Economia

Dólar fecha no menor nível desde junho e Ibovespa dispara com apoio do petróleo e capital estrangeiro

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22) em seu menor patamar de fechamento desde 2 de junho, refletindo um cenário favorável ao mercado brasileiro. A valorização do petróleo, o aumento do fluxo de investidores estrangeiros e a atratividade dos juros elevados no Brasil contribuíram para a desvalorização da moeda norte-americana.

O ambiente positivo também impulsionou o Ibovespa, que avançou mais de 2% e voltou a ultrapassar a marca dos 177 mil pontos, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional.

Indicadores do mercado no fechamento

  • Dólar à vista: R$ 5,053 (-0,42%)
  • Ibovespa: 177.547,57 pontos (+2,44%)
  • Petróleo Brent (setembro): US$ 94,07 (+3,36%)
  • Petróleo WTI (setembro): US$ 86,83 (+2,95%)
  • Dólar em 2026: queda acumulada de 7,95%
  • Ibovespa em 2026: valorização de 10,19%

Fluxo estrangeiro fortalece o real

A moeda norte-americana registrou a terceira queda consecutiva, encerrando o dia cotada a R$ 5,053. Apesar de iniciar o pregão em alta, o dólar perdeu força após a abertura da bolsa, acompanhando o desempenho positivo dos ativos brasileiros e de outras moedas de países emergentes. Entre os fatores que sustentaram o movimento está a entrada de recursos internacionais no mercado nacional, favorecida pelo diferencial entre os juros brasileiros e os praticados nos Estados Unidos.

Outro elemento relevante foi a valorização do petróleo, cujo barril voltou a se aproximar dos US$ 95. Como o Brasil é exportador líquido da commodity, preços mais elevados tendem a melhorar as perspectivas para a balança comercial e aumentar a entrada de divisas no país.

Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e com o anúncio de medidas de apoio às empresas afetadas, o mercado reagiu de forma limitada. Para os investidores, esses acontecimentos já estavam amplamente incorporados às expectativas.

Dados divulgados pelo Banco Central também reforçaram o cenário positivo. O fluxo cambial acumulado até julho apresentou saldo positivo de US$ 17,946 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo desempenho do segmento financeiro em relação ao mesmo período do ano passado.

Ibovespa interrompe sequência negativa

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira subiu 2,44% e fechou aos 177.547,57 pontos, alcançando o maior nível desde o último dia 10 e encerrando uma sequência de cinco pregões consecutivos de perdas. O avanço foi liderado pelas ações de empresas dos setores de mineração, petróleo e financeiro. Os papéis da Petrobras acompanharam a valorização da commodity no exterior: as ações ordinárias avançaram 2,39%, enquanto as preferenciais registraram alta de 2,21%.

Na avaliação de analistas, o retorno do capital estrangeiro à bolsa brasileira também foi favorecido pela busca de investidores por ativos considerados mais descontados em comparação ao mercado norte-americano, mesmo com os principais índices de Nova York fechando em queda.

Tensões no Oriente Médio elevam preço do petróleo

Os contratos futuros do petróleo encerraram o quarto pregão consecutivo em alta, impulsionados pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções nas principais rotas marítimas utilizadas para o transporte da commodity.

O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,36%, fechando cotado a US$ 94,07. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, registrou alta de 2,95%, encerrando o dia a US$ 86,83.

O mercado segue monitorando os riscos de bloqueios nos estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, corredores estratégicos para o comércio global de petróleo. As ameaças do grupo Houthi, no Iêmen, e novas declarações de autoridades iranianas elevaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity, mesmo após os Estados Unidos informarem um aumento nos estoques de petróleo acima das expectativas.

Tags: dólar, dólar hoje, Ibovespa, mercado financeiro, petróleo Brent, petróleo WTI, fluxo cambial, Banco Central, Petrobras, economia brasileira

Fonte: Agência Brasil / Com informações da Reuters

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Valter Campanato

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Economia

Boletim Focus reduz projeção da inflação para 5,16% em 2026

O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa para a inflação no Brasil em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,30% para 5,16%, marcando a segunda queda consecutiva nas projeções.

Enquanto a expectativa para a inflação foi revisada para baixo, as previsões para PIB, dólar e taxa Selic permaneceram inalteradas em relação à semana anterior.

Expectativa para PIB e dólar segue estável

A projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 continua em 1,99%. Para os anos seguintes, a expectativa é de expansão de 1,65% em 2027 e de 2% em 2028.

No cenário cambial, os analistas mantiveram a estimativa de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as previsões seguem em R$ 5,28 e R$ 5,34, respectivamente.

Projeção da Selic permanece em 14%

A expectativa para a taxa Selic em 2026 foi mantida em 14% pela terceira semana seguida.

Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em 17 de junho. Com isso, o mercado continua apostando em pelo menos um corte nos juros até o fim deste ano.

A próxima reunião do Copom está programada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para os anos seguintes, as estimativas também seguem sem alterações: 12% em 2027 e 10,5% em 2028.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando alcançava 15,25%. Antes disso, entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa passou por sete aumentos consecutivos.

Como a Selic influencia a economia

As decisões do Copom têm impacto direto sobre o custo do crédito e o ritmo da atividade econômica.

Quando a Selic é reduzida, financiamentos e empréstimos tendem a ficar mais baratos, favorecendo o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Em contrapartida, esse movimento pode aumentar a pressão sobre a inflação.

Já em períodos de juros elevados, o crédito fica mais caro e aplicações financeiras, como renda fixa e poupança, tornam-se mais atrativas. Esse cenário costuma desacelerar o consumo e contribuir para o controle da alta dos preços.

Além da taxa básica de juros, os bancos também consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro para definir os juros cobrados dos clientes.

Queda dos alimentos contribui para desaceleração da inflação

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo de alimentos registrou queda de preços pela primeira vez desde novembro de 2025, contribuindo para que o IPCA fechasse junho em 0,16%.

O resultado representa a menor inflação mensal desde outubro de 2025 e confirma a desaceleração dos preços pelo quarto mês consecutivo.

Em maio, o índice havia sido de 0,58%. No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,64%, permanecendo acima da meta oficial de até 4,5%, mas abaixo dos 4,72% registrados no levantamento anterior. Em junho de 2025, a inflação oficial havia sido de 0,24%.

Diferença entre IPCA e INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou junho com alta de 0,14% e acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador é amplamente utilizado como referência para reajustes salariais de diversas categorias profissionais.

A principal diferença entre os dois indicadores está no público analisado. O INPC acompanha a inflação das famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, enquanto o IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Brasil registra maior entrada de dólares no primeiro semestre desde 2018, aponta Banco Central

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com um saldo positivo de US$ 17,78 bilhões no mercado cambial, marcando o melhor desempenho para o período desde 2018. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central e refletem o fortalecimento das entradas de moeda estrangeira no país.

O resultado corresponde à diferença entre os recursos que ingressaram e saíram da economia brasileira entre janeiro e junho, indicando uma recuperação dos fluxos cambiais após anos de maior instabilidade financeira.

Exportações e investimento estrangeiro impulsionam resultado

O principal fator para o avanço do fluxo cambial foi o desempenho do setor comercial. As exportações brasileiras, especialmente de produtos agrícolas, minerais e petróleo, ganharam força com o aumento da demanda internacional.

Além disso, a entrada de capital estrangeiro também contribuiu para o saldo positivo. O cenário de juros elevados no Brasil, aliado à percepção de maior estabilidade macroeconômica, favoreceu o interesse de investidores internacionais.

Entrada de dólares fortalece o real

O aumento da entrada de dólares tem colaborado para a valorização do real frente à moeda norte-americana nos últimos meses. O movimento ocorre mesmo diante das incertezas provocadas pelas tensões geopolíticas e comerciais no cenário internacional.

Perspectivas para os próximos meses

Especialistas avaliam que a manutenção desse desempenho dependerá de fatores como a continuidade das exportações, a evolução dos mercados financeiros globais e as decisões de política monetária adotadas pelas principais economias do mundo.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: ChatGPT

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Economia

Banco Central endurece regras para empresas de ativos virtuais e amplia exigências para o mercado cripto

O Banco Central (BC) aprovou um novo conjunto de normas que reforça a regulamentação das empresas que atuam com ativos virtuais no Brasil. A partir de 2027, as prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs) deverão cumprir requisitos prudenciais semelhantes aos exigidos de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários.

A medida busca aumentar a segurança do mercado de criptomoedas, fortalecer a estabilidade do sistema financeiro e ampliar a proteção aos investidores.

Novas regras exigirão maior controle financeiro

As mudanças foram oficializadas por meio da Resolução nº 580, que integra o processo de regulamentação previsto no marco legal dos criptoativos.

A partir de 1º de janeiro de 2027, as SPSAVs deverão adotar políticas mais rígidas de gerenciamento de riscos, manter capital mínimo para absorver eventuais perdas e divulgar regularmente informações sobre sua situação financeira e operacional.

Segundo o Banco Central, essas exigências seguem o mesmo padrão aplicado a outras instituições que integram o sistema financeiro nacional.

Empresas de criptomoedas terão classificação semelhante às corretoras

As SPSAVs são empresas autorizadas a oferecer serviços relacionados a criptomoedas, tokens e outros ativos digitais, incluindo intermediação de compra e venda, custódia de ativos e transferências entre clientes.

Com a nova regulamentação, essas empresas e seus respectivos grupos econômicos passarão a ser enquadrados como Instituições do Tipo 3, categoria sujeita a regras prudenciais semelhantes às aplicadas às corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

De acordo com o Banco Central, a medida segue o princípio regulatório de que atividades com riscos equivalentes devem obedecer ao mesmo nível de supervisão.

Adaptação será feita de forma gradual

O processo de implementação ocorrerá em etapas.

Até 30 de junho de 2028, todas as empresas do setor serão classificadas no Segmento 4 (S4) da regulação bancária, independentemente do porte.

Esse enquadramento permitirá uma transição gradual para o cumprimento integral das novas exigências prudenciais.

Ao mesmo tempo, o Banco Central determinou que instituições enquadradas no Segmento 5 (S5) — destinado a instituições financeiras de menor porte e submetidas a regras simplificadas — não poderão atuar com ativos virtuais.

Segundo a autoridade monetária, a complexidade das operações com criptoativos exige padrões mais elevados de gestão de riscos e controles internos.

Regulação do mercado cripto vem sendo ampliada

A nova resolução integra um processo contínuo de regulamentação do setor de criptoativos no Brasil.

Em novembro do ano passado, o Banco Central publicou as primeiras normas para disciplinar o funcionamento das plataformas de ativos virtuais, estabelecendo critérios relacionados à governança corporativa, combate à lavagem de dinheiro, operações de câmbio e funcionamento das SPSAVs.

Posteriormente, em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as exigências ao determinar que essas empresas também observassem regras aplicáveis às instituições financeiras tradicionais, incluindo a proteção das informações dos clientes conforme a legislação de sigilo bancário.

Mais recentemente, em maio, o Banco Central tornou obrigatória a realização de auditoria independente pelas empresas que atuam no mercado de ativos virtuais.

O que são as SPSAVs

As Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) são empresas autorizadas a oferecer serviços relacionados à negociação, intermediação, custódia e transferência de criptomoedas, tokens e outros ativos digitais.

A categoria foi criada pela Lei nº 14.478/2022, conhecida como marco legal dos criptoativos. Em 2023, um decreto federal definiu o Banco Central como órgão responsável pela regulamentação e supervisão desse mercado no Brasil.

Com o novo conjunto de regras, o governo busca aproximar a regulação das empresas de ativos virtuais dos padrões aplicados ao sistema financeiro tradicional, aumentando a segurança jurídica e operacional do setor.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Economia

Selic cai para 14,25% após novo corte de juros decidido pelo Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (17), levando os juros básicos da economia para 14,25% ao ano. A medida foi aprovada por unanimidade e marca a terceira redução consecutiva da taxa neste ciclo de flexibilização monetária.

Com o novo ajuste, a autoridade monetária dá continuidade ao movimento iniciado em março, quando a Selic começou a recuar após atingir 15% ao ano.

Banco Central mantém cautela sobre próximos passos

Apesar da nova redução, o comunicado divulgado após a reunião não sinaliza claramente qual será o ritmo das próximas decisões.

Segundo o Copom, a extensão do atual ciclo de cortes dependerá da evolução dos indicadores econômicos e das condições necessárias para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.

O colegiado destacou que o atual nível de restrição monetária permite diferentes trajetórias para os juros, mas ressaltou que as projeções seguem cercadas por um grau elevado de incerteza.

Cenário internacional influencia decisão

Entre os fatores monitorados pelo Banco Central está o ambiente externo, que continua marcado por instabilidade geopolítica e volatilidade nos mercados globais.

O Copom citou as incertezas relacionadas aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços de ativos financeiros, commodities e condições de financiamento internacional.

Nos últimos dias, declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã sobre um possível entendimento para encerrar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz trouxeram algum alívio aos investidores. No entanto, a ausência de detalhes concretos sobre a implementação do acordo mantém o cenário sob observação.

Inflação segue como principal preocupação

Mesmo com a redução dos juros, o Banco Central indicou que continua enxergando mais riscos para uma alta da inflação do que para uma desaceleração dos preços.

Entre os fatores que podem pressionar o índice inflacionário estão a persistência da inflação em determinados setores, o comportamento das expectativas econômicas, políticas de estímulo ao consumo e possíveis impactos de medidas adotadas no Brasil e no exterior.

Além disso, o Copom destacou que choques de oferta ainda podem influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.

Quais são os fatores que podem reduzir a inflação?

Por outro lado, a autoridade monetária também apontou elementos que podem favorecer uma desaceleração mais intensa da inflação.

Entre eles estão uma eventual perda de ritmo da atividade econômica brasileira, uma desaceleração mais forte da economia global e uma possível queda nos preços internacionais de commodities, incluindo petróleo e matérias-primas.

Esses fatores, segundo o Banco Central, podem contribuir para reduzir pressões inflacionárias e abrir espaço para novas avaliações sobre a trajetória dos juros.

Mercado já esperava nova redução

A decisão anunciada pelo Copom ficou alinhada às projeções predominantes do mercado financeiro, que já precificava um corte de 0,25 ponto percentual nesta reunião.

O movimento ocorre em um contexto de busca por equilíbrio entre o controle da inflação e a necessidade de preservar o crescimento econômico, em meio a desafios fiscais internos e incertezas no cenário internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Capital mínimo do Banco Central pode desenquadrar 679 instituições financeiras até 2028

O Banco Central estima que 679 instituições financeiras poderão ficar desenquadradas das novas exigências de capital mínimo até 2028. A informação foi divulgada pelo diretor de fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino Santos, durante apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025.

Segundo o BC, o grupo impactado representa cerca de 39% das 1.751 instituições atualmente em operação no país. Entre os segmentos mais afetados estão cooperativas de crédito, instituições de pagamento, sociedades de crédito direto e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

Primeira etapa das mudanças começa em julho de 2026

A implementação da nova metodologia será gradual. A primeira fase está prevista para julho de 2026 e deve atingir 339 instituições financeiras.

De acordo com os dados apresentados pelo Banco Central, o possível desenquadramento envolve:

  • 155 cooperativas de crédito;
  • 125 instituições de pagamento;
  • 112 sociedades de crédito direto;
  • 79 administradoras de consórcios;
  • 67 sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVMs).

A nova regulamentação prevê exigências adicionais de capital para cobrir custos operacionais e despesas relacionadas ao uso intensivo de infraestrutura tecnológica.

Exigência de capital será proporcional ao nível de complexidade

Pelas novas regras, haverá uma parcela básica de capital exigida para todas as instituições financeiras, definida conforme o porte e a complexidade operacional de cada empresa.

Além disso, uma segunda exigência será aplicada especificamente às instituições que oferecem serviços com maior demanda tecnológica, como operações digitais e plataformas financeiras mais robustas.

Segundo Ailton Aquino, o movimento observado até agora no mercado é de adaptação das empresas às novas exigências regulatórias.

“O que temos percebido é aumento de capital, entrada de novos recursos e também processos de fusão e união entre entidades”, afirmou o diretor durante a coletiva.

Banco Central vê fortalecimento do sistema financeiro

Na avaliação do Banco Central, a atualização das regras de capital regulatório deve aumentar a segurança e a resiliência do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O diretor destacou ainda que as mudanças aproximam o Brasil das melhores práticas internacionais de supervisão financeira e ajudam a reduzir o chamado “risco moral” dentro do setor bancário.

As medidas fazem parte da Resolução Conjunta nº 14, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Apesar do impacto para algumas instituições, o BC considera que os efeitos gerais sobre o sistema financeiro serão limitados.

Mercado financeiro deve passar por consolidação

Especialistas avaliam que o novo cenário pode acelerar movimentos de fusões, incorporações e reforço de capital entre fintechs, cooperativas e instituições menores.

A tendência é que empresas com menor capacidade financeira busquem parceiros estratégicos ou ampliem seus aportes para atender às novas exigências regulatórias estabelecidas pelo Banco Central.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Raphael Ribeiro/BC

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Economia

Inflação 2026: mercado eleva previsão do IPCA para 4,89%, aponta Banco Central

A expectativa do mercado financeiro para a inflação no Brasil voltou a subir. Segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (4), a projeção para o IPCA 2026 avançou de 4,86% para 4,89%. O índice é considerado o principal termômetro da inflação oficial brasileira.

Pressões externas elevam projeções de inflação

A revisão para cima ocorre em meio ao cenário internacional instável. A guerra no Oriente Médio tem impactado diretamente os preços de combustíveis, refletindo também no custo de alimentos e pressionando a economia brasileira.

Com isso, já são oito semanas consecutivas de alta nas previsões para o índice de inflação, que ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Atualmente, o objetivo é manter a inflação em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Inflação recente mostra avanço nos preços

Dados mais recentes indicam aceleração da inflação. Em março, o IPCA registrou alta de 0,88%, puxada principalmente pelos setores de transporte e alimentação. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 4,14%, conforme levantamento do IBGE.

Para os próximos anos, as projeções permanecem relativamente estáveis:

  • 2027: 4%
  • 2028: 3,64%
  • 2029: 3,5%

Taxa Selic segue como principal ferramenta de controle

A taxa Selic, principal instrumento do Banco Central para conter a inflação, está atualmente em 14,5% ao ano. Na última reunião, o Copom reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, marcando o segundo corte consecutivo.

Apesar do movimento de queda, o cenário ainda inspira cautela. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas.

O Banco Central indicou que acompanha de perto os desdobramentos do cenário externo, especialmente os impactos do conflito internacional sobre os preços. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de junho.

As projeções do mercado para a Selic são:

  • 2026: 13% ao ano
  • 2027: 11% ao ano
  • 2028 e 2029: 10% ao ano

Entenda o impacto dos juros na economia

O aumento da taxa de juros encarece o crédito, reduz o consumo e ajuda a conter a inflação. Por outro lado, também pode frear o crescimento econômico. Já a redução da Selic tende a estimular o consumo e a produção, embora possa pressionar os preços.

Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro na definição das taxas ao consumidor.

PIB e dólar: projeções do mercado

O Boletim Focus também trouxe atualizações para outros indicadores:

  • PIB 2026: crescimento estimado em 1,85%
  • 2027: 1,75%
  • 2028 e 2029: 2%

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, marcando o quinto ano seguido de expansão, com destaque para o setor agropecuário.

Já a previsão para o dólar indica:

  • 2026: R$ 5,25
  • 2027: R$ 5,30

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joédson Alves/Agência Brasil

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Informação

Banco Central atualiza regras para pagamentos internacionais e reforça segurança no eFX

O Banco Central anunciou mudanças nas normas que regem os pagamentos internacionais, com foco em ampliar a segurança das operações e garantir maior transparência no uso do serviço de transferências internacionais, conhecido como eFX.

A medida, resultado de consulta pública realizada em 2025, busca alinhar o Brasil às melhores práticas globais de combate a ilícitos financeiros, além de fortalecer a supervisão sobre as operações realizadas por empresas e instituições financeiras.

Serviço eFX passa a ter regras mais rígidas

Com a nova regulamentação, o serviço de transferência internacional (eFX) passa a ser exclusivo de instituições autorizadas pelo Banco Central. Empresas que ainda não possuem essa autorização poderão continuar operando temporariamente, desde que solicitem a regularização até maio de 2027.

O eFX é amplamente utilizado para diferentes finalidades, como compras no exterior, contratação de serviços internacionais e envio de recursos para outros países.

Mais proteção ao usuário e fiscalização reforçada

Entre as exigências estabelecidas, as instituições deverão enviar relatórios mensais detalhados ao Banco Central, aumentando o nível de monitoramento das operações. Além disso, será obrigatório o uso de contas segregadas, destinadas exclusivamente à movimentação de recursos de clientes, o que amplia a proteção financeira dos usuários.

As mudanças reforçam o compromisso com a segurança financeira, reduzindo riscos e garantindo maior confiabilidade nas transações internacionais.

Ampliação para investimentos no exterior

A nova norma também amplia o alcance do serviço eFX ao permitir transferências destinadas a investimentos no mercado financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nesse caso, o limite estabelecido é de até US$ 10 mil por operação, facilitando o acesso de investidores a oportunidades internacionais com maior controle regulatório.

Com a atualização, o Banco Central busca modernizar o ambiente de câmbio e pagamentos internacionais, tornando o sistema mais seguro, eficiente e alinhado às exigências globais.

FONTE: Banco Central do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha PE

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Informação

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio

O Banco Central do Brasil (BC) determinou nesta quinta-feira (30) a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio S.A., empresa sediada em São Paulo (SP). A medida foi adotada após a identificação de problemas financeiros graves e de violações às normas regulatórias do sistema.

Decisão envolve irregularidades e risco financeiro

De acordo com o Banco Central, a corretora apresentou comprometimento da situação econômico-financeira, além de descumprimentos de regras legais e prudenciais. A instituição foi enquadrada no segmento S4 da regulação e ocupava a 78ª posição no ranking de operações de câmbio em 2025.

Apesar de integrar o sistema financeiro, a participação da empresa era considerada baixa no volume total do setor.

Baixa participação no sistema financeiro

Em 2025, as operações da Frente Corretora representaram apenas:

  • 0,021% do volume financeiro total
  • 0,054% do número de transações no Sistema Financeiro Nacional

Os dados reforçam a avaliação de que a instituição tinha baixa representatividade no mercado de câmbio brasileiro.

Bloqueio de bens de administradores

Com a decretação da liquidação, os bens de controladores e ex-administradores da corretora foram bloqueados imediatamente. A medida faz parte dos procedimentos legais aplicados em casos de intervenção no sistema financeiro.

Banco Central seguirá com investigações

O Banco Central informou que continuará adotando todas as medidas necessárias para apurar responsabilidades. Caso sejam confirmadas irregularidades, os envolvidos poderão ser alvo de sanções administrativas e encaminhamento às autoridades competentes.

A autarquia reforçou que todas as ações seguem a legislação vigente e os procedimentos de supervisão do sistema financeiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Economia

Argentina endurece regras e dificulta retirada de dólares do país

O governo da Argentina anunciou um novo conjunto de medidas que torna mais rígidas as operações de envio de recursos ao exterior. As regras, divulgadas pelo Banco Central, têm como alvo principal mecanismos usados no mercado paralelo de câmbio, especialmente o chamado blue-chip swap, prática comum entre investidores para acessar dólares fora do sistema oficial.

Restrições ao câmbio paralelo

As novas diretrizes fazem parte de uma estratégia para conter a saída de divisas e reforçar as reservas internacionais da Argentina. O endurecimento das regras dificulta o uso do câmbio paralelo, frequentemente adotado por empresas e investidores para transferir moeda estrangeira para fora do país.

A medida também busca aliviar a pressão sobre o peso argentino e conter impactos inflacionários — fatores que influenciam diretamente a estabilidade econômica e a popularidade do governo de Javier Milei.

Governo tenta fortalecer reservas

No fim de 2025, o país já havia anunciado um programa de compra de moeda estrangeira para ampliar suas reservas, um dos principais desafios da política econômica atual. No mesmo dia em que as novas regras foram divulgadas, o Banco Central realizou sua maior aquisição de dólares em 2026, somando US$ 281 milhões.

A expectativa do governo é que, com o controle mais rígido sobre a saída de recursos, haja aumento no fluxo de entrada de capital estrangeiro, impulsionado por setores como energia e agronegócio.

Flexibilização do câmbio oficial

Enquanto o cerco ao mercado paralelo foi ampliado, houve flexibilização em operações pelo câmbio oficial. Entre as mudanças, destacam-se:

  • Fim do limite de saque de US$ 50 em cartões emitidos no país;
  • Ampliação do prazo para liquidação de receitas de exportação;
  • Eliminação da exigência de autorização prévia para pagamento de dívidas financeiras externas.

Essas medidas visam facilitar o ambiente de negócios e incentivar exportações, contribuindo para o ingresso de moeda estrangeira na economia argentina.

Expectativa de maior entrada de dólares

O governo projeta aumento no volume de divisas nas próximas semanas, sustentado por:

  • Crescimento do setor de energia;
  • Expansão das exportações agrícolas;
  • Entrada de investimento estrangeiro direto;
  • Emissões de dívida corporativa no exterior.

Reformas econômicas ganham respaldo

Relatório recente do Banco Mundial destacou a Argentina como uma exceção positiva na América Latina, apontando melhora nas expectativas econômicas e nas condições financeiras após a adoção de medidas de estabilização.

Desde 2023, a gestão de Javier Milei tem implementado uma agenda de reformas econômicas liberais com foco no controle da inflação e retomada do crescimento. Entre os principais indicadores:

  • Risco-país em queda: o EMBIG recuou de cerca de 2.200 pontos para menos de 600 em março de 2026;
  • Atração de investimentos: programas como o RIGI impulsionam setores estratégicos, incluindo energia, mineração de lítio e tecnologia;
  • Projeções de crescimento: estimativa acumulada de 12,2% entre 2024 e 2027.

Perspectivas para o PIB

O Banco Mundial projeta crescimento de 3,6% para a economia argentina em 2026, após expansão de 4,4% em 2025 e retração de 1,3% em 2024. Em comparação, o Brasil deve crescer 2,2% em 2025, após alta de 2,8% no ano anterior.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rica Canepa/Bloomberg/Getty Images

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