Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde e movimenta 54,9 milhões de passageiros em 2026

A aviação brasileira registrou um desempenho histórico nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, cerca de 54,9 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos do país em voos nacionais e internacionais, resultado que representa crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e estabelece um novo recorde para o setor.

Os dados também apontam um marco para o mês de maio, quando a movimentação aérea alcançou 10,5 milhões de embarques e desembarques. O volume é 2,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e configura o melhor resultado para maio desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000.

Voos domésticos e internacionais mantêm trajetória de crescimento

O avanço foi observado tanto no mercado interno quanto nas operações internacionais. Em maio, os voos domésticos transportaram 8,3 milhões de passageiros, crescimento de 2% na comparação anual.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a movimentação nacional atingiu 42 milhões de viajantes, número 5,5% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Já o segmento de voos internacionais apresentou expansão ainda mais expressiva. Somente em maio, 2,2 milhões de passageiros utilizaram rotas para o exterior, avanço de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e maio, o tráfego internacional somou 12,8 milhões de passageiros, alta de 10,3%. Os números representam os maiores volumes já registrados para o setor em ambos os períodos analisados.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os resultados refletem o fortalecimento da conectividade aérea e seus impactos positivos sobre diferentes áreas da economia.

Região Sul lidera crescimento percentual no país

O aumento da demanda por transporte aéreo foi verificado em todas as regiões brasileiras. Em maio, o Sudeste concentrou o maior fluxo de passageiros, com 5,23 milhões de embarques e desembarques.

Na sequência aparecem Nordeste, com 1,58 milhão de passageiros, Sul com 1,14 milhão, Centro-Oeste com 1,04 milhão e Norte com 467,5 mil viajantes.

Em termos percentuais, a região Sul apresentou o melhor desempenho mensal, registrando crescimento de 5,84% frente a maio de 2025. O Sudeste ficou em segundo lugar, com avanço de 2,43%, seguido pelo Nordeste, com alta de 1,87%.

No acumulado do ano, o Sudeste permanece na liderança, somando 26,26 milhões de passageiros movimentados. O Nordeste aparece em seguida, com 9,02 milhões, seguido por Sul (5,88 milhões), Centro-Oeste (5,1 milhões) e Norte (2,3 milhões).

Mais uma vez, o Sul liderou o ranking de crescimento percentual entre janeiro e maio, com expansão de 10,3%. Nordeste (+9,4%), Centro-Oeste (+5,3%), Sudeste (+4,8%) e Norte (+1,5%) completam a lista.

Aeroportos mais movimentados do Brasil

O Aeroporto Internacional de Guarulhos manteve a posição de principal terminal aéreo do país, com 9,44 milhões de passageiros transportados entre janeiro e maio.

Na sequência aparecem o Aeroporto de Congonhas, com 4,95 milhões de passageiros, o Aeroporto Internacional do Galeão, com 4,04 milhões, o Aeroporto Internacional de Brasília, com 3,39 milhões, e o Aeroporto Internacional de Confins, que registrou 2,55 milhões de passageiros.

Outros terminais com forte movimentação no período foram os aeroportos de Campinas, Recife, Salvador, Porto Alegre, Santos Dumont, Fortaleza, Florianópolis, São José dos Pinhais, Belém e Goiânia, reforçando o crescimento da malha aérea brasileira e da demanda por transporte aéreo em diferentes regiões do país.

Setor aéreo impulsiona turismo e economia

O novo recorde da aviação nacional demonstra o fortalecimento da mobilidade aérea e o aumento da demanda por viagens. Além de ampliar a conectividade entre cidades e países, o crescimento do setor beneficia diretamente o turismo, o comércio, os serviços e diversos segmentos da economia, consolidando a aviação como um dos motores do desenvolvimento brasileiro.

FONTE: Minsitério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Informação

Setor aéreo recebe aval para acessar R$ 13,56 bilhões em financiamentos do Fnac

O setor aéreo brasileiro poderá contar com até R$ 13,56 bilhões em financiamentos por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A liberação dos recursos foi aprovada nesta segunda-feira (22) pelo Comitê Gestor do fundo (CG-Fnac), com o objetivo de fortalecer as companhias aéreas, ampliar a conectividade regional e estimular investimentos em todo o país.

A iniciativa representa o maior pacote de crédito já estruturado com recursos do Fnac e integra a estratégia do governo federal para impulsionar o desenvolvimento da aviação civil brasileira e ampliar a integração entre diferentes regiões.

Linha emergencial destina R$ 8 bilhões para capital de giro

Do total aprovado, R$ 8 bilhões serão destinados a uma linha emergencial de capital de giro criada pela Resolução CMN nº 5.297/2026.

Nessa modalidade, as companhias aéreas poderão acessar os seguintes limites:

  • Gol Linhas Aéreas: até R$ 2,5 bilhões;
  • Latam Airlines: até R$ 2,5 bilhões;
  • Azul Linhas Aéreas: até R$ 2,5 bilhões;
  • Abaeté Aviação: até R$ 80 milhões.

Os financiamentos terão prazo de até 60 meses para pagamento, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como condição para contratação, as empresas não poderão distribuir dividendos aos acionistas durante o período estabelecido.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a medida busca ajudar as empresas a enfrentar a alta dos custos operacionais, especialmente os relacionados ao querosene de aviação (QAV), contribuindo para a manutenção de rotas e da oferta de serviços aéreos.

Recursos para expansão e modernização somam R$ 5,56 bilhões

Além da linha emergencial, o CG-Fnac também autorizou o acesso a R$ 5,56 bilhões destinados a projetos de investimento de longo prazo, conforme previsto na Resolução CMN nº 5.260/2025.

Nesse programa, Gol, Latam e Azul poderão captar até R$ 1,8 bilhão cada para iniciativas voltadas à expansão e modernização de suas operações.

Os recursos poderão financiar:

  • Compra de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil;
  • Serviços de manutenção de aeronaves e motores;
  • Pagamentos antecipados para aquisição de aeronaves;
  • Compra de novos aviões;
  • Investimentos em infraestrutura logística;
  • Equipamentos de apoio à aviação civil.

Taxas variam conforme o tipo de investimento

As condições de financiamento serão definidas de acordo com a finalidade dos projetos.

Para investimentos em SAF e infraestrutura logística, a taxa de juros será de 6,5% ao ano. Já operações voltadas à manutenção de aeronaves e motores terão custo de 7% ao ano. No caso da aquisição de aeronaves, os financiamentos contarão com juros de 7,5% ao ano.

Empresas deverão ampliar voos na Amazônia e Nordeste

Como contrapartida para acessar as linhas de longo prazo, as companhias beneficiadas terão de ampliar a presença em regiões consideradas estratégicas para a integração nacional.

A exigência prevê aumento de 15% na participação de voos operados na Amazônia Legal e no Nordeste, em comparação ao ano anterior. Como alternativa, as empresas poderão garantir que ao menos 17,5% de todas as decolagens anuais ocorram nessas regiões.

A meta deverá ser alcançada em até dois anos e mantida por pelo menos mais 12 meses.

Financiamentos ainda dependem de análise do BNDES

Apesar da aprovação pelo Comitê Gestor do Fnac, a contratação dos financiamentos ainda dependerá da avaliação técnica e financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A instituição será responsável por analisar critérios como capacidade de pagamento, risco de crédito, garantias e demais requisitos exigidos para a liberação dos recursos.

Com a medida, o governo busca ampliar os mecanismos de apoio ao setor, incentivar novos investimentos e fortalecer a conectividade aérea nacional, garantindo maior competitividade às empresas e melhor integração entre as regiões brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Informação

Aviação civil brasileira cresce 20% em número de profissionais habilitados em 2025

A aviação civil brasileira apresentou avanço significativo na formação de profissionais em 2025. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que o total de licenças e habilitações emitidas cresceu 20% em relação ao ano anterior.

Foram registradas 6.562 emissões de licenças em 2025, contra 5.461 contabilizadas em 2024, demonstrando o fortalecimento do setor e a ampliação da demanda por mão de obra qualificada na área aeronáutica.

Crescimento continua em 2026

O ritmo de expansão segue acelerado em 2026. Somente entre janeiro e abril, o Brasil contabilizou 2.213 novos profissionais aptos a atuar na aviação civil.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela emissão das licenças, o período registrou:

  • 1.288 novos pilotos;
  • 458 comissários de voo;
  • 467 mecânicos de manutenção aeronáutica.

O crescimento acompanha a retomada e expansão do setor aéreo brasileiro, que demanda profissionais cada vez mais capacitados.

Governo amplia programas de capacitação

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o cenário exige investimentos contínuos em qualificação profissional e inclusão no mercado aeronáutico.

Para atender à demanda crescente, o MPor vem fortalecendo políticas públicas voltadas à formação técnica e ao acesso às carreiras da aviação.

Entre as iniciativas em destaque está o programa Asas para Todos, coordenado pela Anac em parceria com órgãos federais. O projeto busca ampliar o acesso às profissões do setor por meio de bolsas de estudo, cursos técnicos e incentivo à participação de mulheres, jovens e pessoas de baixa renda.

Bolsas e cursos gratuitos impulsionam setor aeronáutico

Neste ano, o governo federal também lançou novas ações de capacitação profissional. Em fevereiro, foram disponibilizadas 74 bolsas gratuitas para formação de mecânicos de manutenção aeronáutica, em parceria com o Sest/Senat.

O edital recebeu quase duas mil inscrições, evidenciando o interesse crescente pelas carreiras da indústria aeronáutica.

Outra iniciativa em andamento é o curso online e gratuito de Introdução à Aviação, oferecido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil por meio do programa Treinar.

A capacitação oferece conteúdos básicos sobre o funcionamento da indústria aeronáutica brasileira e é voltada tanto para profissionais do setor quanto para pessoas interessadas em ingressar na área.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Aeroportos do Brasil ganham destaque entre os mais movimentados da América Latina

O avanço da aviação brasileira e os investimentos em infraestrutura colocaram o Brasil em posição de destaque no setor aeroportuário da América Latina. De acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC), três terminais brasileiros figuram entre os dez mais movimentados da região em 2025: Guarulhos, Congonhas e Galeão.

Guarulhos lidera ranking latino-americano

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, apareceu na liderança do ranking regional após registrar mais de 23,1 milhões de passageiros ao longo de 2025. O número representa crescimento de 8,3% em comparação com o ano anterior.

Com o resultado, o terminal paulista superou importantes centros aéreos do continente, como o Aeroporto El Dorado, em Bogotá, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Congonhas e Galeão também aparecem entre os maiores

Além de Guarulhos, o levantamento inclui o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que ficou na sétima colocação com movimentação próxima de 11,9 milhões de passageiros.

Já o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, encerrou o ranking na décima posição, com cerca de 8,7 milhões de viajantes transportados. O terminal carioca também apresentou um dos maiores avanços do período, com crescimento de 23,6% no fluxo de passageiros entre 2024 e 2025.

Investimentos impulsionam modernização aeroportuária

O crescimento da movimentação aérea acompanha o aumento dos investimentos no setor. Em 2024, os aportes públicos em infraestrutura aeroportuária chegaram a R$ 549,5 milhões, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 3,38 bilhões.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos fortalecem a conectividade, melhoram os serviços aos passageiros e ampliam a segurança operacional nos aeroportos brasileiros.

Guarulhos receberá R$ 1,4 bilhão em melhorias

Considerado o maior terminal aéreo da América Latina, Guarulhos terá novos investimentos de R$ 1,4 bilhão anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O pacote inclui 21 projetos voltados à ampliação de terminais, integração tecnológica e modernização de áreas operacionais, como pátios e taxiways.

A renovação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024, também permitiu a retomada de obras estruturantes e a extensão da concessão até 2033.

Congonhas e Galeão passam por transformação

O Aeroporto de Congonhas também vive um amplo processo de modernização. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões, com foco em sustentabilidade, eficiência operacional e adequação aos padrões internacionais.

Após a conclusão das obras, a capacidade anual do terminal deverá aumentar de 22 milhões para quase 30 milhões de passageiros.

No Rio de Janeiro, o Galeão também deve receber novos aportes após o leilão de venda assistida realizado em março. O terminal foi adquirido pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões, em um modelo que busca garantir a continuidade dos investimentos e a sustentabilidade da concessão até 2039.

Transporte aéreo mantém ritmo de crescimento no Brasil

O desempenho dos aeroportos acompanha a expansão da demanda por transporte aéreo no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, mais de 34 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais no Brasil, alta de 9,52% em relação ao mesmo período do ano passado.

A movimentação internacional teve crescimento ainda mais expressivo, com mais de 8,3 milhões de passageiros embarcando ou desembarcando em voos para o exterior — avanço de 13,2%.

Já o mercado doméstico registrou aumento de 8,35%, totalizando mais de 25,7 milhões de passageiros transportados nos três primeiros meses do ano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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Aeroportos

Alta do querosene leva aéreas a cortar voos e pressiona aviação no Brasil

O aumento do querosene de aviação (QAV), impulsionado pela disparada do petróleo, já provoca impactos diretos na malha aérea brasileira. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, em resposta à elevação dos custos operacionais.

Redução de voos atinge principalmente rotas menos rentáveis

Os cortes têm se concentrado em trajetos considerados menos lucrativos, preservando, por enquanto, rotas estratégicas como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados pela redução na oferta de voos estão:

  • Amazonas (-17,5%);
  • Pernambuco (-10,5%);
  • Goiás (-9,3%);
  • Pará (-9,0%);
  • Paraíba (-8,9%).

A tendência, no entanto, pode se ampliar caso os custos continuem subindo.

Impacto direto da alta do combustível

Executivos do setor apontam que o principal fator por trás das suspensões é o reajuste de 54% no preço do QAV, aplicado no início de abril pela Petrobras. O combustível é um dos maiores componentes de custo das companhias aéreas.

Além disso, há expectativa de um novo aumento já em maio, com estimativa preliminar de alta próxima a 20%, dependendo da variação do mercado internacional nas últimas semanas.

Queda na oferta e menos assentos disponíveis

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que o número médio de voos diários caiu de 2.193 para 2.128 em maio — uma redução de 2,9%.

Na prática, isso representa:

  • cerca de 2 mil voos a menos no mês;
  • redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia;
  • retirada de cerca de 12 aeronaves de médio porte da operação.

Setor aéreo alerta para impacto “grave”

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) classificou os efeitos do aumento do combustível como severos e informou que mantém diálogo com o governo para buscar alternativas.

Apesar de medidas anunciadas recentemente, como:

  • isenção de PIS/Cofins sobre o QAV;
  • adiamento de tarifas de navegação aérea;
  • possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil;

as empresas avaliam que os efeitos ainda são limitados frente à magnitude da alta.

Parcelamento do reajuste gera insatisfação

Uma das propostas para aliviar o impacto foi o parcelamento do aumento do combustível. No entanto, a cobrança de juros acima do mercado surpreendeu negativamente o setor.

Inicialmente, a taxa informada foi de 1,6% ao mês, depois ajustada para 1,23%, ainda considerada elevada pelas companhias aéreas.

Novas demandas das companhias

Além das medidas já anunciadas, as empresas defendem:

  • retomada da isenção de Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves;
  • revisão das alíquotas do IOF aplicadas ao setor.

Essas ações são vistas como essenciais para reduzir custos e evitar novos cortes na malha aérea.

Petrobras cita regras contratuais

Em nota, a Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme contratos vigentes há duas décadas.

A empresa destacou que não antecipa reajustes devido à volatilidade do mercado, mas afirmou que estuda alternativas, como o parcelamento de aumentos futuros, dependendo das condições do setor.

Cenário segue incerto

Com o petróleo em alta no mercado global, o setor aéreo enfrenta um cenário de pressão contínua sobre custos. Caso os preços do combustível permaneçam elevados, novas reduções de voos podem ocorrer, afetando a conectividade e o preço das passagens no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Aeroportos

Aeroporto de Congonhas completa 90 anos com plano de modernização e expansão

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, celebra 90 anos consolidando sua relevância na aviação nacional e avançando em um amplo projeto de modernização. Administrado pela Aena Brasil desde 2023, o terminal inicia uma nova fase que combina preservação histórica com investimentos voltados à eficiência e ao conforto dos passageiros.

Considerado um dos principais hubs do país, o aeroporto se destaca pela localização estratégica e pelo alto volume de operações.

Impacto econômico e movimentação intensa

O aeroporto de Congonhas desempenha papel fundamental na economia. Estima-se que cerca de 10% do PIB brasileiro seja gerado em um raio de até 15 quilômetros do terminal.

Atualmente, o aeroporto movimenta mais de 24,5 milhões de passageiros por ano, com média diária superior a 65 mil viajantes. São cerca de 540 voos por dia, conectando 45 destinos, além de gerar mais de 8 mil empregos diretos e indiretos.

Investimentos bilionários para ampliação

A modernização de Congonhas prevê investimentos superiores a R$ 2 bilhões. Um dos principais projetos é a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, que ampliará a área atual de 45 mil m² para 105 mil m².

Entre as melhorias já em andamento estão:

  • Expansão das áreas de inspeção de segurança
  • Modernização de banheiros
  • Implantação de novas salas VIP
  • Melhorias no sistema viário
  • Ações para aumentar a fluidez operacional

Mais conforto e eficiência operacional

O plano de expansão também inclui a ampliação da área comercial e melhorias na infraestrutura aeronáutica. Serão mais de 20 mil m² destinados a lojas e restaurantes, elevando a experiência do passageiro.

Além disso, o aeroporto contará com:

  • 19 novas pontes de embarque
  • Aumento das posições de estacionamento de aeronaves (de 30 para 37)
  • Ampliação do pátio de manobras para 215 mil m²

As mudanças visam aumentar a pontualidade, a acessibilidade e o conforto no embarque e desembarque.

Nova estratégia comercial transforma terminal

A expansão também marca uma reestruturação na área comercial. A área bruta locável (ABL) será ampliada de aproximadamente 10 mil m² para mais de 20 mil m².

O novo conceito aposta em diversidade e experiência do consumidor, com foco em:

  • Gastronomia variada, incluindo restaurantes premium e opções saudáveis
  • Lojas de diferentes segmentos, de luxo a conveniência
  • Espaços mais amplos e modernos

A proposta é transformar o aeroporto em um polo de consumo comparável a grandes centros comerciais e aeroportos internacionais.

Patrimônio histórico preservado

Inaugurado em 1936, o Aeroporto de Congonhas é um marco arquitetônico que reúne elementos do estilo art déco e da arquitetura moderna. O terminal também abriga um importante acervo cultural, reforçando seu valor histórico além da função operacional.

Futuro com foco em inovação e crescimento

Com a nova fase de investimentos, Congonhas busca fortalecer sua posição como um dos principais aeroportos do Brasil, alinhando tradição, inovação e eficiência para atender à crescente demanda da aviação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Aeroportos

Crise na aviação brasileira: setor acumula prejuízo bilionário apesar do aumento de passageiros

Mesmo com aeronaves cada vez mais cheias e crescimento consistente da demanda, a aviação brasileira vive um paradoxo financeiro. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2025, as companhias aéreas acumularam prejuízo de R$ 54,7 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O cenário revela um setor em expansão operacional, mas pressionado por desequilíbrios estruturais.

Crescimento da demanda não se converte em rentabilidade

Os indicadores de movimentação aérea mostram um mercado aquecido. Entre 2015 e 2024, o volume de passageiros-quilômetro transportados avançou 6,7%, enquanto apenas no primeiro semestre de 2025 o crescimento foi de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A taxa de ocupação das aeronaves também atingiu patamar histórico. Em outubro, os voos operaram com 85% de ocupação, o maior índice já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.

Ainda assim, o aumento da demanda não foi suficiente para reverter o quadro financeiro negativo das companhias.

Setor enfrenta crise estrutural e custos elevados

O desequilíbrio é explicado por fatores estruturais que impactam diretamente o custo operacional das empresas aéreas. Entre eles estão a alta do combustível, a volatilidade cambial, a carga tributária elevada, gargalos regulatórios e limitações de infraestrutura.

Esses elementos tornam o setor altamente vulnerável a choques externos, como variações no preço do petróleo, crises econômicas e instabilidades cambiais, transformando períodos de crescimento da demanda em risco financeiro.

Aviação cresce, mas sustentabilidade econômica segue ameaçada

O cenário atual evidencia uma contradição: enquanto mais brasileiros voam e a malha aérea se expande, a sustentabilidade econômica do setor permanece fragilizada. Especialistas apontam que, sem mudanças estruturais e regulatórias, o crescimento da demanda continuará insuficiente para garantir equilíbrio financeiro às companhias.

A combinação entre aumento de custos, margens reduzidas e exposição a fatores macroeconômicos reforça a necessidade de políticas públicas que promovam previsibilidade, eficiência e competitividade ao setor aéreo nacional.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Rodrigo Zanotto/Movida

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Aeroportos

Aeronautas aprovam acordo e não haverá greve na aviação brasileira.

Negociação coletiva assegura equilíbrio nas relações de trabalho e fortalece a retomada da aviação no país

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informa que foi aprovada a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos aeronautas para os anos 2025/2026. As negociações realizadas entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor foram mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

O diálogo se desenvolveu de forma responsável e colaborativa, sob o acompanhamento do Ministério e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), resultando em um acordo que estabelece ajustes em pontos relevantes das reivindicações trabalhistas, garantindo segurança jurídica e estabilidade para o setor.  

O Ministério parabeniza o compromisso de todas as partes envolvidas em construir uma solução equilibrada, compatível com o atual momento de forte crescimento da aviação brasileira. 

Para o MPor, a aprovação da CCT reafirma a importância do diálogo da negociação coletiva como instrumento para o desenvolvimento sustentável da aviação. 

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Aeroportos

Aviação brasileira alcança recorde histórico de 130 milhões de passageiros em 2025

A aviação brasileira deve encerrar o ano com um marco inédito: 130 milhões de passageiros transportados, o maior volume já registrado no país. A projeção é do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base no Relatório de Demanda e Oferta da Anac, atualizado com dados consolidados até novembro.

O resultado representa a primeira superação dos patamares pré-pandemia, confirmando a retomada consistente do transporte aéreo no Brasil.

Crescimento é puxado por voos domésticos e internacionais

Entre janeiro e novembro, mais de 117 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo, um avanço de 9,3% em comparação com o mesmo período de 2024. Nos voos domésticos, foram comercializados 91,9 milhões de assentos, alta de 8% em relação ao ano anterior.

Já o mercado de voos internacionais apresentou desempenho ainda mais expressivo, com crescimento de 13,6% e um total de 25,8 milhões de passageiros até novembro.

Governo destaca impacto econômico e social do setor aéreo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, os números refletem tanto o desempenho da economia quanto as políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Segundo ele, em três anos, o país adicionou cerca de 30 milhões de passageiros ao transporte aéreo, volume equivalente a duas vezes a movimentação anual do Aeroporto Internacional de Brasília.

Aviação internacional ganha força com retomada do protagonismo do Brasil

O avanço dos passageiros internacionais, que já representam 22% da movimentação total, também está ligado ao reposicionamento do Brasil no cenário global. De acordo com o ministro, a retomada do diálogo com outros países impulsionou o turismo, os negócios e a conectividade aérea.

Os países com maior fluxo de passageiros entre Brasil e exterior em 2025 foram Argentina (4,3 milhões), Estados Unidos (4,2 milhões), Chile (3,1 milhões) e Portugal (2,6 milhões).

Guarulhos lidera movimentação aérea no país

No ranking dos aeroportos internacionais mais movimentados, Guarulhos concentra cerca de 29% dos voos, com 14,9 milhões de passageiros considerando origem e destino. Em seguida aparecem o Galeão, com 5 milhões, Florianópolis (1 milhão), Campinas (990 mil) e Brasília (790 mil).

Nos voos domésticos, Guarulhos também lidera, com 27 milhões de passageiros, seguido por Congonhas (21,8 milhões), Brasília (14 milhões), Confins (11 milhões) e Galeão (10,7 milhões).

Setor consolida retomada e projeta expansão

Com números recordes, a aviação civil brasileira consolida sua recuperação e se posiciona como um dos vetores de crescimento da economia, ampliando a conectividade regional e internacional e fortalecendo o turismo e os negócios no país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPOR

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Aeroportos

Aeroporto de Guarulhos amplia malha aérea e adiciona mais de 2 mil rotas na temporada de verão

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, anunciou a ampliação da malha aérea para a temporada de verão, com aumento aproximado de 5% na oferta de voos nacionais e internacionais em relação ao mesmo período de 2024. A expansão considera o calendário operacional válido até 28 de março de 2026.

Mais voos e novos destinos no mercado doméstico

Ao todo, o terminal contará com 2.054 novas rotas aéreas em comparação com o verão passado. A maior parte da ampliação está concentrada nos voos domésticos, que somam 1.656 operações adicionais.

Entre os destinos com reforço de frequências estão Recife, Rio de Janeiro, Fernando de Noronha, Natal, Salvador, Porto Alegre e Brasília, além de outras capitais e cidades turísticas. A temporada também marca a inclusão de cinco novos destinos nacionais na malha do aeroporto: Dourados, Bonito, Boa Vista, Caldas Novas e Uberaba.

Expansão internacional e retorno de rotas europeias

No segmento internacional, o Aeroporto de Guarulhos adicionou 398 novas rotas, com aumento de frequências para importantes centros globais. Entre as cidades beneficiadas estão Santiago, Buenos Aires, Montevidéu, Madri, Lisboa, Miami, Bogotá, Paris, Roma, Londres e Nova York.

Um dos destaques da temporada é o retorno dos voos para Munique, na Alemanha, ampliando a conectividade entre o Brasil e a Europa.

Infraestrutura preparada para maior fluxo de passageiros

De acordo com Cláudio Ferreira, diretor de Clientes e Novos Negócios da GRU Airport, a expansão da malha aérea foi acompanhada por ajustes operacionais no terminal. Segundo ele, os serviços de alimentação, varejo e atendimento ao passageiro estão preparados para absorver o crescimento da demanda durante o período de alta temporada.

FONTE: Diário do Brasil e Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folhapress

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