Internacional

Algodão recua em Nova York e acumula perdas de até 8,3% na semana

Os preços do algodão terminaram a última sexta-feira (4) novamente em baixa na Bolsa de Nova York. Todos os contratos acompanhados fecharam o pregão no campo negativo, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana.

O contrato dezembro/26 teve queda de 0,12 cent, equivalente a 0,14%, e encerrou a sessão cotado a 86,33 cents por libra-peso (cents/lb).

Entre os demais vencimentos, o outubro/26 recuou 0,94 cent, ou 1,13%, para 82,42 cents/lb. O março/27 perdeu 0,18 cent, baixa de 0,20%, e terminou em 88,62 cents/lb. Já o maio/27 caiu 0,24 cent, ou 0,27%, fechando a 89,97 cents/lb.

Algodão acumula perdas expressivas na semana

Na comparação com o encerramento da sexta-feira anterior, dia 28, todos os contratos registraram desvalorização.

O vencimento outubro/26 apresentou a maior queda semanal. A cotação passou de 89,92 para 82,42 cents/lb, representando uma perda de 8,34%.

No contrato dezembro/26, o preço caiu de 91,38 para 86,33 cents/lb, acumulando baixa de 5,53% no período.

O março/27 recuou de 93,34 para 88,62 cents/lb, queda de 5,06%, enquanto o maio/27 passou de 94,48 para 89,97 cents/lb, uma desvalorização de 4,77%.

Estimativas de produção pressionam o mercado

De acordo com Jack Scoville, o movimento negativo das cotações está ligado às vendas realizadas após a divulgação de estimativas de produção de algodão pelo setor privado.

O mercado também começa a se posicionar antes da divulgação dos próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para a próxima semana. As expectativas em torno dos números oficiais contribuem para aumentar a cautela entre os participantes.

Clima segue no radar dos investidores

Além das projeções de produção, as condições climáticas nas lavouras de algodão continuam sendo acompanhadas pelo mercado. Os impactos de um clima adverso sobre as plantações permanecem entre os fatores de atenção para os preços.

Mesmo com a valorização do dólar americano, que pode influenciar a formação das cotações das commodities, o mercado de algodão manteve a trajetória de queda na sessão.

Bolsa de Nova York terá feriado na segunda-feira

A negociação dos contratos de algodão em Nova York será interrompida na segunda-feira (7). A Bolsa de Nova York permanecerá fechada em razão do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

As operações serão retomadas após o feriado, com os investidores atentos aos novos dados de produção e às condições das lavouras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Algodão sobe em Nova York e dezembro de 2026 fecha a 89,14 cents por libra

Os preços do algodão reagiram nesta quarta-feira (26) na Bolsa de Nova York e recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. Os contratos futuros avançaram em um movimento de recuperação após a queda de terça-feira.

O vencimento dezembro/26 ganhou 0,80 centavo, alta de 0,91%, e terminou o pregão a 89,14 cents por libra-peso. O contrato outubro/26 subiu 0,69 centavo, ou 0,79%, para 87,77 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, março/27 teve valorização de 0,84 centavo, equivalente a 0,93%, encerrando a 91,07 cents/lb. Já maio/27 avançou 0,93 centavo, alta de 1,02%, para 92,25 cents/lb.

Safra dos Estados Unidos segue abaixo do padrão

De acordo com Jack Scoville, as condições das lavouras de algodão nos Estados Unidos continuam inferiores às observadas no mesmo período do ano passado. O desenvolvimento da safra também permanece atrasado em relação à média histórica.

A fase de abertura das cápsulas de algodão já começou. Para as regiões produtoras do Delta e do Sudeste, a previsão indica chuvas de intensidade esparsa a isolada, acompanhadas por temperaturas entre quentes e muito quentes.

O comportamento do clima segue no radar dos participantes do mercado, especialmente durante uma etapa importante para a definição do potencial da produção norte-americana.

Algodão brasileiro também registra alta

No Brasil, o mercado de algodão em pluma apresentou valorização nos últimos dias, segundo o Cepea. Entre os fatores que sustentaram os preços estão a firmeza dos vendedores e a alta das referências internacionais.

Compradores que precisam repor matéria-prima no curto prazo demonstram maior disposição para fechar negócios, principalmente quando se trata de lotes com melhor qualidade.

Por outro lado, parte das indústrias continua adotando uma postura mais cautelosa. O cenário está relacionado às dificuldades enfrentadas pelo setor para repassar integralmente os custos mais elevados aos produtos manufaturados.

Preço doméstico fica abaixo da paridade de exportação

Apesar da recente recuperação dos preços, o Cepea aponta uma mudança importante na relação entre o mercado interno e o externo.

As cotações domésticas do algodão passaram a ficar aproximadamente 3% abaixo da paridade de exportação. Segundo o centro de estudos, esse cenário não era registrado desde novembro de 2025.

A combinação entre a recuperação das cotações internacionais, o comportamento da safra norte-americana e a dinâmica do mercado brasileiro mantém o preço do algodão no radar dos produtores, compradores e indústrias.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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