Internacional

Algodão recua mais de 5% na semana em Nova York e amplia pressão sobre os preços

Os preços do algodão fecharam a sessão da última sexta-feira (18) em forte baixa na Bolsa de Nova York. O movimento negativo também marcou o desempenho semanal, com os principais contratos acumulando perdas superiores a 5%.

No encerramento do pregão, o contrato outubro/26 caiu 1,03 centavo de dólar, ou 1,31%, para 77,38 cents por libra-peso. O dezembro/26 recuou 1,02 centavo, equivalente a 1,24%, e terminou cotado a 81,15 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, o março/27 perdeu 1,02 centavo (-1,20%), encerrando a 83,79 cents/lb. Já o maio/27 teve queda de 0,95 centavo (-1,10%), para 85,36 cents/lb.

Contratos de algodão acumulam perdas superiores a 5%

Na comparação com o fechamento da semana anterior, a queda foi ainda mais expressiva.

O contrato outubro/26 passou de 82,38 para 77,38 cents/lb, uma retração de 5 centavos, ou 6,07%. O dezembro/26 caiu de 86,06 para 81,15 cents/lb, acumulando perda de 4,91 centavos (-5,70%).

Já o março/27 recuou de 88,56 para 83,79 cents/lb, baixa de 4,77 centavos (-5,39%). No maio/27, a cotação passou de 89,95 para 85,36 cents/lb, queda de 4,59 centavos (-5,10%).

O desempenho reforça o cenário de pressão sobre as cotações do algodão em Nova York, em meio ao acompanhamento dos dados de oferta, demanda e exportações dos Estados Unidos.

Exportações dos EUA superam média histórica em volume comprometido

Os dados mais recentes sobre as exportações de algodão dos Estados Unidos mostram que os compromissos para a temporada 2026/27 alcançavam aproximadamente 4,5 milhões de fardos até 10 de setembro.

Esse volume está 13% acima da média registrada nos últimos cinco anos. Apesar disso, os compromissos representam 39% da projeção de exportações do USDA para toda a temporada.

O percentual fica abaixo da média histórica de 48%, indicando que, embora o volume comprometido esteja acima do padrão recente, a comercialização ainda representa uma parcela menor da previsão total para a temporada.

Vendas semanais somam mais de 77 mil fardos

No relatório referente à semana encerrada em 10 de setembro, os Estados Unidos registraram vendas líquidas de 71.231 fardos de algodão para a temporada 2026/27.

Para o ciclo 2027/28, foram contabilizados outros 6.160 fardos em vendas líquidas.

Somando os dois períodos, as novas vendas chegaram a 77.391 fardos na semana.

Os embarques também apresentaram movimentação significativa. No período analisado, foram exportados 142.078 fardos de algodão.

Mercado acompanha demanda e exportações

Com as cotações acumulando perdas superiores a 5% na semana, os dados de comercialização e exportação dos Estados Unidos permanecem no radar do mercado.

O comportamento das exportações de algodão, juntamente com o ritmo das vendas para as próximas safras, deve continuar influenciando as expectativas dos agentes e a formação dos preços na Bolsa de Nova York.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Informação

Algodão recua em Nova York, mas contratos acumulam alta superior a 3% na semana

Os preços do algodão terminaram a sessão desta sexta-feira (28) em baixa na Bolsa de Nova York. O movimento ocorreu após a forte valorização registrada no pregão anterior. Apesar do recuo diário, os principais contratos da commodity encerraram a semana com ganhos acima de 3%.

Preços do algodão na Bolsa de Nova York

O contrato com vencimento em dezembro de 2026 caiu 1,03 cent, ou 1,11%, e fechou a sessão a 91,38 cents por libra-peso.

Entre os demais vencimentos, o outubro de 2026 registrou queda de 1,14 cent (-1,25%), para 89,92 cents/lb. Já o março de 2027 recuou 1,06 cent (-1,12%), encerrando o dia em 93,34 cents/lb. O contrato maio de 2027 teve baixa de 1,02 cent (-1,07%), aos 94,48 cents/lb.

Mesmo com a queda desta sexta-feira, o desempenho semanal foi positivo para todos os principais contratos.

  • Outubro/26: de 87,07 para 89,92 cents/lb, alta de 2,85 cents (+3,27%);
  • Dezembro/26: de 88,35 para 91,38 cents/lb, avanço de 3,03 cents (+3,43%);
  • Março/27: de 90,15 para 93,34 cents/lb, valorização de 3,19 cents (+3,54%);
  • Maio/27: de 91,19 para 94,48 cents/lb, ganho de 3,29 cents (+3,61%).

Exportações dos Estados Unidos sustentam atenção do mercado

Os dados mais recentes de vendas para exportação indicam que os compromissos de embarques de algodão dos Estados Unidos para a safra 2026/27 somam 4,332 milhões de fardos.

O volume representa crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior e equivale a 38% da estimativa de exportações projetada pelo USDA. Na mesma época da temporada passada, esse percentual era de 30%.

Apesar do avanço, o ritmo atual ainda permanece abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.

Condições das lavouras de algodão preocupam

De acordo com Jack Scoville, as lavouras de algodão nos EUA apresentam condições consideravelmente inferiores às observadas no ano passado.

O desenvolvimento da safra norte-americana também segue atrasado quando comparado à média histórica, fator que permanece no radar dos participantes do mercado de algodão.

Petróleo e dólar influenciam os negócios

No cenário internacional, o petróleo operou pressionado pela valorização do dólar e por sinais de que o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz pode aumentar.

As perdas, entretanto, foram parcialmente contidas pelas incertezas relacionadas à retomada da normalidade no transporte de petróleo proveniente do Oriente Médio.

O dólar ganhou força após declarações consideradas mais duras do presidente do Federal Reserve, Warsh. Segundo ele, a inflação norte-americana não apresenta uma desaceleração significativa.

Depois dos comentários, a expectativa de uma alta dos juros na próxima reunião do FOMC aumentou para 50%, ante 36% anteriormente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

Algodão sobe em Nova York e dezembro de 2026 fecha a 89,14 cents por libra

Os preços do algodão reagiram nesta quarta-feira (26) na Bolsa de Nova York e recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. Os contratos futuros avançaram em um movimento de recuperação após a queda de terça-feira.

O vencimento dezembro/26 ganhou 0,80 centavo, alta de 0,91%, e terminou o pregão a 89,14 cents por libra-peso. O contrato outubro/26 subiu 0,69 centavo, ou 0,79%, para 87,77 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, março/27 teve valorização de 0,84 centavo, equivalente a 0,93%, encerrando a 91,07 cents/lb. Já maio/27 avançou 0,93 centavo, alta de 1,02%, para 92,25 cents/lb.

Safra dos Estados Unidos segue abaixo do padrão

De acordo com Jack Scoville, as condições das lavouras de algodão nos Estados Unidos continuam inferiores às observadas no mesmo período do ano passado. O desenvolvimento da safra também permanece atrasado em relação à média histórica.

A fase de abertura das cápsulas de algodão já começou. Para as regiões produtoras do Delta e do Sudeste, a previsão indica chuvas de intensidade esparsa a isolada, acompanhadas por temperaturas entre quentes e muito quentes.

O comportamento do clima segue no radar dos participantes do mercado, especialmente durante uma etapa importante para a definição do potencial da produção norte-americana.

Algodão brasileiro também registra alta

No Brasil, o mercado de algodão em pluma apresentou valorização nos últimos dias, segundo o Cepea. Entre os fatores que sustentaram os preços estão a firmeza dos vendedores e a alta das referências internacionais.

Compradores que precisam repor matéria-prima no curto prazo demonstram maior disposição para fechar negócios, principalmente quando se trata de lotes com melhor qualidade.

Por outro lado, parte das indústrias continua adotando uma postura mais cautelosa. O cenário está relacionado às dificuldades enfrentadas pelo setor para repassar integralmente os custos mais elevados aos produtos manufaturados.

Preço doméstico fica abaixo da paridade de exportação

Apesar da recente recuperação dos preços, o Cepea aponta uma mudança importante na relação entre o mercado interno e o externo.

As cotações domésticas do algodão passaram a ficar aproximadamente 3% abaixo da paridade de exportação. Segundo o centro de estudos, esse cenário não era registrado desde novembro de 2025.

A combinação entre a recuperação das cotações internacionais, o comportamento da safra norte-americana e a dinâmica do mercado brasileiro mantém o preço do algodão no radar dos produtores, compradores e indústrias.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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