Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase concluída, mas enfrenta desafios alfandegários e regulatórios

As obras da Rota Bioceânica seguem em ritmo acelerado, especialmente no trecho que conecta Brasil e Paraguai pela futura ponte sobre o Rio Paraguai. No entanto, especialistas e autoridades alertam que a infraestrutura física, por si só, não garantirá o funcionamento imediato do corredor logístico internacional.

Questões ligadas à alfândega, harmonização de regras e integração entre os países envolvidos ainda representam obstáculos para a operação plena do chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Entraves regulatórios podem atrasar operação da rota

De acordo com o secretário da Semadesc de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, a previsão é de que a ponte internacional seja concluída no segundo semestre de 2026. Mesmo assim, o funcionamento eficiente da rota dependerá de acordos institucionais entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Segundo ele, além das obras estruturais, os países precisarão alinhar procedimentos de fiscalização, controle migratório e legislação aduaneira para garantir segurança jurídica e previsibilidade no transporte internacional de cargas.

O entendimento entre os governos é que ainda existe um amplo trabalho diplomático e técnico em andamento para padronizar normas operacionais e tornar o corredor competitivo no comércio exterior.

Infraestrutura pronta não garante operação imediata

Relatórios discutidos entre os países envolvidos apontam que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá da capacidade de integração entre os sistemas alfandegários e operacionais.

O documento destaca que não basta concluir estradas, acessos e pontes. Será necessário criar mecanismos permanentes de coordenação entre os países, além de procedimentos unificados para reduzir burocracias e aumentar a eficiência logística.

Outro ponto levantado é a necessidade de profissionalização das operações de fronteira, com foco na agilidade do fluxo de cargas e redução de custos para exportadores e importadores.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Empresas de transporte, exportadores e operadores logísticos também demonstram preocupação com a baixa participação do setor privado nas decisões estratégicas do corredor internacional.

Apesar de serem os principais usuários da futura rota comercial, representantes empresariais afirmam que ainda possuem pouca influência na definição de procedimentos operacionais, obras alfandegárias e estrutura das Áreas de Controle Integrado (ACIs).

Estudos coordenados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) indicam que essa ausência pode gerar soluções desconectadas da realidade operacional enfrentada diariamente nas fronteiras.

Ponte da Rota Bioceânica chega a 90% de execução

O trecho considerado mais avançado da megaobra é a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, ligando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta.

A estrutura estaiada sobre o Rio Paraguai possui 1.294 metros de extensão e já se aproxima de 90% de execução. A expectativa é de que a parte estrutural seja concluída até o fim de maio, conforme os cenários mais otimistas.

Ao todo, a Rota Bioceânica terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de territórios brasileiros, paraguaios, argentinos e chilenos.

Corredor pode reduzir custos logísticos e tempo de transporte

A expectativa dos países envolvidos é transformar o corredor em uma alternativa estratégica para o comércio entre a América do Sul e a Ásia.

Projeções indicam que a nova rota poderá reduzir em até 30% os custos logísticos e diminuir em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias, em comparação com rotas tradicionais, como o Canal do Panamá.

O projeto também é visto como uma oportunidade para atrair novos investimentos privados e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Mato Grosso do Sul aposta em diversificação econômica

Mesmo sem previsão de novos investimentos estaduais diretamente ligados à operação da rota, o governo de Mato Grosso do Sul acompanha o interesse crescente de empresas na utilização do corredor.

Segundo a Semadesc, setores como citricultura, produção de amendoim e indústrias de base tecnológica estão entre as prioridades para ampliar a matriz econômica da região.

A avaliação é que a consolidação da Rota Bioceânica poderá estimular novos negócios e fortalecer o desenvolvimento econômico do Estado nos próximos anos.

Gargalos nas fronteiras ainda preocupam

O estudo sobre facilitação do comércio realizado em 2025 também identificou fragilidades nas Áreas de Controle Integrado entre os países envolvidos.

Atualmente, apenas os trechos de fronteira entre Argentina e Chile estão habilitados para o transporte internacional de cargas. Mesmo nesses pontos, o relatório aponta necessidade de melhorias estruturais e operacionais.

Já os segmentos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda não operam oficialmente para o fluxo internacional de mercadorias.

Outro ponto considerado sensível é a futura alfândega entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve consulta técnica formal ao setor privado sobre o funcionamento do espaço.

Governança será decisiva para o sucesso do corredor

Especialistas envolvidos no projeto defendem a criação de uma governança técnico-operacional exclusiva para a Rota Bioceânica.

A proposta prevê sistemas compartilhados de informação, integração entre órgãos públicos e regras harmonizadas entre os países participantes para garantir operações mais rápidas, transparentes e seguras.

O desafio se torna ainda maior pelo fato de o Chile não integrar o Mercosul, diferentemente de Brasil, Argentina e Paraguai. Isso aumenta a complexidade institucional e exige novos mecanismos de cooperação internacional.

O estudo apoiado pelo BID reuniu representantes do setor público, empresas e associações empresariais em dezenas de encontros presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas mais de 260 propostas para aprimorar o funcionamento do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Sustentabilidade

Peru receberá financiamento do BID para melhorar transporte fluvial sustentável na Amazônia

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou um empréstimo de US$ 130 milhões para aprimorar o acesso fluvial de comunidades ribeirinhas na Amazônia peruana. O projeto visa fortalecer a qualidade do transporte fluvial e garantir acesso a serviços básicos, por meio da melhoria de infraestrutura resistente e serviços associados nos pontos de embarque.

O programa também ampliará a oferta de transporte sanitário e escolar pelo rio e reforçará a capacidade de planejamento, gestão e operação desses serviços, beneficiando diretamente moradores que dependem exclusivamente da navegação para se deslocar.

Projeto pioneiro na Amazônia peruana

O BID é o primeiro banco a financiar uma iniciativa voltada para o transporte fluvial sustentável em comunidades remotas da região amazônica do Peru, estabelecendo um modelo que poderá ser replicado em outros territórios amazônicos da América Latina.

Matilde Bordón, representante do BID no Peru, afirmou:
“Com uma abordagem multissetorial, conectamos transporte a serviços essenciais de saúde e educação, garantindo que o desenvolvimento alcance quem mais precisa e integrando cada residente à economia local.”

Parte do programa regional Amazonia Forever

O projeto faz parte do Amazonia Forever, programa regional do BID que busca proteger a biodiversidade e acelerar o desenvolvimento sustentável por meio de três eixos: ampliar financiamento inovador, promover troca de conhecimento e fortalecer coordenação regional entre os oito países amazônicos.

Na Amazônia peruana, que abrange as bacias dos rios Nanay, Napo, Huallaga, Marañón, Ucayali, Santiago e Amazonas, existem 2.780 comunidades ribeirinhas com cerca de 445 mil habitantes sem acesso a infraestrutura terrestre, dependendo exclusivamente do transporte fluvial.

Infraestrutura e benefícios sociais

O financiamento permitirá a construção de 81 terminais fluviais e a aquisição de 22 embarcações escolares para transporte seguro de estudantes, além de 12 embarcações médicas para atendimento de emergência. O projeto também apoiará estudos e planos de desenvolvimento das hidrovias, além de estratégias para aprimorar o transporte fluvial sustentável.

Espera-se que a iniciativa beneficie 176 mil habitantes na área direta de influência da infraestrutura e 1,4 milhão na área indireta, incluindo 940 estudantes que terão acesso gratuito a transporte escolar seguro.

Condições do empréstimo

O empréstimo de US$ 130 milhões possui 23,5 anos de prazo, 7 anos de carência, taxa de juros baseada no SOFR e contrapartida local de US$ 34,3 milhões.

FONTE: IDB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Kangaroo Tours

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Negócios

Grupo BID transforma conhecimento em impacto real na América Latina e Caribe

O Grupo BID publicou em 2025 seu primeiro Relatório Anual de Conhecimento, buscando responder uma pergunta central: o trabalho produzido realmente influencia decisões que moldam resultados de desenvolvimento? A avaliação revelou avanços significativos, reforçando a importância de conectar pesquisa e políticas públicas de forma estratégica.

A instituição vem investindo em sistemas robustos para garantir que o conhecimento seja visível, acionável e alinhado a oportunidades concretas em políticas públicas. Entre as iniciativas estão o Índice de Influência do Conhecimento, uso de IA, reformas de governança e expansão das avaliações de impacto.

Escala de produção e alcance global

Em 2025, o Grupo BID produziu mais de 700 novos conteúdos de conhecimento, consultados mais de 5 milhões de vezes mundialmente. Cerca de 61% dos formuladores de políticas na América Latina e Caribe acessaram essas publicações, e os autores receberam mais de 34 mil citações. Mais de 112 mil pessoas participaram de cursos online, enquanto mil servidores públicos participaram dos Diálogos Regionais de Políticas, reforçando que o conhecimento é a base, e não apenas um complemento, do desenvolvimento.

Impactos concretos de políticas públicas

Os resultados mais expressivos vieram de análises aplicadas a decisões reais:

  • Argentina: Microssimulações sobre subsídios de energia mostraram que US$ 10 bilhões beneficiavam famílias de maior renda. A reformulação proposta protegeu os mais vulneráveis e gerou economia fiscal de 1,3% do PIB.
  • Peru (Lima): Avaliação de transporte público revelou impactos positivos na mobilidade e na renda, especialmente para mulheres em áreas periféricas, orientando a próxima geração de projetos urbanos.
  • México: Anos de pesquisa sobre sistemas trabalhistas e previdenciários contribuíram para reformas estruturais, mostrando que influência em políticas exige presença contínua e confiança construída ao longo do tempo.

Medindo influência com transparência

O Índice de Influência do Conhecimento do BID vai além da quantidade de pesquisa: ele avalia onde a pesquisa é citada – em notícias, artigos acadêmicos, documentos de políticas públicas e operações do banco. Isso permite medir impacto real em políticas e projetos.

O índice variou entre 2020 e 2025, refletindo, entre outros fatores, a atenção extraordinária à pesquisa sobre COVID-19 e mudanças na circulação do conhecimento, incluindo o uso crescente de ferramentas de IA. Pesquisas externas confirmam a liderança do BID em geração de pesquisa e assessoria técnica para governos na região.

Investindo em infraestrutura de conhecimento

Em 2025, o Grupo BID implementou reformas estratégicas para ampliar a influência de seu conhecimento:

  • O Comitê Assessor de Conhecimento coordena agendas entre BID, BID Invest e BID Lab, garantindo qualidade institucional.
  • O Fundo de Inteligência em Efetividade do Desenvolvimento destinou US$ 8 milhões para avaliações de impacto, aumentando a proporção de análises concluídas e aprendizado aplicado.
  • A ferramenta de IA Seek permite consultas baseadas em milhares de publicações revisadas por pares.
  • O Kit de Ferramentas de Influência do Conhecimento incentiva engajamento ativo com formuladores de políticas, substituindo a simples publicação por estratégias de disseminação com impacto.

Essas ações garantiram ao BID o Prêmio Internacional de Gestão do Conhecimento, reconhecendo a eficácia das iniciativas.

Rumo a mais impacto e transformação

O Relatório Anual de Conhecimento de 2025 mostra avanços, mas também lacunas. Conhecimento não aplicado é oportunidade perdida; avaliações não concluídas representam lições não aprendidas. A missão do BID é clara: transformar pesquisa em decisões que melhorem vidas na América Latina e Caribe, fortalecendo sua atuação como Banco de Conhecimento da região.

FONTE: BID
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BID

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Indústria

Indústria de defesa brasileira cresce 114% e bate recorde de exportações em 2025

Setor supera marca histórica e amplia presença globalA indústria de defesa brasileira atingiu um novo recorde em 2025, com US$ 3,1 bilhões em autorizações de exportações, segundo o Ministério da Defesa. O montante representa alta de 74% em relação a 2024 e mais que dobra o volume registrado em 2023, acumulando 114% de crescimento em dois anos.

O avanço reflete o desempenho de uma Base Industrial de Defesa (BID) composta por cerca de 80 empresas exportadoras presentes em 140 países. O portfólio inclui aeronaves, embarcações, blindados, munições, soluções cibernéticas, radares e sistemas de comunicação. O setor responde por 3,49% do PIB e gera quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos.

Entre os principais compradores estão Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal. Aeronaves como o KC-390 Millennium seguem como destaques na pauta de exportações.

Estratégias para ampliar as vendas externas
De acordo com o Ministério da Defesa, o crescimento é resultado de ações coordenadas para elevar a competitividade do setor e facilitar a entrada de empresas brasileiras em novos mercados. “O trabalho com a indústria de defesa permite produzir equipamentos competitivos para atender às Forças Armadas e ampliar as vendas ao exterior”, afirmou o secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues.

A estrutura da pasta conta com quatro áreas estratégicas para fortalecer a BID: promoção comercial, regulação, financiamentos e inovação tecnológica.

Promoção comercial e diplomacia industrial
O Depcom (Departamento de Promoção Comercial) atua na abertura de mercados e na participação em feiras internacionais. Em 2025, o órgão promoveu diálogos bilaterais com Turquia e Jordânia, participou da LAAD Defence & Security no Rio de Janeiro e organizou o Brazilian Defense Day, que reuniu representantes de cerca de 50 países.

Regulação e certificação de produtos
O Deprod, responsável pela creditação de empresas e classificação de produtos, registrou resultados expressivos: 417 novos produtos classificados e 62 empresas credenciadas em 2025. Ao todo, já são 307 empresas e 2.219 produtos homologados. O setor também acompanha programas de compensação tecnológica e comercial (offset).

Financiamento e apoio à expansão do setor
O Depfin atua na busca por linhas de crédito, garantias e investimentos. Entre os avanços de 2025 está o acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que visa ampliar a participação de bens de defesa nas exportações e aumentar a nacionalização de produtos estratégicos.

Inovação e desenvolvimento tecnológico
O Decti lidera iniciativas para transformar pesquisa em capacidade industrial. Nos últimos cinco anos, cerca de 140 projetos de PD&I foram incorporados à carteira do Ministério, somando R$ 700 milhões em investimentos. Outras 34 iniciativas receberam R$ 1,1 bilhão de apoio de instituições como Finep e CNPq.

Em 2025, dois seminários nacionais reuniram governo, indústria e academia para discutir integração tecnológica, aceleração de projetos e o fortalecimento da competitividade brasileira no setor de defesa.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Corrêa/PR

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Sustentabilidade

BID, BNDES e Ministério do Meio Ambiente anunciam investimento de R$ 2,7 bilhões no Fundo Clima

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram uma carta de intenções para viabilizar um aporte de R$ 2,7 bilhões (US$ 500 milhões) ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC).

A iniciativa tem como meta fortalecer o financiamento de projetos sustentáveis no Brasil e ampliar a capacidade do Fundo Clima de atender à crescente demanda por recursos voltados à transição ecológica e à redução dos impactos das mudanças climáticas.

Fundo Clima ganha reforço histórico

Durante cerimônia realizada na COP30, o acordo foi assinado pelo presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn; pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco; e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Estamos fortalecendo o Fundo Clima para que o financiamento chegue a quem mais precisa — especialmente pequenas e médias empresas e projetos locais. Com mais escala, governança e novos parceiros, vamos ampliar nosso impacto”, destacou Goldfajn.

Capobianco ressaltou que o FNMC cumpre o papel para o qual foi criado: “um mecanismo financeiro capaz de impulsionar a transformação ecológica que o Brasil precisa. O novo aporte permitirá ampliar as ações de combate às mudanças climáticas em diversas frentes, beneficiando toda a população.”

Brasil na liderança da agenda verde global

Segundo Aloizio Mercadante, o acordo reforça o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e o enfrentamento da emergência climática. “Ao unir esforços, governo, BNDES e BID fortalecem o Fundo Clima como um instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável, colocando o país na vanguarda da agenda ambiental global”, afirmou.

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima é administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e implementado pelo BNDES, com foco no financiamento de projetos resilientes, pesquisas e avaliações ambientais em todo o território nacional.

Próximos passos do investimento

Antes de ser efetivado, o aporte de R$ 2,7 bilhões passará por análises e aprovações internas das instituições envolvidas e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O MMA apresentará o projeto à Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), órgão responsável por autorizar iniciativas com recursos internacionais garantidos pela União.

Com o aporte, o Brasil reforça seu papel de liderança na agenda climática global, ao priorizar investimentos em inovação, energia limpa e infraestrutura sustentável.

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/VIVA

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Exportação

Piauí e Roraima vão implementar planos de promoção da cultura exportadora em 2026

O Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realizou sua 4ª Reunião Ordinária. O encontro reforçou o compromisso do governo federal com a diversificação das exportações brasileiras e a interiorização das oportunidades de comércio exterior.

Durante a reunião, foi definido que Piauí e Roraima terão seus Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados no primeiro semestre de 2026, com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Oficinas e apoio às empresas locais

Os planos incluirão oficinas virtuais e presenciais voltadas à identificação das prioridades de cada estado. Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o objetivo é fortalecer a cultura exportadora e levar ferramentas de apoio às empresas com potencial de acesso ao mercado internacional.

“Fortalecer a cultura exportadora é dar visibilidade ao potencial local e abrir caminhos para que mais empresas brasileiras alcancem o mercado global”, destacou Prazeres.

A diretora de Promoção às Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, Janaína Batista, ressaltou que a parceria entre o governo federal e os estados tem gerado resultados concretos.

“Cada plano estadual representa um passo importante na construção de uma rede de exportadores mais diversa. A PNCE é sobre dar ferramentas, confiança e visibilidade para que empresas de todos os tamanhos e regiões possam chegar mais longe”, afirmou.

Novos integrantes fortalecem a governança

A reunião marcou ainda a adesão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) ao comitê. A entrada da entidade amplia a presença da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) nos municípios, aproximando as prefeituras das ações de fomento ao comércio exterior e fortalecendo o ecossistema exportador.

O CNPCE é composto por representantes do MDIC, MAPA, MDA, MRE, ApexBrasil, Sebrae, BNDES, Banco do Brasil, Correios, Embratur, CNI, CNC, CNS, CNA, FNP, além dos estados e do Distrito Federal. O grupo é responsável por acompanhar a execução da PNCE, propor melhorias e articular ações entre órgãos públicos e o setor privado.

Expansão regional e resultados positivos

O encontro também apresentou o Relatório de Implementação da PNCE 2025 (versão preliminar), o monitoramento do Plano de Trabalho 2024/2025, além do novo plano 2025/2026 e atualizações sobre os programas Elas Exportam e Raízes Comex.

Atualmente, todos os estados brasileiros participam da PNCE. Sete deles — Pará, Pernambuco, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Espírito Santo e Amapá — já concluíram seus planos estaduais, desenvolvidos de forma colaborativa entre governos locais, parceiros regionais e o MDIC.

Em 2024, esses estados reuniram 2.171 empresas exportadoras, representando 7,5% do total nacional e movimentando US$ 68,8 bilhões, o equivalente a 20,4% das exportações brasileiras.

De janeiro a outubro de 2025, as exportações desses estados cresceram 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 61,2 bilhões e respondendo por 21,1% das vendas externas do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Sustentabilidade

Brasil lança Aliança pelo Transporte Sustentável na Amazônia durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou, durante a COP30, a criação da Aliança pelo Transporte Sustentável, Resiliente e Integrado na Amazônia. A iniciativa inédita reúne países amazônicos, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial em uma ação conjunta voltada a descarbonizar o transporte, fortalecer a integração regional e alinhar a infraestrutura amazônica à agenda climática global.

Além do Brasil, participam da Aliança Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. O país será representado pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, reafirmando o compromisso brasileiro com o desenvolvimento sustentável e a integração da região amazônica.

“A iniciativa coloca o bioma amazônico no centro da ação climática global, unindo eficiência, sustentabilidade e resiliência”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Transporte fluvial como eixo de integração

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, destacou o papel estratégico da nova Aliança. Segundo ele, o projeto fortalece o transporte fluvial como principal eixo de integração regional e instrumento de inclusão social.

“Ao lado do BID, do Banco Mundial e dos países amazônicos, o Brasil reafirma seu compromisso com um modelo de transporte mais eficiente e alinhado aos compromissos climáticos”, ressaltou.

A proposta responde a desafios históricos da Amazônia, como baixa conectividade, infraestrutura precária, eventos climáticos extremos e altos custos logísticos. A meta é transformar o transporte regional em vetor de desenvolvimento sustentável, combinando inovação tecnológica, eficiência logística e preservação ambiental.

Quatro eixos estratégicos para o futuro da Amazônia

A atuação da Aliança será orientada por quatro eixos estratégicos. O primeiro visa ampliar a conectividade e o acesso a serviços básicos em comunidades isoladas, promovendo inclusão e mobilidade para populações que dependem do transporte fluvial.

O segundo eixo trata da logística multimodal sustentável, fortalecendo corredores e cadeias logísticas e estimulando a bioeconomia e o transporte hidroviário.

O terceiro prevê a implementação de infraestrutura verde, baseada em soluções inspiradas na natureza para reduzir impactos socioambientais e aumentar a resiliência às mudanças climáticas.

Por fim, o quarto eixo foca na modernização do transporte fluvial, com ações voltadas à melhoria dos serviços de passageiros e cargas em áreas urbanas e ribeirinhas, garantindo segurança, eficiência e inclusão social.

Plano de Ação Regional 2026–2030

Como desdobramento do acordo, os países e instituições parceiras irão elaborar o Plano de Ação Regional 2026–2030, que definirá metas e investimentos para transformar o transporte na Amazônia em um modelo sustentável e multimodal. O plano será articulado com programas internacionais já existentes, como o Amazônia Sempre e o Conexión Sur, do BID, e o Amazônia Viva, do Banco Mundial.

Também está prevista a criação de um Comitê Regional para a Transformação da Infraestrutura de Transporte Amazônica, responsável por coordenar e acompanhar a execução das ações, garantindo o alinhamento com os compromissos climáticos globais e a agenda de descarbonização do setor.

Amazônia como referência global em transporte sustentável

O lançamento da Aliança durante a COP30 reforça o protagonismo da Amazônia na agenda climática internacional, posicionando a região como referência em soluções logísticas de baixo carbono e integração regional. A iniciativa destaca o papel do Brasil como articulador de políticas públicas que unem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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ApexBrasil lança programa para descentralizar investimentos estrangeiros no Brasil

Iniciativa busca atrair recursos para regiões menos contempladas e impulsionar a economia verde

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), vai lançar na próxima sexta-feira (4/4) o programa “Investe Mais Estados”. A iniciativa tem como principal objetivo diversificar os destinos dos investimentos estrangeiros no Brasil e impulsionar soluções sustentáveis em todas as regiões do país.

Atualmente, a maior parte dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, que respondem por aproximadamente 80% das receitas brutas geradas por empresas internacionais no país. Enquanto isso, Norte e Nordeste representam apenas cerca de 10% desses recursos. Com o “Investe Mais Estados”, a ApexBrasil pretende reverter essa concentração, promovendo visitas de investidores a diferentes regiões, mapeando oportunidades e orientando estados na estruturação de projetos para captar financiadores internacionais.

O evento de lançamento acontece no B Hotel, em Brasília, e vai contar com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, da chefe da Representação do BID no Brasil, Annette Killmer, além de autoridades federais.

Jorge Viana destaca a importância estratégica do programa para estimular um desenvolvimento mais equitativo e sustentável no Brasil. “O lançamento é um marco para diversificar os destinos de investimentos estrangeiros no Brasil. Nossa gestão tem um olhar muito especial para o Norte e Nordeste em relação às exportações, e iremos fazer o mesmo com a atração de investidores. Além disso, queremos atrair recursos internacionais para combater as mudanças climáticas, que são uma emergência global”, comentou.

O governo federal estima que o Plano de Transformação Ecológica (PTE) do Brasil precisa de US$ 130 bilhões anuais em investimentos para avançar em pesquisa e desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, a diversificação dos investimentos é essencial para garantir que todas as regiões possam se beneficiar dos recursos internacionais e contribuir para a descarbonização da economia.

A chefe da Representação do BID no Brasil, Annette Killmer, reforça o compromisso da instituição com o programa. “A diversidade oferecida pelos estados brasileiros é um ativo extremamente valioso. Queremos ajudar governos e empresas a transformá-lo em oportunidades, além de incentivar investidores a identificarem esse potencial, sobretudo em regiões que não têm sido destino prioritário de investimentos”, frisou. Segundo ela, a iniciativa contribuirá para democratizar os investimentos e fortalecer setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país.

FONTE: Correio Braziliense
ApexBrasil lança programa para descentralizar investimentos estrangeiros no Brasil

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Expansão do comércio entre países da AL terá apoio do BID; iniciativa tem inspiração brasileira

Transações dentro da região representam apenas 15% das importações e exportações totais de seus países

 

Em meio às turbulências no mapa-múndi do comércio internacional, com uma onda de novas tarifas sendo anunciadas pelo governo americano de Donald Trump, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai apoiar projetos de infraestrutura que possam acelerar a integração da América do Sul.

O Conexão Sul tem o objetivo de fortalecer o comércio intrarregional, superando barreiras logísticas para ampliar fluxos de bens e serviços, reduzir custos e avançar em competitividade e captação de investimento.

O programa é inspirado no Rotas de Integração Sul-Americana, tocado pelo governo brasileiro e iniciado em 2023.

E que prevê cinco circuitos conectando o Brasil com 12 países vizinhos, com obras de construção e de melhorias de rodovias, hidrovias, pontes e outros.

A ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, que participa da Reunião Anual do BID em Santiago, no Chile, onde o programa foi lançado neta sexta-feira, sublinha que o projeto que, diante da incerteza trazida pelos EUA, se torna “ainda mais importante e necessário”.

– Temos 200 milhões de sul-americanos a nossa disposição, para comprar nossos produtos, ou seja, consumidores. E eles têm 200 milhões de brasileiros. Então, a gente dobra para nós e dobra para eles – frisa a ministra. – Paralelamente, temos uma coisa que movimenta muito a economia e gera muito emprego: turismo. Com essas rotas, vamos conseguir atrair voos regionais.

US$ 10 bilhões em financiamento
No âmbito federal, o Rotas de Integração Sul-Americana está incluído no Novo PAC. Mas conta ainda com US$ 10 bilhões em financiamento, sendo US$ 3 bilhões vindos do BNDES – apoiando estados e municípios dentro do Brasil – e o restante para as obras nos demais países e com recursos vindos de bancos multilaterais, incluindo o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), além do BID. Parte dos desembolsos já foram realizados.

Ilan Goldfajn, presidente no BID e ex-presidente do Banco Central do Brasil, destaca que o programa responde a uma demanda dos representantes dos países junto à instituição, voltado para a construção de um comércio regional de grande escala, integrado e que seja atraente a investidores.

“Com maior conectividade, cadeias de valor mais sólidas e marcos institucionais modernizados, o programa vai ajudar aos países da América do Sul a superar barreiras históricas e a gerar novas oportunidades”, afirmou ele, reconhecendo que o cenário atual pede o fortalecimento regional.

Na América do Sul, as transações intrarregionais representam apenas 15% do comércio internacional como um todo. É patamar similar ao da África, de 13%. Enquanto essa fatia alcança 40% na América do Norte, 58% na Ásia e chega a 62% na Europa.

Blocos regionais ganham força
O fortalecimento de blocos de comércio regionais, com a diversificação da cadeia de fornecedores de insumos e maior número de destinos para a exportação de bens e serviços, tem importância crescente num momento em Trump vem anunciando tarifas comerciais e exigências de nacionalização de produção dos mais diversos produtos e serviços.

Na Reunião Anual do BID, representantes de 11 países sul-americanos assinaram uma declaração de apoio ao novo programa, Brasil, Chile, Argentina e Colômbia, entre eles.

O plano do BID foi estruturado com foco em três pilares.

Avançar nessa infraestrutura de conexão entre os países é o carro-chefe, olhando para melhorias e expansão de rodovias, portos, hidrovias, redes de energia e também digitais.

Essa infraestrutura vai ajudar a impulsionar cadeias de valor da região, facilitando o comércio, desenvolvendo a produção local e aumentando a inserção desses países nos demais mercados. Haverá ainda esforços na frente regulatória, com apoio a acordos comerciais e outros marcos.

O ministro da Fazenda do Chile, Mario Marcel, destacou os gargalos econômicos da América do Sul, como o custo de transporte 40% maior que o dos Estados Unidos.

Ele frisa que os corredores das Rota Bioceânicas, que incluem o Chile, permitirão reduzir custos de transporte, melhorar a conectividade e as transações comerciais.

Isso pode ajudar a atrair investimento e fomentar inovação, abrindo camino para o esenvolvimento sustentável, disse ele.

Ainda no encontro em Santiago, o BID e o Fonplata assinaram um acordo de cooperação para trabalharem em parceria.

Na prática, isso poderá se traduzir, por exemplo, no cofinanciamento de projetos na região, inclusive dentro do Conexão Sul.

FONTE: O Globo
Expansão do comércio entre países da América do Sul terá apoio do BID, com iniciativa inspirada em projeto do Brasil | Economia | O Globo

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