Aeroportos

Voos diretos no Brasil: confira as rotas mais curtas e mais longas

A duração de um voo direto no Brasil pode variar bastante. Em um país de dimensões continentais, há trajetos domésticos programados para durar apenas 30 minutos, enquanto outros chegam a quatro horas e meia.

Um levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na programação de setembro de 2026, identificou as rotas domésticas diretas com os menores e maiores tempos de viagem.

Morro de São Paulo e Salvador têm o voo mais curto

A ligação entre Morro de São Paulo, em Cairu (BA), e Salvador (BA) é a mais curta entre as rotas analisadas, com duração programada de apenas 30 minutos.

Na outra ponta, três trajetos aparecem empatados como os mais longos, com previsão de 4h30 de viagem:

  • Recife (PE) – Porto Alegre (RS);
  • Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP);
  • Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP).

Assim, a diferença entre o menor e o maior tempo de voo chega a nove vezes.

Recife aparece entre as rotas mais curtas e mais longas

A capital pernambucana é um dos destaques do levantamento por figurar nos dois extremos da lista.

Entre os voos diretos mais rápidos, Recife aparece nas ligações com João Pessoa, Campina Grande e Maceió. Já entre os trajetos mais longos, a cidade está nas rotas para Porto Alegre e Manaus.

O contraste entre os percursos é significativo: o voo entre Recife e João Pessoa tem duração programada de 35 minutos, enquanto a ligação com Porto Alegre chega a 4h30.

Confira as 10 rotas domésticas mais curtas

Segundo o levantamento, estas são as rotas aéreas mais curtas do Brasil em duração programada:

  1. Morro de São Paulo/Cairu (BA) – Salvador (BA): 30 minutos
  2. João Pessoa (PB) – Recife (PE): 35 minutos
  3. Apuí (AM) – Manicoré (AM): 40 minutos
  4. Campina Grande (PB) – Recife (PE): 40 minutos
  5. Brasília (DF) – Goiânia (GO): 45 minutos
  6. Confins (MG) – Divinópolis (MG): 45 minutos
  7. Confins (MG) – Ipatinga (MG): 45 minutos
  8. Bauru (SP) – Campinas/Viracopos (SP): 50 minutos
  9. Salvador (BA) – Aracaju (SE): 50 minutos
  10. Maceió (AL) – Recife (PE): 50 minutos

Região Norte concentra os voos mais longos

As maiores durações estão fortemente concentradas em rotas envolvendo a Região Norte. Oito das dez ligações com maior tempo programado têm origem ou destino em estados da região.

Manaus é a cidade que mais se destaca nesse grupo, com quatro conexões entre as dez mais longas. A capital amazonense aparece nas rotas para Guarulhos, Recife, Rio de Janeiro/Galeão e Campinas/Viracopos.

As 10 rotas diretas mais longas

  1. Recife (PE) – Porto Alegre (RS): 4h30
  2. Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP): 4h30
  3. Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP): 4h30
  4. Manaus (AM) – Guarulhos (SP): 4h10
  5. Recife (PE) – Manaus (AM): 4h05
  6. Rio de Janeiro/Galeão (RJ) – Manaus (AM): 4h
  7. Guarulhos (SP) – Macapá (AP): 3h55
  8. Fernando de Noronha (PE) – Guarulhos (SP): 3h55
  9. Confins (MG) – Porto Velho (RO): 3h55
  10. Campinas/Viracopos (SP) – Manaus (AM): 3h50

Aviação doméstica registra crescimento

O levantamento foi divulgado em um momento de expansão do mercado aéreo brasileiro. Entre janeiro e agosto de 2026, os voos domésticos transportaram 68 milhões de passageiros, volume 3,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em agosto, foram 8,9 milhões de passageiros em viagens aéreas dentro do país.

A diferença entre os tempos das rotas também evidencia as características da conectividade aérea brasileira. Os trajetos mais curtos atendem principalmente cidades próximas, enquanto os voos de maior duração conectam regiões separadas por milhares de quilômetros.

Programa busca ampliar a aviação regional

Entre as iniciativas voltadas à aviação regional está o AmpliAR, programa que prevê a inclusão de aeroportos regionais em contratos de concessões já existentes.

Na primeira etapa, 13 aeroportos das regiões Norte e Nordeste foram incorporados à iniciativa, ampliando o alcance da infraestrutura aeroportuária nessas áreas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Lara/Pexels.

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Transporte

Transporte aéreo de órgãos: como a aviação ajuda a salvar vidas no Brasil

Um órgão destinado a transplante pode precisar atravessar centenas ou até milhares de quilômetros antes de chegar ao paciente compatível. Nesse percurso, cada minuto é importante. Para garantir que a doação se transforme em uma nova chance de vida, uma ampla estrutura reúne profissionais de saúde, companhias aéreas, aeroportos, órgãos públicos e equipes de controle do espaço aéreo.

No Brasil, o transporte aéreo de órgãos é realizado de forma gratuita e prioritária, seguindo uma operação coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por meio da Central Nacional de Transplantes (CNT).

Como funciona o transporte de órgãos para transplantes

A estrutura começou a ser organizada em 2013, com um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) envolvendo instituições públicas e privadas. A iniciativa foi consolidada posteriormente pela legislação brasileira.

A Lei nº 14.858, de 21 de maio de 2024, determinou a gratuidade e a prioridade no transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano destinados a transplantes. A regra também contempla as equipes envolvidas nas etapas de captação e distribuição.

No setor aéreo, participam da operação o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A atuação conjunta busca garantir que a infraestrutura aeroportuária e a operação dos voos estejam preparadas para uma logística na qual tempo, segurança e precisão são essenciais.

Mais de 54 mil itens já foram transportados

Desde 2014, mais de 54 mil itens foram transportados dentro do acordo. O total inclui órgãos sólidos, tecidos, equipes médicas responsáveis pela captação e pelo transplante, além de caixas e outros materiais utilizados nos procedimentos cirúrgicos.

Entre os órgãos sólidos transportados estão coração, pulmão, pâncreas, rins e fígado.

Quase 19 mil órgãos foram levados por via aérea até os respectivos receptores. Desse total, aproximadamente 16 mil seguiram em voos comerciais, enquanto cerca de 2,5 mil foram transportados em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Uma operação contra o relógio

A extensão territorial do Brasil faz da aviação uma ferramenta essencial para a logística de transplantes. Um órgão captado em determinada cidade pode precisar percorrer uma longa distância para chegar ao paciente compatível.

Além da disponibilidade de aeronaves, a operação depende de aeroportos capazes de receber voos e equipes médicas em diferentes regiões do país. Por isso, a infraestrutura aeroportuária regional também desempenha papel importante.

Nesse cenário, o Programa AmpliAR, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos voltada a aeroportos regionais, busca ampliar investimentos privados e melhorar a infraestrutura e a gestão dessas unidades, especialmente em localidades onde a conectividade aérea é estratégica.

A existência de aeroportos preparados pode facilitar conexões e dar suporte a operações emergenciais que exigem deslocamentos rápidos e seguros.

Tempo é fator decisivo para o transplante

Depois que um órgão é retirado do doador, existe um período limitado para que ele permaneça em condições adequadas até o transplante. Por isso, a logística precisa ser planejada para reduzir atrasos e garantir a segurança durante todo o trajeto.

Quando um potencial doador é identificado e a Central Nacional de Transplantes determina o destino do órgão, diferentes equipes entram em ação.

O Sistema Nacional de Transplantes aciona o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e as companhias aéreas. A partir daí, são avaliadas as condições da malha aérea para definir a alternativa mais adequada de voo, trecho e rota.

O planejamento leva em conta as particularidades de cada operação. Se houver um voo comercial compatível, o órgão pode ser transportado pela malha regular. Quando essa alternativa não atende às necessidades da missão, a estrutura da Força Aérea Brasileira pode ser acionada.

Uma rede que envolve diferentes profissionais

Por trás de cada órgão transportado existe uma cadeia de trabalho que começa com a doação de órgãos e envolve familiares, equipes médicas, centrais de transplantes, profissionais de logística, companhias aéreas, aeroportos, órgãos públicos e equipes responsáveis pelo controle do espaço aéreo.

Cada etapa precisa ocorrer de maneira coordenada para que o órgão percorra a distância necessária dentro do período adequado.

O transporte aéreo, portanto, é apenas uma parte de uma operação muito maior, que conecta o local da captação ao hospital onde o paciente aguarda pelo transplante.

Doação de órgãos começa com uma conversa

Antes de toda essa estrutura logística entrar em funcionamento, existe uma decisão fundamental: a autorização para a doação de órgãos.

No Brasil, não é necessário registrar em cartório a intenção de ser doador, carregar um documento específico ou realizar um cadastro. O principal é comunicar essa vontade aos familiares.

Após a morte, cabe à família autorizar a doação. Por isso, conversar sobre o assunto enquanto a pessoa está viva é uma etapa fundamental para que sua vontade seja conhecida.

Com a autorização, começa uma operação que pode envolver equipes médicas, centrais de transplantes, profissionais de logística, empresas aéreas, aeroportos, órgãos públicos e estruturas de controle do espaço aéreo.

Dia Nacional da Doação de Órgãos reforça importância da conscientização

Celebrado ontem, no dia 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgãos chama atenção para a importância da doação e para toda a estrutura necessária para levar órgãos até os pacientes que aguardam por um transplante.

Há mais de uma década, voos comerciais e aeronaves militares participam dessa logística no Brasil, ajudando a conectar diferentes regiões em uma operação na qual o tempo é um dos elementos centrais.

A cadeia começa com uma decisão individual, mas depende de uma rede inteira para chegar ao destino.

Converse com sua família sobre doação de órgãos e deixe clara a sua vontade.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: FAB

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Tecnologia

Aviação brasileira se prepara para nova fase com reforma tributária e novas tecnologias

A aviação brasileira está entrando em uma nova fase, marcada pela implementação da reforma tributária, pelo avanço de novas tecnologias e pela necessidade de reforçar a segurança das operações. As mudanças estão entre as prioridades do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que apresentou medidas e projetos em andamento durante o Aviation Infra Summit, realizado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Na abertura do evento, o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, detalhou propostas que estão sendo discutidas para regulamentar a nova estrutura tributária e reduzir possíveis impactos sobre o setor aéreo.

Reforma tributária pode considerar eficiência ambiental

Uma das propostas apresentadas pelo MPor envolve a regulamentação do Imposto Seletivo, com a possibilidade de utilizar critérios ambientais para definir a incidência do tributo sobre aeronaves.

A ideia é estabelecer tratamento diferenciado para modelos mais eficientes, que atendam aos padrões mais recentes de certificação, utilizem integralmente combustível sustentável de aviação (SAF) ou apresentem níveis significativamente menores de emissão de CO₂.

Segundo Daniel Longo, a proposta busca evitar que aeronaves com melhor desempenho ambiental sejam submetidas ao imposto da mesma forma que modelos menos eficientes.

O Ministério também encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta para retirar a tributação sobre o transporte aéreo internacional em situações nas quais seja aplicado o princípio da reciprocidade, considerando entendimentos do Supremo Tribunal Federal relacionados a atividades regidas por tratados internacionais.

Aviação regional terá benefício tributário

Outro ponto em análise é a regulamentação do benefício fiscal destinado à aviação regional.

A Lei Complementar nº 214/2025 estabeleceu uma redução de 40% nas alíquotas do IBS e da CBS para o segmento. O MPor defende que a aplicação do benefício considere a característica da operação das companhias, e não apenas rotas específicas.

A proposta em discussão prevê que empresas cuja atuação seja predominantemente regional possam ter toda a sua malha considerada para fins de aplicação da redução tributária.

As regras fazem parte da preparação do setor para a implementação da nova estrutura de impostos. Segundo Longo, a regulamentação da reforma tributária é atualmente uma das principais prioridades da Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Brasil prepara estrutura para mobilidade aérea avançada

A transformação do setor também envolve o desenvolvimento de novos modelos de transporte. Entre eles estão as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs, além dos drones.

Durante o evento, a diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Julia Lopes, apresentou iniciativas do governo para preparar o país para a mobilidade aérea avançada.

A estruturação desse novo mercado exige integração entre diferentes áreas, incluindo espaço aéreo, vertiportos, telecomunicações, energia, segurança operacional, combate a incêndios, controle de ruído, saúde e proteção de dados.

A SAC também trabalha na elaboração de uma Política Nacional de Mobilidade Aérea Avançada, que deverá estabelecer diretrizes para o desenvolvimento do segmento e oferecer maior previsibilidade para empresas e investidores.

Novos veículos podem ampliar conexões regionais

A expectativa do governo é que a mobilidade aérea avançada complemente a infraestrutura existente e ajude a conectar cidades e regiões menores a aeroportos regionais e grandes centros.

A integração entre diferentes modais e novas tecnologias poderá ampliar a capilaridade do transporte aéreo e criar alternativas de deslocamento para passageiros.

Para isso, o planejamento precisa considerar desde as características do espaço aéreo e dos locais de operação até questões relacionadas ao impacto ambiental, segurança, ruído e infraestrutura energética.

Governo propõe novas regras para risco de fauna

A segurança operacional também esteve entre os temas discutidos no evento. A SAC apresentou uma proposta para aprimorar o gerenciamento do risco da fauna, questão relacionada à possibilidade de colisões entre aeronaves e animais.

A coordenadora de Segurança Operacional e Carga da SAC, Raquel Rocha, detalhou a proposta de decreto que regulamenta a Lei nº 12.725/2012. A legislação estabelece a Área de Segurança Aeroportuária (ASA), que corresponde a um raio de 20 quilômetros a partir do centro geométrico da maior pista de cada aeroporto.

Programa nacional terá atuação integrada

A proposta cria o Programa Nacional de Gerenciamento do Risco da Fauna e define atribuições para diferentes agentes envolvidos na prevenção de ocorrências.

Entre eles estão órgãos federais, prefeituras, operadores aeroportuários e responsáveis por atividades capazes de atrair animais para áreas próximas aos aeroportos.

O texto também prevê ações de fiscalização, monitoramento e integração entre órgãos públicos. A minuta foi elaborada conjuntamente pelo Ministério de Portos e Aeroportos, Ministério da Defesa e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O documento está em análise na Casa Civil.

A proposta prevê ainda a criação do Comitê Nacional de Gerenciamento do Risco da Fauna, que será coordenado pela SAC e terá representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Ministério da Defesa e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Segurança depende também do entorno dos aeroportos

A estratégia pretende ampliar o gerenciamento do risco para além dos limites físicos dos aeroportos.

Isso ocorre porque a possibilidade de colisões com animais está relacionada também ao uso e à ocupação do solo no entorno dos aeródromos. Atividades que favorecem a presença de fauna nas proximidades podem aumentar os riscos para as operações.

A integração entre segurança aeroportuária, planejamento urbano, fiscalização e gestão ambiental será, portanto, um dos pontos centrais para reduzir ocorrências e garantir maior segurança à aviação brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Aeroportos

Aviação brasileira chega a 88,6 milhões de passageiros em 2026

A aviação brasileira segue em expansão em 2026. Entre janeiro e agosto, 88,6 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo em voos domésticos e internacionais no país. O volume representa crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram transportados 11,5 milhões de passageiros, maior movimentação para o mês, segundo os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado representa avanço de 2,5% na comparação com agosto do ano anterior.

Mercado doméstico concentra maior número de passageiros

Os voos dentro do Brasil responderam pela maior parcela da movimentação acumulada no ano. O mercado doméstico registrou 68 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, alta de 3,8% frente ao mesmo período de 2025.

Já o mercado internacional contabilizou 20,6 milhões de passageiros, crescimento de 7,6% no acumulado do ano.

Em agosto, a movimentação também avançou nos dois segmentos. Os voos domésticos transportaram 8,9 milhões de passageiros, aumento de 2,3%. Nas rotas internacionais, foram 2,5 milhões de passageiros, alta de 3,4%.

Demanda e oferta de voos avançam

Os indicadores de demanda aérea e oferta de voos também apresentaram crescimento em agosto.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, a demanda aumentou 3,3% no mercado doméstico e 4% no mercado internacional.

A oferta, por sua vez, cresceu 6,8% nos voos domésticos e 4,3% nas operações internacionais.

Transporte de cargas mantém ritmo de crescimento

O desempenho positivo também foi registrado no transporte aéreo de cargas. Em agosto, o setor movimentou 121,5 mil toneladas de mercadorias, volume 8,6% maior que o registrado no mesmo mês de 2025.

O segmento internacional respondeu por 82 mil toneladas, com crescimento de 10,9%. No mercado doméstico, foram transportadas 39,5 mil toneladas, alta de 4%.

Considerando os oito primeiros meses do ano, o transporte aéreo já movimentou 922,5 mil toneladas de cargas, avanço de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Dados acompanham desempenho da aviação nacional

Os números fazem parte do relatório de demanda e oferta da aviação civil elaborado pela Anac. O levantamento acompanha indicadores como passageiros transportados, movimentação de cargas, demanda e oferta nos mercados doméstico e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Floripa-Airport

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Aeroportos

Infraestrutura da aviação: entenda os principais termos usados nos aeroportos

Termos como hub aeroportuário, slots, cabeceira de pista e faixa de pista aparecem com frequência nas notícias sobre aviação, mas nem sempre são fáceis de compreender para quem utiliza o transporte aéreo apenas como passageiro.

Por trás dessas expressões estão estruturas, sistemas e procedimentos fundamentais para organizar o fluxo de aeronaves, passageiros e cargas e, principalmente, garantir a segurança das operações aeroportuárias.

Para facilitar a compreensão do noticiário sobre infraestrutura da aviação, confira o significado de alguns dos conceitos mais utilizados no setor.

O que é hub aeroportuário?

Um hub aeroportuário é um aeroporto que funciona como um grande ponto de conexão entre diferentes voos. Em vez de atender apenas passageiros que têm aquela cidade como destino final, o terminal concentra rotas de várias origens e destinos.

Nesse modelo, o passageiro pode desembarcar de uma aeronave e embarcar em outra para continuar a viagem.

No Brasil, aeroportos como Guarulhos (SP), Brasília (DF), Congonhas (SP), Galeão (RJ) e Recife (PE) exercem papel relevante na conexão da malha aérea brasileira, embora tenham diferentes características e níveis de concentração de voos.

O que é a cabeceira da pista?

A cabeceira de pista corresponde a uma das extremidades da pista utilizada para pousos e decolagens. É a partir de uma delas que a aeronave inicia a decolagem ou em direção a uma delas que segue durante o pouso.

Cada cabeceira recebe uma identificação numérica relacionada à direção em que a pista está orientada. Como uma pista pode ser utilizada nos dois sentidos, suas extremidades possuem números diferentes.

Por isso, quando uma notícia menciona obras ou intervenções em cabeceiras, a medida pode envolver sinalização, adequações ou melhorias na infraestrutura aeroportuária.

O que é pista de taxiamento?

A pista de taxiamento, também chamada de taxiway, é o caminho utilizado pelos aviões para circular entre a pista de pouso e decolagem, o pátio e outras áreas do aeroporto.

Após pousar, por exemplo, o avião deixa a pista principal por uma taxiway e segue até o ponto onde ficará estacionado. Antes da decolagem, percorre o trajeto contrário para chegar à pista.

O que significa RESA?

A sigla RESA vem do inglês Runway End Safety Area e identifica a área de segurança localizada além do final da pista de pouso e decolagem.

Sua finalidade é ampliar a proteção em situações nas quais uma aeronave ultrapasse a extremidade da pista durante um pouso ou uma decolagem.

As características e a implantação dessa área fazem parte dos requisitos de segurança aeroportuária. Por isso, obras ou adequações em uma RESA podem aparecer em projetos de modernização de aeroportos.

O que é faixa de pista?

A faixa de pista é a área que circunda a pista de pouso e decolagem e vai além da superfície pavimentada utilizada diretamente pelas aeronaves.

Ela contribui para reduzir riscos e proteger as operações caso uma aeronave saia acidentalmente da área pavimentada.

Por esse motivo, a faixa precisa seguir requisitos específicos e ter restrições quanto à presença de determinados obstáculos. As exigências variam conforme as características e o tipo de operação de cada aeroporto.

Para que serve o balizamento?

O balizamento aeroportuário reúne luzes e outros sistemas de sinalização utilizados para orientar os pilotos durante as operações.

Esses recursos ajudam a identificar pistas, taxiways e outras áreas do aeroporto, especialmente durante a noite ou em situações de baixa visibilidade.

Assim, quando uma obra inclui melhorias no balizamento, trata-se de uma intervenção diretamente relacionada à segurança e à operação dos aeroportos.

O que são lado ar e lado terra?

Outra divisão comum nos aeroportos é entre lado ar e lado terra.

O lado terra corresponde às áreas às quais o público normalmente tem acesso, como entradas e espaços de circulação dos terminais.

Já o lado ar engloba as áreas destinadas às atividades aeronáuticas, incluindo pistas, pátios e estruturas de acesso restrito.

A separação desses ambientes ajuda a organizar a circulação de passageiros, funcionários, veículos e aeronaves, além de contribuir para o cumprimento dos procedimentos de segurança.

Por que conhecer os termos da aviação?

Embora sejam expressões técnicas, esses conceitos ajudam a entender como diferentes partes de um aeroporto trabalham em conjunto.

A operação começa com o planejamento de voos e conexões e envolve uma série de estruturas responsáveis por orientar as aeronaves, organizar o fluxo no terminal e reduzir riscos durante pousos, decolagens e deslocamentos em solo.

Por isso, uma obra em uma pista, uma adequação na faixa de segurança ou uma melhoria no balizamento não deve ser vista como uma intervenção isolada. Cada medida integra um sistema mais amplo de infraestrutura aeroportuária, criado para garantir operações seguras e eficientes e melhorar a experiência dos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Aviação doméstica brasileira bate recorde histórico e movimenta 59 milhões de passageiros em 2026

A aviação doméstica brasileira registrou, entre janeiro e julho de 2026, a maior movimentação de passageiros para o período desde o início da série histórica, em 2000. Ao todo, foram 59 milhões de passageiros em voos nacionais, segundo dados da Agência Nacional de Aviação.

O resultado representa uma alta de 4,04% em comparação com os 57 milhões de passageiros contabilizados nos sete primeiros meses de 2025.

Julho também registra recorde nos voos domésticos

O desempenho positivo se manteve em julho. Durante o mês, 9,1 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos no país, o maior volume já registrado para julho.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento foi de 1,85%, reforçando o avanço da movimentação no transporte aéreo nacional.

Aviação internacional também cresce

O aumento no fluxo de passageiros não ficou restrito aos voos nacionais. Entre janeiro e julho de 2026, a movimentação internacional chegou a 17,7 milhões de passageiros, alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em julho, o setor também alcançou um recorde histórico para o mês. Foram 2,7 milhões de passageiros em voos internacionais, número 4,2% maior do que o registrado em julho de 2025.

Turismo de negócios movimenta R$ 8,4 bilhões

O turismo de negócios também apresentou crescimento nos primeiros sete meses de 2026. O segmento alcançou R$ 8,4 bilhões em faturamento, resultado 8% superior aos R$ 7,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Os dados apontam para um cenário de expansão tanto no mercado aéreo doméstico quanto nas viagens internacionais e no turismo corporativo brasileiro.

FONTE: Agência Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Rafa Neddermeyer

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Aeroportos

Aeroporto de Brasília é eleito o mais pontual do mundo entre terminais de médio porte

O Aeroporto Internacional de Brasília alcançou pela primeira vez a liderança mundial no ranking de pontualidade entre aeroportos de médio porte. O resultado foi divulgado com base no levantamento da Cirium, consultoria internacional especializada em dados da aviação, referente a julho de 2026.

Administrado pela Inframerica, o terminal já havia ocupado a segunda posição global nos dois anos anteriores. Com o novo resultado, Brasília também se consolida como o aeroporto mais pontual do Brasil na categoria.

Brasília registra 90,66% de voos dentro do horário

A conquista ocorreu em um dos períodos de maior movimento do ano. Em julho, o Aeroporto de Brasília contabilizou 10.369 voos e aproximadamente 1,6 milhão de passageiros.

Mesmo com o elevado volume de operações, 90,66% dos voos partiram ou chegaram dentro do horário previsto, índice que garantiu a primeira colocação mundial entre os aeroportos de médio porte.

Segundo a Inframerica, o desempenho é resultado de um trabalho contínuo de planejamento, coordenação operacional e integração entre os diferentes agentes envolvidos na operação aeroportuária.

Pontualidade influencia toda a malha aérea

Por funcionar como um dos principais hubs aeroportuários do Brasil, Brasília concentra um volume expressivo de passageiros em conexão. Por isso, o desempenho do terminal tem impacto que vai além dos passageiros que utilizam diretamente o aeroporto.

A manutenção dos voos dentro dos horários previstos ajuda a evitar a propagação de atrasos para outras etapas da viagem e contribui para a regularidade da malha aérea brasileira.

Josmario Brito, superintendente de Operação e Segurança da Inframerica, destaca que a pontualidade do terminal interfere diretamente na confiabilidade das conexões e na operação de outros aeroportos.

Aeroporto de Brasília está entre os mais pontuais desde 2017

O terminal brasiliense aparece desde 2017 entre os cinco aeroportos mais pontuais do mundo em sua categoria.

Nos dois últimos anos, Brasília havia terminado o ranking na segunda colocação. A liderança alcançada em julho de 2026 representa, portanto, a melhor posição já obtida pelo aeroporto no levantamento internacional.

Para a Inframerica, a evolução está relacionada a investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária, tecnologia, planejamento operacional e integração com os parceiros que atuam no terminal.

Eficiência beneficia passageiros e companhias aéreas

Os altos índices de pontualidade produzem efeitos em diferentes etapas da operação.

Para os passageiros, uma maior regularidade significa mais previsibilidade nas viagens, redução do risco de perda de conexões e menor impacto provocado por atrasos.

Para as companhias aéreas, operações mais pontuais podem contribuir para otimizar a utilização das aeronaves e reduzir custos relacionados a atrasos, como consumo adicional de combustível e necessidade de reorganização das equipes.

O Aeroporto de Brasília conta ainda com duas pistas paralelas, que permitem operações simultâneas, além de infraestrutura e equipes voltadas à manutenção da eficiência operacional.

Veja os cinco aeroportos de médio porte mais pontuais em julho de 2026

O levantamento da Cirium colocou cinco aeroportos no topo da categoria em julho:

  1. Brasília (BSB): 90,66% de voos pontuais
  2. Belo Horizonte (CNF): 88,47%
  3. Viracopos (VCP): 87,27%
  4. Tocumen, Panamá (PTY): 86,84%
  5. Sardar Vallabhbhai Patel, Índia (AMD): 86,47%

A liderança reforça a posição de Brasília como um dos principais hubs da aviação brasileira e destaca o papel da eficiência operacional para o funcionamento integrado do transporte aéreo.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Negócios

Labace 2026 reúne setor da aviação de negócios e destaca investimentos em infraestrutura aeroportuária

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou na terça-feira (4), em São Paulo, da cerimônia de abertura da Labace 2026, considerada a maior feira de aviação de negócios da América Latina e uma das principais do segmento no cenário internacional.

Promovido pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o evento reúne fabricantes de aeronaves, operadores, prestadores de serviços, investidores e representantes do poder público para apresentar inovações, discutir tendências e fortalecer o ambiente de negócios da aviação brasileira.

Infraestrutura e conectividade são prioridades do governo

Durante a solenidade de abertura, Tomé Franca ressaltou a relevância da aviação de negócios para impulsionar a integração entre regiões do país, fomentar o desenvolvimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Segundo o ministro, o governo federal mantém o compromisso de modernizar a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade regional e consolidar um ambiente regulatório mais eficiente e previsível, com o objetivo de incentivar novos investimentos no setor.

Ele destacou que a melhoria dos aeroportos tem impacto direto sobre a aviação geral, que depende de estruturas adequadas distribuídas em diferentes regiões do Brasil para ampliar suas operações e atender à demanda crescente.

Agenda ConectAR reforça estratégia para o setor

A presença do Ministério de Portos e Aeroportos na Labace 2026 também integra as ações da Agenda ConectAR, política pública estruturada em três pilares: ampliação da concorrência, redução do chamado custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

De acordo com Tomé Franca, a iniciativa foi construída em conjunto com representantes da indústria, do comércio, do turismo, órgãos ligados à aviação e diversos ministérios, formando uma estratégia voltada ao desenvolvimento sustentável do setor aéreo brasileiro.

Evento reúne líderes da indústria aeronáutica

Em sua 21ª edição, a Labace reúne centenas de expositores nacionais e internacionais, apresentando lançamentos e soluções voltadas à indústria aeronáutica.

A programação inclui debates sobre inovação, sustentabilidade, novas tecnologias e os principais desafios para o futuro da aviação de negócios, consolidando o evento como um dos mais importantes pontos de encontro do segmento na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde e movimenta 54,9 milhões de passageiros em 2026

A aviação brasileira registrou um desempenho histórico nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, cerca de 54,9 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos do país em voos nacionais e internacionais, resultado que representa crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e estabelece um novo recorde para o setor.

Os dados também apontam um marco para o mês de maio, quando a movimentação aérea alcançou 10,5 milhões de embarques e desembarques. O volume é 2,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e configura o melhor resultado para maio desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000.

Voos domésticos e internacionais mantêm trajetória de crescimento

O avanço foi observado tanto no mercado interno quanto nas operações internacionais. Em maio, os voos domésticos transportaram 8,3 milhões de passageiros, crescimento de 2% na comparação anual.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a movimentação nacional atingiu 42 milhões de viajantes, número 5,5% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Já o segmento de voos internacionais apresentou expansão ainda mais expressiva. Somente em maio, 2,2 milhões de passageiros utilizaram rotas para o exterior, avanço de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e maio, o tráfego internacional somou 12,8 milhões de passageiros, alta de 10,3%. Os números representam os maiores volumes já registrados para o setor em ambos os períodos analisados.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os resultados refletem o fortalecimento da conectividade aérea e seus impactos positivos sobre diferentes áreas da economia.

Região Sul lidera crescimento percentual no país

O aumento da demanda por transporte aéreo foi verificado em todas as regiões brasileiras. Em maio, o Sudeste concentrou o maior fluxo de passageiros, com 5,23 milhões de embarques e desembarques.

Na sequência aparecem Nordeste, com 1,58 milhão de passageiros, Sul com 1,14 milhão, Centro-Oeste com 1,04 milhão e Norte com 467,5 mil viajantes.

Em termos percentuais, a região Sul apresentou o melhor desempenho mensal, registrando crescimento de 5,84% frente a maio de 2025. O Sudeste ficou em segundo lugar, com avanço de 2,43%, seguido pelo Nordeste, com alta de 1,87%.

No acumulado do ano, o Sudeste permanece na liderança, somando 26,26 milhões de passageiros movimentados. O Nordeste aparece em seguida, com 9,02 milhões, seguido por Sul (5,88 milhões), Centro-Oeste (5,1 milhões) e Norte (2,3 milhões).

Mais uma vez, o Sul liderou o ranking de crescimento percentual entre janeiro e maio, com expansão de 10,3%. Nordeste (+9,4%), Centro-Oeste (+5,3%), Sudeste (+4,8%) e Norte (+1,5%) completam a lista.

Aeroportos mais movimentados do Brasil

O Aeroporto Internacional de Guarulhos manteve a posição de principal terminal aéreo do país, com 9,44 milhões de passageiros transportados entre janeiro e maio.

Na sequência aparecem o Aeroporto de Congonhas, com 4,95 milhões de passageiros, o Aeroporto Internacional do Galeão, com 4,04 milhões, o Aeroporto Internacional de Brasília, com 3,39 milhões, e o Aeroporto Internacional de Confins, que registrou 2,55 milhões de passageiros.

Outros terminais com forte movimentação no período foram os aeroportos de Campinas, Recife, Salvador, Porto Alegre, Santos Dumont, Fortaleza, Florianópolis, São José dos Pinhais, Belém e Goiânia, reforçando o crescimento da malha aérea brasileira e da demanda por transporte aéreo em diferentes regiões do país.

Setor aéreo impulsiona turismo e economia

O novo recorde da aviação nacional demonstra o fortalecimento da mobilidade aérea e o aumento da demanda por viagens. Além de ampliar a conectividade entre cidades e países, o crescimento do setor beneficia diretamente o turismo, o comércio, os serviços e diversos segmentos da economia, consolidando a aviação como um dos motores do desenvolvimento brasileiro.

FONTE: Minsitério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Informação

Setor aéreo recebe aval para acessar R$ 13,56 bilhões em financiamentos do Fnac

O setor aéreo brasileiro poderá contar com até R$ 13,56 bilhões em financiamentos por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A liberação dos recursos foi aprovada nesta segunda-feira (22) pelo Comitê Gestor do fundo (CG-Fnac), com o objetivo de fortalecer as companhias aéreas, ampliar a conectividade regional e estimular investimentos em todo o país.

A iniciativa representa o maior pacote de crédito já estruturado com recursos do Fnac e integra a estratégia do governo federal para impulsionar o desenvolvimento da aviação civil brasileira e ampliar a integração entre diferentes regiões.

Linha emergencial destina R$ 8 bilhões para capital de giro

Do total aprovado, R$ 8 bilhões serão destinados a uma linha emergencial de capital de giro criada pela Resolução CMN nº 5.297/2026.

Nessa modalidade, as companhias aéreas poderão acessar os seguintes limites:

  • Gol Linhas Aéreas: até R$ 2,5 bilhões;
  • Latam Airlines: até R$ 2,5 bilhões;
  • Azul Linhas Aéreas: até R$ 2,5 bilhões;
  • Abaeté Aviação: até R$ 80 milhões.

Os financiamentos terão prazo de até 60 meses para pagamento, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como condição para contratação, as empresas não poderão distribuir dividendos aos acionistas durante o período estabelecido.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a medida busca ajudar as empresas a enfrentar a alta dos custos operacionais, especialmente os relacionados ao querosene de aviação (QAV), contribuindo para a manutenção de rotas e da oferta de serviços aéreos.

Recursos para expansão e modernização somam R$ 5,56 bilhões

Além da linha emergencial, o CG-Fnac também autorizou o acesso a R$ 5,56 bilhões destinados a projetos de investimento de longo prazo, conforme previsto na Resolução CMN nº 5.260/2025.

Nesse programa, Gol, Latam e Azul poderão captar até R$ 1,8 bilhão cada para iniciativas voltadas à expansão e modernização de suas operações.

Os recursos poderão financiar:

  • Compra de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil;
  • Serviços de manutenção de aeronaves e motores;
  • Pagamentos antecipados para aquisição de aeronaves;
  • Compra de novos aviões;
  • Investimentos em infraestrutura logística;
  • Equipamentos de apoio à aviação civil.

Taxas variam conforme o tipo de investimento

As condições de financiamento serão definidas de acordo com a finalidade dos projetos.

Para investimentos em SAF e infraestrutura logística, a taxa de juros será de 6,5% ao ano. Já operações voltadas à manutenção de aeronaves e motores terão custo de 7% ao ano. No caso da aquisição de aeronaves, os financiamentos contarão com juros de 7,5% ao ano.

Empresas deverão ampliar voos na Amazônia e Nordeste

Como contrapartida para acessar as linhas de longo prazo, as companhias beneficiadas terão de ampliar a presença em regiões consideradas estratégicas para a integração nacional.

A exigência prevê aumento de 15% na participação de voos operados na Amazônia Legal e no Nordeste, em comparação ao ano anterior. Como alternativa, as empresas poderão garantir que ao menos 17,5% de todas as decolagens anuais ocorram nessas regiões.

A meta deverá ser alcançada em até dois anos e mantida por pelo menos mais 12 meses.

Financiamentos ainda dependem de análise do BNDES

Apesar da aprovação pelo Comitê Gestor do Fnac, a contratação dos financiamentos ainda dependerá da avaliação técnica e financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A instituição será responsável por analisar critérios como capacidade de pagamento, risco de crédito, garantias e demais requisitos exigidos para a liberação dos recursos.

Com a medida, o governo busca ampliar os mecanismos de apoio ao setor, incentivar novos investimentos e fortalecer a conectividade aérea nacional, garantindo maior competitividade às empresas e melhor integração entre as regiões brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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