Tecnologia

Inteligência Artificial movimenta US$ 110 bilhões e acelera expansão do mercado global

A Inteligência Artificial consolidou um novo patamar de crescimento no mercado mundial. De acordo com o relatório The State of the AI Economy, elaborado pela consultoria britânica Exponential View, a IA generativa acumulou US$ 110 bilhões em receita nos últimos 12 meses. Considerando o ritmo atual de crescimento, o setor já opera com uma projeção anualizada de aproximadamente US$ 175 bilhões.

O levantamento reúne informações de balanços financeiros de empresas de capital aberto, contratos de computação em nuvem e estimativas de mercado para oferecer uma visão mais precisa da economia da IA.

Metodologia evita duplicidade na contagem das receitas

Um dos diferenciais do estudo é a metodologia adotada para impedir que a mesma receita seja contabilizada mais de uma vez ao longo da cadeia de serviços da Inteligência Artificial.

Na prática, quando um cliente paga US$ 100 por um aplicativo de IA, esse valor permanece único na contabilização, mesmo que parte dele seja repassada a fornecedores de modelos de linguagem e empresas responsáveis pela infraestrutura em nuvem. Dessa forma, evita-se inflar artificialmente o tamanho do mercado.

Crescimento acelerado amplia diferença entre receita e projeção

O relatório aponta que existe uma diferença significativa entre a receita efetivamente registrada nos últimos 12 meses (US$ 110 bilhões) e o ritmo anualizado estimado (US$ 175 bilhões), uma distância equivalente a cerca de 1,6 vez.

Segundo os pesquisadores, essa diferença é consequência da rápida expansão da economia da IA. Quanto maior o ritmo de crescimento, maior tende a ser a distância entre os resultados já consolidados e a projeção baseada no desempenho mais recente do setor.

Gigantes da tecnologia acumulam contratos bilionários

Outro destaque do levantamento está no elevado volume de contratos ainda pendentes de execução pelas principais empresas de tecnologia.

Juntas, Microsoft, Oracle, Amazon e Google acumulavam cerca de US$ 2 trilhões em compromissos contratuais no trimestre mais recente. Desse total, aproximadamente US$ 633 bilhões pertencem à Microsoft, enquanto a Oracle concentra cerca de US$ 553 bilhões.

A Nvidia também registrou forte avanço nesse indicador. Os compromissos futuros da empresa cresceram de US$ 31 bilhões para US$ 95 bilhões em apenas um ano.

Investimentos em infraestrutura continuam em alta

O avanço das receitas acompanha um ciclo robusto de investimentos das big techs em infraestrutura para Inteligência Artificial. Segundo o estudo, os aportes previstos para este ano somam US$ 725 bilhões, valor 77% superior ao recorde registrado no período anterior.

Entre os desenvolvedores de modelos de IA, Anthropic, responsável pelo Claude, e OpenAI aparecem na liderança da disputa tecnológica. Apesar de ainda representarem uma parcela relativamente pequena da receita total do mercado, a participação desse segmento segue em expansão.

O relatório também ressalta que sua metodologia não considera receitas provenientes da venda de chips, publicidade impulsionada por IA nem funcionalidades de Inteligência Artificial incorporadas a softwares tradicionais. Por esse motivo, os números apresentados são considerados mais conservadores do que outras estimativas amplamente divulgadas pelo mercado.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Comércio Exterior

Trump ameaça retaliação a países que taxarem big techs

Em post, no X, Trump disse que imporá tarifas e restrições a países que adotarem impostos e regras contra empresas de tecnologia dos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (25/8), em postagem, no X [antigo Twitter], que retaliará países que adotarem impostos e regulações contra as big techs.

“Como presidente dos Estados Unidos, defenderei nosso incrível setor de tecnologia contra países que o atacarem. Impostos digitais, legislações de serviços digitais e regulações de mercados digitais são todos elaborados para prejudicar ou discriminar a tecnologia americana. Eles também, de forma ultrajante, dão passe livre às maiores empresas de tecnologia da China. Isso precisa acabar, e acabar agora! Com esta verdade, coloco todos os países com impostos digitais, legislações, regras ou regulações em aviso de que, a menos que essas ações discriminatórias sejam removidas, eu, como presidente dos Estados Unidos, imporia tarifas adicionais substanciais sobre as exportações desse país para os EUA e instituiria restrições de exportação sobre nossa tecnologia e chips altamente protegidos. A América e as empresas americanas de tecnologia não são mais o ‘cofrinho’ nem o ‘capacho’ do mundo.”

A taxação das big techs foi cogitada pelo governo Lula como possível resposta ao tarifaço imposto às exportações brasileiras.

Em julho, no 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lula declarou: “Não aceitamos que ninguém se meta nos nossos assuntos internos. Vamos responder como democratas: cobrando imposto das empresas digitais americanas”.

Advogado de Trump reage a fala de Gilmar

Em publicação também nesta segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes (STF) sustentou que a soberania digital deve ser prioridade estratégica imediata para o Brasil. Ele argumentou que o país vive uma “dependência crítica de infraestrutura digital controlada por empresas estrangeiras” e afirmou ser necessário superar essa vulnerabilidade.

Horas depois, o advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble, respondeu à postagem do ministro.

“@gilmarmendes obrigado por deixar claro que as máscaras estão caindo. Gilmar achou que seria uma boa ideia lançar luz sobre a manobra silenciosa. Segundo o decano do STF, o Brasil deve pôr fim ao ‘neocolonialismo digital’ e à dependência de plataformas norte-americanas.”

Fonte: Metrópoles

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