Exportação

Preços da soja avançam nos portos e mercado acompanha exportações e câmbio

O mercado da soja encerrou a terça-feira com comportamento misto, combinando estabilidade na Bolsa de Chicago e avanço das cotações em importantes regiões produtoras do Brasil. O desempenho foi sustentado pelo ritmo das exportações, pela valorização do câmbio e pela demanda do mercado interno, fatores que deram suporte aos preços nos portos brasileiros.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de vencimento mais próximo registraram leve recuo após os ganhos observados na sessão anterior. A melhora nas condições das lavouras dos Estados Unidos limitou novos avanços, embora as condições climáticas ainda continuem oferecendo sustentação às cotações internacionais.

Chicago recua com melhora das lavouras norte-americanas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato da soja para agosto fechou em queda de 0,53%, cotado a US$ 12,1950 por bushel. Já o vencimento de setembro recuou 0,41%, encerrando o dia a US$ 12,1050 por bushel.

Entre os derivados, o farelo de soja registrou alta de 0,99%, enquanto o óleo de soja teve desvalorização de 0,51%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura apontou que 66% das lavouras estão classificadas como boas ou excelentes, índice superior aos 65% da semana anterior. Além disso, a falta de novas compras por parte da China contribuiu para pressionar os contratos de vencimento mais longo.

Mercado brasileiro registra alta nos portos e no interior

No Brasil, as principais altas foram observadas nos portos e em parte das regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 143 em Rio Grande, favorecida pelos prêmios de exportação e pela valorização do dólar. No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 145 por saca, avanço de 2,11%, enquanto Ponta Grossa registrou R$ 139.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul encerrou o dia com a saca cotada a R$ 137.

Já em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande atingiram R$ 127 por saca. Apesar de cerca de 64% da safra já estar comercializada, o déficit de armazenagem, estimado em mais de 12,4 milhões de toneladas, reduz o poder de negociação dos produtores.

No Mato Grosso, Rondonópolis registrou cotação de R$ 126 por saca, em um cenário marcado por exportações recordes, fretes elevados e maior disputa por espaço nos silos.

Déficit de armazenagem segue como desafio para o setor

A capacidade de armazenagem continua sendo um dos principais entraves para o mercado da soja. A chegada da safra de milho de segunda safra e do trigo aumenta a ocupação dos armazéns, reduzindo o espaço disponível para o grão.

Ao mesmo tempo, os custos elevados do diesel mantêm os fretes em patamares altos, dificultando o repasse das valorizações registradas no mercado externo para as regiões do interior. Esse cenário também leva parte dos produtores a antecipar vendas diante das limitações logísticas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Logística

Galpões logísticos registram absorção superior a 2 milhões de m² no primeiro semestre de 2026

O mercado brasileiro de galpões logísticos e condomínios industriais encerrou o primeiro semestre de 2026 com 2,054 milhões de metros quadrados de absorção bruta, de acordo com levantamento da Newmark Brasil. O resultado reflete o aquecimento da demanda por espaços destinados à armazenagem e distribuição, impulsionado principalmente pelo crescimento do e-commerce e pela expansão das operações de grandes empresas.

Entre os principais responsáveis pelo desempenho estão gigantes do comércio eletrônico, como Mercado Livre e Amazon, além de operadores especializados em logística integrada, que também ampliaram sua presença no mercado.

Pré-locações reforçam cenário positivo para o setor

Além do volume já ocupado no período, o estudo aponta perspectivas favoráveis para os próximos meses. Entre abril e maio, contratos de pré-locação assinados para empreendimentos ainda em construção somaram mais 448 mil metros quadrados, indicando que a demanda continua elevada antes mesmo da entrega dos novos ativos.

Para Mariana Hanania, head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark Brasil, o crescimento vai além do aumento da área locada.

Segundo a executiva, o mercado passa por uma redistribuição estratégica da ocupação entre diferentes regiões do país, movimento que fortalece o papel dos condomínios logísticos na eficiência operacional e na competitividade das empresas.

Mercado Livre e Amazon lideram novas locações

O levantamento mostra que o Mercado Livre foi o maior contratante de áreas no semestre, totalizando 109 mil metros quadrados. As locações estão concentradas principalmente em São Paulo, mas também contemplam empreendimentos no Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Mato Grosso.

Na sequência aparece a Amazon, que alugou 82 mil metros quadrados em empreendimentos distribuídos entre os estados de São Paulo e Paraná.

Crescimento do e-commerce sustenta demanda por armazenagem

O estudo da Newmark acompanha uma tendência já observada no mercado imobiliário logístico. Dados da Colliers indicam que os ativos logísticos movimentaram mais de R$ 1 bilhão em transações apenas no primeiro trimestre de 2026.

Segundo a consultoria, a expansão do comércio eletrônico continua sendo um dos principais motores da procura por galpões logísticos, impulsionada pela necessidade de entregas mais rápidas e operações de distribuição cada vez mais eficientes.

As projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) reforçam esse cenário. A entidade estima que o e-commerce brasileiro ultrapasse R$ 258 bilhões em faturamento ao longo de 2026, ampliando a demanda por infraestrutura logística capaz de atender ao crescimento das vendas online.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Maersk amplia operação logística no Nordeste com novo centro de distribuição em Suape

A Maersk expandiu sua atuação no Nordeste com a inauguração de um novo centro de distribuição em Cabo de Santo Agostinho (PE), próximo ao Complexo Industrial Portuário de Suape. A iniciativa acompanha o avanço da movimentação de cargas na região e busca oferecer mais eficiência às operações de empresas de diferentes segmentos.

Com área total de aproximadamente 12 mil metros quadrados, a unidade está situada a cerca de 20 quilômetros do Porto de Suape e do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes. A localização estratégica, com acesso facilitado pela BR-101, favorece a distribuição para os estados nordestinos e fortalece a integração da cadeia logística.

Movimentação de cargas impulsiona novos investimentos

O crescimento da atividade logística no Nordeste reforça a importância de investimentos em infraestrutura. Em 2025, a região movimentou 329,7 milhões de toneladas de cargas por vias marítimas e fluviais. Já a operação de contêineres alcançou 21,2 milhões de toneladas, registrando alta de 9% em comparação com o ano anterior, o maior avanço dos últimos cinco anos, conforme dados do Ministério dos Portos e Aeroportos, com base em informações da Antaq.

O novo armazém já está em funcionamento e atende clientes dos setores de bebidas premium e peças de reposição, além de realizar operações de cross-docking, que aceleram o fluxo de distribuição. A estrutura conta com 36 docas, permitindo o recebimento simultâneo de até 36 contêineres e oferecendo flexibilidade para diferentes perfis de operação.

Estrutura moderna atende diversos segmentos

Segundo Ricardo Rocha, presidente da Maersk para Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, a expansão econômica e o fortalecimento do varejo nordestino aumentam a demanda por soluções logísticas mais eficientes e integradas.

De acordo com o executivo, o objetivo da empresa é conectar empresas, mercados e consumidores por meio de serviços que unam armazenagem, transporte e gestão da cadeia de suprimentos, reduzindo custos operacionais, aumentando a previsibilidade e fortalecendo a competitividade dos clientes.

A infraestrutura foi projetada para atender cargas de diversos segmentos, incluindo varejo, indústria automotiva, bens de consumo, eletroeletrônicos, pet food, energia solar, produtos de higiene pessoal, limpeza doméstica, descartáveis, alimentos e bebidas, além de operações de linha branca.

Tecnologia e sustentabilidade fazem parte da operação

Além da capacidade operacional, o centro de distribuição adota medidas voltadas à sustentabilidade e à eficiência energética. Entre as iniciativas estão a coleta seletiva de resíduos, iluminação totalmente em LED e o uso de equipamentos elétricos para movimentação de cargas, equipados com baterias de lítio de recarga rápida.

Essas ações contribuem para reduzir as emissões locais de gases de efeito estufa e ampliar a produtividade das operações.

Outro diferencial é a utilização de um sistema próprio de WMS (Warehouse Management System), responsável por integrar todas as etapas da operação logística. A plataforma permite monitoramento em tempo real, processos automatizados por radiofrequência e maior controle sobre estoques, separação de pedidos e distribuição, oferecendo mais eficiência e flexibilidade em relação aos sistemas convencionais.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Aluguel de galpões logísticos sobe 16% acima da inflação e baixa oferta pressiona mercado

O mercado brasileiro de galpões logísticos vive um cenário de forte aquecimento. Impulsionada pela recuperação da atividade industrial, pela expansão do e-commerce e pelo avanço da terceirização das operações de armazenagem e distribuição, a procura por imóveis de alto padrão segue em alta, reduzindo a disponibilidade de espaços e elevando os preços de locação.

Nos últimos seis anos, o valor médio dos aluguéis acumulou alta real de 16% acima da inflação, enquanto a taxa de vacância atingiu o menor patamar da série recente, refletindo um mercado cada vez mais competitivo.

Aluguéis avançam e vacância recua ao menor nível

Levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) mostra que o preço médio pedido pelos condomínios logísticos passou de R$ 25,20 por metro quadrado, em 2020, para R$ 29,20 por metro quadrado no primeiro trimestre de 2026.

No mesmo período, a taxa de vacância caiu de forma consistente até atingir 6,5%, indicando que a oferta de imóveis disponíveis continua limitada diante da forte demanda.

Mudança nas cadeias de suprimentos impulsiona ocupação

Desde o período pós-pandemia, muitas empresas passaram a rever suas estratégias de gestão de estoques. Em vez de operar com volumes mínimos, diversos setores aumentaram a capacidade de armazenagem para reduzir riscos relacionados às cadeias globais de suprimentos.

Ao mesmo tempo, operadores logísticos e empresas do varejo ampliaram investimentos em infraestrutura para acelerar as entregas e melhorar a eficiência da distribuição.

Esse movimento tem sustentado a elevada procura por galpões localizados próximos aos principais centros consumidores.

Operadores logísticos lideram a ocupação dos empreendimentos

Os dados do Ilos mostram que os operadores logísticos (3PL) e as indústrias respondem, cada um, por 27% da área ocupada nos condomínios logísticos. Na sequência aparecem as empresas de comércio eletrônico, com participação de 20%, enquanto o varejo tradicional representa 18%.

Segundo Monica Barros, sócia-executiva do Ilos, embora indústria e operadores logísticos ocupem parcelas semelhantes do mercado, cada segmento utiliza esses espaços com objetivos distintos.

Enquanto as indústrias destinam os galpões às próprias operações, os operadores logísticos concentram cargas de diferentes clientes, oferecendo escala para empresas que optam pela terceirização das atividades logísticas.

A executiva destaca ainda que uma parcela significativa da demanda da indústria e do e-commerce está incorporada aos contratos firmados pelos operadores logísticos, o que faz com que a participação desses setores seja, na prática, ainda maior do que os números indicam.

Recomposição de estoques fortalece demanda

Outro fator que vem sustentando o aquecimento do setor é a retomada da política de formação de estoques.

Após anos priorizando operações mais enxutas, muitas empresas passaram a ampliar seus níveis de armazenagem para aumentar a segurança no abastecimento e minimizar impactos provocados por interrupções nas cadeias globais.

De acordo com o Ilos, essa mudança de estratégia se consolidou como um dos principais motores da demanda por centros de distribuição, especialmente nas regiões próximas aos grandes polos de consumo.

Mercado Livre e Shopee ampliam disputa por espaços

O crescimento do comércio eletrônico continua sendo um dos principais vetores da valorização dos imóveis logísticos.

Nos últimos anos, empresas como Mercado Livre e Shopee expandiram suas redes de distribuição para reduzir os prazos de entrega e ampliar a cobertura nacional. Como consequência, aumentou a concorrência por galpões modernos instalados em regiões estratégicas, principalmente no corredor formado por São Paulo, Campinas, Cajamar, Guarulhos e Extrema (MG).

Além das plataformas de e-commerce, empresas industriais também reforçaram a busca por centros de distribuição próximos aos mercados consumidores, contribuindo para manter a taxa de vacância em níveis historicamente baixos, mesmo com a entrega de novos empreendimentos.

Perspectiva é de continuidade da valorização

Na avaliação de especialistas, a combinação entre oferta limitada, elevada absorção dos novos empreendimentos e crescimento da demanda deve manter a pressão sobre os aluguéis de galpões logísticos nos próximos anos.

Embora incorporadoras continuem lançando novos projetos, o ritmo de ocupação permanece elevado, restringindo a disponibilidade de imóveis e sustentando a valorização dos ativos mais modernos e bem localizados, especialmente aqueles com acesso às principais rodovias e centros urbanos.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Logística

Galpões logísticos impulsionam desenvolvimento econômico e transformam cidades em polos de negócios

O crescimento dos galpões logísticos de alto padrão está mudando a dinâmica econômica de diversas regiões brasileiras. Impulsionado pela expansão do e-commerce, pela modernização das cadeias de suprimentos e pela necessidade de aproximar operações dos principais mercados consumidores, o setor alcançou um novo patamar em 2025.

Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) mostram que o estoque nacional de empreendimentos logísticos ultrapassou 38 milhões de metros quadrados, consolidando o segmento como um dos mais estratégicos para a economia do país.

Corredores logísticos atraem empresas e investimentos

A busca por maior eficiência operacional tem levado empresas dos setores de logística, varejo e indústria a expandirem suas atividades em regiões com localização privilegiada. Municípios situados próximos a importantes rodovias, portos e aeroportos vêm se destacando como novos polos de desenvolvimento.

Áreas do interior de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina concentram parte significativa dessa expansão, beneficiadas pela posição estratégica nos principais corredores de transporte do país.

Além de ampliar a capacidade de armazenagem e distribuição, os condomínios logísticos têm contribuído para atrair novos negócios e estimular a economia local.

Segundo Mariana Schilis, sócia da Fulwood, a chegada desses empreendimentos costuma desencadear um ciclo de crescimento regional, beneficiando não apenas as empresas instaladas, mas também fornecedores, transportadoras, prestadores de serviços e o comércio local.

Infraestrutura ganha reforço com novos empreendimentos

A instalação de grandes ativos logísticos também costuma impulsionar melhorias na infraestrutura urbana e viária das cidades que recebem os investimentos.

Projetos de ampliação de acessos rodoviários, modernização das redes de energia e novos aportes públicos e privados frequentemente acompanham a implantação dos condomínios logísticos, aumentando a competitividade dos municípios.

De acordo com especialistas, esses empreendimentos funcionam como catalisadores de desenvolvimento, ampliando a atratividade regional para novas empresas e contribuindo para a diversificação da atividade econômica.

Mercado logístico mantém alta demanda

O setor segue aquecido em todo o país. Levantamentos recentes apontam que a taxa média de vacância dos condomínios logísticos brasileiros permanece próxima de 6%.

Em algumas regiões da Grande São Paulo, considerada o principal mercado nacional, esse índice chega a cerca de 2%, refletindo a forte procura por áreas bem localizadas e a oferta limitada de empreendimentos modernos.

A tendência acompanha o cenário internacional. Estudo da CBRE indica que os ativos logísticos estão entre os segmentos imobiliários mais valorizados globalmente, impulsionados pela digitalização da economia, pela necessidade de entregas mais rápidas e pela busca por cadeias de abastecimento mais resilientes.

Sustentabilidade e planejamento ampliam relevância do setor

A importância dos condomínios logísticos vai além da armazenagem de produtos. Especialistas destacam que esses empreendimentos contribuem para uma ocupação mais planejada das áreas industriais, ajudam a reduzir a pressão sobre grandes centros urbanos e promovem uma distribuição mais equilibrada das atividades produtivas.

Aspectos relacionados à sustentabilidade, eficiência energética e integração com as comunidades locais também passaram a ter peso crescente nas decisões de investidores e empresas ocupantes.

Atualmente, a Fulwood administra mais de 20 empreendimentos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O portfólio supera 1 milhão de metros quadrados sob gestão e mantém ocupação total dos espaços disponíveis.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Você sabia? A segurança dos gases medicinais depende diretamente de como eles são armazenados, transportados e distribuídos

Quando o assunto é saúde, existem insumos que são literalmente vitais — e os gases medicinais estão entre eles. Utilizados em hospitais, clínicas e até no atendimento domiciliar, esses produtos exigem um nível de controle rigoroso para garantir que cheguem ao paciente com qualidade, segurança e sem qualquer risco de contaminação ou troca. Entre os mais conhecidos estão o oxigênio medicinal utilizado nas UTIs e o óxido nitroso, usado em procedimentos odontológicos e hospitalares por seu efeito analgésico e sedativo.

É nesse contexto que a RDC 887/2024, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ganha relevância. A norma estabelece regras claras para toda a cadeia de gases medicinais, abrangendo desde a distribuição e armazenagem até o transporte e a entrega ao paciente. Mais do que uma exigência regulatória, ela reforça a necessidade de processos bem estruturados e de uma gestão responsável em todas as etapas.

Na prática, isso significa que as empresas precisam ter controle total sobre os produtos que manipulam, com rastreabilidade completa — ou seja, é necessário saber exatamente a origem de cada lote, suas condições e para onde ele foi destinado. Além disso, a forma como esses gases são armazenados e transportados passa a ser determinante para a manutenção de suas características, evitando riscos que podem comprometer diretamente o tratamento de pacientes.

Outro ponto importante é a etapa final dessa cadeia: a entrega ao usuário. Quando os gases medicinais chegam até o paciente, especialmente em casos de uso domiciliar, é fundamental que haja identificação correta, orientação adequada e registro desse processo. Cada detalhe conta quando o objetivo é garantir segurança.

Para Daiane Costa, da RegulaMais Consultoria, a resolução representa um avanço importante, mas também exige mais atenção das empresas. “Estamos falando de produtos que têm impacto direto na vida das pessoas. A RDC 887/2024 reforça a importância de controle, organização e responsabilidade em toda a operação. As empresas que trabalham com gases medicinais precisam entender que seguir essas normas não é apenas uma obrigação legal, mas uma forma de garantir segurança ao paciente e credibilidade no mercado”, afirma.

Mesmo já estando em vigor, a norma ainda é um ponto de atenção para muitas empresas do setor, principalmente pela necessidade de adaptação de processos e maior rigor na gestão. No fim das contas, o recado é claro: quando se trata de gases medicinais, não há espaço para falhas — e a conformidade com a regulamentação é parte essencial desse cuidado.

Sobre a RegulaMais Consultoria

A RegulaMais Consultoria se destaca no mercado ao oferecer soluções completas em consultoria regulatória, regularização empresarial e assessoria em comércio exterior, apoiando empresas que precisam atuar em conformidade com as exigências de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, MAPA e demais entidades reguladoras. Fundada pela farmacêutica Daiane Costa, a empresa une conhecimento técnico e experiência prática para transformar processos burocráticos em estratégias eficientes, ajudando organizações a operarem com mais segurança, agilidade e competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

SAIBA MAIS: https://regulamaisconsultoria.com.br/

Texto: ReConecta News

Imagem: Feita por IA

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Portos

Expansão do Porto de Paranaguá impulsiona logística e demanda por armazenagem

O Porto de Paranaguá atravessa uma fase de modernização que promete ampliar sua relevância no cenário logístico nacional. Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos firmou parceria com o grupo chinês CMPort para investir mais de R$ 1,5 bilhão na ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

A iniciativa prevê melhorias operacionais e aumento da capacidade de armazenagem, posicionando o terminal como um dos mais estratégicos do Brasil no comércio exterior.

Canal da Galheta terá ampliação e novos investimentos

Outro destaque da expansão envolve o aprofundamento do Canal da Galheta, essencial para o acesso de embarcações ao porto. O projeto será conduzido por um consórcio que reúne a FTS Participações Societárias e as belgas Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, com previsão de investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de cinco anos.

Com a obra, o calado será ampliado para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e elevando a competitividade internacional do porto.

Porto lidera exportações e diversifica cargas

Reconhecido como o maior corredor global de exportação de carne de frango — responsável por 49% do volume nacional embarcado —, o porto movimenta uma ampla variedade de cargas, como soja em grãos, farelo de soja, milho, açúcar, fertilizantes, derivados de petróleo, etanol e veículos.

A expansão tende a intensificar o fluxo logístico e gerar novas demandas por soluções mais eficientes de armazenagem.

Galpões lonados ganham espaço no setor logístico

Com o aumento da movimentação, cresce a busca por alternativas ágeis e econômicas de armazenamento. Nesse contexto, os galpões lonados se destacam por oferecer montagem rápida, flexibilidade e custo reduzido em comparação às estruturas tradicionais.

Além disso, esse modelo permite contratos personalizados e por períodos variados, atendendo diferentes perfis de demanda. A estrutura modular também facilita ampliações ou reduções conforme a necessidade operacional.

Mercado logístico mantém ritmo de crescimento

O desempenho do setor logístico no Brasil reforça esse cenário positivo. Dados da JLL indicam que 2025 registrou quase 3 milhões de metros quadrados em novos estoques logísticos, com taxa de vacância de 7,7% — a menor da série histórica.

Esse dinamismo reflete uma base diversificada de clientes, que inclui segmentos como agronegócio, indústria química, têxtil, papel e celulose e automotivo.

Perspectivas apontam consolidação como hub logístico

Com a combinação de investimentos em infraestrutura e crescimento da demanda, o Porto de Paranaguá deve se consolidar como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A tendência é de fortalecimento das operações e ampliação das oportunidades para empresas ligadas à cadeia logística e industrial.

A expectativa do setor é que soluções flexíveis de armazenagem acompanhem esse avanço, atendendo às novas exigências do mercado de forma ágil e eficiente.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GM Tendas Galpões / DINO

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Logística

Custos logísticos devem pressionar empresas brasileiras em 2026, aponta ILOS

Um cenário de atenção começa a se desenhar para as empresas brasileiras em 2026. Um estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) indica que mais da metade das companhias do país prevê aumento nos custos de transporte, enquanto despesas com armazenagem e manutenção de estoques também tendem a subir.

Transporte lidera expectativa de alta de custos

De acordo com o levantamento, 52% das empresas entrevistadas esperam elevação nos preços do transporte em 2026. Já os custos de armazenamento aparecem como preocupação para 22% das companhias, enquanto 13% avaliam que haverá aumento nas despesas relacionadas aos estoques.

Os dados reforçam o peso crescente da logística na estrutura de custos corporativa, especialmente em um ambiente de crescimento da demanda e gargalos estruturais persistentes.

Logística representa 15,5% do PIB brasileiro

O estudo do ILOS aponta ainda que os custos logísticos no Brasil equivalem a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, evidenciando o impacto do setor sobre a economia nacional. Apesar disso, o preço do transporte rodoviário de cargas registrou queda de 1% na comparação anual, movimento que não foi suficiente para compensar outros aumentos ao longo da cadeia.

Infraestrutura não acompanha crescimento do setor

Em nota, o sócio-diretor do ILOS, Maurício Lima, destacou que o volume de cargas transportadas no país cresceu 25% nos últimos dez anos, sem que os investimentos em infraestrutura acompanhassem esse avanço.

Segundo ele, a defasagem estrutural pressiona os custos logísticos de forma contínua. “Os investimentos em infraestrutura não evoluíram no mesmo ritmo do setor logístico. Esse descompasso encarece a operação e limita a capacidade de crescimento do país”, afirmou.

Setores mais impactados pelos custos logísticos

O relatório também detalha quais segmentos sentem com mais intensidade o peso da logística em suas receitas. As empresas de materiais de construção lideram, com custos que representam 14,3% do faturamento. Na sequência aparecem os setores de óleo e gás (13,3%) e de higiene, limpeza e cosméticos (9,9%).

Na média geral, os gastos logísticos correspondem a 8,7% da receita das empresas, percentual que registrou um aumento de 15,5% ao longo de 2025, segundo o ILOS.

Fonte: Times Brasil, com informações do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).

TEXTP: REDAÇÃO

IMAGEM: FREEPIK

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Logística

Asia Shipping expande logística no Sul do Brasil e fortalece atuação em setores regulados

A Asia Shipping, multinacional brasileira e uma das maiores integradoras logísticas da América Latina, avança em sua estratégia de crescimento no país ao ampliar a atuação em logística para setores regulados. A companhia passa a operar com duas unidades licenciadas pela Anvisa, voltadas ao armazenamento de medicamentos, produtos para saúde, saneantes e cosméticos, incluindo áreas climatizadas e refrigeradas para cargas sensíveis.

As unidades localizadas em Itajaí e Araquari (SC) reforçam a oferta de um serviço end-to-end, com foco em controle rigoroso, rastreabilidade total e conformidade com exigências regulatórias do setor da saúde.

Operação licenciada e foco em cargas sensíveis

Segundo Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, a empresa está preparada para atender demandas de alto nível técnico. “Temos uma operação licenciada, segura e estruturada para receber produtos que exigem cuidados especiais. O setor regulado é estratégico para nosso crescimento, e estamos prontos para operar com alto padrão de controle e rastreabilidade”, afirma.

A certificação das unidades posiciona a companhia como uma opção robusta para empresas que atuam em segmentos altamente regulados e que exigem confiabilidade logística.

Tecnologia própria e logística inteligente

A expansão também envolve investimentos em tecnologia e automação. Toda a operação é integrada por meio de RFID, garantindo rastreamento preciso, inventários ágeis e alta acuracidade operacional. O sistema proprietário de Business Intelligence, conectado ao WMS, permite acompanhamento em tempo real de estoques, pedidos e movimentações.

Os centros logísticos contam ainda com sistemas completos de prevenção e combate a incêndios, iluminação em LED e uma frota de equipamentos elétricos com baterias de íon-lítio, o que reduz emissões, aumenta a segurança e contribui para uma operação mais sustentável.

Expansão estrutural e consolidação logística

Nos últimos anos, a Asia Shipping acelerou sua expansão no Brasil, fortalecendo sua estrutura de distribuição e ampliando a integração entre transporte e armazenagem. A aquisição da operação da Hórus Logística, em Santa Catarina, no fim de 2024, marcou um passo importante nesse processo.

Atualmente, a empresa opera três centros de distribuição em Itajaí e Araquari, somando cerca de 20 mil metros quadrados destinados à armazenagem, gestão de estoques e distribuição. Esse avanço também refletiu no crescimento da carteira de clientes, que já reúne aproximadamente 30 empresas atendidas por essa frente de negócios.

Expansão nacional no radar

Além da presença consolidada em Santa Catarina, a Asia Shipping mantém um escritório em São José dos Pinhais (PR) e planeja expandir sua operação logística para o Estado de São Paulo em 2026, acompanhando polos estratégicos e ampliando sua capilaridade no mercado nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Asia Shipping

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Logística

Multilog registra crescimento das operações no Nordeste

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, registrou expansão significativa de suas operações no Nordeste, impulsionada pelo transporte de celulose, insumos automotivos e commodities, especialmente minérios. Entre janeiro e setembro, essas cargas representaram cerca de 13 mil viagens realizadas pela empresa.

Expansão de clientes e novos contratos

A companhia ampliou a atuação junto aos 15 principais clientes da região e conquistou novos contratos, resultando em um crescimento de 2,5% nos últimos quatro meses em comparação ao mesmo período de 2024. A previsão é manter esse ritmo até o final do ano.

Serviços completos de logística

Além do transporte rodoviário de contêineres, que concentra a maior parte da operação, a unidade oferece serviços de pátio, incluindo pré-stacking, ovação e desova de contêineres e crossdocking, que agilizam a movimentação de mercadorias sem necessidade de armazenamento prolongado.

Em Salvador (BA), a Multilog dispõe de cerca de 35 mil m² de pátio e 12 mil m² de armazéns, incluindo áreas específicas para produtos químicos e posições porta pallet com drive in. A frota própria é composta por 26 veículos, apoiados por mais de 100 implementos e uma equipe especializada.

Investimentos e certificações

Recentemente, a empresa investiu em uma nova reach-stacker para movimentação de contêineres e projeta ampliar seus armazéns em 3 mil m² ainda no primeiro semestre de 2026. A unidade também busca a certificação REDEX (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação) junto à Receita Federal.

“A operação da Multilog no Nordeste possui diferenciais que sustentam nosso crescimento”, afirma Vinicius Santana, gerente de desenvolvimento de negócios. Ele destaca a frota própria, a estrutura de pátio e armazéns, as certificações para produtos químicos e perigosos e a qualidade dos serviços, que inclui rastreabilidade de veículos e equipe qualificada.

Perspectivas para importações

A Multilog prevê aumento das importações pelo porto de Salvador, motivado pela chegada de uma grande empresa que começará a internalizar volume expressivo de cargas ainda em 2025. Segundo Santana, a expectativa é de crescimento nos serviços de desova e maior utilização do pátio para contêineres, consolidando o fortalecimento da unidade Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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