Tecnologia

Robôs humanoides no trabalho: o que sobra para os humanos na era da automação

A presença de robôs humanoides nos ambientes corporativos deixou de ser ficção científica. Em 2025, máquinas com braços e pernas já começam a circular por fábricas e centros de distribuição, caminhando ainda de forma limitada — mas real. Empresas como Agility Robotics, Tesla e Figure apostam na produção em escala desses sistemas, transformando modelos antes vistos apenas como demonstrações futuristas em equipamentos de logística prontos para testes no mundo físico.

Humanoides avançam, mas ainda são frágeis
Apesar do avanço tecnológico, esses robôs continuam longe de alcançar a desenvoltura humana. Eles caem, travam e enfrentam dificuldades para executar tarefas simples, sobretudo fora de ambientes controlados. No universo real — imprevisível e cheio de variáveis — a tecnologia ainda está aprendendo a lidar com complexidade.
Mesmo com as limitações, 2025 marca uma virada simbólica: a discussão deixou de ser “quando teremos um robô funcional?” e passou a ser “quanto custa colocar dezenas deles trabalhando na operação?”. A automação humanoide começa a ser tratada como infraestrutura e não mais como espetáculo tecnológico.

Promessas e limites da automação humanoide
As expectativas permanecem amplas. Esses robôs devem assumir tarefas repetitivas, aumentar a segurança industrial, otimizar custos e liberar profissionais para atividades mais criativas e estratégicas. Porém, o ritmo da revolução robótica será mais progressivo do que os vídeos virais sugerem.
A transformação acontecerá gradualmente — um avanço por vez, alternado com tropeços inevitáveis, como qualquer inovação que tenta replicar a complexidade do corpo humano.

O impacto real no emprego
O debate sobre “robôs substituindo empregos” ganha uma nuance mais realista. Em vez de substituir profissionais de forma ampla, a tendência é que as máquinas ocupem funções pouco desejadas, marcadas por repetição e baixa complexidade. Para muitos setores, isso pode significar um ganho de produtividade e até uma melhoria nas condições de trabalho.

Enquanto isso, competências humanas — como improviso, empatia, criatividade, interpretação de contexto e capacidade de adaptação — continuam sendo diferenciais impossíveis de replicar no curto prazo. Inteligência emocional, por exemplo, permanece muito distante das habilidades robóticas.

2025: entre expectativas e realidade
Os humanoides ainda não dobram roupas, não preparam café e tampouco entendem ironia. Misturam avanços sólidos com demonstrações cuidadosamente coreografadas, típicas de vídeos promocionais. Sua presença no mercado está consolidada, mas a promessa de que dominarão todas as funções ainda está distante.

O verdadeiro desafio para o futuro
Quando a automação enfim assumir as funções mais repetitivas, uma pergunta central permanecerá: o que faremos com o tempo livre que surgirá? Responder a isso pode ser tão desafiador — e transformador — quanto construir robôs capazes de subir escadas sem tropeçar.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cemile Bingol/Getty Images

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Tecnologia

Trabalho opcional: a visão de Elon Musk sobre o futuro moldado pela inteligência artificial

A ideia de que o trabalho poderá se tornar opcional deixou de ser pura ficção científica para ganhar espaço no debate público. Durante o Fórum de Investimentos EUA–Arábia Saudita, em Washington, Elon Musk afirmou que, em 10 a 20 anos, robôs e sistemas de inteligência artificial avançada poderão assumir praticamente todas as funções profissionais. Segundo ele, trabalhar será comparável a praticar um hobby.
Em sua visão, a automação massiva também tornaria o dinheiro irrelevante, já que máquinas garantiriam a produção de bens e serviços de forma abundante.

Uma realidade distante — ou mais próxima do que parece?
Enquanto milhões de pessoas no mundo buscam estabilidade em meio à volatilidade econômica, tendências como quiet quitting e office frogging refletem estratégias de sobrevivência no ambiente corporativo. Por outro lado, empresas de tecnologia têm intensificado jornadas exaustivas — como o modelo “9-9-6” — na tentativa de se manterem competitivas na corrida da IA.

Para Musk, entretanto, esse cenário poderá mudar radicalmente. Ele afirma que, na próxima década, rotinas de excesso de trabalho e a pressão por renda extra serão substituídas pela liberdade de escolher trabalhar ou não, graças à automação total.

Nem todos terão a mesma escolha
Especialistas acreditam que parte dessa previsão pode se concretizar, mas não para todos. Ali Gohar, CHRO da Software Finder, avalia que profissionais altamente qualificados poderão, sim, reduzir a dependência do trabalho devido à automação crescente.
Ele aponta que funções de SaaS B2B, sistemas low-code, copilotos de IA e plataformas administrativas automatizadas já estão tornando vários cargos redundantes.

Para ele, a grande divisão será entre quem poderá se dar ao luxo de não trabalhar e quem ainda dependerá do emprego como meio de sobrevivência.

A crítica ao modelo de trabalho que Musk imagina
Kaz Hassan, diretor de insights da plataforma Unily, discorda do bilionário e afirma que Musk se baseia em um modelo ultrapassado, que mede trabalho apenas por tarefas entregues e horas produtivas.
Segundo Hassan, a IA é excelente em reconhecer padrões e otimizar processos, mas não substitui habilidades humanas essenciais — como sensibilidade cultural, julgamento estratégico e capacidade de conexão entre pessoas.

Ele observa que empresas que buscam automatizar tudo estão percebendo que o trabalho humano “difícil de medir” é, na verdade, sua maior vantagem competitiva. O desafio agora é abandonar o “teatro da produtividade” e repensar como valorizar aportes realmente humanos.

O que vem pela frente?
Para Hassan, as organizações de destaque no futuro não serão as que substituírem pessoas por máquinas, mas as que formarem “supertrabalhadores” — profissionais capazes de integrar pensamento crítico, criatividade e sensibilidade humana com ferramentas de IA.
Atividades como criar conexões, traduzir culturas internas, provocar reflexões e interpretar problemas continuarão sendo diferenciais exclusivamente humanos no ambiente corporativo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Inovação

Amazon amplia rede logística no Brasil e alcança 250 centros de distribuição em 2025

Expansão histórica reforça presença da Amazon no e-commerce brasileiro

A Amazon atingiu a marca de 250 centros logísticos espalhados por todos os estados do Brasil, consolidando um dos maiores crescimentos da sua operação no país. A expansão, que adicionou mais de 100 novas unidades apenas em 2025 — o equivalente a dois novos centros por semana —, faz parte da estratégia de acelerar prazos de entrega, ampliar a capacidade de armazenamento e fortalecer a presença da empresa no comércio eletrônico nacional.


Investimentos bilionários e foco em inovação

Somente em 2024, a companhia investiu R$ 13,6 bilhões em inovação, automação e no apoio a vendedores locais. Hoje, a operação brasileira da Amazon emprega mais de 36 mil profissionais, entre funcionários diretos e indiretos.

“Nosso DNA nos permitiu ser uma empresa de alto crescimento, atenta às nuances locais e preparada para continuar em ritmo acelerado”, afirmou Juliana Sztrajman, presidente da Amazon Brasil.


Apoio a empreendedores e redução de custos

A expansão logística veio acompanhada de medidas voltadas aos mais de 100 mil vendedores parceiros da plataforma. A Amazon anunciou a gratuidade do programa Fulfillment by Amazon (FBA) até dezembro e reduziu taxas de outros serviços, como o Delivery By Amazon (DBA) e o FBA Onsite.

Segundo a empresa, o objetivo é facilitar o acesso dos empreendedores à infraestrutura logística da Amazon, ampliando o alcance de seus produtos para consumidores em todo o país e no exterior.


Inteligência artificial impulsiona operações

A implementação de inteligência artificial e automação foi essencial para acelerar a transformação logística no Brasil. Em apenas seis anos, a Amazon passou de um único centro de distribuição para 250, reduzindo em 77% o tempo médio de implantação de novas unidades.

Além da expansão física, o catálogo de produtos também cresceu de 1 milhão para 180 milhões de itens, sendo 30 milhões adicionados somente em 2025.


Cobertura nacional e experiência aprimorada

Com uma rede logística totalmente distribuída, a Amazon afirma alcançar 100% dos municípios brasileiros. Outro destaque é que 78% das vendas do marketplace ocorrem fora do estado de origem dos vendedores, demonstrando a abrangência e eficiência do modelo.

“Com nossa rede logística e tecnologia em todo o país, estamos acelerando entregas e aprimorando a experiência dos clientes”, reforça Sztrajman.

Fonte: Com informações da Amazon Brasil.
Texto: Redação

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Comércio, Negócios

Referência em automação, Torfresma diversifica mercado e fortalece presença na América

Indústria de São Miguel do Oeste produz equipamentos robotizados para diversas linhas produtivas e exporta para países estratégicos, atendendo gigantes do setor industrial

Com forte presença em toda a América, a Torfresma, de São Miguel do Oeste, tornou-se referência em automação para indústrias de diversos setores. A origem do negócio foi um torno mecânico, adquirido por Claudimar Bortolin depois de vender seu carro Escort.  

Segundo Bortolin, a Torfresma desenvolve máquinas e equipamentos para o abate, desossa e pré-embalagem de bovinos e suínos, além da área de packing, com soluções para encaixotamento, encartuchamento e paletização que atendem indústrias de diversos segmentos.

“Quando demos início ao negócio, tínhamos um objetivo muito claro: prestar serviços de tornearia, fresagem e manutenção. Depois, entramos no ramo frigorífico, a partir de 2009, investimos em automação e começamos a desenvolver os primeiros equipamentos robóticos”, relata Bortolin. Desde o lançamento da primeira cadeira ergonômica para frigoríficos, em 1997, até a aposta na automação industrial em 2009 e o início de operações no exterior, a Torfresma já implantou 1,5 mil linhas de produção para 350 clientes. 

Alçando novos voos

Há dez anos, a indústria de São Miguel do Oeste exporta parte da sua produção para diversos países da América. “Percebi que o Brasil seria pequeno para a Torfresma”, brinca o empresário. Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile foram os primeiros destinos. “Anualmente a gente cresce dois dígitos por ano e a expectativa é seguir nessa toada, sempre com foco nos três pilares que sustentam o nosso negócio: seriedade, honestidade e comprometimento”. 

Hoje, são 500 colaboradores diretos com operações em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, além de escritórios nos Estados Unidos e no Chile. 

Fonte: FIESC

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