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Fechamento do espaço aéreo prolonga voos e aumenta emissões da aviação

O avanço dos conflitos geopolíticos está criando um efeito colateral que vai além da segurança e dos custos das companhias aéreas: o impacto ambiental. Com áreas inteiras do espaço aéreo fechadas ou restritas, aeronaves precisam adotar trajetos mais longos para chegar aos mesmos destinos.

A mudança aumenta o tempo de viagem, eleva o consumo de combustível e, consequentemente, amplia as emissões de CO₂ da aviação. O cenário coloca em xeque parte dos ganhos de eficiência obtidos pelo setor nos últimos anos.

Mas, afinal, como as restrições ao espaço aéreo internacional estão alterando as rotas, encarecendo as operações e agravando a pegada climática dos voos de longa distância?

Por que um espaço aéreo pode ser fechado?

O fechamento ou a restrição de uma região do espaço aéreo pode ocorrer por diferentes motivos. Entre eles estão ameaças à segurança, exercícios militares, lançamento ou atividade de mísseis e drones, conflitos políticos, greves de controladores de tráfego aéreo, desastres naturais e condições meteorológicas extremas.

Além disso, uma restrição não necessariamente impede todas as aeronaves de utilizarem determinada área. Na Ucrânia, por exemplo, todo o espaço aéreo permanece fechado à aviação civil. Na Rússia, por outro lado, as restrições atingem especificamente companhias aéreas da União Europeia.

Órgãos reguladores também podem determinar ou recomendar que empresas evitem determinadas regiões. É o caso da Federal Aviation Administration (FAA), nos Estados Unidos, e da European Union Aviation Safety Agency (EASA), na Europa.

As próprias companhias aéreas também podem optar por não utilizar determinadas rotas, levando em conta suas avaliações internas de risco operacional e segurança.

Na Europa, o sistema Flexible Use of Airspace, administrado pela Eurocontrol, busca liberar para a aviação civil áreas reservadas às atividades militares quando elas deixam de ser necessárias. Para os voos de longa distância, entretanto, conflitos prolongados em pontos estratégicos podem alterar a malha internacional durante meses ou até anos.

Conflitos aumentam o tempo dos voos

Um dos exemplos mais claros envolve a rota entre Helsinque e Tóquio operada pela Finnair. Segundo dados apresentados pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) em 2023, a viagem passou de aproximadamente nove para 13 horas depois que a companhia perdeu o acesso ao espaço aéreo russo — um aumento de 44%.

Em comunicado divulgado em abril de 2026, a Finnair informou que os voos para Japão e Coreia do Sul passaram a exigir de duas a quatro horas adicionais em determinadas circunstâncias.

A situação também se agravou após a escalada das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro de 2026. O fechamento de áreas do espaço aéreo e de aeroportos obrigou diversas empresas a redesenhar suas rotas.

Segundo a Finnair, viagens com destino à Índia, Tailândia e Singapura passaram a levar cerca de uma a duas horas a mais devido aos desvios provocados pela situação na região.

Rotas entre Ásia e América do Norte também foram afetadas

Os impactos chegaram ainda aos voos que conectam diretamente a Ásia e a América do Norte.

Em março de 2026, a Air India passou a direcionar para oeste algumas operações com destino à Europa e à América do Norte, utilizando corredores disponíveis sobre Omã, Arábia Saudita e Egito.

Os desvios fizeram com que determinados voos entre a Índia e a América do Norte ficassem longos o suficiente para exigir escalas técnicas em cidades como Roma ou Viena antes da continuação da viagem pelo Atlântico.

A companhia informou que as novas rotas elevaram o tempo de voo e acrescentaram complexidade às operações.

Mesmo após uma trégua temporária no conflito do Oriente Médio, algumas áreas permanecem sob alerta. A EASA continua recomendando que as empresas aéreas evitem o sobrevoo de países e regiões como Irã, Iraque e Líbano.

Combustível mais caro chega ao bolso do passageiro

Os desvios não afetam apenas o planejamento operacional das companhias. O aumento do consumo de combustível também pode ser repassado aos viajantes por meio de sobretaxas de combustível.

A Air India começou a cobrar valores adicionais em 10 de março de 2026, poucos dias após a escalada das tensões no Oriente Médio. A empresa justificou a medida pelo aumento dos preços do combustível de aviação associado à situação geopolítica no Golfo.

Para voos com destino à América do Norte, a sobretaxa por trecho passou de US$ 150 para US$ 200 e, posteriormente, chegou a US$ 280 em abril.

A All Nippon Airways (ANA) também adotou uma cobrança adicional. Em abril, a empresa anunciou uma sobretaxa de 56 mil ienes por trecho em determinados voos entre o Japão e a América do Norte ou Europa, considerando itinerários com origem fora do Japão.

O valor subiu para 65 mil ienes em julho e agosto. Em 1º de setembro, porém, a cobrança foi reduzida para 55 mil ienes, após medidas adotadas pelo governo japonês ajudarem a aliviar parte da pressão sobre os custos de combustível.

Na mesma data, a Emirates manteve suas sobretaxas. As viagens entre Japão e Dubai tinham cobrança adicional de 48 mil ienes por trecho, enquanto os voos do Japão para Europa ou Américas apresentavam sobretaxa de 49 mil ienes.

Voos mais longos significam mais emissões

O aumento das distâncias percorridas também tem consequências ambientais. Durante a interrupção do espaço aéreo no Oriente Médio, a Eurocontrol calculou o impacto dos desvios em relatório publicado em 31 de março de 2026.

A estimativa apontou que cerca de 1.150 voos por dia estavam sendo desviados para evitar áreas de conflito. Quando considerados também os voos que atravessavam a Europa com origem ou destino na América do Norte, o número chegava a aproximadamente 1.360 operações diárias.

Somadas, essas aeronaves percorriam cerca de 206 mil quilômetros adicionais todos os dias.

Esse aumento representava um consumo extra de aproximadamente 602 toneladas métricas de combustível diariamente. As operações também acrescentavam mais de 1.900 toneladas métricas de CO₂ e 3,3 toneladas métricas de NOx, os chamados óxidos de nitrogênio, por dia.

Impacto climático desafia metas da aviação

Os números ajudam a dimensionar o efeito dos desvios sobre o impacto ambiental da aviação. De acordo com estimativa da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), um automóvel convencional movido a gasolina emite cerca de 4,6 toneladas métricas de CO₂ por ano.

Nesse parâmetro, as 1.900 toneladas métricas de CO₂ adicionais geradas diariamente pelos desvios equivalem aproximadamente às emissões anuais de mais de 400 carros médios nos Estados Unidos.

O problema ganha importância caso as rotas mais longas deixem de ser uma situação excepcional e se tornem permanentes. Nesse cenário, parte dos ganhos obtidos pelas companhias com novas aeronaves, tecnologias e medidas de eficiência energética pode ser anulada pela necessidade de voar distâncias maiores.

Tráfego aéreo europeu também entra no debate

A discussão sobre rotas mais longas não se limita aos conflitos militares. A Ryanair também aponta problemas relacionados à gestão do tráfego aéreo europeu.

A companhia argumenta que aeronaves obrigadas a contornar áreas de espaço aéreo indisponíveis acabam percorrendo distâncias maiores, aumentando as emissões sem acrescentar qualquer benefício ao transporte.

Em comunicado, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, citou as greves do controle de tráfego aéreo francês e afirmou que cerca de 20% dos voos da União Europeia passam pelo espaço aéreo da França.

Segundo a empresa, dois dias de paralisações provocaram o cancelamento de 1.500 voos e afetaram os planos de viagem de aproximadamente 270 mil passageiros da União Europeia.

A companhia defende, em uma petição, que uma administração mais eficiente do tráfego aéreo europeu poderia diminuir cancelamentos e desvios e, ao mesmo tempo, reduzir em cerca de 10% as emissões de carbono da aviação.

O cenário mostra como decisões geopolíticas, restrições operacionais e gestão do espaço aéreo passaram a ter impacto direto não apenas sobre o preço e a duração das viagens, mas também sobre os objetivos climáticos da aviação mundial.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: NurPhoto/Getty

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Aeroportos

Acidente em Miami reacende debate sobre segurança nas pistas de aeroportos

Um avião cargueiro operado para a Amazon Air saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, na tarde do último domingo (6). A aeronave atingiu veículos que estavam nas proximidades, pegou fogo e deixou cinco pessoas mortas e outras cinco feridas. O acidente mobilizou equipes de emergência e provocou a interrupção temporária das operações no aeroporto, um dos mais movimentados da região.

A aeronave, um Boeing 767-300, havia partido de San Juan, em Porto Rico, com destino a Miami. Segundo a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), o pouso ocorreu por volta das 14h, mas o avião não conseguiu parar dentro da área pavimentada da pista. Dados do Flightradar24 indicam que a aeronave estava a aproximadamente 210 km/h quando deixou a área utilizável da pista.

Até o momento, as autoridades não determinaram o que provocou a saída de pista. Informações preliminares analisadas pela CNN indicam que não houve declaração de emergência por parte da tripulação antes do pouso.

Vítimas estavam em terra e dentro de veículos

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Miami-Dade, cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas. Três dos feridos foram encaminhados em estado grave para um centro especializado em trauma, enquanto os demais receberam atendimento em um hospital da região. Equipes de resgate também precisaram retirar pessoas que ficaram presas nos veículos atingidos pela aeronave.

A aeronave atingiu dois veículos, incluindo uma van Ford 2012 que transportava sete trabalhadores da Professional Ocean Service Corporation, uma empresa contratada de limpeza para companhias aéreas, além de um SUV Toyota.

A van estava dentro do aeroporto, e o pequeno SUV que o jato também atingiu estava do lado de fora. Os dois pilotos foram retirados da aeronave e receberam atendimento médico. O estado de saúde deles não havia sido divulgado.

Investigação vai analisar aeronave, pista e condições meteorológicas

A investigação ficará sob responsabilidade da FAA e do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB). Investigadores das duas instituições foram mobilizados para apurar as circunstâncias do acidente. Entre os fatores que devem ser examinados estão as condições da aeronave, atuação da tripulação, infraestrutura aeroportuária e condições meteorológicas no momento do pouso.

Uma análise preliminar também apontou uma mudança na direção do vento pouco antes da aterrissagem. Segundo especialista ouvido pela CNN, rajadas de até 26 nós podem ter provocado um componente de vento de cauda, situação que pode aumentar a velocidade da aeronave em relação ao solo e dificultar a frenagem. Ainda não é possível afirmar, contudo, que as condições do vento tenham sido determinantes para o acidente.

Aeroporto de Miami teve mais de 450 voos afetados

O acidente ocorreu durante o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, período de intenso movimento nos aeroportos. A ocorrência provocou uma paralisação das operações em solo por aproximadamente três horas. Até a noite de domingo, mais de 450 voos haviam sido cancelados ou atrasados, segundo dados do FlightAware.

Outro ponto que poderá entrar na análise das autoridades é a ausência, no aeroporto de Miami, do Engineered Materials Arresting System (EMAS), sistema instalado ao final de determinadas pistas para ajudar a conter aeronaves que ultrapassam a área de pouso. O mecanismo utiliza materiais compressíveis capazes de reduzir a velocidade de um avião em uma saída de pista.

Especialistas consultados pela CNN questionaram a ausência do sistema em um aeroporto de grande movimentação e cercado por vias, edifícios e outras estruturas.

Avião era operado pela 21 Air

A Amazon confirmou que a aeronave envolvida no acidente era operada pela 21 Air, empresa especializada em transporte aéreo de cargas com sede na Carolina do Norte.

A companhia mantém uma estrutura operacional em Miami e presta serviços para empresas como Amazon e DHL. De acordo com informações da Cirium citadas na reportagem, a empresa opera oito Boeing 767 destinados à Amazon Air. Tanto a Amazon quanto a 21 Air afirmaram que irão colaborar com as investigações.

A aeronave envolvida fazia parte da operação logística da Amazon Air, braço aéreo utilizado pela gigante do comércio eletrônico para transportar encomendas. A empresa opera diariamente mais de 250 voos e conta com uma frota superior a 100 aeronaves, incluindo modelos Boeing 737 e 767 e Airbus A330.

A estrutura aérea é utilizada para transportar diferentes tipos de mercadorias, desde encomendas convencionais até produtos perecíveis e cargas que exigem condições específicas de transporte.

Saída de pista é um dos principais riscos da aviação

As saídas de pista, conhecidas internacionalmente como runway excursions, estão entre os eventos de segurança mais recorrentes na aviação mundial. Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) apontam esse tipo de ocorrência como o principal incidente envolvendo aeronaves em todo o mundo.

As causas podem envolver diferentes fatores, como condições meteorológicas, problemas técnicos, condições da pista, velocidade, frenagem e procedimentos operacionais. A investigação do acidente em Miami deverá determinar quais desses elementos contribuíram para a ocorrência.

Fonte: CNN, com informações de autoridades norte-americanas e agências de segurança aérea.

Imagem: AFP/Divulgação

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Aeroportos

LATAM amplia voos no Paraguai em 42% e reforça aposta no mercado internacional

A LATAM anunciou uma expansão de 42% na oferta de voos para o Paraguai, reforçando a presença da companhia aérea no país. A operação, que atualmente conta com 26 frequências semanais, passará a ter 37 voos por semana.

A ampliação ocorre em um momento de crescimento na movimentação dos aeroportos paraguaios e acompanha o aumento da demanda por conexões internacionais.

Mais voos entre Paraguai e América do Sul

A expansão será distribuída entre diferentes mercados estratégicos. A rota entre São Paulo e Paraguai terá um aumento de 14 para 18 frequências semanais.

Já os voos entre Lima e Paraguai passarão de sete para nove frequências por semana. Além disso, Montevidéu será incorporada à operação, com cinco voos semanais previstos a partir de 2027.

A decisão da companhia ocorre em meio ao avanço da demanda pelo transporte aéreo no país.

Movimento de passageiros cresce no Paraguai

Entre janeiro e julho, os aeroportos do Paraguai registraram 839 mil passageiros, número 12% superior ao observado no mesmo período do ano anterior.

O crescimento ajuda a explicar a estratégia da LATAM de ampliar a oferta e apostar em um mercado que vem ganhando relevância dentro da aviação internacional na América do Sul.

Mais frequências significam maior disponibilidade de assentos, novas possibilidades de conexão e potencial para fortalecer o Paraguai como um hub regional de passageiros.

Contraste com o cenário da aviação no Brasil

A expansão no Paraguai chama atenção quando comparada ao cenário discutido pela própria LATAM no Brasil.

O CEO da companhia afirmou que a reforma tributária poderá elevar de aproximadamente R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões por ano o volume de impostos pagos pela empresa no país.

Segundo o executivo, o impacto da mudança sobre o setor aéreo seria equivalente a uma “bomba atômica”, com possibilidade de aumento superior a 20% no preço das passagens aéreas.

Enquanto o mercado brasileiro enfrenta a perspectiva de custos tributários mais elevados, a LATAM amplia sua capacidade no Paraguai e aumenta em 42% o número de voos semanais.

Paraguai busca ampliar sua conectividade

A movimentação da LATAM mostra como o crescimento do fluxo de passageiros pode estimular as companhias aéreas a aumentar a oferta em determinados mercados.

Com mais voos internacionais, novas rotas e maior capacidade, o Paraguai amplia sua conexão com importantes cidades da América do Sul.

O movimento ainda está em uma fase inicial, mas indica uma estratégia de expansão da conectividade aérea do Paraguai, com potencial para atrair mais passageiros e fortalecer a integração do país com a região.

FONTE: Meu País Paraguai
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Meu País Paraguai

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Aeroportos

Aeroporto Santos Dumont é liberado após acidente com jatinho e suspensão de voos

O Aeroporto Santos Dumont, na região central do Rio de Janeiro, voltou a operar normalmente após a retirada de um jatinho que saiu da pista durante um pouso. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a pista foi liberada às 23h de quinta-feira (27).

O incidente ocorreu por volta das 16h10, quando um Embraer Phenom, de prefixo PSVEE – E50P, derrapou durante o pouso e acabou atingindo o gramado localizado na lateral da pista.

A aeronave transportava apenas o piloto e um tripulante. Nenhum dos dois ficou ferido. O modelo tem capacidade para até cinco passageiros.

Equipes de emergência foram acionadas

Logo após o incidente, o Plano de Emergência do Aeroporto Santos Dumont foi colocado em prática. Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local para prestar apoio à ocorrência.

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também compareceram ao aeroporto e iniciaram os procedimentos para apurar as circunstâncias que levaram à saída da aeronave da pista.

As causas do incidente ainda serão investigadas pelas autoridades responsáveis.

Acidente provoca cancelamentos e mudanças de voos

A interrupção das operações provocou impactos na movimentação do Aeroporto Santos Dumont ao longo da noite.

Durante o período em que pousos e decolagens ficaram suspensos, 15 voos foram transferidos para o Aeroporto Internacional do Galeão, enquanto outros 71 voos acabaram cancelados em decorrência do incidente.

A suspensão das atividades também gerou transtornos para os passageiros. Centenas de pessoas permaneceram durante horas no aeroporto aguardando a retomada das operações ou alternativas para chegar aos destinos previstos.

Com a retirada do jatinho e a liberação da pista, o Santos Dumont pôde voltar a receber pousos e decolagens.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Aeroportos

Brasil e China avaliam ampliação de voos diretos e novas parcerias na aviação

Brasil e China discutem medidas para ampliar a conectividade aérea entre os dois países e fortalecer a cooperação internacional na aviação. O tema foi tratado nesta terça-feira (25), em Pequim, durante reunião do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, com representantes da Administração da Aviação Civil da China (CAAC).

Entre os assuntos da agenda estiveram o aumento da frequência de voos diretos entre Brasil e China, a formação de profissionais da aviação e o intercâmbio de tecnologias voltadas à modernização do setor.

Países avaliam aumento de voos diretos

Atualmente, Brasil e China contam com quatro voos diretos por semana. Durante a reunião, Tomé Franca propôs a realização de estudos para verificar a possibilidade de ampliar essa oferta.

A medida busca aumentar as alternativas de conexão aérea entre os mercados brasileiro e chinês, facilitando o deslocamento de passageiros e contribuindo para o fortalecimento das relações econômicas entre os países.

Formação de pilotos também entra na pauta

A qualificação de profissionais foi outro ponto discutido pelas autoridades. A China possui uma academia de aviação com mais de 500 aeronaves destinadas a atividades de treinamento.

A proposta apresentada durante o encontro prevê ampliar a parceria entre os dois países para a formação de pilotos e tripulantes, com intercâmbio de experiências, conhecimentos e práticas de treinamento.

A cooperação pode contribuir para aproximar instituições brasileiras e chinesas e ampliar a troca de conhecimento na área de capacitação aeronáutica.

Brasil destaca potencial para produção de SAF

A modernização tecnológica do setor aéreo também fez parte das conversas. Os países avaliaram possibilidades de intercâmbio técnico e tecnológico, incluindo o compartilhamento de experiências relacionadas à evolução da aviação.

Tomé Franca também ressaltou o potencial brasileiro para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A disponibilidade de matérias-primas e a capacidade produtiva do Brasil foram apresentadas como vantagens para o desenvolvimento desse mercado.

O SAF é considerado uma das alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas ao transporte aéreo.

COFCO amplia atuação logística no Brasil

A agenda da missão brasileira na China também incluiu uma reunião com representantes da COFCO, uma das principais empresas chinesas do setor de agronegócio com operações no Brasil.

As conversas trataram dos investimentos da companhia no país, da logística de exportação de grãos e das perspectivas de expansão das atividades.

Atualmente, a empresa movimenta mais de 14 milhões de toneladas de produtos agrícolas no Porto de Santos. Entre as principais cargas estão soja, farelo de soja, milho e açúcar.

A COFCO ocupa uma área de 98 mil metros quadrados no complexo portuário, com capacidade estática para armazenar aproximadamente 490 mil toneladas.

Empresa investe em transporte ferroviário

Em 2025, a companhia adquiriu 979 vagões e 23 locomotivas em parceria com a Rumo Logística. Os equipamentos são utilizados no transporte de grãos até o Porto de Santos, de onde as cargas são embarcadas para diferentes mercados internacionais, incluindo a China.

A empresa também está restaurando o antigo prédio da Diretoria de Operações da Autoridade Portuária, localizado às margens do cais. A iniciativa faz parte das ações de valorização da relação entre o porto e a cidade.

O complexo da COFCO em Santos é considerado o maior ativo de exportação da companhia fora do território chinês.

Missão brasileira segue para Xangai

A agenda do Ministério de Portos e Aeroportos continua nesta quarta-feira (26), em Xangai. Estão previstas reuniões com empresas e instituições ligadas à infraestrutura portuária e logística.

Entre os compromissos está um encontro com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), além de uma visita técnica ao Porto de Baoshan.

A programação também prevê a inauguração do escritório de representação do Porto de Itapoá, de Santa Catarina, em Xangai.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Infraestrutura da aviação: entenda os principais termos usados nos aeroportos

Termos como hub aeroportuário, slots, cabeceira de pista e faixa de pista aparecem com frequência nas notícias sobre aviação, mas nem sempre são fáceis de compreender para quem utiliza o transporte aéreo apenas como passageiro.

Por trás dessas expressões estão estruturas, sistemas e procedimentos fundamentais para organizar o fluxo de aeronaves, passageiros e cargas e, principalmente, garantir a segurança das operações aeroportuárias.

Para facilitar a compreensão do noticiário sobre infraestrutura da aviação, confira o significado de alguns dos conceitos mais utilizados no setor.

O que é hub aeroportuário?

Um hub aeroportuário é um aeroporto que funciona como um grande ponto de conexão entre diferentes voos. Em vez de atender apenas passageiros que têm aquela cidade como destino final, o terminal concentra rotas de várias origens e destinos.

Nesse modelo, o passageiro pode desembarcar de uma aeronave e embarcar em outra para continuar a viagem.

No Brasil, aeroportos como Guarulhos (SP), Brasília (DF), Congonhas (SP), Galeão (RJ) e Recife (PE) exercem papel relevante na conexão da malha aérea brasileira, embora tenham diferentes características e níveis de concentração de voos.

O que é a cabeceira da pista?

A cabeceira de pista corresponde a uma das extremidades da pista utilizada para pousos e decolagens. É a partir de uma delas que a aeronave inicia a decolagem ou em direção a uma delas que segue durante o pouso.

Cada cabeceira recebe uma identificação numérica relacionada à direção em que a pista está orientada. Como uma pista pode ser utilizada nos dois sentidos, suas extremidades possuem números diferentes.

Por isso, quando uma notícia menciona obras ou intervenções em cabeceiras, a medida pode envolver sinalização, adequações ou melhorias na infraestrutura aeroportuária.

O que é pista de taxiamento?

A pista de taxiamento, também chamada de taxiway, é o caminho utilizado pelos aviões para circular entre a pista de pouso e decolagem, o pátio e outras áreas do aeroporto.

Após pousar, por exemplo, o avião deixa a pista principal por uma taxiway e segue até o ponto onde ficará estacionado. Antes da decolagem, percorre o trajeto contrário para chegar à pista.

O que significa RESA?

A sigla RESA vem do inglês Runway End Safety Area e identifica a área de segurança localizada além do final da pista de pouso e decolagem.

Sua finalidade é ampliar a proteção em situações nas quais uma aeronave ultrapasse a extremidade da pista durante um pouso ou uma decolagem.

As características e a implantação dessa área fazem parte dos requisitos de segurança aeroportuária. Por isso, obras ou adequações em uma RESA podem aparecer em projetos de modernização de aeroportos.

O que é faixa de pista?

A faixa de pista é a área que circunda a pista de pouso e decolagem e vai além da superfície pavimentada utilizada diretamente pelas aeronaves.

Ela contribui para reduzir riscos e proteger as operações caso uma aeronave saia acidentalmente da área pavimentada.

Por esse motivo, a faixa precisa seguir requisitos específicos e ter restrições quanto à presença de determinados obstáculos. As exigências variam conforme as características e o tipo de operação de cada aeroporto.

Para que serve o balizamento?

O balizamento aeroportuário reúne luzes e outros sistemas de sinalização utilizados para orientar os pilotos durante as operações.

Esses recursos ajudam a identificar pistas, taxiways e outras áreas do aeroporto, especialmente durante a noite ou em situações de baixa visibilidade.

Assim, quando uma obra inclui melhorias no balizamento, trata-se de uma intervenção diretamente relacionada à segurança e à operação dos aeroportos.

O que são lado ar e lado terra?

Outra divisão comum nos aeroportos é entre lado ar e lado terra.

O lado terra corresponde às áreas às quais o público normalmente tem acesso, como entradas e espaços de circulação dos terminais.

Já o lado ar engloba as áreas destinadas às atividades aeronáuticas, incluindo pistas, pátios e estruturas de acesso restrito.

A separação desses ambientes ajuda a organizar a circulação de passageiros, funcionários, veículos e aeronaves, além de contribuir para o cumprimento dos procedimentos de segurança.

Por que conhecer os termos da aviação?

Embora sejam expressões técnicas, esses conceitos ajudam a entender como diferentes partes de um aeroporto trabalham em conjunto.

A operação começa com o planejamento de voos e conexões e envolve uma série de estruturas responsáveis por orientar as aeronaves, organizar o fluxo no terminal e reduzir riscos durante pousos, decolagens e deslocamentos em solo.

Por isso, uma obra em uma pista, uma adequação na faixa de segurança ou uma melhoria no balizamento não deve ser vista como uma intervenção isolada. Cada medida integra um sistema mais amplo de infraestrutura aeroportuária, criado para garantir operações seguras e eficientes e melhorar a experiência dos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Zurich Airport vende participação no Aeroporto de Belo Horizonte para grupo mexicano

A Zurich Airport fechou um acordo para vender sua participação indireta de 12,75% no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (CNF) para a Aeropuerto de Cancún, empresa controlada pelo grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR).

A operação faz parte da estratégia da companhia suíça de reorganizar seus investimentos internacionais e priorizar ativos nos quais tenha participação majoritária e responsabilidade pela operação.

Venda pode gerar ganho de CHF 17 milhões

Com a conclusão da transação, a Zurich Airport estima obter um ganho líquido não recorrente de aproximadamente 17 milhões de francos suíços (CHF).

O negócio, entretanto, ainda depende do cumprimento das condições previstas para o fechamento, incluindo a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.

A expectativa da empresa é concluir a operação nos próximos meses, após o cumprimento das etapas previstas no acordo.

Zurich Airport investe em Confins desde 2013

A companhia suíça passou a participar do projeto do Aeroporto de Confins em 2013, quando ingressou como investidora minoritária.

A operação do terminal é realizada pela Concessionária do Aeroporto Internacional de Confins S.A., responsável pela concessão de 30 anos obtida naquele mesmo ano.

Desde então, a Zurich Airport mantém uma participação minoritária indireta de 12,75% no aeroporto mineiro.

Aeroporto de Belo Horizonte movimentou 13,3 milhões de passageiros

O terminal de Confins tem papel relevante na movimentação aérea de Minas Gerais. Em 2025, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte registrou aproximadamente 13,3 milhões de passageiros.

Com a venda, a participação da Zurich Airport no empreendimento será transferida para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária do grupo mexicano ASUR.

A operação reforça a estratégia da empresa suíça de concentrar sua atuação internacional em aeroportos nos quais possa exercer maior controle sobre a gestão e as atividades operacionais.

FONTE: Passageiro de Primeira
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Passageiro de Primeira

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Informação

Brasil e México ampliam diálogo sobre o setor aeroportuário

Representantes do Brasil e do México discutiram nesta quinta-feira (20), em Brasília, novas possibilidades de cooperação no setor aeroportuário. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, recebeu o embaixador mexicano no Brasil, Carlos García, e integrantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR).

O encontro também contou com a presença do diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein. A reunião marcou a primeira visita oficial de representantes da ASUR ao ministro.

ASUR avança na entrada no mercado brasileiro

O grupo mexicano possui operações internacionais e administra 17 aeroportos no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil, a empresa está em processo de transferência do controle da plataforma aeroportuária da Motiva, que reúne 17 aeroportos distribuídos por Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Tocantins, Pernambuco e Piauí.

A conclusão da operação representa a chegada de um novo operador internacional ao mercado aeroportuário brasileiro.

Durante a reunião, Tomé Franca destacou os 15 anos do início das concessões aeroportuárias no país e ressaltou o papel dos investimentos privados na expansão da infraestrutura.

“Investir em aeroportos no país é um bom negócio, e temos trabalhado para que esse ambiente seja cada vez mais favorável, de forma a atrair novos investidores e ampliar os investimentos no setor”, afirmou o ministro.

México vê aproximação como projeto de longo prazo

O embaixador Carlos García destacou a importância estratégica da aproximação entre os dois países. Segundo ele, a iniciativa deve ser tratada como uma ação de longo prazo e não apenas como uma agenda de governo.

A declaração ocorreu em meio ao processo de expansão da participação mexicana no mercado de aviação brasileiro.

Atuação da ASUR no exterior

A ASUR administra nove aeroportos no México, incluindo o Aeroporto Internacional de Cancún. O grupo também possui operações em seis aeroportos colombianos e no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, localizado em San Juan, Porto Rico.

No Brasil, a transferência de controle depende do cumprimento das regras estabelecidas nos contratos de concessão e da análise dos órgãos responsáveis.

Em junho, a diretoria colegiada da Anac aprovou, por unanimidade, a anuência prévia para a operação. A decisão ocorreu após a avaliação dos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais aplicáveis ao processo.

Segundo a agência reguladora, a mudança de controle para a ASUR não prejudica a continuidade, a regularidade ou a qualidade dos serviços previstos nos contratos de concessão.

Brasil e México ampliam conexões aéreas

A reunião ocorre em um cenário de fortalecimento das relações entre Brasil e México no transporte aéreo internacional. Os dois países possuem conexões regulares e registraram, ao longo do último ano, a movimentação de aproximadamente 346 mil passageiros, conforme dados da Anac.

Além do ministro Tomé Franca, do embaixador Carlos García e do presidente da Anac, participaram do encontro representantes da ASUR, entre eles o CEO Adolfo Castro Rivas, o primeiro secretário Andrés Dario Galván e o representante da empresa no Brasil, José Martinez.

Também estiveram presentes o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, e demais integrantes das equipes envolvidas na agenda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Transporte

Acordo Alas amplia integração do transporte aéreo na América do Sul com novas adesões

A integração do transporte aéreo na América do Sul ganhou um novo impulso nesta quarta-feira (22). Uruguai e Bolívia oficializaram a adesão ao Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (Alas) junto ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elevando para seis o número de países participantes.

Com a entrada dos dois novos integrantes, o acordo passa a reunir Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, fortalecendo o diálogo para ampliar a cooperação entre os mercados de aviação civil da região.

Grupo de trabalho irá harmonizar regras da aviação

Como primeira etapa do acordo, os países participantes criarão um grupo de trabalho que terá prazo de 12 meses para elaborar estudos e propostas voltados à harmonização das normas do setor.

Entre os temas que serão analisados estão segurança operacional, segurança da aviação civil, regulação econômica, defesa da concorrência, direitos dos passageiros e outros aspectos considerados estratégicos para promover uma integração gradual do mercado aéreo sul-americano.

As propostas servirão de base para futuras decisões dos governos que integram o Alas.

Brasil firma acordos sobre a 7ª Liberdade do Ar

Além da adesão ao acordo regional, Brasil, Uruguai e Bolívia assinaram acordos bilaterais que passam a incluir a chamada 7ª Liberdade do Ar.

Essa modalidade permite que uma companhia aérea autorizada por determinado país opere voos internacionais entre dois países estrangeiros, sem que o voo tenha origem ou destino em seu território de registro.

Na prática, a medida amplia a flexibilidade operacional das empresas aéreas e cria novas oportunidades para a expansão de rotas internacionais.

Integração busca fortalecer competitividade regional

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a ampliação do Alas representa mais um passo na construção de um ambiente regulatório mais integrado para a aviação sul-americana.

De acordo com o ministro, a iniciativa também contribui para fortalecer as relações econômicas, sociais e culturais entre os países da região, além de aumentar a competitividade da América do Sul no mercado internacional.

Acordo segue aberto para novos participantes

O Acordo Alas foi criado por meio de um Memorando de Entendimento assinado inicialmente por Brasil, Argentina, Chile e Paraguai no início deste mês.

A iniciativa continua aberta à adesão de outros países sul-americanos interessados em participar do processo de integração da aviação regional, ampliando a cooperação e o desenvolvimento do transporte aéreo no continente.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Frances

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Internacional

Brasil assina acordo de integração aérea com Argentina, Chile e Paraguai para criar o Céu Único Sul-Americano

Brasil, Argentina, Chile e Paraguai deram um passo em direção à integração do transporte aéreo na América do Sul. Os quatro países assinaram, nesta terça-feira (14), em Assunção, no Paraguai, o Memorando de Entendimento do Alas (Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana), iniciativa que prevê a construção gradual do chamado Céu Único Sul-Americano.

O projeto busca criar um ambiente de maior integração entre os mercados aéreos da região, seguindo modelos já adotados em blocos como a União Europeia, além de iniciativas semelhantes na África e na Oceania.

Objetivo é ampliar voos e facilitar a conectividade entre os países

O memorando representa o primeiro compromisso formal para ampliar a conectividade aérea entre os países participantes. A proposta prevê, de forma gradual, a redução de barreiras regulatórias e a ampliação das oportunidades para a prestação de serviços de transporte aéreo.

Entre as metas estabelecidas estão o aumento da oferta de voos, a modernização das regras de acesso aos mercados e o fortalecimento da integração regional, sempre respeitando a legislação vigente de cada país.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a iniciativa abre caminho para uma rede de cidades mais conectadas na América do Sul. Ele destacou que os acordos firmados com Paraguai e Argentina para a implementação da 7ª Liberdade do Ar, além dos estudos sobre outras liberdades aeronáuticas, poderão ampliar a integração entre os países nos próximos anos.

Uruguai deverá aderir ao acordo posteriormente

Embora não tenha assinado o memorando nesta etapa, o Uruguai informou que pretende integrar a iniciativa após concluir os procedimentos administrativos internos.

Os países signatários também deixaram aberta a possibilidade de adesão de outras nações sul-americanas interessadas em participar do projeto de integração aérea.

Grupo de trabalho terá prazo de um ano para apresentar propostas

O documento prevê a criação do Grupo de Trabalho Alas, formado por representantes das autoridades aeronáuticas dos países participantes.

O colegiado terá até 12 meses para desenvolver propostas voltadas à implementação gradual do Céu Único Sul-Americano. Entre os principais temas que serão discutidos estão:

  • Harmonização regulatória entre os países;
  • Reconhecimento mútuo de certificados e licenças aeronáuticas;
  • Facilitação do transporte aéreo e fortalecimento dos direitos dos passageiros;
  • Ações voltadas à sustentabilidade ambiental;
  • Desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e dos sistemas de navegação aérea.

Brasil atualiza acordos bilaterais com Paraguai e Argentina

Durante a agenda oficial em Assunção, o governo brasileiro também assinou memorandos de entendimento separados com Paraguai e Argentina para atualizar os Acordos Bilaterais de Serviços Aéreos.

Os documentos passam a produzir efeitos imediatos, permitindo a aplicação das novas regras enquanto os acordos definitivos seguem os procedimentos legais necessários para sua atualização. No Brasil, esse processo ainda dependerá da aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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