Mercado Internacional, Tecnologia

Audaces anuncia nova unidade na Índia e amplia presença na Ásia

Empresa de tecnologia para a indústria da moda planeja iniciar operação em 2026; já possui operação em Florianópolis, Palhoça, Joinville, além dos Estados Unidos, Itália, Portugal, México e Colômbia

Presente em mais de 100 países, a Audaces, empresa de tecnologia para a indústria têxtil e de confecções, vai ampliar sua atuação na Ásia. A empresa de Florianópolis deve abrir em 2026 uma unidade na Índia, revelou o empresário Claudio Grando na reunião de diretoria da FIESC nesta sexta-feira, dia 23. 

A Audaces já possui operação em Florianópolis, Palhoça, Joinville, além dos Estados Unidos, Itália, Portugal, México e Colômbia. Atende clientes nacionais, como Latam, Renner, C&A, Morena Rosa e Farm, além de internacionais, como Dolce e Gabbana e Giorgio Armani. 

“Ser multinacional nos permite compreender os movimentos que acontecem na moda e qual é o futuro deste segmento, principalmente em termos de modelos de negócios. Assim, conseguimos entender quais tecnologias a gente pode desenvolver para atender modelos que estão surgindo”, frisa. 

Tecnologias em constante desenvolvimento

Há soluções sendo desenvolvidas para os próximos três anos. Grando já fala em indústria 5.0 e destaca que “para desenvolver tecnologias, a gente precisa focar em crescimento”. O executivo frisa ainda que a indústria catarinense faz coisas fantásticas e precisa buscar mercados de maior valor agregado.

Atualmente, cerca 20 mil indústrias são atendidas e 80 mil profissionais utilizam softwares e equipamentos desenvolvidos pela Audaces, famosos por acelerar processos criativos e otimizar o tempo de produção. 

Fonte: FIESC

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Nova rota marítima conectará Brasil e Ásia em menos tempo

Produtos exportados do porto do Pecém, no Ceará, terão o prazo de entrega reduzido em 14 dias.

O porto do Pecém (CE) inaugurou uma rota marítima que reduzirá o tempo de navegação da China para o Ceará de 60 para 30 dias.

A iniciativa, chamada Serviço Santana, promete reduzir significativamente o tempo de transporte de cargas entre os 2 extremos do mundo, consolidando o Ceará como um novo pólo estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Para os produtos exportados do Ceará, o prazo de entrega será reduzido em 14 dias, uma vantagem logística que beneficiará especialmente o comércio de produtos perecíveis, como frutas e carnes.

A rota é operada pela MSC em colaboração com a APM Terminals e visita os principais portos da Ásia, como Yantian, Ningbo, Shanghai, Qingdao (China), Busan (Coreia do Sul) e Mundra (Índia), além de Cingapura.

De lá, os navios cruzam o oceano Pacífico, passam pelo Canal do Panamá, Cristóbal (Panamá) e Caucedo (República Dominicana) e chegam diretamente ao porto de Pecém. Em seguida, seguem para outros portos brasileiros como Suape (Pernambuco), Salvador (Bahia) e Santos (São Paulo).

Antes da nova rota, as mercadorias da Ásia chegavam ao porto de Santos (SP), e depois eram transportadas para o nordeste brasileiro por meio de navegação costeira. Esta rota continuará operando, mas sua utilização será otimizada com a redução de tempo proporcionada pelo novo trajeto.

Segundo o presidente do CIPP (Complexo Industrial e Portuário do Pecém), Max Quintino, a nova rota tem potencial para aumentar o volume operacional do porto em 10%, com estimativa de aumento de 1.200 contêineres adicionais por semana.

“A nova rota marítima entre a China e Fortaleza reduz significativamente o tempo de transporte de cargas e melhora a logística. O tempo de viagem diminuirá de aproximadamente 60 dias para apenas 30 dias, tornando o Estado mais competitivo no comércio exterior”, afirmou.

Entre os produtos importados que serão mais beneficiados com a nova rota estão combustíveis minerais, ferro, minério, maquinário, materiais elétricos e plásticos. Já para a exportação, serão beneficiados granito, mármore, castanha de caju, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados, têxteis e produtos de e-commerce, segundo Quintino.

Plataformas digitais chinesas como Shopee e AliExpress também serão beneficiadas, já que o porto do Pecém será a 1ª parada de navios no Brasil, reduzindo custos operacionais e prazos de entrega. Espera-se um aumento de até 20% no volume de importações destinadas ao comércio eletrônico.

O anúncio desta nova rota ocorre com o aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, reforçando seu valor estratégico como alternativa logística para os fluxos asiáticos para a América Latina.

Entre os setores mais favorecidos está o Polo Automotivo do Ceará, que começará a montar seus primeiros veículos em novembro deste ano, com foco em modelos elétricos de origem chinesa. A expectativa é que o complexo atraia investimentos de pelo menos R$ 2,5 bilhões (US$ 500 milhões).

O valor pode aumentar nos próximos meses, segundo Quintino. O “timing foi uma coincidência”, diz ele, que entende que a nova rota “tem potencial para se consolidar como uma alternativa estratégica diante do atual cenário global”.

Fonte: Poder 360









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