milhões de sacas de café beneficiado em 2026, segundo o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na quinta-feira (24). Com 99% da área já colhida, a estimativa representa crescimento de 19,6% em relação à safra de 2025.

O resultado é favorecido pelo aumento da área produtiva, pela melhora da produtividade média e pelo ciclo de bienalidade positiva do café. Caso a projeção se confirme, será a maior produção registrada na série histórica da Conab.

Área cultivada e produtividade avançam

A área brasileira em produção deve chegar a 1,95 milhão de hectares em 2026, alta de 5,1% em relação ao ano anterior. A produtividade média também apresentou avanço significativo, passando de 30,4 para 34,6 sacas por hectare, crescimento de 13,8%.

Além do comportamento fisiológico natural das plantas em um ano de alta bienalidade, especialmente no café arábica, a Conab relaciona o desempenho ao maior uso de tecnologias no manejo das lavouras e às condições climáticas mais favoráveis em importantes regiões produtoras.

Café arábica responde pela maior parte da produção

O café arábica, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional, deve registrar 48,2 milhões de sacas em 2026. O volume representa aumento de 34,8% frente à safra anterior.

Minas Gerais permanece como principal destaque. A produção estadual de arábica é estimada em 34,96 milhões de sacas, sendo 15,93 milhões provenientes das regiões Sul e Centro-Oeste de Minas.

A combinação entre o ciclo de bienalidade positiva e a melhor distribuição das chuvas antes da floração contribuiu para o desempenho das lavouras. O clima favorável até março também ajudou na formação dos grãos.

São Paulo tem alta na produção de arábica

Em São Paulo, a previsão é de uma colheita de 6,19 milhões de sacas de café arábica.

Segundo a Conab, as lavouras paulistas foram beneficiadas por chuvas regulares após períodos de estiagem, temperaturas mais amenas e ausência de calor excessivo. O comportamento climático, associado ao ciclo de alta bienalidade, favoreceu a produtividade nas principais regiões produtoras do estado.

Produção de conilon deve recuar em 2026

Para o café conilon, a estimativa nacional é de 19,4 milhões de sacas em 2026. O volume representa queda de 6,6% em comparação com a safra de 2025.

Mesmo com crescimento de 4% na área em produção, estimada em 386,6 mil hectares, a produtividade média deve ser menor. O principal fator de pressão está no desempenho das lavouras do Espírito Santo, maior produtor brasileiro da variedade.

Espírito Santo registra impactos no conilon

A produção total de café do Espírito Santo deve recuar 5,4% em 2026.

No conilon, a redução estimada é de 14,3%, para 12,1 milhões de sacas. A Conab relaciona o resultado à ocorrência de uma florada irregular, influenciada pelas baixas temperaturas nas regiões produtoras.

Em contrapartida, o café arábica apresenta cenário positivo no estado. A produção deve crescer 33%, chegando a 4,38 milhões de sacas. O desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis, ao aumento de 4,9% na área em produção e ao ciclo de bienalidade positiva.

Bahia e Rondônia também apresentam resultados positivos

A Bahia deve registrar crescimento de 1,2% na produção total de café. Entre os fatores apontados estão a regularidade das condições climáticas, o aumento dos investimentos em insumos e a entrada de novas áreas em produção.

Do total previsto para o estado, 1,19 milhão de sacas correspondem ao arábica e 3,3 milhões ao conilon.

Em Rondônia, onde o cultivo é concentrado no café conilon, a colheita estava praticamente concluída no fim de agosto, com 98% das áreas produtivas já colhidas.

A Conab estima uma produção de 2,88 milhões de sacas no estado, alta de 24% em relação a 2025. As condições climáticas, especialmente a regularidade das chuvas, favoreceram o desenvolvimento das plantas e contribuíram para a qualidade e o rendimento dos grãos.

O resultado também está relacionado ao uso de tecnologias por uma parcela significativa dos produtores.

Exportações de café batem recorde em agosto

O mercado externo também apresentou movimento expressivo. Em agosto de 2026, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de café de 60 quilos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume foi o maior registrado para o mês na série histórica e representa crescimento de 25,8% em relação a julho e de 43,2% frente a agosto de 2025.

Apesar do resultado mensal, as exportações acumuladas entre janeiro e agosto somaram 24,6 milhões de sacas. O volume é 6,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Produção mundial deve atingir recorde

No cenário internacional, a produção mundial de café para a temporada 2026/27 é estimada em 189,7 milhões de sacas de 60 quilos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão representa crescimento de 6,1% em relação ao ciclo anterior.

O consumo global também deve avançar. A estimativa é de 179,7 milhões de sacas, alta de 3,6% na comparação com a temporada anterior.

A expansão da demanda ocorre tanto em mercados tradicionais, como Europa, Estados Unidos e Brasil, quanto em países onde o consumo vem crescendo, a exemplo da China.

Preços do café sofrem pressão com aumento da oferta

As cotações internacionais do café enfrentam pressão diante da entrada da safra brasileira no mercado, da proximidade da colheita no Vietnã e do aumento sazonal da produção colombiana previsto para o último trimestre do ano.

A recuperação da produção nesses países reduz parte das preocupações relacionadas à oferta global. Por outro lado, os níveis ainda baixos dos estoques e o crescimento do consumo mundial podem limitar uma queda mais acentuada dos preços.

As previsões relacionadas ao El Niño na temporada 2026/27 também entram no cenário de mercado. O fenômeno climático pode afetar negativamente a produção em diferentes países produtores e contribuir para sustentar as cotações.

Os dados completos sobre a safra brasileira de café 2026, além das análises do mercado nacional e internacional, estão disponíveis no Boletim do 3º Levantamento de Café da Conab.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Exportação

Exportação de café pelo Espírito Santo bate recorde e supera 4,3 milhões de sacas

A exportação de café pelo Espírito Santo atingiu um novo recorde em 2026. Entre janeiro e agosto, os portos de Vitória e Vila Velha movimentaram mais de 4,3 milhões de sacas de café com destino ao mercado internacional.

O volume representa um crescimento de 58% em relação aos oito primeiros meses de 2025 e já ultrapassa toda a quantidade exportada pelo Estado ao longo do ano passado.

De acordo com informações do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o avanço foi puxado principalmente pelo café conilon, cujos embarques cresceram 74%. O café arábica também apresentou alta, de 27%.

Na contramão, as exportações de café solúvel recuaram 14% no período.

Receita das exportações de café supera US$ 1 bilhão

O aumento das exportações também se refletiu no faturamento do setor. A receita cambial acumulada pelo Espírito Santo nos primeiros oito meses de 2026 ultrapassou US$ 1 bilhão, crescimento de 26% na comparação com o mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram embarcadas 854 mil sacas de café pelos portos capixabas. O resultado ficou 9% acima do registrado em julho e 29% superior ao volume de agosto do ano passado.

O café conilon respondeu pela maior parte das exportações do mês, com 762 mil sacas. O arábica representou 63 mil sacas, enquanto o café solúvel somou 29 mil.

Bélgica lidera compras de café capixaba

O café produzido no Espírito Santo alcançou diferentes mercados internacionais. A Bélgica foi o principal destino das exportações entre janeiro e agosto, respondendo por 21% do volume embarcado.

Na sequência aparecem:

  • México: 15%;
  • Alemanha: 8%;
  • Reino Unido: 6%;
  • Espanha: 6%;
  • Estados Unidos: 5%;
  • Itália: 5%;
  • Equador: 4%;
  • Indonésia: 4%;
  • Turquia: 4%.

Juntos, os dez principais compradores concentraram 78% das exportações de café do Espírito Santo no período.

Investimentos ampliam estrutura dos portos capixabas

O crescimento da movimentação de café nos portos do Espírito Santo ocorre paralelamente à expansão da infraestrutura portuária.

No Porto de Capuaba, a Vports ampliou em 70 mil metros quadrados a área destinada à operação de contêineres. O projeto aumentou em 60% o espaço anteriormente utilizado pelo terminal e recebeu investimento de R$ 35 milhões.

Segundo o diretor-presidente da Vports, Pedro Benevides, os aportes contribuíram para aumentar a capacidade operacional dos portos.

“Nosso modelo multipropósito traz agilidade, eficiência e, principalmente, flexibilidade para nos adaptarmos às necessidades de cada cliente”, afirmou.

Espírito Santo pode alcançar novo patamar nas exportações

Para o presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória, Fabrício Tristão, os números registrados em 2026 apontam para uma possível mudança no nível das exportações de café do Espírito Santo.

Segundo ele, empresas exportadoras vêm aumentando os investimentos em processamento e armazenamento, ao mesmo tempo em que trabalham para ampliar o reconhecimento da qualidade do café produzido no Estado no mercado internacional.

Tristão também ressaltou a parceria entre o CCCV e a Vports como uma iniciativa voltada à ampliação da movimentação de café pelos portos capixabas.

FONTE: Folha do ES
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha do ES

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Agronegócio

Preço do café sobe no Brasil após chuvas afetarem a colheita e a oferta do grão

O preço do café registrou alta em julho, contrariando o comportamento esperado para o período de maior oferta da safra brasileira. O café arábica acumulou valorização de 10,5% no mês, enquanto o café conilon teve aumento de 3%, mesmo com a colheita dessa variedade já concluída.

Tradicionalmente, os meses de junho, julho e agosto costumam apresentar recuo nas cotações devido ao aumento da disponibilidade do produto. Neste ano, porém, fatores climáticos alteraram esse cenário e pressionaram os preços do grão.

Segundo especialistas, o aumento dos custos pagos pela indústria aos produtores tende a ser repassado ao longo da cadeia produtiva, podendo refletir no valor final pago pelos consumidores.

Clima prejudica colheita e secagem dos grãos

As chuvas nas principais regiões produtoras, especialmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo, são apontadas como a principal causa da valorização do café. As precipitações atrasaram tanto a colheita quanto o processo de secagem dos grãos, reduzindo o ritmo esperado de disponibilização da safra.

Esse cenário também influenciou o mercado internacional, gerando preocupação quanto ao cumprimento do cronograma de embarques do café brasileiro. A valorização começou nas bolsas internacionais, impactou os preços nos portos e acabou sendo transmitida para toda a cadeia de comercialização.

Produção deve crescer, mas preços podem demorar a cair

Apesar do cenário de alta, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma safra de aproximadamente 66 milhões de sacas em 2025, volume 18% superior ao registrado no ciclo anterior. Desse total, cerca de 44 milhões de sacas correspondem ao café arábica.

Mesmo com a expectativa de maior produção, analistas avaliam que a queda nos preços pode acontecer de forma mais lenta do que o previsto, já que os impactos climáticos seguem influenciando o mercado.

Floração antecipada preocupa produtores

Além dos atrasos na colheita, as chuvas fora de época provocaram outro efeito que preocupa o setor cafeeiro: a floração antecipada dos cafezais.

O fenômeno, que normalmente ocorre entre setembro e outubro, foi registrado ainda em julho em diversas propriedades. Especialistas alertam que essa floração precoce pode comprometer o desenvolvimento das plantas, reduzindo a energia disponível para a formação dos frutos na próxima safra.

O setor também acompanha com atenção os reflexos das condições climáticas observadas nos últimos anos. Eventos como o El Niño e perdas de produção registradas entre 2024 e o início de 2025 contribuíram para a forte valorização do café no mercado internacional, cenário que ainda influencia as cotações.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Data Mercantil

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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