Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde de passageiros em setembro e se aproxima de 100 milhões no ano

A aviação civil brasileira transportou 10,89 milhões de passageiros em setembro de 2026, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000. O resultado considera voos domésticos e internacionais e representa crescimento de 0,7% em comparação com setembro de 2025, quando 10,81 milhões de pessoas viajaram de avião.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na terça-feira (20). No acumulado de janeiro a setembro, o setor movimentou 99,6 milhões de passageiros, uma alta de 4,3% em relação aos 95,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o transporte aéreo brasileiro ficou a aproximadamente 405 mil passageiros de alcançar a marca de 100 milhões nos primeiros nove meses de 2026.

Aviação brasileira se aproxima de marca histórica

O país já havia ultrapassado a marca de 100 milhões de passageiros transportados em 2012, quando contabilizou 106,8 milhões de viajantes. O resultado foi repetido anualmente até 2019, mas a pandemia de Covid-19 interrompeu essa sequência em 2020.

A recuperação ocorreu gradualmente nos anos seguintes, e o Brasil voltou a superar esse patamar em 2023, com 112,7 milhões de passageiros.

O desempenho registrado em 2026 reforça a expansão da demanda por transporte aéreo no Brasil, embora o setor enfrente desafios relacionados ao aumento dos custos operacionais e à pressão sobre as margens das companhias.

Alta do querosene de aviação pressiona custos das empresas

O crescimento no número de passageiros ocorre em meio à forte elevação do preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais componentes das despesas das empresas aéreas.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em março, o preço médio do combustível vendido pela Petrobras às distribuidoras acumulou alta de aproximadamente 74%. Somente em outubro, o reajuste foi de 11,76%, elevando o valor para R$ 6,242 por litro.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível representava entre 30% e 32% dos custos operacionais antes do conflito. Com os aumentos recentes, a participação passou a superar 45%.

A escalada dos preços internacionais do petróleo, portanto, amplia a pressão financeira sobre as companhias, mesmo diante do crescimento da procura por passagens aéreas.

Gol anuncia cortes de rotas diante do combustível mais caro

O encarecimento do QAV já começa a afetar o planejamento das operações. Em 14 de outubro, a Gol anunciou que suspenderá seis rotas internacionais e pelo menos oito domésticas a partir de fevereiro de 2027.

A companhia atribuiu a decisão aos reajustes sucessivos do combustível de aviação, que elevaram os custos de manutenção da malha aérea.

Em agosto, a Abear estimou que Gol, Latam e Azul haviam desembolsado, em conjunto, R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto para 2026 com a compra de combustível. O valor adicional foi associado à alta das cotações internacionais do petróleo.

Crescimento da demanda contrasta com desafios do setor aéreo

Os números de setembro mostram que o mercado brasileiro de aviação continua em expansão, com aumento no total de passageiros transportados tanto no mês quanto no acumulado do ano.

Por outro lado, o avanço das despesas com combustível representa um desafio para as empresas, podendo influenciar a oferta de voos, a rentabilidade das operações e o planejamento de novas rotas nos próximos meses.

A proximidade da marca de 100 milhões de passageiros entre janeiro e setembro evidencia a força da demanda pelo transporte aéreo no país, mas a continuidade desse crescimento também dependerá da capacidade das companhias de lidar com os custos operacionais.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Transporte

Embraer entrega primeiro E195-E2 à Latam e amplia frota para novas rotas no Brasil

A Embraer entregou na quarta-feira (7) o primeiro E195-E2 à Latam Airlines Brasil. A chegada da aeronave marca a estreia do modelo na frota da companhia e faz parte de um acordo que prevê até 74 aviões, entre 24 pedidos firmes e outras 50 opções de compra.

Somente as aeronaves já confirmadas representam um investimento estimado em US$ 2,1 bilhões, valor superior a R$ 11 bilhões. A expansão da frota deverá aumentar a oferta de voos da Latam e abrir espaço para novas rotas, principalmente em mercados de média densidade.

E195-E2 reforça expansão da aviação brasileira

A entrada do novo avião da Embraer na frota da Latam acontece em meio ao aumento dos investimentos no setor aéreo e às medidas do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para ampliar a capacidade das empresas nacionais.

Entre as iniciativas está a ampliação do acesso das companhias aéreas a recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). Em junho de 2026, o Comitê Gestor do fundo aprovou o pedido da Latam para ter acesso a até R$ 1,8 bilhão em financiamento de longo prazo, com operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao todo, o MPor destinou R$ 8 bilhões para essa modalidade de financiamento, que também contempla Azul e Gol.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a combinação entre investimentos empresariais, indústria nacional e políticas públicas pode ampliar a conectividade aérea no país.

“O crescimento da aviação depende de empresas com capacidade de investir, de uma indústria aeronáutica competitiva e de políticas públicas que criem condições para novos investimentos. Nosso objetivo é transformar esse ambiente em mais oferta de voos e conectividade para os brasileiros. Ver nossa engenharia, nossa tecnologia pousando e decolando dos aeroportos é um orgulho para nós”, afirmou.

Novo jato da Embraer será usado em mercados de média densidade

O E195-E2 foi desenvolvido para atender mercados que apresentam demanda intermediária de passageiros. O modelo combina capacidade de transporte e eficiência operacional, permitindo que as companhias ampliem a operação para cidades que nem sempre têm demanda suficiente para receber aeronaves de maior porte.

Na avaliação de Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, o modelo poderá contribuir para a expansão da conectividade da Latam no Brasil e em outros mercados sul-americanos.

“É uma grande alegria ver nossas rotas convergirem para o que há de mais moderno na aviação. O E195-E2 é a aeronave ideal para a Latam ampliar a conectividade no Brasil e na América do Sul, trazendo ganhos expressivos de eficiência, sustentabilidade e impulsionando a economia com a geração de milhares de empregos”, declarou.

Latam terá até 14 E195-E2 até março de 2027

A primeira etapa do plano prevê a incorporação de até 14 aeronaves E195-E2 pela Latam até março de 2027. Os aviões deverão ser utilizados em 42 rotas, levando a companhia a atender 67 cidades brasileiras.

A expansão também inclui a criação de novas bases operacionais em Cabo Frio (RJ), Ji-Paraná (RO), Macaé (RJ) e Rondonópolis (MT).

A estratégia amplia a presença da Latam em mercados regionais e pode aumentar a frequência de voos em localidades que apresentam demanda suficiente para aeronaves de médio porte, mas não necessariamente para jatos maiores.

Expansão da frota deve gerar empregos

Os efeitos da encomenda vão além da operação das aeronaves. De acordo com a Embraer, os investimentos associados ao negócio devem resultar em mais de 2 mil empregos diretos, além de movimentar fornecedores e empresas ligadas à cadeia de serviços da aviação.

A Latam também iniciou a preparação de suas equipes para operar o novo avião. Em abril, a empresa contratou 54 pilotos para a primeira turma dedicada ao E195-E2, formada por 31 comandantes e 23 copilotos.

Pilotos que já fazem parte do quadro da companhia também participam de treinamentos em simuladores e de voos supervisionados para obter a habilitação necessária à operação do modelo.

Comissários e equipes de solo passam por treinamento

A preparação para a chegada do E195-E2 à frota da Latam envolve ainda os comissários de bordo. Segundo Jerome Cadier, CEO da companhia, pelo menos 150 profissionais serão treinados no Door Trainer, equipamento utilizado para reproduzir condições da cabine, incluindo portas principais e de emergência e sistemas de comunicação.

A estrutura permite que os funcionários pratiquem procedimentos de rotina e respostas a situações de emergência antes do início das operações comerciais.

Depois dessa fase, os profissionais são submetidos ao Exame de Competências, uma avaliação prática acompanhada por examinadores credenciados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

As equipes responsáveis pelas operações em solo também recebem treinamento específico, com foco no atendimento e no manuseio externo da aeronave.

Com a capacitação antecipada de pilotos, comissários e funcionários de aeroporto, a companhia busca garantir que as equipes estejam preparadas para operar o novo modelo desde o início dos voos.

Embraer fortalece indústria aeronáutica nacional

A entrada do Embraer E195-E2 na frota da Latam também representa um movimento relevante para a indústria aeronáutica brasileira. A escolha do modelo reforça a participação da Embraer na aviação comercial e destaca o papel do setor na geração de empregos qualificados e no desenvolvimento tecnológico do país.

Além da fabricação das aeronaves, a cadeia produtiva envolve fornecedores, serviços especializados e profissionais de alta qualificação, ampliando os impactos econômicos associados aos investimentos da indústria aeronáutica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embraer

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Aeroportos

Plano Aeroviário Nacional é atualizado para orientar investimentos em aeroportos

Planejar a infraestrutura aeroportuária para as próximas décadas exige olhar além da movimentação atual de passageiros. É preciso antecipar como as cidades podem crescer, de que forma a demanda por voos tende a evoluir e quais regiões precisarão de uma rede de aeroportos preparada para atender novos fluxos.

É nesse contexto que o Brasil iniciou uma nova etapa de atualização do Plano Aeroviário Nacional (PAN). O documento integra o novo ciclo de planejamento dos transportes e será alinhado ao Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), lançado pelo Governo Federal em agosto.

Enquanto o PNL considera os diferentes modais de transporte de maneira integrada, o PAN concentra-se nas necessidades e perspectivas da aviação civil brasileira.

O que é o Plano Aeroviário Nacional?

Elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o PAN funciona como uma referência para identificar necessidades futuras da infraestrutura aeroportuária brasileira.

A versão atualmente em vigor é o PAN 2022–2052, desenvolvido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans).

O documento reúne informações como:

  • Projeções de demanda por transporte aéreo;
  • Dados sobre passageiros e cargas;
  • Estudos sobre a rede aeroportuária;
  • Características socioeconômicas das regiões;
  • Avaliação de empreendimentos;
  • Análises de investimentos e infraestrutura.

A nova edição deverá incorporar bases de dados atualizadas para acompanhar as mudanças registradas no setor aéreo e na economia brasileira.

Novos dados ajudam a projetar a demanda

Entre os elementos previstos na atualização estão novas matrizes origem-destino de passageiros e cargas. Essas informações permitem identificar não apenas o volume de pessoas e mercadorias transportadas, mas também os pontos de origem, os destinos e a distribuição desses fluxos pelo território nacional.

A combinação desses dados ajuda a responder questões fundamentais para o planejamento: uma determinada região terá demanda suficiente para justificar a ampliação de um aeroporto? A estrutura atual conseguirá absorver o crescimento? Seria necessário construir uma nova unidade?

Essas projeções são importantes para orientar decisões de investimento em infraestrutura aeroportuária com horizonte de médio e longo prazo.

Como o PAN define onde investir?

O planejamento cruza diferentes conjuntos de informações. São considerados dados de movimentação de passageiros e cargas, características dos municípios, atividade econômica regional, infraestrutura disponível e perspectivas de crescimento da demanda.

Também são elaborados cenários para testar como a rede aeroportuária responderia a diferentes níveis de crescimento.

A análise pode indicar a necessidade de ampliar um terminal existente, modernizar pistas e outras estruturas ou até estudar a implantação de um novo aeroporto. As alternativas podem ser comparadas a partir dos custos envolvidos e dos benefícios esperados para a sociedade.

O processo também inclui estudos de planejamento de transportes e avaliações socioeconômicas de custo-benefício.

Para construir esse diagnóstico, o MPor reúne dados de diferentes fontes e recebe contribuições de companhias aéreas, operadores aeroportuários, universidades, especialistas, indústria aeronáutica, órgãos públicos e entidades reguladoras.

Estar no PAN não significa que uma obra será feita

A inclusão de uma necessidade no Plano Aeroviário Nacional não representa, por si só, a decisão de executar uma obra.

O PAN serve como instrumento de planejamento e definição de prioridades. Para que um empreendimento avance, ainda são necessárias várias etapas, que podem envolver estudos de viabilidade, escolha da alternativa técnica, licenciamento ambiental, elaboração de projetos, definição do modelo de implantação e operação e identificação dos recursos necessários.

Se os estudos apontarem, por exemplo, a necessidade futura de um novo aeroporto em determinada região, será preciso determinar posteriormente sua localização, estimar os custos, dimensionar a demanda, analisar os impactos e definir a melhor estratégia para construção e operação.

Por isso, não existe um prazo padrão entre a identificação de uma necessidade e a entrada em funcionamento de um novo aeroporto. Cada projeto depende de suas características, dos estudos necessários e das etapas de implantação.

PAN também orienta programas de investimentos

O planejamento nacional também serve de referência para programas específicos de investimentos. Um exemplo é o AmpliAR, que utiliza informações do PAN para identificar aeroportos regionais prioritários e considera o custo-benefício social dos projetos.

A proposta é concentrar esforços em iniciativas que possam melhorar a conectividade aérea e ampliar os benefícios do transporte aéreo para as regiões atendidas.

O PAN também está relacionado ao planejamento da utilização de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Conforme as regras e prioridades definidas para cada programa ou empreendimento, o fundo pode financiar ações destinadas ao desenvolvimento e à melhoria da infraestrutura aeroportuária e aeronáutica.

Planejamento define o futuro da aviação brasileira

A atualização do Plano Aeroviário Nacional busca antecipar as necessidades da aviação brasileira e oferecer uma base técnica para decisões que terão efeitos ao longo de décadas.

Mais do que apontar onde existem aeroportos hoje, o planejamento procura identificar onde a infraestrutura aérea precisará estar preparada no futuro, considerando o crescimento da população, da economia e dos fluxos de passageiros e cargas.

Dessa forma, o PAN funciona como uma ferramenta de planejamento de longo prazo para orientar investimentos e ajudar a preparar a aviação brasileira para a demanda das próximas décadas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Inframerica

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Aeroportos

Voos diretos no Brasil: confira as rotas mais curtas e mais longas

A duração de um voo direto no Brasil pode variar bastante. Em um país de dimensões continentais, há trajetos domésticos programados para durar apenas 30 minutos, enquanto outros chegam a quatro horas e meia.

Um levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na programação de setembro de 2026, identificou as rotas domésticas diretas com os menores e maiores tempos de viagem.

Morro de São Paulo e Salvador têm o voo mais curto

A ligação entre Morro de São Paulo, em Cairu (BA), e Salvador (BA) é a mais curta entre as rotas analisadas, com duração programada de apenas 30 minutos.

Na outra ponta, três trajetos aparecem empatados como os mais longos, com previsão de 4h30 de viagem:

  • Recife (PE) – Porto Alegre (RS);
  • Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP);
  • Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP).

Assim, a diferença entre o menor e o maior tempo de voo chega a nove vezes.

Recife aparece entre as rotas mais curtas e mais longas

A capital pernambucana é um dos destaques do levantamento por figurar nos dois extremos da lista.

Entre os voos diretos mais rápidos, Recife aparece nas ligações com João Pessoa, Campina Grande e Maceió. Já entre os trajetos mais longos, a cidade está nas rotas para Porto Alegre e Manaus.

O contraste entre os percursos é significativo: o voo entre Recife e João Pessoa tem duração programada de 35 minutos, enquanto a ligação com Porto Alegre chega a 4h30.

Confira as 10 rotas domésticas mais curtas

Segundo o levantamento, estas são as rotas aéreas mais curtas do Brasil em duração programada:

  1. Morro de São Paulo/Cairu (BA) – Salvador (BA): 30 minutos
  2. João Pessoa (PB) – Recife (PE): 35 minutos
  3. Apuí (AM) – Manicoré (AM): 40 minutos
  4. Campina Grande (PB) – Recife (PE): 40 minutos
  5. Brasília (DF) – Goiânia (GO): 45 minutos
  6. Confins (MG) – Divinópolis (MG): 45 minutos
  7. Confins (MG) – Ipatinga (MG): 45 minutos
  8. Bauru (SP) – Campinas/Viracopos (SP): 50 minutos
  9. Salvador (BA) – Aracaju (SE): 50 minutos
  10. Maceió (AL) – Recife (PE): 50 minutos

Região Norte concentra os voos mais longos

As maiores durações estão fortemente concentradas em rotas envolvendo a Região Norte. Oito das dez ligações com maior tempo programado têm origem ou destino em estados da região.

Manaus é a cidade que mais se destaca nesse grupo, com quatro conexões entre as dez mais longas. A capital amazonense aparece nas rotas para Guarulhos, Recife, Rio de Janeiro/Galeão e Campinas/Viracopos.

As 10 rotas diretas mais longas

  1. Recife (PE) – Porto Alegre (RS): 4h30
  2. Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP): 4h30
  3. Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP): 4h30
  4. Manaus (AM) – Guarulhos (SP): 4h10
  5. Recife (PE) – Manaus (AM): 4h05
  6. Rio de Janeiro/Galeão (RJ) – Manaus (AM): 4h
  7. Guarulhos (SP) – Macapá (AP): 3h55
  8. Fernando de Noronha (PE) – Guarulhos (SP): 3h55
  9. Confins (MG) – Porto Velho (RO): 3h55
  10. Campinas/Viracopos (SP) – Manaus (AM): 3h50

Aviação doméstica registra crescimento

O levantamento foi divulgado em um momento de expansão do mercado aéreo brasileiro. Entre janeiro e agosto de 2026, os voos domésticos transportaram 68 milhões de passageiros, volume 3,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em agosto, foram 8,9 milhões de passageiros em viagens aéreas dentro do país.

A diferença entre os tempos das rotas também evidencia as características da conectividade aérea brasileira. Os trajetos mais curtos atendem principalmente cidades próximas, enquanto os voos de maior duração conectam regiões separadas por milhares de quilômetros.

Programa busca ampliar a aviação regional

Entre as iniciativas voltadas à aviação regional está o AmpliAR, programa que prevê a inclusão de aeroportos regionais em contratos de concessões já existentes.

Na primeira etapa, 13 aeroportos das regiões Norte e Nordeste foram incorporados à iniciativa, ampliando o alcance da infraestrutura aeroportuária nessas áreas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Lara/Pexels.

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Transporte

Transporte aéreo de órgãos: como a aviação ajuda a salvar vidas no Brasil

Um órgão destinado a transplante pode precisar atravessar centenas ou até milhares de quilômetros antes de chegar ao paciente compatível. Nesse percurso, cada minuto é importante. Para garantir que a doação se transforme em uma nova chance de vida, uma ampla estrutura reúne profissionais de saúde, companhias aéreas, aeroportos, órgãos públicos e equipes de controle do espaço aéreo.

No Brasil, o transporte aéreo de órgãos é realizado de forma gratuita e prioritária, seguindo uma operação coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por meio da Central Nacional de Transplantes (CNT).

Como funciona o transporte de órgãos para transplantes

A estrutura começou a ser organizada em 2013, com um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) envolvendo instituições públicas e privadas. A iniciativa foi consolidada posteriormente pela legislação brasileira.

A Lei nº 14.858, de 21 de maio de 2024, determinou a gratuidade e a prioridade no transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano destinados a transplantes. A regra também contempla as equipes envolvidas nas etapas de captação e distribuição.

No setor aéreo, participam da operação o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A atuação conjunta busca garantir que a infraestrutura aeroportuária e a operação dos voos estejam preparadas para uma logística na qual tempo, segurança e precisão são essenciais.

Mais de 54 mil itens já foram transportados

Desde 2014, mais de 54 mil itens foram transportados dentro do acordo. O total inclui órgãos sólidos, tecidos, equipes médicas responsáveis pela captação e pelo transplante, além de caixas e outros materiais utilizados nos procedimentos cirúrgicos.

Entre os órgãos sólidos transportados estão coração, pulmão, pâncreas, rins e fígado.

Quase 19 mil órgãos foram levados por via aérea até os respectivos receptores. Desse total, aproximadamente 16 mil seguiram em voos comerciais, enquanto cerca de 2,5 mil foram transportados em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Uma operação contra o relógio

A extensão territorial do Brasil faz da aviação uma ferramenta essencial para a logística de transplantes. Um órgão captado em determinada cidade pode precisar percorrer uma longa distância para chegar ao paciente compatível.

Além da disponibilidade de aeronaves, a operação depende de aeroportos capazes de receber voos e equipes médicas em diferentes regiões do país. Por isso, a infraestrutura aeroportuária regional também desempenha papel importante.

Nesse cenário, o Programa AmpliAR, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos voltada a aeroportos regionais, busca ampliar investimentos privados e melhorar a infraestrutura e a gestão dessas unidades, especialmente em localidades onde a conectividade aérea é estratégica.

A existência de aeroportos preparados pode facilitar conexões e dar suporte a operações emergenciais que exigem deslocamentos rápidos e seguros.

Tempo é fator decisivo para o transplante

Depois que um órgão é retirado do doador, existe um período limitado para que ele permaneça em condições adequadas até o transplante. Por isso, a logística precisa ser planejada para reduzir atrasos e garantir a segurança durante todo o trajeto.

Quando um potencial doador é identificado e a Central Nacional de Transplantes determina o destino do órgão, diferentes equipes entram em ação.

O Sistema Nacional de Transplantes aciona o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e as companhias aéreas. A partir daí, são avaliadas as condições da malha aérea para definir a alternativa mais adequada de voo, trecho e rota.

O planejamento leva em conta as particularidades de cada operação. Se houver um voo comercial compatível, o órgão pode ser transportado pela malha regular. Quando essa alternativa não atende às necessidades da missão, a estrutura da Força Aérea Brasileira pode ser acionada.

Uma rede que envolve diferentes profissionais

Por trás de cada órgão transportado existe uma cadeia de trabalho que começa com a doação de órgãos e envolve familiares, equipes médicas, centrais de transplantes, profissionais de logística, companhias aéreas, aeroportos, órgãos públicos e equipes responsáveis pelo controle do espaço aéreo.

Cada etapa precisa ocorrer de maneira coordenada para que o órgão percorra a distância necessária dentro do período adequado.

O transporte aéreo, portanto, é apenas uma parte de uma operação muito maior, que conecta o local da captação ao hospital onde o paciente aguarda pelo transplante.

Doação de órgãos começa com uma conversa

Antes de toda essa estrutura logística entrar em funcionamento, existe uma decisão fundamental: a autorização para a doação de órgãos.

No Brasil, não é necessário registrar em cartório a intenção de ser doador, carregar um documento específico ou realizar um cadastro. O principal é comunicar essa vontade aos familiares.

Após a morte, cabe à família autorizar a doação. Por isso, conversar sobre o assunto enquanto a pessoa está viva é uma etapa fundamental para que sua vontade seja conhecida.

Com a autorização, começa uma operação que pode envolver equipes médicas, centrais de transplantes, profissionais de logística, empresas aéreas, aeroportos, órgãos públicos e estruturas de controle do espaço aéreo.

Dia Nacional da Doação de Órgãos reforça importância da conscientização

Celebrado ontem, no dia 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgãos chama atenção para a importância da doação e para toda a estrutura necessária para levar órgãos até os pacientes que aguardam por um transplante.

Há mais de uma década, voos comerciais e aeronaves militares participam dessa logística no Brasil, ajudando a conectar diferentes regiões em uma operação na qual o tempo é um dos elementos centrais.

A cadeia começa com uma decisão individual, mas depende de uma rede inteira para chegar ao destino.

Converse com sua família sobre doação de órgãos e deixe clara a sua vontade.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: FAB

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Tecnologia

Aviação brasileira se prepara para nova fase com reforma tributária e novas tecnologias

A aviação brasileira está entrando em uma nova fase, marcada pela implementação da reforma tributária, pelo avanço de novas tecnologias e pela necessidade de reforçar a segurança das operações. As mudanças estão entre as prioridades do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que apresentou medidas e projetos em andamento durante o Aviation Infra Summit, realizado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Na abertura do evento, o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, detalhou propostas que estão sendo discutidas para regulamentar a nova estrutura tributária e reduzir possíveis impactos sobre o setor aéreo.

Reforma tributária pode considerar eficiência ambiental

Uma das propostas apresentadas pelo MPor envolve a regulamentação do Imposto Seletivo, com a possibilidade de utilizar critérios ambientais para definir a incidência do tributo sobre aeronaves.

A ideia é estabelecer tratamento diferenciado para modelos mais eficientes, que atendam aos padrões mais recentes de certificação, utilizem integralmente combustível sustentável de aviação (SAF) ou apresentem níveis significativamente menores de emissão de CO₂.

Segundo Daniel Longo, a proposta busca evitar que aeronaves com melhor desempenho ambiental sejam submetidas ao imposto da mesma forma que modelos menos eficientes.

O Ministério também encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta para retirar a tributação sobre o transporte aéreo internacional em situações nas quais seja aplicado o princípio da reciprocidade, considerando entendimentos do Supremo Tribunal Federal relacionados a atividades regidas por tratados internacionais.

Aviação regional terá benefício tributário

Outro ponto em análise é a regulamentação do benefício fiscal destinado à aviação regional.

A Lei Complementar nº 214/2025 estabeleceu uma redução de 40% nas alíquotas do IBS e da CBS para o segmento. O MPor defende que a aplicação do benefício considere a característica da operação das companhias, e não apenas rotas específicas.

A proposta em discussão prevê que empresas cuja atuação seja predominantemente regional possam ter toda a sua malha considerada para fins de aplicação da redução tributária.

As regras fazem parte da preparação do setor para a implementação da nova estrutura de impostos. Segundo Longo, a regulamentação da reforma tributária é atualmente uma das principais prioridades da Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Brasil prepara estrutura para mobilidade aérea avançada

A transformação do setor também envolve o desenvolvimento de novos modelos de transporte. Entre eles estão as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs, além dos drones.

Durante o evento, a diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Julia Lopes, apresentou iniciativas do governo para preparar o país para a mobilidade aérea avançada.

A estruturação desse novo mercado exige integração entre diferentes áreas, incluindo espaço aéreo, vertiportos, telecomunicações, energia, segurança operacional, combate a incêndios, controle de ruído, saúde e proteção de dados.

A SAC também trabalha na elaboração de uma Política Nacional de Mobilidade Aérea Avançada, que deverá estabelecer diretrizes para o desenvolvimento do segmento e oferecer maior previsibilidade para empresas e investidores.

Novos veículos podem ampliar conexões regionais

A expectativa do governo é que a mobilidade aérea avançada complemente a infraestrutura existente e ajude a conectar cidades e regiões menores a aeroportos regionais e grandes centros.

A integração entre diferentes modais e novas tecnologias poderá ampliar a capilaridade do transporte aéreo e criar alternativas de deslocamento para passageiros.

Para isso, o planejamento precisa considerar desde as características do espaço aéreo e dos locais de operação até questões relacionadas ao impacto ambiental, segurança, ruído e infraestrutura energética.

Governo propõe novas regras para risco de fauna

A segurança operacional também esteve entre os temas discutidos no evento. A SAC apresentou uma proposta para aprimorar o gerenciamento do risco da fauna, questão relacionada à possibilidade de colisões entre aeronaves e animais.

A coordenadora de Segurança Operacional e Carga da SAC, Raquel Rocha, detalhou a proposta de decreto que regulamenta a Lei nº 12.725/2012. A legislação estabelece a Área de Segurança Aeroportuária (ASA), que corresponde a um raio de 20 quilômetros a partir do centro geométrico da maior pista de cada aeroporto.

Programa nacional terá atuação integrada

A proposta cria o Programa Nacional de Gerenciamento do Risco da Fauna e define atribuições para diferentes agentes envolvidos na prevenção de ocorrências.

Entre eles estão órgãos federais, prefeituras, operadores aeroportuários e responsáveis por atividades capazes de atrair animais para áreas próximas aos aeroportos.

O texto também prevê ações de fiscalização, monitoramento e integração entre órgãos públicos. A minuta foi elaborada conjuntamente pelo Ministério de Portos e Aeroportos, Ministério da Defesa e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O documento está em análise na Casa Civil.

A proposta prevê ainda a criação do Comitê Nacional de Gerenciamento do Risco da Fauna, que será coordenado pela SAC e terá representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Ministério da Defesa e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Segurança depende também do entorno dos aeroportos

A estratégia pretende ampliar o gerenciamento do risco para além dos limites físicos dos aeroportos.

Isso ocorre porque a possibilidade de colisões com animais está relacionada também ao uso e à ocupação do solo no entorno dos aeródromos. Atividades que favorecem a presença de fauna nas proximidades podem aumentar os riscos para as operações.

A integração entre segurança aeroportuária, planejamento urbano, fiscalização e gestão ambiental será, portanto, um dos pontos centrais para reduzir ocorrências e garantir maior segurança à aviação brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Aeroportos

Aviação brasileira chega a 88,6 milhões de passageiros em 2026

A aviação brasileira segue em expansão em 2026. Entre janeiro e agosto, 88,6 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo em voos domésticos e internacionais no país. O volume representa crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram transportados 11,5 milhões de passageiros, maior movimentação para o mês, segundo os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado representa avanço de 2,5% na comparação com agosto do ano anterior.

Mercado doméstico concentra maior número de passageiros

Os voos dentro do Brasil responderam pela maior parcela da movimentação acumulada no ano. O mercado doméstico registrou 68 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, alta de 3,8% frente ao mesmo período de 2025.

Já o mercado internacional contabilizou 20,6 milhões de passageiros, crescimento de 7,6% no acumulado do ano.

Em agosto, a movimentação também avançou nos dois segmentos. Os voos domésticos transportaram 8,9 milhões de passageiros, aumento de 2,3%. Nas rotas internacionais, foram 2,5 milhões de passageiros, alta de 3,4%.

Demanda e oferta de voos avançam

Os indicadores de demanda aérea e oferta de voos também apresentaram crescimento em agosto.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, a demanda aumentou 3,3% no mercado doméstico e 4% no mercado internacional.

A oferta, por sua vez, cresceu 6,8% nos voos domésticos e 4,3% nas operações internacionais.

Transporte de cargas mantém ritmo de crescimento

O desempenho positivo também foi registrado no transporte aéreo de cargas. Em agosto, o setor movimentou 121,5 mil toneladas de mercadorias, volume 8,6% maior que o registrado no mesmo mês de 2025.

O segmento internacional respondeu por 82 mil toneladas, com crescimento de 10,9%. No mercado doméstico, foram transportadas 39,5 mil toneladas, alta de 4%.

Considerando os oito primeiros meses do ano, o transporte aéreo já movimentou 922,5 mil toneladas de cargas, avanço de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Dados acompanham desempenho da aviação nacional

Os números fazem parte do relatório de demanda e oferta da aviação civil elaborado pela Anac. O levantamento acompanha indicadores como passageiros transportados, movimentação de cargas, demanda e oferta nos mercados doméstico e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Floripa-Airport

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Aeroportos

Infraestrutura da aviação: entenda os principais termos usados nos aeroportos

Termos como hub aeroportuário, slots, cabeceira de pista e faixa de pista aparecem com frequência nas notícias sobre aviação, mas nem sempre são fáceis de compreender para quem utiliza o transporte aéreo apenas como passageiro.

Por trás dessas expressões estão estruturas, sistemas e procedimentos fundamentais para organizar o fluxo de aeronaves, passageiros e cargas e, principalmente, garantir a segurança das operações aeroportuárias.

Para facilitar a compreensão do noticiário sobre infraestrutura da aviação, confira o significado de alguns dos conceitos mais utilizados no setor.

O que é hub aeroportuário?

Um hub aeroportuário é um aeroporto que funciona como um grande ponto de conexão entre diferentes voos. Em vez de atender apenas passageiros que têm aquela cidade como destino final, o terminal concentra rotas de várias origens e destinos.

Nesse modelo, o passageiro pode desembarcar de uma aeronave e embarcar em outra para continuar a viagem.

No Brasil, aeroportos como Guarulhos (SP), Brasília (DF), Congonhas (SP), Galeão (RJ) e Recife (PE) exercem papel relevante na conexão da malha aérea brasileira, embora tenham diferentes características e níveis de concentração de voos.

O que é a cabeceira da pista?

A cabeceira de pista corresponde a uma das extremidades da pista utilizada para pousos e decolagens. É a partir de uma delas que a aeronave inicia a decolagem ou em direção a uma delas que segue durante o pouso.

Cada cabeceira recebe uma identificação numérica relacionada à direção em que a pista está orientada. Como uma pista pode ser utilizada nos dois sentidos, suas extremidades possuem números diferentes.

Por isso, quando uma notícia menciona obras ou intervenções em cabeceiras, a medida pode envolver sinalização, adequações ou melhorias na infraestrutura aeroportuária.

O que é pista de taxiamento?

A pista de taxiamento, também chamada de taxiway, é o caminho utilizado pelos aviões para circular entre a pista de pouso e decolagem, o pátio e outras áreas do aeroporto.

Após pousar, por exemplo, o avião deixa a pista principal por uma taxiway e segue até o ponto onde ficará estacionado. Antes da decolagem, percorre o trajeto contrário para chegar à pista.

O que significa RESA?

A sigla RESA vem do inglês Runway End Safety Area e identifica a área de segurança localizada além do final da pista de pouso e decolagem.

Sua finalidade é ampliar a proteção em situações nas quais uma aeronave ultrapasse a extremidade da pista durante um pouso ou uma decolagem.

As características e a implantação dessa área fazem parte dos requisitos de segurança aeroportuária. Por isso, obras ou adequações em uma RESA podem aparecer em projetos de modernização de aeroportos.

O que é faixa de pista?

A faixa de pista é a área que circunda a pista de pouso e decolagem e vai além da superfície pavimentada utilizada diretamente pelas aeronaves.

Ela contribui para reduzir riscos e proteger as operações caso uma aeronave saia acidentalmente da área pavimentada.

Por esse motivo, a faixa precisa seguir requisitos específicos e ter restrições quanto à presença de determinados obstáculos. As exigências variam conforme as características e o tipo de operação de cada aeroporto.

Para que serve o balizamento?

O balizamento aeroportuário reúne luzes e outros sistemas de sinalização utilizados para orientar os pilotos durante as operações.

Esses recursos ajudam a identificar pistas, taxiways e outras áreas do aeroporto, especialmente durante a noite ou em situações de baixa visibilidade.

Assim, quando uma obra inclui melhorias no balizamento, trata-se de uma intervenção diretamente relacionada à segurança e à operação dos aeroportos.

O que são lado ar e lado terra?

Outra divisão comum nos aeroportos é entre lado ar e lado terra.

O lado terra corresponde às áreas às quais o público normalmente tem acesso, como entradas e espaços de circulação dos terminais.

Já o lado ar engloba as áreas destinadas às atividades aeronáuticas, incluindo pistas, pátios e estruturas de acesso restrito.

A separação desses ambientes ajuda a organizar a circulação de passageiros, funcionários, veículos e aeronaves, além de contribuir para o cumprimento dos procedimentos de segurança.

Por que conhecer os termos da aviação?

Embora sejam expressões técnicas, esses conceitos ajudam a entender como diferentes partes de um aeroporto trabalham em conjunto.

A operação começa com o planejamento de voos e conexões e envolve uma série de estruturas responsáveis por orientar as aeronaves, organizar o fluxo no terminal e reduzir riscos durante pousos, decolagens e deslocamentos em solo.

Por isso, uma obra em uma pista, uma adequação na faixa de segurança ou uma melhoria no balizamento não deve ser vista como uma intervenção isolada. Cada medida integra um sistema mais amplo de infraestrutura aeroportuária, criado para garantir operações seguras e eficientes e melhorar a experiência dos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Aviação doméstica brasileira bate recorde histórico e movimenta 59 milhões de passageiros em 2026

A aviação doméstica brasileira registrou, entre janeiro e julho de 2026, a maior movimentação de passageiros para o período desde o início da série histórica, em 2000. Ao todo, foram 59 milhões de passageiros em voos nacionais, segundo dados da Agência Nacional de Aviação.

O resultado representa uma alta de 4,04% em comparação com os 57 milhões de passageiros contabilizados nos sete primeiros meses de 2025.

Julho também registra recorde nos voos domésticos

O desempenho positivo se manteve em julho. Durante o mês, 9,1 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos no país, o maior volume já registrado para julho.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento foi de 1,85%, reforçando o avanço da movimentação no transporte aéreo nacional.

Aviação internacional também cresce

O aumento no fluxo de passageiros não ficou restrito aos voos nacionais. Entre janeiro e julho de 2026, a movimentação internacional chegou a 17,7 milhões de passageiros, alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em julho, o setor também alcançou um recorde histórico para o mês. Foram 2,7 milhões de passageiros em voos internacionais, número 4,2% maior do que o registrado em julho de 2025.

Turismo de negócios movimenta R$ 8,4 bilhões

O turismo de negócios também apresentou crescimento nos primeiros sete meses de 2026. O segmento alcançou R$ 8,4 bilhões em faturamento, resultado 8% superior aos R$ 7,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Os dados apontam para um cenário de expansão tanto no mercado aéreo doméstico quanto nas viagens internacionais e no turismo corporativo brasileiro.

FONTE: Agência Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Rafa Neddermeyer

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Aeroportos

Aeroporto de Brasília é eleito o mais pontual do mundo entre terminais de médio porte

O Aeroporto Internacional de Brasília alcançou pela primeira vez a liderança mundial no ranking de pontualidade entre aeroportos de médio porte. O resultado foi divulgado com base no levantamento da Cirium, consultoria internacional especializada em dados da aviação, referente a julho de 2026.

Administrado pela Inframerica, o terminal já havia ocupado a segunda posição global nos dois anos anteriores. Com o novo resultado, Brasília também se consolida como o aeroporto mais pontual do Brasil na categoria.

Brasília registra 90,66% de voos dentro do horário

A conquista ocorreu em um dos períodos de maior movimento do ano. Em julho, o Aeroporto de Brasília contabilizou 10.369 voos e aproximadamente 1,6 milhão de passageiros.

Mesmo com o elevado volume de operações, 90,66% dos voos partiram ou chegaram dentro do horário previsto, índice que garantiu a primeira colocação mundial entre os aeroportos de médio porte.

Segundo a Inframerica, o desempenho é resultado de um trabalho contínuo de planejamento, coordenação operacional e integração entre os diferentes agentes envolvidos na operação aeroportuária.

Pontualidade influencia toda a malha aérea

Por funcionar como um dos principais hubs aeroportuários do Brasil, Brasília concentra um volume expressivo de passageiros em conexão. Por isso, o desempenho do terminal tem impacto que vai além dos passageiros que utilizam diretamente o aeroporto.

A manutenção dos voos dentro dos horários previstos ajuda a evitar a propagação de atrasos para outras etapas da viagem e contribui para a regularidade da malha aérea brasileira.

Josmario Brito, superintendente de Operação e Segurança da Inframerica, destaca que a pontualidade do terminal interfere diretamente na confiabilidade das conexões e na operação de outros aeroportos.

Aeroporto de Brasília está entre os mais pontuais desde 2017

O terminal brasiliense aparece desde 2017 entre os cinco aeroportos mais pontuais do mundo em sua categoria.

Nos dois últimos anos, Brasília havia terminado o ranking na segunda colocação. A liderança alcançada em julho de 2026 representa, portanto, a melhor posição já obtida pelo aeroporto no levantamento internacional.

Para a Inframerica, a evolução está relacionada a investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária, tecnologia, planejamento operacional e integração com os parceiros que atuam no terminal.

Eficiência beneficia passageiros e companhias aéreas

Os altos índices de pontualidade produzem efeitos em diferentes etapas da operação.

Para os passageiros, uma maior regularidade significa mais previsibilidade nas viagens, redução do risco de perda de conexões e menor impacto provocado por atrasos.

Para as companhias aéreas, operações mais pontuais podem contribuir para otimizar a utilização das aeronaves e reduzir custos relacionados a atrasos, como consumo adicional de combustível e necessidade de reorganização das equipes.

O Aeroporto de Brasília conta ainda com duas pistas paralelas, que permitem operações simultâneas, além de infraestrutura e equipes voltadas à manutenção da eficiência operacional.

Veja os cinco aeroportos de médio porte mais pontuais em julho de 2026

O levantamento da Cirium colocou cinco aeroportos no topo da categoria em julho:

  1. Brasília (BSB): 90,66% de voos pontuais
  2. Belo Horizonte (CNF): 88,47%
  3. Viracopos (VCP): 87,27%
  4. Tocumen, Panamá (PTY): 86,84%
  5. Sardar Vallabhbhai Patel, Índia (AMD): 86,47%

A liderança reforça a posição de Brasília como um dos principais hubs da aviação brasileira e destaca o papel da eficiência operacional para o funcionamento integrado do transporte aéreo.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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