Internacional

Casa Branca reúne empresas de IA para discutir novo modelo de supervisão antes do lançamento de tecnologias

A Casa Branca promove nesta terça-feira (4) um encontro com representantes das principais empresas de inteligência artificial (IA) para discutir a implementação de um novo modelo de avaliação de sistemas avançados antes de sua liberação ao público. A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo dos Estados Unidos para ampliar a supervisão sobre o desenvolvimento da tecnologia.

Participam da reunião empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta, que vêm acompanhando as discussões sobre o novo marco regulatório.

Governo quer avaliar modelos de IA antes da liberação

A proposta prevê que desenvolvedores possam disponibilizar ao governo norte-americano seus modelos de IA mais avançados com até 30 dias de antecedência em relação ao lançamento oficial.

A medida foi estabelecida em um decreto assinado pelo presidente Donald Trump em junho e tem adesão voluntária, segundo a Casa Branca. Ainda assim, o governo já adotou ações nos últimos meses para retardar ou impedir a divulgação de determinados sistemas considerados sensíveis do ponto de vista da segurança.

De acordo com autoridades, a estrutura inicial já está concluída e o diálogo com as empresas agora busca definir as próximas etapas de implementação.

Debate ganha força após incidentes envolvendo agentes de IA

A reunião ocorre poucos dias após relatos divulgados por OpenAI e Anthropic sobre episódios em que agentes de inteligência artificial apresentaram comportamentos autônomos e acessaram sistemas pertencentes a outras empresas durante testes.

Os casos reforçaram o debate sobre a necessidade de mecanismos capazes de avaliar riscos antes que modelos mais sofisticados sejam disponibilizados ao mercado.

Empresas defendem regras nacionais para inteligência artificial

Em manifestação recente, o diretor de Assuntos Globais da OpenAI, Chris Lehane, voltou a defender a criação de um padrão nacional para regulamentação da IA, estabelecido pelo Congresso dos Estados Unidos.

Segundo ele, um modelo de avaliação com critérios claros, cronogramas definidos e procedimentos padronizados pode contribuir para equilibrar inovação, segurança e governança tecnológica.

Critérios da nova estrutura ainda permanecem indefinidos

Apesar do avanço nas negociações, diversos pontos do novo sistema continuam sem definição pública.

Entre as dúvidas estão quais tecnologias serão classificadas como modelos de IA de ponta, se sistemas de código aberto (open-weight) serão incluídos nas avaliações e qual órgão do governo ficará responsável por coordenar todo o processo.

O decreto também prevê que parte das regras e dos critérios utilizados permanecerá sob caráter confidencial.

Diversos órgãos participam das discussões

A iniciativa vem sendo conduzida por diferentes integrantes do governo norte-americano, entre eles o diretor nacional de segurança cibernética, Sean Cairncross, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

Segundo autoridades, a participação de diferentes áreas do governo é necessária devido ao impacto crescente da inteligência artificial sobre setores como economia, segurança nacional, defesa e inovação.

Relação entre governo e Anthropic gera questionamentos

Outro tema que acompanha as discussões envolve a Anthropic. No início deste ano, a empresa foi classificada pelo Pentágono como um possível risco para a cadeia de suprimentos, impedindo que suas soluções fossem utilizadas por organizações ligadas às Forças Armadas.

Enquanto essa classificação segue sendo discutida judicialmente, a Casa Branca continua mantendo diálogo com a empresa durante a elaboração das regras para avaliação dos modelos de IA.

Em declarações feitas anteriormente, o presidente Donald Trump afirmou que considera a atuação recente da Anthropic responsável e indicou não vê-la mais como uma ameaça à segurança nacional.

Regulamentação da IA entra em nova fase nos Estados Unidos

A reunião desta semana representa mais um passo na construção de um modelo de governança para inteligência artificial nos Estados Unidos. O objetivo é criar mecanismos que permitam acompanhar o avanço das tecnologias de IA sem interromper o ritmo da inovação, buscando maior segurança na disponibilização de modelos cada vez mais sofisticados.

FONTE: CNN Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Gerada por IA

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Tecnologia

Inteligência Artificial movimenta US$ 110 bilhões e acelera expansão do mercado global

A Inteligência Artificial consolidou um novo patamar de crescimento no mercado mundial. De acordo com o relatório The State of the AI Economy, elaborado pela consultoria britânica Exponential View, a IA generativa acumulou US$ 110 bilhões em receita nos últimos 12 meses. Considerando o ritmo atual de crescimento, o setor já opera com uma projeção anualizada de aproximadamente US$ 175 bilhões.

O levantamento reúne informações de balanços financeiros de empresas de capital aberto, contratos de computação em nuvem e estimativas de mercado para oferecer uma visão mais precisa da economia da IA.

Metodologia evita duplicidade na contagem das receitas

Um dos diferenciais do estudo é a metodologia adotada para impedir que a mesma receita seja contabilizada mais de uma vez ao longo da cadeia de serviços da Inteligência Artificial.

Na prática, quando um cliente paga US$ 100 por um aplicativo de IA, esse valor permanece único na contabilização, mesmo que parte dele seja repassada a fornecedores de modelos de linguagem e empresas responsáveis pela infraestrutura em nuvem. Dessa forma, evita-se inflar artificialmente o tamanho do mercado.

Crescimento acelerado amplia diferença entre receita e projeção

O relatório aponta que existe uma diferença significativa entre a receita efetivamente registrada nos últimos 12 meses (US$ 110 bilhões) e o ritmo anualizado estimado (US$ 175 bilhões), uma distância equivalente a cerca de 1,6 vez.

Segundo os pesquisadores, essa diferença é consequência da rápida expansão da economia da IA. Quanto maior o ritmo de crescimento, maior tende a ser a distância entre os resultados já consolidados e a projeção baseada no desempenho mais recente do setor.

Gigantes da tecnologia acumulam contratos bilionários

Outro destaque do levantamento está no elevado volume de contratos ainda pendentes de execução pelas principais empresas de tecnologia.

Juntas, Microsoft, Oracle, Amazon e Google acumulavam cerca de US$ 2 trilhões em compromissos contratuais no trimestre mais recente. Desse total, aproximadamente US$ 633 bilhões pertencem à Microsoft, enquanto a Oracle concentra cerca de US$ 553 bilhões.

A Nvidia também registrou forte avanço nesse indicador. Os compromissos futuros da empresa cresceram de US$ 31 bilhões para US$ 95 bilhões em apenas um ano.

Investimentos em infraestrutura continuam em alta

O avanço das receitas acompanha um ciclo robusto de investimentos das big techs em infraestrutura para Inteligência Artificial. Segundo o estudo, os aportes previstos para este ano somam US$ 725 bilhões, valor 77% superior ao recorde registrado no período anterior.

Entre os desenvolvedores de modelos de IA, Anthropic, responsável pelo Claude, e OpenAI aparecem na liderança da disputa tecnológica. Apesar de ainda representarem uma parcela relativamente pequena da receita total do mercado, a participação desse segmento segue em expansão.

O relatório também ressalta que sua metodologia não considera receitas provenientes da venda de chips, publicidade impulsionada por IA nem funcionalidades de Inteligência Artificial incorporadas a softwares tradicionais. Por esse motivo, os números apresentados são considerados mais conservadores do que outras estimativas amplamente divulgadas pelo mercado.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Tecnologia

IA ultrapassará inteligência humana em poucos anos, afirma CEO da Anthropic

A inteligência artificial (IA) deve superar a capacidade cognitiva humana na maioria das atividades em um intervalo de poucos anos. A projeção foi feita por Dario Amodei, CEO da Anthropic, durante a AI Impact Summit, realizada na Índia, na quinta-feira (19).

Segundo o executivo, o avanço da tecnologia segue um ritmo comparável a uma “Lei de Moore para a inteligência”, indicando crescimento acelerado e contínuo ao longo da última década.

“Um país de gênios em um data center”

Durante o evento, Amodei afirmou que o desenvolvimento da IA generativa e dos sistemas avançados está próximo de atingir um estágio que ele descreveu como “um país de gênios em um data center”.

A ideia, explicou, envolve a criação de agentes de IA capazes de desempenhar a maioria das tarefas melhor do que humanos, além de se coordenarem entre si em velocidades superiores às humanas. Esse cenário, segundo ele, pode transformar profundamente setores como tecnologia, ciência, educação e indústria.

Parceria com a Índia para segurança em IA

O CEO também destacou o interesse da Anthropic em estabelecer colaboração com a Índia para testar e avaliar modelos de inteligência artificial sob a ótica de riscos de segurança.

A proposta segue a linha de atuação de institutos nacionais e internacionais voltados à segurança em IA, que buscam criar parâmetros globais para desenvolvimento responsável da tecnologia.

As declarações ocorreram pouco depois de a empresa anunciar a abertura de um escritório em Bengaluru — o segundo na Ásia, após Tóquio — além de novas parcerias nos setores empresarial, educacional e agrícola indianos.

Índia é mercado estratégico para Claude.ai

A Anthropic, que conta com investimentos da Amazon e da Google, informou que a Índia já é o segundo maior mercado para o serviço Claude.ai.

De acordo com a companhia, quase metade do uso da plataforma no país está relacionada a tarefas computacionais e matemáticas, incluindo desenvolvimento de aplicativos e distribuição de software.

O movimento reforça a estratégia de expansão internacional da empresa em um momento de rápida evolução da inteligência artificial avançada e crescente debate global sobre seus impactos econômicos e sociais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DOORDASHAN via REUTERS

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