Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil acumula superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho

O superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho de 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio somou US$ 15,4 bilhões, resultado de US$ 8,4 bilhões em exportações e US$ 7 bilhões em importações.

Resultado positivo cresce em junho

Considerando o acumulado do mês até a segunda semana, o Brasil registrou exportações de US$ 16,4 bilhões e importações de US$ 11,7 bilhões. Com isso, o saldo comercial positivo atingiu US$ 4,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 28,1 bilhões.

Os números reforçam o desempenho favorável do comércio exterior brasileiro, impulsionado pelo avanço das vendas ao mercado internacional.

Saldo comercial supera US$ 37 bilhões em 2026

No acumulado do ano, as exportações brasileiras já totalizam US$ 165 bilhões, enquanto as importações somam US$ 127,6 bilhões.

Com esses resultados, o país registra um superávit comercial de US$ 37,3 bilhões em 2026. A corrente de comércio alcançou US$ 292,6 bilhões entre janeiro e junho.

Exportações avançam mais de 25% na comparação anual

A média diária das exportações até a segunda semana de junho ficou em US$ 1,819 bilhão, valor 25,3% superior ao registrado no mesmo período de junho de 2025, quando a média foi de US$ 1,451 bilhão.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária alcançou US$ 1,301 bilhão, avanço de 12,3% em relação aos US$ 1,158 bilhão observados no mesmo mês do ano passado.

Já a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 3,12 bilhões, representando alta de 19,5% frente ao desempenho registrado em junho de 2025.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na comparação com igual período do ano anterior.

A agropecuária liderou com aumento de US$ 93,6 milhões na média diária, crescimento de 27,1%.

Na indústria extrativa, o avanço foi de US$ 133,9 milhões, o equivalente a 42,7%.

Já os produtos da indústria de transformação registraram incremento de US$ 137,1 milhões por dia, alta de 17,4%.

Importações também apresentam expansão

Pelo lado das importações, os três principais segmentos também mostraram desempenho positivo.

A agropecuária registrou crescimento de 3,6% na média diária, com acréscimo de US$ 0,81 milhão.

Na indústria extrativa, o aumento foi de US$ 6,29 milhões por dia, representando alta de 13,4%.

Os produtos da indústria de transformação tiveram expansão de US$ 134,1 milhões na média diária, avanço de 12,4% em comparação com junho de 2025.

Os dados indicam que o ritmo do comércio internacional brasileiro segue aquecido em 2026, sustentado pelo crescimento das exportações e pelo fortalecimento da atividade econômica em diferentes setores produtivos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

Ler Mais
Exportação

Exportação de maçã cresce em 2026 e impulsiona recuperação do setor brasileiro

A exportação de maçã brasileira apresentou forte recuperação nos primeiros meses de 2026, refletindo o aumento da produção e a melhora na qualidade da fruta. Após uma safra anterior marcada por menor produtividade e redução dos embarques, o setor volta a ganhar fôlego no mercado internacional.

Os resultados positivos observados ao longo do primeiro semestre reforçam as perspectivas de uma balança comercial mais equilibrada para a cadeia produtiva da maçã neste ano.

Produção maior favorece avanço das exportações

Durante a safra 2024/25, o desempenho das exportações foi afetado pela menor oferta de frutas, consequência de uma produtividade abaixo do esperado. Já na safra 2025/26, o cenário mudou com a recuperação dos pomares e o aumento dos volumes produzidos.

Esse crescimento da oferta tem permitido ao Brasil ampliar sua presença nos mercados internacionais e atender à demanda de importantes compradores da fruta.

Embarques triplicam nos cinco primeiros meses do ano

Dados do Comex Stat mostram que o Brasil exportou cerca de 38 mil toneladas de maçãs entre janeiro e maio de 2026. O volume é três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho também se refletiu na receita gerada pelas vendas externas. Os embarques renderam aproximadamente US$ 39,64 milhões FOB, resultado que representa um avanço de 222% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Qualidade da fruta fortalece competitividade

Além da recuperação produtiva, a melhora da qualidade das maçãs brasileiras tem sido um fator importante para o crescimento das exportações.

Com frutas de melhor padrão, os exportadores ampliaram sua competitividade em mercados estratégicos e fortaleceram o posicionamento do produto brasileiro no comércio internacional.

Índia, Arábia Saudita e Rússia lideram compras

Entre os principais destinos da maçã brasileira, destacam-se a Índia, a Arábia Saudita e a Rússia.

Juntos, esses três mercados responderam por cerca de 76% do total exportado pelo Brasil no período, consolidando-se como os principais compradores da fruta nacional.

Estoques elevados sustentam perspectivas positivas

O setor mantém uma expectativa favorável para os próximos meses. Com ampla disponibilidade de frutas armazenadas no mercado interno, a tendência é de continuidade do atual ritmo de embarques ao exterior.

Caso esse cenário se confirme, a exportação de maçãs deverá contribuir para reduzir o déficit da balança comercial do segmento ao longo de 2026, fortalecendo a rentabilidade dos produtores e ampliando a participação do Brasil no mercado global da fruta.

FONTE: HF Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Comércio Exterior

Comércio Brasil-EUA cai 14,3% em 2026 e amplia déficit da balança comercial

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos registrou queda de 14,3% entre janeiro e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho reflete os impactos das tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano em 2025, que afetaram especialmente os produtos industriais brasileiros.

Nos cinco primeiros meses do ano, o fluxo comercial entre os dois países movimentou US$ 29,5 bilhões. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 14 bilhões, representando retração de 16%. Já as importações dos Estados Unidos caíram 12,6%, alcançando US$ 15,5 bilhões.

Como consequência, o déficit brasileiro na relação bilateral avançou 43,3%, chegando a US$ 1,5 bilhão.

Tarifas impostas pelos EUA seguem pressionando exportações

Os números foram divulgados pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), por meio do relatório Monitor do Comércio Brasil-EUA.

Segundo a entidade, a desaceleração do intercâmbio comercial ganhou força a partir de agosto de 2025, quando passaram a vigorar sobretaxas sobre produtos industriais brasileiros. As medidas tarifárias adicionais, que chegaram a 40% e 50% para determinados segmentos, reduziram significativamente a competitividade das exportações nacionais.

Entre agosto e dezembro do ano passado, os produtos impactados pelas novas tarifas movimentaram US$ 8,8 bilhões em vendas externas. No mesmo período de 2024, esse volume havia alcançado US$ 11,2 bilhões, o que representa uma retração de 21,6%.

Exportações acumulam meses consecutivos de queda

O início de 2026 manteve a tendência negativa observada nos meses anteriores. Em janeiro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 25,5%, totalizando US$ 2,4 bilhões. O resultado marcou o sexto mês seguido de redução nas vendas para o principal mercado das Américas.

Em fevereiro, a queda foi de 20,3% em relação ao mesmo mês de 2025, com embarques avaliados em US$ 2,5 bilhões.

A Amcham informou ainda que os produtos industriais sujeitos às tarifas mais elevadas registraram retração de 38,2% no começo deste ano, ampliando os efeitos das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Empresas enfrentam desafios com custos e logística internacional

Além da redução no volume exportado, a entidade demonstrou preocupação com os impactos sobre a cadeia produtiva global. O aumento dos custos associados às tarifas tem elevado despesas para empresas de diferentes setores e exigido adaptações logísticas para minimizar perdas.

O avanço do déficit comercial brasileiro também acende um alerta sobre os efeitos da desaceleração do comércio bilateral nas contas externas e na competitividade da indústria nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 3,2 bilhões na primeira semana de junho

O Brasil iniciou junho com desempenho positivo no comércio internacional. Na primeira semana do mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 8 bilhões em exportações e US$ 4,7 bilhões em importações. A corrente de comércio no período alcançou US$ 12,7 bilhões.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Saldo comercial acumula US$ 35,9 bilhões em 2026

No acumulado do ano, o país exportou US$ 156,6 bilhões e importou US$ 120,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 35,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio brasileira somou US$ 277,2 bilhões.

Os dados reforçam o desempenho favorável do setor externo ao longo de 2026, com crescimento consistente das vendas para o mercado internacional.

Exportações avançam 37,6% em relação a junho do ano passado

A média diária das exportações até a primeira semana de junho atingiu US$ 1,997 bilhão, representando alta de 37,6% na comparação com a média registrada em junho de 2025, que foi de US$ 1,451 bilhão.

Já as importações apresentaram crescimento mais moderado. A média diária passou de US$ 1,158 bilhão em junho de 2025 para US$ 1,186 bilhão em junho de 2026, avanço de 2,3%.

Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,184 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 811,6 milhões. Na comparação com junho do ano anterior, a corrente de comércio apresentou expansão de 22%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação lideram exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na média diária em relação ao mesmo período de 2025.

A agropecuária teve aumento de US$ 126,1 milhões, avanço de 36,6%. Na indústria extrativa, o crescimento foi de US$ 120,7 milhões, equivalente a 38,5%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram expansão de US$ 295,9 milhões, alta de 37,6%.

Importações também avançam em diferentes setores

No lado das importações, a agropecuária registrou crescimento de US$ 1,78 milhão na média diária, representando alta de 8%.

A indústria extrativa apresentou aumento de US$ 19,6 milhões, com avanço de 41,6%, enquanto os produtos da indústria de transformação tiveram acréscimo de US$ 8,5 milhões, crescimento de 0,8%.

O resultado demonstra que a atividade comercial do país segue aquecida, sustentada pelo avanço das exportações e pela ampliação das operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Importação

Brasil mantém isenção tarifária para principais produtos importados dos Estados Unidos

Mesmo diante das críticas dos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais, o Brasil não aplica tarifas adicionais sobre os dez principais produtos importados do mercado norte-americano em 2026.

A discussão ganhou força após a conclusão de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que recomendou a imposição de uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O processo, iniciado em 2025, teve como argumento inicial a alegação de que o Brasil adotaria medidas protecionistas capazes de limitar o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado nacional.

Na época, integrantes da gestão de Donald Trump também sustentavam que os Estados Unidos registravam déficit comercial na relação com o Brasil. No entanto, dados do comércio bilateral mostram que o saldo tem sido desfavorável ao lado brasileiro desde 2009. Além disso, os produtos mais importados dos EUA entram no país sem cobrança de tarifas adicionais.

Por outro lado, os Estados Unidos mantêm tarifas sobre quatro dos dez principais produtos brasileiros adquiridos pelo mercado norte-americano.

Estudo analisou principais produtos da balança comercial Brasil-EUA

O levantamento realizado pelo Poder360 avaliou os 20 produtos com maior relevância na balança comercial Brasil-EUA. A análise considerou os dez itens mais importados pelo Brasil e os dez mais comprados pelos Estados Unidos entre janeiro e maio de 2026.

As informações utilizadas têm como base dados da USITC (Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos) e da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, sistema que estabelece regras tarifárias padronizadas para os países integrantes do bloco econômico.

Governo dos EUA altera foco das justificativas

O relatório final divulgado pelo USTR apresentou uma mudança significativa em relação às alegações iniciais da investigação. Em julho de 2025, o governo norte-americano apontava o suposto protecionismo brasileiro e barreiras tarifárias como principais motivos para a apuração.

Já no documento mais recente, as justificativas passaram a concentrar-se em temas como alegações relacionadas ao uso de trabalho forçado, impactos do Pix, regulamentação das redes sociais e ações consideradas insuficientes no combate ao desmatamento.

As referências a protecionismo e déficit comercial deixaram de ocupar posição central no relatório. Entre os poucos aspectos tarifários mencionados estão os acordos comerciais com Índia e México, que oferecem condições preferenciais de importação e, segundo a avaliação norte-americana, poderiam prejudicar exportadores dos EUA. Também foi citada a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil sobre o etanol importado.

Especialista vê estratégia de negociação na postura norte-americana

Para o ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, a mudança de discurso atende a interesses estratégicos dos Estados Unidos. Segundo ele, mesmo diante do déficit brasileiro na relação comercial, Washington pode utilizar determinadas narrativas para ampliar sua capacidade de negociação em setores considerados prioritários.

Barral afirma que existe uma diferença entre a necessidade de avanços estruturais na economia brasileira e as críticas feitas pelos EUA no âmbito bilateral. Na avaliação do especialista, a acusação de protecionismo costuma ser utilizada de forma seletiva para fortalecer posições de negociação.

O economista destaca ainda que a comparação entre países não deve ser feita apenas com base nas tarifas nominais. Segundo ele, os Estados Unidos também adotam mecanismos de proteção em áreas consideradas sensíveis, utilizando instrumentos regulatórios, exigências de segurança nacional e políticas setoriais específicas.

Para Barral, a análise da política comercial internacional deve considerar o conjunto de ferramentas utilizadas por cada país, e não apenas os percentuais de tarifas aplicados sobre produtos importados.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Exportação

Exportações brasileiras para os EUA atingem menor participação desde 1997

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras recuou para 9,4% entre janeiro e maio de 2026, o menor percentual registrado para o período desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997. No mesmo intervalo do ano passado, os norte-americanos respondiam por 12,2% das vendas externas do Brasil.

Os dados, divulgados pelo Valor Econômico com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam uma redução significativa da relevância do mercado americano para os produtos brasileiros, mesmo após o fim das tarifas extraordinárias impostas anteriormente pelos Estados Unidos.

Tarifas impostas por Trump impactaram comércio bilateral

Especialistas atribuem o enfraquecimento da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos aos efeitos da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump em 2025.

Nos primeiros meses daquele ano, antes da implementação das sobretaxas, as exportações brasileiras para os EUA ainda registravam crescimento de 4,4%. No entanto, a partir de julho, diversos produtos passaram a enfrentar tarifas de importação que chegaram a variar entre 40% e 50%.

A mudança alterou rapidamente o cenário comercial. As vendas para o mercado americano perderam ritmo no segundo semestre e encerraram 2025 com retração de 6,7%, enquanto as exportações totais brasileiras cresceram 3,3% no mesmo período.

Vendas para os Estados Unidos continuam em queda em 2026

Entre janeiro e maio deste ano, os embarques brasileiros para os Estados Unidos totalizaram US$ 14 bilhões, representando uma queda de 16% em comparação ao mesmo período de 2025.

O desempenho negativo persistiu mesmo após a revogação do chamado tarifaço, derrubado em fevereiro por decisão da Suprema Corte dos EUA. A Corte considerou inadequado o uso da legislação de poderes econômicos emergenciais internacionais (IEEPA) como fundamento para a aplicação das tarifas.

Apesar da reversão jurídica, analistas avaliam que os impactos comerciais permaneceram. Empresas brasileiras ampliaram a busca por novos mercados, enquanto compradores americanos passaram a diversificar seus fornecedores, reduzindo a dependência de produtos brasileiros.

Diversificação de mercados ganha importância

A redução da participação americana ocorre em paralelo ao avanço da estratégia brasileira de diversificação comercial. O país tem ampliado sua presença em diferentes mercados internacionais, diminuindo a concentração das exportações em poucos destinos.

O movimento ganhou força diante das incertezas geradas por medidas protecionistas e pela instabilidade da política comercial dos Estados Unidos.

Recentemente, novas propostas tarifárias anunciadas por Washington, com alíquotas de 25% e 12,5% para determinados produtos, reforçaram a percepção de que a busca por novos parceiros comerciais se tornou uma alternativa estratégica para o comércio exterior brasileiro.

Mais do que uma oscilação temporária, a queda da participação dos EUA para o menor nível em quase três décadas sinaliza uma transformação no perfil das exportações brasileiras e nos fluxos globais de comércio.

Balança comercial registra crescimento em maio

Mesmo com a redução das vendas para os Estados Unidos, a balança comercial brasileira apresentou resultado positivo em maio.

Segundo dados da Secex, o país registrou superávit de US$ 7,8 bilhões no mês, valor 10,8% superior ao saldo de US$ 7,1 bilhões observado em maio de 2025.

As exportações alcançaram US$ 31,9 bilhões, com avanço de 6,6%, enquanto as importações somaram US$ 24,1 bilhões, crescimento de 5,3%.

Superávit acumulado avança mais de 34% no ano

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 32,7 bilhões, alta de 34,2% na comparação com igual período do ano anterior.

As exportações brasileiras chegaram a US$ 148,6 bilhões, registrando crescimento de 8,7%. Já as importações totalizaram US$ 115,9 bilhões, avanço de 3,2%.

A corrente de comércio, indicador que soma exportações e importações, alcançou US$ 264,5 bilhões, aumento de 6,2%.

Os números mostram que, apesar da perda de participação do mercado americano, o comércio exterior brasileiro segue em expansão, impulsionado pela ampliação de mercados e pela adaptação das empresas a um cenário global marcado por disputas tarifárias e reorganização das cadeias produtivas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR / REUTERS/Kevin Lamarque

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança comercial brasileira movimenta US$ 56 bilhões em maio e mantém superávit robusto

O comércio exterior brasileiro registrou forte movimentação em maio de 2026, alcançando uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em um superávit comercial de aproximadamente US$ 8 bilhões. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na comparação com maio de 2025, as exportações brasileiras apresentaram avanço de 6,6%, passando de US$ 29,9 bilhões para US$ 31,9 bilhões. Já as importações cresceram 5,3%, saindo de US$ 22,9 bilhões para US$ 24,1 bilhões. Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — registrou crescimento de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, consolidando o bom ritmo das transações internacionais do país.

Acumulado de 2026 já supera US$ 264 bilhões

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras alcançaram US$ 148,6 bilhões, alta de 8,7% em comparação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 115,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, avanço de 3,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Com isso, o saldo da balança comercial acumulou superávit de US$ 33 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 264,5 bilhões, representando crescimento de 6,2% na comparação anual.

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve destaque em maio, com aumento de US$ 730 milhões, equivalente a crescimento de 9,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A indústria de transformação também apresentou resultado positivo, registrando expansão de US$ 1,37 bilhão, alta de 9%. Por outro lado, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, o que representa queda de 1,9% no período.

Nas compras internacionais realizadas pelo Brasil, a indústria de transformação foi responsável pelo principal crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão, avanço de 6,3% sobre maio do ano passado. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 40 milhões nas importações, queda de 7,8%, enquanto a indústria extrativa apresentou recuo de US$ 100 milhões, equivalente a 10,1%.

Considerando o período entre janeiro e maio de 2026, todos os principais segmentos exportadores apresentaram resultados positivos. A indústria extrativa liderou o crescimento, com aumento de US$ 5,37 bilhões, representando alta de 17,3%. A indústria de transformação avançou US$ 4,08 bilhões, crescimento de 5,6%, enquanto a agropecuária registrou expansão de US$ 2,36 bilhões, equivalente a 7,3%. Do lado das importações, a indústria de transformação cresceu US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Já a agropecuária apresentou queda de US$ 530 milhões (19%), e a indústria extrativa recuou US$ 310 milhões (6,2%).

Comércio exterior mantém trajetória positiva

Os resultados reforçam a expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com crescimento consistente das exportações, superávit comercial expressivo e aumento da corrente de comércio. O desempenho é impulsionado principalmente pelos setores da agropecuária, indústria de transformação e indústria extrativa, que seguem sustentando a presença do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

Ler Mais
Comércio Internacional

Comércio entre Brasil e Líbano cresce no primeiro quadrimestre de 2026

As trocas comerciais entre Brasil e Líbano apresentaram crescimento nos primeiros quatro meses de 2026, com avanço tanto nas exportações brasileiras quanto nas importações vindas do país árabe.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, apontam que as exportações do Brasil para o Líbano alcançaram US$ 170,8 milhões entre janeiro e abril, resultado 8,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Exportações brasileiras mantêm saldo positivo

Mesmo com o aumento das importações, a balança comercial permaneceu favorável ao Brasil. O superávit acumulado no período chegou a US$ 169,9 milhões.

A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 171,6 milhões no quadrimestre.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado libanês estão carne bovina congelada, café, açúcar, soja, gado vivo e carne de frango, itens que seguem liderando a pauta do agronegócio brasileiro nas negociações com o Oriente Médio.

Importações do Líbano avançam mais de 39%

As importações brasileiras de produtos libaneses atingiram US$ 842 mil no acumulado do ano, alta de 39,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os principais itens comprados pelo Brasil foram máquinas para fabricação de alimentos, resíduos de alumínio e frutas em conserva.

O crescimento reforça o avanço das relações comerciais entre os dois países e a ampliação do intercâmbio de produtos industriais e alimentícios.

Abril registra forte alta no comércio bilateral

Somente em abril, as exportações brasileiras para o Líbano totalizaram US$ 54,6 milhões, crescimento de 18,2% na comparação com abril do ano passado.

As importações também registraram forte expansão no mês e chegaram a US$ 187 mil, salto expressivo de 1003,4%.

Com isso, a corrente de comércio em abril alcançou US$ 54,8 milhões, enquanto o saldo positivo para o Brasil ficou em US$ 54,5 milhões.

O desempenho confirma o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países e o aumento da presença dos produtos brasileiros no mercado libanês.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook