Portos

Expansão do Porto de Paranaguá impulsiona logística e demanda por armazenagem

O Porto de Paranaguá atravessa uma fase de modernização que promete ampliar sua relevância no cenário logístico nacional. Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos firmou parceria com o grupo chinês CMPort para investir mais de R$ 1,5 bilhão na ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

A iniciativa prevê melhorias operacionais e aumento da capacidade de armazenagem, posicionando o terminal como um dos mais estratégicos do Brasil no comércio exterior.

Canal da Galheta terá ampliação e novos investimentos

Outro destaque da expansão envolve o aprofundamento do Canal da Galheta, essencial para o acesso de embarcações ao porto. O projeto será conduzido por um consórcio que reúne a FTS Participações Societárias e as belgas Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, com previsão de investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de cinco anos.

Com a obra, o calado será ampliado para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e elevando a competitividade internacional do porto.

Porto lidera exportações e diversifica cargas

Reconhecido como o maior corredor global de exportação de carne de frango — responsável por 49% do volume nacional embarcado —, o porto movimenta uma ampla variedade de cargas, como soja em grãos, farelo de soja, milho, açúcar, fertilizantes, derivados de petróleo, etanol e veículos.

A expansão tende a intensificar o fluxo logístico e gerar novas demandas por soluções mais eficientes de armazenagem.

Galpões lonados ganham espaço no setor logístico

Com o aumento da movimentação, cresce a busca por alternativas ágeis e econômicas de armazenamento. Nesse contexto, os galpões lonados se destacam por oferecer montagem rápida, flexibilidade e custo reduzido em comparação às estruturas tradicionais.

Além disso, esse modelo permite contratos personalizados e por períodos variados, atendendo diferentes perfis de demanda. A estrutura modular também facilita ampliações ou reduções conforme a necessidade operacional.

Mercado logístico mantém ritmo de crescimento

O desempenho do setor logístico no Brasil reforça esse cenário positivo. Dados da JLL indicam que 2025 registrou quase 3 milhões de metros quadrados em novos estoques logísticos, com taxa de vacância de 7,7% — a menor da série histórica.

Esse dinamismo reflete uma base diversificada de clientes, que inclui segmentos como agronegócio, indústria química, têxtil, papel e celulose e automotivo.

Perspectivas apontam consolidação como hub logístico

Com a combinação de investimentos em infraestrutura e crescimento da demanda, o Porto de Paranaguá deve se consolidar como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A tendência é de fortalecimento das operações e ampliação das oportunidades para empresas ligadas à cadeia logística e industrial.

A expectativa do setor é que soluções flexíveis de armazenagem acompanhem esse avanço, atendendo às novas exigências do mercado de forma ágil e eficiente.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GM Tendas Galpões / DINO

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Logística

Custos logísticos devem pressionar empresas brasileiras em 2026, aponta ILOS

Um cenário de atenção começa a se desenhar para as empresas brasileiras em 2026. Um estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) indica que mais da metade das companhias do país prevê aumento nos custos de transporte, enquanto despesas com armazenagem e manutenção de estoques também tendem a subir.

Transporte lidera expectativa de alta de custos

De acordo com o levantamento, 52% das empresas entrevistadas esperam elevação nos preços do transporte em 2026. Já os custos de armazenamento aparecem como preocupação para 22% das companhias, enquanto 13% avaliam que haverá aumento nas despesas relacionadas aos estoques.

Os dados reforçam o peso crescente da logística na estrutura de custos corporativa, especialmente em um ambiente de crescimento da demanda e gargalos estruturais persistentes.

Logística representa 15,5% do PIB brasileiro

O estudo do ILOS aponta ainda que os custos logísticos no Brasil equivalem a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, evidenciando o impacto do setor sobre a economia nacional. Apesar disso, o preço do transporte rodoviário de cargas registrou queda de 1% na comparação anual, movimento que não foi suficiente para compensar outros aumentos ao longo da cadeia.

Infraestrutura não acompanha crescimento do setor

Em nota, o sócio-diretor do ILOS, Maurício Lima, destacou que o volume de cargas transportadas no país cresceu 25% nos últimos dez anos, sem que os investimentos em infraestrutura acompanhassem esse avanço.

Segundo ele, a defasagem estrutural pressiona os custos logísticos de forma contínua. “Os investimentos em infraestrutura não evoluíram no mesmo ritmo do setor logístico. Esse descompasso encarece a operação e limita a capacidade de crescimento do país”, afirmou.

Setores mais impactados pelos custos logísticos

O relatório também detalha quais segmentos sentem com mais intensidade o peso da logística em suas receitas. As empresas de materiais de construção lideram, com custos que representam 14,3% do faturamento. Na sequência aparecem os setores de óleo e gás (13,3%) e de higiene, limpeza e cosméticos (9,9%).

Na média geral, os gastos logísticos correspondem a 8,7% da receita das empresas, percentual que registrou um aumento de 15,5% ao longo de 2025, segundo o ILOS.

Fonte: Times Brasil, com informações do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).

TEXTP: REDAÇÃO

IMAGEM: FREEPIK

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Logística

Asia Shipping expande logística no Sul do Brasil e fortalece atuação em setores regulados

A Asia Shipping, multinacional brasileira e uma das maiores integradoras logísticas da América Latina, avança em sua estratégia de crescimento no país ao ampliar a atuação em logística para setores regulados. A companhia passa a operar com duas unidades licenciadas pela Anvisa, voltadas ao armazenamento de medicamentos, produtos para saúde, saneantes e cosméticos, incluindo áreas climatizadas e refrigeradas para cargas sensíveis.

As unidades localizadas em Itajaí e Araquari (SC) reforçam a oferta de um serviço end-to-end, com foco em controle rigoroso, rastreabilidade total e conformidade com exigências regulatórias do setor da saúde.

Operação licenciada e foco em cargas sensíveis

Segundo Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, a empresa está preparada para atender demandas de alto nível técnico. “Temos uma operação licenciada, segura e estruturada para receber produtos que exigem cuidados especiais. O setor regulado é estratégico para nosso crescimento, e estamos prontos para operar com alto padrão de controle e rastreabilidade”, afirma.

A certificação das unidades posiciona a companhia como uma opção robusta para empresas que atuam em segmentos altamente regulados e que exigem confiabilidade logística.

Tecnologia própria e logística inteligente

A expansão também envolve investimentos em tecnologia e automação. Toda a operação é integrada por meio de RFID, garantindo rastreamento preciso, inventários ágeis e alta acuracidade operacional. O sistema proprietário de Business Intelligence, conectado ao WMS, permite acompanhamento em tempo real de estoques, pedidos e movimentações.

Os centros logísticos contam ainda com sistemas completos de prevenção e combate a incêndios, iluminação em LED e uma frota de equipamentos elétricos com baterias de íon-lítio, o que reduz emissões, aumenta a segurança e contribui para uma operação mais sustentável.

Expansão estrutural e consolidação logística

Nos últimos anos, a Asia Shipping acelerou sua expansão no Brasil, fortalecendo sua estrutura de distribuição e ampliando a integração entre transporte e armazenagem. A aquisição da operação da Hórus Logística, em Santa Catarina, no fim de 2024, marcou um passo importante nesse processo.

Atualmente, a empresa opera três centros de distribuição em Itajaí e Araquari, somando cerca de 20 mil metros quadrados destinados à armazenagem, gestão de estoques e distribuição. Esse avanço também refletiu no crescimento da carteira de clientes, que já reúne aproximadamente 30 empresas atendidas por essa frente de negócios.

Expansão nacional no radar

Além da presença consolidada em Santa Catarina, a Asia Shipping mantém um escritório em São José dos Pinhais (PR) e planeja expandir sua operação logística para o Estado de São Paulo em 2026, acompanhando polos estratégicos e ampliando sua capilaridade no mercado nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Asia Shipping

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Logística

Multilog registra crescimento das operações no Nordeste

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, registrou expansão significativa de suas operações no Nordeste, impulsionada pelo transporte de celulose, insumos automotivos e commodities, especialmente minérios. Entre janeiro e setembro, essas cargas representaram cerca de 13 mil viagens realizadas pela empresa.

Expansão de clientes e novos contratos

A companhia ampliou a atuação junto aos 15 principais clientes da região e conquistou novos contratos, resultando em um crescimento de 2,5% nos últimos quatro meses em comparação ao mesmo período de 2024. A previsão é manter esse ritmo até o final do ano.

Serviços completos de logística

Além do transporte rodoviário de contêineres, que concentra a maior parte da operação, a unidade oferece serviços de pátio, incluindo pré-stacking, ovação e desova de contêineres e crossdocking, que agilizam a movimentação de mercadorias sem necessidade de armazenamento prolongado.

Em Salvador (BA), a Multilog dispõe de cerca de 35 mil m² de pátio e 12 mil m² de armazéns, incluindo áreas específicas para produtos químicos e posições porta pallet com drive in. A frota própria é composta por 26 veículos, apoiados por mais de 100 implementos e uma equipe especializada.

Investimentos e certificações

Recentemente, a empresa investiu em uma nova reach-stacker para movimentação de contêineres e projeta ampliar seus armazéns em 3 mil m² ainda no primeiro semestre de 2026. A unidade também busca a certificação REDEX (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação) junto à Receita Federal.

“A operação da Multilog no Nordeste possui diferenciais que sustentam nosso crescimento”, afirma Vinicius Santana, gerente de desenvolvimento de negócios. Ele destaca a frota própria, a estrutura de pátio e armazéns, as certificações para produtos químicos e perigosos e a qualidade dos serviços, que inclui rastreabilidade de veículos e equipe qualificada.

Perspectivas para importações

A Multilog prevê aumento das importações pelo porto de Salvador, motivado pela chegada de uma grande empresa que começará a internalizar volume expressivo de cargas ainda em 2025. Segundo Santana, a expectativa é de crescimento nos serviços de desova e maior utilização do pátio para contêineres, consolidando o fortalecimento da unidade Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agricultura

Déficit de armazenagem de grãos no Brasil alcança 120 milhões de toneladas

Setor produtivo aponta dificuldades no acesso ao crédito, concentração de infraestrutura e alerta para impactos na qualidade, rentabilidade e soberania alimentar

O déficit de armazenagem de grãos no Brasil atingiu 120 milhões de toneladas, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). O cenário tem gerado preocupação no setor agrícola quanto ao risco de perdas, redução da qualidade dos grãos e queda na rentabilidade dos produtores.

O país conta atualmente com capacidade de armazenar cerca de 70% de sua produção, percentual abaixo da meta de segurança recomendada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que indica capacidade de armazenamento equivalente a pelo menos 130% da produção anual.

Mesmo com recursos disponibilizados pelo Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), produtores de pequeno e médio porte relatam dificuldades no acesso ao crédito. Representantes do setor afirmam que os principais obstáculos incluem restrições impostas pelas instituições financeiras e excesso de burocracia na liberação dos financiamentos.

Dados do setor apontam que apenas 15% da capacidade de armazenagem está localizada dentro das propriedades rurais. O restante concentra-se em armazéns de cooperativas, tradings e grandes operadores logísticos. Essa configuração gera custos adicionais para os produtores, especialmente para culturas como o milho, que possui menor valor agregado e maior volume por hectare.

Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)estima a necessidade de investimentos de R$ 15 bilhões por ano apenas na ampliação da capacidade de armazenagem. A medida é considerada essencial para acompanhar o crescimento da produção nacional, que para a safra 2024/2025 está projetada em 322 milhões de toneladas de grãos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No estado do Mato Grosso, a situação é considerada crítica. Dados da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) indicam que a produção de soja e milho deve atingir 97,28 milhões de toneladas em 2025, ante 86,26 milhões em 2024. No mesmo período, a capacidade de armazenagem avançou de 50,8 para 52,2 milhões de toneladas, crescimento considerado insuficiente frente à expansão da produção.

Representantes do setor destacam que a limitação da infraestrutura de armazenagem contribui para a prática recorrente de estocagem de grãos a céu aberto, especialmente no Centro-Oeste, aumentando o risco de perdas por exposição às intempéries. A concentração da infraestrutura nas mãos de grandes empresas também é apontada como um fator que reduz a autonomia do produtor rural.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforça que o nível atual de armazenagem, inferior ao necessário, compromete a segurança alimentar, a estabilidade de preços internos e a eficiência no escoamento da produção agrícola.

No Mato Grosso, mais de 50% da capacidade de armazenagem está sob controle de tradings, segundo a Aprosoja MT. Especialistas do setor defendem a necessidade de políticas públicas específicas que facilitem o acesso ao crédito rural, reduzam as taxas de juros e simplifiquem os processos para a construção de silos nas propriedades.

Estudos da Abimaq apontam que a ampliação da capacidade de armazenagem é fundamental para melhorar a qualidade dos grãos destinados à exportação, garantir maior poder de negociação aos agricultores e reduzir a dependência de prazos e preços impostos pelo mercado.

A Aprosoja MT tem intensificado esforços para estimular a construção de armazéns nas fazendas, mas o ritmo de expansão ainda é considerado insuficiente para atender à demanda. O setor também destaca a limitação da cadeia de fornecedores e prestadores de serviços especializados na construção de silos.

Além das preocupações comerciais, representantes do agronegócio avaliam que a situação atual representa um risco estratégico para o país. A concentração da armazenagem em poucos agentes e a falta de capacidade suficiente podem gerar vulnerabilidades em caso de interrupções logísticas, como problemas em portos ou impactos decorrentes de crises internacionais.

O setor produtivo tem solicitado ao governo federal uma reformulação da política nacional de armazenagem, com foco na ampliação da infraestrutura nas propriedades rurais, revisão das condições de financiamento e estímulo direto ao setor de construção de armazéns. O objetivo é mitigar os riscos associados à atual limitação estrutural e garantir maior competitividade para o agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Fonte: Tecnologística

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