Logística

Baixa do rio Paraguai pode colocar em risco a logística regional

O sistema fluvial Paraguai–Paraná atravessa uma de suas fases mais críticas em décadas. A baixa do rio Paraguai, fundamental para o trânsito de balsas entre o norte e o sul do país, registra quedas diárias de quatro a seis centímetros, afetando pontos estratégicos como Vallemí, Concepción, Assunção e Pilar.

A redução do nível da água impacta diretamente a capacidade de transporte. Em vários trechos, os comboios operam com calados de apenas nove pés, contra os dez ou doze habituais, o que obriga a reduzir a carga em até 25%. Se não houver chuvas na bacia do Pantanal, as balsas poderão operar com apenas um terço de sua capacidade entre novembro e dezembro.

O rio Paraguai faz parte da hidrovia que conecta os principais polos produtivos da Bolívia, Brasil, Paraguai e norte da Argentina aos portos do Atlântico. Uma redução prolongada aumenta os custos logísticos e gera um efeito dominó sobre as exportações e a cadeia de suprimentos regional.

Diante desse cenário, o dragagem de manutenção é crucial para evitar a interrupção do trânsito fluvial. O Paraguai mantém contratos ativos por três anos para remover seis milhões de metros cúbicos de sedimentos em diferentes trechos. Essas obras permitem recuperar até três pés de calado, suficientes para manter operacionais as rotas comerciais.

Embora se espere que as chuvas aliviem a situação até dezembro, a recuperação não está garantida. A continuidade do corredor Paraguai–Paraná será determinante para preservar a competitividade logística do Cone Sul nos mercados internacionais.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Greve em portos da Europa paralisa operações e ameaça cadeia de suprimentos

Os principais portos da Europa, Roterdã e Antuérpia-Bruges, enfrentam graves interrupções devido a greves que paralisaram o transporte marítimo de contêineres e já afetam a logística regional.

Greve em Roterdã interrompe operações

No porto de Roterdã, o maior da Europa, trabalhadores das empresas International Lashing Services e Matrans Marine Services cruzaram os braços na tarde de quarta-feira (15h15, horário local). A paralisação, organizada pelo sindicato FNV, terá duração de 48 horas e seguirá até sexta-feira.

Os estivadores são responsáveis por fixar os contêineres nos navios. Com a suspensão das atividades, nenhuma embarcação pode ser carregada ou descarregada durante o período da greve. Grandes terminais já enfrentam atrasos significativos, e algumas embarcações tiveram a estadia prolongada.

Um porta-voz da Autoridade Portuária de Roterdã confirmou que a movimentação será impactada, mas afirmou ser cedo para medir a dimensão total dos prejuízos.

Protestos em Antuérpia-Bruges ampliam crise

Na Bélgica, o porto de Antuérpia-Bruges, o segundo maior da Europa, também enfrenta sérias dificuldades. Os práticos flamengos mantêm protestos contra reformas federais na previdência, que podem reduzir benefícios futuros.

De acordo com autoridades locais, apenas 31 navios foram atendidos na terça-feira, número muito abaixo da média diária de 60 a 80. Na manhã de quarta-feira, mais de 100 embarcações aguardavam autorização para entrar ou sair do porto, e várias já foram desviadas para outros destinos.

Os práticos, representados pela Beroepsvereniging van Loodsen, estão limitando o trabalho ao horário de expediente. As negociações com o governo seguem travadas, sem perspectiva de avanço.

Impactos na cadeia logística europeia

As paralisações simultâneas em Roterdã e Antuérpia, dois dos maiores centros logísticos da Europa, já levantam alertas sobre riscos de desabastecimento. Caso as greves se prolonguem, há expectativa de efeitos em cadeia nas rotas de contêineres e no fornecimento de energia em todo o norte europeu.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Logística

Nova fronteira da proteção logística une segurança física e digital

A digitalização da cadeia logística trouxe avanços na eficiência do transporte e armazenamento de cargas. No entanto, também elevou a complexidade da segurança, exigindo uma abordagem integrada que una proteção física e cibernética. A Fractal, empresa dedicada à segurança tecnológica, destaca que a interoperabilidade entre sensores, sistemas de rastreamento e plataformas digitais é essencial para mitigar riscos operacionais e proteger ativos.

Com soluções que conectam lacres eletrônicos, inteligência de dados e monitoramento remoto, a Fractal atua para prevenir violações, fraudes e extravios. “A segurança logística do futuro exige convergência. Só é possível garantir integridade da carga com monitoramento contínuo, análise preditiva e respostas rápidas, tanto em nível físico quanto digital”, afirma José Roberto França de Mesquita Filho, executivo da Fractal e especialista em integração tecnológica aplicada à logística.

Entre as tecnologias aplicadas pela empresa estão sensores IoT com alertas automáticos, sistemas de visão embarcada com reconhecimento de anomalias e plataformas que unem dados de campo com sistemas ERP, WMS e TMS das empresas. A combinação permite rastreabilidade fim a fim e oferece visibilidade sobre possíveis vulnerabilidades na operação, desde o armazém até a última milha.

O tema ganhou destaque no setor após a publicação do Relatório de Riscos Cibernéticos 2025 da Allianz Global Corporate & Specialty, que apontou a logística como uma das áreas mais vulneráveis a ataques e falhas integradas entre ambiente físico e digital.

A Fractal defende que a adoção de uma matriz de segurança integrada deve ser prioridade na estratégia de gestão de riscos de empresas que atuam com transporte e armazenagem de alto valor agregado.

Website: https://www.linkedin.com/company/fractal-intelligent-security/

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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