Transporte

Grupo BID reúne governos e investidores para impulsionar US$ 65 bilhões em projetos de transporte

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) reuniu representantes de governos e do setor privado de 17 países da América Latina e do Caribe durante o LAC Transport Forum 2026. O encontro apresentou mais de 110 projetos de investimento em infraestrutura de transporte, que somam mais de US$ 65 bilhões para os próximos 18 meses.

O valor corresponde, aproximadamente, ao total investido anualmente pela região em infraestrutura de transporte. O fórum teve como foco ampliar a participação de capital, melhorar a estruturação dos projetos e aumentar a qualidade e o impacto dos investimentos.

América Latina precisa ampliar investimentos em infraestrutura

Segundo estimativas do BID, os países da América Latina e do Caribe precisam direcionar cerca de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano até 2030 para reduzir o déficit de infraestrutura. A necessidade supera US$ 1,6 trilhão, dos quais mais de US$ 630 bilhões estão relacionados ao setor de transporte.

Outro desafio apontado pela instituição são as ineficiências nos processos de investimento. De acordo com o BID, a região perde aproximadamente um de cada dois dólares destinados à infraestrutura em razão dessas falhas.

Durante a abertura do evento, o presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, destacou a possibilidade de ampliar os resultados sem necessariamente elevar os gastos públicos.

“Podemos aumentar em até 35% os resultados dos investimentos em infraestrutura sem aumentar o gasto público. O objetivo é alcançar mais e melhor infraestrutura e maior impacto para as pessoas”, afirmou.

Fórum aproxima governos e empresas

Para acelerar a execução de novos projetos, o LAC Transport Forum 2026 promoveu uma ampla rodada de encontros entre representantes governamentais e empresas.

Participaram delegações de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Suriname.

A edição deste ano também marcou a primeira realização do fórum em parceria com a Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC), organização internacional voltada ao desenvolvimento de padrões para o setor de infraestrutura.

Transport Delivers busca melhorar investimentos em transporte

Durante o evento, o Grupo BID lançou a Transport Delivers, uma plataforma regional voltada ao aprimoramento da qualidade, transparência e competitividade dos processos de investimento em infraestrutura de transporte.

A iniciativa pretende ampliar a aplicação das reformas desenvolvidas pelo programa Procure+, do BID, em projetos de infraestrutura de diferentes países da região. A proposta é tornar os investimentos mais eficientes e aumentar seus benefícios para a população.

A plataforma também deverá apoiar melhorias em etapas como planejamento, licitação e contratação de obras, estimulando a concorrência e buscando melhores resultados nos projetos de transporte.

Concorrência pode reduzir custos de projetos

Dados apresentados pelo BID indicam que o aumento da concorrência nas licitações pode gerar economia nos investimentos. Cada novo concorrente em uma disputa reduz, em média, os preços entre 2% e 8%.

A instituição também aponta que considerar critérios de qualidade, além do preço, pode diminuir entre 5% e 20% o custo total dos ativos de infraestrutura durante sua vida útil.

Iniciativa prevê mobilização de novos recursos

A Transport Delivers recebeu contribuições da Espanha e do Japão que totalizam US$ 2,5 bilhões. A expectativa é mobilizar outros US$ 10 bilhões junto a doadores nos próximos cinco anos.

Com esses recursos, a iniciativa pretende criar condições para viabilizar aproximadamente US$ 20 bilhões em novos investimentos em transporte.

A plataforma integra as ações do BID for the Americas, programa que busca ampliar a participação do setor privado em projetos apoiados pelo Grupo BID.

Miami terá papel na conexão com investidores

O escritório do Grupo BID em Miami também atua na promoção de iniciativas como o LAC Transport Forum, com o objetivo de aproximar governos, empresas e investidores interessados no desenvolvimento da infraestrutura na América Latina e no Caribe.

A estratégia busca fortalecer a conexão entre os diferentes participantes do mercado e facilitar a estruturação de projetos capazes de ampliar a conectividade, a competitividade e a integração regional.

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IADB

Ler Mais
Investimento, Transporte

BID reúne investidores em Miami para ampliar investimentos em transporte na América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) promove, em Miami, nos Estados Unidos, o LAC Transport Forum 2026, evento voltado à apresentação de oportunidades de investimento em infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe.

Realizado em parceria com a Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC), o fórum ocorre nos dias 29 e 30 de setembro e reunirá autoridades públicas, representantes do setor privado, organizações internacionais, instituições financeiras e investidores.

Países apresentarão projetos de infraestrutura

A programação terá a participação de Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, além de ministros, vice-ministros e outras autoridades de 16 países da América Latina e do Caribe.

Durante o encontro, os representantes governamentais deverão apresentar oportunidades concretas de investimento em projetos relacionados ao setor de transportes.

A proposta é aproximar governos, empresas responsáveis pelo desenvolvimento de projetos, instituições financeiras e investidores internacionais, criando condições para novas parcerias e para a expansão dos investimentos em infraestrutura de transporte.

Fórum busca ampliar participação do setor privado

Com o tema “Ampliando o impacto do setor de transportes: os setores público e privado gerando resultados”, o LAC Transport Forum 2026 terá como um dos principais focos o fortalecimento da capacidade institucional para transformar investimentos em projetos mais eficientes.

A agenda também discutirá formas de aumentar o impacto dos investimentos sobre o desenvolvimento econômico e social, além de ampliar a participação do setor privado na infraestrutura de transportes da região.

Segundo a organização, o encontro pretende contribuir para projetos mais sustentáveis, resilientes e inclusivos na América Latina e no Caribe.

Acordo com a Espanha está entre os anúncios previstos

Entre os anúncios esperados durante o fórum está a assinatura de um acordo de cooperação entre o BID e o Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável da Espanha.

A iniciativa integra a agenda de aproximação entre governos e instituições voltada ao desenvolvimento de soluções e investimentos para o setor de transportes.

Coletiva de imprensa com Ilan Goldfajn

O presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, participará de uma coletiva de imprensa no primeiro dia do evento.

A atividade será realizada no Hotel Four Seasons Miami, antes da programação principal do fórum.

Serviço:

  • Evento: LAC Transport Forum 2026
  • Data: 29 e 30 de setembro de 2026
  • Coletiva de imprensa: 29 de setembro, às 8h30
  • Local: Hotel Four Seasons Miami
  • Tema: investimentos e desenvolvimento da infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikipédia

Ler Mais
Indústria

Indústria do Paraguai avança com 20 polos industriais e 48 municípios com zonas fabris

O Paraguai está estruturando uma nova estratégia para ampliar a atividade industrial no país. O Ministério da Indústria e Comércio (MIC) identificou 20 polos industriais distribuídos por diferentes regiões, com o objetivo de direcionar investimentos de acordo com a infraestrutura existente, as atividades produtivas locais, o potencial econômico de cada área e a oferta de trabalhadores.

A iniciativa integra o Mapa Nacional de Inteligência Competitiva, ferramenta criada para fornecer informações territoriais a empresas e autoridades antes da definição de novos empreendimentos. O projeto contou com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e reúne dados sobre infraestrutura, indústrias instaladas e setores com possibilidade de expansão.

Mapa orienta localização de novos investimentos

De acordo com o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, a proposta é aproximar os investimentos industriais das regiões que já possuem estrutura produtiva e disponibilidade de mão de obra.

Entre os territórios identificados estão o Curso Médio do Rio Paraguai, as áreas de desenvolvimento industrial de Concepción e San Pedro, o Norte Agroindustrial e da Indústria Florestal, a Terceira Coroa de Assunção e o Polo Sul Agroindustrial e da Indústria Florestal.

Também aparecem no levantamento o Corredor Central do Paraná, a Região Metropolitana de Encarnación, Coronel Bogado, o Polo de Misiones, a Região Metropolitana da Tríplice Fronteira, a Região Metropolitana de Assunção e a Segunda Coroa.

A relação inclui ainda o Curso Baixo do Rio Paraguai, o Corredor Oeste do Paraná, o Hinterland de Pilar, Pedro Juan Caballero-Bella Vista Norte, Salto del Guairá, o Curso Alto do Rio Paraguai, o Chaco Central e a Grande Assunção-Zona de Reconversão Industrial.

Oferta de mão de obra entra no planejamento industrial

Além das características produtivas e da infraestrutura, o mapa apresenta informações sobre a população economicamente ativa, o emprego formal e o número de pessoas desempregadas em cada distrito.

O MIC pretende utilizar esses dados como um dos critérios para orientar a instalação de empresas. A intenção é estimular a criação de oportunidades nas próprias regiões onde existe mão de obra disponível, reduzindo a necessidade de migração interna em busca de trabalho.

“O objetivo é evitar o deslocamento das pessoas de suas regiões de origem e levar as indústrias e os empregos para onde está a mão de obra”, explicou Riquelme.

Criação de empregos dependerá dos investimentos

O governo paraguaio não estabeleceu uma previsão específica para o número de empregos diretos que poderão ser gerados nos próximos 24 meses. Segundo o MIC, a quantidade de novas vagas estará relacionada ao volume de investimentos e à evolução econômica de cada polo industrial.

Nesse cenário, as informações reunidas pelo mapa devem funcionar como instrumento de apoio à decisão para empresas, investidores e autoridades públicas, permitindo avaliar as características de cada território antes da implantação de projetos.

48 municípios já possuem zonas industriais aprovadas

Outra frente da estratégia é o avanço do zoneamento industrial. Atualmente, 48 municípios paraguaios já possuem zonas industriais aprovadas pelos respectivos conselhos municipais.

Ao mesmo tempo, os planos de ordenamento urbano e territorial estão sendo desenvolvidos em 33 distritos. A meta do governo é ampliar gradualmente esse planejamento para os 263 distritos do Paraguai.

A definição e aprovação do uso do solo continuam sob responsabilidade das administrações municipais. O MIC, por sua vez, presta orientação e suporte técnico. Nas localidades consideradas prioritárias, o ministério também atua na identificação de terrenos e no levantamento das capacidades produtivas.

Governo prepara nova legislação para parques industriais

O Paraguai possui atualmente oito parques industriais autorizados. O MIC trabalha para incluir outros 34 empreendimentos no registro de forma gradual.

Paralelamente, o governo prepara uma nova Lei de Parques Industriais. O texto ainda está em fase de elaboração e consulta.

Os mapas dos polos industriais deverão ser apresentados oficialmente durante o mês da indústria. A intenção é oferecer uma base de planejamento para a instalação e a reorganização de empresas, permitindo um uso mais eficiente da infraestrutura e das capacidades produtivas já existentes.

Recursos serão articulados por diferentes programas

O MIC não prevê uma dotação orçamentária exclusiva para os 20 polos industriais. O desenvolvimento dessas áreas deverá ocorrer por meio de programas gerais de apoio à indústria e aos investidores, mecanismos de incentivo previstos em lei e articulação com governos municipais e diferentes instituições.

Entre os parceiros envolvidos estão a ANDE, o MOPC, empresas incorporadoras privadas e outras fontes de financiamento.

A proposta representa uma mudança na forma de planejar a expansão industrial do Paraguai: em vez de analisar individualmente a localização de cada empreendimento, o governo busca utilizar dados territoriais e inteligência competitiva para identificar regiões com melhores condições para determinados investimentos.

O principal desafio será transformar os 20 polos mapeados e as zonas industriais municipais já aprovadas em áreas com infraestrutura, mão de obra e condições adequadas para atrair novos investimentos e ampliar a produção industrial no Paraguai.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Exportação

Nearshoring pode elevar exportações da América Latina em US$ 78 bilhões

A regionalização das cadeias de produção pode gerar até US$ 78 bilhões por ano em novas exportações de bens e serviços para a América Latina e o Caribe. No Brasil, o potencial ultrapassa US$ 7,8 bilhões anuais apenas em exportações de mercadorias, conforme estimativas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A mudança na localização das fábricas também começa a alterar a dinâmica da logística internacional. Com empresas buscando fornecedores mais próximos dos consumidores, cresce a tendência de descentralização dos estoques e de redução da dependência de rotas internacionais extensas.

Nesse cenário, setores como transporte multimodal, armazenagem, carga aérea, distribuição regional e operações de comércio exterior devem ganhar espaço.

Nearshoring muda estratégia das empresas

A análise faz parte do relatório de mercado de setembro da Maersk para a América Latina. A companhia avalia que o nearshoring, movimento de transferência ou expansão da produção para países próximos dos mercados consumidores, deixou de ser apenas uma resposta às crises recentes.

A estratégia passou a influenciar decisões relacionadas à instalação de fábricas, investimentos, escolha de fornecedores e organização dos fluxos de mercadorias.

Pandemia, conflitos geopolíticos, barreiras comerciais e interrupções em importantes rotas marítimas mostraram às empresas os riscos de manter cadeias de suprimentos muito longas ou concentradas em poucos países.

Brasil tem potencial de US$ 7,8 bilhões

A projeção de US$ 78 bilhões utilizada pela Maersk foi apresentada pelo BID em 2022, com cálculos baseados em dados de 2019. Do valor total estimado, US$ 64 bilhões seriam provenientes de novas exportações de bens, enquanto US$ 14 bilhões corresponderiam a serviços.

México e Brasil estão entre os mercados com maior potencial de expansão. Para o Brasil, a estimativa supera US$ 7,8 bilhões anuais em exportações adicionais de mercadorias.

Desse montante, mais de US$ 4 bilhões poderiam ser gerados por vendas aos Estados Unidos. Outros aproximadamente US$ 3,1 bilhões estariam associados ao comércio com países da própria América Latina.

Entre os setores apontados como oportunidades estão automóveis, produtos têxteis, medicamentos e equipamentos relacionados às energias renováveis. O Brasil também reúne capacidade instalada em áreas como os setores aeroespacial, agroindustrial e energético.

Segundo a Maersk, o tamanho do mercado consumidor brasileiro, a diversidade da indústria e a disponibilidade de recursos naturais são fatores favoráveis. Para transformar essa vantagem em novos investimentos, porém, o país precisará avançar em infraestrutura logística, competitividade energética, segurança jurídica e integração entre diferentes meios de transporte.

Crises impulsionam diversificação da produção

A estratégia adotada por muitas companhias não significa necessariamente abandonar a China. Uma alternativa que ganhou força foi manter operações no país asiático e, paralelamente, ampliar a fabricação ou a aquisição de componentes em outros mercados.

O objetivo é diminuir a concentração dos fornecedores e criar opções adicionais para evitar interrupções no abastecimento.

Uma pesquisa da Economist Impact, com apoio do J.P. Morgan e citada pela Maersk, mostra a dimensão dessa transformação: 96% dos executivos entrevistados afirmaram ter alterado suas operações comerciais em resposta a acontecimentos geopolíticos.

A diversificação da base de fornecedores foi adotada por 47% dos participantes. Outros 15% avançaram em iniciativas para trazer a produção de volta ou aproximá-la dos mercados consumidores.

Comércio regional pode ganhar força

A reorganização das cadeias também favorece o comércio intrarregional na América Latina. Empresas estão aumentando a procura por insumos em países vizinhos, criando centros de distribuição e mantendo estoques mais próximos dos consumidores finais.

Esse movimento aumenta a necessidade de uma rede logística integrada, conectando portos, rodovias, ferrovias, aeroportos e armazéns.

A tendência pode criar oportunidades para países que consigam oferecer localização estratégica, capacidade industrial e infraestrutura adequada.

Países buscam espaço nas novas cadeias globais

Os ganhos potenciais variam entre os países latino-americanos. A proximidade com os Estados Unidos coloca o México em uma posição de destaque na disputa por novas unidades industriais.

Outros mercados, porém, vêm se especializando em determinados segmentos.

A Costa Rica ampliou sua participação na produção de dispositivos médicos e em atividades industriais de maior valor agregado. Na Guatemala, os setores têxtil e de vestuário estão entre os que atraem investimentos.

O Panamá aposta na localização estratégica, nas zonas francas e na estrutura logística para fortalecer seu papel como centro de distribuição e armazenagem regional.

Chile e Peru, por sua vez, mantêm relevância no fornecimento de cobre e minerais estratégicos utilizados na eletrificação, nas energias renováveis e na expansão de centros de processamento de dados.

Na Colômbia, a estratégia envolve o aproveitamento da posição geográfica e do crescimento das áreas de serviços e tecnologia.

Infraestrutura será decisiva para atrair investimentos

Apesar das oportunidades, a América Latina ainda enfrenta desafios relacionados a infraestrutura, conectividade, digitalização, segurança e facilitação do comércio. Na avaliação da Maersk, esses fatores serão determinantes para que a região consiga competir por investimentos com países do Sudeste Asiático, que já contam com cadeias industriais estruturadas e sistemas logísticos desenvolvidos.

Na América do Sul, um dos projetos que pode ampliar a integração regional é o Corredor Bioceânico de Capricórnio, planejado para conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A iniciativa busca criar uma ligação terrestre entre o Atlântico e os portos chilenos no Oceano Pacífico.

Também existem estudos para uma possível conexão ferroviária entre Brasil e Peru, associada ao Porto de Chancay. As iniciativas podem ampliar as alternativas de acesso aos mercados asiáticos, mas ainda dependem de fatores como viabilidade econômica, licenciamento, financiamento e integração com as estruturas ferroviárias existentes.

Redução dos custos logísticos pode ampliar comércio

Para o BID, a região precisa concentrar esforços em três áreas principais: investimentos, infraestrutura e integração.

Segundo o banco, uma redução de 10% nos custos do transporte internacional poderia elevar o valor das exportações em pelo menos 30%. A harmonização dos acordos comerciais existentes nas Américas, por sua vez, teria potencial para aumentar o comércio entre países da região em quase 12%.

Dessa forma, a regionalização das cadeias produtivas abre uma janela de oportunidade para a América Latina, mas a proximidade dos mercados não será suficiente por si só.

Países que conseguirem combinar infraestrutura eficiente, portos competitivos, transporte confiável, mão de obra qualificada e estabilidade regulatória terão melhores condições para atrair fábricas, ampliar investimentos e transformar o nearshoring em novos fluxos de comércio e logística.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

Ler Mais
Sustentabilidade

Finep lança edital de R$ 300 milhões para projetos de inovação em Defesa e Sustentabilidade

A Finep abriu inscrições para um novo edital de subvenção econômica voltado ao financiamento de projetos inovadores nas áreas de Defesa Nacional e sustentabilidade da Base Industrial de Defesa (BID). A iniciativa disponibiliza R$ 300 milhões para empresas interessadas em desenvolver tecnologias estratégicas, com inscrições abertas até 30 de setembro.

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a financiadora busca estimular a inovação, fortalecer a indústria nacional e ampliar a autonomia tecnológica do país.

Edital contempla duas linhas de financiamento

As empresas poderão inscrever projetos em duas modalidades. A primeira é destinada ao desenvolvimento de Tecnologias para Defesa Nacional, enquanto a segunda tem como foco a Sustentabilidade Econômica da Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo a Finep, os recursos poderão ser utilizados em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novos produtos, criação de protótipos, produção de lotes-piloto, realização de testes, certificações e registro de patentes.

Podem participar da seleção empresas reconhecidas como Empresa Estratégica de Defesa (EED), condição que deve ser mantida durante todo o período de execução do projeto.

Objetivo é fortalecer a indústria nacional

De acordo com o assessor para Assuntos de Inovação da Finep, Ronaldo Carmona, o programa integra os esforços de fortalecimento da indústria brasileira e busca reduzir a dependência de tecnologias desenvolvidas no exterior.

A proposta é incentivar soluções inovadoras em áreas consideradas estratégicas, ampliando a capacidade tecnológica do país e contribuindo para a soberania nacional em setores sensíveis.

O edital também foi apresentado durante a 4ª edição da SC Expo Defense, evento voltado aos segmentos de defesa e segurança realizado em maio na sede da FIESC, em Santa Catarina.

Defesa faz parte da Nova Indústria Brasil

A linha voltada às Tecnologias para Defesa Nacional está alinhada à Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo Governo Federal em 2024 para orientar o desenvolvimento produtivo brasileiro até 2033.

Entre os objetivos da missão está o fortalecimento da Base Industrial de Defesa, ampliando a autonomia do Brasil em tecnologias estratégicas relacionadas à segurança, defesa e soberania.

Segundo a Finep, o cenário internacional reforça a importância de investimentos em tecnologias críticas, consideradas fundamentais para o desenvolvimento econômico e para a competitividade dos países.

Projetos devem ampliar competitividade da Base Industrial de Defesa

Na modalidade voltada à sustentabilidade da Base Industrial de Defesa, o edital prioriza projetos capazes de aumentar a capacidade produtiva, elevar a competitividade das empresas e consolidar a cadeia industrial do setor.

A expectativa é apoiar iniciativas com potencial de aplicação prática, geração de resultados concretos e impacto econômico, contribuindo para tornar a indústria brasileira de defesa mais eficiente, inovadora e preparada para os desafios futuros.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júnior Somensi

Ler Mais
Comércio Exterior

Duimp supera 80% das importações e acelera modernização do comércio exterior brasileiro

A modernização do comércio exterior brasileiro segue avançando com a ampliação do Novo Processo de Importação (NPI). Durante a 14ª reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada na segunda-feira (29), foi destacado que a Declaração Única de Importação (Duimp) já é utilizada em mais de 80% das operações de importação registradas no país, consolidando a transformação digital promovida pelo Portal Único de Comércio Exterior.

O encontro reuniu representantes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Receita Federal e de outros órgãos que integram o colegiado para avaliar o andamento das ações voltadas à simplificação, integração e maior eficiência das operações de comércio exterior.

Novo Processo de Importação amplia digitalização e reduz burocracia

A implementação gradual do Novo Processo de Importação continua substituindo a tradicional Declaração de Importação (DI) pela Duimp, modelo que centraliza informações em um único registro e promove o compartilhamento de dados entre os órgãos governamentais envolvidos nas operações. Segundo o Confac, a adoção da Duimp já ultrapassa 80% das importações realizadas no Brasil, refletindo ganhos em agilidade, redução de etapas burocráticas e maior integração entre os sistemas públicos.

Outro avanço apresentado foi a expansão do uso do módulo de Gestão de Riscos (GR) do Portal Único pelos órgãos anuentes. A ferramenta permite análises mais precisas, direcionando fiscalizações com base em critérios de risco e tornando mais eficiente a aplicação dos recursos públicos.

O acompanhamento da implementação do NPI permanece sob responsabilidade do Subcomitê de Cooperação do Confac, que reúne representantes dos órgãos envolvidos para monitorar a evolução do projeto, identificar desafios operacionais e alinhar as próximas etapas da implantação.

COLFACs ganham protagonismo na facilitação do comércio

Durante a reunião, os participantes também discutiram o fortalecimento das Comissões Locais de Facilitação do Comércio (COLFACs), consideradas fundamentais para aproximar as demandas regionais das estratégias nacionais de comércio exterior. A proposta é ampliar a integração entre as iniciativas desenvolvidas nos estados, incentivando o compartilhamento de boas práticas, a troca de experiências e o acompanhamento dos resultados alcançados pelas comissões locais.

Como encaminhamento, foi debatida a ampliação da atuação da Secretaria-Executiva do Confac no monitoramento das atividades das COLFACs, complementando o trabalho já realizado pela Receita Federal e promovendo maior coordenação entre as ações regionais e nacionais.

Outro destaque da reunião foi a apresentação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre os resultados do workshop de Gestão Coordenada de Fronteiras. A iniciativa promoveu a troca de experiências entre instituições responsáveis pelos controles aduaneiros e de fronteira, reforçando mecanismos de integração e alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais em facilitação do comércio.

Papel do Confac

Vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), o Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac) coordena ações voltadas à simplificação e harmonização dos procedimentos do comércio exterior brasileiro.

O colegiado reúne diversos órgãos públicos para desenvolver políticas e soluções que tornem o ambiente de negócios mais eficiente, previsível e competitivo, fortalecendo a integração institucional e a competitividade do país no cenário internacional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ler Mais
Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase concluída, mas enfrenta desafios alfandegários e regulatórios

As obras da Rota Bioceânica seguem em ritmo acelerado, especialmente no trecho que conecta Brasil e Paraguai pela futura ponte sobre o Rio Paraguai. No entanto, especialistas e autoridades alertam que a infraestrutura física, por si só, não garantirá o funcionamento imediato do corredor logístico internacional.

Questões ligadas à alfândega, harmonização de regras e integração entre os países envolvidos ainda representam obstáculos para a operação plena do chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Entraves regulatórios podem atrasar operação da rota

De acordo com o secretário da Semadesc de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, a previsão é de que a ponte internacional seja concluída no segundo semestre de 2026. Mesmo assim, o funcionamento eficiente da rota dependerá de acordos institucionais entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Segundo ele, além das obras estruturais, os países precisarão alinhar procedimentos de fiscalização, controle migratório e legislação aduaneira para garantir segurança jurídica e previsibilidade no transporte internacional de cargas.

O entendimento entre os governos é que ainda existe um amplo trabalho diplomático e técnico em andamento para padronizar normas operacionais e tornar o corredor competitivo no comércio exterior.

Infraestrutura pronta não garante operação imediata

Relatórios discutidos entre os países envolvidos apontam que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá da capacidade de integração entre os sistemas alfandegários e operacionais.

O documento destaca que não basta concluir estradas, acessos e pontes. Será necessário criar mecanismos permanentes de coordenação entre os países, além de procedimentos unificados para reduzir burocracias e aumentar a eficiência logística.

Outro ponto levantado é a necessidade de profissionalização das operações de fronteira, com foco na agilidade do fluxo de cargas e redução de custos para exportadores e importadores.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Empresas de transporte, exportadores e operadores logísticos também demonstram preocupação com a baixa participação do setor privado nas decisões estratégicas do corredor internacional.

Apesar de serem os principais usuários da futura rota comercial, representantes empresariais afirmam que ainda possuem pouca influência na definição de procedimentos operacionais, obras alfandegárias e estrutura das Áreas de Controle Integrado (ACIs).

Estudos coordenados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) indicam que essa ausência pode gerar soluções desconectadas da realidade operacional enfrentada diariamente nas fronteiras.

Ponte da Rota Bioceânica chega a 90% de execução

O trecho considerado mais avançado da megaobra é a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, ligando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta.

A estrutura estaiada sobre o Rio Paraguai possui 1.294 metros de extensão e já se aproxima de 90% de execução. A expectativa é de que a parte estrutural seja concluída até o fim de maio, conforme os cenários mais otimistas.

Ao todo, a Rota Bioceânica terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de territórios brasileiros, paraguaios, argentinos e chilenos.

Corredor pode reduzir custos logísticos e tempo de transporte

A expectativa dos países envolvidos é transformar o corredor em uma alternativa estratégica para o comércio entre a América do Sul e a Ásia.

Projeções indicam que a nova rota poderá reduzir em até 30% os custos logísticos e diminuir em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias, em comparação com rotas tradicionais, como o Canal do Panamá.

O projeto também é visto como uma oportunidade para atrair novos investimentos privados e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Mato Grosso do Sul aposta em diversificação econômica

Mesmo sem previsão de novos investimentos estaduais diretamente ligados à operação da rota, o governo de Mato Grosso do Sul acompanha o interesse crescente de empresas na utilização do corredor.

Segundo a Semadesc, setores como citricultura, produção de amendoim e indústrias de base tecnológica estão entre as prioridades para ampliar a matriz econômica da região.

A avaliação é que a consolidação da Rota Bioceânica poderá estimular novos negócios e fortalecer o desenvolvimento econômico do Estado nos próximos anos.

Gargalos nas fronteiras ainda preocupam

O estudo sobre facilitação do comércio realizado em 2025 também identificou fragilidades nas Áreas de Controle Integrado entre os países envolvidos.

Atualmente, apenas os trechos de fronteira entre Argentina e Chile estão habilitados para o transporte internacional de cargas. Mesmo nesses pontos, o relatório aponta necessidade de melhorias estruturais e operacionais.

Já os segmentos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda não operam oficialmente para o fluxo internacional de mercadorias.

Outro ponto considerado sensível é a futura alfândega entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve consulta técnica formal ao setor privado sobre o funcionamento do espaço.

Governança será decisiva para o sucesso do corredor

Especialistas envolvidos no projeto defendem a criação de uma governança técnico-operacional exclusiva para a Rota Bioceânica.

A proposta prevê sistemas compartilhados de informação, integração entre órgãos públicos e regras harmonizadas entre os países participantes para garantir operações mais rápidas, transparentes e seguras.

O desafio se torna ainda maior pelo fato de o Chile não integrar o Mercosul, diferentemente de Brasil, Argentina e Paraguai. Isso aumenta a complexidade institucional e exige novos mecanismos de cooperação internacional.

O estudo apoiado pelo BID reuniu representantes do setor público, empresas e associações empresariais em dezenas de encontros presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas mais de 260 propostas para aprimorar o funcionamento do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

Ler Mais
Logística

Rota Bioceânica avança com ponte quase pronta, mas entraves alfandegários preocupam setor logístico

A construção da chamada Rota Bioceânica segue avançando em Mato Grosso do Sul, mas desafios regulatórios e alfandegários ainda ameaçam atrasar a operação completa do corredor logístico internacional. A avaliação é do secretário da Semadesc, Artur Falcette, ao analisar o estágio atual do projeto conhecido também como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

Segundo ele, a conclusão da ponte que liga Brasil e Paraguai está prevista para o segundo semestre de 2026. No entanto, a estrutura física não será suficiente para garantir o funcionamento eficiente da rota sem acordos integrados entre os países envolvidos.

Integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda é desafio

Além das obras de infraestrutura, os governos de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile precisam avançar na harmonização de regras alfandegárias, procedimentos de fiscalização e segurança jurídica para assegurar previsibilidade ao transporte internacional de cargas.

De acordo com Falcette, ainda existem pendências legislativas e operacionais que precisam ser resolvidas para que o corredor se torne uma alternativa competitiva de exportação e importação.

Relatório obtido pelo Campo Grande News reforça que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas de rodovias, pontes e acessos, mas também da capacidade institucional de integrar processos e padronizar normas entre os países participantes.

Setor privado cobra maior participação nas decisões

Outro ponto destacado pelo estudo é a baixa participação do setor privado na formulação das diretrizes operacionais do corredor.

Embora empresas de logística, exportadores, transportadoras e despachantes aduaneiros sejam os principais usuários da futura rota, o relatório aponta que esses grupos ainda possuem pouca influência nas definições sobre obras, áreas de controle integrado e procedimentos de fiscalização.

Para especialistas envolvidos nas discussões, a ausência de participação formal dos operadores econômicos pode resultar em soluções pouco eficientes ou incompatíveis com a realidade do comércio exterior.

Ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é peça-chave

Com cerca de 90% das obras executadas, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica é considerada o principal eixo de conexão do Brasil com o corredor continental.

A estrutura estaiada possui 1.294 metros de extensão sobre o Rio Paraguai e liga Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A previsão mais otimista indica que a conclusão estrutural ocorra até o fim de maio.

O corredor completo terá mais de 2,4 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rotas terrestres que atravessam os quatro países sul-americanos.

Corredor promete reduzir custos e tempo de transporte

A expectativa em torno da Rota Bioceânica é alta entre empresários e operadores logísticos. O projeto pode reduzir em até 30% os custos de transporte e diminuir em até 15 dias o tempo de entrega de mercadorias destinadas à Ásia, em comparação com trajetos tradicionais como o Canal do Panamá.

Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul afirma que ainda não existem investimentos públicos estaduais diretamente voltados para a operação logística da rota.

Segundo Artur Falcette, o interesse crescente da iniciativa privada pode atrair novos empreendimentos para o estado, especialmente em setores estratégicos ligados à exportação.

Estado aposta em diversificação econômica

O governo sul-mato-grossense trabalha atualmente na ampliação da matriz produtiva regional. Entre as áreas consideradas prioritárias estão a citricultura, produção de amendoim e segmentos ligados à tecnologia e inovação.

A estratégia busca preparar o estado para aproveitar as oportunidades comerciais que poderão surgir com a consolidação da rota internacional.

Gargalos alfandegários preocupam especialistas

Estudo coordenado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou gargalos importantes nas chamadas Áreas de Controle Integrado (ACIs), consideradas fundamentais para o funcionamento do corredor.

Atualmente, apenas as passagens entre Argentina e Chile estão habilitadas para transporte internacional de cargas. Ainda assim, o relatório aponta necessidade urgente de melhorias operacionais e maior integração com o setor privado.

Já os trechos entre Brasil e Paraguai e entre Paraguai e Argentina ainda aguardam estruturação operacional e autorização plena.

Área alfandegária entre Brasil e Paraguai gera alerta

O trecho entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta é considerado um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Apesar da aprovação da construção da ACI pelo Dnit, especialistas alertam que ainda não houve abertura de consulta técnica formal junto ao setor privado para definir aspectos essenciais da operação, como áreas de espera, tecnologia de fiscalização e fluxo de veículos.

O temor é que a ausência desse diálogo gere problemas operacionais futuros e comprometa a eficiência logística da Rota Bioceânica.

Governança internacional será decisiva para sucesso da rota

O relatório também destaca a necessidade de uma estrutura permanente de governança técnica entre os países envolvidos.

Como o Chile não integra o Mercosul, diferentemente de Brasil, Paraguai e Argentina, especialistas avaliam que o ambiente regulatório se torna mais complexo e exige mecanismos específicos de coordenação internacional.

O documento apoiado pelo BID reuniu representantes de governos, empresas e entidades empresariais em dezenas de reuniões presenciais e virtuais. Ao todo, foram identificadas mais de 230 oportunidades de melhoria e elaboradas 264 propostas para otimizar a operação do corredor.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

Ler Mais
Sustentabilidade

Peru receberá financiamento do BID para melhorar transporte fluvial sustentável na Amazônia

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou um empréstimo de US$ 130 milhões para aprimorar o acesso fluvial de comunidades ribeirinhas na Amazônia peruana. O projeto visa fortalecer a qualidade do transporte fluvial e garantir acesso a serviços básicos, por meio da melhoria de infraestrutura resistente e serviços associados nos pontos de embarque.

O programa também ampliará a oferta de transporte sanitário e escolar pelo rio e reforçará a capacidade de planejamento, gestão e operação desses serviços, beneficiando diretamente moradores que dependem exclusivamente da navegação para se deslocar.

Projeto pioneiro na Amazônia peruana

O BID é o primeiro banco a financiar uma iniciativa voltada para o transporte fluvial sustentável em comunidades remotas da região amazônica do Peru, estabelecendo um modelo que poderá ser replicado em outros territórios amazônicos da América Latina.

Matilde Bordón, representante do BID no Peru, afirmou:
“Com uma abordagem multissetorial, conectamos transporte a serviços essenciais de saúde e educação, garantindo que o desenvolvimento alcance quem mais precisa e integrando cada residente à economia local.”

Parte do programa regional Amazonia Forever

O projeto faz parte do Amazonia Forever, programa regional do BID que busca proteger a biodiversidade e acelerar o desenvolvimento sustentável por meio de três eixos: ampliar financiamento inovador, promover troca de conhecimento e fortalecer coordenação regional entre os oito países amazônicos.

Na Amazônia peruana, que abrange as bacias dos rios Nanay, Napo, Huallaga, Marañón, Ucayali, Santiago e Amazonas, existem 2.780 comunidades ribeirinhas com cerca de 445 mil habitantes sem acesso a infraestrutura terrestre, dependendo exclusivamente do transporte fluvial.

Infraestrutura e benefícios sociais

O financiamento permitirá a construção de 81 terminais fluviais e a aquisição de 22 embarcações escolares para transporte seguro de estudantes, além de 12 embarcações médicas para atendimento de emergência. O projeto também apoiará estudos e planos de desenvolvimento das hidrovias, além de estratégias para aprimorar o transporte fluvial sustentável.

Espera-se que a iniciativa beneficie 176 mil habitantes na área direta de influência da infraestrutura e 1,4 milhão na área indireta, incluindo 940 estudantes que terão acesso gratuito a transporte escolar seguro.

Condições do empréstimo

O empréstimo de US$ 130 milhões possui 23,5 anos de prazo, 7 anos de carência, taxa de juros baseada no SOFR e contrapartida local de US$ 34,3 milhões.

FONTE: IDB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Kangaroo Tours

Ler Mais
Negócios

Grupo BID transforma conhecimento em impacto real na América Latina e Caribe

O Grupo BID publicou em 2025 seu primeiro Relatório Anual de Conhecimento, buscando responder uma pergunta central: o trabalho produzido realmente influencia decisões que moldam resultados de desenvolvimento? A avaliação revelou avanços significativos, reforçando a importância de conectar pesquisa e políticas públicas de forma estratégica.

A instituição vem investindo em sistemas robustos para garantir que o conhecimento seja visível, acionável e alinhado a oportunidades concretas em políticas públicas. Entre as iniciativas estão o Índice de Influência do Conhecimento, uso de IA, reformas de governança e expansão das avaliações de impacto.

Escala de produção e alcance global

Em 2025, o Grupo BID produziu mais de 700 novos conteúdos de conhecimento, consultados mais de 5 milhões de vezes mundialmente. Cerca de 61% dos formuladores de políticas na América Latina e Caribe acessaram essas publicações, e os autores receberam mais de 34 mil citações. Mais de 112 mil pessoas participaram de cursos online, enquanto mil servidores públicos participaram dos Diálogos Regionais de Políticas, reforçando que o conhecimento é a base, e não apenas um complemento, do desenvolvimento.

Impactos concretos de políticas públicas

Os resultados mais expressivos vieram de análises aplicadas a decisões reais:

  • Argentina: Microssimulações sobre subsídios de energia mostraram que US$ 10 bilhões beneficiavam famílias de maior renda. A reformulação proposta protegeu os mais vulneráveis e gerou economia fiscal de 1,3% do PIB.
  • Peru (Lima): Avaliação de transporte público revelou impactos positivos na mobilidade e na renda, especialmente para mulheres em áreas periféricas, orientando a próxima geração de projetos urbanos.
  • México: Anos de pesquisa sobre sistemas trabalhistas e previdenciários contribuíram para reformas estruturais, mostrando que influência em políticas exige presença contínua e confiança construída ao longo do tempo.

Medindo influência com transparência

O Índice de Influência do Conhecimento do BID vai além da quantidade de pesquisa: ele avalia onde a pesquisa é citada – em notícias, artigos acadêmicos, documentos de políticas públicas e operações do banco. Isso permite medir impacto real em políticas e projetos.

O índice variou entre 2020 e 2025, refletindo, entre outros fatores, a atenção extraordinária à pesquisa sobre COVID-19 e mudanças na circulação do conhecimento, incluindo o uso crescente de ferramentas de IA. Pesquisas externas confirmam a liderança do BID em geração de pesquisa e assessoria técnica para governos na região.

Investindo em infraestrutura de conhecimento

Em 2025, o Grupo BID implementou reformas estratégicas para ampliar a influência de seu conhecimento:

  • O Comitê Assessor de Conhecimento coordena agendas entre BID, BID Invest e BID Lab, garantindo qualidade institucional.
  • O Fundo de Inteligência em Efetividade do Desenvolvimento destinou US$ 8 milhões para avaliações de impacto, aumentando a proporção de análises concluídas e aprendizado aplicado.
  • A ferramenta de IA Seek permite consultas baseadas em milhares de publicações revisadas por pares.
  • O Kit de Ferramentas de Influência do Conhecimento incentiva engajamento ativo com formuladores de políticas, substituindo a simples publicação por estratégias de disseminação com impacto.

Essas ações garantiram ao BID o Prêmio Internacional de Gestão do Conhecimento, reconhecendo a eficácia das iniciativas.

Rumo a mais impacto e transformação

O Relatório Anual de Conhecimento de 2025 mostra avanços, mas também lacunas. Conhecimento não aplicado é oportunidade perdida; avaliações não concluídas representam lições não aprendidas. A missão do BID é clara: transformar pesquisa em decisões que melhorem vidas na América Latina e Caribe, fortalecendo sua atuação como Banco de Conhecimento da região.

FONTE: BID
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BID

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook