Negócios

Grupo BID e America Business Forum reúnem mais de 200 líderes globais em Miami

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o America Business Forum (ABF) anunciaram a realização da primeira edição do CEO Forum of the Americas, evento que reunirá mais de 200 CEOs, investidores e executivos de alto escalão em Miami, nos Estados Unidos, no dia 15 de dezembro. O encontro será fechado para convidados.

A iniciativa busca aproximar as políticas públicas das oportunidades de investimento, estimulando soluções para os principais desafios de desenvolvimento da América Latina e do Caribe. A programação também pretende identificar caminhos para ampliar os investimentos, fortalecer a integração econômica e impulsionar o crescimento regional.

Fórum terá três eixos estratégicos para o desenvolvimento econômico

As discussões do CEO Forum of the Americas serão organizadas em torno de três áreas consideradas estratégicas para o futuro econômico das Américas: cadeias de suprimentos, minerais críticos e inteligência artificial.

Cadeias de suprimentos e integração global

A América Latina e o Caribe têm potencial para ampliar sua participação nas cadeias globais de suprimentos, consolidando-se como centros de produção, logística e manufatura de maior valor agregado.

Para avançar nesse cenário, será necessário criar condições favoráveis à expansão dos negócios e estimular a integração das empresas regionais às cadeias de valor internacionais.

Minerais críticos e atração de investimentos

O crescimento da demanda por recursos utilizados em tecnologias digitais avançadas abre novas perspectivas para a região no mercado de minerais críticos.

A estratégia envolve atrair capital, ampliar parcerias e fortalecer as etapas de produção que agregam mais valor aos recursos minerais, aumentando a participação latino-americana nas cadeias produtivas globais.

Inteligência artificial e inovação tecnológica

A inteligência artificial (IA) também estará entre os temas centrais do encontro. A região reúne condições para expandir a adoção responsável de novas tecnologias e transformar a inovação em um vetor de desenvolvimento econômico.

Entre os fatores favoráveis estão o avanço do ecossistema tecnológico, as oportunidades de investimento em data centers, a disponibilidade de recursos energéticos competitivos e a integração crescente aos mercados digitais internacionais.

Grupo BID destaca potencial da América Latina e do Caribe

Para Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, o momento representa uma oportunidade para que a América Latina e o Caribe ampliem sua contribuição para enfrentar desafios globais e convertam suas vantagens competitivas em resultados econômicos concretos.

O executivo ressaltou que o avanço dessa agenda depende de iniciativas coordenadas para estimular investimentos, gerar empregos e promover o crescimento. Também destacou a importância de fortalecer as relações entre os setores público e privado e ampliar as conexões da região com outros mercados.

America Business Forum reforça diálogo entre líderes das Américas

Ignacio González, fundador e CEO do America Business Forum, afirmou que a parceria com o Grupo BID representa uma nova etapa na missão da organização de conectar lideranças influentes e ampliar o alcance de discussões estratégicas em escala global.

Segundo González, a iniciativa pretende reunir representantes das Américas para debater o potencial da região e contribuir para transformar oportunidades em ações concretas.

Encontro busca transformar debates em investimentos

Com a primeira edição do CEO Forum of the Americas, o Grupo BID e o ABF pretendem aproximar o debate econômico da implementação de soluções práticas. A proposta é conectar as prioridades de desenvolvimento regional ao capital, às parcerias e à cooperação necessários para produzir resultados efetivos.

O encontro reforça, assim, a busca por novas oportunidades de crescimento econômico, inovação e integração internacional na América Latina e no Caribe.

FONTE: BID
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Importação

Início de 2026 exige planejamento das importações diante do Ano Novo Chinês

O início de 2026 tende a ser um período decisivo para a organização das importações brasileiras. Após a desaceleração típica do fim de ano, empresas retomam negociações, ajustam volumes e definem cronogramas de embarque para o primeiro trimestre. Esse planejamento, no entanto, precisa considerar um fator central do comércio global: o calendário do Ano Novo Chinês.

Em 2026, o Ano Novo Chinês será celebrado entre terça-feira, 17 de fevereiro, e terça-feira, 3 de março. Durante esse período, fábricas, escritórios, armazéns e parte da operação portuária na China reduzem ou interrompem suas atividades. Como o país é o principal fornecedor de produtos industrializados para o Brasil, o impacto se reflete diretamente nos prazos de produção e embarque.

Nas semanas que antecedem o feriado, é comum a concentração de pedidos e embarques, já que importadores buscam antecipar cargas. Após o término das festividades, a retomada das operações ocorre de forma gradual, o que pode gerar acúmulo de pedidos, aumento no tempo de fabricação e ajustes nas janelas de embarque. Esse comportamento afeta cadeias que dependem de reposição contínua, como eletrônicos, têxteis, utilidades domésticas e artigos sazonais.

Diante desse cenário, o início do ano deixa de ser apenas um momento de retomada comercial e passa a exigir organização logística mais precisa. Empresas que não consideram o impacto do calendário chinês podem enfrentar atrasos no abastecimento e dificuldade para cumprir prazos de venda ao longo do primeiro semestre.

Organização logística e previsibilidade das operações

A definição das importações para o primeiro trimestre de 2026 depende de decisões antecipadas. Ajustar cronogramas, definir volumes com antecedência e escolher janelas de embarque compatíveis com o período pré e pós-Ano Novo Chinês reduz riscos operacionais. Nesse contexto, o papel do parceiro logístico ganha relevância.

Um operador logístico com atuação internacional e conhecimento das rotas asiáticas consegue orientar o importador sobre prazos realistas, alternativas de transporte e impactos do feriado na origem. Essa atuação envolve não apenas o transporte, mas também a coordenação com fornecedores, agentes de carga e o acompanhamento do fluxo logístico.

Além disso, o início do ano costuma concentrar revisões de contratos de frete e reorganização de rotas globais, o que pode influenciar custos e disponibilidade de espaço. O acompanhamento contínuo dessas variáveis permite decisões mais alinhadas à dinâmica do comércio internacional.

Com o Ano Novo Chinês ocorrendo entre fevereiro e março de 2026, o planejamento das importações no início do ano se consolida como etapa estratégica. A combinação entre organização prévia e suporte logístico adequado contribui para operações mais previsíveis e para a continuidade do abastecimento ao longo do ano.

TEXTO E IMAGEM: PROCESS GROUP

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