Portos

Biometano substitui diesel em caminhões que transportam açúcar ao Porto de Santos

Mais de 70 caminhões utilizam biometano produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar para transportar açúcar de usinas do interior de São Paulo até o Porto de Santos. A iniciativa faz parte da operação BioRota, desenvolvida pela Copersucar, que busca reduzir o consumo de combustíveis fósseis no transporte de cargas.

O projeto foi apresentado pela empresa em maio de 2026, mas as viagens começaram em abril de 2024. Até março de 2026, os veículos haviam percorrido aproximadamente 11 milhões de quilômetros e transportado cerca de 600 mil toneladas de açúcar. Segundo a companhia, a operação permitiu substituir aproximadamente 5 milhões de litros de diesel.

Resíduos da cana são transformados em combustível

O biometano utilizado pela frota é produzido em unidades da Cocal localizadas em Narandiba e Paraguaçu Paulista, no interior paulista.

O processo aproveita resíduos orgânicos gerados durante a fabricação de açúcar e etanol para produzir o gás utilizado como combustível nos caminhões. Dessa forma, materiais que sobram do processamento da cana-de-açúcar ganham uma nova aplicação na cadeia logística do setor sucroenergético.

A iniciativa integra a produção agrícola, o aproveitamento de resíduos industriais e o transporte de mercadorias, oferecendo uma alternativa ao diesel convencional no deslocamento da produção até o terminal portuário.

Tecnologia permite substituir parte do diesel por etanol

Outra solução para reduzir o consumo de combustíveis fósseis em máquinas e veículos pesados foi desenvolvida pela Bosch no Brasil. O sistema Dual Fuel permite utilizar etanol em conjunto com diesel em equipamentos agrícolas e veículos empregados em operações fora de estrada.

A tecnologia funciona por meio de uma injeção separada de etanol, mantendo o diesel como parte do sistema de alimentação do motor. Conforme a fabricante, a substituição média do combustível fóssil pode chegar a 35%, dependendo das características do motor e das condições de operação.

Sistema pode ser instalado em máquinas já utilizadas

Um dos diferenciais do sistema Dual Fuel é a possibilidade de adaptação de equipamentos que já estão em atividade. Com isso, a tecnologia pode ser incorporada à frota existente, sem a necessidade de substituir as máquinas por modelos novos.

O operador também pode desativar o sistema e continuar utilizando exclusivamente o diesel, conforme a necessidade do trabalho.

Entre as aplicações divulgadas pela Bosch estão colhedoras agrícolas e caminhões de grande porte utilizados fora das rodovias, equipamentos comuns em atividades que exigem elevada capacidade de transporte e operação contínua.

Biocombustíveis ampliam alternativas para o transporte e o agronegócio

As iniciativas da Copersucar e da Bosch demonstram duas possibilidades de aproveitamento de fontes renováveis para reduzir o consumo de diesel em atividades ligadas ao agronegócio.

Enquanto a operação BioRota utiliza o biometano gerado a partir de resíduos orgânicos, o sistema Dual Fuel permite substituir parte do diesel por etanol em máquinas e veículos pesados.

As duas soluções aplicam combustíveis associados à cadeia da cana-de-açúcar em diferentes etapas da produção e da logística, ampliando as alternativas tecnológicas disponíveis para o setor.

FONTE: Brasil do Trecho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil do Trecho

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Portos

Porto do Açu planeja terminal de combustíveis sustentáveis até 2030

O Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, prevê a implantação de um terminal voltado à movimentação e ao armazenamento de combustíveis sustentáveis até 2030. A iniciativa integra a estratégia do complexo para ampliar sua participação na transição energética e atender à futura demanda por produtos de menor emissão de carbono.

A estrutura deverá estar associada a projetos de produção de metanol verde, amônia verde e SAF (combustível sustentável de aviação), todos produzidos a partir de hidrogênio verde, além de biometano.

Terminal deve integrar produção e logística

De acordo com Eugênio Figueiredo, CEO do Porto do Açu, a proposta é concentrar no complexo portuário diferentes etapas da cadeia dos novos combustíveis, desde a produção até a armazenagem e a movimentação.

O atual terminal de líquidos deverá ser aproveitado para receber parte dessa produção. A estrutura passará por uma ampliação para atender ao crescimento previsto na oferta de combustíveis verdes.

O empreendimento ainda depende de licenciamento ambiental e, por enquanto, não possui uma data definida para a conclusão. Mesmo assim, o projeto está entre os investimentos considerados prioritários pelo porto no horizonte até 2030.

Demanda por combustíveis de baixo carbono

A expansão planejada ocorre diante da perspectiva de crescimento do mercado de combustíveis de baixo carbono. No segmento de aviação, a expectativa é de aumento da demanda por SAF a partir de 2027, quando entram em vigor as metas brasileiras para redução das emissões de gases de efeito estufa do setor.

A pressão pela descarbonização também tende a se intensificar diante dos impactos das mudanças climáticas e dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.

Porto testa etanol e eletrificação

A agenda de transição energética do Porto do Açu inclui outras medidas além da construção de novos terminais. O complexo já começou a avaliar alternativas para reduzir as emissões da própria operação, entre elas o uso de etanol em embarcações de menor porte.

Outra frente em desenvolvimento é a eletrificação dos berços de atracação. O objetivo é permitir que os navios utilizem energia elétrica durante o período em que permanecem no cais para operações de carga e descarga, diminuindo a necessidade de manter os motores em funcionamento.

A implementação deverá ocorrer de forma gradual, começando por embarcações e equipamentos menores. Com a evolução da infraestrutura e da tecnologia, a expectativa é ampliar o sistema para navios de maior porte.

No berço offshore do complexo, já existem projetos para iniciar a eletrificação e testes foram realizados, inclusive com rebocadores. No principal berço do porto, porém, a iniciativa ainda está em etapa de estudos.

Petróleo continua como principal negócio

Apesar da expansão dos investimentos ligados à economia de baixo carbono, o Porto do Açu continua tendo forte atuação no setor tradicional de petróleo. Atualmente, o complexo movimenta cerca de 40% do petróleo exportado pelo Brasil.

Segundo Eugênio Figueiredo, a expectativa é de que as exportações de petróleo pelo porto cresçam de forma expressiva nos próximos anos.

Paralelamente, o complexo está construindo um novo terminal de líquidos, cujas obras devem ser concluídas em aproximadamente 45 dias. A estrutura terá espaços destinados ao armazenamento de lubrificantes e combustíveis marítimos.

A Vibra Energia será a primeira empresa a operar no novo terminal, conforme informou o CEO do Porto do Açu.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto do Açu (RJ)

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Sustentabilidade

Gás Verde conclui importação e instalação de plantas de Biometano e CO₂ no Porto do Rio de Janeiro

A Gás Verde S.A., empresa do Grupo Urca Energia, finalizou, na última quinta-feira (23), a importação e instalação de duas plantas industriais de alta tecnologia voltadas à produção de biometano e síntese de CO₂. O processo foi conduzido pela Alfândega da Receita Federal no Porto do Rio de Janeiro (ALF/RJO) e consolida a companhia como uma das principais referências em energia renovável e economia circular no país.

As importações começaram em fevereiro de 2025 e foram concluídas em outubro do mesmo ano, envolvendo um complexo processo logístico com embarques fracionados — cinco para a planta de CO₂ e seis para a planta de Adsorção por Variação de Pressão a Vácuo (VPSA), utilizada na purificação do biometano.

Todos os equipamentos foram inspecionados e liberados pela Receita Federal após análise técnica de peritos credenciados, confirmando a conformidade com o regime de Ex-tarifário, que concede redução tributária para bens de capital sem produção equivalente nacional.

Biometano: combustível-chave na agenda ESG

O projeto representa um avanço expressivo no cumprimento dos compromissos ESG (ambientais, sociais e de governança) da empresa. O biometano, combustível renovável obtido pela purificação do biogás proveniente de resíduos orgânicos, pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação ao gás natural fóssil.

De acordo com informações do site gasverde.com.br, o biometano produzido pela Gás Verde substitui o gás natural em aplicações industriais, veiculares e energéticas, contribuindo para a neutralidade de carbono e a valorização de resíduos urbanos e agroindustriais.

A tecnologia VPSA garante maior eficiência energética e seletividade na separação de metano e dióxido de carbono, reduzindo desperdícios e otimizando o processo de purificação. Já a nova planta de síntese de CO₂ amplia a capacidade de captura, purificação e comercialização do gás, fortalecendo o conceito de indústria de baixo carbono na operação da empresa.

Inovação, transparência e governança sustentável

Com a implantação das novas unidades, a Gás Verde adota um modelo de infraestrutura inteligente e rastreável, alinhado às metas de descarbonização do Brasil até 2050 e aos critérios de financiamento sustentável.

A iniciativa também contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os ODS 7 (Energia Acessível e Limpa), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).

Todos os processos de importação foram realizados com transparência e conformidade fiscal, supervisionados pela Receita Federal e documentados eletronicamente via e-CAC, reforçando o compromisso da empresa com a governança regulatória.

Um passo decisivo para a transição energética nacional

A conclusão do projeto representa um marco para a transição energética no Brasil, integrando gestão de resíduos, energia limpa e inovação tecnológica. A partir das novas plantas, a expectativa é de aumento significativo na produção de biometano, com capacidade para abastecer frotas de transporte pesado e indústrias de médio porte na região Sudeste, além de gerar créditos de carbono certificados.

“O biometano é a ponte entre o Brasil do lixo e o Brasil do hidrogênio verde. Cada metro cúbico purificado representa menos emissões, mais eficiência e mais competitividade sustentável”, destacou um especialista do setor.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Agronegócio, Economia, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Notícias, Sustentabilidade

São Paulo volta a liderar exportações com produção diversificada e eficiência recorde

São Paulo volta a liderar exportações com produção diversificada e eficiência recorde.

São Paulo se reafirma como uma potência no agronegócio brasileiro, representando cerca de 20% das exportações do setor e implementando práticas que aliam tecnologia e sustentabilidade. Entre as ações recentes, destaca-se a abolição da marcação a fogo em bezerras de 3 a 8 meses durante a vacinação contra brucelose. 

A mudança, que permite a identificação por bótons, foi celebrada como um avanço no bem-estar animal e um exemplo a ser seguido por outros estados, segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Sustentabilidade em foco

O Estado do São Paulo também se destaca em projetos de sustentabilidade, como o uso de resíduos agroindustriais em confinamentos e a compostagem dos dejetos bovinos para adubos ou energia. Essas práticas fazem de São Paulo um modelo em economia circular.

“A nossa pecuária é de longe a mais sustentável do mundo”, afirma Piai, enfatizando o uso de biometano em regiões como o Pontal do Paranapanema.

Outro marco foi a retomada da Feicorte, após dez anos, em Presidente Prudente, com foco na valorização da cadeia produtiva. O evento reforçou a força da pecuária paulista, que lidera em confinamentos e plantas frigoríficas, e a integração harmoniosa entre os elos da cadeia produtiva.

Avanço com regularização fundiária

No Pontal do Paranapanema, a regularização fundiária transformou a região. Mais de 150 mil hectares foram titulados, garantindo segurança jurídica e impulsionando investimentos privados.

“Agora o produtor pode dar suas terras em garantia no banco, abatendo gado ou investindo em reflorestamento, com a certeza de que a terra é dele”, explica o secretário.

 

FONTE: Giro do Boi
São Paulo volta a liderar exportações com produção diversificada e eficiência recorde – Giro do Boi

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Importação, Informação, Inovação, Logística, Sustentabilidade, Tecnologia

Principais desafios enfrentados na logística nacional

A logística no Brasil é um setor essencial para o desenvolvimento econômico, porém enfrenta uma série de desafios que impactam diretamente a eficiência, o custo e a qualidade dos serviços prestados.

Na GH, estamos cientes dessas dificuldades e buscamos constantemente superá-las com soluções inovadoras e práticas sustentáveis.

Vamos explorar os principais desafios da logística no Brasil e como a GH está se posicionando para superá-los.

1. Infraestrutura defasada: Estradas, ferrovias e portos inadequados prejudicam o transporte ágil de mercadorias.

Na GH, nossa resposta a esse cenário é investir em uma frota moderna e especializada, além de otimizar rotas de transporte para garantir entregas ágeis e seguras, minimizando os impactos causados pela infraestrutura limitada.

2. Altos custos operacionais: A carga tributária elevada e os reajustes de combustíveis aumentam o custo logístico.

A GH se compromete a atuar com foco em eficiência e inovação, buscando otimizar processos logísticos que reduzam custos e mantenham a qualidade do serviço. Com o uso de tecnologias avançadas e combustíveis sustentáveis, como GNV e biometano, conseguimos manter a competitividade sem abrir mão de nosso compromisso com o meio ambiente.

3. Escassez de profissionais capacitados: A falta de mão de obra qualificada dificulta a execução eficiente das operações.

A GH investe constantemente na capacitação de nossos Solucionadores, garantindo que eles estejam preparados para lidar com as exigências do mercado logístico moderno. Além disso, contamos com um ambiente de trabalho que valoriza o bem-estar e o desenvolvimento contínuo, resultando em maior retenção de talentos e na criação de uma equipe forte e qualificada.

4. Planejamento e estratégia logística: A falta de estratégia leva a atrasos e erros nas entregas.

Na GH, o planejamento é uma prioridade. Desenvolvemos soluções personalizadas, alinhadas às necessidades específicas de cada cliente, proporcionando uma logística mais ágil e precisa. Utilizamos softwares inteligentes de gestão para garantir que tudo corra conforme o previsto, desde o armazenamento até a entrega final.

5. Frotas defasadas: Veículos antigos geram mais manutenção e consumo de combustível, afetando prazos e custos.

Na GH, nos orgulhamos de contar com uma frota moderna e bem mantida, além de utilizar veículos que operam com combustíveis mais limpos, como GNV e biometano. Isso nos permite não apenas manter a eficiência operacional, mas também contribuir para um transporte mais sustentável.

6. Logística Reversa: Gerenciar a devolução e reciclagem de produtos ainda é um desafio para muitas empresas.

A GH entende a importância da logística reversa e oferece soluções que auxiliam as empresas a implementar processos eficientes de devolução e reciclagem, sempre comprometidos com práticas sustentáveis que preservem o meio ambiente.

Os desafios enfrentados pela logística no Brasil são diversos e complexos, mas com o compromisso certo e uma abordagem inovadora, é possível superá-los. Na GH, estamos sempre à frente, buscando soluções que simplifiquem a logística para nossos clientes, ao mesmo tempo em que cuidamos do meio ambiente e promovemos a eficiência operacional. Enfrentamos esses desafios com tecnologia, planejamento estratégico e foco em resultados.

Principais desafios enfrentados na logística nacional

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