Economia

Dólar cai para R$ 5,06 e Ibovespa recua com mercado atento a Brasil, China e EUA

O dólar comercial recuou para R$ 5,06 nesta segunda-feira, enquanto o Ibovespa perdeu força após iniciar o pregão em alta. O desempenho dos mercados financeiros foi influenciado pela divulgação de indicadores econômicos brasileiros, pelas informações sobre a economia chinesa e pelas expectativas em relação à política monetária dos Estados Unidos.

Investidores também acompanharam o Relatório Focus, do Banco Central, e o Monitor do PIB, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além dos desdobramentos do cenário eleitoral brasileiro e de notícias do mercado corporativo.

Dólar hoje: moeda americana opera em baixa

Por volta das 13h, o dólar comercial era negociado a R$ 5,060, com queda de 0,27% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Apesar do recuo na abertura da semana, a moeda americana acumulou valorização de aproximadamente 1,6% na semana anterior, passando da faixa de R$ 4,99 para R$ 5,07.

O comportamento do câmbio reflete a combinação de fatores domésticos e internacionais, incluindo as expectativas para os juros americanos, os fluxos de capital estrangeiro e as perspectivas para a economia brasileira.

A queda dos preços do petróleo também pode contribuir para aliviar as pressões inflacionárias globais e reduzir a necessidade de juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário tende a favorecer moedas de economias emergentes, embora o efeito dependa da evolução dos demais indicadores econômicos.

Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest, destaca que a dinâmica cambial brasileira permanece condicionada às perspectivas para a política monetária americana e às condições econômicas internas.

Relatório Focus reduz projeção para o PIB brasileiro

O mercado financeiro também repercutiu o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. A pesquisa manteve as estimativas para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e para a taxa básica de juros, a Selic, neste ano.

Por outro lado, houve redução na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Outro indicador relevante foi o Monitor do PIB da FGV, que apontou expansão de 0,5% da atividade econômica em agosto, na comparação com julho, após dois meses consecutivos de retração.

Pelo lado da oferta, a indústria extrativa e o setor de serviços contribuíram para o resultado positivo. Na perspectiva da demanda, as exportações e o consumo do governo ajudaram a sustentar o crescimento, apesar da desaceleração do consumo das famílias.

Os dados oferecem aos investidores novas referências para avaliar a trajetória da economia nacional e as possíveis decisões futuras sobre os juros.

Eleições brasileiras mantêm investidores em alerta

O cenário político continua entre os fatores que influenciam os negócios na Bolsa e no mercado de câmbio.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas por Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus reforçaram o cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, parte da valorização dos ativos brasileiros observada após o primeiro turno das eleições perdeu intensidade nos últimos dias.

A Bolsa entrou em um período de acomodação, enquanto o câmbio e os juros devolveram parte dos movimentos registrados anteriormente.

Para o especialista, esse comportamento é compatível com um ambiente de incerteza eleitoral, no qual investidores tendem a ajustar posições conforme surgem novas informações sobre a disputa política e seus possíveis impactos econômicos.

China e Estados Unidos influenciam os mercados globais

No exterior, os investidores acompanham os indicadores de atividade econômica da China, incluindo os resultados do PIB do terceiro trimestre, a produção industrial e as vendas no varejo.

As informações ajudam a dimensionar o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo e suas possíveis consequências para a demanda internacional por commodities.

A decisão chinesa sobre as taxas preferenciais de empréstimo também está no radar dos agentes financeiros, pois pode oferecer sinais sobre a condução da política econômica do país.

Nos Estados Unidos, a atenção permanece concentrada na inflação e nos próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

Os indicadores de preços ao consumidor e ao produtor divulgados na semana anterior vieram acima das expectativas, aumentando a cautela dos investidores em relação à trajetória inflacionária.

Apesar disso, a manutenção dos juros na reunião de outubro continuava sendo o cenário predominante entre os participantes do mercado, enquanto novos dados econômicos e declarações de dirigentes do Fed poderiam alterar as projeções.

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, ressalta que as perspectivas para os juros americanos influenciam diretamente os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a movimentação internacional de capitais, com reflexos sobre o dólar e as moedas emergentes.

Ibovespa perde força após abertura positiva

O Ibovespa hoje iniciou o pregão com valorização de 0,32%, aos 206.140 pontos, mas perdeu fôlego ao longo da manhã.

Após as 13h, o principal índice da B3 recuava 0,45%, aos 204.510 pontos.

Na sessão anterior, o indicador havia encerrado aos 205.430 pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 24 bilhões.

Ao longo do dia, o desempenho das commodities, a movimentação dos investidores estrangeiros e a repercussão dos indicadores econômicos devem continuar influenciando os negócios na Bolsa brasileira.

Suporte técnico entra no radar dos investidores

A análise técnica também faz parte das avaliações sobre o comportamento do índice. Lucas Piza, analista do Itaú BBA, observa que o Ibovespa permanece próximo de uma região de suporte, sem aprofundar de maneira expressiva o movimento de correção.

Segundo o especialista, as oscilações intradiárias seguem relativamente limitadas, enquanto o setor de petróleo tem contribuído para sustentar o mercado em níveis recentes.

Uma reação positiva nessa região pode favorecer a recuperação de ações que acumularam altas expressivas. Por outro lado, a perda do suporte pode abrir espaço para correções mais acentuadas e novas oportunidades de entrada após os ajustes de preços.

Mercado corporativo: confira os principais destaques

Além dos indicadores econômicos e do cenário internacional, anúncios de empresas brasileiras movimentaram o noticiário corporativo nesta segunda-feira.

Braskem

A Braskem informou que o FIP Shine passará a deter 50,11% do capital votante da companhia. A operação envolveu a aquisição de 2.850 ações ordinárias e 17.133 ações preferenciais classe A, sem compra de ações preferenciais classe B.

Localiza

A Localiza aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, com prazo de 24 meses.

A remuneração dos títulos será vinculada à taxa DI, acrescida de uma sobretaxa de 0,65% ao ano. Os juros serão pagos semestralmente, nos meses de abril e outubro.

Automob

A Automob registrou receita bruta de R$ 4,014 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 9% em relação ao período de comparação informado pela companhia.

O desempenho foi favorecido pela maior diversidade de modelos disponíveis no portfólio e pelo avanço das vendas diretas, impulsionadas por ações das montadoras e programas como Carro Sustentável e Move Brasil.

Caixa Seguridade

A Caixa Seguridade informou que espera um efeito positivo de aproximadamente R$ 210 milhões no lucro líquido de 2026.

O impacto está relacionado ao pagamento de uma multa à controlada Too Seguros pela rescisão de um contrato de distribuição com o Banco Pan.

M. Dias Branco

A M. Dias Branco anunciou a aquisição de 80% da Grespan Congelados, empresa do segmento de pães congelados. O valor da transação não foi divulgado.

Com a operação, a companhia amplia sua atuação e passa a investir também no mercado de pães congelados, diversificando seu portfólio de produtos.

O que acompanhar nos próximos pregões

O desempenho do dólar e do Ibovespa continuará condicionado à divulgação de indicadores econômicos, às expectativas para os juros americanos, ao comportamento das commodities e às incertezas políticas no Brasil.

No mercado doméstico, as projeções do Banco Central e os dados de atividade econômica serão importantes para avaliar as perspectivas de crescimento e inflação. No exterior, a evolução da economia chinesa e as decisões do Federal Reserve poderão determinar o fluxo de recursos para mercados emergentes.

Para os investidores, a combinação desses fatores exige atenção tanto às tendências macroeconômicas quanto aos resultados e comunicados das empresas listadas na B3.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
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Economia

Ibovespa sobe 0,94% com alta da Petrobras e petróleo acima de US$ 104; dólar fecha a R$ 5,02

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta, impulsionado principalmente pela valorização das ações da Petrobras em meio à disparada dos preços internacionais do petróleo. Ao mesmo tempo, investidores acompanharam as pesquisas eleitorais e seus possíveis reflexos sobre o mercado financeiro brasileiro.

O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,94%, aos 206.220,24 pontos. Durante o pregão, oscilou entre a mínima de 203.984,57 pontos e a máxima de 207.953,74 pontos. O volume financeiro movimentado na sessão chegou a R$ 60,2 bilhões.

No mercado cambial, o dólar à vista registrou leve valorização de 0,17%, encerrando o dia cotado a R$ 5,0240. Apesar da alta diária, a moeda norte-americana passou a acumular queda de 8,47% no ano.

Petróleo dispara e impulsiona ações da Petrobras

O avanço das cotações internacionais do petróleo foi um dos principais fatores por trás da alta da Bolsa brasileira. Os contratos futuros do Brent, referência internacional da commodity, subiram 4,1%, fechando a US$ 104,28 por barril.

A valorização ocorreu em meio à retomada das preocupações com a guerra no Oriente Médio e aos riscos de interrupções no abastecimento provocados pela aproximação de um furacão à costa do Golfo dos Estados Unidos.

Nesse cenário, as ações da Petrobras ganharam força e ajudaram o Ibovespa a apresentar desempenho diferente do observado em Nova York. O índice S&P 500, por exemplo, terminou o dia com queda de 0,45%.

A alta do petróleo também favoreceu outras companhias do setor de energia, que acompanharam o movimento positivo da commodity no exterior.

Petrobras, PRIO e PetroReconcavo fecham em alta

Entre os principais destaques do pregão, as ações da Petrobras registraram ganhos expressivos. Os papéis preferenciais (PETR4) subiram 2,12%, enquanto os ordinários (PETR3) avançaram 3,13%.

Outras empresas do setor de petróleo também encerraram a sessão no campo positivo:

  • PetroReconcavo (RECV3): alta de 3,42%.
  • PRIO (PRIO3): valorização de 1,82%.

A combinação entre petróleo mais caro e expectativas relacionadas ao cenário político brasileiro contribuiu para sustentar o interesse dos investidores pelos papéis da estatal.

Pesquisa eleitoral mantém investidores atentos

O cenário político continuou no centro das atenções do mercado financeiro. Pesquisa PoderData/Aya divulgada pela manhã apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos em uma simulação de segundo turno, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A margem de erro informada foi de 1,8 ponto percentual.

Os investidores também aguardavam a divulgação de uma pesquisa do Datafolha sobre a disputa presidencial, prevista para o início da noite.

Parte dos agentes financeiros associa uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro à possibilidade de mudanças na condução da política fiscal. Essa avaliação tem influenciado as expectativas sobre juros, câmbio e investimentos em ações, embora propostas concretas de ajuste das contas públicas ainda sejam uma questão em aberto.

O chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, Gabriel Magno, avaliou que o resultado da pesquisa PoderData/Aya reforçou expectativas já presentes no mercado e contribuiu para manter o interesse pela Petrobras.

Dólar fecha em leve alta após oscilar durante o pregão

O dólar comercial apresentou variações moderadas ao longo da sessão, acompanhando as expectativas políticas e o comportamento das moedas internacionais.

A moeda norte-americana chegou a R$ 5,0282 na máxima do dia, com alta de 0,25%, e recuou até R$ 5,0011 na mínima, quando perdia 0,29%. No encerramento, avançou 0,17%, para R$ 5,0240.

O contrato futuro de dólar com vencimento em novembro, o mais negociado na B3, registrava alta de 0,01%, a R$ 5,0440, às 17h21.

No exterior, o comportamento da divisa foi misto. O dólar perdeu força diante de algumas moedas de países exportadores de commodities, como o peso chileno e o rand sul-africano, mas avançou frente a diversas outras moedas durante a tarde.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos em relação a uma cesta de seis divisas, recuava 0,18%, aos 102,070 pontos, às 17h17.

Debate sobre contas públicas influencia o câmbio

As expectativas sobre a política fiscal brasileira também contribuíram para orientar as negociações no mercado de câmbio.

Parte dos investidores considera que uma eventual mudança de governo poderia aumentar as chances de controle das despesas públicas. Na avaliação desses agentes, uma trajetória fiscal mais equilibrada poderia abrir espaço para juros menores no futuro.

Essa perspectiva contribuiu para a redução dos prêmios na curva de juros futuros nos últimos dias e para a desvalorização recente do dólar em relação ao real. Após o primeiro turno, a moeda norte-americana acumulava queda de 3,70%.

O debate ganhou força após a publicação de informações de que a equipe de Flávio Bolsonaro estudava mudanças nos critérios de reajuste das aposentadorias e na correção de despesas obrigatórias com saúde e educação.

Em entrevista à imprensa, o senador afirmou que pretende reajustar as aposentadorias acima da inflação e negou planos para alterar as regras atuais de correção dos benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as expectativas atribuídas ao candidato. Em entrevista à CNN Brasil, afirmou que as propostas representariam uma “ilusão” para o mercado por não considerarem adequadamente os efeitos sobre a atividade econômica e o emprego.

Banco Central realiza operação de swap cambial

No mercado doméstico, o Banco Central realizou, no fim da manhã, a venda de 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento previsto para 3 de novembro.

A operação faz parte dos instrumentos utilizados pela autoridade monetária para administrar a exposição cambial e dar continuidade aos contratos que estão próximos do vencimento.

O pregão terminou, assim, com a Bolsa brasileira favorecida pela valorização do petróleo e das ações da Petrobras, enquanto o dólar registrou uma pequena alta em meio à expectativa por novos sinais sobre a disputa presidencial e a condução da política econômica.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
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Economia

Dólar volta a superar R$ 5 e Ibovespa recua em sessão de ajuste no mercado financeiro

O mercado financeiro brasileiro passou por uma sessão de correção nesta quarta-feira (7), após a forte valorização registrada nos dias seguintes ao primeiro turno das eleições. O dólar voltou a ficar acima de R$ 5, enquanto o Ibovespa caiu 0,74%, aos 204.302,33 pontos.

O movimento acompanhou o desempenho negativo dos mercados internacionais, em um cenário marcado pela manutenção dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos em níveis elevados e pela valorização do petróleo, que permaneceu acima de US$ 100 por barril.

Dólar fecha acima de R$ 5

O dólar à vista encerrou o pregão com alta de 0,83%, cotado a R$ 5,016. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,017.

A alta interrompeu uma sequência de dois pregões de queda, período em que o dólar acumulou desvalorização de 4,65%. Apesar da recuperação desta quarta-feira, a moeda ainda registra queda de 3,94% na semana e de 8,62% no acumulado de 2026.

No mercado internacional, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta formada por seis moedas, avançou 0,36%, para 102,280.

Juros nos Estados Unidos pressionam mercados

Um dos fatores acompanhados pelos investidores foi a trajetória dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano. A rentabilidade dos papéis de dez anos chegou a 5,36%, maior patamar em 24 anos, antes de recuar para aproximadamente 5,28%.

A manutenção de juros elevados em economias desenvolvidas tende a aumentar a atratividade desses mercados para os investidores. Com isso, países emergentes, como o Brasil, podem enfrentar saída de recursos, pressionando tanto o câmbio quanto o mercado acionário.

Ibovespa interrompe sequência de alta

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 204.176,12 pontos e a máxima de 206.877,47 pontos.

O volume financeiro movimentado durante o pregão foi de R$ 57,2 bilhões, antes dos ajustes finais.

Mesmo com a queda, o principal índice da Bolsa brasileira mantém desempenho positivo. Em outubro, o Ibovespa acumula alta de 9,64%, enquanto, no ano, a valorização chega a 26,8%.

Nos Estados Unidos, o movimento também foi negativo. O S&P 500, índice que reúne as ações das 500 maiores empresas norte-americanas, recuou 0,22%.

Petróleo permanece acima de US$ 100

Os preços do petróleo perderam força durante a tarde, mas o barril do tipo Brent para dezembro continuou sendo negociado acima de US$ 100.

A cotação da commodity permanece no radar dos investidores em meio às novas tensões no Oriente Médio, que aumentam as preocupações sobre a oferta global de petróleo e seus possíveis impactos sobre a inflação.

Mercado acompanha decisões do Federal Reserve

Os investidores também analisaram a ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Na ocasião, a autoridade monetária elevou a taxa básica de juros para a faixa entre 3,75% e 4%.

O documento revelou divergências entre os dirigentes sobre os motivos que justificaram a elevação dos juros. A inflação continua entre as principais preocupações do Fed e permanece como um dos fatores determinantes para as próximas decisões de política monetária.

Principais indicadores

  • Dólar à vista: R$ 5,016, alta de 0,83%
  • Dólar em 2026: queda de 8,62%
  • Ibovespa: 204.302,33 pontos, queda de 0,74%
  • Ibovespa em outubro: alta de 9,64%
  • Ibovespa em 2026: alta de 26,8%
  • S&P 500: queda de 0,22%
  • Petróleo Brent: acima de US$ 100 por barril

Fonte: Agência Brasil, com informações da Reuters.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Walter Campanato

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Economia

Dólar cai 0,92% e Ibovespa dispara 3,20% em forte alta dos ativos brasileiros

O dólar comercial recuava 0,92% frente ao real nesta quarta-feira (2), cotado a R$ 5,10 às 12h27. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 3,20%, aos 185.637 pontos.

O desempenho reforça o movimento positivo dos ativos brasileiros, em uma sessão marcada pelo maior apetite dos investidores por ações e pela atenção aos fatores externos e às perspectivas para a economia nacional.

Ibovespa amplia sequência de ganhos

A Bolsa brasileira acelerou a alta ao longo do pregão, depois de registrar valorização de 1,27% na terça-feira (1º), quando encerrou aos 179.676 pontos.

Com o resultado anterior, o Ibovespa chegou à décima sessão consecutiva de alta, em um movimento associado, entre outros fatores, à entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral de 2026.

A forte valorização desta quarta-feira mantém o índice em trajetória positiva e aumenta a percepção de demanda por ativos domésticos.

Petróleo favorece ações da Petrobras

A alta do preço do petróleo também contribui para o desempenho das ações de empresas produtoras da commodity, entre elas a Petrobras.

O petróleo Brent permanece em níveis elevados em meio às tensões geopolíticas internacionais, cenário que tende a favorecer as companhias do setor. Ao mesmo tempo, a valorização da commodity aumenta a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a inflação global.

Produção industrial perde ritmo

No ambiente doméstico, os investidores também analisam os indicadores de atividade econômica.

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho na comparação com junho. Na relação com julho de 2025, entretanto, houve retração de 0,5%.

O resultado aponta para uma perda de ritmo da indústria no começo do segundo semestre e entra no radar dos investidores na avaliação das perspectivas para a economia brasileira.

Dólar mantém trajetória de queda

O dólar frente ao real também acompanha o ambiente mais favorável aos ativos brasileiros.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,15, com queda de 0,47%. Nesta quarta-feira, a divisa mantém a trajetória de baixa e era negociada a R$ 5,10 no início da tarde.

A combinação de dólar em queda e Bolsa em alta sinaliza maior procura por ativos brasileiros durante o pregão.

O movimento ocorre mesmo diante de um cenário externo mais desafiador, marcado pela valorização do petróleo e pelas preocupações dos investidores com inflação e possíveis efeitos sobre as taxas de juros.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Ibovespa tem pior semana desde maio e devolve quase toda a alta de 2026

O Ibovespa encerrou a semana com a maior queda desde maio, voltou ao menor patamar desde janeiro e praticamente apagou os ganhos acumulados em 2026. O movimento reforçou a piora do humor dos investidores em agosto, período tradicionalmente associado à volatilidade no mercado financeiro.

Bolsa perde força em agosto

O principal índice da B3 caiu 3,2% na semana e já acumula baixa de 6,2% em agosto. Com isso, terminou o período aos 166.934 pontos.

A diferença em relação ao pico registrado em abril mostra a dimensão da mudança no cenário. Em 14 de abril, o Ibovespa atingiu o recorde de 198.657 pontos e acumulava valorização de 23% no ano. Agora, a alta de 2026 foi reduzida a apenas 3,6%.

Foi a segunda semana consecutiva de perdas em agosto. Ao mesmo tempo, outros indicadores passaram a sinalizar maior aversão ao risco: houve continuidade da saída de capital estrangeiro da B3, o dólar avançou quase 3% e os juros futuros de longo prazo voltaram a subir.

Para Augusto Parente, especialista em investimentos e fundador da AW Capital, parte da correção está relacionada justamente ao movimento que levou a bolsa ao recorde.

Segundo ele, a entrada expressiva de recursos estrangeiros ajudou a impulsionar o índice até próximo dos 200 mil pontos. Com a valorização, porém, esses investidores passaram a aproveitar o momento para realizar lucros.

O ambiente doméstico também contribui para aumentar a cautela, especialmente diante da aproximação das eleições.

Investidores estrangeiros reduzem exposição

No auge da valorização em abril, os investidores estrangeiros acumulavam R$ 56,5 bilhões em entradas líquidas na B3. Desde então, mais de R$ 33 bilhões já deixaram o mercado, reduzindo o saldo positivo do ano para R$ 22,8 bilhões — uma queda de quase 60%.

Somente em agosto, as retiradas ultrapassaram R$ 13,5 bilhões.

O impacto é relevante porque os investidores estrangeiros concentram boa parte das posições em ações de maior liquidez. A redução dessas posições, portanto, tende a aumentar a pressão sobre os papéis com maior participação no Ibovespa.

Parente afirma que as vendas têm se concentrado principalmente nos setores financeiro e elétrico, justamente segmentos que haviam recebido forte demanda no início do ano.

Além do Brasil, o cenário internacional também disputa a preferência dos investidores. As bolsas americanas seguem atraindo recursos em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial e aos recordes recentes de Wall Street.

No mercado brasileiro, por outro lado, os juros elevados, as preocupações com o cenário fiscal e a proximidade da eleição presidencial aumentam as incertezas para os próximos meses.

A atenção não está apenas na disputa eleitoral, mas também nas possíveis medidas econômicas do próximo governo. Questões como gastos públicos, trajetória da dívida e equilíbrio das contas públicas voltam a influenciar as decisões dos investidores.

Um relatório recente do J.P. Morgan também destacou o histórico de desempenho negativo das ações brasileiras nos meses que antecedem eleições.

Maioria das ações fecha a semana no vermelho

A deterioração do ambiente se espalhou por grande parte da carteira do índice.

Das 78 ações que compõem o Ibovespa, 63 terminaram a semana em queda. No acumulado de 2026, 70 papéis apresentam perdas.

O movimento de aversão ao risco também apareceu no mercado de renda fixa, especialmente nos contratos de prazos mais longos.

Juros futuros sobem com dúvidas fiscais

Quando aumentam as incertezas relacionadas à política econômica e às contas públicas, os investidores tendem a exigir uma remuneração maior para financiar o governo por períodos mais longos.

Na sexta-feira, o contrato de DI para janeiro de 2028 passou de 13,93% para 14,07%. Já o vencimento de janeiro de 2031 avançou de 14,51% para 14,73%.

A alta dos contratos mais longos é particularmente relevante porque essa parte da curva de juros costuma refletir expectativas sobre a situação fiscal e econômica dos próximos anos.

O movimento ocorre em meio à discussão sobre os próximos passos do Banco Central e a possibilidade de redução da Selic em setembro.

Na reunião mais recente, o Copom não definiu antecipadamente sua decisão para o próximo encontro. O comitê manteve abertas as possibilidades de um novo corte ou de manutenção da taxa básica em 14%.

Mesmo após a divulgação da ata, que apontou riscos de alta para a inflação, o mercado ainda trabalhava com a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.

Com a valorização do dólar, a elevação dos juros futuros e o aumento das incertezas domésticas, porém, as apostas começam a migrar gradualmente para um cenário de manutenção da Selic.

Dólar dispara e supera R$ 5,20

A pressão sobre os ativos brasileiros também atingiu o real.

O dólar à vista subiu 2,7% na semana e ultrapassou R$ 5,20, registrando a segunda maior valorização semanal da moeda americana em 2026.

A combinação de menor fluxo estrangeiro para a B3, preocupações fiscais e um ambiente internacional ainda marcado por juros elevados reduziu parte da força que o real vinha apresentando ao longo do ano.

É hora de comprar ações?

Com a forte correção da bolsa, investidores passam a avaliar se a queda representa uma oportunidade de entrada ou se ainda é necessário esperar por um cenário mais favorável.

Para Parente, o momento não significa necessariamente abandonar a renda variável, mas exige maior prudência.

“Eu sempre gosto de dizer que tem espaço para ter ações em carteira, porém, afirmo que o momento pede cautela. Ter liquidez para aproveitar os movimentos e as oportunidades pode ser um trunfo para os próximos meses”, afirma.

Agosto ainda tem duas semanas pela frente, mas o desempenho recente do mercado de ações brasileiro já transformou o mês em um período de forte atenção para os investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Money Times

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Economia

Dólar fecha em R$ 5,12 e Bolsa avança após desaceleração da inflação no Brasil

O dólar encerrou esta terça-feira (28) cotado a R$ 5,122, com alta de 0,20% frente ao fechamento anterior. O desempenho da moeda ocorreu em um dia marcado pela divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, que mostrou desaceleração dos preços e reforçou as expectativas de um novo corte na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na renda variável, o cenário foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, manteve trajetória de alta ao longo do pregão e fechou valorizado em 0,58%, aos 176.352 pontos, depois de atingir a máxima intradiária de 178.538 pontos.

Inflação mais baixa fortalece expectativa de redução dos juros

O principal fator que movimentou os mercados foi o resultado do IPCA-15 de julho, que registrou alta de apenas 0,06%, abaixo das projeções do mercado financeiro. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,52%, embora ainda permaneça acima da meta estabelecida pelo Banco Central.

O indicador é o último dado relevante antes da reunião do Copom, marcada para os dias 4 e 5 de agosto, quando será definida a próxima decisão sobre a Selic. A leitura mais favorável da inflação elevou as apostas de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

Queda do petróleo influencia câmbio e reduz apoio ao real

Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi a forte queda do preço do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência global, recuou 4,41%, sendo negociado a US$ 82,08 para contratos de outubro. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 4,06%, fechando a US$ 79,26 por barril.

A desvalorização da commodity ocorreu em meio à redução das tensões geopolíticas após o governo dos Estados Unidos sinalizar avanço nas negociações com o Irã, embora tenha mantido a possibilidade de retomar ações militares caso as conversas não avancem.

Banco Central anuncia rolagem de swaps cambiais

O Banco Central informou que iniciará, a partir de 5 de agosto, leilões para a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em setembro.

Esse instrumento financeiro funciona como uma operação no mercado futuro que ajuda a reduzir oscilações cambiais, oferecendo proteção aos investidores e aumentando a liquidez em dólares.

Mercados internacionais acompanham balanços e setor de tecnologia

As bolsas asiáticas tiveram um dia de forte volatilidade. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a ter as negociações interrompidas após registrar forte queda, pressionado principalmente pelas ações das fabricantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix.

O setor global de tecnologia segue enfrentando incertezas diante do avanço de fabricantes chinesas de chips voltados à inteligência artificial, cenário que tem levado investidores a reverem expectativas para empresas do segmento.

Na Europa, os resultados financeiros de grandes companhias, como Mercedes-Benz, Barclays, Orange, Coca-Cola e Unilever, também influenciaram o desempenho dos mercados.

Temporada de balanços movimenta empresas na B3

A divulgação dos resultados corporativos também impactou as negociações na Bolsa brasileira.

A TIM Brasil informou lucro líquido ajustado de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do avanço nos resultados, as ações da operadora encerraram o dia em queda.

A Telefônica Brasil, controladora da marca Vivo, registrou lucro de R$ 1,6 bilhão, alta de 17% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das receitas nos segmentos de telefonia móvel, fibra óptica, serviços digitais e soluções corporativas, mas os papéis também recuaram durante o pregão.

Já a Simpar apresentou receita líquida de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre, avanço de 8,8% em relação ao ano anterior. A holding de logística ainda reduziu sua alavancagem financeira ao menor nível desde sua abertura de capital, movimento que contribuiu para a valorização das ações.

Investidores aguardam decisão do Copom

Com a divulgação da prévia da inflação e o avanço da temporada de balanços, o mercado volta suas atenções para a próxima reunião do Copom, que poderá definir um novo ciclo de redução da taxa Selic. Até lá, indicadores econômicos, desempenho das commodities e o cenário internacional devem continuar influenciando o comportamento do dólar e da Bolsa de Valores.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Antagonista

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Dólar dispara a R$ 5,26 e Ibovespa cai 3% com tensão no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte turbulência nos mercados nesta terça-feira (3). O dólar avançou quase 2% e voltou ao patamar de R$ 5,26, enquanto a Bolsa brasileira registrou a maior queda do ano. O movimento acompanha a busca global por ativos considerados mais seguros diante do aumento do risco geopolítico.

Dólar sobe com aversão ao risco

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,261, alta de 1,87%. No pico da sessão, por volta das 12h20, chegou a R$ 5,34, mas perdeu força ao longo da tarde.

A moeda norte-americana atingiu o maior nível desde o fim de janeiro, refletindo a saída de capital de mercados emergentes. Em meio à volatilidade, o Banco Central anunciou dois leilões de linha no valor de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois, informando tratar-se de um teste interno divulgado por engano.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, subiu 0,66%, reforçando o movimento global de fortalecimento da divisa.

Ibovespa registra maior queda do ano

A instabilidade também dominou o mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 3,27%, encerrando aos 183.104 pontos. Durante o pregão, chegou à mínima de 180.518 pontos, queda de 4,64%.

A retração foi disseminada entre as ações. Após renovar recorde acima de 191 mil pontos no fim de fevereiro, o índice voltou ao menor nível em quase um mês.

O desempenho negativo acompanhou as bolsas internacionais:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq (-1,02%).

Petróleo supera US$ 80 e pressiona inflação global

A tensão geopolítica ganhou força após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos também no Líbano e em países do Golfo.

O anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial — elevou o temor de interrupção no fornecimento global de energia. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 80, acumulando alta superior a 4% no fechamento. No início do dia, chegou a avançar 10%. O gás natural na Europa disparou 22%.

A valorização das commodities energéticas amplia o risco de inflação global e reforça preocupações com desaceleração econômica.

PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025, mas desacelera no fim do ano

No cenário doméstico, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025. Apesar do crescimento no acumulado do ano, o ritmo perdeu força no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%.

O resultado representa desaceleração frente a 2024, quando a economia cresceu 3,4%. O dado ficou dentro das projeções oficiais, mas reforçou a percepção de perda de dinamismo.

Diante do ambiente externo adverso e da atividade econômica mais fraca, o mercado revisou expectativas para a próxima reunião do Banco Central. A projeção predominante agora é de corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, abaixo da estimativa anterior de 0,5 ponto.

Juros mais elevados tendem a sustentar o dólar, mas também limitam o crescimento econômico.

FONTE: Agência Brasil e Reuters.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Economia

Ibovespa se aproxima dos 190 mil pontos com investidores atentos a tarifas dos EUA

O Ibovespa abriu a terça-feira (24) em alta e voltou a rondar o nível dos 190 mil pontos, acompanhando a recuperação dos índices futuros de Nova York. Apesar do avanço, o ambiente nos mercados segue marcado por cautela diante das tarifas dos Estados Unidos, das tensões geopolíticas e das incertezas relacionadas aos impactos econômicos da inteligência artificial.

O movimento positivo ocorre em meio a um cenário internacional ainda instável, que mantém investidores atentos às próximas decisões de política comercial americana e aos desdobramentos no exterior.

Resultados corporativos e agenda política no radar

No cenário doméstico, o mercado monitora a divulgação de resultados trimestrais de empresas como C&A, GPA, Iguatemi e ISA Energia, prevista para após o fechamento do pregão. Os números podem influenciar o comportamento das ações no curto prazo.

Na esfera política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial em Abu Dhabi, onde participa de encontro com Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos. A viagem ocorre após compromisso anterior em Seul.

Redução do custo de capital e dólar firme sustentam a Bolsa

Segundo Pedro Ros, CEO da Referência Capital, o avanço do índice está relacionado à expectativa de queda gradual no custo de capital. Para ele, esse cenário melhora a atratividade dos investimentos, estimula decisões empresariais e fortalece ativos voltados ao mercado interno.

Ele acrescenta que o dólar valorizado contribui para manter a competitividade das exportadoras e funciona como proteção em momentos de maior turbulência global.

Já Guilherme Gaspar, sócio da Ótmow fintech, avalia que o humor do mercado foi influenciado principalmente pelo ambiente externo. Investidores reagiram ao início da vigência de novas tarifas americanas, que elevaram o nível de incerteza e tendem a manter a volatilidade nos mercados. A alíquota adicional entrou em vigor em 10%, abaixo dos 15% que chegaram a ser mencionados anteriormente.

Bancos operam em alta

Entre as blue chips, os grandes bancos registravam ganhos no pregão da manhã. O Santander liderava as altas, com avanço de 1,07%, seguido por Banco do Brasil, com 0,78%. Itaú apresentava valorização de 0,61%, enquanto Bradesco subia 0,33%.

Política comercial dos EUA mantém pressão global

No exterior, o foco permanece na política comercial dos EUA. O governo americano passou a aplicar uma tarifa extra de 10% sobre produtos importados que não estejam incluídos em exceções específicas, conforme comunicado da autoridade aduaneira. A medida retoma o percentual inicialmente anunciado por Donald Trump, após especulações sobre uma possível alíquota maior.

A indefinição envolvendo acordos comerciais e o risco de pedidos bilionários de reembolso por importadores adicionam pressão ao cenário. Ao mesmo tempo, investidores acompanham os impactos da inteligência artificial no setor de tecnologia e software, além das persistentes tensões entre Washington e Teerã.

Por volta das 11h15, o dólar era negociado a R$ 5,17. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,10%, o Nasdaq Futuro recuava 0,10% e o S&P 500 Futuro avançava 0,20%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patricia Monteiro/Bloomberg/Getty Images

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Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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