Portos

Expansão do Porto de Santos pode viabilizar até 30 novos terminais no litoral de São Paulo

A expansão do Porto de Santos deve abrir caminho para a instalação de até 30 novos terminais e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no litoral paulista. A projeção é da Autoridade Portuária de Santos, que pretende iniciar as licitações das áreas recém-incorporadas a partir de 2027.

Com a atualização da poligonal, o complexo passou de 9,3 km² para 14,5 km² — um crescimento territorial de 56%, conforme portaria do Ministério de Portos e Aeroportos publicada no Diário Oficial da União.

Licitações e novos investimentos previstos

O presidente da autoridade portuária, Anderson Pomini, informou que a estratégia prevê o arrendamento das novas áreas à iniciativa privada. O objetivo é ampliar a eficiência operacional, modernizar estruturas e acompanhar o ritmo de crescimento da economia.

Atualmente, o porto mantém conexões com cerca de 600 destinos em quase 200 países. Com a ampliação, a expectativa é fortalecer ainda mais o papel do complexo como principal hub logístico da América do Sul.

Áreas prioritárias da ampliação

A APS definiu três regiões estratégicas para o avanço do projeto:

  • Largo do Caneu: aproximadamente 5 km², com potencial para novos terminais e implantação de uma ZPE;
  • Alemoa: área de cerca de 114 mil m², com acesso ao canal do porto;
  • Monte Cabrão (área continental de Santos): aproximadamente 180 mil m² disponíveis para expansão.

O pedido original encaminhado ao ministério previa ampliação da poligonal para até 20,4 km². Após consulta pública realizada em 2025, foi autorizada a expansão parcial.

Além da área terrestre, houve ampliação do trecho aquaviário, que passou de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área total sob utilização do porto saltou de 383,8 km² para 401 km².

Potencial econômico e desafios de infraestrutura

Especialistas avaliam que a oferta de áreas greenfield e a localização estratégica do complexo fortalecem o ambiente para novos investimentos em terminais portuários e na futura Zona de Processamento de Exportação.

O especialista em políticas públicas Leandro Lopes afirma que a medida pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, consolidando o complexo — responsável por cerca de 30% da balança comercial brasileira — como protagonista no comércio exterior da região.

Ele pondera, no entanto, que o avanço da movimentação de cargas exige melhorias em infraestrutura logística, acesso ferroviário, mobilidade urbana e integração operacional para evitar gargalos.

Segurança jurídica e conceito Porto-Indústria

Para o advogado João Paulo Braun, a redefinição da poligonal amplia a previsibilidade regulatória e reduz riscos de saturação, tornando o porto ainda mais competitivo para grandes operadores.

Na avaliação dele, a nova configuração territorial é essencial para viabilizar a ZPE e fortalecer o conceito de Porto-Indústria, modelo que prevê a instalação de fábricas e centros produtivos próximos ao cais, reduzindo custos logísticos e estimulando a presença de multinacionais exportadoras.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Imbituba registra melhor janeiro da história com 679 mil toneladas movimentadas

O Porto de Imbituba iniciou o ano com desempenho recorde e consolidou o melhor resultado já registrado para o mês de janeiro. Ao todo, foram mais de 679 mil toneladas movimentadas e 34 atracações no período, reforçando a importância do complexo como um dos principais motores do crescimento econômico de Santa Catarina e do Brasil.

O volume expressivo confirma a trajetória de expansão do terminal e amplia sua relevância nos corredores logísticos nacionais, além de fortalecer a atração de investimentos para a região.

Exportações e importações impulsionam movimentação

No recorte por tipo de operação, as exportações somaram 251,4 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.

Já as importações atingiram 363,1 mil toneladas, com destaque para hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. A diversidade das cargas evidencia a solidez das cadeias produtivas atendidas pelo porto e a força do comércio exterior catarinense.

Cabotagem e transbordo ampliam integração logística

A cabotagem também apresentou crescimento, com 42,3 mil toneladas embarcadas e 9,3 mil toneladas desembarcadas. O resultado reforça a eficiência da navegação costeira e a integração entre portos brasileiros.

No transbordo, foram registradas 9 mil toneladas embarcadas e 3,8 mil toneladas desembarcadas. Os números confirmam o papel estratégico do terminal como hub logístico e plataforma de redistribuição de cargas no Sul do país.

Granéis sólidos lideram operações

Os granéis sólidos continuam concentrando a maior parte da movimentação, com 531,8 mil toneladas — o equivalente a 78,3% do total. Entre os produtos de maior participação estão coque de petróleo, barrilha, canola em grãos, hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão e já representa 14,2% da movimentação total, com 96,2 mil toneladas, indicando a crescente atração de cargas de maior valor agregado. A carga geral respondeu por 6,5% do volume (mais de 44 mil toneladas), demonstrando a capacidade do porto em operar mercadorias com maior complexidade logística.

Impacto econômico e geração de empregos

Além do avanço operacional, o desempenho do Porto de Imbituba gera reflexos diretos na economia regional. A atividade portuária impulsiona a geração de empregos, fortalece os setores de transporte, comércio e serviços e contribui para projetos de integração entre porto e cidade, com foco em desenvolvimento sustentável.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, destacou a relevância estratégica do complexo para o Estado. Segundo ele, os resultados de janeiro evidenciam a contribuição do terminal para a competitividade das cadeias produtivas e para a economia catarinense e brasileira.

O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, atribuiu o desempenho histórico à estratégia de gestão e aos investimentos realizados. De acordo com ele, o recorde demonstra maturidade operacional, diversificação de cargas e fortalecimento da posição estratégica do porto nos mercados nacional e internacional.

Comércio exterior supera US$ 153 milhões

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo porto movimentaram mais de US$ 153 milhões apenas em janeiro de 2026. O resultado reforça a contribuição decisiva do terminal para a balança comercial de Santa Catarina e do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportações de Santa Catarina recuam 3,7% em janeiro e somam US$ 815,4 milhões

As exportações de Santa Catarina totalizaram US$ 815,4 milhões em janeiro, registrando queda de 3,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela retração nas vendas para Estados Unidos, Argentina e China, que juntos responderam por uma redução de US$ 99,5 milhões no período.

Queda nas vendas para EUA, China e Argentina pressiona resultado

O desempenho negativo reflete a diminuição das exportações catarinenses para os Estados Unidos, que recuaram 43%, além da Argentina (-33,2%) e da China (-30,3%). Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, fatores externos seguem influenciando o comércio exterior do estado.

“Seguimos sentindo o impacto do tarifaço dos Estados Unidos nas exportações, enquanto as vendas para a China sofrem com a desaceleração da economia chinesa e políticas de substituição de importações por produção local”, afirma.

Japão lidera destinos e impulsiona carne suína

Na contramão das quedas, as exportações para o Japão avançaram 29,3% em janeiro, alcançando US$ 66,7 milhões. O país asiático foi o principal destino dos produtos catarinenses no mês, impulsionado principalmente pela comercialização de carne suína.

Carnes puxam pauta exportadora de SC

As carnes de aves lideraram a pauta de exportações de Santa Catarina, com vendas de US$ 217 milhões, alta de 22,4% em relação a janeiro do ano passado. Já as exportações de carne suína somaram US$ 130,6 milhões, crescimento de 6,3%.

De acordo com o Observatório FIESC, o aumento da renda em economias asiáticas importadoras de proteína animal do estado tem favorecido o consumo e sustentado a demanda por esses produtos.

Produtos industriais têm altas expressivas

Entre os destaques positivos, as exportações de transformadores elétricos cresceram 107,2%, enquanto as vendas de preparações e conservas de carnes e miudezas avançaram 88,2%, reforçando a diversificação da pauta exportadora catarinense.

Madeira, móveis e motores registram retração

Por outro lado, as exportações de motores elétricos caíram 16,7%, totalizando US$ 27,1 milhões, enquanto as vendas externas de partes de motor recuaram 20,8%, para US$ 23,8 milhões.

O setor de madeira e móveis também apresentou queda de 18,8%, influenciado pela redução das vendas para os Estados Unidos. Apesar do aumento das exportações para mercados como México, Emirados Árabes e Itália, o volume ainda não compensa a perda no mercado norte-americano. Apenas as exportações de madeira compensada recuaram 36,3% em janeiro.

Importações de SC caem 8% no mês

As importações de Santa Catarina totalizaram US$ 3 bilhões em janeiro, queda de 8% na comparação anual. Entre os cinco principais países de origem, apenas o Chile registrou crescimento, com alta de 61,3%, somando US$ 268,3 milhões, impulsionado pelo aumento das compras de cobre, que quase dobraram.

China segue líder, apesar da retração

A China, principal fornecedora do estado, registrou queda de 13% nas exportações para Santa Catarina, totalizando US$ 1,3 bilhão, o que representa US$ 198,8 milhões a menos que em janeiro de 2025.

As importações da Alemanha recuaram 2,5%, para US$ 142,8 milhões. Já as compras dos Estados Unidos caíram 27,9%, somando US$ 138,7 milhões, enquanto as importações da Argentina tiveram retração de 5,4%, para US$ 108,8 milhões.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: tawatchai07/Freepik

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Comércio Exterior

Corrente de comércio soma US$ 60,3 bilhões até a primeira semana de fevereiro de 2026

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 60,3 bilhões no acumulado de janeiro até a primeira semana de fevereiro de 2026. O resultado reflete exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 28,3 bilhões, com superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no período.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na primeira semana de fevereiro, a balança comercial apresentou déficit de US$ 647 milhões, resultado de US$ 6,9 bilhões em exportações e US$ 7,5 bilhões em importações. A corrente de comércio semanal somou US$ 14,3 bilhões.

Exportações e importações avançam no comparativo mensal

Na comparação das médias diárias, as exportações até a primeira semana de fevereiro de 2026 atingiram US$ 1,4 bilhão, crescimento de 20,2% em relação à média registrada em fevereiro de 2025, que foi de US$ 1,1 bilhão.

Já as importações apresentaram alta ainda mais expressiva. A média diária chegou a US$ 1,5 bilhão, avanço de 28,9% frente aos US$ 1,2 bilhão observados em fevereiro do ano anterior. O desempenho foi influenciado, em parte, pela importação de uma plataforma de petróleo, avaliada em US$ 2,4 bilhões.

Com esse resultado, a média diária da corrente de comércio até a primeira semana de fevereiro de 2026 ficou em US$ 2,86 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário foi negativo em US$ 129,46 milhões. Em relação a fevereiro de 2025, houve crescimento de 24,6% na corrente de comércio.

Desempenho das exportações por setor

No acumulado até a primeira semana de fevereiro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, o desempenho das exportações por setor, com base na média diária, mostrou forte avanço da Indústria Extrativa, com aumento de US$ 134,88 milhões, equivalente a 63,2%.

A Indústria de Transformação também registrou crescimento, com acréscimo de US$ 103,14 milhões (15,3%). Em contrapartida, a Agropecuária apresentou recuo de US$ 9,98 milhões, queda de 4,1% no período.

Importações mostram avanço da indústria de transformação

Pelo lado das importações, a análise setorial até a primeira semana de fevereiro de 2026 indica crescimento de US$ 349,34 milhões (32,3%) nas compras externas da Indústria de Transformação. A Agropecuária também teve leve alta, de US$ 0,65 milhão (2,5%).

Já a Indústria Extrativa registrou retração de US$ 12,08 milhões, o que representa queda de 25,5% na média diária em relação ao mesmo período do ano passado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações do Brasil para o Canadá batem recorde em 2025 e crescem 15%

O Brasil registrou em 2025 o maior volume de exportações já destinado ao Canadá, alcançando US$ 7,25 bilhões, o que representa um crescimento de 15% em relação a 2024. O resultado é o mais elevado da série histórica anual iniciada em 2018, segundo dados do Quick Trade Facts (QTF), levantamento da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Importações também avançam e saldo é recorde

As importações brasileiras de produtos canadenses acompanharam o movimento de alta e somaram US$ 3,14 bilhões, avanço de 13% na comparação anual. Com isso, o saldo da balança comercial bilateral ficou positivo em US$ 4,11 bilhões, o maior já registrado entre os dois países.

A corrente de comércio entre Brasil e Canadá — soma de exportações e importações — cresceu 14% em 2025, reforçando o fortalecimento das relações comerciais em um ano marcado por instabilidades no comércio global, especialmente após o aumento de tarifas promovido pelos Estados Unidos.

Canadá amplia participação no comércio exterior brasileiro

A relevância do Canadá no comércio exterior do Brasil também aumentou. A participação canadense nas exportações totais brasileiras passou de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025. Já nas importações, a fatia subiu de 1,06% para 1,12%, indicando maior integração econômica entre os dois mercados.

Mineração, agronegócio e indústria puxam crescimento

O desempenho recorde das exportações brasileiras ao Canadá foi impulsionado principalmente por produtos da extração mineral, como ouro, ferro e níquel, além de itens do agronegócio, com destaque para café verde e carnes bovina e suína. A indústria de transformação também contribuiu para o resultado positivo.

Mesmo com quedas em segmentos como aeronaves, açúcar e alumina, o avanço expressivo de ouro, café e proteínas animais foi decisivo para o novo recorde. O setor de carnes, inclusive, enfrenta recentemente restrições impostas pela China, um de seus principais mercados.

Ouro lidera pauta exportadora

O ouro em forma bruta, também conhecido como bulhão dourado, manteve-se como o principal produto exportado pelo Brasil ao Canadá. Apenas no primeiro semestre, o item respondeu por US$ 1,35 bilhão em exportações, ante US$ 765 milhões no mesmo período de 2024, conforme o estudo da CCBC.

No acumulado do ano, as vendas brasileiras ao mercado canadense superaram em mais de US$ 900 milhões o recorde anterior, registrado em 2024, confirmando a aceleração do intercâmbio comercial entre os dois países.

Avaliação positiva do setor

Para Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC, os números refletem um movimento consistente. “Os dados de 2025 indicam que o Brasil consolidou e ampliou sua presença no mercado canadense. O crescimento em ouro, café e carnes demonstra a competitividade da pauta exportadora brasileira, mesmo diante de um cenário econômico global desafiador”, afirmou.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: InfoMoney

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Comércio Exterior

Balança comercial registra segundo maior superávit de janeiro

A balança comercial brasileira atingiu em janeiro o segundo maior superávit para o mês desde o início da série histórica, impulsionada pela queda das importações, informou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O saldo positivo foi de US$ 4,342 bilhões, um aumento de 85,8% em relação aos US$ 2,337 bilhões registrados em janeiro de 2025.

Exportações e importações em janeiro

Apesar do crescimento do superávit, o valor das exportações apresentou leve queda de 1%, somando US$ 25,153 bilhões, enquanto as importações caíram 9,8%, totalizando US$ 20,810 bilhões. O resultado só fica atrás do superávit de janeiro de 2024, que alcançou US$ 6,196 bilhões.

O desempenho das exportações é o terceiro melhor janeiro desde 1989, enquanto as importações registraram o segundo maior valor histórico para o mês, perdendo apenas para janeiro do ano passado.

Desempenho por setores

O saldo comercial varia entre os setores da economia:

  • Agropecuária: crescimento de 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;
  • Indústria extrativa: queda de 3,4%, com aumento de 6,2% no volume e recuo de 9,1% no preço médio;
  • Indústria de transformação: queda de 0,5%, com leve recuo no volume (-0,6%) e no preço médio (-0,1%).

Principais produtos que impactaram o resultado

Entre os produtos que reduziram as exportações estão:

  • Agropecuária: café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo e centeio não moídos (-33,6%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%);
  • Indústria de transformação: óxido de alumínio (-54,6%), açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

Por outro lado, o agronegócio teve crescimento nas exportações de soja (91,7%) e milho não moído (18,8%), devido à antecipação de embarques. A queda nas vendas de petróleo bruto chegou a US$ 364,6 milhões, influenciada por manutenções programadas de plataformas.

Queda das importações

A diminuição das importações está ligada à desaceleração econômica e à queda na demanda por petróleo, devido à redução de investimentos. Entre os principais produtos importados em queda estão:

  • Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%) e trigo e centeio não moídos (-35,5%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%) e gás natural (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e partes de veículos (-20,4%).

Projeções para 2026

O MDIC projeta que o superávit comercial de 2026 fique entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Novas estimativas detalhadas serão divulgadas em abril.

Para efeito de comparação, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, enquanto o recorde histórico foi de US$ 98,9 bilhões em 2023. As projeções oficiais estão acima das estimativas do Boletim Focus, que prevê superávit de US$ 67,65 bilhões para 2026.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Comércio

Exportações do setor agropecuário avançam 2,1% em janeiro de 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,34 bilhões em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5/2) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No período, as exportações somaram US$ 25,2 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 20,81 bilhões.

Comparado a janeiro de 2025, o total das exportações apresentou ligeira queda de 1%, enquanto as importações recuaram 9,8%, refletindo uma redução de 5,1% na corrente de comércio, que alcançou US$ 45,96 bilhões.

Desempenho por setor nas exportações

No comparativo anual, o setor agropecuário foi destaque, com crescimento de 2,1%, equivalente a um acréscimo de US$ 0,08 bilhão. Já a indústria extrativa sofreu queda de 3,4% (US$ 0,25 bilhão) e os produtos da indústria de transformação registraram leve recuo de 0,5% (US$ 0,07 bilhão).

Setores com queda nas importações

As importações de janeiro de 2026 também apresentaram recuos em todos os setores analisados. O setor agropecuário teve retração de 28,7% (US$ 0,18 bilhão), enquanto a indústria extrativa caiu 30,2% (US$ 0,33 bilhão) e a indústria de transformação recuou 8,2% (US$ 1,74 bilhão).

O desempenho indica ajustes na comércio exterior do Brasil, com destaque para a consolidação das exportações agropecuárias, que continuam sendo um pilar estratégico para a economia do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tv Prefeito

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Comércio Exterior

Brasil registra recorde histórico de exportações para o Canadá em 2025, com crescimento de 15%

O Brasil bateu recorde de exportações ao Canadá em 2025, ao movimentar US$ 7,25 bilhões em vendas para o país norte-americano. O resultado representa uma alta de 15% em relação a 2024 e marca o maior valor já registrado desde o início da série histórica anual, em 2018. Os dados constam no estudo Quick Trade Facts (QTF), elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Importações também crescem e saldo comercial é o maior já registrado

As importações brasileiras de produtos canadenses somaram US$ 3,14 bilhões em 2025, avanço de 13% na comparação anual. Com isso, o saldo da balança comercial entre Brasil e Canadá ficou positivo em US$ 4,11 bilhões, o maior da história da relação bilateral. Já a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, teve crescimento de 14% no ano.

Canadá amplia participação no comércio exterior brasileiro

A relevância do Canadá no comércio exterior do Brasil também aumentou. A participação canadense nas exportações totais brasileiras passou de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025. Nas importações, a fatia subiu de 1,06% para 1,12%, indicando fortalecimento da relação bilateral, mesmo em um cenário global marcado por incertezas e impactos do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos.

Mineração, agronegócio e indústria puxam novo recorde

O desempenho recorde das exportações do Brasil para o Canadá foi impulsionado principalmente por produtos da extração mineral, como ouro, ferro e níquel, além de itens do agronegócio, com destaque para café verde e carnes bovina e suína. Produtos da indústria de transformação também contribuíram para o avanço.

Apesar da retração em segmentos como aeronaves, açúcar e alumina, o crescimento expressivo das vendas de ouro, café e proteínas animais garantiu o resultado positivo. O setor de proteínas animais, inclusive, enfrentou recentemente dificuldades após a imposição de tarifas pela China, um dos principais destinos da carne brasileira.

Ouro lidera a pauta exportadora ao mercado canadense

O principal produto exportado pelo Brasil ao Canadá em 2025 foi o bulhão dourado, ou seja, ouro em forma bruta, não refinado. Apenas no primeiro semestre, o item respondeu por US$ 1,35 bilhão em exportações, frente a pouco mais de US$ 765 milhões no mesmo período de 2024, segundo o levantamento da CCBC.

Comércio bilateral supera recorde anterior

As exportações brasileiras ao Canadá superaram em mais de US$ 900 milhões o recorde anterior, registrado em 2024, confirmando a aceleração do intercâmbio comercial entre os dois países.

Para o diretor-presidente da CCBC, Hilton Nascimento, os números reforçam a competitividade do Brasil. “Os dados de 2025 mostram que o Brasil consolidou e ampliou sua presença no mercado canadense. O avanço em ouro, café e carnes evidencia a força da pauta exportadora brasileira, mesmo diante de um ambiente econômico internacional desafiador”, afirmou.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações crescem 18% na média diária até a terceira semana de janeiro de 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,8 bilhões nas três primeiras semanas de janeiro de 2026. O resultado é fruto de US$ 14,98 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações, segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Terceira semana tem déficit pontual

Considerando apenas a terceira semana de janeiro, as exportações somaram US$ 5,1 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,4 bilhões, o que resultou em um saldo negativo de US$ 244 milhões no período.

Média diária das exportações avança em relação a 2025

Na comparação entre as médias diárias, as exportações cresceram 18% até a terceira semana de janeiro de 2026, ao atingirem US$ 1,36 bilhão, frente aos US$ 1,15 bilhão registrados em janeiro de 2025.

Já as importações apresentaram queda de 2,6%, com média diária de US$ 1,02 bilhão, ante US$ 1,04 bilhão no mesmo período do ano passado.

Corrente de comércio mantém trajetória de alta

Até a terceira semana de janeiro de 2026, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou média diária de US$ 2,3 bilhões. O saldo médio diário ficou em US$ 341,51 milhões.

Na comparação com a média diária registrada em janeiro de 2025, houve crescimento de 8,2% na corrente de comércio, indicando avanço no fluxo comercial do país no início do ano.

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária do acumulado até a terceira semana de janeiro de 2026 frente a janeiro de 2025, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Indústria Extrativa: alta de US$ 108,39 milhões (32,6%);
  • Agropecuária: crescimento de US$ 28,54 milhões (16,6%);
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 69,99 milhões (10,9%).

Importações recuam em todos os segmentos

Do lado das importações, a média diária mostrou retração nos principais setores:

  • Indústria Extrativa: queda de US$ 4 milhões (8%);
  • Agropecuária: redução de US$ 7,29 milhões (26%);
  • Indústria de Transformação: recuo de US$ 16,23 milhões (1,7%).

Os dados reforçam o cenário de crescimento das exportações brasileiras no início de 2026, com destaque para o desempenho da indústria extrativa e da agropecuária.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

Comércio Brasil–China bate recorde em 2025 e supera em mais do que o dobro as trocas com os EUA

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu um novo recorde histórico em 2025, somando US$ 171 bilhões (cerca de R$ 918,2 bilhões), segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O resultado representa uma alta de 8,2% em relação ao ano anterior e consolida a China como o principal parceiro comercial do país.

O volume negociado com o mercado chinês foi mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos, que movimentaram US$ 83 bilhões (R$ 445,7 bilhões) no mesmo período.

Superávit com a China completa 17 anos consecutivos

O Brasil mantém superávits comerciais consecutivos com a China há 17 anos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões (R$ 156,2 bilhões), equivalente a 43% de todo o superávit brasileiro com o comércio global.

As exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões), impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pela indústria extrativa.

Soja, petróleo e café lideram exportações

A pauta exportadora segue concentrada em soja e petróleo, que continuam como os principais pilares da relação bilateral. A China respondeu por 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil em 2025.

Um dos destaques do ano foi o avanço do café não torrado, cujas exportações dobraram de valor e alcançaram US$ 459 milhões (R$ 2,4 bilhões). Com isso, a China passou a ocupar a posição de segundo maior mercado asiático para o café brasileiro.

Carne bovina cresce, enquanto frango perde espaço

No segmento de proteínas animais, as exportações de carne bovina para a China atingiram um recorde histórico de US$ 8,8 bilhões (R$ 47,2 bilhões), com crescimento próximo de 48%.
Já as vendas de carne de frango recuaram, e a Arábia Saudita assumiu a liderança como principal destino desse produto.

Importações chinesas também atingem patamar histórico

As importações brasileiras da China somaram US$ 70,9 bilhões (R$ 380,7 bilhões), avanço de 11,5% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela aquisição de um navio-plataforma de petróleo, avaliado em US$ 2,66 bilhões, e pela forte demanda por veículos híbridos, que totalizaram US$ 1,87 bilhão.

O setor farmacêutico também ganhou destaque, com as importações de insulina crescendo 64 vezes, alcançando US$ 135 milhões.

Comércio com os EUA enfrenta entraves

Enquanto o comércio com a China avança, a relação com os Estados Unidos enfrentou dificuldades em 2025. As sobretaxas impostas durante o governo Trump impactaram cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano, o equivalente a US$ 8,9 bilhões sujeitos a tarifas adicionais.

Especialistas avaliam que, embora o Brasil busque diversificar seus parceiros comerciais, o eixo asiático tende a permanecer como destino prioritário da produção nacional. A expectativa é de continuidade da forte dependência chinesa, acompanhada por esforços para ampliar o comércio com países como Argentina e Índia.

Fonte: Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e Times Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO TIMES BRASIL

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