Internacional

Canal Pinglu: China inaugura nova rota fluvial para ampliar comércio com a Asean

A China inaugurou o Canal Pinglu, uma das principais obras recentes de infraestrutura logística do país, com o objetivo de criar uma ligação mais rápida entre o sudoeste chinês e o litoral. A nova hidrovia conecta uma região distante do mar ao Golfo de Beibu, abrindo um caminho direto para os mercados internacionais e, especialmente, para os países da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

Com investimento de 72,7 bilhões de yuans, cerca de US$ 10,75 bilhões ou R$ 55,4 bilhões, o canal tem 134,2 quilômetros de extensão. A estrutura liga Hengzhou, na Região Autônoma Zhuang de Guangxi, ao Golfo de Beibu, considerado o acesso marítimo mais próximo de boa parte do sudoeste da China.

Canal reduz mais de 560 quilômetros no trajeto

O Canal Pinglu foi incorporado ao Novo Corredor Internacional de Comércio Terra-Mar, projeto estratégico destinado a conectar o interior da China aos mercados da Asean e a outras cadeias globais de abastecimento.

A nova rota permite reduzir em mais de 560 quilômetros o percurso das embarcações entre o sudoeste chinês e o oceano, em comparação com os caminhos tradicionais que utilizam portos de Guangdong.

A hidrovia foi projetada para receber navios de até 5 mil toneladas. Segundo as autoridades, a mudança poderá diminuir entre 18% e 30% os custos logísticos, com uma economia anual superior a 5 bilhões de yuans em despesas de transporte.

Ligação entre mercado chinês e Sudeste Asiático

Para Lu Xinning, vice-presidente do governo regional de Guangxi, a infraestrutura cria uma conexão logística entre o mercado chinês, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, e os quase 700 milhões de consumidores dos países da Asean.

A expectativa é que a nova rota não apenas facilite o transporte de cargas, mas também estimule investimentos internacionais e fortaleça a integração das cadeias de fornecimento entre a China e o Sudeste Asiático.

O empreendimento é considerado o primeiro grande canal de integração entre sistemas fluviais e marítimos planejado e coordenado em escala nacional desde a fundação da República Popular da China, em 1949.

Obra levou mais de quatro anos

A construção do Canal Pinglu levou mais de quatro anos. Grande parte do projeto aproveitou rios e canais já existentes, que foram ampliados e aprofundados. Em determinados pontos, porém, foi necessário realizar escavações em terra, inclusive em áreas de relevo montanhoso.

Cheng Yaofei, presidente da Guangxi Pinglu Canal Construction Co., empresa responsável pela obra, afirmou que os trabalhos envolveram desafios de engenharia para os quais não havia modelos ou precedentes diretamente aplicáveis.

Um dos principais obstáculos foi superar um desnível de 65 metros entre os diferentes níveis de água. Para isso, foram construídos três complexos de navegação com eclusas duplas.

Os sistemas também receberam mecanismos de reciclagem de água, que, segundo os responsáveis pelo projeto, permitem economizar mais de 1 bilhão de metros cúbicos do recurso por ano.

Projeto inclui medidas de preservação ambiental

A construção também incorporou medidas voltadas à preservação ambiental. Mais de 98% dos aproximadamente 315 milhões de metros cúbicos de terra e rocha retirados durante as escavações foram reaproveitados na própria obra.

O canal conta ainda com uma passagem para peixes de mais de 480 metros e uma estrutura destinada à travessia de animais terrestres. Entre as espécies beneficiadas estão gatos-maracajá e esquilos.

Nova rota pode mudar logística do sudoeste chinês

A inauguração ocorre no primeiro ano do 15º Plano Quinquenal da China, que abrange o período de 2026 a 2030. O governo chinês busca, nesse ciclo, promover maior equilíbrio no desenvolvimento regional e ampliar a abertura econômica do país.

O sudoeste da China historicamente apresentou desenvolvimento inferior ao das áreas costeiras do leste e enfrentou custos mais elevados para levar sua produção aos mercados internacionais.

Com o novo canal, produtos como carvão, minérios, grãos, materiais ligados à transição energética e componentes automotivos passam a contar com uma conexão mais direta com o exterior.

Segundo Meng Shuang, professora associada da Universidade Central de Finanças e Economia, a expectativa no curto prazo é transferir parte das cargas atualmente transportadas por rodovias e ferrovias para o transporte hidroviário.

A rota também pode deslocar parte do fluxo que atualmente passa pelo Estuário do Rio das Pérolas para o Golfo de Beibu. Em uma perspectiva de longo prazo, a redução dos custos para chegar ao mar pode estimular novos investimentos no interior e influenciar a distribuição das atividades industriais ao longo da rota.

Comércio entre China e Asean supera US$ 1 trilhão

A importância do projeto também está relacionada ao crescimento das relações comerciais entre a China e os países da Asean. O intercâmbio entre os dois lados ultrapassou US$ 1 trilhão pela primeira vez no ano passado.

Nos primeiros sete meses de 2026, o comércio bilateral China-Asean alcançou US$ 744,41 bilhões, alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor correspondeu a 21,8% de todo o comércio exterior chinês no período.

Representantes do setor empresarial e do meio acadêmico destacam o potencial da nova infraestrutura para facilitar o fluxo de mercadorias.

BeBe Zhao, presidente da Singapore-China Integrated Developments (Guangxi) Pte. Ltd., afirmou que produtos dos países da Asean poderão chegar com maior eficiência ao oeste chinês, enquanto produtos manufaturados da China poderão alcançar mercados internacionais por meio de centros logísticos regionais, como Singapura.

Na avaliação de Boonsub Panichakarn, da Faculdade de Logística e Cadeia de Suprimentos Digital da Universidade Naresuan, na Tailândia, o impacto do Canal Pinglu não se limita à redução da distância percorrida. A expectativa é de diminuição dos custos logísticos, do tempo de transporte e das incertezas ao longo das cadeias de abastecimento que conectam o Sudeste Asiático ao sudoeste da China.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Comércio

Comércio entre China e ASEAN supera US$ 1 trilhão pela primeira vez em 2025

O comércio entre a China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em 2025. O intercâmbio comercial entre os dois lados somou US$ 1,05 trilhão no ano, crescimento de 7,4% em relação a 2024.

A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo vice-ministro do Comércio da China, Yan Dong, que destacou a importância da parceria econômica entre as duas regiões.

A China mantém a posição de principal parceiro comercial da ASEAN há 17 anos consecutivos. No sentido inverso, o bloco ocupa o primeiro lugar entre os parceiros comerciais chineses há seis anos seguidos.

Comércio bilateral acelera em 2026

O ritmo de crescimento continuou nos primeiros meses de 2026. Entre janeiro e julho, o comércio entre China e ASEAN alcançou US$ 744,41 bilhões, alta de 24,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O montante representou 21,8% do comércio exterior chinês nos sete primeiros meses do ano, reforçando o peso da ASEAN nas relações comerciais da segunda maior economia mundial.

Os investimentos entre as duas partes também avançaram. Até julho, o investimento bilateral acumulado entre China e ASEAN, somado ao faturamento acumulado de projetos contratados por empresas chinesas no bloco, já havia ultrapassado US$ 515 bilhões.

Exposição China-ASEAN reunirá mais de 3 mil empresas

Os números foram apresentados durante uma coletiva de imprensa sobre a 23ª Exposição China-ASEAN, marcada para ocorrer entre 17 e 21 de setembro, em Nanning, capital da Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, no sul da China.

O evento deverá reunir mais de 2.200 empresas chinesas e aproximadamente mil companhias dos países integrantes da ASEAN.

Uma das novidades desta edição será a criação de uma área dedicada às demandas tecnológicas dos países da ASEAN. O espaço permitirá que empresas chinesas participem de rodadas de negócios direcionadas a partir das necessidades apresentadas pelos compradores e parceiros do Sudeste Asiático.

Inteligência artificial ganha espaço na feira

A exposição também ampliará a área dedicada à inteligência artificial (IA), criada na edição do ano passado.

O espaço apresentará tecnologias e aplicações de IA voltadas aos setores de consumo, empresas, governo e cooperação internacional.

Outra novidade será o lançamento de um “mercado de IA”, que reunirá mais de 400 modelos de produtos disponíveis para demonstração, testes presenciais e compra direta durante o evento.

China quer ampliar cooperação com ASEAN

Segundo Wang Liping, funcionário do Ministério do Comércio da China, o país pretende acelerar a entrada em vigor e a implementação do protocolo de atualização da Área de Livre Comércio China-ASEAN 3.0.

O acordo foi assinado em outubro de 2025 e deverá ampliar as possibilidades de cooperação econômica entre as duas partes.

Entre as áreas consideradas prioritárias estão a economia digital e o desenvolvimento verde, setores que devem ganhar maior participação na agenda comercial bilateral.

País asiático pretende aumentar importações da ASEAN

A estratégia chinesa também inclui a ampliação das compras de produtos de qualidade provenientes dos países da ASEAN.

De acordo com Wang, o objetivo é contribuir para o crescimento do comércio bilateral e, ao mesmo tempo, abrir novas frentes de cooperação em setores emergentes.

Entre as áreas que devem receber maior atenção estão o comércio de serviços, comércio digital e comércio verde.

A perspectiva é que esses segmentos complementem o comércio tradicional de bens e ampliem a integração econômica entre China e os países do Sudeste Asiático.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua/Zhang Jingang

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Comércio Internacional

Comércio Brasil-Asean pode superar EUA e União Europeia em futuro próximo

O comércio entre o Brasil e o Sudeste Asiático poderá ultrapassar, em um futuro próximo, as relações comerciais brasileiras com os Estados Unidos e a União Europeia. A projeção foi apresentada nesta terça-feira (18) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante encontro com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Kao Kim Hourn, em Brasília.

Comércio com a Asean cresce dez vezes

Segundo Mauro Vieira, o comércio Brasil-Asean apresentou forte expansão nas últimas duas décadas. Entre 2003 e 2025, o intercâmbio comercial entre as partes passou de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, um crescimento de dez vezes.

O chanceler destacou que o avanço aproxima o bloco asiático dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ele citou, por exemplo, que as exportações brasileiras para Singapura já superam as destinadas à Alemanha. O Brasil também vende mais para Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França.

A expansão ocorre em um momento de busca por novos mercados para os produtos brasileiros, especialmente diante do tarifaço dos Estados Unidos sobre parte das exportações nacionais. Nesse cenário, o governo brasileiro procura ampliar a diversificação das exportações e reduzir a dependência de mercados tradicionais.

Brasil quer ampliar parceria com a Asean

Durante a reunião, Mauro Vieira também manifestou o interesse do Brasil em obter o status de parceiro de diálogo da Asean. Atualmente, essa condição é concedida a países e blocos como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

Para o ministro, Brasil e países do Sudeste Asiático têm interesses convergentes em áreas como comércio internacional, investimentos, desenvolvimento sustentável e fortalecimento do Sul Global.

A Asean reúne países como Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor-Leste e Camboja, entre outros Estados-membros.

Asean busca estreitar relações com o Brasil

Kao Kim Hourn está no Brasil a convite do governo federal e cumpre uma agenda até sexta-feira (21), com reuniões previstas com ministros, empresários e representantes da academia.

Durante o encontro no Itamaraty, o secretário-geral ressaltou a importância atribuída pela Asean à aproximação com o Brasil. Segundo ele, a relação entre as duas partes está entre as mais dinâmicas e sustentáveis mantidas pelo bloco na América Latina.

Entre as áreas apontadas como prioritárias para novas parcerias estão investimentos, inovação, agricultura, segurança alimentar, energia renovável, desenvolvimento sustentável e ação climática.

Kao Kim Hourn também destacou a defesa conjunta do multilateralismo, do diálogo e da cooperação internacional. Na avaliação do secretário-geral, essa convergência pode contribuir para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem desafios comuns.

Bloco asiático amplia peso econômico

Além do crescimento do intercâmbio com o Brasil, a Asean vem aumentando sua relevância econômica global. Nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos países do bloco passou de US$ 2,5 trilhões para US$ 4,5 trilhões.

Os Estados-membros da associação reúnem mais de 700 milhões de habitantes, formando um mercado de grande dimensão para exportações brasileiras, investimentos e novas oportunidades de negócios.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Economia

China impulsiona uso do yuan na Ásia e reduz dependência do dólar

A China vem intensificando sua estratégia de ampliar o uso do yuan no comércio internacional, movimento que tem levado países asiáticos a diminuírem a dependência do dólar. A iniciativa, liderada por Pequim, inclui acordos com nações do Sudeste Asiático para viabilizar pagamentos em moedas locais e na divisa chinesa.

Acordos com a ASEAN fortalecem integração financeira

Os países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) estão no centro dessa transformação. A China tem firmado parcerias que permitem transações diretas em moedas locais e yuan, utilizando diferentes sistemas digitais adaptados a cada mercado.

Na Indonésia, por exemplo, foi lançado recentemente um sistema de pagamentos internacionais via QR Code, que possibilita transações entre países sem a necessidade de conversão para o dólar. A solução é vista como um avanço na integração econômica regional e na redução de riscos cambiais.

Pagamentos digitais ampliam uso do yuan

Outros países da região também avançam nessa direção. Na Tailândia, turistas chineses já utilizam carteiras digitais para pagamentos em yuan desde 2025. Iniciativas semelhantes estão em andamento no Vietnã, Malásia e Singapura, fortalecendo o comércio regional com menor dependência da moeda americana.

Além disso, autoridades financeiras chinesas têm intensificado o diálogo com bancos centrais asiáticos. Representantes da China participaram recentemente de encontros com membros da ASEAN, além de Japão e Coreia do Sul, para aprofundar a cooperação monetária.

Estratégia de desdolarização ganha força

O avanço faz parte de uma política mais ampla de desdolarização, que busca reduzir a influência do dólar nas transações globais. Ao mesmo tempo, a China tenta consolidar o yuan como alternativa viável no sistema financeiro internacional.

A estratégia também responde a tensões geopolíticas e ao receio de que o dólar seja utilizado como instrumento de pressão econômica. Nesse cenário, o fortalecimento de uma rede própria de pagamentos surge como prioridade para Pequim.

Sistema chinês de pagamentos cresce

Um dos pilares dessa estratégia é o Sistema de Pagamentos Interbancários Transfronteiriços (CIPS), desenvolvido como alternativa a plataformas ocidentais. A adesão crescente de bancos internacionais ao sistema tem ampliado a eficiência das operações comerciais com a China.

Com isso, analistas projetam um aumento no volume de transações internacionais em yuan, consolidando a moeda como uma opção mais robusta no comércio global.

Turismo e consumo também entram na estratégia

A China também aposta no turismo como ferramenta para expandir o uso da moeda. O país tem facilitado regras de visto e incentivado viagens entre nações asiáticas, estimulando gastos diretamente em yuan.

A Indonésia ilustra esse movimento: em 2025, recebeu cerca de 1,34 milhão de visitantes chineses, o maior número em seis anos. O fluxo também ocorre no sentido inverso, com a China figurando entre os destinos mais procurados por turistas indonésios.

Essa dinâmica fortalece o consumo e contribui para a expansão do uso internacional da moeda chinesa, alinhando-se aos objetivos econômicos do país.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jenhung Huang/Getty Images

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Investimento

Suape inicia missão estratégica na ASEAN para expansão global e atração de investimentos

O Complexo Industrial e Portuário de Suape deu início a uma missão estratégica no Sudeste Asiático com foco na expansão global, atração de investimentos e abertura de novas rotas marítimas que integrem o terminal pernambucano às principais conexões internacionais.

Roteiro internacional liderado por Suape

A comitiva, comandada pelo diretor-presidente Armando Bisneto, começou a agenda por Singapura e seguirá para Malásia e Indonésia. O objetivo é apresentar aos empresários, autoridades governamentais e instituições financeiras os projetos estruturantes em andamento, a infraestrutura disponível e o novo ciclo de desenvolvimento do complexo portuário.

Entre os destaques estão a construção do terminal de cargas e contêineres da APM Terminals, a implantação de duas fábricas de e-metanol e os avanços na transição energética, reforçando a proposta de tornar Suape um polo logístico competitivo e sustentável no comércio global.

Suape-Brasil-ASEAN: cooperação institucional

A missão, chamada Suape-Brasil-ASEAN, conta com apoio da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN e do Ministério das Relações Exteriores. O bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui Timor-Leste, Camboja, Brunei, Laos, Myanmar, Filipinas, Vietnã e Tailândia, é uma das regiões mais dinâmicas do comércio internacional.

Na Malásia, a comitiva visitará terminais portuários e complexos industriais, incluindo o maior polo de refino de petróleo e petroquímica do país. Durante a etapa, estão previstos Memorandos de Entendimento voltados à cooperação técnica e ao intercâmbio estratégico entre autoridades portuárias.

Em Jacarta, capital da Indonésia, o grupo se reunirá com o Secretariado-Geral da ASEAN e com dirigentes da Indonesia Investment Authority, fundo soberano voltado a investimentos em infraestrutura, economia digital, saúde e economia verde.

Fortalecimento da presença internacional de Suape

Segundo o diretor-presidente, a missão é continuidade das articulações iniciadas em Brasília, em dezembro de 2025, quando foi firmado um termo de cooperação para ampliar o diálogo institucional entre Suape e a ASEAN.

A expectativa é que a agenda internacional fortaleça a presença de Suape no cenário global, aumente as oportunidades de negócios e consolide o complexo como hub estratégico do Nordeste brasileiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Comércio Exterior

Superávit comercial da China atinge US$ 1,2 trilhão em 2025 e bate recorde histórico

A China encerrou 2025 com um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão, equivalente a cerca de R$ 6,5 trilhões. O número representa o melhor desempenho da balança comercial chinesa já registrado e foi divulgado nesta quarta-feira (14) pela Administração Geral de Alfândegas da China.

Comércio exterior movimentou US$ 6,4 trilhões

Ao longo do ano passado, o comércio exterior da China somou US$ 6,4 trilhões. As exportações chinesas alcançaram US$ 3,8 trilhões, crescimento de 5,5% em relação a 2024. Já as importações totalizaram US$ 2,6 trilhões, mantendo o mesmo patamar do ano anterior.

Guerra tarifária marcou o cenário econômico

O resultado expressivo ganhou relevância adicional diante dos desafios enfrentados pela economia chinesa em 2025. Durante o ano, China e Estados Unidos protagonizaram uma guerra tarifária, que impactou o desempenho econômico e o fluxo comercial entre os dois países por vários meses.

Comércio com os EUA recua quase 19%

Os reflexos da disputa apareceram diretamente nos números bilaterais. O comércio entre China e EUA caiu 18,7% em 2025, somando US$ 559,7 bilhões. As exportações chinesas para os Estados Unidos recuaram 20%, enquanto as importações de produtos norte-americanos tiveram queda de 14,6%.

Apesar da retração, os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior parceiro comercial da China no período.

Asean lidera, seguida pela União Europeia

A Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) consolidou-se como a principal parceira comercial da China, com fluxo de US$ 1,1 trilhão. Em seguida aparece a União Europeia, responsável por US$ 828 bilhões em transações comerciais com o país asiático.

Relação comercial com o Brasil tem leve retração

O comércio entre China e Brasil movimentou US$ 188 bilhões em 2025, o que representa uma leve queda de 0,1% em comparação com o ano anterior. As exportações chinesas ao Brasil recuaram 0,7%, enquanto as importações de produtos brasileiros avançaram 0,2%.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Brasil e Indonésia fortalecem parceria econômica e avançam em acordo de preferências tarifárias.

Cooperação Brasil–Indonésia ganha novo impulso em fórum empresarial

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, representou o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin no Fórum Empresarial Brasil–Indonésia, realizado nesta quinta-feira (23) em Jacarta. O evento integrou a missão presidencial brasileira ao Sudeste Asiático, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou o papel do Brasil como potência econômica e líder na transição energética global.


Brasil oferece ambiente seguro e previsível para investidores

Durante o Painel Ministerial, Márcio Elias ressaltou o momento favorável da economia brasileira, marcado por estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica, fatores que consolidam o país como destino estratégico para investimentos estrangeiros.

“Investir no Brasil hoje é uma decisão segura e estratégica. O governo do presidente Lula vem implementando reformas estruturantes e políticas industriais que criam uma base sólida para o desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário-executivo.


Avanço nas negociações entre Mercosul e Indonésia

Elias Rosa também anunciou avanços significativos nas negociações de um acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Indonésia, que deve ser debatido nas próximas semanas.

“Brasil e Indonésia compartilham sinergia e complementariedade econômica. Estamos próximos de um marco histórico que ampliará o comércio, gerará empregos e fortalecerá as cadeias produtivas regionais”, destacou.


Sustentabilidade e indústria verde no centro da cooperação

As políticas brasileiras de transição energética e descarbonização, como o RenovaBio e o Programa Mover, foram apresentadas como exemplos de inovação sustentável e indústria verde.

“O futuro da manufatura será definido pela sustentabilidade. Brasil e Indonésia podem liderar juntos essa transformação rumo a uma economia de baixo carbono”, completou o secretário.


Encontros com líderes empresariais e novos investimentos

Encerrando o dia, Márcio Elias reuniu-se com mais de 15 CEOs de grandes conglomerados indonésios para discutir oportunidades de negócios e investimentos bilaterais. O diálogo reforçou o crescente interesse da Indonésia em energia, infraestrutura, agronegócio e indústria verde, consolidando a missão presidencial como marco no fortalecimento das relações econômicas entre os países.


Contexto da visita e da parceria estratégica

A viagem do presidente Lula à Indonésia é a primeira de um chefe de Estado brasileiro desde 2008, quando foi criada a Parceria Estratégica Brasil–Indonésia. O encontro dá continuidade à visita de Prabowo Subianto ao Brasil, em julho de 2025, após sua participação na Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro.

Na ocasião, os países reafirmaram o compromisso de ampliar a cooperação bilateral em comércio agrícola, bioenergia, segurança alimentar e sustentabilidade. Em 2023, o Plano de Ação Revitalizado da Parceria Estratégica (2023–2026) foi firmado pelo chanceler Mauro Vieira e o governo indonésio, com metas para fortalecer áreas como defesa, investimentos, turismo e meio ambiente.


Relações comerciais em ascensão

A Indonésia é o principal parceiro comercial do Brasil no Sudeste Asiático.
Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países atingiu US$ 6,3 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,6 bilhões. As exportações do Brasil foram lideradas por farelo de soja (US$ 1,66 bilhão) e açúcares (US$ 1,65 bilhão), cada um representando 37% da pauta.

O Brasil busca ampliar o acesso de produtos agropecuários ao mercado indonésio e aprofundar a cooperação em bioenergia e biocombustíveis, áreas de alta convergência tecnológica entre as duas economias.


Brasil e ASEAN: integração regional estratégica

A missão presidencial também inclui uma visita à Malásia, de 25 a 28 de outubro, para a 47ª Cúpula da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur.

A ASEAN é o quinto maior parceiro comercial do Brasil, responsável por 20% do superávit da balança comercial brasileira. O comércio entre o Brasil e o bloco saltou de US$ 3 bilhões em 2002 para US$ 37 bilhões em 2024, um crescimento de 12 vezes em pouco mais de duas décadas.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
TEXTO: Redação

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Comércio, Tecnologia

Malásia realiza primeira visita oficial a Santa Catarina para ampliar comércio, tecnologia e educação

Santa Catarina recebeu, nesta terça-feira (21), a primeira visita oficial do cônsul de Comércio da Malásia no Brasil, Amirul Azman Ahmad, acompanhado de sua equipe diplomática. A comitiva foi recepcionada pelo secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Emerson Pereira, na sede da Secretaria de Articulação Internacional (SAI), em Florianópolis. Participaram também Renato Lacerda, presidente da InvestSC, e a secretária adjunta de Educação, Kênia Scarduelli, com equipe técnica.

A visita marca o primeiro contato formal da Malásia com o estado desde a instalação da embaixada brasileira em Kuala Lumpur, em 1995, reforçando o esforço do governador Jorginho Mello de diversificar mercados e estreitar relações com países do Sudeste Asiático, região com mais de 680 milhões de consumidores e crescente peso econômico global.

Parcerias estratégicas e oportunidades bilaterais

Segundo o secretário adjunto da SAI, Emerson Pereira, a presença do cônsul destaca o potencial catarinense para atrair investimentos e construir parcerias internacionais focadas em inovação e sustentabilidade.

“O governador Jorginho Mello tem orientado a abertura de Santa Catarina para o mundo, buscando resultados concretos em comércio, tecnologia e educação. A Malásia é um parceiro estratégico da ASEAN, com tradição industrial robusta. Identificamos oportunidades em semicondutores, automação, energia limpa e indústria de proteínas”, afirmou Emerson.

O cônsul Amirul Azman Ahmad reforçou o interesse da Malásia em aproximar-se do Brasil, destacando Santa Catarina como polo industrial e tecnológico. “A ASEAN será a quarta maior economia do mundo até 2030, e a Malásia, como presidente do bloco neste ano, busca fortalecer relações com estados dinâmicos como Santa Catarina. Estamos interessados em joint ventures e intercâmbios tecnológicos, conectando nossa expertise em semicondutores à inovação catarinense”, disse.

Além disso, o cônsul destacou o potencial de cooperação no setor Halal, observando que Santa Catarina já possui destaque global na exportação de proteínas e pode se tornar parceira-chave na produção de alimentos certificados para o mercado muçulmano.

Educação técnica e intercâmbio internacional

A secretária adjunta de Educação, Kênia Scarduelli, ressaltou a importância da visita para ampliar oportunidades acadêmicas e de capacitação profissional.

“Receber a Malásia é uma oportunidade única para discutir intercâmbios e projetos educacionais conjuntos. Santa Catarina tem investido fortemente em educação técnica e profissional, e essa parceria poderá trazer novas práticas de ensino, especialmente nas áreas de tecnologia”, afirmou Kênia.

Agenda e continuidade da missão

A programação do cônsul incluiu reuniões empresariais e visitas a empresas de referência, como WEG, em Jaraguá do Sul, e Eletrobras CGT Eletrosul, em Florianópolis. A comitiva também se reuniu com entidades como FIESC, FACISC, FECOMÉRCIO e ACIF, para apresentar oportunidades de comércio e investimentos bilaterais.

Com a visita, Santa Catarina reforça seu papel como porta de entrada do Brasil para a Ásia, fortalecendo políticas de internacionalização, inovação e geração de negócios lideradas pelo governo estadual.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

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Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Importação, Informação, Logística, Negócios

Frente Brasil-Asean será lançada com foco na exportação à Ásia

Deputado Waldemar Oliveira diz que a bancada buscará alternativas para a venda de bens nacionais.

A Frente Parlamentar Brasil-Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) será lançada na 5ª feira (13.mar.2025) na Câmara dos Deputados. A sessão solene de lançamento reunirá no Congresso Nacional embaixadores e diplomatas dos países do bloco do sudeste asiático. Também estará no evento o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiau, e o embaixador do Japão no país, Teiji Hayashi. Segundo o presidente da bancada, o deputado Waldemar Oliveira (Avante-PE), a frente tem como objetivo no Congresso atuar para aumentar os fluxos comerciais do Brasil com os países do sudeste asiático, buscando alternativas para a venda de bens nacionais.

“Vejo com grande otimismo a criação da Frente Parlamentar Brasil-Asean. Trabalharemos para ampliar a atração de investimento estrangeiro ao país e facilitar a exportação de produtos do Brasil ao bloco asiático”, declarou Oliveira ao Poder360.

A Asean é um bloco econômico composto por 10 países do sudeste asiático. São eles: Indonésia; Malásia; Filipinas; Singapura; Tailândia; Brunei; Vietnã; Mianmar; Laos; e Camboja.

O bloco é o 3º maior parceiro comercial do Brasil. Importaram US$ 26,3 bilhões de bens brasileiros em 2024, segundo o ComexStats. Os principais produtos comprados pelos países do sudeste asiático são combustíveis minerais, rações e minérios. O Brasil, por sua vez, importou US$ 10,8 bilhões da Asean.

O lançamento da frente se dá próximo à ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Vietnã, em 27 de março. Há expectativa que deputados brasileiros da frente Brasil-Asean possam acompanhar o petista na visita. 

No último encontro bilateral de Lula com o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, às margens da cúpula estendida do G7, ambos discutiram a ampliação do comércio entre os 2 países, especialmente na área de Ciência e Tecnologia.

FONTE: Poder 360
Frente Brasil-Asean será lançada com foco na exportação à Ásia

 

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