Portos

Aliança inicia operação de cabotagem na APM Terminals Suape

A Aliança Navegação e Logística iniciou, no dia 1º, uma nova operação na APM Terminals Suape, em Pernambuco. Com três escalas semanais, o serviço amplia a presença da companhia na cabotagem brasileira e reforça a ligação do Nordeste com portos das regiões Norte, Sudeste e Sul.

A nova operação passa a integrar a rede logística da empresa por meio dos serviços ALCT 1, nos trajetos Sul-Norte e Norte-Sul, e ALCT 2. A estrutura atende diferentes segmentos da indústria e do agronegócio, com transporte de alimentos, papel e celulose, plásticos, produtos químicos, máquinas e insumos industriais.

Cabotagem conecta Sul e Nordeste

A entrada da Aliança ocorre em uma rota estratégica para o abastecimento do Nordeste. Dados do mercado apontam que 49% das cargas transportadas por cabotagem com destino à região nordestina têm origem no Sul do Brasil.

Entre os principais produtos movimentados nesse fluxo estão cereais, sementes e grãos, que representam 13% das cargas. Na sequência aparecem plásticos, com 11%, e papel e celulose, também com 11%.

Os terminais de Itapoá, Itajaí, Imbituba e Navegantes, em Santa Catarina, concentram 20% das cargas que têm como destino Suape. Outros 11% dos volumes que saem desses portos catarinenses seguem para o Porto do Pecém, no Ceará.

Fluxo de cargas também ocorre no sentido inverso

A movimentação não se restringe ao transporte de mercadorias para o Nordeste. No sentido contrário, cargas embarcadas na região têm como destino diferentes estados brasileiros.

Nesse fluxo, sal, cimento e plástico estão entre os produtos de maior participação. Juntos, eles correspondem a 45% das mercadorias transportadas por navegação de cabotagem com origem no Nordeste.

A diversificação dos produtos movimentados reforça o papel da cabotagem como alternativa para o transporte de cargas entre diferentes regiões do país, especialmente em rotas de longa distância.

Aliança aposta no crescimento do mercado nordestino

Para Luiza Bublitz, presidente da Aliança Navegação e Logística, a operação na APM Terminals Suape está alinhada ao plano de expansão da empresa no Nordeste.

Segundo a executiva, a região apresenta potencial significativo para o avanço da logística marítima no Brasil. A nova escala, afirmou, aumenta as possibilidades de conexão entre empresas nordestinas e os principais mercados consumidores nacionais.

A companhia também avalia que a ampliação da malha pode contribuir para o desenvolvimento econômico regional ao oferecer novas alternativas para a movimentação de cargas e atender à expansão dos negócios de seus clientes.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/APM Terminals

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Logística

Cabotagem no Nordeste movimenta 1,82 milhão de toneladas em janeiro e reforça logística regional

A cabotagem no Nordeste registrou movimentação de 1,82 milhão de toneladas em janeiro, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), organizados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O desempenho foi puxado pelo Maranhão, responsável por 1,24 milhão de toneladas, seguido por Bahia (1,14 milhão), Pernambuco (1,07 milhão) e Ceará (892 mil toneladas). O resultado evidencia a força da navegação marítima regional como eixo logístico estratégico.

Principais cargas garantem energia e produção

Entre os itens mais transportados pela cabotagem brasileira, destacam-se:

  • petróleo bruto (950 mil toneladas)
  • bauxita (875 mil toneladas)
  • derivados de petróleo (867 mil toneladas)
  • contêineres (613 mil toneladas)

Esses produtos são fundamentais para o abastecimento energético, o funcionamento da indústria nordestina e a distribuição de bens essenciais à população.

Navegação fortalece economia e reduz custos logísticos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o crescimento da cabotagem no Brasil reforça o papel do modal marítimo no desenvolvimento regional.

Segundo ele, a expansão contribui para a geração de empregos, redução de custos logísticos e maior segurança no abastecimento, além de ampliar a conexão entre estados e mercados nacionais e internacionais.

Alternativa estratégica à matriz rodoviária

O avanço da logística marítima também ajuda a equilibrar a matriz de transportes no país. Ao concentrar grandes volumes nos portos, a cabotagem diminui a dependência das rodovias e melhora a eficiência no transporte de cargas estratégicas.

Políticas públicas impulsionam o setor

O crescimento do setor está diretamente ligado a iniciativas como o Programa BR do Mar, que trouxe maior organização, transparência regulatória e segurança para investidores e operadores da navegação entre portos.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a combinação de regulação clara, planejamento e incentivos fortalece a integração logística e amplia a eficiência do transporte aquaviário no país.

Perspectivas de crescimento da cabotagem

Com a ampliação das rotas e o aumento da movimentação portuária, a cabotagem no Nordeste se consolida como alternativa estratégica para integrar regiões e otimizar o transporte de cargas.

A expectativa do governo é que o setor continue crescendo, aumentando sua participação na matriz de transportes e contribuindo para uma logística mais eficiente, sustentável e conectada em todo o Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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