Comércio Internacional

Brasil e EUA retomam diálogo comercial para discutir novas tarifas

O Brasil e os Estados Unidos retomaram as negociações sobre a relação comercial entre os dois países após conversas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Nesta terça-feira, os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, participaram de uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer.

O encontro teve como objetivo avançar nas discussões sobre duas decisões recentes do governo norte-americano relacionadas à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Brasil reafirma disposição para negociar

Durante a reunião, os representantes brasileiros reforçaram a disposição do governo de manter o diálogo comercial com os Estados Unidos, destacando os históricos vínculos diplomáticos e econômicos entre as duas nações.

A posição brasileira é de buscar uma solução negociada que preserve a relação comercial e permita ampliar os benefícios para os dois países.

Ao mesmo tempo, os ministros reiteraram a discordância do governo brasileiro em relação às medidas tarifárias unilaterais adotadas pelos Estados Unidos.

Governo questiona justificativas para tarifas

O Brasil também voltou a afirmar que as medidas norte-americanas não estão de acordo com as regras multilaterais de comércio.

De acordo com a posição apresentada pelos ministros, as justificativas utilizadas pelo governo dos EUA nas investigações realizadas com base na Seção 301 não refletem as práticas efetivamente adotadas pelo Brasil.

O governo brasileiro considera, portanto, injusto o tratamento diferenciado aplicado aos produtos nacionais e mantém a avaliação de que as medidas precisam ser revistas no âmbito das negociações bilaterais.

Novas reuniões devem ocorrer nas próximas semanas

Brasil e Estados Unidos concordaram em manter o processo de negociação por meio de reuniões técnicas ao longo das próximas semanas.

Depois dessa etapa, os ministros deverão voltar a se reunir para avaliar os resultados obtidos e analisar a evolução das tratativas comerciais bilaterais.

Os próximos encontros poderão ocorrer tanto de forma virtual quanto presencial, conforme a conveniência das partes.

Brasil busca acordo equilibrado

O governo brasileiro afirmou que continuará trabalhando pela construção de um acordo comercial equilibrado e mutuamente benéfico com os Estados Unidos.

Segundo a posição oficial, as negociações serão conduzidas com prioridade para o diálogo, a cooperação e o respeito à soberania nacional, em busca de uma solução para as divergências relacionadas às novas tarifas sobre produtos brasileiros.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Comércio Internacional

Brasil e EUA retomam negociações sobre novo tarifaço nesta segunda-feira

O Brasil e os Estados Unidos retomam nesta segunda-feira (31) as negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. O encontro reunirá, por videoconferência, o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, e o representante do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), Jamieson Greer.

A reunião está prevista para as 14h30 e marca a retomada do diálogo técnico entre os dois governos após a adoção de novas medidas comerciais por Washington.

Negociações foram retomadas após conversa entre Lula e Trump

A reaproximação ocorreu depois de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto. Desde então, os governos passaram a trabalhar na reabertura das negociações sobre o tarifaço dos EUA contra o Brasil.

Apesar da nova rodada de conversas, integrantes do governo brasileiro avaliam que um acordo não deve ser alcançado rapidamente. A expectativa é de que eventuais avanços mais significativos ocorram somente depois das eleições.

Lula tem afirmado a interlocutores que o Brasil está disposto a negociar com os Estados Unidos, mas sem abrir mão de temas considerados estratégicos para o país, entre eles os minerais críticos e o PIX.

Tarifas dos EUA atingem exportações brasileiras

Washington oficializou uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida ocorreu após recomendação do USTR, dentro de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Posteriormente, o USTR confirmou também uma sobretaxa de até 12,5% aplicada ao Brasil e a outros países sob a justificativa de que não teriam adotado medidas suficientes para reduzir a entrada de produtos associados ao trabalho escravo.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as duas medidas relacionadas à Seção 301 atingem, de forma isolada ou combinada, aproximadamente 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, considerando os dados de comércio de 2024.

Em 16,5% das exportações, as duas cobranças são aplicadas simultaneamente. Nesses casos, a carga adicional chega a 37,5%.

Brasil sinaliza possíveis pontos de negociação

Embora mantenha resistência em relação a questões consideradas estratégicas, o governo brasileiro demonstra disposição para discutir alguns setores.

Uma das possibilidades envolve a redução de tarifas sobre bens de capital. O Brasil também admite avaliar questões relacionadas ao etanol, desde que o debate seja ampliado para uma revisão conjunta da política de biocombustíveis e da cadeia produtiva do açúcar.

Atualmente, o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre o etanol de milho importado dos Estados Unidos. Antes das recentes medidas tarifárias, os EUA cobravam uma alíquota de 12,5% sobre o etanol brasileiro.

Governo brasileiro iniciou processo de reciprocidade

Além das negociações diplomáticas, o Brasil abriu um procedimento para avaliar possíveis medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos.

O processo começou em 13 de agosto, quando o governo brasileiro notificou os departamentos norte-americanos de Estado e Comércio, além do USTR. O mecanismo está previsto na Lei da Reciprocidade Econômica e permite a adoção de contramedidas diante de ações unilaterais estrangeiras consideradas prejudiciais à competitividade brasileira.

Segundo o governo, ao longo do último ano foram realizadas tentativas de convencer o USTR a encerrar a investigação baseada na Seção 301. O Brasil também apresentou argumentos para contestar as acusações de práticas comerciais desleais.

A abertura do procedimento, porém, não representa uma retaliação imediata. Antes de qualquer medida contra produtos ou empresas norte-americanas, é necessário cumprir as etapas previstas na legislação.

O processo deve identificar as medidas estrangeiras consideradas prejudiciais, os setores brasileiros afetados e uma estimativa dos impactos econômicos provocados pelas ações.

Lei permite adoção de contramedidas

Em comunicado divulgado na época da abertura do procedimento, o governo brasileiro classificou as tarifas dos Estados Unidos como injustificadas e arbitrárias e afirmou que continuaria defendendo seus interesses nas instâncias consideradas cabíveis.

A Lei da Reciprocidade Econômica foi sancionada em abril de 2025 e regulamentada três meses depois. A legislação permite, em determinadas situações, a suspensão de concessões comerciais, investimentos e obrigações relacionadas aos direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade do Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Importação

Brasil avança para encerrar impasse sobre importação de biocombustíveis dos EUA

O governo brasileiro considera que as pendências envolvendo a importação de biocombustíveis dos Estados Unidos estão praticamente solucionadas. A avaliação foi feita pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, que apontou avanços nas negociações, embora sem detalhar as medidas adotadas.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as declarações de Alckmin se referem à flexibilização de regras do RenovaBio, política que estimula o uso de etanol, biodiesel e outros biocombustíveis para reduzir emissões e ampliar a descarbonização do setor de transportes.

Mudanças no RenovaBio reduzem pressão dos EUA
O governo norte-americano vinha classificando o RenovaBio como uma barreira não tarifária. No relatório anual de barreiras ao comércio, a gestão Donald Trump afirmou que as exigências brasileiras colocavam produtores dos EUA em desvantagem e pediu ajustes regulatórios.

Até junho, exportadores estrangeiros dependiam de um intermediário brasileiro para obter certificação e emitir créditos de descarbonização dentro do programa. Com a nova resolução da ANP, publicada em meados daquele mês, empresas internacionais passaram a poder se certificar diretamente. De acordo com o ministério, a mudança já equiparou as condições de participação dos exportadores norte-americanos no mercado brasileiro.

Negociações bilaterais incluem temas tecnológicos
Durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Alckmin destacou que as discussões entre Brasil e Estados Unidos também envolvem outras questões não tarifárias, como regras para data centers, acesso a terras raras e demandas de grandes empresas de tecnologia. Ele afirmou ainda que o Brasil segue engajado no diálogo após Washington isentar mais de 200 produtos da tarifa adicional de 50% aplicada anteriormente.

No mesmo encontro, o diretor de política comercial do Itamaraty, Fernando Pimentel, disse que ainda não houve pedidos formais dos EUA no âmbito das negociações. O Brasil aguarda consultas previstas na investigação da Seção 301, aberta no início do ano para analisar políticas brasileiras relacionadas ao Pix, ao mercado de etanol, ao combate ao desmatamento ilegal e à proteção da propriedade intelectual.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Comércio Exterior

Mauro Vieira e Marco Rubio voltam a se reunir no Canadá em meio a tensões comerciais entre Brasil e EUA.

Reunião entre Brasil e Estados Unidos acontecerá durante encontro do G7

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, terá um novo encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na próxima semana, durante a reunião ministerial do G7, que ocorrerá no Canadá. O objetivo é dar continuidade às negociações comerciais entre os dois países, que enfrentam tensões após a recente imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

As conversas continuam. Temos realizado reuniões virtuais entre as equipes técnicas, e na próxima semana estarei no Canadá, onde também estará o secretário de Estado. Pretendo manter o diálogo que temos conduzido regularmente”, afirmou Vieira em Belém, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na COP30, conferência climática da ONU.


Governo brasileiro busca encontro ampliado com autoridades dos EUA

O Palácio do Planalto trabalha para viabilizar uma reunião mais ampla, que deve incluir, além de Vieira e Rubio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. A expectativa é que esse encontro ocorra ainda na próxima semana, embora a data não esteja confirmada.

A retomada do diálogo foi reforçada após o encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizado no mês passado, na Malásia. Na ocasião, ambos os governos se comprometeram a abrir novas rodadas de negociações, após Trump decretar tarifas de 50% sobre importações brasileiras.


Lula aguarda avanços nas negociações antes de intervir diretamente

Em entrevista à Reuters e a outras agências internacionais, Lula declarou que aguarda “avanços concretos” nas tratativas e que enviará sua equipe de negociadores a Washington em breve. O presidente afirmou que esperará até o fim da COP30 para avaliar o andamento das conversas. Caso não haja progresso, disse que pretende ligar pessoalmente para Trump a fim de acelerar as negociações.


Questão da Venezuela ficará fora da pauta principal

Questionado se a situação da Venezuela será abordada nas conversas com Rubio, Vieira esclareceu que as discussões se limitam, por enquanto, às questões comerciais.

O chanceler também confirmou a presença de Lula na Cúpula da Celac-União Europeia, marcada para os dias 9 e 10 de novembro, onde o tema Venezuela estará em destaque. Segundo Vieira, o encontro servirá para demonstrar solidariedade ao país vizinho e reforçar que a América Latina é uma região de paz, após os recentes ataques militares dos EUA a embarcações no Caribe, próximos à costa venezuelana — ações que Washington justifica como parte do combate ao tráfico de drogas.


Fonte: Com informações da Reuters e agências internacionais.
Texto: Redação

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