Comércio Exterior

Correios alcançam 95,77% de pontualidade e ampliam capacidade para a Black Friday

Os Correios registraram índice de pontualidade de 95,77% em 6 de outubro de 2026, reforçando o desempenho operacional da estatal às vésperas do período de maior movimentação do comércio eletrônico. Para atender à demanda da Black Friday e das festas de fim de ano, a empresa está ampliando sua estrutura logística e investindo em tecnologia e agilidade na distribuição de encomendas.

As medidas buscam garantir maior eficiência nas etapas de tratamento, transporte e entrega de mercadorias em todo o território nacional, diante da expectativa de crescimento no volume de pedidos.

Nova máquina de triagem amplia capacidade logística em São Paulo

O Centro de Tratamento de Encomendas de Guarulhos, na Grande São Paulo, recebeu um novo equipamento para acelerar o processamento de pacotes. A previsão é que a máquina entre em plena operação em novembro.

Com capacidade para tratar até 520 mil objetos em 20 horas, o sistema deve reforçar a infraestrutura logística paulista, considerada estratégica para o comércio eletrônico brasileiro.

A ampliação da capacidade de triagem é uma das iniciativas dos Correios para reduzir gargalos operacionais e lidar com o aumento da circulação de encomendas durante as grandes campanhas promocionais e o período natalino.

Tecnologia e monitoramento buscam evitar atrasos nas entregas

Além dos investimentos em equipamentos, os Correios estão reforçando os recursos tecnológicos utilizados no gerenciamento das operações.

As ações incluem ampliação da capacidade dos sistemas, monitoramento contínuo, planos de contingência e medidas para preservar a estabilidade das plataformas digitais.

Um dos principais objetivos é acompanhar, em tempo real, as diferentes fases do processamento das encomendas. Dessa forma, eventuais falhas ou ocorrências podem ser identificadas e corrigidas antes de comprometer o fluxo de distribuição.

O conjunto de medidas pretende sustentar a pontualidade das entregas mesmo diante do aumento sazonal da demanda, quando a logística é pressionada pelo crescimento das compras pela internet.

Correios renovam parceria com AliExpress

A estratégia para o período de maior volume de compras também inclui o fortalecimento das parcerias comerciais. Em setembro, os Correios assinaram a renovação do contrato com o AliExpress, garantindo a continuidade dos serviços de entrega dos pedidos realizados na plataforma aos consumidores brasileiros.

As duas empresas também firmaram um memorando de entendimentos (MoU) para estabelecer iniciativas conjuntas voltadas à aceleração das entregas no Brasil durante as principais datas promocionais do calendário comercial.

Entre os períodos contemplados estão o evento 11.11, conhecido como Dia dos Solteiros no comércio eletrônico, e a Black Friday.

O documento ainda formaliza o compromisso das empresas com a melhoria contínua dos serviços, buscando aprimorar a experiência dos consumidores e a eficiência das operações de entrega.

Operação especial prepara estatal para o fim de ano

Com a combinação de novos equipamentos, investimentos em tecnologia e acordos comerciais, os Correios buscam fortalecer sua capacidade de atendimento em um período decisivo para o varejo.

A expectativa é que a estrutura ampliada contribua para absorver o crescimento das encomendas e manter a qualidade dos serviços durante a Black Friday e as compras de Natal, quando a rapidez e a confiabilidade das entregas ganham ainda mais importância para consumidores e empresas.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Comércio

Correios renovam parceria com AliExpress para ampliar entregas no Brasil

Os Correios renovaram a parceria com o AliExpress para fortalecer as operações de entrega de compras internacionais no Brasil. A iniciativa busca melhorar a eficiência logística, acelerar o transporte de encomendas e ampliar a capacidade de atendimento da estatal durante períodos de grande movimentação no comércio eletrônico.

O acordo foi firmado em um momento de dificuldades financeiras da empresa pública e de discussões sobre uma possível privatização dos Correios, defendida por Flávio Bolsonaro. A ampliação das parcerias comerciais integra os esforços da companhia para diversificar receitas e aumentar sua competitividade no setor de logística.

Parceria busca agilizar entregas de compras internacionais

A renovação do acordo prevê a assinatura de um memorando de entendimentos com medidas voltadas ao aprimoramento da distribuição de mercadorias compradas por consumidores brasileiros na plataforma chinesa.

Entre os principais objetivos estão a redução dos prazos de entrega, o aumento da capacidade de processamento de pacotes e a melhoria dos sistemas de rastreamento. As medidas pretendem tornar o serviço mais eficiente e preparar a operação para atender ao crescimento da demanda.

Correios se preparam para Black Friday e Dia dos Solteiros

A parceria ganha importância diante da proximidade de duas datas relevantes para o comércio eletrônico internacional: o Dia dos Solteiros, comemorado em 11 de novembro, e a Black Friday, realizada tradicionalmente no fim do mês.

O primeiro evento é um dos principais períodos promocionais do varejo chinês, enquanto a Black Friday movimenta o comércio brasileiro e amplia o volume de pedidos e entregas.

Com a expectativa de aumento na circulação de encomendas, os Correios buscam reforçar sua estrutura logística para lidar com a demanda sazonal e manter a eficiência dos serviços.

Estatal aposta em parcerias para fortalecer a operação

A aproximação com grandes plataformas internacionais faz parte da estratégia de reestruturação dos Correios. A empresa enfrenta desafios para equilibrar suas finanças e procura novas oportunidades de receita em um mercado marcado pela concorrência de operadores logísticos privados.

Nesse contexto, as entregas de produtos adquiridos no exterior representam uma frente de atuação considerada importante para ampliar a presença da estatal no segmento de encomendas.

O presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, afirmou que a renovação do acordo com o AliExpress reforça a capacidade da empresa de acompanhar a expansão do setor.

“Estamos preparados para o aumento do volume de encomendas previsto para o fim do ano, com uma logística robusta e integrada, que conecta o Brasil ao e-commerce global e garante mais agilidade aos consumidores”, declarou.

Acordo foi formalizado na China

A formalização do entendimento ocorreu em setembro, na sede do Alibaba Group, empresa controladora do AliExpress, localizada em Hangzhou, na China.

A iniciativa fortalece a cooperação entre as companhias em um período estratégico para o comércio eletrônico e para a operação de entregas internacionais no mercado brasileiro.

Possível privatização amplia incertezas sobre o futuro dos Correios

Além dos desafios financeiros, os Correios enfrentam incertezas relacionadas ao futuro da empresa pública. A estatal está entre as companhias que poderão ser incluídas em uma eventual agenda de privatizações, caso a proposta avance no próximo governo.

Diante desse cenário, a ampliação de acordos comerciais surge como uma das alternativas para fortalecer a operação, diversificar as fontes de receita e preservar a participação da empresa em um mercado cada vez mais competitivo.

A renovação da parceria com o AliExpress, portanto, combina objetivos operacionais e comerciais em um momento de pressão sobre as contas da estatal e de debates sobre o modelo de gestão dos Correios.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joédson Alves/Agência Brasil

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ICMS sobre importados on-line sobe em dez estados a partir de amanhã, entenda

Comitê de secretários aprovou alta, mas decisão final depende de cada unidade da federação

As compras de produtos importados em sites de e-commerce, como Shopee, Shein e AliExpress vão pagar mais tributos a partir de amanhã, dia 1º de abril. O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) cobrado sobre compras internacionais vai subir para 20% em dez estados.

Além disso, já há a chamada “taxa da blusinha”, imposto federal que incide sobre compras internacionais com valor até US$ 50.

Os estados e o Distrito Federal fecharam, no ano passado, um acordo que permitiu subir a alíquota sobre remessas importadas de até US$ 3 mil de 17% para 20%. O objetivo, de acordo com o Comitê Nacional de Secretarias de Estado da Fazenda (Comsefaz), é “garantir a isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil”, de acordo com nota divulgada em dezembro.

Com isso, dizem os estados em nota, a ideia é “estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos, em um contexto de concorrência crescente com plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço”.

Isso, porém, não foi automático. Em estados em que o teto do ICMS geral é de menos de 20%, isso dependia de aprovação de um decreto do governador ou de lei local. Dessa forma, dez estados terão alíquotas maiores.

Estados que optaram por elevar o ICMS para 20%:

  • Acre
  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Roraima
  • Sergipe

Estados em que a alíquota permanece 17%

  • Amazonas
  • Amapá
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Maranhão
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Pará
  • Pernambuco
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul
  • Roraima
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Tocantins

Como é hoje?

As importações realizadas a partir do Regime de Tributação Simplificada (RTS) são tributadas pelo ICMS, que atualmente tem alíquota uniforme de 17%, independentemente de a compra ser efetuada em sites certificados pela Receita Federal no Programa Remessa Conforme ou não.

O RTS vale para a importação de encomendas internacionais com valor aduaneiro (soma dos bens + frete + seguro) de até US$ 3.000, destinados a pessoas físicas e jurídicas.

Além do ICMS, as compras internacionais feitas em e-commerces de Remessa Conforme e destinadas a pessoas físicas pagam também o Imposto de Importação (a “taxa da blusinha”), alterado em agosto do ano passado. Para compras em que o valor aduaneiro for de até US$ 50 a alíquota é de 20%. Já quando o valor for maior que US$ 50, a alíquota é de 60%.

Como vai ser?

Em dez estados, o ICMS será majorado para 20% para esse tipo de compra on-line. Assim, consumidores irão pagar o Imposto de Importação — que pode ser de 20% ou 60%, a depender do valor da compra — mais 20% de ICMS.

FONTE: O Globo
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Taxa de importação subiu de novo: saiba quanto você vai pagar em 2025

A taxa de importação que você paga ao comprar em plataformas estrangeiras como AliExpress, Shopee e Shein mudou. Atualmente, compras vindas de fora são taxadas em algo entre 12% e 77%, mas os valores devem ficar entre 20% e 80% a partir do ano que vem.

Isso porque o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) anunciou nesta sexta-feira (06) que o valor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) subirá de 12% ou 17% (dependendo do estado) para 20% para produtos importados.

Para entrar em vigor, a “Taxa das Blusinhas”, com acréscimo de 3%, precisa ser aprovada pelas Assembleias Legislativas de cada estado e do Distrito Federal, caso essas unidades da federação já não cobram valor de 20%. Como os deputados estaduais estão de férias em grande parte do país, espera-se que a medida entre em vigor apenas em 2025 em âmbito nacional.

Quanto você vai pagar de imposto?

Desde agosto do ano passado, com a implementação do Remessa Conforme, o imposto de importação federal passou a ser de até 20% para compras abaixo de US$ 50, considerando todos os impostos. Para compras acima desse valor, a tarifa antiga segue valendo: 60% sobre o valor total do recibo. Nesses casos, o ICMS também passou a ser aplicado.

É importante notar que os impostos sobre produtos enviados ao Brasil via Remessa Conforme são aplicados também ao valor do frete. Isso ocorre porque alguns vendedores de marketplaces tendem a disfarçar o valor total, diminuindo o preço do produto e elevando o do frete, com a intenção de evitar faixas de tributação mais altas.

Imposto total para compras abaixo de US$ 50

A “taxa das blusinhas” para compras abaixo de US$ 50 deve ficar assim:

  • Compra: R$ 90 + Frete: R$ 10 = R$ 100;
  • Impostos: importação federal zerado + ICMS 20% (R$ 20);
  • Total de imposto: R$ 20;
  • Total a pagar: R$ 100 + R$ 20= R$ 120.

Com isso, se você fizer uma compra internacional no AliExpress que custa R$ 90, com frete de R$ 10, o valor total a ser pago no momento da compra será de R$ 120.

Imposto total para compras acima de US$ 50

A “taxa das blusinhas” para compras acima de US$ 50 deve ficar assim:

  • Compra: R$ 950 + Frete: R$ 50 = R$ 1.000;
  • Impostos: 60% de importação (R$ 600) + 20% de ICMS (R$ 200);
  • Total de imposto: R$ 800;
  • Total a pagar: R$ 1.000 + R$ 800 = R$ 1.800.

Nesse caso, se você fizer uma compra internacional no AliExpress que custa R$ 950, com frete de R$ 50, o valor total a ser pago no momento da compra será de R$ 1.800.

Existe ainda a possibilidade de o imposto de importação deixar de ser zerado para compras até US$ 50 no ano que vem, aumentando o total de imposto também para os produtos mais baratos.

FONTE: Canal tech
https://canaltech.com.br/e-commerce/taxa-de-importacao-subiu-de-novo-saiba-quanto-voce-vai-pagar-em-2025/

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Isenção do imposto de importação aumenta para US$ 100 em decisão da Justiça

Tese fixada pela TRU/JEFs da 4ª Região derruba distinção entre Correios e empresas privadas

Em uma decisão histórica para os consumidores brasileiros, a Turma Regional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais da 4ª Região (TRU/JEFs) definiu que a isenção do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 100 é válida para encomendas enviadas por empresas privadas, como transportadoras internacionais, e não apenas pelos Correios.

A tese, fixada em 15 de março, coloca fim a uma diferenciação inconsistente e coloca todos os consumidores em pé de igualdade, independentemente da forma de entrega.

Entenda o caso que levou à decisão

Em 2020, ele entrou com uma ação contra a Fazenda Nacional, alegando que as compras, realizadas em 2017, eram inferiores a US$ 100 e, portanto, estavam isentas de imposto de importação. Ele já havia obtido êxito em um caso semelhante em 2016.

Em 2021, a Justiça Federal de Curitiba reconheceu o direito do advogado à isenção e condenou a Fazenda Nacional a devolver o valor pago, acrescido de juros e correção monetária.

Remessa Conforme mira pirataria em nova etapa para varejo internacional

A União recorreu da decisão, argumentando que as compras não foram feitas pelos Correios, mas sim por empresas de transporte expresso, o que as excluiria da isenção.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRU) negou o recurso da União, confirmando a decisão da Justiça Federal de Curitiba. O juiz Andrei Pitten Velloso, relator do caso, destacou que a isenção do imposto de importação se aplica a todas as remessas internacionais de valor inferior a US$ 100, independentemente do meio de transporte utilizado.

Decisão abre caminho para milhares de consumidores

A União recorreu da decisão, mas a 1ª Turma Recursal do Paraná negou o provimento. A União então interpôs Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei para o TRU, alegando divergência de entendimento com a 5ª Turma Recursal do Rio Grande do Sul.

Ao negar provimento ao pedido da União, o TRU consolidou o entendimento de que a isenção do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 100 é válida para qualquer modalidade de entrega, inclusive as realizadas por empresas privadas.

Impacto positivo para o comércio online internacional

A decisão da TRU/JEFs é uma importante conquista para os consumidores brasileiros, que agora podem ter mais segurança e previsibilidade ao realizar compras online internacionais em sites como Amazon, Shein e AliExpress.

A medida também impulsiona o comércio online internacional, democratizando o acesso a produtos e serviços de outros países e estimulando a economia brasileira.

Isenção do imposto de importação aumenta para US$ 100 em decisão da Justiça (adrenaline.com.br)

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