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Aneel aprova 900 MW em energia solar e suspende operação de hidrelétrica em MG

A Agência Nacional de Energia Elétrica avançou com novos projetos de energia solar no Brasil ao registrar pedidos de outorga que somam 900 MW de capacidade instalada na Bahia. Ao mesmo tempo, a agência autorizou a suspensão parcial das operações de uma hidrelétrica em Minas Gerais após problemas estruturais identificados pela empresa responsável.

Além disso, a autarquia também liberou testes operacionais de usinas fotovoltaicas em Mato Grosso do Sul.

Bahia terá novos projetos de energia solar

A Aneel registrou os Documentos de Requerimento de Outorga (DRO) das usinas solares Oliveira dos Brejinhos I a XVIII, localizadas no município de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia.

Os empreendimentos, que totalizam 900 MW de potência, estão sob responsabilidade da DMA Gestão Empresarial.

Os DROs representam uma etapa anterior à concessão definitiva da outorga e permitem que os empreendedores avancem em processos como licenciamento ambiental e solicitação de acesso ao sistema elétrico junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A iniciativa reforça o avanço da geração de energia solar no Nordeste, região que concentra alguns dos maiores investimentos em fontes renováveis do país.

Hidrelétrica em Minas Gerais tem operação suspensa

A Aneel também aprovou o pedido da DME Energética para suspender temporariamente a operação comercial das unidades geradoras 01 e 04 da UHE Pedro Affonso Junqueira (Antas I), em Poços de Caldas (MG).

As duas unidades somam 2,82 MW de capacidade instalada.

Segundo a empresa, a UG01 apresentou um elevado nível de corrosão em parte do conduto forçado localizado entre a válvula gaveta e a entrada da turbina. A situação gerou risco de vazamento e até possibilidade de inundação da casa de máquinas.

Obras devem durar até oito meses

Como solução, a companhia fará a substituição completa do trecho comprometido, incluindo demolição da estrutura de ancoragem existente e instalação de um novo conduto.

A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente oito meses, considerando etapas técnicas, licitação e execução das obras.

Já a UG04 está fora de operação desde abril devido a uma falha no regulador de velocidade. A empresa informou que será necessário desenvolver um novo projeto e fabricar outro equipamento, já que o modelo atual é antigo e não possui mais condições de reparo pelo fabricante.

Usinas solares iniciam testes em Mato Grosso do Sul

A Casa dos Ventos recebeu autorização da Aneel para iniciar os testes das unidades geradoras das UFVs Fótons de São George 02 e 04, em Campo Grande (MS).

As estruturas somam 156,4 MW de capacidade instalada e fazem parte do Complexo Rio Brilhante, projeto que deverá atingir cerca de 491 MW quando estiver totalmente concluído.

Na semana passada, a empresa já havia obtido autorização para testar outras unidades das UFVs Fótons de São George 01, 03 e 05, acrescentando mais 234,6 MW ao complexo.

A previsão é que as obras sejam finalizadas até setembro de 2026, fortalecendo a expansão da energia renovável e da energia fotovoltaica no país.

FONTE: MegaWhat
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tauan Alencar (MME)

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Sustentabilidade

Energia renovável no Brasil cresce e deve adicionar 9 GW em 2026

O Brasil deve registrar um forte avanço na energia renovável em 2026, com a instalação de 9.142 megawatts (MW) em nova capacidade elétrica. O volume, projetado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, representa um crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior e equivale à geração de cerca de nove usinas do porte de Angra III.

Energia solar lidera expansão da matriz

A energia solar será a principal responsável pela expansão, com previsão de 4.560 MW adicionados — um salto de 61,7% frente a 2025. O ritmo indica que o país deve inaugurar, em média, uma usina solar de médio porte por dia útil ao longo do ano.

Já a energia eólica deve contribuir com 1.430 MW, abaixo do registrado no ano anterior, indicando uma desaceleração no segmento e uma mudança no protagonismo entre as fontes renováveis.

Termelétricas ainda têm peso relevante

Apesar do avanço das fontes limpas, as termelétricas fósseis seguem presentes na expansão da matriz, com previsão de 2.770 MW — quase 30% do total.

Outras fontes, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, completam a expansão com participação menor, somando pouco mais de 300 MW.

Brasil mantém uma das matrizes mais limpas do mundo

O país já se destaca globalmente pela alta participação de fontes renováveis. Em janeiro de 2026, a capacidade instalada total chegou a 215,9 gigawatts (GW), sendo 84,63% provenientes de fontes limpas.

Esse percentual é mais que o dobro da média global, estimada em cerca de 40%, colocando o Brasil entre as matrizes energéticas mais sustentáveis do mundo.

Primeiro trimestre já indica forte crescimento

Os dados iniciais de 2026 reforçam a tendência de expansão. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram adicionados 2.426 MW — o equivalente a 26,5% da meta anual.

Em março, a predominância foi ainda mais evidente:

  • 27 usinas inauguradas;
  • 25 delas solares;
  • mais de 1.100 MW vindos da fonte fotovoltaica.

Estados como Ceará, Bahia, Goiás e Pernambuco lideraram os novos projetos.

Geração distribuída amplia ainda mais a expansão

Vale destacar que os números oficiais consideram apenas a geração centralizada. A geração distribuída, com painéis solares instalados em residências, empresas e propriedades rurais, cresce paralelamente e não está incluída nesses dados.

Isso significa que a expansão real da energia solar no Brasil é ainda maior do que os números indicam.

Comparação internacional e desafios

Embora expressivo, o crescimento brasileiro ainda é menor que o de grandes potências. Países como China e Estados Unidos adicionam dezenas de gigawatts por ano.

Por outro lado, o Brasil já possui uma base renovável consolidada, o que reduz a necessidade de uma transição inicial e direciona o foco para a expansão e modernização do sistema.

Dependência de fontes fósseis ainda é necessária

A presença das termelétricas na expansão reflete uma necessidade técnica. Essas usinas garantem segurança energética em momentos de baixa geração hídrica, solar ou eólica.

No futuro, soluções como armazenamento por baterias podem reduzir essa dependência, mas a tecnologia ainda está em fase inicial no país.

Projeções podem variar

As estimativas para 2026 dependem da entrada efetiva das usinas em operação. Fatores como licenciamento ambiental, financiamento e condições climáticas podem impactar o resultado final.

Mesmo assim, o cenário aponta para a consolidação do Brasil como protagonista em energia limpa, com crescimento acelerado da solar e avanço contínuo das renováveis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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