Aeroportos

Aeronautas aprovam acordo e não haverá greve na aviação brasileira.

Negociação coletiva assegura equilíbrio nas relações de trabalho e fortalece a retomada da aviação no país

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informa que foi aprovada a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos aeronautas para os anos 2025/2026. As negociações realizadas entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor foram mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

O diálogo se desenvolveu de forma responsável e colaborativa, sob o acompanhamento do Ministério e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), resultando em um acordo que estabelece ajustes em pontos relevantes das reivindicações trabalhistas, garantindo segurança jurídica e estabilidade para o setor.  

O Ministério parabeniza o compromisso de todas as partes envolvidas em construir uma solução equilibrada, compatível com o atual momento de forte crescimento da aviação brasileira. 

Para o MPor, a aprovação da CCT reafirma a importância do diálogo da negociação coletiva como instrumento para o desenvolvimento sustentável da aviação. 

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Aeroportos

Aviação brasileira alcança recorde histórico de 130 milhões de passageiros em 2025

A aviação brasileira deve encerrar o ano com um marco inédito: 130 milhões de passageiros transportados, o maior volume já registrado no país. A projeção é do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base no Relatório de Demanda e Oferta da Anac, atualizado com dados consolidados até novembro.

O resultado representa a primeira superação dos patamares pré-pandemia, confirmando a retomada consistente do transporte aéreo no Brasil.

Crescimento é puxado por voos domésticos e internacionais

Entre janeiro e novembro, mais de 117 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo, um avanço de 9,3% em comparação com o mesmo período de 2024. Nos voos domésticos, foram comercializados 91,9 milhões de assentos, alta de 8% em relação ao ano anterior.

Já o mercado de voos internacionais apresentou desempenho ainda mais expressivo, com crescimento de 13,6% e um total de 25,8 milhões de passageiros até novembro.

Governo destaca impacto econômico e social do setor aéreo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, os números refletem tanto o desempenho da economia quanto as políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Segundo ele, em três anos, o país adicionou cerca de 30 milhões de passageiros ao transporte aéreo, volume equivalente a duas vezes a movimentação anual do Aeroporto Internacional de Brasília.

Aviação internacional ganha força com retomada do protagonismo do Brasil

O avanço dos passageiros internacionais, que já representam 22% da movimentação total, também está ligado ao reposicionamento do Brasil no cenário global. De acordo com o ministro, a retomada do diálogo com outros países impulsionou o turismo, os negócios e a conectividade aérea.

Os países com maior fluxo de passageiros entre Brasil e exterior em 2025 foram Argentina (4,3 milhões), Estados Unidos (4,2 milhões), Chile (3,1 milhões) e Portugal (2,6 milhões).

Guarulhos lidera movimentação aérea no país

No ranking dos aeroportos internacionais mais movimentados, Guarulhos concentra cerca de 29% dos voos, com 14,9 milhões de passageiros considerando origem e destino. Em seguida aparecem o Galeão, com 5 milhões, Florianópolis (1 milhão), Campinas (990 mil) e Brasília (790 mil).

Nos voos domésticos, Guarulhos também lidera, com 27 milhões de passageiros, seguido por Congonhas (21,8 milhões), Brasília (14 milhões), Confins (11 milhões) e Galeão (10,7 milhões).

Setor consolida retomada e projeta expansão

Com números recordes, a aviação civil brasileira consolida sua recuperação e se posiciona como um dos vetores de crescimento da economia, ampliando a conectividade regional e internacional e fortalecendo o turismo e os negócios no país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPOR

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Aeroportos

Embraer realiza primeiro voo de eVTOL e marca avanço da mobilidade aérea no Brasil

A Embraer realizou o primeiro voo da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), considerado um marco para a aviação brasileira e para o desenvolvimento da mobilidade aérea avançada no país. O feito foi destacado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) como um passo decisivo rumo à consolidação desse novo modal aéreo.

O voo integra a etapa de ensaios e validações técnicas, fundamental para o processo de certificação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que acompanha todas as fases do desenvolvimento do equipamento.

Empresas participam dos testes operacionais

As empresas Vertimob Infrastructure e PRS Aeroportos S.A. foram selecionadas para participar dos testes do eVTOL. Os dados obtidos nessa fase servirão de base para a formulação de normas definitivas, ampliando a segurança jurídica, incentivando a inovação tecnológica e apoiando a expansão da mobilidade aérea urbana no Brasil.

Segundo o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, a Anac supervisiona desde os testes em solo até os voos experimentais e a avaliação dos sistemas da aeronave, assegurando conformidade com padrões internacionais de segurança e confiabilidade.

“A partir desse voo experimental, inicia-se oficialmente a campanha de certificação do equipamento, aguardada por diversas empresas no Brasil e no exterior”, afirmou.

Protagonismo brasileiro na aviação sustentável

Para o secretário, o avanço do projeto reforça o protagonismo do Brasil no cenário global da aviação e demonstra a capacidade da indústria nacional de liderar soluções inovadoras, alinhadas à transição energética e à redução das emissões de CO₂.

A iniciativa também impulsiona a preparação do país em áreas estratégicas como infraestrutura, regulação e planejamento operacional, incluindo o desenvolvimento de vertiportos — estruturas destinadas a pousos, decolagens, embarque de passageiros e recarga das aeronaves — e novos modelos de operação aérea.

Investimentos em inovação e pesquisa

O MPor atua de forma integrada para adaptar o sistema aéreo brasileiro às novas tecnologias. Em 2024, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) firmou um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com investimento de R$ 24 milhões.

Os recursos são destinados a estudos técnicos que darão suporte a políticas públicas voltadas aos serviços aéreos, à infraestrutura aeroportuária e à aeronáutica, com foco na Mobilidade Aérea Urbana.

“Esse investimento garante uma base técnica sólida para orientar decisões estratégicas do poder público e preparar o Brasil para a incorporação segura e eficiente dos novos modais aéreos”, destacou Daniel Longo.

Sandbox regulatório para vertiportos

Em paralelo, a Anac estruturou um sandbox regulatório específico para vertiportos, criando um ambiente controlado para testar soluções inovadoras ligadas à operação de eVTOLs.

A iniciativa permite a avaliação prática da infraestrutura, dos requisitos de segurança e dos procedimentos operacionais, com flexibilização regulatória temporária e acompanhamento técnico contínuo da Agência.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Aviação no Sul do Brasil registra melhor desempenho da história em 2025

A aviação civil no Sul do Brasil atingiu um marco histórico em outubro de 2025. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que 1.178.785 passageiros embarcaram nos aeroportos da região, o melhor resultado já registrado para um mês de outubro na série histórica de 25 anos.

O desempenho não se limita a uma estatística isolada. A recuperação reflete a resiliência econômica de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, superando o nível pré-pandemia de 2019, que registrou 1,13 milhão de embarques, e demonstrando crescimento expressivo em relação a outubro de 2024, com 923 mil passageiros, ano marcado por enchentes no território gaúcho.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, relaciona o crescimento à melhora econômica da região: “Alcançar o melhor resultado em embarques em duas décadas demonstra a confiança das pessoas na retomada econômica e a força do mercado de aviação no Sul. Vemos passageiros viajando tanto a lazer quanto a negócios, o que valida todo o esforço de apoio ao setor”, afirmou.

Recorde anual impulsionado por turismo e negócios

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, 10,94 milhões de passageiros decolaram de aeroportos do Sul, superando o recorde anterior de 2019 (10,6 milhões) e o número de 2024 (9,1 milhões).

O crescimento reflete tanto a atividade corporativa intensa, impulsionada por um agronegócio pujante e uma indústria diversificada, quanto o aumento do turismo de lazer, resultado da recuperação do poder de compra e da confiança do consumidor.

Principais aeroportos do Sul

O levantamento da Anac mostra que o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, lidera o ranking de embarques, com 2.912.768 passageiros entre janeiro e outubro de 2025. Curitiba (São José dos Pinhais) aparece em segundo, com 2.462.015 embarques, seguida de Florianópolis, com 2.046.119 passageiros.

Outros polos regionais e turísticos também se destacam: Navegantes (SC) registrou 927.294 embarques, Foz do Iguaçu (PR) 918.409, enquanto Maringá (PR) e Londrina (PR) contabilizaram 356 mil e 293 mil passageiros, respectivamente.

Integração com o Mercosul e voos internacionais

A aviação do Sul também se diferencia pela integração com a América do Sul. Em outubro, o Chile foi o principal destino internacional direto, concentrando 41% dos passageiros, seguido pela Argentina, com 35%. Juntos, esses países representam mais de três quartos do tráfego internacional da região.

Outros destinos internacionais importantes incluem Panamá (8,52%), Portugal (7,39%) e Peru (4,64%), reforçando o papel do Sul do Brasil como hub estratégico regional, reduzindo a necessidade de conexões em grandes centros do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Evento

Aviation Infra Summit 2025 reforça debate sobre infraestrutura aeroportuária no Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), promoveu em 26 de novembro o Aviation Infra Summit (AIS) 2025, encontro dedicado aos principais desafios e tendências da infraestrutura aeroportuária brasileira. O evento ocorreu no auditório da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, e reuniu representantes da academia, especialistas e lideranças do setor privado.

Integração do ecossistema e comunicação com a sociedade
Durante a abertura, o diretor-presidente Tiago Faierstein destacou a importância da integração entre os atores da aviação civil para o desenvolvimento sustentável do setor. Segundo ele, nenhum sistema de aviação é bem-sucedido sem cooperação e apoio estatal. Faierstein também enfatizou a adoção de linguagem simples como ferramenta essencial para aproximar a sociedade das discussões sobre políticas e serviços aéreos.

Ambiente colaborativo e boas práticas regulatórias
O AIS 2025 foi estruturado para promover um ambiente de colaboração e troca de experiências, incentivando a disseminação de boas práticas regulatórias, o fortalecimento da segurança operacional e o debate sobre políticas públicas, investimentos e gestão de risco. A proposta foi aprofundar temas que impactam diretamente a eficiência e a sustentabilidade das operações aéreas no país.

Programação abrange políticas públicas e aviação regional
A programação começou com uma mesa-redonda sobre os principais entraves e oportunidades das políticas públicas de aviação. Em seguida, foram apresentados estudos e planejamentos voltados ao investimento em aeroportos regionais, ampliando o debate sobre o fortalecimento da aviação regional no Brasil.

A visão acadêmica trouxe análises sobre tendências e perspectivas para o segmento, preparando o público para um painel focado nos desafios operacionais sob a ótica da gestão aeroportuária e da segurança operacional, com destaque para estratégias de mitigação de riscos.

Gestão de risco e responsabilidade compartilhada
No período da tarde, dois novos painéis reforçaram a importância da integração entre operadores aéreos e aeroportuários. O primeiro tratou de boas práticas de gerenciamento de risco, reunindo diferentes visões do setor. O painel de encerramento trouxe reflexões sobre a responsabilidade compartilhada como elemento chave para operações mais eficientes e seguras.

Tendências regulatórias da Anac
O evento foi finalizado com a apresentação dos Trend Topics Anac, espaço dedicado às prioridades regulatórias da agência e às diretrizes que orientam suas ações futuras.

Direcionado a profissionais da área, o AIS 2025 consolidou-se como um fórum estratégico para o intercâmbio de conhecimento técnico e o fortalecimento das relações institucionais no debate sobre infraestrutura aeroportuária no Brasil.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anac

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Negócios

Anac amplia cooperação internacional no Dubai Airshow 2025

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) marcou presença no Dubai Airshow 2025 com uma agenda voltada à ampliação de cooperação internacional e ao fortalecimento das relações com autoridades e empresas do setor aéreo mundial. A delegação brasileira foi liderada pelo diretor-presidente Tiago Faierstein e pelo diretor Antônio Mathias, acompanhados por especialistas da agência em encontros estratégicos com líderes da aviação global.

Reuniões bilaterais e expansão da conectividade aérea
Durante o evento, realizado de 15 a 19 de novembro, a Anac manteve reuniões com autoridades de aviação civil de países considerados estratégicos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. As conversas trataram da ampliação da conectividade aérea com o Brasil, além da troca de informações técnicas, processos de certificação de aeronaves e novas possibilidades de cooperação regulatória internacional.

Indústria aérea debate modernização tecnológica
A agenda incluiu também encontros com executivos da indústria global para discutir modernização de aeroportos, integração de soluções digitais, melhorias na experiência do passageiro e potenciais expansões de rotas internacionais para o Brasil. As conversas reforçam o alinhamento do país com tendências globais e práticas regulatórias mais eficientes.

Mobilidade aérea avançada ganha destaque
A mobilidade aérea avançada (AAM) foi um dos temas centrais desta edição do Dubai Airshow. A Anac participou de debates sobre certificação de produtos, requisitos de infraestrutura e modelos de governança necessários para o desenvolvimento e operação de aeronaves eVTOL, uma das maiores inovações do transporte aéreo mundial. O Brasil segue ganhando espaço nas discussões globais sobre essa nova frente tecnológica.

Indústria nacional reforça presença brasileira
A participação brasileira foi ampliada pelo estande do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT-SJC), que reuniu empresas nacionais de tecnologia aeronáutica e espacial. A iniciativa destacou projetos brasileiros e posicionou o país na vanguarda das discussões sobre inovação e desenvolvimento sustentável no setor aéreo.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anac

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Aeroportos

Brasil supera 100 milhões de passageiros e registra novo avanço na aviação civil

O Brasil ultrapassou a marca de 106,8 milhões de passageiros transportados entre janeiro e outubro de 2025, segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base nos dados da Anac. O número supera o patamar de 100 milhões de viajantes um mês antes do registrado em 2024, sinalizando um ritmo mais acelerado de crescimento no setor aéreo.

No acumulado do ano, o volume total — somando voos domésticos e internacionais — é 9,5% maior que o observado no mesmo período do ano passado.

O ministro Silvio Costa Filho destacou o movimento como reflexo direto da expansão da aviação civil brasileira. Segundo ele, a demanda crescente demonstra o impacto positivo dos investimentos em infraestrutura aeroportuária, da regionalização de terminais e da ampliação de oportunidades de viagem no país.

Resultados históricos em outubro
O mês de outubro trouxe recordes importantes. No mercado doméstico, foram registrados 9 milhões de passageiros, o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2000. Pela primeira vez, o fluxo de viajantes para voos nacionais ultrapassou essa marca, representando um avanço de 9,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Foi também o oitavo mês consecutivo — desde março — em que o segmento doméstico atingiu o melhor resultado mensal quando comparado com os anos anteriores, reforçando a tendência de recuperação e crescimento constante.

Daniel Longo, secretário Nacional de Aviação Civil, avaliou que os números colocam o Brasil em posição de destaque entre os países latino-americanos. Ele afirmou que o país possui o maior mercado doméstico de passageiros da América do Sul e Caribe e é o que apresenta a expansão mais consistente pós-pandemia, reflexo de políticas públicas mais eficientes e da melhora dos indicadores econômicos.

Segmento internacional também quebra recorde
Em outubro, o mercado internacional registrou seu melhor desempenho da história: 2,3 milhões de passageiros, alta de 9,3% em comparação ao ano anterior. No acumulado de janeiro a outubro, já são 23,5 milhões de viajantes embarcando para o exterior ou chegando ao Brasil por via aérea.

Aeroportos mais movimentados do Brasil
Os principais aeroportos do país, considerando embarques e desembarques nacionais e internacionais até outubro, foram:
Guarulhos – 38,2 milhões
Congonhas – 19,7 milhões
Galeão – 14,2 milhões
Brasília – 13,4 milhões
Confins – 10,7 milhões
Campinas – 10,6 milhões
Recife – 8 milhões
Salvador – 6,4 milhões
Porto Alegre – 5,8 milhões
Santos Dumont – 4,9 milhões

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Informação

Anac simplifica autorização de drones para operações de baixo risco

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta sexta-feira (21) a Instrução Suplementar nº 94-004 (IS E94-004), que cria um procedimento alternativo — e opcional — para autorizar projetos de drones utilizados em operações classificadas como SAIL I ou II, conforme a metodologia internacional SORA (avaliação específica de risco operacional).

As mudanças serão detalhadas em um webinário no dia 1º de dezembro, às 14h, no qual a agência deve explicar o novo processo e esclarecer dúvidas dos operadores e fabricantes.

Procedimento mais simples para fabricantes
Pelas regras anteriores da IS E94-001, o processo de autorização exigia diversas etapas, incluindo Plano de Trabalho, entrega de múltiplos relatórios técnicos, realização de ensaios e acompanhamento presencial dos testes pela Anac. Somente após a aprovação de todas as etapas o projeto podia ser autorizado.

Com a nova instrução, fabricantes cujas operações se encaixem nos níveis de risco SAIL I ou II poderão optar por um fluxo mais simples. A IS E94-004 tem caráter declaratório: o regulado envia toda a documentação prevista na norma, a Anac faz o aceite e, na sequência, emite a aprovação do modelo — processo mais rápido e menos burocrático em comparação ao procedimento anterior.

Processos em andamento podem migrar de norma
Requerentes que já têm pedidos em análise podem escolher entre continuar seguindo a IS E94-001 ou migrar para a IS E94-004. A mudança deve ser registrada diretamente no processo em andamento no sistema SEI.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Tavares/Agência Brasília

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Aeroportos

Governo realiza Market Sounding para venda assistida do Aeroporto do Galeão

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro, o Market Sounding da venda assistida do Aeroporto Internacional do Galeão (RJ). A iniciativa ocorre em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República.

O evento marca uma nova etapa no processo de reestruturação da concessão do terminal, com o objetivo de garantir a continuidade dos investimentos, o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e a modernização da infraestrutura aeroportuária. O leilão do Galeão está previsto para março de 2026, na B3, em São Paulo.

Reuniões com investidores e formato do evento

O Market Sounding consiste em reuniões individuais (“one-on-one”) com potenciais investidores interessados na operação do aeroporto. Cada encontro terá duração de uma hora e poderá ser realizado de forma presencial ou virtual, conforme a preferência dos participantes.

As reuniões presenciais acontecerão no escritório da Anac em São Paulo (Rua Renascença, 112, Mezanino, 9º andar, Vila Congonhas). As inscrições ficam abertas até 14 de novembro, por meio de formulário disponível no site da Agência.

Venda assistida e reequilíbrio contratual

A venda assistida das ações da Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S.A., responsável pela operação do Galeão, é fruto de um acordo consensual conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio da Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso).

O acordo, homologado em 4 de junho de 2025, permitiu ajustes contratuais voltados à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro da concessão, à atualização de cláusulas regulatórias e à viabilização dos investimentos planejados para o aeroporto.

Transparência e modernização do modelo de concessão

De acordo com o Secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a venda assistida representa um avanço importante para o setor. “Essa etapa consolida um modelo de concessão moderno, sustentável e eficiente. O diálogo com o mercado garante um processo transparente e competitivo, com foco na qualidade dos serviços e na continuidade dos investimentos”, destacou.

Consulta pública e próximos passos

O projeto passou por consulta pública conduzida pela Anac, e as contribuições da sociedade e de especialistas do setor estão em análise pela Agência. Todos os documentos licitatórios e informações completas sobre o processo estão disponíveis no site da Anac.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Aeroportos

Anac lança manual inédito sobre o uso de drones em aeroportos

Documento elaborado em parceria com a indústria traz orientações valiosas para o uso seguro e eficiente dessa tecnologia no setor

A Anac lançou a primeira edição do Manual sobre Operação de Drones (UA) no Apoio às Atividades Aeroportuárias, que reúne boas práticas e orientações para o uso seguro e eficiente dessa tecnologia em aeródromos. O documento é resultado de parceria com a indústria e consolida experiências nacionais e internacionais já aplicadas no setor.

O manual destaca ganhos de eficiência, sustentabilidade e segurança em atividades como inspeção de pistas, monitoramento de fauna, verificação de drenagem, acompanhamento de obras e apoio à segurança operacional. Com drones, tarefas que antes exigiam mais tempo, equipes em solo e custos elevados podem ser realizadas de forma mais ágil, precisa e com menor impacto ambiental.

Entre as aplicações apresentadas estão:

  • Inspeções de pistas e pátios: drones equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos permitem identificar fissuras, desgaste e objetos estranhos com rapidez, possibilitando ações preventivas.
  • Gerenciamento do risco da fauna: o uso de câmeras térmicas e alto-falantes acoplados aos equipamentos auxilia na identificação e no afastamento de aves e animais, reduzindo riscos para pousos e decolagens.
  • Monitoramento e obras: drones podem acompanhar em tempo real o andamento de intervenções na infraestrutura, gerar imagens comparativas e apoiar a tomada de decisão com dados de alta precisão.
  • Apoio à segurança (AVSEC): a vigilância aérea contínua amplia a proteção do perímetro dos aeroportos e auxilia na prevenção de atos de interferência ilícita.

O uso de inteligência artificial integrada também expande as possibilidades, permitindo análise automatizada de pavimentos (PCI), detecção de objetos estranhos (FOD) e verificação do balizamento. Testes realizados em Confins (MG), Vitória (ES) e Florianópolis (SC) demonstraram ganhos ambientais, como a redução do consumo de combustível e das emissões de CO2 em atividades relacionadas às operações dos aeroportos.

O documento traz também recomendações para a comunicação entre pilotos remotos e órgãos de controle de tráfego aéreo, com o uso de fraseologia padronizada e elaboração de Cartas de Acordo Operacional (CAOp), além de orientar o uso da Avaliação de Impacto de Segurança Operacional (AISO) para a realização de voos de drones pelo operador do aeródromo, fundamental para mitigar riscos de colisão com aeronaves tripuladas.

Fonte: Modais em Foco

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