Informação

Governo cria subsídio para diesel e adia tarifas de companhias aéreas

O governo federal publicou uma nova medida provisória que institui um subsídio de R$ 1,12 por litro para produtores e importadores de diesel. A iniciativa tem como objetivo reduzir os impactos da alta do preço do diesel e assegurar o abastecimento nacional diante das consequências do conflito no Oriente Médio.

A Medida Provisória 1363/26, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no último sábado (30).

Benefício será válido até o fim de 2026

De acordo com o texto, o incentivo financeiro estará disponível entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026 para empresas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para participar do programa, as companhias deverão aderir formalmente à iniciativa, repassar integralmente o valor do subsídio ao preço final do combustível e fornecer informações periódicas à agência reguladora.

ANP fará fiscalização e controle dos pagamentos

A medida estabelece que a ANP será responsável pela habilitação das empresas participantes, pela fiscalização do cumprimento das regras e pela liberação dos recursos previstos.

O texto também prevê que o Ministério da Fazenda poderá revisar ou até suspender o benefício a cada dois meses. Qualquer alteração deverá ser comunicada com antecedência mínima de 15 dias.

Companhias aéreas terão prazo ampliado para pagamento

Além das ações voltadas ao setor de combustíveis, a medida provisória concede novo prazo para o pagamento de tarifas de navegação aérea por parte das companhias aéreas nacionais.

Os valores que venceriam entre setembro e novembro deste ano poderão ser quitados até 4 de dezembro de 2026, oferecendo maior flexibilidade financeira ao setor.

Embora a medida provisória já esteja em vigor, sua validade definitiva ainda depende da análise e aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Câmara dos Deputados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Câmara dos Deputados

Ler Mais
Informação

Operação Fluxo Oculto amplia combate ao crime organizado no setor de combustíveis

A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram nesta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto, nova fase das investigações contra uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis em diversos estados do país.

A ação é coordenada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, além da Sefaz/SP, ANP, Procuradoria-Geral do Estado e das Polícias Civil e Militar.

Nova fase aprofunda investigações sobre esquema bilionário

A Operação Fluxo Oculto é considerada a segunda etapa da Operação Carbono Oculto, apontada pelas autoridades como uma das maiores ações integradas já realizadas no Brasil contra o crime organizado no setor de combustíveis.

O principal objetivo desta fase é enfraquecer financeiramente o grupo investigado, ampliar a coleta de provas e identificar novos participantes do esquema criminoso.

As investigações apontam que a organização utilizava empresas e estruturas financeiras para ocultar recursos obtidos por meio de sonegação fiscal, comercialização irregular de combustíveis e lavagem de dinheiro.

Mandados são cumpridos em cinco estados

Ao todo, estão sendo executados 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As diligências ocorrem em cidades como São Paulo, Santos, Paulínia, Sorocaba, Belo Horizonte, Cascavel e Rio de Janeiro.

Mais de 135 servidores da Receita Federal participam da operação, entre auditores-fiscais, analistas-tributários e equipes administrativas, além de agentes dos órgãos parceiros envolvidos na investigação.

Fintechs são apontadas como “bancos paralelos” da organização

Um dos focos centrais da operação é a atuação de fintechs utilizadas para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro.

Segundo a Receita Federal, seis novas instituições de pagamento foram identificadas durante o aprofundamento das investigações. Essas empresas teriam funcionado como uma espécie de sistema financeiro paralelo da organização criminosa.

As fintechs eram usadas para compensações financeiras entre distribuidoras, postos de combustíveis, fundos de investimento e operadores ligados ao grupo investigado.

Entre 2022 e 2025, as seis empresas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, segundo os investigadores.

Depósitos em dinheiro e criptoativos levantaram suspeitas

As autoridades identificaram operações consideradas incompatíveis com a atividade regular das instituições de pagamento.

Entre os indícios investigados estão depósitos elevados em espécie, movimentações por meio de “contas bolsão” e transferências para outras plataformas financeiras com o objetivo de criar camadas de ocultação patrimonial.

Uma única fintech investigada teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em dinheiro vivo entre 2022 e 2024.

As investigações também apontaram operações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos envolvendo empresas suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a outras organizações criminosas.

Receita Federal amplia fiscalização sobre instituições de pagamento

Até 2025, instituições de pagamento não eram obrigadas a entregar a declaração e-Financeira à Receita Federal, documento que reúne informações sobre movimentações financeiras.

Após mudanças implementadas na sequência da Operação Carbono Oculto, mais de 450 empresas passaram a fornecer os dados ao Fisco.

Segundo os investigadores, essas informações têm sido fundamentais para rastrear operações suspeitas e ampliar o combate aos crimes financeiros.

Das seis fintechs investigadas nesta nova fase, três já apresentaram declarações que somam aproximadamente R$ 8 bilhões em movimentações financeiras apenas em 2025. As demais poderão ser autuadas pela omissão das informações obrigatórias.

Esquema de adulteração de combustíveis causou prejuízo milionário

Outra linha de investigação envolve a adulteração de combustíveis com uso irregular de nafta petroquímica.

De acordo com a Receita Federal, empresas de fachada simulavam compras do produto para uso industrial, mas a substância acabava desviada para terminais de armazenamento e misturada a combustíveis automotivos.

O combustível adulterado era posteriormente distribuído para postos revendedores ligados ao grupo investigado.

As autoridades estimam que apenas esse esquema tenha causado prejuízo superior a R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados nos últimos dois anos.

Fundos de investimento também são investigados

As investigações identificaram ainda o uso de fundos de investimento para ocultar os beneficiários finais dos recursos obtidos com as fraudes.

Quatro fundos, além de duas administradoras e duas gestoras de recursos, são alvo da operação.

Juntos, os fundos investigados possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões. Segundo os investigadores, o crescimento patrimonial dessas estruturas superou 200% em pouco mais de um ano.

Drive de Imagens

Imagens da operação, tabela com número de mandados cumpridos em cada cidade e infográfico detalhando o esquema serão disponibilizados no drive neste link.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Notícias

ANP confirma presença de petróleo em propriedade rural no Ceará

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirmou que a substância escura encontrada por um agricultor em Tabuleiro do Norte, no Ceará, trata-se de petróleo cru. O material foi localizado durante uma perfuração feita para buscar água destinada ao abastecimento de animais em uma propriedade rural da região.

O responsável pela descoberta, o agricultor Sidrônio Moreira, encontrou o líquido ainda em novembro de 2024, mas comunicou oficialmente o caso à ANP apenas em julho de 2025.

Testes confirmaram petróleo cru

Após a notificação, técnicos da agência estiveram no local em 12 de março de 2026 para coletar amostras e iniciar análises. Os exames físico-químicos foram concluídos na última terça-feira (19), confirmando que o material encontrado é realmente petróleo.

De acordo com a ANP, o resultado foi encaminhado ao proprietário do terreno e também à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará. O órgão estadual poderá definir possíveis orientações ambientais e eventuais medidas relacionadas à área.

Região não possui bloco ativo de exploração

Apesar da confirmação, Tabuleiro do Norte ainda não integra nenhum bloco oficial de exploração petrolífera. Mesmo assim, o ponto onde a substância foi localizada está situado a cerca de 11 quilômetros da área de exploração mais próxima.

A descoberta chamou atenção por ocorrer fora das áreas tradicionais de pesquisa e produção de óleo e gás no país.

Processo de avaliação pode durar anos

A ANP informou que abriu um processo administrativo para analisar a viabilidade técnica e econômica de uma futura exploração comercial na região. Segundo a agência, ainda não existe prazo para a conclusão dessa avaliação.

O órgão também destacou que a confirmação da existência de petróleo no Ceará não garante, automaticamente, a exploração comercial da área. Todo o processo envolve estudos detalhados, licenciamento ambiental, definição de blocos exploratórios e eventual leilão para empresas interessadas.

Essas etapas podem levar vários anos até uma possível operação entrar em atividade.

Agricultor poderá receber participação financeira

Caso a exploração comercial seja autorizada futuramente, o agricultor poderá receber participação nos lucros da produção. Pela legislação brasileira, proprietários de terras têm direito a uma compensação que pode chegar a 1% do valor produzido.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Tecnologia

Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

Ler Mais
Informação

Governo monitora mercado de combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio

O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente a situação do mercado de combustíveis, tanto no Brasil quanto no exterior. A iniciativa envolve coordenação com órgãos reguladores e com os principais agentes da cadeia de produção e distribuição de derivados de petróleo.

Monitoramento estratégico diante do conflito

Segundo o governo, a medida visa reforçar o acompanhamento das cadeias globais de suprimento de petróleo, da logística nacional de distribuição de combustíveis e dos preços de produtos como gasolina, diesel e etanol. O alerta se intensificou após a eclosão do conflito no Oriente Médio, região que concentra cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo.

Em nota, o MME informou que ampliou a comunicação com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com agentes que atuam na produção, importação e distribuição de combustíveis. O objetivo é identificar rapidamente riscos ao abastecimento e coordenar medidas para garantir a segurança energética do país.

Impacto limitado para o Brasil

Apesar da tensão internacional, o país possui exposição limitada ao conflito, segundo o governo. O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa apenas parte dos derivados, principalmente diesel. A participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores é relativamente pequena, reduzindo o risco de impactos diretos no mercado interno.

Aumento nos preços e fiscalização

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) análise sobre recentes aumentos de preços em quatro estados e no Distrito Federal. Sindicatos do setor alegaram que distribuidoras elevaram os valores repassando o impacto do aumento do petróleo internacional, ligado ao conflito.

Até agora, a Petrobras não anunciou reajustes nas refinarias. A Senacon pediu ao Cade que verifique se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência, como combinação de preços entre concorrentes.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Petrobras

Ler Mais
Informação

Fiscalização em postos de combustíveis identifica 362 irregularidades em dois dias de operação

A Operação Tô de Olho – Abastecimento Seguro já identificou 362 irregularidades em postos de combustíveis após dois dias de fiscalização em oito estados e no Distrito Federal. A ação é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e conta com atuação conjunta do Inmetro e da ANP.

Segundo dia registra novas infrações em postos fiscalizados

No segundo dia da operação, encerrado na quarta-feira (4), foram constatadas 148 irregularidades em 51 postos de combustíveis fiscalizados. O balanço considera ações realizadas no Distrito Federal e nos estados do Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Inmetro reprova bicos e determina interdições

Durante as fiscalizações, o Inmetro analisou 804 bicos de abastecimento em 44 postos, verificando se o volume entregue ao consumidor correspondia ao indicado na bomba, além das condições de segurança dos equipamentos.

Como resultado, 129 bicos foram reprovados, levando a 15 interdições e seis autuações apenas no segundo dia.

No acumulado da operação, o órgão já fiscalizou 1.713 bicos abastecedores em 97 postos. As inspeções resultaram na reprovação de 324 bicos, com 61 interdições, 40 autuações e 16 apreensões.

ANP encontra combustível fora dos padrões legais

A ANP realizou, na quarta-feira, 255 testes de qualidade de combustível em 51 postos, identificando irregularidades que resultaram na emissão de 19 autos de infração e na interdição de um bico abastecedor.

Considerando os dois dias de operação, a agência efetuou 498 testes de qualidade em 94 postos fiscalizados, com a emissão de 38 autos de infração, além de duas interdições cautelares e uma apreensão.

Operação integrada reforça defesa do consumidor

A Operação Tô de Olho – Abastecimento Seguro ocorre de forma simultânea em diferentes regiões do país e tem como objetivo combater fraudes na quantidade e na qualidade dos combustíveis. A iniciativa busca ampliar a vigilância de mercado, por meio da atuação integrada de órgãos reguladores, fiscalizadores e de defesa do consumidor.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

Ler Mais
Informação

Produção de petróleo e gás no Brasil soma 4,9 milhões de barris em novembro de 2025

A produção de petróleo e gás natural no Brasil alcançou 4,921 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em novembro de 2025. O volume consolida o desempenho do setor no período, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Do total, a extração de petróleo foi de 3,773 milhões de barris por dia (bbl/d), resultado que representa uma queda de 6,4% em relação a outubro, mas um crescimento de 13,9% na comparação com novembro de 2024.

Produção de gás natural registra alta anual

A produção de gás natural ficou em 182,57 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). O número indica recuo de 6,3% frente ao mês anterior, porém uma alta de 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

As informações integram o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, apresentado pela ANP nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro.

Pré-sal concentra quase 80% da produção nacional

No pré-sal, a produção combinada de petróleo e gás natural atingiu 3,913 milhões de boe/d em novembro, o equivalente a 79,6% da produção total brasileira.

De acordo com a ANP, o volume do pré-sal apresentou redução de 8,5% na comparação mensal, mas crescimento de 15,6% frente a novembro de 2024. Desse total, foram produzidos 3,024 milhões de bbl/d de petróleo e 141,27 milhões de m³/d de gás natural, a partir de 178 poços em operação.

Aproveitamento do gás chega a 96,9%

O aproveitamento de gás natural manteve-se elevado em novembro, alcançando 96,9%, segundo a agência reguladora. Foram destinados ao mercado 61,87 milhões de m³/d, enquanto a queima de gás somou 5,71 milhões de m³/d.

Na comparação mensal, a queima registrou alta de 5,0%, mas apresentou redução de 8,1% em relação a novembro de 2024.

Produção se concentra em campos marítimos

A ANP destaca que a maior parte da produção de petróleo (97,7%) e do gás natural (85,7%) teve origem em campos marítimos. Os campos operados pela Petrobras, isoladamente ou em consórcio, responderam por 89,35% do total produzido no país.

Ao todo, a produção nacional teve origem em 6.082 poços, sendo 539 marítimos e 5.543 terrestres.

Campos e unidades com maior volume produzido

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, liderou a produção de petróleo em novembro, com 744,30 mil bbl/d. No gás natural, o destaque foi o campo de Mero, também na Bacia de Santos, com 40,80 milhões de m³/d.

Entre as unidades de produção, o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, registrou o maior volume de petróleo, com 239.453 bbl/d. Já o FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, liderou a produção de gás natural, com 12,83 milhões de m³/d.

Mais detalhes sobre os dados podem ser consultados no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Santos Brasil amplia terminais de granéis líquidos e pode alcançar capacidade máxima no Porto do Itaqui

A Santos Brasil avançou mais uma etapa em sua estratégia no segmento de granéis líquidos ao obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar com capacidade total seus terminais no Porto do Itaqui, no Maranhão. A liberação ocorre após a conclusão de obras de expansão que receberam investimentos superiores a R$ 850 milhões desde 2021.

Com a ampliação, a companhia passa a contar com capacidade instalada de aproximadamente 200 mil metros cúbicos (m³), o que posiciona os terminais para operar em plena capacidade e atender a uma demanda crescente por derivados de petróleo e biocombustíveis.

Novas linhas de píer aumentam eficiência operacional

Além da expansão dos tanques, a ANP autorizou a entrada em operação de três novas linhas de píer, cada uma com 14 polegadas de diâmetro. A estrutura permitirá operações de carregamento e descarregamento de navios em alta vazão, reduzindo o tempo de atracação e os custos com sobre-estadia para os clientes.

Segundo a operadora, a melhoria na eficiência logística reforça a competitividade do terminal e amplia sua atratividade para grandes embarcações.

Credenciamento aduaneiro traz ganhos financeiros aos clientes

Em julho, a Santos Brasil também foi credenciada pela Receita Federal para atuar como entreposto aduaneiro nas operações de importação e exportação de granéis líquidos no porto maranhense. A habilitação permite que os tributos não sejam pagos imediatamente sobre o volume total importado, viabilizando a nacionalização fracionada das cargas.

Outro benefício é a possibilidade de reexportação sem necessidade de nacionalização, o que amplia a flexibilidade operacional e contribui para a otimização do fluxo de caixa dos clientes.

Operação no Itaqui começou em 2022

A atuação da Santos Brasil em granéis líquidos teve início em 2022, após a companhia vencer, em 2021, o leilão de três terminais no Porto do Itaqui. Dois deles são brownfield, que passaram por ampliação, e um é greenfield, cuja construção foi concluída no mês passado.

As operações começaram com capacidade inicial de 54 mil m³, número que foi gradualmente ampliado com os investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

Porto do Itaqui se consolida como hub regional

A empresa destaca que o Porto do Itaqui possui capacidade para receber navios de até 155 mil toneladas e atua como hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O complexo também apresenta forte potencial de crescimento associado ao agronegócio, graças à conexão com ferrovias que integram essas regiões ao interior do país.

Os terminais de granéis líquidos são alfandegados e contam com integração aos modais rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo, o que amplia a eficiência logística e a capacidade de atendimento a diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Agronegócio, Economia, Gestão, Industria, Informação, Negócios

Biodiesel tem menor preço em quase 5 meses no Brasil com pressão do mercado de óleo de soja

Os preços do biodiesel no mercado brasileiro cederam quase 7% no acumulado do ano até o início de março, segundo dados da agência reguladora ANP, e têm possibilidade de cair mais, considerando a entrada da safra recorde de soja e a queda das cotações internacionais do óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

Especialistas no mercado também citam a própria manutenção da mistura de 14% no biodiesel no diesel no Brasil, que deveria ter subido para 15% a partir do início de março –algo que não aconteceu por preocupações inflacionárias, conforme decisão do governo brasileiro.

Com o recuo nos preços do biodiesel para 5,797 reais por litro na média do país, de acordo com levantamento da ANP divulgado nesta semana, o biocombustível passou ao menor nível desde o final de outubro de 2024, após ter oscilado no ano passado nos maiores patamares em quase três anos.

“Temos visto essas correções nos preços do óleo de soja, já demonstrado uma queda pela postergação da mistura (de biodiesel). Obviamente, menor demanda de biodiesel significa menor demanda por óleo”, disse o analista de inteligência de mercado da StoneX Leonardo Rossetti.

Nos cálculos da consultoria, o óleo de soja responde por entre 82% e 85% da matéria-prima do biodiesel, considerando também uma parcela incluída em “outros materiais graxos” em dados compilados da ANP.

Na avaliação de Rossetti, apesar da mistura menor, deve haver algum crescimento da demanda por biodiesel no país pelo aumento do mercado de diesel, “mas muito menor” do que as expectativas iniciais.

Mas a safra recorde no Brasil, com produção próxima de 170 milhões de toneladas, o que significaria um aumento de cerca de 10% ante a temporada passada, um processamento de soja também recorde no país e uma queda na bolsa de Chicago –por incertezas sobre a demanda nos EUA — trazem uma perspectiva de alívio de custos.

“Visto este cenário e preços internacionais em queda, existe espaço para o óleo ceder um pouco e o biodiesel seguir”, disse o especialista da StoneX.

Desde o pico do ano, o preço do óleo de soja na bolsa de contratos futuros de Chicago recuou mais de 10%, para 42,60 centavos de dólar por libra-peso.

A conjuntura pode beneficiar empresas como Oleoplan, Be8, Potencial, Olfar, JBS e Três Tentos, que juntos representaram cerca de 50% das vendas totais de biocombustível em 2024, conforme dados de relatório da Moody’s divulgado nesta quinta-feira.

A agência ressaltou ainda a importância da mistura obrigatória para o crescimento da produção de biodiesel no Brasil, que mais do que dobrou desde 2017 para 9,1 bilhões de litros em 2024.

CHANCE PARA A MISTURA MAIOR?

Uma queda no preço do petróleo e do dólar em relação ao real também são fatores que colaboram para pressionar os combustíveis, o que na visão do sócio-diretor da Raion Consultoria, Eduardo Oliveira de Melo, poderia ser uma conjuntura favorável para um corte do preço do diesel, pela Petrobras, e a retomada pelo governo dos planos da mistura de 15%.

“Alterando de B14 para B15, nos atuais custos, traria um impacto de 2 centavos, média Brasil, sobre o preço do diesel B (com a mistura de biodiesel). É claro que a gente tem que entender que não é um impacto muito significativo”, disse Melo, lembrando que o diesel fóssil é mais barato que o biocombustível. Mas ele avalia que o governo poderia também aproveitar esse momento.

“Caso… quisesse amenizar (o impacto de um eventual aumento da mistura para B15), seria uma excelente oportunidade, de repente, fazer um corte no diesel A, porque as referências internacionais, ainda mais com a apreciação do câmbio, favorecem para esse movimento. E é uma redução que já é esperada. A gente tem aí uma expectativa que aconteça, não sabemos quando”, afirmou.

Na avaliação da Raion, haveria espaço para o diesel da Petrobras ser reduzido em 40 centavos de real por litro nas refinarias, após a Petrobras ter aumentado o preço do combustível em mais de 6% ao final de janeiro e o petróleo Brent ter recuado cerca de 6% desde então.

“Então, o que o governo poderia fazer? Poderia, de repente, utilizar isso como oportunidade para poder fazer um corte do diesel A, concomitante à entrada do B15, porque aí ele poderia amenizar esse impacto ainda que ele não fosse tão relevante”, argumentou.

Uma fonte do governo que acompanha o setor avalia que o raciocínio faz sentido. “Se a tendência se mostrar de queda (do biodiesel), melhora bastante a situação deles (dos produtores)”, afirmou, na condição de anonimato.

Melo defendeu ainda que o Brasil deveria regulamentar a importação de biodiesel para “criar um ambiente mais competitivo no mercado, traduzindo em menores custos do biocombustível para o consumidor”. Ele lembrou que várias entidades do mercado já se posicionaram a favor de possível regulamentação.

(Por Roberto Samora e Marta Nogueira)

FONTE: Reuters
Biodiesel tem menor preço em quase 5 meses no Brasil com pressão do mercado de óleo de soja

Ler Mais
Comércio Exterior, Logística, Mercado Internacional, Notícias, Portos

Ampliação da Dragagem do Anteporto de Montevidéu

A Administração Nacional de Portos (ANP) estendeu a dragagem do Anteporto de Montevidéu a uma profundidade de 14 metros.

Segundo Daniel Loureiro, vice-presidente da ANP, esse trabalho vai melhorar a gestão de navios de grande porte e atrairá empresas marítimas que operam com embarcações maiores.

O contrato inicial, aprovado com uma Shanghai Dredging Company (SDC), antes de um custo de 30 milhões de dólares para as obras do canal de acesso. Porém, a expansão do projeto incluirá novas áreas como o canal interno e o Cais II.

A execução das obras exigirá a extração de 2 mil metros cúbicos de material. A SDC, subsidiária do China Communications Construction Group, subcontratou a empresa belga Jan de Nul para acelerar o trabalho.

Os operadores portuários privados destacaam que esta melhoria aumentará o volume de negócios do porto. Além disso, facilitará o comércio na Hidrovia Paraguai-Paraná e fortalecerará as conexões com terminais no Sul do Brasil.

A obra reflete o compromisso do governo uruguaio em modernizar o porto da capital, consolidando-o como um importante centro para o comércio regional.

FONTE: Todo LOGISTICA NEWS
Ampliação da Dragagem do Anteporto de Montevidéu – TodoLOGISTICA NEWS

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook