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França envia avião de patrulha ao Mar Negro após ataques a navios mercantes

A França enviou uma aeronave de patrulhamento marítimo ao Mar Negro para reforçar a vigilância da navegação comercial e proteger infraestruturas energéticas estratégicas. A mobilização ocorre após uma sequência de ataques contra embarcações mercantes nas proximidades das costas da Romênia e da Bulgária.

Nas últimas três semanas, pelo menos oito navios comerciais foram atacados na porção ocidental do Mar Negro. Os episódios deixaram aproximadamente 34 marinheiros mortos ou desaparecidos, segundo as informações divulgadas. Até o momento, nenhum país ou grupo reivindicou a autoria das agressões.

Aeronave francesa realizará missões de reconhecimento até novembro

O avião de patrulha marítima Atlantique 2 chegou à base aérea de Mihail Kogălniceanu, na Romênia, em 18 de outubro. A previsão é que a aeronave permaneça em atividade na região até 6 de novembro.

A missão tem como objetivo identificar possíveis ameaças à navegação e ampliar a proteção de instalações estratégicas localizadas na zona econômica exclusiva romena.

O trabalho francês complementará as operações já realizadas pelas forças locais, que utilizam navios militares, helicópteros e sistemas não tripulados para monitorar a área marítima.

Otan reforça vigilância diante da escalada de ataques

O envio da aeronave francesa integra os esforços de fortalecimento da presença defensiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Mar Negro.

No início de outubro, caças F-16 romenos derrubaram dois drones russos sobre águas territoriais da Romênia, segundo o relato apresentado. O episódio contribuiu para elevar o nível de atenção das forças de defesa na região.

Diante do aumento dos riscos operacionais, a aliança atlântica anunciou o envio adicional de aeronaves de patrulhamento marítimo, radares e drones para ampliar a capacidade de vigilância e detecção de ameaças.

As autoridades navais romenas também mantêm alertas direcionados à frota mercante, com atualizações sobre os riscos marítimos e orientações para a utilização de rotas consideradas seguras.

Ataques a embarcações ampliam preocupação com a guerra

A intensificação das operações de segurança ocorre em meio ao temor de que o conflito entre Rússia e Ucrânia produza consequências cada vez maiores para a navegação comercial no Mar Negro.

Recentemente, o ministro da Defesa da Bulgária, Dimitar Stoyanov, informou que drones navais atingiram um navio porta-contêineres próximo à costa búlgara. A autoria do ataque não foi determinada.

A sequência de incidentes contra embarcações civis e o aumento da atividade militar reforçam as preocupações com a segurança marítima no Mar Negro, uma área estratégica para o comércio internacional e para a infraestrutura energética regional.

Com o patrulhamento francês e o reforço dos recursos de vigilância da Otan, os países envolvidos buscam ampliar a capacidade de identificar ameaças, proteger ativos estratégicos e reduzir os riscos enfrentados pelos navios mercantes que circulam pela região.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Internacional

OMI pede respeito à liberdade de navegação após ataques a navios no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou preocupação diante dos recentes ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz, que resultaram na morte de pelo menos sete tripulantes e deixaram vários marinheiros feridos, alguns em estado grave.

O alerta foi feito pelo secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, que reforçou a necessidade de garantir a liberdade de navegação e a segurança das operações marítimas em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

Declaração foi feita durante reunião técnica da OMI

O posicionamento ocorreu durante a abertura da 12ª sessão do Subcomitê de Sistemas e Equipamentos Navais (SSE) da OMI, realizada na sede da organização, em Londres, com programação até o dia 13 de março.

Na ocasião, Domínguez classificou como inadmissíveis os ataques contra embarcações civis e profissionais do setor marítimo.

Segundo ele, “qualquer ataque contra tripulantes inocentes ou navios mercantes é inaceitável”, ressaltando que os marítimos desempenham papel essencial no transporte global de mercadorias e energia.

OMI reforça princípio da liberdade de navegação

Durante o pronunciamento, o secretário-geral destacou que o respeito à liberdade de navegação é um dos pilares do direito marítimo internacional e deve ser preservado por todas as partes envolvidas.

Diante do cenário de instabilidade na região, a organização recomendou que empresas de navegação e operadores marítimos redobrem os cuidados ao transitar pelo Estreito de Ormuz, avaliando inclusive a possibilidade de evitar a área quando necessário.

A região é considerada estratégica para o comércio internacional, especialmente no transporte de petróleo e energia, o que amplia o impacto potencial de incidentes de segurança.

Organização monitora situação e alerta para risco de desinformação

A OMI informou que segue acompanhando a evolução do cenário e reforçou que decisões operacionais no setor marítimo devem se basear em informações verificadas e confiáveis.

A entidade também alertou para o risco da desinformação, que pode comprometer avaliações de risco e estratégias de navegação em áreas sensíveis.

Como medida de apoio ao setor, a organização lançou um portal informativo dedicado, com atualizações sobre a situação na região. O objetivo é fornecer dados atualizados para marítimos, companhias de navegação e autoridades marítimas.

Solidariedade às vítimas e profissionais do setor

Ao final de sua manifestação, Domínguez expressou solidariedade aos marinheiros feridos, às famílias das vítimas fatais e aos profissionais que continuam operando em zonas marítimas consideradas de alto risco.

Ele também destacou a importância de proteger os trabalhadores do transporte marítimo, responsáveis por sustentar grande parte da logística e do comércio global.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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