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Porto de Suape recebe nova rota da MSC e amplia conexão do Nordeste com o Golfo do México

O Porto de Suape, em Pernambuco, passará a integrar a rota Gulf to Saec I, operada pela Mediterranean Shipping Company (MSC), a partir de 26 de outubro de 2026. A inclusão do terminal na ligação entre o Golfo do México e a América do Sul amplia as alternativas para o transporte marítimo de contêineres no Nordeste brasileiro.

A nova escala será realizada no trecho entre Cartagena, na Colômbia, e o Porto de Santos, em São Paulo. A mudança ocorre em um momento de expansão das operações de Suape, que aumentou em 55% sua capacidade para movimentação de contêineres com a inauguração de um novo terminal em junho deste ano.

Porto de Suape registra alta na movimentação de cargas

O complexo portuário pernambucano apresentou crescimento expressivo em 2026. Entre janeiro e agosto, foram movimentadas 18,8 milhões de toneladas de cargas, volume 22,8% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Ao longo de todo o ano passado, Suape movimentou 24,25 milhões de toneladas, resultado que colocou o porto na sexta posição entre os portos públicos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A entrada na rota internacional da MSC reforça a estratégia de ampliar a participação do terminal no comércio exterior e fortalecer a infraestrutura logística da região.

MSC Yamuna VI fará a primeira escala em Pernambuco

O primeiro navio previsto para atracar em Suape na nova operação é o MSC Yamuna VI. Construído no Japão em 2004 e registrado sob bandeira portuguesa, o porta-contêineres possui 280 metros de comprimento e capacidade para transportar 5.928 TEUs.

A sigla TEU corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, padrão utilizado internacionalmente para medir a capacidade de transporte e movimentação desse tipo de carga. As informações sobre a embarcação são da plataforma de rastreamento Flexport Atlas.

A MSC comunicou a inclusão de Suape aos clientes em 12 de outubro. Segundo a empresa, a mudança busca ampliar a cobertura de seus serviços no Nordeste brasileiro.

Veja o percurso da nova rota marítima

Com a alteração, a linha Gulf to Saec I terá uma sequência de escalas que conecta portos do México, dos Estados Unidos, da Colômbia e do Brasil.

No sentido de chegada à América do Sul, os navios sairão de Veracruz e Altamira, no México, passando por Houston, no Texas, e Cartagena, antes de atracar em Suape.

Depois da parada em Pernambuco, a embarcação seguirá para os portos de Santos, em São Paulo, Itapoá e Itajaí, em Santa Catarina, e Paranaguá, no Paraná.

No percurso de retorno, a rota prevê novas escalas em Santos e no Rio de Janeiro, antes de seguir para Cartagena e Veracruz. Suape, portanto, será atendido no sentido sul da viagem, sem uma nova parada no porto durante o retorno.

Maersk também inclui Suape em serviço internacional

Além da MSC, a Maersk também prevê a inclusão de Suape em sua operação a partir de 26 de outubro, no serviço denominado UCLA. Segundo informações da Estadão Conteúdo, o MSC Yamuna VI será utilizado na viagem identificada como 640S.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a conexão do Nordeste com a rede global da companhia e oferecer alternativas logísticas para cargas destinadas a diferentes mercados, incluindo Manaus, no Amazonas.

A chegada de novos serviços pode ampliar as opções de embarque e desembarque de mercadorias para empresas da região, além de reduzir a necessidade de transportar determinadas cargas por rodovias até portos de outras partes do país.

Nova escala pode ampliar opções logísticas para empresas

A inclusão de Suape na rota internacional cria mais uma alternativa para importadores e exportadores do Nordeste que dependem do transporte marítimo de contêineres.

Entretanto, os benefícios comerciais dependerão de fatores como a frequência das escalas, a disponibilidade de espaço nos navios para cargas vinculadas ao porto e a demanda das empresas que utilizam o serviço.

A mudança de rota, por si só, não garante redução no preço dos fretes nem diminuição dos prazos de entrega. Até o momento do anúncio, a MSC não havia informado a frequência das escalas em Suape.

Terminal de R$ 2 bilhões amplia capacidade de contêineres

A expansão da infraestrutura portuária de Suape ganhou impulso com a inauguração, em junho de 2026, do terminal de contêineres da APM Terminals, subsidiária do grupo Maersk. O investimento ultrapassou R$ 2 bilhões e elevou em 55% a capacidade do complexo para movimentar esse tipo de carga.

A estrutura ocupa uma área de 495 mil metros quadrados e conta com um cais de 430 metros de extensão, com profundidade de até 15,5 metros. As características permitem receber embarcações de grande porte.

O terminal também utiliza sistemas de automação e possui instalações totalmente eletrificadas. A capacidade inicial prevista é de 400 mil TEUs por ano, conforme informações divulgadas pela Estadão Conteúdo.

Entre janeiro e agosto de 2026, Suape movimentou 442.321 TEUs. O resultado considera os meses anteriores e posteriores à inauguração do novo terminal.

Em 2025, a movimentação de cargas em contêineres alcançou 7,56 milhões de toneladas, crescimento de 7,54% em comparação com 2024.

MSC já operava ligações entre Suape e a Ásia

A presença da MSC em Suape não começou com a nova rota para o Golfo do México. Em 6 de novembro de 2024, o navio MSC Juliette atracou no porto para marcar o início de uma ligação semanal de longo curso entre Pernambuco e a Ásia, com escala em Singapura.

A empresa não informou, no anúncio da nova escala, se essa conexão asiática continua ativa em 2026.

Ainda em 2024, no dia 27 de julho, o MSC Orion, com capacidade para 15 mil TEUs, realizou uma parada extraordinária em Suape durante a viagem inaugural de um serviço que conectava o Nordeste à Ásia pelo Canal do Panamá. Antes disso, em julho de 2022, o porto havia recebido o MSC New Haven.

Companhia mantém presença em diversos mercados

A Mediterranean Shipping Company possui mais de 200 mil funcionários, aproximadamente mil navios e mais de 675 escritórios em diferentes países. Segundo informações institucionais da companhia, o volume anual transportado chega a 30 milhões de TEUs.

No Brasil, a empresa mantém 17 escritórios, incluindo unidades no Recife, em Fortaleza e em Salvador.

No Ceará, a MSC opera a Linha Santana, serviço que conecta o Porto do Pecém a mercados asiáticos e completou um ano de operação em maio de 2026.

A ampliação das escalas em Suape reforça a importância do complexo pernambucano para a logística portuária, o transporte de contêineres e a integração do Nordeste brasileiro às principais rotas do comércio marítimo internacional.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: shipspotting_itajai/Instagram

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Cade aprova compra da BTP pela Maersk, que poderá assumir 100% do terminal no Porto de Santos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição dos 50% restantes da Brasil Terminal Portuário (BTP), no Porto de Santos (SP), pela APM Terminals, subsidiária do grupo Maersk. Com a conclusão do negócio, a empresa poderá assumir o controle integral do terminal e encerrar a sociedade com a Terminal Investment Limited (TiL), ligada ao grupo MSC.

A decisão foi tomada pela Superintendência-Geral do Cade, que não identificou riscos concorrenciais relevantes decorrentes da operação. Apesar do aval antitruste, a transação ainda depende da autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para ser concluída.

As informações sobre a decisão foram divulgadas pelo portal ES Brasil em 18 de agosto de 2026.

Maersk poderá assumir o controle total da BTP

Atualmente, a Brasil Terminal Portuário (BTP) tem seu controle dividido entre a APM Terminals e a Terminal Investment Limited. Cada companhia detém 50% de participação no empreendimento localizado no Porto de Santos, um dos principais complexos portuários do país.

Com a compra da fatia pertencente à TiL, a APM Terminals passará de coproprietária a controladora exclusiva do terminal, concentrando todas as participações societárias da BTP.

Na análise do Cade, o fato de a companhia do grupo Maersk já integrar o controle da empresa foi determinante para a avaliação do negócio. Segundo o órgão, a transação representa uma reorganização da estrutura acionária, sem introduzir mudanças significativas nas relações concorrenciais já existentes.

Por esse motivo, a operação recebeu aprovação sem a imposição de medidas restritivas.

Cade não vê riscos relevantes à concorrência no Porto de Santos

A avaliação da autoridade antitruste considerou que a aquisição dos 50% restantes da BTP não estabelece novas relações competitivas entre os grupos envolvidos. Como a APM Terminals já participava do controle do terminal, a mudança foi interpretada principalmente como uma consolidação societária.

A conclusão não significa que o negócio seja irrelevante do ponto de vista empresarial. Ao eliminar a necessidade de compartilhar o controle com a TiL, a Maersk poderá centralizar as decisões relacionadas à participação acionária na instalação portuária.

A operação também encerra a parceria entre empresas vinculadas a dois grandes grupos internacionais de navegação e infraestrutura portuária: Maersk e MSC.

Até o momento, porém, não foram informadas mudanças imediatas na gestão, nos serviços, na capacidade operacional ou nos investimentos da BTP como consequência direta da transação.

ICTSI questionou a operação e apontou possíveis riscos concorrenciais

Durante a tramitação do processo, a International Container Terminal Services Inc. (ICTSI), empresa de origem filipina, solicitou ao Cade autorização para participar da análise como terceira interessada.

A companhia argumentou que a aquisição poderia ampliar a influência da Maersk no setor portuário, além de gerar riscos de discriminação comercial e facilitar a coordenação entre grandes operadores do mercado.

A ICTSI também associou suas preocupações ao projeto Tecon Santos 10, previsto para ampliar a infraestrutura de movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O Cade, contudo, rejeitou o pedido de participação. Na avaliação da Superintendência-Geral, a empresa não apresentou elementos suficientes para demonstrar legitimidade e pertinência que justificassem sua entrada naquele processo.

O órgão também ressaltou que a análise estava limitada à aquisição da participação societária da BTP. Portanto, as questões relacionadas a uma eventual licitação do Tecon Santos 10 não faziam parte do objeto específico do procedimento.

Assim, embora os questionamentos da ICTSI tenham sido apresentados, eles não alteraram o entendimento do Cade sobre a possibilidade de aprovar a operação sem restrições.

Compra altera a estrutura societária, mas não confirma mudanças operacionais

A saída da Terminal Investment Limited e a concentração das participações na APM Terminals representam uma mudança na governança da BTP no Porto de Santos.

Com o controle integral, a subsidiária da Maersk deixará de dividir as decisões societárias com uma empresa ligada à MSC. A alteração poderá modificar a dinâmica interna de gestão, mas não permite concluir, por si só, que haverá mudanças nos contratos, nos clientes ou na prestação de serviços.

Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis novos investimentos, ampliação da capacidade ou alterações no volume de contêineres movimentados após a conclusão do negócio.

O impacto confirmado até agora está relacionado à estrutura de propriedade do terminal. Eventuais efeitos sobre a operação e a estratégia comercial dependerão dos desdobramentos posteriores à conclusão da transação.

Antaq ainda precisa autorizar a aquisição da BTP

Apesar do aval do Cade, a compra ainda não está definitivamente concluída. A Antaq precisa autorizar a operação dentro de suas atribuições regulatórias relacionadas ao transporte aquaviário e à infraestrutura portuária.

As análises dos dois órgãos têm objetivos distintos. Enquanto o Cade examinou os possíveis efeitos da aquisição sobre a concorrência, a agência reguladora deverá avaliar os aspectos da transação que estão dentro de sua competência.

Até a manifestação da Antaq e a conclusão do negócio, a Maersk não pode ser considerada oficialmente controladora integral da BTP com base apenas na decisão antitruste.

Caso a autorização seja concedida e a transação seja efetivada, a APM Terminals passará a deter 100% do terminal, encerrando a participação da TiL, ligada à MSC.

A mudança reforçará a presença societária da Maersk na infraestrutura portuária brasileira, mas seus efeitos sobre a concorrência, os investimentos e as operações dependerão dos próximos passos da empresa e do processo regulatório.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Cade aprova operação e abre caminho para Maersk e MSC no leilão do Tecon Santos 10

A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a mudança societária envolvendo o Brasil Terminal Portuário (BTP), no Porto de Santos (SP). A decisão reduz uma possível barreira concorrencial para a participação de Maersk e MSC no futuro leilão do Tecon Santos 10.

A análise do órgão concluiu que a operação não tem potencial para provocar mudanças relevantes nas condições de competição do mercado de terminais de contêineres no complexo portuário paulista.

O processo envolve a compra, pela APM Terminals, braço portuário da Maersk, dos 50% da BTP que pertencem à TiL (Terminal Investment Limited), empresa ligada ao grupo MSC.

Maersk poderá assumir controle integral da BTP

Com a conclusão da operação, a Maersk passará a controlar integralmente a BTP. Atualmente, as duas companhias dividem igualmente a participação no terminal.

A mudança societária está relacionada às regras previstas para o leilão do Tecon Santos 10. A diretriz do governo permite que empresas que já operam terminais no Porto de Santos participem da etapa inicial do certame, desde que se comprometam a vender ativos que já possuem no complexo caso sejam vencedoras.

O desinvestimento deverá ser concluído e aprovado antes da assinatura do contrato referente ao novo terminal.

Segundo a análise do Cade, a transferência da participação da MSC para a Maersk dará à companhia dinamarquesa o controle total da BTP e, consequentemente, maior autonomia para conduzir eventual processo de venda do ativo.

Aprovação do Cade não garante participação no leilão

Apesar de abrir espaço para a participação das duas empresas, a decisão do Cade não representa uma autorização definitiva para que Maersk e MSC disputem o Tecon Santos 10.

O próprio órgão ressaltou que sua análise ficou restrita aos efeitos concorrenciais da operação societária. Eventuais exigências estabelecidas no edital do leilão ainda deverão ser cumpridas.

Além disso, a operação depende de aprovação da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), conforme as regras aplicáveis ao setor portuário.

Cade vê baixo impacto na concorrência

Na avaliação da Superintendência-Geral, a transação representa essencialmente a substituição de um controle compartilhado por um controle único. Por isso, não haveria criação de novas relações concorrenciais relevantes no Porto de Santos.

O entendimento considera também que a APM Terminals já possui 50% da BTP e, portanto, já mantém relação concorrencial com o terminal.

Com base nesse cenário, o Cade concluiu que a operação não apresenta capacidade de modificar de maneira significativa as condições de competição no mercado.

O órgão também enfatizou que a decisão não antecipa qualquer resultado do leilão do Tecon Santos 10, cujo formato ainda passa por discussões entre os órgãos responsáveis.

ICTSI questionou operação no Cade

A decisão ocorreu depois que a ICTSI, operadora de terminais com presença em Suape (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), solicitou participação no processo como terceira interessada.

A companhia, que também demonstra interesse em disputar o novo terminal, argumentou que a operação poderia fortalecer posições dominantes e ampliar os riscos de tratamento discriminatório contra armadores e operadores independentes.

O Cade, entretanto, rejeitou o pedido. Para a autarquia, a empresa não comprovou possuir interesse jurídico suficiente no processo nem apresentou elementos capazes de sustentar os possíveis impactos concorrenciais alegados.

Órgão não identificou novos riscos concorrenciais

Durante a análise, a Superintendência-Geral também citou uma avaliação anterior sobre o mercado de terminais de contêineres. Na ocasião, mais de 40 agentes foram consultados, e nenhum deles apontou atuação relevante da ICTSI no Complexo Portuário de Santos.

Para o Cade, os argumentos apresentados pela empresa não acrescentaram informações novas que indicassem possíveis problemas concorrenciais relacionados à mudança de controle da BTP.

A decisão, portanto, mantém a operação societária autorizada sob a ótica concorrencial, enquanto as demais condições para o futuro leilão do Tecon Santos 10 continuam dependendo das regras definidas pelos órgãos responsáveis.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Tecon Santos 10: APM Terminals e TiL articulam estratégia para disputar concessão no Porto de Santos

A APM Terminals e a Terminal Investment Limited (TiL) estão adotando uma estratégia para viabilizar a participação, de forma independente, na futura licitação do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para o Porto de Santos.

As duas empresas, controladas respectivamente pelos grupos Maersk e MSC, dividem atualmente o controle da Brasil Terminal Portuário (BTP), com 50% de participação para cada uma. Essa estrutura societária pode representar um obstáculo regulatório na disputa pelo novo terminal, já que ambas já possuem presença relevante no complexo portuário santista.

Plano prevê reorganização da estrutura da BTP

Para contornar esse cenário, as companhias apresentaram pedidos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) visando acelerar uma eventual alteração no controle societário da BTP.

A proposta prevê que, caso uma das empresas seja vencedora da licitação do Tecon Santos 10, a outra adquira integralmente sua participação na BTP, encerrando a sociedade existente entre os dois grupos no Porto de Santos.

Segundo informações divulgadas pelo Be News, a medida permitiria eliminar o vínculo societário entre concorrentes diretos e abrir caminho para que ambas possam participar do processo licitatório em igualdade de condições.

Cade poderá analisar operação em rito simplificado

Nos pedidos encaminhados ao Cade, APM Terminals e TiL defendem que uma eventual transferência de participação seja analisada por um procedimento mais ágil, argumentando que a operação envolveria apenas a reorganização do controle entre os atuais sócios da BTP, sem a entrada de novos investidores.

Caso a proposta seja aceita, as duas operadoras poderão permanecer aptas a disputar a concessão do novo terminal de contêineres.

Modelo da concessão levanta debate sobre concorrência

A estrutura definida para a licitação do Tecon Santos 10 vem sendo alvo de discussões relacionadas à concentração do mercado de movimentação de contêineres no Porto de Santos.

Como alternativa para preservar a competitividade, a Casa Civil estabeleceu que empresas já operantes no porto poderão participar da disputa, desde que assumam previamente o compromisso de alienar participações em outros terminais da região caso sejam declaradas vencedoras.

Antaq questiona eficácia da venda posterior de ativos

Apesar dessa solução, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) manifestou preocupação sobre a efetividade da medida.

Na avaliação da agência, permitir que grandes operadores disputem o certame condicionando a preservação da concorrência a uma venda futura de ativos pode não ser suficiente para evitar riscos de concentração no setor. O entendimento é de que mecanismos preventivos podem oferecer maior segurança para manter um ambiente competitivo na operação de terminais de contêineres.

A definição do modelo regulatório e concorrencial do Tecon Santos 10 segue como um dos principais temas em discussão antes da publicação definitiva do edital de concessão.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Panamá assume controle de portos de Hong Kong no Canal do Panamá

O governo do Panamá assumiu nesta segunda-feira (23) o controle de dois portos estratégicos no Canal do Panamá que eram operados pela empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong. Os terminais de Balboa, no lado do Pacífico, e de Cristóbal, no Atlântico, estavam sob gestão da companhia desde 1997.

A decisão foi tomada após a Suprema Corte do Panamá declarar a concessão inconstitucional em janeiro de 2026, alegando que o contrato apresentava “viés desproporcional em favor da empresa”, prejudicando os interesses do Estado. A concessão havia sido renovada por mais 25 anos em 2021.

Reações internacionais e contexto político

A revogação ocorre em meio a tensões internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou retomar o controle do canal, alegando que a via estratégica estaria sob influência chinesa.

Em nota, a CK Hutchison classificou a tomada dos portos como ilegal, afirmando que “as ações do governo panamenho representam sérios riscos às operações, bem como à saúde e segurança nos terminais de Balboa e Cristóbal”.

Importância estratégica dos portos

Os terminais são cruciais para o comércio global, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e representando aproximadamente 5% do transporte marítimo mundial.

Durante o período de transição de 18 meses, a operação ficará a cargo de empresas internacionais:

  • O porto de Balboa será administrado pela APM Terminals, subsidiária da dinamarquesa Maersk, em contrato de US$ 26 milhões;
  • O porto de Cristóbal será operado pela Investment Limited, do grupo MSC, com contrato de US$ 16 milhões.

A CK Hutchison deve recorrer da decisão na Câmara de Comércio Internacional (CCI). A China ameaçou multar o Panamá pelo cancelamento da concessão, enquanto o embaixador dos EUA no país, Kevin Cabrera, afirmou que a empresa não estava desempenhando suas funções de maneira satisfatória.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Logística

APM Terminals assume gestão temporária dos portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá

A APM Terminals passará a responder de forma temporária pela administração dos portos de Balboa e Cristóbal, no Panamá, após a Autoridade Marítima do Panamá anunciar a ativação de um plano técnico de transição operacional. A medida foi adotada depois que a Suprema Corte de Justiça do país declarou inconstitucional a concessão concedida à Companhia de Portos do Panamá, controlada pelo grupo CK Hutchison, com sede em Hong Kong.

Terminais são estratégicos para o Canal do Panamá
Os dois portos ocupam posições consideradas essenciais para o comércio marítimo internacional, por estarem localizados em lados opostos do Canal do Panamá. O porto de Cristóbal opera no eixo Atlântico, enquanto o porto de Balboa está situado no Pacífico, formando um corredor logístico fundamental para o fluxo global de cargas.

Operações seguem sem interrupções, afirma autoridade marítima
Em nota oficial, a Autoridade Marítima do Panamá informou que os serviços essenciais ligados ao comércio exterior continuam operando normalmente. Segundo o órgão, a transição está sendo conduzida de forma organizada e coordenada, com expectativa de colaboração da atual operadora durante o período de mudança.

Gestão provisória enquanto governo define modelo definitivo
Durante a fase de transição, a APM Terminals atuará como gestora interina dos terminais, enquanto o Estado panamenho avalia os próximos passos para a administração definitiva das unidades portuárias. A prioridade, de acordo com o governo, é manter a estabilidade do sistema portuário e garantir a continuidade do fluxo de cargas no país.

Foco na preservação do comércio internacional
A Autoridade Marítima reforçou que todo o processo tem como objetivo central assegurar a continuidade do comércio internacional, destacando o papel dos portos de Balboa e Cristóbal nas cadeias globais de suprimentos e na competitividade logística do Panamá.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Internacional, Notícias, Portos

Nova rota para exportações vai ligar Porto do Pecém à China em cerca de 30 dias

Está em desenvolvimento uma rota que deverá ligar o Porto do Pecém à China, destinada a exportação de produtos diversos, com tempo projetado de 30 dias para o percurso.

O trajeto previsto é o seguinte: o navio sai da China com destino à Coreia do Sul, Panamá, República Dominicana, Pecém, Suape, Salvador, Santos, Índia e Singapura, retornando então para a China.

Conforme o Porto do Pecém, a expectativa de impacto na movimentação é de 10% da atual, já que as embarcações chinesas trarão pelo menos 1.200 contêineres por semana.

“A nova rota marítima entre a China e Fortaleza reduz significativamente o tempo de transporte de mercadorias e favorece essa logística. Com essa nova proposta, o tempo de deslocamento, que atualmente é de cerca de 60 dias, passará para apenas 30 dias, tornando o Ceará ainda mais competitivo no cenário do comércio exterior”, assinala o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino.

O diretor comercial do Complexo do Pecém, André Magalhães, explica que existe todo um mercado a ser explorado, não só para a China, como para os demais portos ao longo do percurso. “O mercado asiático é realmente vasto, com uma população de cerca de 2 bilhões de pessoas. Isso representa uma oportunidade incrível para conectarmos nossos produtos nordestinos com a Ásia e vice-versa.”

Ele elenca que os produtos comercializados incluem granito, mármore, castanha de caju, cera de carnaúba, frutas, calçados e têxteis, incluindo ainda milhares de produtos do e-commerce. “Além disso, as indústrias do Ceará e toda a sua área de influência poderão importar maquinário e insumos desse mercado asiático promissor através do Pecém”, complementa.

A nova rota, chamada Serviço Santana, é operada pela MSC e foi estabelecida em parceria com a APM Terminals, empresa prestadora de serviço operacional do Porto do Pecém. Segundo Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, com a entrada direta do porto cearense na rota, a exportação de produtos como algodão e carne ganha uma alternativa mais competitiva e estratégica em relação aos portos do Sudeste e do Sul brasileiros.

Fonte: GC Mais
Nova rota para exportações vai ligar Porto do Pecém à China em cerca de 30 dias

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Logística, Navegação, Notícias, Portos

APM Terminals Pecém bate recorde com 500 mil contêineres

Segue batendo recordes o Porto do Pecém. Uma de suas operadoras, a APM Terminals, que carrega e descarrega os contêineres que passam pelo Porto do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza, alcançou às 21h40, do último dia 25 de novembro, a inédita e histórica marca de 500 mil TEUs movimentados neste ano.

O resultado supera as duas melhores movimentações anuais da história da APM Terminals Pecém. Em 2022, foram movimentados 418.226 TEUs e, no ano passado, 482.044 TEUs.

Veja baixo uma visão geral histórica das exportações e importações de contêineres registradas no Porto do Pecém entre janeiro de 2021 e outubro de 2024. Os dados são derivados do produto de dados mestre da Datamar, o DataLiner.

Porto do Pecém | Exportações e Importações | Jan 2021 – Out 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Após os números dos 30 dias de novembro terem sido integralmente computados, a empresa fechou o 11º mês do ano de 2024 com 507.942 TEUs movimentados – um crescimento de 19,5 %, em comparação com o mesmo período de 2023, que movimentou 425.138 TEUs.

Na importação de contêineres, foram mais 16,5 % de crescimento em comparação com o período janeiro-novembro de 2023.

Na exportação de contêineres, houve um crescimento de 19,9 % na comparação com janeiro-novembro do ano passado.

“Esse resultado é consequência natural dos nossos bons números. A tendência de crescimento confirmou-se e alcançamos os tão sonhados 500 mil TEUs antes mesmo de chegarmos ao fim do mês de novembro. Porém, queremos mais, por isto seguiremos trabalhando para concluirmos 2024 com um resultado ainda mais positivo”, disse Marcelo Gurgel, gerente comercial da APM Terminals Pecém.

A APM Terminals desenvolve e opera terminais avançados de contêineres em todo o mundo e vem elevando os padrões do setor há mais de meio século.

A empresa é uma divisão independente da A.P. Moller-Maersk e tem instalações em 62 locais-chave, em 33 países do mundo, com várias outras em implantação. A APM Terminals emprega aproximadamente 22 mil pessoas e, em 2023, recebeu 27 mil escalas de navios em seus terminais.

Fonte: Diário do Nordeste
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/egidio-serpa/apm-terminals-pecem-bate-recorde-com-500-mil-conteineres-1.3592914

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Maersk investe R$ 1,6 bilhão em novo terminal em Suape

A APM Terminals, braço do grupo dinamarquês Maersk, vai ampliar em 60% a capacidade de transporte de contêineres no Porto de Suape, em Ipojuca (PE), após aporte de R$ 1,6 bilhão em um novo terminal.

Quarto empreendimento da APM no Brasil – a empresa já opera em Santos (SP), Pecém (CE) e Itapoá (SC) -, este será o primeiro em que o grupo deterá 100% do capital.

Segundo Leo Huisman, CEO da APM Terminals para a região das Américas, o aumento de capacidade em Suape deve beneficiar de imediato as importações do setor têxtil asiático, com redução de custos logísticos, além de melhorar a competitividade para exportadores regionais.

Construído apenas com recursos do caixa da matriz, o novo terminal será 100% eletrificado, o primeiro neste formato na América Latina. “O custo da tecnologia para isso [terminais eletrificados] vem caindo rapidamente”, afirma.

Ricardo Rocha, presidente da Maersk para Costa Leste da América do Sul, diz que o empreendimento está alinhado à meta da companhia de ser carbono zero até 2040.

A APM Terminals está com 100% da sua capacidade no Brasil ocupada. “Precisaremos dobrar a nossa capacidade entre cinco e 10 anos”, afirma Huisman.

Ele diz que o crescimento da economia brasileira, projetado em 3% este ano, foi uma surpresa positiva e ajuda a explicar avanço de 22% nas importações e de 16% das exportações. Como um todo, a infraestrutura de terminais no país já está perto do limite.

A escolha por Suape, sexto maior atracadouro com movimentação de cargas no Brasil, está ligada ao avanço no processo de aprofundamento do calado. Atualmente, nenhum porto brasileiro tem a profundidade desejada de 17 metros, o que é um gargalo nacional para atração de embarcações de grande porte que são usadas globalmente.

O canal externo do Porto de Suape já está dragado, com 20 metros de profundidade. O interno deve atingir 16,2 metros no prazo máximo de seis meses, com investimento de R$ 327 milhões, incluindo a recuperação do molhe. Os recursos para a obra são do governo do Estado de Pernambuco e do governo federal (PAC3).

A dragagem do Porto de Suape também deve beneficiar diretamente a operação dos terminais de granéis líquidos, dando vazão à carga da Refinaria de Abreu e Lima, da Petrobras, cujas obras foram retomadas no início do ano.

Após uma etapa de demolição que durou 222 dias, a APM iniciará a fase de escolha das empresas que serão responsáveis pela construção do cais, pátio e prédios. A previsão é que o novo terminal comece a operar plenamente em junho de 2026. Já foram investidos R$ 241 milhões em 28 equipamentos eletrificados.

A APM Terminals desenvolve e opera terminais em 33 países. Com previsão de gerar 300 empregos diretos e mais 2 mil indiretos, a construção do terminal em Suape é um dos três projetos globais em andamento na empresa. Os outros dois são em Rijeka (Croácia) e Vietnã.

De acordo Huisman, o investimento antes da demanda é essencial para o futuro crescimento da empresa. “Expandiremos as janelas de atracação para nossos clientes, permitindo que eles introduzam novos serviços que conectam Pernambuco a vários portos globais”, diz o executivo. O terminal da APM será o segundo de contêineres em Suape, onde já está instalado um terminal da ICTSI.

FONTE: Valor Econômico
Maersk investe R$ 1,6 bilhão em novo terminal em Suape | Empresas | Valor Econômico

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Vizinhos, portos de Itajaí e Navegantes vivem impasse por obra em canal comum

Portonave tenta fechar acordo para pagar R$ 29 milhões a empresa que executa dragagem, mas depende de aval de Itajaí.

Pouco antes de desembocar na baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, o rio Itajaí-Açu separa o terminal privado de Navegantes, da Portonave, e o porto público municipalizado de Itajaí, localizado na margem oposta. Os navios que ali atracam utilizam o mesmo canal de acesso, independentemente do porto de destino. Nos últimos meses, porém, a dragagem de manutenção do rio foi paralisada depois que o porto de Itajaí, responsável pelo canal de acesso, atrasou o pagamento à empresa holandesa que executa a obra, a Van Oord, conforme a reportagem apurou. Agora, a Portonave tenta fechar um acordo para a retomada da manutenção.

O terminal privado propôs pagar R$ 28,8 milhões à Van Oord. Segundo Osmari de Castilho, diretor-superintendente administrativo da Portonave, o montante será parcelado ao longo de quatro meses. O acordo teve aval da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), mas ainda não foi assinado pelo porto de Itajaí, o que tem travado a retomada da manutenção. A demora para assinatura incomodou até o diretor-geral da agência reguladora, Eduardo Nery, que, durante reunião da autarquia neste mês, disse estar assombrado com a situação.


Terminal privado de contêineres da Portonave, em Navegantes (SC) – Divulgação/Portonav


Problemas de infraestrutura em portos brasileiros onde a pouca profundidade impede acesso de navios maiores. Navio carregado de contêineres navega no canal Estuário de Santos na entrada para o porto. Folhapress/Eduardo Knap

Terminal privado de contêineres da Portonave, em Navegantes (SC) – Divulgação/Portonave, procurado pela reportagem, o porto de Itajaí disse que cumpre regime de confidencialidade e que tenta viabilizar a volta da dragagem. Uma pessoa envolvida no acordo, ouvida pela reportagem em condição de anonimato, disse que os R$ 28,8 milhões representam cerca de metade da dívida que o porto de Itajaí tem com a Van Oord. O dinheiro oferecido pela Portonave é uma antecipação das tarifas referentes à tabela 1 (infraestrutura de acesso aquaviário), que são pagas ao porto de Itajaí por uso do canal de acesso. Se o acordo se concretizar, a SPI (Superintendência do Porto de Itajaí) terá de reembolsar a Portonave em 12 parcelas mensais, por meio de créditos tarifários referentes ao uso da infraestrutura aquaviária pelas embarcações atendidas no terminal privado. A empresa holandesa paralisou as obras no segundo semestre deste ano. A dragagem de manutenção deve ser realizada periodicamente para evitar assoreamento. Sem a obra, depósitos se acumulam no leito do rio, o que dificulta ou impede a passagem dos navios em capacidade plena –ou seja, com o máximo de carga possível.
De acordo com a Antaq, a área que abrange a Portonave e o porto de Itajaí é muito sensível à falta de dragagem, já que o rio Itajaí-Açu possui um forte regime de sedimentação. A previsão da Portonave, baseada em dados enviados à empresa pela Marinha, é que o
calado (profundidade) do berço três do terminal privado esteja quatro centímetros menor em novembro deste ano, na comparação com setembro.

No começo deste mês, o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Eduardo Nery, assinou uma deliberação que homologou o acordo para restabelecimento das obras de dragagem. A diretoria colegiada da autarquia também determinou que a SPI terá de apresentar, mensalmente, a evolução das contas. O tema foi discutido posteriormente em reunião ordinária da agência no dia 17 de outubro.
“Eu estou assombrado. Fui pego de surpresa agora [ao saber] que esse acordo não foi assinado. Isso é inadmissível”, disse Nery na ocasião.
O porto de Itajaí passou por um revés nos últimos anos depois que a APM Terminals, que pertence à dinamarquesa Maersk, deixou de operar, no fim de 2022, o terminal de contêineres. Segundo dados da Antaq, o volume de carga conteinerizada em Itajaí passou de 5,8 milhões de toneladas em 2021 para cerca de 1.000 toneladas em 2023. Neste mês, a JBS Terminais, empresa da gigante da indústria alimentícia, começou a operar o terminal de contêineres de Itajaí. No último dia 11, a atracação de um navio operado pela Seara marcou a volta da movimentação no terminal de contêineres de Itajaí. Por meio de email, telefone e mensagem de texto, a reportagem questionou a JBS sobre os impactos da paralisação da dragagem na operação, mas a empresa não respondeu.

Portos vizinhos em SC vivem impasse sobre obra – 28/10/2024 – Mercado – Folha

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