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DP World Posorja amplia cais para 800 metros e eleva capacidade portuária para 1,4 milhão de TEUs

A DP World Posorja, no Equador, concluiu a ampliação de seu cais para 800 metros e incorporou novos equipamentos destinados a aumentar a capacidade de movimentação de contêineres e a eficiência das operações. Entre as aquisições estão um guindaste de cais de grande porte, considerado o mais alto e de maior alcance do país e da América do Sul, e três guindastes de pátio híbridos.

Com os investimentos em infraestrutura portuária e tecnologia, o terminal passa a ter capacidade para movimentar até 1,4 milhão de TEUs por ano, fortalecendo sua estrutura para receber navios de grande porte e atender à demanda do comércio exterior equatoriano.

Novo guindaste elétrico atende navios de até 400 metros

O principal equipamento incorporado ao terminal é um guindaste de cais, conhecido como quay crane (QC), com 56 metros de altura e alcance de 72 metros.

As dimensões permitem atender aos maiores navios porta-contêineres em operação na região, com até 400 metros de comprimento, capacidade para transportar entre 20 mil e 24 mil TEUs e disposição de até 24 fileiras de contêineres.

O equipamento também pode elevar cargas de até 65 toneladas por movimento e funciona integralmente com energia elétrica, eliminando a dependência direta de combustíveis fósseis durante sua operação.

A tecnologia está alinhada à estratégia de descarbonização portuária da DP World, que busca ampliar a eficiência das atividades e reduzir os impactos ambientais associados à movimentação de mercadorias.

Guindastes híbridos podem reduzir consumo de diesel em 40%

Além do novo guindaste de cais, o terminal recebeu três guindastes de pátio do tipo rubber-tyred gantry (RTG), que serão os primeiros equipamentos híbridos dessa categoria a operar em Posorja.

As máquinas são utilizadas para movimentar e organizar contêineres no pátio e combinam um motor a diesel com um sistema elétrico. A tecnologia aproveita a energia gerada durante a descida das cargas, contribuindo para diminuir o consumo de combustível.

De acordo com a empresa, os equipamentos podem reduzir em 40% o consumo de diesel em comparação com modelos convencionais. Juntos, os três guindastes devem evitar a emissão de mais de 900 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano.

As unidades já chegaram ao terminal e passam por procedimentos de preparação e ajustes técnicos. A previsão é que estejam operacionais no início de 2027.

Terminal terá sete guindastes de cais e 18 de pátio

Com a incorporação dos novos equipamentos, a estrutura operacional de Posorja contará com sete guindastes de cais e 18 guindastes de pátio.

O conjunto de investimentos inclui ainda outros recursos tecnológicos adquiridos recentemente, como guindastes para movimentação de contêineres vazios (empty container handlers, ou ECH) e caminhões elétricos utilizados no transporte interno de cargas (internal transfer vehicles, ou ITVs).

Outra melhoria envolve a ampliação de aproximadamente 50% do número de conexões elétricas destinadas a contêineres refrigerados, que precisam de alimentação contínua para manter a temperatura adequada durante a permanência no terminal.

Essas melhorias ampliam a infraestrutura disponível para diferentes tipos de carga e aumentam a flexibilidade operacional do porto.

Expansão reforça competitividade do comércio exterior equatoriano

A conclusão das obras e a chegada dos novos equipamentos representam uma etapa importante na expansão do terminal. Com capacidade ampliada para 1,4 milhão de TEUs, Posorja poderá atender a embarcações maiores e oferecer mais recursos para a movimentação de produtos estratégicos da balança comercial do Equador.

Segundo a empresa, o cronograma de investimentos foi cumprido, com a chegada antecipada de um guindaste de cais adicional em relação ao planejamento inicial.

Carlos Merino, CEO da DP World para Equador, Peru e Colômbia, afirmou que os investimentos em infraestrutura e tecnologia fortalecem a capacidade do terminal de receber os maiores navios que operam no transporte marítimo mundial.

O executivo também destacou que a modernização busca manter a eficiência das operações e criar novas oportunidades para o comércio exterior do Equador.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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