Comércio Exterior, Economia, Exportação

Balança comercial brasileira bate recordes em setembro e no acumulado de 2025

O Brasil alcançou novos patamares na balança comercial em setembro de 2025, com crescimento expressivo nas exportações, importações e na corrente de comércio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Setembro registra superávit de US$ 2,99 bilhões

No mês de setembro, o país exportou US$ 30,5 bilhões e importou US$ 27,5 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 2,99 bilhões. A corrente de comércio — soma das exportações e importações — atingiu US$ 58,1 bilhões, representando um avanço de 12% em relação ao mesmo mês de 2024.

As exportações cresceram 7,2% na comparação anual, enquanto as importações tiveram alta de 17,7%, evidenciando o dinamismo das trocas comerciais brasileiras.

Acumulado do ano ultrapassa US$ 470 bilhões

Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil acumulou US$ 257,8 bilhões em exportações e US$ 212,3 bilhões em importações, com saldo positivo de US$ 45,5 bilhões. A corrente de comércio anual chegou a US$ 470,1 bilhões, um crescimento de 4,2% frente ao mesmo período de 2024.

Setembro/2025 Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados

Setores exportadores mantêm desempenho positivo

Em setembro, os principais setores exportadores apresentaram os seguintes resultados:

  • Agropecuária: aumento de US$ 1,03 bilhão (+18%)
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 0,56 bilhão (+9,2%)
  • Indústria de Transformação: alta de US$ 0,42 bilhão (+2,5%)

No acumulado do ano, o setor agropecuário cresceu 2,1%, enquanto a indústria de transformação avançou 3,7%. Já a indústria extrativa teve queda de 5,7%.

Indústria de transformação lidera nas importações

As importações também registraram variações significativas por setor:

  • Em setembro, destaque para a indústria de transformação, com aumento de US$ 4,56 bilhões (+21,5%)
  • Agropecuária teve leve alta de US$ 0,02 bilhão (+3,5%)
  • Indústria extrativa recuou US$ 0,4 bilhão (-26,1%)

No acumulado de 2025, a indústria de transformação cresceu 10,4% nas importações, enquanto a agropecuária subiu 8,6%. A indústria extrativa, por outro lado, caiu 22,1%.

FONTE : Gov.br
TEXTO: REDAÇÃO 

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Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial do Brasil cai 41% com tarifa dos EUA e aumento das importações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3 bilhões em setembro de 2025, queda de 41,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 5,1 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o governo, a redução foi impulsionada pela forte alta das importações e pela perda de espaço no comércio com os Estados Unidos, afetado pela sobretaxa de 50% aplicada a produtos brasileiros desde agosto.

Exportações crescem, mas não compensam tarifaço

As exportações brasileiras somaram US$ 30,5 bilhões em setembro, avanço de 7,2% frente ao mesmo período de 2024. O crescimento foi puxado pela agropecuária (+18%) e pela indústria extrativista (+14,4%). Em relação a agosto, houve alta de 2,3%.

“Esse foi o maior valor exportado para um mês de setembro na série histórica, impulsionado pelo crescimento do volume embarcado”, afirmou Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior.

Já as importações atingiram US$ 27,5 bilhões, aumento de 17,7% frente a setembro de 2024 e de 16% em comparação com agosto. O destaque foi a alta nos bens de capital (+73,2%) e nos bens de consumo (+20,1%).

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 257,8 bilhões (+1,1% ante 2024) e importou US$ 212,3 bilhões (+8,2%). O superávit no período foi de US$ 45,5 bilhões, recuo de 22,5% na comparação anual.

Queda nas exportações para os EUA

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 20,3% em setembro, totalizando US$ 2,58 bilhões, contra US$ 3,23 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Em relação a agosto, primeiro mês do tarifaço, houve retração de 6,3%.

Enquanto isso, as importações de produtos americanos avançaram 14,3%, alcançando US$ 4,35 bilhões.

Além dos EUA, o Brasil também reduziu vendas para o Japão (queda de 38,8%, para US$ 381 milhões) e para o continente africano (queda de 15,7%, para US$ 1,3 bilhão).

Por outro lado, houve crescimento expressivo nas vendas para a América do Sul (+31%, com destaque para a Argentina), América Central e Caribe (+29%) e para a China, Hong Kong e Macau, que juntos responderam por 43,5% das exportações brasileiras em setembro.

O tarifaço americano

O tarifaço de 50% entrou em vigor em 6 de agosto. Desde então, os EUA passaram a cobrar sobretaxa sobre produtos como café, carnes, pescados, açúcar, cacau e frutas tropicais. Alguns itens, como castanhas, suco de laranja e produtos de aviação civil, ficaram de fora da medida.

A decisão partiu do presidente Donald Trump, que justificou as tarifas como resposta a “ações do governo brasileiro que ameaçam a segurança nacional e a economia dos Estados Unidos”. O documento citou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e mencionou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como exemplo de “perseguição política”.

Também foram criticadas as medidas brasileiras contra big techs, classificadas pela Casa Branca como “coerção arbitrária para censurar discursos políticos”.

Na tentativa de reduzir as tensões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com Trump e pediu a retirada da sobretaxa. O republicano afirmou em rede social que “gostou da conversa”.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Exportações do Brasil chegam a US$ 255,21 bi até a 4ª semana de setembro

Saldo comercial mantém resultado positivo em 2025

As exportações brasileiras somaram US$ 255,206 bilhões desde janeiro até a quarta semana de setembro de 2025. Já as importações alcançaram US$ 210,234 bilhões no mesmo período, resultando em um superávit de US$ 44,972 bilhões. A corrente de comércio acumulada no ano atingiu US$ 465,44 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Desempenho da 4ª semana de setembro

Na quarta semana de setembro, a balança comercial registrou déficit de US$ 0,157 bilhão. As exportações somaram US$ 7,7 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 7,9 bilhões. A corrente de comércio semanal atingiu US$ 15,6 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações totalizam US$ 27,6 bilhões e as importações, US$ 25,5 bilhões, mantendo um saldo positivo de US$ 2,16 bilhões. A corrente de comércio mensal está em US$ 53 bilhões.

Comparativo com setembro de 2024

A média diária de exportações até a quarta semana de setembro de 2025 foi de US$ 1,381 bilhão, representando crescimento de 1,9% em comparação com setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhão).

Nas importações, a média diária chegou a US$ 1,273 bilhão, alta de 14,3% frente à média de setembro de 2024 (US$ 1,113 bilhão).

Com esses resultados, a corrente de comércio diária média foi de US$ 2,654 bilhões, com saldo positivo diário de US$ 107,99 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve avanço de 7,5% no fluxo comercial.

Setores exportadores: agropecuária e indústria extrativa crescem

Entre os setores exportadores, a comparação com setembro de 2024 aponta os seguintes desempenhos na média diária:

  • Agropecuária: aumento de US$ 24,98 milhões (+9,2%)
  • Indústria Extrativa: alta de US$ 18,43 milhões (+6,4%)
  • Indústria de Transformação: queda de US$ 20,82 milhões (-2,6%)

Importações impulsionadas pela indústria de transformação

No mesmo comparativo, as importações por setor apresentaram o seguinte comportamento:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 180,13 milhões (+17,8%)
  • Agropecuária: recuo de US$ 0,59 milhão (-2,7%)
  • Indústria Extrativa: redução de US$ 18,86 milhões (-25,7%)

Cenário reforça atividade econômica

Os resultados da balança comercial mostram avanço da corrente de comércio e desempenho crescente das importações ligadas à indústria, enquanto as exportações seguem sustentadas pela agropecuária e pela indústria extrativa.

FONTE: Secex/MDIC.
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ARQUIVO/PORTO DE ITAJAÍ

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Comércio

Balança comercial marítima do Brasil recua 17,2%

Relatório da ATP mostra que terminais de uso privado (TUP) movimentaram 422,3 milhões de toneladas no 1SEM25

Em meio às incertezas da economia global, o comércio exterior brasileiro foi impactado no primeiro semestre do ano, especialmente o segmento marítimo, influenciado por alterações tarifárias em grandes mercados, conflitos geopolíticos e eventos climáticos adversos. De acordo com o Relatório Semestral da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), divulgado nesta segunda-feira (22), o saldo da balança comercial brasileira por via marítima totalizou US$ 46,99 bilhões em valor FOB (Free On Board), com queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado é reflexo da redução das exportações, que somaram US$ 144,7 bilhões (-3,5%), e do aumento das importações, que atingiram US$ 97,7 bilhões (+4,8%). A corrente de comércio (exportações mais importações), por sua vez, ficou em US$ 242,2 bilhões, com leve retração de 0,3%.

Segundo o Relatório da ATP, elaborado pela Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento, a retração das exportações foi puxada principalmente por soja, petróleo e minério de ferro, que juntas perderam mais de US$ 8 bilhões em relação a 2024. No caso dos combustíveis, observa-se que a queda ocorreu tanto pela redução na quantidade exportada (-3,3%) quanto na redução do valor médio da commodity (-7,9%). Já a soja e o minério apresentaram seus volumes de exportações relativamente estáveis, mas tiveram um forte recuo no valor médio por tonelada (-9,6% e -16,6%, respectivamente).

Entre os destaques das exportações, as maiores altas no primeiro semestre foram verificadas nas vendas de “Gorduras e óleos animais ou vegetais”, com um avanço de 53,4%, e “Café, chá, mate e especiarias”, que cresceram 49,1%.

Nas importações, o crescimento foi impulsionado pelo aumento da demanda por máquinas e equipamentos industriais, que alcançaram US$ 13,8 bilhões de valor importado (+12,4%), resultado do avanço expressivo nos volumes adquiridos em 2025. Dois segmentos registraram as maiores altas nas importações: “Produtos farmacêuticos”, com expressivos 32,94%, e “Produtos químicos orgânicos” (23,37%).

Para o segundo semestre de 2025, as projeções da ATP indicam um cenário de cautela, com expectativa de estabilidade nos preços da soja e do petróleo, mas ainda sujeito à volatilidade internacional e a riscos geopolíticos.

“As mudanças nas políticas comerciais e nas condições externas podem seguir impactando o comércio marítimo, reforçando a necessidade de adaptação dos terminais portuários e da cadeia logística para sustentar a competitividade do Brasil”, diz Murillo Barbosa, presidente da ATP, que reúne empresas de grande porte com 72 terminais privados no país, atuando em áreas como agronegócio, mineração, siderurgia, petróleo e gás, contêineres e complexos logísticos, relevantes para o comércio exterior brasileiro.

No ranking dos dez principais destinos das exportações brasileiras, a ATP constatou que as vendas para a China recuaram 7,56% no primeiro semestre, totalizando US$ 47,5 bilhões (em valor FOB). Por outro lado, houve aumento das vendas para os Estados Unidos, de 2,83%, somando US$ 17,3 bilhões.

No período, cresceram ainda as exportações do Brasil para Argentina (57,62%), Coreia do Sul (16,52%), Índia (11,45%) e Alemanha (4,6%). Na outra ponta, caíram as vendas para Singapura (-22,38%), México (-13,87%), Espanha (-10,47%) e Holanda (-1,07%).

10 principais destinos das exportações brasileiras

Terminais privados lideram movimentação portuária

O estudo da ATP mostra que o sistema portuário brasileiro movimentou 653,7 milhões de toneladas (+1%) no primeiro semestre de 2025, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os terminais de uso privado (TUP) movimentaram 422,3 milhões de toneladas (crescimento de 1,9%), com o markert share de 64,6% do total movimentado pelos terminais portuários no Brasil. Os portos públicos, por sua vez, movimentaram 231,5 milhões de toneladas (redução de 0,53%).

A carga conteinerizada foi o perfil de maior destaque ao longo do primeiro semestre de 2025, com crescimento de 6,2%, considerando todo o setor. A carga geral e o granel sólido também obtiveram crescimento de 5,2% e 0,7%, respectivamente. Já o granel líquido e gasoso apresentou uma queda de -1,4%, reflexo da redução na movimentação de combustíveis minerais.

Analisando a movimentação portuária por regiões, o destaque foi o Centro-Oeste, que apresentou maior crescimento no período (77,1%). Apesar do aumento expressivo, o número absoluto foi apenas de 4,8 milhões de toneladas. Isso se deve a recuperação em 2025 da seca severa enfrentada em 2024, que baixou os níveis do Rio Paraguai e paralisou operações portuárias, gerando prejuízos significativos.

Outra região relevante foi a Sul, que cresceu 2,9%, registrando 93,8 milhões de toneladas, seguida pelo Nordeste (+0,8%) e Sudeste (+0,5%). Observa-se uma queda apenas na Região Norte (-1,2%)

Já análise da movimentação dos TUP por região, traz alterações significativas. Os terminais autorizados na Região Norte tiveram aumento de 2,35% na movimentação, e não uma queda, como observado no contexto nacional. Os TUP também apresentaram um crescimento superior no Nordeste (+1,9%) e Sudeste (+1,2%).

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior

Corrente de comércio chega a US$ 425 bi de janeiro até a 1° semana de setembro

No ano, as exportações totalizam US$ 234 bi e as importações, US$ 190,7 bi, com saldo positivo de US$ 43,3 bi e corrente de comércio de US$ 424,6 bi

Na 1ª semana de setembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,3 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,9 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 234 bilhões e as importações, US$ 190,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 43,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 424,6 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (8/9), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 1º Semana de setembro/2025

No comparativo mensal das exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de setembro/2025 (US$ 1,280 bi) com a de setembro/2024 (US$ 1,355 bi), houve queda de 5,5%. Em relação às importações houve crescimento de 5,7% na comparação entre as médias até a 1ª semana de setembro/2025 (US$ 1,178 milhões) com a do mês de setembro/2024 (US$ 1,114 milhões).

Assim, até a 1ª semana de setembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.458,75 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 102,93 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2024, houve queda de 0,4% na corrente de comércio.

Exportações em importações por Setor

No acumulado até a 1ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 37,9 bi (4,8%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 68,89 bi (25,4%) em Agropecuária e de US$ 40,25 bi (14,0%) em Indústria Extrativa.

No acumulado até a 1ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 18,09 milhões (24,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 54,23 milhões (5,4%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 3,4 milhões (15,5%) em Agropecuária.

Fonte: MDIC

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Comércio Exterior

Déficit da balança comercial entre Brasil e EUA sobe 1.338% em julho

O déficit da balança comercial entre Brasil e Estados Unidos subiu 1.338,6% em julho, na comparação com o mesmo período de 2024. No mês passado, o déficit com o país comandado por Donald Trump foi de cerca de US$ 560 milhões ante US$ 38,9 milhões de julho de 2024. No acumulado do ano, a balança comercial entre os dois países registrou déficit de US$ 2,26 bilhões para o Brasil.

A balança comercial foi listada por Trump como um dos fatores que motivaram a implementação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Na carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente norte-americano afirma que as barreiras tarifárias brasileiras causaram déficits “insustentáveis” aos EUA. “Entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos.

Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”, diz a carta. Somente em julho de 2025, a importação de produtos americanos subiu 18,2%, totalizando US$ 4,27 bilhões. Já as exportações brasileiras aos EUA cresceram 3,8%, totalizando US$ 3,71 bilhões. A corrente de comércio com os EUA também cresceu em julho. Subiu em 11%, chegando a US$ 7,98 bilhões.

Balança comercial do Brasil

Ao considerar as importações e exportações para todos os países, balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O resultado representa uma queda 6,3% frente ao registrado no ano passado, quando o saldo foi de US$ 7,6 bilhões. No mês, exportações somaram US$ 32,3 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio totalizou US$ 57,5 bilhões no mês, com crescimento de 6,3% na comparação com julho de 2024.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio

Brasil: Balança comercial tem superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de julho/2025

A balança comercial registrou superávit comercial de US$ 1,530 bilhão na terceira semana de julho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda, 21, o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,480 bilhões e importações de US$ 5,950 bilhões.

O superávit acumulado no mês de julho é de US$ 3,608 bilhões. No ano, o superávit soma um total de US$ 33,700 bilhões.

Até a terceira semana de julho, comparado a julho de 2024, as exportações cresceram 4,5% e somaram US$ 19,61 bilhões. O resultado se deu devido a uma queda de 1,9% em Agropecuária, que somou US$ 4,28 bilhões; crescimento de 5,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,57 bilhões e, por fim, expansão de 7,2% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,68 bilhões.

Já as importações cresceram 12,9% e totalizaram US$ 16,00 bilhões na mesma comparação, com aumento de 4,8% em Agropecuária, que somou US$ 31 milhões; queda de 11,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 77 milhões e, por fim, alta de 14,9% em Indústria de Transformação, para US$ 14,83 bilhões.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Agronegócio, Exportação

Exportações do agronegócio somam US$ 82 bilhões no 1º semestre de 2025 e mantêm protagonismo na balança comercial

Apesar de leve queda em relação ao ano anterior, setor responde por quase metade das vendas externas do país, com destaque para carnes, soja e aumento na diversificação de destinos

Balança comercial do agro mantém superávit robusto

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 82,1 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Consultoria Agro do Itaú BBA, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, as importações do setor somaram US$ 10,1 bilhões, resultando em um superávit de US$ 71,9 bilhões — uma leve retração de 1,1% em comparação a 2024.

A queda se deve a uma leve redução nas exportações (-0,2%) e aumento nas importações (+5,9%), impulsionadas principalmente pelos desembarques de cacau (319%), óleo de palma (48%) e trigo (3%).

Setor agro mantém quase metade da receita das exportações brasileiras

O agronegócio foi responsável por 49% de toda a receita das exportações do Brasil entre janeiro e junho de 2025, mesma participação registrada no mesmo período de 2024. O índice segue em linha com a média dos últimos cinco anos, consolidando o papel do setor como principal motor da balança comercial brasileira.

Junho fecha em leve queda, mas semestre é o terceiro melhor da história

Em junho, o setor exportou US$ 14,61 bilhões, valor 1,2% inferior ao de maio e 1,3% abaixo do mesmo mês de 2024. Ainda assim, o desempenho do semestre em dólares foi o terceiro melhor da história. A valorização cambial também favoreceu a receita em reais, com o dólar cotado, em média, a R$ 5,76 — alta de 13,27% na comparação anual.

Carnes ganham espaço; soja mantém liderança

A soja em grãos continuou liderando a pauta de exportações, com 31% de participação no total exportado — ligeira queda em relação aos 34% de 2024. Essa redução foi compensada por ganhos nas exportações de carne bovina, cuja participação subiu de 6% para 8%, com avanços em volume e preço. As carnes suína e de frango também apresentaram bom desempenho, embora esta última tenha sido impactada pela gripe aviária no Rio Grande do Sul a partir de maio.

No setor sucroenergético, os embarques de açúcar e etanol caíram em razão da antecipação da safra em 2024, o que distorce a base de comparação.

China segue como principal destino, mas perde participação

A China permaneceu como o maior mercado para o agro brasileiro, com 34% das exportações no semestre. No entanto, esse percentual foi ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período de 2024 (35%). Ao mesmo tempo, mercados como os Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos emergentes ampliaram sua participação, indicando maior diversificação nos destinos.

Exportações para a Ásia somam US$ 41,5 bilhões

As vendas para o continente asiático caíram 2,7% em receita no semestre, reflexo da queda nos preços da soja. A China foi responsável por 67% das exportações para a região. Os principais produtos enviados foram soja em grãos, carne bovina, celulose e açúcar VHP.

União Europeia amplia compras, com destaque para café e farelo de soja

A União Europeia importou US$ 12 bilhões do agro brasileiro no primeiro semestre, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2024. O café verde liderou as vendas, seguido por farelo de soja e soja em grãos. A Alemanha foi o maior comprador de café dentro do bloco, com 30% de participação.

Estados Unidos elevam importações mesmo com tarifas

Apesar de tarifas impostas em abril, os embarques para os EUA somaram US$ 6,6 bilhões — alta de 20% em relação ao 1º semestre de 2024. A carne bovina se destacou, com aumento superior a 100% no volume exportado, atingindo 157 mil toneladas e receita de US$ 791 milhões.

Desempenho por produto no semestre

Confira os principais números do 1º semestre de 2025:

  • Soja em grãos: 64,9 milhões de toneladas (+1%), com preço médio de US$ 391,5/t (-10%)
  • Óleo de soja: +26% no volume; preço médio de US$ 1.032,5/t (+9%)
  • Carne bovina: 1,29 milhão de toneladas (+13%), com preço médio 13% maior (US$ 5.100/t)
  • Etanol: Queda de 26% nos volumes; alta de 4% no preço médio
  • Milho: Redução de 22% no volume exportado; leve alta nos preços
  • Café verde: Queda de 18% no volume, mas alta de 79% nos preços (US$ 6.456,4/t)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio, Comércio Exterior

Paraná tem superávit em balança comercial com EUA, mas principal destino de exportações é a China

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) aponta que o Estado do Paraná tem superávit na balança comercial com os Estados Unidos, na casa de US$ 108,640 milhões. Contudo, em linhas gerais, o principal parceiro comercial estrangeiro do Estado é a China.

O estudo foi feito em meio à preocupação do empresariado com a ameaça de taxas de 50% aos produtos brasileiros importados pelos EUA, feita pelo presidente Donald Trump, do partido Republicano. A medida começa a valer em 1 de agosto.

Em paralelo, o Governo Federal tenta usar a diplomacia para reverter a taxa e criou um grupo de trabalho com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Casa Civil, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Fazenda, coordenado pelo vice-presidente e titular do MDIC, Geraldo Alckmin (PSB).

Paraná

Em geral, em 2024, a balança comercial do Paraná teve déficit de US$ 1,9 bilhão, importando US$ 25,4 bilhões e exportando US$ 23,3 bilhões. No entanto, quando considerados os negócios feitos somente com os EUA, há superávit: exportação de US$ 1,588 bilhão e importação de US$ 1,479 bilhão.

Confira a seguir um histórico das exportações do Porto de Paranaguá para os Estados Unidos. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Exportações do Porto de Paranaguá para os Estados Unidos | Jan 2022 – Mai 2025 | TEUs

O principal destino das exportações de produtos paranaenses é a China, que detém 28% da destinação do que é produzido no Estado, conforme dados de 2024 depurados pelo Dieese. Em segundo lugar, EUA com 6,8% e em terceiro Argentina, com 5,2%.

Em relação a 2023, houve aumento das exportações do Paraná para os EUA, um crescimento de 9,3%, conforme aponta o Diesse. “Entre os 15 principais divisões de produtos da CUCI (Classificação Uniforme do Comércio Internacional) exportados, os maiores aumentos ocorreram nos Açúcares, preparações de açúcar e mel (474,21%); Pescado (exceto mamíferos marinhos), crustáceos,moluscos e invertebrados aquáticos e suas preparações (94,50%); Produtos e preparações alimentícias diversos (57,25%); Papel, cartão e artigos de pasta de celulose, de papel ou de cartão (36,32%); Máquinas e aparelhos elétricos, diversos, suas partes e peças, n.e.p. (31,62%); e Café, chá, cacau, especiarias, e respectivos produtos (19,76%). Juntos representaram 22,6% das exportações de 2024”, diz a nota técnica emitida pelo departamento.

Fonte: Plural Curitiba

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação

Corrente de comércio chega a US$ 323,9 bi de janeiro a 2° semana de julho

Na 2ª semana de julho, a Balança Comercial registrou superávit de US$ 1,09 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,84 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,47 bilhões e importações de US$ 5,37 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 178,17 bilhões e as importações, US$ 145,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 32,37 bilhões e corrente de comércio de US$ 323,97 bilhões. A Balança Comercial da segunda semana de julho foi divulgada, nesta segunda-feira (14/07), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês | 2ª Semana de julho/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de julho/2025 (US$1,36 bi) com a de julho/2024 (US$ 1,34 bi), houve crescimento de 1,9%. Em relação às importações, houve crescimento de 10% na comparação entre as médias até a 2ª semana de julho/2025 (US$ 1,11 bi) com a do mês de julho/2024 (US$ 1,01 bi).

Assim, até a 2ª semana de julho/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,48 bilhões e do saldo, também por média diária, foi de US$ 253,1 milhões. Comparando-se este período com a média de julho/2024, houve crescimento de 5,4% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor e Produtos

No acumulado das exportações, até a 2ª semana do mês de julho/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 50,65 milhões (7,1%) em produtos da Indústria de Transformação; crescimento de US$ 18,05 milhões (5,8%) em Indústria Extrativa; e queda de US$ 41,48 milhões (-13,3%) em Agropecuária.

No acumulado das importações, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 114,43 milhões (12,4%) em produtos da Indústria de Transformação; crescimento de US$ 1,41 milhões (6,7%) em Agropecuária; e queda de US$ 14 milhões (-22,4%) em Indústria Extrativa.

Confira a seguir um histórico das importações brasileiras via contêineres a partir de janeiro de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações de contêineres | Jan 2022 – Maio 2025 | TEUs

Foto: Fred Pinheiro

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