Logística

CMA CGM define novas tarifas FAK do subcontinente indiano para a América Latina

A CMA CGM anunciou a adoção de novas tarifas FAK (Freight All Kinds) para embarques com origem no subcontinente indiano e destino à América Latina. Os novos valores passam a valer a partir de 15 de fevereiro de 2026, conforme comunicado da companhia marítima.

As tarifas contemplam o frete marítimo básico e os adicionais relacionados ao combustível, mas não incluem cobranças extras, como taxas de manuseio em terminal (THC), sobretaxa de alta temporada e encargos de segurança, que poderão ser aplicados conforme o caso.

Tarifas variam conforme destino e tipo de contêiner

Entre os principais portos atendidos, a CMA CGM estabeleceu tarifas de US$ 2.900 para contêineres de 20 e 40 pés com destino a Caucedo. Já para Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil, os valores variam entre US$ 2.200 e US$ 2.400, de acordo com o tamanho do equipamento.

No caso de Kingston, as tarifas FAK foram fixadas em US$ 3.000 para contêineres de 20 pés e US$ 3.300 para os de 40 pés.

Portos do Caribe e Panamá têm ampla variação de preços

Para destinos como Manzanillo (Panamá), Cartagena, La Guaira e Puerto Cabello, os valores anunciados pela companhia variam entre US$ 2.400 e US$ 4.500, dependendo do tipo e da dimensão do contêiner utilizado no transporte.

Carga seca e perigosa estão incluídas

As novas tarifas FAK da CMA CGM se aplicam tanto a cargas secas quanto a cargas perigosas, com destino à América Central e à costa oeste da América do Sul. A empresa reforçou que outros encargos locais podem ser adicionados e que a relação completa de sobretaxas está disponível em seu portal oficial de tarifas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Internacional

Mercados emergentes sustentam resultados de gigantes de consumo diante da fraqueza dos EUA

A desaceleração do consumo nos Estados Unidos tem pressionado os resultados das maiores multinacionais de bens de consumo do mundo. Em contrapartida, o desempenho de mercados emergentes, especialmente América Latina, com destaque para Brasil e México, além de Ásia, puxada por China e Índia, tem ajudado a equilibrar receitas e lucros das companhias globais.

O cenário reflete a perda de poder de compra da classe média americana, que passou a buscar mais promoções e preços baixos, segundo balanços financeiros do quarto trimestre e teleconferências com analistas acompanhadas nas últimas semanas.

Crescimento impulsionado por volumes na Ásia e preços na América Latina

Apesar do avanço nas duas regiões, a dinâmica é diferente. Na Ásia, o crescimento tem sido sustentado principalmente pelo aumento de volumes. Já em Brasil e México, o desempenho positivo decorre, em grande parte, de reajustes de preços e mudanças no mix de produtos promovidas por grandes marcas globais.

Executivos de empresas como Procter & Gamble, PepsiCo, Colgate-Palmolive e Unilever relataram a analistas um ambiente de consumo fraco ou em desaceleração nos Estados Unidos, enquanto destacaram a resiliência dos mercados fora do país.

Procter & Gamble reforça foco em Brasil e México

A Procter & Gamble (P&G), terceira maior empresa global de bens de consumo em vendas trimestrais, apontou que o segundo semestre de 2025 foi marcado por mercados mais fracos, concorrência intensa e um ambiente geopolítico instável.

Segundo o diretor financeiro, Andre Schulten, o principal ponto positivo foi a força das operações fora dos EUA. Na América Latina, a companhia registrou crescimento de 8% no quarto trimestre, enquanto a Europa avançou 3%, a China 3% e a região que inclui Ásia, Oriente Médio e África cresceu 2%.

A empresa, dona de marcas como Pampers, Gillette, Oral-B e Downy, destacou que inovações em produtos no Brasil e no México ainda estão em fase inicial nos EUA. A expectativa é de melhora gradual no mercado americano à medida que essas estratégias avancem.

Como parte da reavaliação estratégica, a P&G reorganizou suas operações na América Latina e ajustou o modelo de negócios na Argentina, priorizando Brasil e México. Segundo o CEO Shailesh Jejurikar, essa abordagem mais focada no consumidor levou a um crescimento de 9% no Brasil, acima da média do mercado.

Coca-Cola e Colgate veem América Latina como pilar de crescimento

A Coca-Cola informou que, no quarto trimestre, a América Latina registrou alta de 10% nas vendas e 4% em volume, impulsionadas por aumento de preços e mix de produtos. Na América do Norte, o crescimento foi mais moderado, com vendas em alta de 5% e volume de apenas 1%.

Na Ásia, incluindo China e Índia, a empresa observou queda de 3% no indicador de preço/mix, contrastando com o avanço visto nos países latino-americanos.

A Colgate-Palmolive, por sua vez, também sentiu os efeitos da desaceleração americana. Na América do Norte, as vendas líquidas recuaram 1,5%, com queda de volume de 2,3%. Já na América Latina, a empresa registrou aumento de 12,8% nas vendas e crescimento de 2,3% em volume, tornando a região a segunda mais dinâmica da companhia, atrás apenas de África/Eurásia.

Brasil e México apresentaram crescimento de um dígito alto, com bom desempenho nas categorias de higiene bucal, cuidados pessoais e limpeza doméstica, embora a empresa não divulgue dados por país.

Consumo brasileiro mostra sinais de desaceleração

Apesar de condições relativamente melhores, dados do varejo indicam desaceleração da demanda no Brasil desde o segundo semestre de 2025. O aumento do endividamento das famílias, pressionado por juros elevados, tem afetado volumes em supermercados e atacarejos.

De acordo com a NielsenIQ, o faturamento desses canais cresceu 8,1% em 2025, enquanto o volume avançou apenas 1,9%. Executivos do setor avaliam que o mercado brasileiro é mais aberto à inovação e menos competitivo do que o americano, o que permite respostas mais rápidas a mudanças estratégicas.

Unilever e PepsiCo revisam estratégias de preços

A Unilever alertou para riscos associados à instabilidade política no Brasil e em outros mercados da região. O CEO Fernando Fernandez afirmou que a empresa precisou recuar em reajustes de preços no segmento de cuidados com a casa, especialmente no Brasil, devido à volatilidade cambial e à complexidade tributária.

A PepsiCo anunciou que pretende reduzir preços em até 15% nos Estados Unidos, apostando em ganhos de produtividade para compensar margens menores. A empresa, que controla marcas como Pepsi, Quaker, Doritos e Toddy, afirmou que o consumidor americano de renda média e baixa está mais pressionado, enquanto outros mercados apresentam cenário mais favorável.

Segundo o CEO Ramon Laguarta, a companhia vê tendências positivas no México, na China e no Oriente Médio, enquanto o Brasil segue em trajetória estável. Em 2025, a PepsiCo faturou US$ 1,7 bilhão no Brasil, alta de 1%.

Inovação e premiumização como resposta à crise

Diante das dificuldades nos EUA, as empresas estão reforçando estratégias de inovação, premiumização e controle de porções. A Colgate destacou um pipeline robusto de lançamentos para 2026, enquanto a PepsiCo aposta em embalagens menores e produtos com fibra e proteína, alinhados às novas demandas do consumidor.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Colgate-Palmolive

Ler Mais
Aeroportos

DHL reposiciona operação e transforma Brasil em hub logístico da América Latina

A DHL Global Forwarding redefiniu sua estratégia logística na América Latina e colocou o Brasil como eixo central da distribuição de cargas na região. A companhia passou a priorizar os aeroportos de Guarulhos (GRU) e Viracopos (VCP), em São Paulo, como hubs regionais, reduzindo a dependência histórica de Miami, nos Estados Unidos.

Com o novo modelo, a multinacional projeta um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o fim de 2026, impulsionado principalmente por segmentos de alta complexidade, como tecnologia, indústria automotiva e óleo e gás.

Nova malha logística aposta na posição estratégica do Brasil

Na prática, a DHL está substituindo o fluxo tradicional de redistribuição via América do Norte por uma estrutura centrada no território brasileiro. A decisão leva em conta fatores como a localização geográfica privilegiada, a infraestrutura aeroportuária robusta e a conectividade aérea elevada, que soma mais de 600 voos internacionais por mês.

“O Brasil reúne hoje as condições para assumir o protagonismo logístico da região”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no país. Segundo ele, o objetivo é criar rotas mais eficientes, rápidas e competitivas, reduzindo custos e gargalos operacionais.

Menos etapas, mais segurança e eficiência

Historicamente, cargas vindas da Ásia e da Europa com destino ao Cone Sul passavam por Miami antes de seguir para outros países latino-americanos. A nova estratégia inverte esse caminho, utilizando o Brasil como ponto de triagem e redistribuição.

O modelo reduz etapas de manuseio, mantém mercadorias em zona alfandegária e diminui riscos para produtos de alto valor agregado, como componentes industriais e eletrônicos. A operação também conta com investimentos em digitalização, padronização de processos e maior controle logístico.

“A proposta é aproveitar a malha aérea existente para otimizar rotas e reduzir custos”, explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da DHL. Ele destaca ainda que o superávit da balança comercial brasileira, com exportações acima das importações em valor, favorece ganhos de escala.

GRU e Viracopos terão papéis complementares

No desenho operacional, os dois principais aeroportos paulistas terão funções distintas. Guarulhos se destaca pela alta frequência de voos internacionais, ideal para conexões rápidas e cargas menores. Viracopos, por sua vez, absorve volumes maiores, mantendo agilidade nas conexões e eficiência operacional.

Ambos serão base para atender setores que exigem prazo curto, precisão logística e alto nível técnico. A expectativa da empresa é alcançar ganhos de 10% a 30% em eficiência logística, consolidando o Brasil como hub para o envio de cargas da Ásia e Europa a mercados como Chile, Argentina, Colômbia e Peru.

Com a ampliação dessa estratégia, a DHL aposta que o Brasil deixará de ocupar uma posição periférica na cadeia global para se firmar como um centro logístico latino-americano de referência.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerard Bottino/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Ler Mais
Negócios

CNI lança mapeamento sobre desafios das mulheres no comércio internacional na América Latina

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciou nesta quinta-feira (29) uma consulta empresarial voltada para identificar obstáculos que limitam a participação de mulheres no comércio internacional, com foco na América Latina e Caribe. O projeto é conduzido pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e acontece durante a missão empresarial da CNI no Panamá, dando continuidade a um mapeamento semelhante realizado no B20 Brasil no ano passado.

“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras têm liderança feminina. Ampliar esse número é essencial para fortalecer competitividade e inovação na indústria”, afirma Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Parcerias estratégicas para identificar gargalos

A consulta será realizada em colaboração com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE, e tem como objetivo identificar demandas de suporte, barreiras e oportunidades para orientar políticas públicas e investimentos voltados à liderança feminina no setor exportador.

O que é o Fórum Nacional da Mulher Empresária

O FNME é coordenado pela CNI e atua na promoção da diversidade de gênero, liderança feminina e empreendedorismo no setor industrial brasileiro. Composto por conselheiras de destaque, o fórum desenvolve políticas de igualdade, programas de capacitação e apoio para mulheres em cargos de gestão, reforçando a presença feminina na indústria.

Comitiva de destaque na missão empresarial

Além de Janete Vaz, integram a comitiva no Panamá as empresárias e conselheiras do FNME: Elisa Kovalski, consultora da Dom Cabral; Laura Oliveira, CEO do Grupo Levvo; Marianne Feldmann, CEO da FIB Assessoria em Negócios Internacionais; e Glória Guimarães, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Missão empresarial no Panamá reforça protagonismo brasileiro

Entre os dias 27 e 30 de janeiro, a CNI lidera a Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), reunindo mais de 100 empresários brasileiros. O objetivo é fortalecer a presença do setor produtivo brasileiro em um dos principais espaços de diálogo regional sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro/CNI

Ler Mais
Tecnologia

WhatsApp atinge 80% de conversão e se consolida como modelo de comércio conversacional para EUA e Europa

A América Latina sempre teve a conversa como base das relações comerciais. Do mercadinho de bairro às negociações com distribuidores, a proximidade e o diálogo moldaram a identidade econômica da região. Com a popularização do WhatsApp, essa dinâmica migrou naturalmente para o ambiente digital, dando força ao chamado comércio conversacional, sem rupturas ou barreiras tecnológicas.

Segundo Andrés Stella, COO da Yalo, empresa especializada em jornadas conversacionais entre indústria e varejo, o fenômeno foi uma evolução de hábitos já consolidados. “O comerciante não precisou aprender algo novo; apenas ampliou um comportamento existente. O WhatsApp virou o balcão digital por estar no bolso de todos e resolver a dor da simplicidade”, afirma.

Simplicidade que ganhou escala no varejo

A digitalização trouxe eficiência, mas também desafios. Pequenos varejistas passaram a lidar com múltiplos sites e aplicativos para comprar de diferentes fornecedores, o que se mostrou inviável no dia a dia. Nesse contexto, o WhatsApp eliminou a complexidade ao centralizar pedidos, negociações e suporte em um único canal.

A Yalo estruturou esse comportamento ao integrar catálogos digitais, recomendações automáticas, pagamentos e assistência diretamente no aplicativo de mensagens. “Tudo acontece no canal que o lojista já usa diariamente”, resume Stella.

Brasil lidera adoção do WhatsApp como canal de pedidos

No varejo brasileiro, a tendência já está consolidada. Dados da Yalo indicam que 39% dos lojistas utilizam o WhatsApp como principal canal de pedidos junto a fornecedores, enquanto 26% já recorrem a sugestões automáticas de reposição dentro do aplicativo.

Esse movimento é reforçado por números da Meta. Pesquisa realizada pela Morning Consult, com 2.363 líderes empresariais da América Latina, aponta que 9 em cada 10 empresas consideram os aplicativos da Meta essenciais para os negócios, com destaque para WhatsApp Business, Instagram e Facebook, citados pelo alto retorno sobre investimento e geração de vendas.

Impacto direto no faturamento das empresas

Os resultados aparecem de forma clara no caixa das companhias. No Brasil, 93% das empresas que utilizam ferramentas da Meta relataram aumento de receita, sendo 73% com crescimento acima de 25%. Na Argentina, 84% registraram alta no faturamento; na Colômbia, 90%; e no México, também 90%, com mais da metade superando a marca de 25%.

América Latina surpreende executivos globais

As métricas chamam a atenção de executivos dos Estados Unidos, Europa e Ásia. De acordo com Stella, taxas de conversão próximas de 80%, recompra quase diária e adoção imediata causam surpresa em reuniões internacionais.

“Quando a jornada é fluida dentro do WhatsApp, o comerciante adere instantaneamente. Ele confia no canal, já se comunica ali. O crescimento é rápido e foge do padrão das interfaces tradicionais”, explica.

Escalabilidade transforma a região em referência global

O ponto de virada foi a escala. Projetos que saltaram de dezenas para centenas de milhares de lojas em poucos meses mostraram que o modelo era replicável fora da região. Um dos principais exemplos é o da Coca-Cola FEMSA, que digitalizou mais de 1 milhão de pequenos comércios via WhatsApp com a plataforma da Yalo.

A jornada inclui histórico de pedidos, campanhas segmentadas, integração com preço, estoque e logística, além de repetição automática de compras. O resultado: cerca de 80% de conversão e mais de 60% das lojas realizando pedidos recorrentes. “O WhatsApp deixou de ser apenas comunicação e virou infraestrutura crítica de vendas”, resume o executivo.

Três lições que EUA e Europa tentam absorver

Para Stella, há três aprendizados centrais do modelo latino-americano. O primeiro é que o canal certo vale mais do que uma tecnologia nova. O segundo é entender que o chat é canal de vendas, não apenas atendimento. E o terceiro é que IA e automação escalam eficiência, enquanto o fator humano maximiza conversão.

“O equilíbrio entre tecnologia e relacionamento é o segredo. A automação prepara o terreno, mas o humano constrói a confiança”, destaca.

Inteligência artificial acelera o comércio conversacional

O interesse por inteligência artificial generativa cresce rapidamente na região. Segundo a Meta, 88% das empresas no Brasil e 89% no México demonstram apetite pela tecnologia, com mais da metade já utilizando IA para automação, eficiência e personalização.

Nesse cenário, a Yalo lançou o Oris, um agente inteligente capaz de vender em escala como os melhores vendedores humanos. A solução entende mensagens de voz, faz recomendações estratégicas e atua de forma proativa em canais como WhatsApp, chamadas de voz e aplicativos.

Futuro passa por IA, multimodalidade e pagamentos in-chat

Stella afirma que a IA será o “motor invisível” do relacionamento comercial, permitindo personalização em larga escala. A combinação entre humanos e agentes inteligentes deve preservar a cultura local do varejo e ampliar a proximidade com o consumidor.

Entre as próximas evoluções globais estão interações multimodais (texto, áudio, imagem e vídeo), agentes de IA mais autônomos e pagamentos integrados dentro do chat, conectados a ERPs locais. “Já existem casos em que o lojista envia a foto da prateleira e a IA monta o pedido ideal. Isso será padrão em breve”, projeta.

Para o COO da Yalo, a mensagem final é clara: “A América Latina não reinventou o varejo com o WhatsApp. Ela apenas levou a internet para a força da conversa. E isso se tornou uma vantagem competitiva global”.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra

Ler Mais
Internacional

Brasil e aliados defendem solução pacífica para crise na Venezuela e rejeitam uso da força

Os governos de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram, em 4 de janeiro de 2026, um posicionamento conjunto sobre os acontecimentos recentes na Venezuela. Diante da gravidade da situação, os países reafirmaram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas e manifestaram forte preocupação com ações militares realizadas de forma unilateral em território venezuelano.

Segundo a declaração, essas iniciativas violam normas fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso ou da ameaça do uso da força, além de ferirem a soberania e a integridade territorial dos Estados. Os governos alertam que esse tipo de ação representa um risco à paz regional, à ordem internacional baseada em regras e à segurança da população civil.

Defesa do diálogo e da vontade do povo venezuelano

No documento, os países reiteram que a crise na Venezuela deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação e no respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferências externas.

A posição conjunta destaca que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma saída democrática, duradoura e alinhada à dignidade humana, sempre em conformidade com o direito internacional.

América Latina é reafirmada como zona de paz

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha reforçam ainda o entendimento de que a América Latina e o Caribe devem permanecer como uma zona de paz, construída sobre os princípios do respeito mútuo, da não intervenção e da solução pacífica de controvérsias.

Nesse contexto, os governos fazem um apelo à unidade regional, independentemente de divergências políticas, diante de qualquer ação que ameace a estabilidade regional. O grupo também conclama as Nações Unidas e outros mecanismos multilaterais a utilizarem seus bons ofícios para promover a desescalada das tensões e preservar a paz.

Alerta sobre controle externo de recursos estratégicos

Outro ponto destacado na declaração é a preocupação com eventuais tentativas de controle governamental, administração externa ou apropriação de recursos naturais e estratégicos da Venezuela. Segundo os países signatários, esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e pode gerar impactos negativos na estabilidade política, econômica e social da região.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM:

Ler Mais
Economia

Crescimento econômico em 2026: México deve figurar entre os países com menor expansão

A economia do México tende a apresentar um dos desempenhos mais fracos da América Latina em 2026, segundo projeções da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). A estimativa aponta para um ritmo de crescimento reduzido, influenciado principalmente por um cenário externo desafiador.

Ambiente externo pressiona a economia mexicana

De acordo com a Cepal, o baixo dinamismo econômico do México está diretamente ligado a fatores externos, com destaque para a política comercial e migratória dos Estados Unidos. A forte dependência da economia mexicana em relação ao mercado norte-americano torna o país mais vulnerável a mudanças regulatórias, tarifas e restrições impostas por Washington.

Crescimento abaixo da média regional

A expectativa é que o México permaneça, em 2026, entre os países com menor taxa de crescimento econômico da região, destoando de outras economias latino-americanas que podem apresentar desempenho mais robusto. O cenário reforça os desafios estruturais do país, como baixa produtividade e limitações ao investimento.

Desafios para retomada mais consistente

Segundo a Cepal, a combinação de incertezas externas, menor estímulo ao comércio internacional e ajustes nas cadeias produtivas globais limita a capacidade de aceleração da economia mexicana no curto prazo. O organismo destaca que, sem mudanças significativas no ambiente internacional ou na política econômica doméstica, o crescimento deve seguir contido.

FONTE: El Economista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infográfico EE

Ler Mais
Internacional

China lança novo plano estratégico para América Latina e Caribe

O governo chinês divulgou nesta quarta-feira (10) o terceiro Livro de Políticas para a América Latina e o Caribe (ALC), reafirmando sua estratégia de longo prazo na região. Segundo a agência Xinhua, este é o terceiro documento do tipo publicado em menos de vinte anos, sucedendo as versões de 2008 e 2016.

A nova publicação atualiza diretrizes, reafirma compromissos diplomáticos e econômicos e indica continuidade no aprofundamento das relações políticas e comerciais entre a China e os países latino-americanos e caribenhos.

A região como eixo estratégico

O documento consolida a política externa chinesa de longo prazo para a ALC, destacando a importância da região devido ao crescimento de parcerias comerciais, investimentos e programas de desenvolvimento. O lançamento ocorre em um contexto de transformações globais, no qual Pequim busca expandir sua presença em mercados emergentes e fortalecer laços multilaterais.

O texto enfatiza que a América Latina e o Caribe são essenciais para a estratégia internacional chinesa, tanto pela sua relevância econômica quanto pelo papel geopolítico na governança global.

Compromissos e cooperação

Segundo o governo chinês, a China mantém um interesse permanente na região. O presidente Xi Jinping estabeleceu medidas para intensificar a cooperação bilateral em diversas áreas, ampliando a relação política, econômica e cultural com os países da ALC.

O documento destaca que a região possui uma tradição de independência, união e força coletiva, contribuindo para a paz, estabilidade e desenvolvimento global. A China reforça que pretende compartilhar experiências, planejar políticas futuras e levar a cooperação com a ALC a um novo patamar.

Perspectivas futuras

De acordo com Pequim, os países latino-americanos e caribenhos vêm explorando caminhos de desenvolvimento adaptados às suas realidades nacionais, buscando influência por meio da união regional e da participação na governança global. A China enxerga a região como uma força estratégica para a construção de um mundo multipolar e para o avanço da globalização econômica.

O documento ressalta que são prósperas entre a China e a América Latina e o Caribe e aponta que a China une forças com a América Latina e o Caribe para promover os cinco programas para a construção de uma comunidade China-América Latina e Caribe com um futuro compartilhado.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RT

Ler Mais
Economia

Clima Econômico da América Latina avança no 3º trimestre de 2025

O Indicador de Clima Econômico (ICE) na América Latina apresentou alta de 8,7 pontos entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025, alcançando 86,8 pontos, segundo levantamento do Ibre/FGV. O movimento reflete um comportamento mais alinhado entre as principais economias latino-americanas, que exibiram tendência positiva no período.

Recuperação ligada ao cenário dos EUA

De acordo com a FGV, a retomada nas economias onde o ICE melhorou está fortemente associada ao ciclo econômico dos Estados Unidos. Uma agenda comercial menos rígida e um desempenho norte-americano menos negativo contribuíram para a recuperação do clima econômico na região.

Situação atual e expectativas sobem

O Índice de Situação Atual (ISA) registrou crescimento de 7,6 pontos, chegando a 81,0 pontos no trimestre. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 9,8 pontos e atingiu 92,7 pontos.

Embora os indicadores tenham melhorado, todos permanecem abaixo de 100 pontos, nível considerado favorável. A FGV destaca ainda que a diferença histórica entre IE e ISA vem diminuindo desde 2022, sinalizando menor otimismo com o futuro econômico latino-americano.

Brasil vai na direção contrária

Entre os países avaliados, o Brasil foi o único a apresentar queda no trimestre. O ICE brasileiro recuou 3,6 pontos, ficando em 66,1 pontos. O ISA caiu para 83,3 pontos, enquanto o IE desceu para 50,0 pontos, refletindo maior incerteza econômica no curto prazo.

Ambiente internacional segue instável

O estudo ressalta que o cenário global continua marcado por volatilidade, incluindo pressões geopolíticas dos Estados Unidos sobre Venezuela, Colômbia e México. A maior aproximação da América Latina com a China e as eleições previstas na região em 2026 podem intensificar tensões.

A FGV recomenda cautela: apesar do avanço do ICE, o momento exige prudência diante das incertezas internacionais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Maersk ajusta operações na América Latina para enfrentar congestão portuária

A Maersk confirmou uma série de ajustes em suas operações marítimas e terrestres na América Latina, em resposta à congestão portuária, ao mau tempo e a entraves operacionais que seguem pressionando diversos terminais da região. Segundo a companhia, o objetivo é reforçar a conectividade e elevar a confiabilidade da cadeia logística regional e internacional.

Encerramento da participação no serviço Brazex

A empresa deixará de integrar o serviço Brazex após a última viagem ao norte realizada pelo navio M/V CMA Berlioz, que partiu de Paranaguá em 1º de novembro de 2025. Mesmo assim, a cobertura para o Caribe, Golfo do México e México será mantida por meio dos serviços UCLA e Gulfex, garantindo rotas alternativas às demandas de carga.

Alterações no serviço Tango

O serviço Tango também passa por ajustes. A parada em Norfolk (EUA) seguirá suspensa, com cargas redirecionadas via transbordo em Cartagena. Já a escala quinzenal no Rio de Janeiro continua confirmada, preservando o acesso a um dos portos mais movimentados do país.

ECSA Shuttle ganha novo cronograma

A partir de novembro, o serviço ECSA Shuttle operará a cada duas semanas com escalas em Paranaguá, Santos (DP World) e Manzanillo, no Panamá. A Maersk afirma que a nova configuração ampliará a conexão com o Caribe, os Estados Unidos e a costa oeste da América do Sul, dando maior flexibilidade logística para cargas regionais e internacionais.

Pressão operacional segue alta na Costa Leste da América do Sul

A ECSA continua enfrentando forte pressão operacional.
Em Santos, o mau tempo, a ocupação elevada e os atrasos acumulados prejudicam a fluidez das operações. Paranaguá e Itapoá trabalham próximos a 80% de capacidade e registram paralisações ocasionais devido às condições climáticas. Em Buenos Aires, a operação de contêineres segue próxima ao limite, enquanto o Terminal 4 tem desempenho restrito por falhas em guindastes.

Em Montevidéu, a produtividade gira em torno de 50% após greves e mudanças de sistema, com espera média de 2 a 3 dias para navios. Já Rio Grande enfrenta severas restrições e clima adverso, sem previsão de melhora antes do fim do ano.

Costa Oeste da América do Sul mantém cenário instável

Na WCSA, a combinação de riscos de segurança e instabilidade operacional segue preocupando. A performance dos terminais varia, com Guayaquil/TPG registrando os melhores índices recentes. Em contrapartida, portos como Puerto Bolívar, Guayaquil/Contecon, Callao/APMT e Posorja operam sob alerta.

Caribe e América Central mantêm estabilidade relativa

Os terminais do Panamá e de Cartagena apresentam desempenho estável para a Maersk. No entanto, embarcações fora da janela programada podem enfrentar esperas de até 2 dias.

Aumento de volumes pressiona transporte terrestre

Na América Central, principalmente em El Salvador e na Guatemala, a alta temporada deve elevar significativamente o volume de importações e exportações. A Maersk reforça a importância do planejamento antecipado e diz estar preparada para apoiar com transporte, gestão aduaneira e coordenação operacional.

No Brasil, a estação seca já afeta os níveis dos rios em Manaus, limitando capacidade e podendo gerar atrasos. No Paraguai, o baixo nível da água deve impactar o serviço de balsas nas próximas semanas.

Brasil conquista novas certificações

A Maersk também celebrou dois avanços importantes no país:

  • A certificação AEO, que fortalece a conformidade e a eficiência das operações;
  • A certificação SASSMAQ para sua frota em Santos, ampliando a segurança e a qualidade no atendimento ao setor químico.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook