Notícias

ANP quer usar notas fiscais eletrônicas para fiscalizar mistura de biodiesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende ampliar e tornar mais rápida a fiscalização da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. A diretoria da agência aprovou nesta sexta-feira (21) a realização de consulta e audiência públicas para alterar as regras do setor.

A proposta permitirá que a ANP tenha acesso diário às notas fiscais eletrônicas referentes às operações com biodiesel e diesel. A medida busca dar à autarquia uma visão mais atualizada das movimentações do mercado e facilitar a identificação de possíveis irregularidades.

Fiscalização da mistura de biodiesel será mais ágil

De acordo com a ANP, os arquivos eletrônicos das notas fiscais de biodiesel, diesel A e diesel B possibilitarão o acompanhamento contínuo das operações realizadas no mercado.

Com informações disponíveis em intervalos menores, a agência poderá detectar com maior rapidez eventuais casos de descumprimento da mistura obrigatória de biodiesel pelas distribuidoras.

Modelo atual depende de informações mensais

Atualmente, a fiscalização da mistura é baseada principalmente em dados informados mensalmente pelos agentes do mercado por meio do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (i-SIMP).

Segundo a ANP, como essas informações são encaminhadas somente no mês seguinte às operações, o formato atual limita a capacidade de resposta imediata da agência diante de possíveis irregularidades.

A mudança proposta pretende adequar o sistema de controle às novas exigências previstas na legislação, permitindo que a fiscalização seja realizada de maneira mais próxima ao momento em que as operações acontecem.

Consulta pública terá duração de 45 dias

A consulta pública da ANP ficará disponível por 45 dias. Durante esse período, agentes do setor e demais interessados poderão apresentar contribuições à proposta de alteração das regras.

O aprimoramento da fiscalização ocorre em um cenário de preocupação do governo e do mercado com possíveis fraudes na mistura de biodiesel. Além de reduzir a demanda pelo biocombustível, essas práticas podem provocar distorções competitivas e favorecer a concorrência desleal entre distribuidoras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing News

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Tecnologia

Carros elétricos ainda não reduzem consumo de gasolina no Brasil; entenda os motivos

As vendas de carros elétricos e veículos eletrificados seguem em ritmo acelerado no Brasil, mas esse crescimento ainda não se reflete em uma queda significativa no consumo de gasolina e diesel. Embora os modelos eletrificados tenham alcançado participação recorde nos emplacamentos, a frota movida a combustíveis fósseis continua predominando nas ruas e estradas do país.

Em julho, os eletrificados responderam por 23,3% dos emplacamentos de veículos leves, enquanto o volume acumulado em 2026 ultrapassou 300 mil unidades, representando alta de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em mercados como China e Europa, esse avanço já começa a impactar a demanda por derivados de petróleo, segundo um estudo do Citi. No Brasil, porém, a realidade ainda é diferente.

Consumo de combustíveis continua em alta

Apesar da expansão da mobilidade elétrica, os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o consumo de combustíveis permanece em crescimento.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas de diesel B aumentaram 2,8%, alcançando 16,8 bilhões de litros. A gasolina C também registrou alta de 2,1%, enquanto apenas o etanol hidratado apresentou retração de 6,8%.

O cenário demonstra que o aumento nas vendas de veículos eletrificados ainda não é suficiente para alterar, de forma significativa, a demanda nacional por combustíveis.

Renovação da frota acontece em ritmo lento

O principal fator por trás desse cenário é o tamanho da frota brasileira. Embora os emplacamentos indiquem uma rápida expansão dos eletrificados, o consumo de combustíveis é determinado pelo total de veículos que circulam diariamente.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontam que o Brasil possui cerca de 131,8 milhões de veículos, incluindo aproximadamente 65,4 milhões de automóveis, além de motocicletas, caminhonetes, caminhões e outros veículos movidos a gasolina, etanol ou diesel.

Em comparação, o número de veículos leves eletrificados ainda é reduzido. Levantamento da ABVE Data mostra que o país acumulou mais de 836 mil unidades desde 2012 e, com os resultados de julho, esse total já se aproxima de 900 mil veículos.

Eletrificados representam pouco mais de 1% da frota

Mesmo com o crescimento expressivo das vendas, os carros elétricos e demais modelos eletrificados ainda correspondem a pouco mais de 1% da frota nacional de automóveis.

Esse percentual ajuda a explicar por que o impacto sobre o consumo de combustíveis permanece limitado. Cada novo veículo elétrico reduz a necessidade de abastecimento, mas sua participação ainda é pequena diante dos milhões de veículos convencionais em circulação.

Considerando uma média de 12,5 mil quilômetros rodados por ano e um consumo médio de 11 quilômetros por litro, um automóvel totalmente elétrico pode deixar de consumir cerca de 1.140 litros de gasolina por ano. Individualmente, a economia é significativa, mas o efeito nacional ainda é diluído pela dimensão da frota movida a combustão.

Híbridos também influenciam a transição

Outro fator importante é que boa parte dos veículos eletrificados vendidos atualmente ainda utiliza combustíveis líquidos.

Modelos híbridos convencionais (HEV), híbridos flex, híbridos plug-in (PHEV) e os mais recentes elétricos com extensor de autonomia (REEV) reduzem o consumo de gasolina, mas não eliminam completamente a necessidade de abastecimento.

Enquanto um veículo 100% elétrico (BEV) pode dispensar totalmente o uso de combustíveis fósseis, os híbridos proporcionam reduções graduais, que variam conforme a tecnologia e o perfil de utilização do motorista.

Mudança nas estatísticas depende da renovação da frota

As projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o consumo de combustíveis deve continuar crescendo no curto prazo, impulsionado pelo aumento da atividade econômica, da logística e da própria frota nacional.

Especialistas apontam que o verdadeiro impacto da eletrificação automotiva será percebido apenas quando os veículos elétricos e híbridos representarem uma parcela mais significativa dos automóveis em circulação.

Até lá, a tendência é de uma transição gradual, na qual a redução do consumo de gasolina dependerá principalmente da velocidade de renovação da frota brasileira e da participação crescente dos diferentes tipos de veículos eletrificados.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Pulso Comunica

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Informação

Produção de petróleo no Brasil atinge recorde histórico em junho, aponta ANP

A produção de petróleo no Brasil alcançou um novo recorde em junho, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho do pré-sal, consolidando o país em um momento de forte instabilidade no mercado internacional de energia.

Produção supera marca anterior e cresce mais de 19% em um ano

De acordo com a ANP, o país produziu, em média, 4,475 milhões de barris de petróleo por dia durante o mês de junho. O volume representa crescimento de 4% em relação a maio e avanço de 19,1% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho supera o recorde anterior, registrado em abril, quando a produção nacional havia atingido 4,340 milhões de barris diários.

Pré-sal lidera expansão da produção

O principal responsável pelo resultado foi o pré-sal, que respondeu por cerca de 3,699 milhões de barris por dia no período.

A participação crescente dessa camada continua sendo determinante para o aumento da produção nacional e reforça a importância dos campos marítimos na expansão da indústria petrolífera brasileira.

Mercado acompanha cenário internacional de tensão

O novo recorde ocorre em um contexto de elevada volatilidade nos preços do petróleo no mercado global. Nos últimos meses, as cotações da commodity sofreram fortes oscilações devido às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

Um dos fatores que mais preocupou o setor foi o fechamento temporário do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. A interrupção elevou os receios sobre o abastecimento global e impulsionou as cotações internacionais.

Petróleo chegou a superar US$ 100 por barril

Durante o período de maior tensão, o barril do petróleo ultrapassou a marca de US$ 100, refletindo o temor de restrições na oferta mundial.

Posteriormente, os preços recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 com o aumento das expectativas de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio e a possível retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Declarações de Trump e resposta do Irã influenciam mercado

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderia suspender uma nova ofensiva militar contra o Irã caso fosse firmado rapidamente um acordo relacionado ao programa nuclear iraniano e à reabertura do Estreito de Ormuz.

O governo iraniano, entretanto, negou ter solicitado qualquer interrupção das ações militares norte-americanas. Segundo a agência estatal Mehr, autoridades militares classificaram a declaração de Trump como falsa e afirmaram que as Forças Armadas iranianas permanecem em estado de alerta diante da possibilidade de novos confrontos.

Apesar das divergências entre os governos, a expectativa de retomada das negociações reduziu parte da tensão entre os investidores e contribuiu para a queda das cotações internacionais.

Brent e WTI registram forte queda

Por volta das 10h50, o barril do Brent, referência para o mercado internacional, era negociado a US$ 82,84, com recuo de 5,79%.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, registrava queda de 7,23%, sendo cotado a US$ 78,55 por barril.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Importação

Indústria de biodiesel celebra veto à importação e destaca fortalecimento da produção nacional

A decisão do governo federal de impedir a importação de biodiesel destinado à mistura obrigatória com o diesel comercializado no país foi recebida com entusiasmo pelo setor. Para representantes da indústria, a medida demonstra confiança na capacidade da produção nacional e fortalece a cadeia de biocombustíveis.

A resolução foi aprovada nesta terça-feira (14) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Com a nova regra, apenas o biodiesel fabricado por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá ser utilizado na composição obrigatória do combustível vendido no mercado brasileiro.

Setor vê medida como avanço para a política de biocombustíveis

Na avaliação da AliançaBiodiesel, a decisão representa um passo importante para consolidar a política nacional de biocombustíveis. A entidade afirma que o veto reconhece a capacidade da indústria instalada no país e proporciona maior previsibilidade para toda a cadeia produtiva.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o parque industrial brasileiro opera atualmente com cerca de 40% da capacidade instalada, o que demonstra potencial para ampliar a produção e atender plenamente à demanda interna.

Entidades afirmam que país tem estrutura para suprir o mercado

O presidente da Aprobio e integrante da AliançaBiodiesel, Jerônimo Goergen, afirmou que o Brasil possui infraestrutura, tecnologia e disponibilidade de matéria-prima suficientes para abastecer o mercado nacional sem depender de importações.

Segundo ele, a decisão também contribui para proteger investimentos, incentivar a expansão da produção e reforçar a segurança energética do país. Goergen ressaltou ainda que substituir a produção nacional por combustível importado enfraqueceria uma cadeia produtiva construída ao longo dos últimos anos e reconhecida internacionalmente pela qualidade e sustentabilidade.

Decisão pode estimular investimentos e inovação

Para o presidente da Abiove, André Nassar, também integrante da AliançaBiodiesel, a resolução do CNPE sinaliza que o governo considera a produção brasileira de biodiesel estratégica para a política energética nacional.

De acordo com o executivo, a medida cria um ambiente mais favorável para novos investimentos, expansão da capacidade produtiva e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor. Na avaliação de Nassar, esse cenário fortalece a agroindústria brasileira e amplia o protagonismo do país na transição energética global.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Informação

Petrobras amplia presença no pré-sal com aquisição de 50% do bloco Itaimbezinho

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10) a compra de 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos, a aproximadamente 190 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro. A operação foi realizada junto à Equinor Brasil Energia, subsidiária da estatal norueguesa Equinor.

Os valores envolvidos na transação não foram divulgados pelas empresas. O bloco ainda se encontra em fase exploratória e, por isso, não possui produção comercial de petróleo.

Estratégia reforça expansão das reservas de petróleo e gás

Segundo a Petrobras, a aquisição faz parte da estratégia de longo prazo da companhia para fortalecer sua atuação na exploração de petróleo e gás. A iniciativa busca ampliar as reservas da empresa por meio da exploração de novas áreas e da atuação em parceria com outras operadoras do setor.

A estatal destacou que o investimento reforça a importância da atividade exploratória para o desenvolvimento da indústria energética nacional.

Parceria com a Equinor ganha novo capítulo

A operação também amplia a cooperação entre Petrobras e Equinor na Bacia de Campos. As duas empresas já atuam em conjunto no projeto Raia, considerado o maior empreendimento de gás natural previsto para entrar em operação nesta década no Brasil.

Além disso, as companhias compartilham a licença exploratória de Jaspe, na qual a Petrobras possui participação majoritária de 60%.

Histórico do bloco Itaimbezinho

O bloco Itaimbezinho foi arrematado pela Equinor durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em outubro de 2025.

Na modalidade de partilha, vence a disputa a empresa que oferece o maior percentual de excedente em óleo para a União. Na ocasião, a Equinor conquistou a área com uma proposta de 6,95% de participação governamental sobre o excedente produzido.

Negócio ainda depende de aprovações regulatórias

Para que a transação seja concluída, o acordo ainda precisa receber autorização da ANP e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os órgãos são responsáveis pela regulação do setor e pela preservação da livre concorrência no mercado brasileiro.

Pré-sal responde por mais de 80% da produção nacional

O pré-sal brasileiro, localizado principalmente na região Sudeste, concentra os maiores campos produtores do país. Dados mais recentes da ANP apontam que, em abril de 2026, a camada pré-sal foi responsável por cerca de 82% de toda a produção nacional de petróleo e gás natural.

No período, foram produzidos aproximadamente 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe), indicador utilizado para padronizar a soma da produção de petróleo e gás natural com base em seu potencial energético.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Petrobras

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Informação

Governo cria subsídio para diesel e adia tarifas de companhias aéreas

O governo federal publicou uma nova medida provisória que institui um subsídio de R$ 1,12 por litro para produtores e importadores de diesel. A iniciativa tem como objetivo reduzir os impactos da alta do preço do diesel e assegurar o abastecimento nacional diante das consequências do conflito no Oriente Médio.

A Medida Provisória 1363/26, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no último sábado (30).

Benefício será válido até o fim de 2026

De acordo com o texto, o incentivo financeiro estará disponível entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026 para empresas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para participar do programa, as companhias deverão aderir formalmente à iniciativa, repassar integralmente o valor do subsídio ao preço final do combustível e fornecer informações periódicas à agência reguladora.

ANP fará fiscalização e controle dos pagamentos

A medida estabelece que a ANP será responsável pela habilitação das empresas participantes, pela fiscalização do cumprimento das regras e pela liberação dos recursos previstos.

O texto também prevê que o Ministério da Fazenda poderá revisar ou até suspender o benefício a cada dois meses. Qualquer alteração deverá ser comunicada com antecedência mínima de 15 dias.

Companhias aéreas terão prazo ampliado para pagamento

Além das ações voltadas ao setor de combustíveis, a medida provisória concede novo prazo para o pagamento de tarifas de navegação aérea por parte das companhias aéreas nacionais.

Os valores que venceriam entre setembro e novembro deste ano poderão ser quitados até 4 de dezembro de 2026, oferecendo maior flexibilidade financeira ao setor.

Embora a medida provisória já esteja em vigor, sua validade definitiva ainda depende da análise e aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Câmara dos Deputados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Câmara dos Deputados

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Informação

Operação Fluxo Oculto amplia combate ao crime organizado no setor de combustíveis

A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram nesta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto, nova fase das investigações contra uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis em diversos estados do país.

A ação é coordenada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, além da Sefaz/SP, ANP, Procuradoria-Geral do Estado e das Polícias Civil e Militar.

Nova fase aprofunda investigações sobre esquema bilionário

A Operação Fluxo Oculto é considerada a segunda etapa da Operação Carbono Oculto, apontada pelas autoridades como uma das maiores ações integradas já realizadas no Brasil contra o crime organizado no setor de combustíveis.

O principal objetivo desta fase é enfraquecer financeiramente o grupo investigado, ampliar a coleta de provas e identificar novos participantes do esquema criminoso.

As investigações apontam que a organização utilizava empresas e estruturas financeiras para ocultar recursos obtidos por meio de sonegação fiscal, comercialização irregular de combustíveis e lavagem de dinheiro.

Mandados são cumpridos em cinco estados

Ao todo, estão sendo executados 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As diligências ocorrem em cidades como São Paulo, Santos, Paulínia, Sorocaba, Belo Horizonte, Cascavel e Rio de Janeiro.

Mais de 135 servidores da Receita Federal participam da operação, entre auditores-fiscais, analistas-tributários e equipes administrativas, além de agentes dos órgãos parceiros envolvidos na investigação.

Fintechs são apontadas como “bancos paralelos” da organização

Um dos focos centrais da operação é a atuação de fintechs utilizadas para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro.

Segundo a Receita Federal, seis novas instituições de pagamento foram identificadas durante o aprofundamento das investigações. Essas empresas teriam funcionado como uma espécie de sistema financeiro paralelo da organização criminosa.

As fintechs eram usadas para compensações financeiras entre distribuidoras, postos de combustíveis, fundos de investimento e operadores ligados ao grupo investigado.

Entre 2022 e 2025, as seis empresas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, segundo os investigadores.

Depósitos em dinheiro e criptoativos levantaram suspeitas

As autoridades identificaram operações consideradas incompatíveis com a atividade regular das instituições de pagamento.

Entre os indícios investigados estão depósitos elevados em espécie, movimentações por meio de “contas bolsão” e transferências para outras plataformas financeiras com o objetivo de criar camadas de ocultação patrimonial.

Uma única fintech investigada teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em dinheiro vivo entre 2022 e 2024.

As investigações também apontaram operações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos envolvendo empresas suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a outras organizações criminosas.

Receita Federal amplia fiscalização sobre instituições de pagamento

Até 2025, instituições de pagamento não eram obrigadas a entregar a declaração e-Financeira à Receita Federal, documento que reúne informações sobre movimentações financeiras.

Após mudanças implementadas na sequência da Operação Carbono Oculto, mais de 450 empresas passaram a fornecer os dados ao Fisco.

Segundo os investigadores, essas informações têm sido fundamentais para rastrear operações suspeitas e ampliar o combate aos crimes financeiros.

Das seis fintechs investigadas nesta nova fase, três já apresentaram declarações que somam aproximadamente R$ 8 bilhões em movimentações financeiras apenas em 2025. As demais poderão ser autuadas pela omissão das informações obrigatórias.

Esquema de adulteração de combustíveis causou prejuízo milionário

Outra linha de investigação envolve a adulteração de combustíveis com uso irregular de nafta petroquímica.

De acordo com a Receita Federal, empresas de fachada simulavam compras do produto para uso industrial, mas a substância acabava desviada para terminais de armazenamento e misturada a combustíveis automotivos.

O combustível adulterado era posteriormente distribuído para postos revendedores ligados ao grupo investigado.

As autoridades estimam que apenas esse esquema tenha causado prejuízo superior a R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados nos últimos dois anos.

Fundos de investimento também são investigados

As investigações identificaram ainda o uso de fundos de investimento para ocultar os beneficiários finais dos recursos obtidos com as fraudes.

Quatro fundos, além de duas administradoras e duas gestoras de recursos, são alvo da operação.

Juntos, os fundos investigados possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões. Segundo os investigadores, o crescimento patrimonial dessas estruturas superou 200% em pouco mais de um ano.

Drive de Imagens

Imagens da operação, tabela com número de mandados cumpridos em cada cidade e infográfico detalhando o esquema serão disponibilizados no drive neste link.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Notícias

ANP confirma presença de petróleo em propriedade rural no Ceará

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirmou que a substância escura encontrada por um agricultor em Tabuleiro do Norte, no Ceará, trata-se de petróleo cru. O material foi localizado durante uma perfuração feita para buscar água destinada ao abastecimento de animais em uma propriedade rural da região.

O responsável pela descoberta, o agricultor Sidrônio Moreira, encontrou o líquido ainda em novembro de 2024, mas comunicou oficialmente o caso à ANP apenas em julho de 2025.

Testes confirmaram petróleo cru

Após a notificação, técnicos da agência estiveram no local em 12 de março de 2026 para coletar amostras e iniciar análises. Os exames físico-químicos foram concluídos na última terça-feira (19), confirmando que o material encontrado é realmente petróleo.

De acordo com a ANP, o resultado foi encaminhado ao proprietário do terreno e também à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará. O órgão estadual poderá definir possíveis orientações ambientais e eventuais medidas relacionadas à área.

Região não possui bloco ativo de exploração

Apesar da confirmação, Tabuleiro do Norte ainda não integra nenhum bloco oficial de exploração petrolífera. Mesmo assim, o ponto onde a substância foi localizada está situado a cerca de 11 quilômetros da área de exploração mais próxima.

A descoberta chamou atenção por ocorrer fora das áreas tradicionais de pesquisa e produção de óleo e gás no país.

Processo de avaliação pode durar anos

A ANP informou que abriu um processo administrativo para analisar a viabilidade técnica e econômica de uma futura exploração comercial na região. Segundo a agência, ainda não existe prazo para a conclusão dessa avaliação.

O órgão também destacou que a confirmação da existência de petróleo no Ceará não garante, automaticamente, a exploração comercial da área. Todo o processo envolve estudos detalhados, licenciamento ambiental, definição de blocos exploratórios e eventual leilão para empresas interessadas.

Essas etapas podem levar vários anos até uma possível operação entrar em atividade.

Agricultor poderá receber participação financeira

Caso a exploração comercial seja autorizada futuramente, o agricultor poderá receber participação nos lucros da produção. Pela legislação brasileira, proprietários de terras têm direito a uma compensação que pode chegar a 1% do valor produzido.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Tecnologia

Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Informação

Governo monitora mercado de combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio

O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente a situação do mercado de combustíveis, tanto no Brasil quanto no exterior. A iniciativa envolve coordenação com órgãos reguladores e com os principais agentes da cadeia de produção e distribuição de derivados de petróleo.

Monitoramento estratégico diante do conflito

Segundo o governo, a medida visa reforçar o acompanhamento das cadeias globais de suprimento de petróleo, da logística nacional de distribuição de combustíveis e dos preços de produtos como gasolina, diesel e etanol. O alerta se intensificou após a eclosão do conflito no Oriente Médio, região que concentra cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo.

Em nota, o MME informou que ampliou a comunicação com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com agentes que atuam na produção, importação e distribuição de combustíveis. O objetivo é identificar rapidamente riscos ao abastecimento e coordenar medidas para garantir a segurança energética do país.

Impacto limitado para o Brasil

Apesar da tensão internacional, o país possui exposição limitada ao conflito, segundo o governo. O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa apenas parte dos derivados, principalmente diesel. A participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores é relativamente pequena, reduzindo o risco de impactos diretos no mercado interno.

Aumento nos preços e fiscalização

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) análise sobre recentes aumentos de preços em quatro estados e no Distrito Federal. Sindicatos do setor alegaram que distribuidoras elevaram os valores repassando o impacto do aumento do petróleo internacional, ligado ao conflito.

Até agora, a Petrobras não anunciou reajustes nas refinarias. A Senacon pediu ao Cade que verifique se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência, como combinação de preços entre concorrentes.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Petrobras

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