Aeroportos

Aeroportos regionais passam a integrar grandes redes de concessionárias

A entrada de aeroportos regionais em redes administradas por grandes concessionárias começa a transformar a forma como esses terminais se conectam ao restante da infraestrutura aeroportuária brasileira.

Além da mudança na gestão, a integração reúne aeroportos de diferentes tamanhos sob uma mesma estrutura, criando possibilidades de compartilhamento de experiência operacional, tecnologia, processos e relações comerciais. A aproximação também pode facilitar o diálogo com companhias aéreas e parceiros interessados em atuar nos mercados regionais.

Uma nova etapa desse processo está prevista com a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, que prevê a inclusão de dez aeroportos regionais no contrato a ser levado a leilão em dezembro.

Dez aeroportos regionais serão incorporados

A nova etapa contempla terminais localizados em cinco estados. O grupo é formado por:

  • Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia, em Goiás;
  • Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul;
  • Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso;
  • Ponta Grossa, no Paraná;
  • Barreiras, na Bahia.

A incorporação amplia o modelo de concessão conjunta, que já teve uma primeira rodada realizada em novembro de 2025.

Primeiro leilão reuniu 13 aeroportos

Na primeira etapa, 13 aeroportos regionais foram incorporados a concessões já existentes.

O Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, passou para a administração da Fraport Brasil, empresa que também opera os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre.

Os demais terminais foram incorporados à concessão da GRU Airport, responsável pela operação do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Os aeroportos incluídos foram:

  • Lençóis e Paulo Afonso, na Bahia;
  • Barreirinhas, no Maranhão;
  • Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso;
  • Araripina, Garanhuns e Serra Talhada, em Pernambuco;
  • São Raimundo Nonato, no Piauí;
  • Jericoacoara e Canoa Quebrada, no Ceará;
  • Cacoal e Vilhena, em Rondônia;
  • Araguaína, no Tocantins.

Integração pode ampliar troca de experiências

A reunião de terminais de diferentes portes em uma mesma rede cria condições para a circulação de experiências de gestão e soluções operacionais.

Uma concessionária que administra grandes aeroportos e unidades regionais concentra, em uma estrutura única, mercados, perfis de passageiros e desafios operacionais distintos. Com isso, procedimentos desenvolvidos em terminais de maior movimento podem servir de referência para aeroportos menores.

Essa troca pode envolver áreas como segurança aeroportuária, atendimento ao passageiro, tecnologia, gestão de serviços e relacionamento com empresas que atuam dentro dos aeroportos.

Rede maior pode atrair novos negócios

A integração também amplia a estrutura comercial disponível aos terminais regionais. Restaurantes, lojas, locadoras de veículos e outros serviços podem encontrar novas oportunidades ao fazer parte de uma rede com presença em diferentes mercados.

Os efeitos podem alcançar também o entorno dos aeroportos. O aumento da oferta de serviços e da circulação de passageiros pode aproximar os terminais de empresas, destinos turísticos e atividades econômicas locais.

Dessa forma, a infraestrutura aeroportuária regional pode assumir um papel mais integrado ao desenvolvimento econômico das cidades e regiões atendidas.

Concessionárias podem aproximar aeroportos de grandes centros

Outro possível efeito da integração é a aproximação entre aeroportos regionais e grandes centros de conexão.

Ao administrar terminais de diferentes portes, uma mesma empresa pode ter uma visão mais ampla dos mercados e identificar possibilidades de conectividade entre localidades. Isso pode incluir contatos comerciais com companhias aéreas, avaliação de novos mercados e apresentação de oportunidades de operação.

A criação de uma nova rota, entretanto, continua sendo uma decisão das companhias aéreas, que avaliam fatores como demanda e estratégia comercial. Portanto, a integração entre aeroportos não representa, automaticamente, a abertura de novos voos.

Ela pode, porém, ampliar as condições para que oportunidades de mercado sejam identificadas e apresentadas às empresas aéreas.

Jericoacoara terá ligação com Brasília

O Aeroporto Regional de Jericoacoara é um exemplo dessa integração. A Fraport Brasil assumiu a operação do terminal em 1º de setembro de 2026.

Posteriormente, foi anunciada uma nova ligação entre Jericoacoara e Brasília, com previsão de cinco voos semanais a partir de julho de 2027.

A conexão deverá ampliar as alternativas de deslocamento entre o destino turístico cearense e a capital federal.

Investimentos também estão previstos nos terminais

A integração às grandes redes pode trazer novas perspectivas para a modernização dos aeroportos regionais.

Em Pernambuco, Serra Talhada, Garanhuns e Araripina passaram a fazer parte da concessão da GRU Airport. Na Bahia, Paulo Afonso e Lençóis também foram incorporados à mesma rede.

Os projetos previstos para esses aeroportos incluem melhorias em pistas, pátios, terminais de passageiros e balizamento noturno, além de adequações às normas da aviação civil.

A participação em uma rede maior também coloca os terminais em contato com diferentes fornecedores, parceiros e mercados. Essa estrutura pode contribuir para a identificação de serviços e oportunidades comerciais compatíveis com as características de cada aeroporto.

Mais conectividade para diferentes regiões do país

A expansão das redes de concessão pode ter impacto sobre a própria conectividade aérea brasileira. Os aeroportos regionais funcionam como portas de entrada e saída para localidades afastadas dos principais centros urbanos.

Uma estrutura mais conectada pode facilitar viagens de negócios, deslocamentos turísticos, acesso a serviços e transporte de produtos. Dependendo da oferta existente em cada região, também pode reduzir a necessidade de deslocamentos terrestres prolongados até aeroportos de maior porte.

Ao reunir terminais de diferentes tamanhos sob modelos de gestão integrados, o sistema cria novas possibilidades para que os aeroportos regionais façam parte de uma rede aérea mais abrangente.

Para passageiros e empresas, a expansão dessa estrutura representa mais alternativas de conexão entre diferentes partes do país, respeitando as características e a demanda de cada mercado regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Aeroportos

Aeroportos do Brasil ganham destaque entre os mais movimentados da América Latina

O avanço da aviação brasileira e os investimentos em infraestrutura colocaram o Brasil em posição de destaque no setor aeroportuário da América Latina. De acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC), três terminais brasileiros figuram entre os dez mais movimentados da região em 2025: Guarulhos, Congonhas e Galeão.

Guarulhos lidera ranking latino-americano

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, apareceu na liderança do ranking regional após registrar mais de 23,1 milhões de passageiros ao longo de 2025. O número representa crescimento de 8,3% em comparação com o ano anterior.

Com o resultado, o terminal paulista superou importantes centros aéreos do continente, como o Aeroporto El Dorado, em Bogotá, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Congonhas e Galeão também aparecem entre os maiores

Além de Guarulhos, o levantamento inclui o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que ficou na sétima colocação com movimentação próxima de 11,9 milhões de passageiros.

Já o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, encerrou o ranking na décima posição, com cerca de 8,7 milhões de viajantes transportados. O terminal carioca também apresentou um dos maiores avanços do período, com crescimento de 23,6% no fluxo de passageiros entre 2024 e 2025.

Investimentos impulsionam modernização aeroportuária

O crescimento da movimentação aérea acompanha o aumento dos investimentos no setor. Em 2024, os aportes públicos em infraestrutura aeroportuária chegaram a R$ 549,5 milhões, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 3,38 bilhões.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos fortalecem a conectividade, melhoram os serviços aos passageiros e ampliam a segurança operacional nos aeroportos brasileiros.

Guarulhos receberá R$ 1,4 bilhão em melhorias

Considerado o maior terminal aéreo da América Latina, Guarulhos terá novos investimentos de R$ 1,4 bilhão anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O pacote inclui 21 projetos voltados à ampliação de terminais, integração tecnológica e modernização de áreas operacionais, como pátios e taxiways.

A renovação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024, também permitiu a retomada de obras estruturantes e a extensão da concessão até 2033.

Congonhas e Galeão passam por transformação

O Aeroporto de Congonhas também vive um amplo processo de modernização. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões, com foco em sustentabilidade, eficiência operacional e adequação aos padrões internacionais.

Após a conclusão das obras, a capacidade anual do terminal deverá aumentar de 22 milhões para quase 30 milhões de passageiros.

No Rio de Janeiro, o Galeão também deve receber novos aportes após o leilão de venda assistida realizado em março. O terminal foi adquirido pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões, em um modelo que busca garantir a continuidade dos investimentos e a sustentabilidade da concessão até 2039.

Transporte aéreo mantém ritmo de crescimento no Brasil

O desempenho dos aeroportos acompanha a expansão da demanda por transporte aéreo no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, mais de 34 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais no Brasil, alta de 9,52% em relação ao mesmo período do ano passado.

A movimentação internacional teve crescimento ainda mais expressivo, com mais de 8,3 milhões de passageiros embarcando ou desembarcando em voos para o exterior — avanço de 13,2%.

Já o mercado doméstico registrou aumento de 8,35%, totalizando mais de 25,7 milhões de passageiros transportados nos três primeiros meses do ano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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Aeroportos

Galeão vai a leilão por quase R$ 1 bilhão e mira retomada como principal aeroporto do Rio

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, terceiro maior do Brasil em volume de passageiros, será leiloado no dia 30 de março. O certame terá lance mínimo de R$ 932 milhões e integra o plano do Governo Federal para ampliar investimentos e modernizar a infraestrutura aeroportuária do país.

Segundo informações oficiais, ao menos seis empresas já sinalizaram interesse na concessão, vista pelo mercado como estratégica para reposicionar o terminal no cenário nacional e internacional.

Leilão do Galeão busca modernização e eficiência

Com foco em atrair investidores, o governo promoveu um roadshow para apresentar os ativos do aeroporto e os detalhes do novo modelo de concessão. A iniciativa foi coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em conjunto com a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Também está prevista uma audiência pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, etapa essencial para sanar dúvidas técnicas, regulatórias e jurídicas das empresas interessadas na disputa pelo leilão do Galeão.

Fim do modelo atual de gestão

Atualmente, a administração do aeroporto é compartilhada entre um consórcio formado por investidores da Singapura e da França, que detém 51% da operação, e a Infraero, com 49%. Com a nova concessão, esse formato será encerrado.

A vencedora do leilão assumirá 100% da gestão do aeroporto, o que é apontado como um dos principais atrativos do projeto. A mudança garante maior autonomia decisória e liberdade para execução de investimentos em infraestrutura, serviços e ampliação de rotas.

Fluxo de passageiros volta a crescer

Após anos de retração, o movimento de passageiros no Galeão voltou a apresentar crescimento. Em 2025, o terminal registrou a passagem de 17,5 milhões de usuários, número considerado positivo pelo setor.

A projeção é que o aeroporto supere a marca de 20 milhões de passageiros nos próximos anos, especialmente com a expansão de destinos e melhorias operacionais previstas no novo contrato.

Contrato vai até 2039 e prevê receita variável

A concessão terá vigência até 2039 e estabelece, além do valor pago no leilão, uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta da operação.

Apesar do cenário de recuperação, especialistas do setor avaliam que o sucesso do projeto dependerá diretamente da capacidade técnica e financeira da concessionária vencedora. Uma gestão experiente será determinante para evitar gargalos operacionais e consolidar o Galeão como o principal hub aéreo do Rio de Janeiro.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RIOGaleão

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Aeroportos

Aviação brasileira alcança recorde histórico de 130 milhões de passageiros em 2025

A aviação brasileira deve encerrar o ano com um marco inédito: 130 milhões de passageiros transportados, o maior volume já registrado no país. A projeção é do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base no Relatório de Demanda e Oferta da Anac, atualizado com dados consolidados até novembro.

O resultado representa a primeira superação dos patamares pré-pandemia, confirmando a retomada consistente do transporte aéreo no Brasil.

Crescimento é puxado por voos domésticos e internacionais

Entre janeiro e novembro, mais de 117 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo, um avanço de 9,3% em comparação com o mesmo período de 2024. Nos voos domésticos, foram comercializados 91,9 milhões de assentos, alta de 8% em relação ao ano anterior.

Já o mercado de voos internacionais apresentou desempenho ainda mais expressivo, com crescimento de 13,6% e um total de 25,8 milhões de passageiros até novembro.

Governo destaca impacto econômico e social do setor aéreo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, os números refletem tanto o desempenho da economia quanto as políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Segundo ele, em três anos, o país adicionou cerca de 30 milhões de passageiros ao transporte aéreo, volume equivalente a duas vezes a movimentação anual do Aeroporto Internacional de Brasília.

Aviação internacional ganha força com retomada do protagonismo do Brasil

O avanço dos passageiros internacionais, que já representam 22% da movimentação total, também está ligado ao reposicionamento do Brasil no cenário global. De acordo com o ministro, a retomada do diálogo com outros países impulsionou o turismo, os negócios e a conectividade aérea.

Os países com maior fluxo de passageiros entre Brasil e exterior em 2025 foram Argentina (4,3 milhões), Estados Unidos (4,2 milhões), Chile (3,1 milhões) e Portugal (2,6 milhões).

Guarulhos lidera movimentação aérea no país

No ranking dos aeroportos internacionais mais movimentados, Guarulhos concentra cerca de 29% dos voos, com 14,9 milhões de passageiros considerando origem e destino. Em seguida aparecem o Galeão, com 5 milhões, Florianópolis (1 milhão), Campinas (990 mil) e Brasília (790 mil).

Nos voos domésticos, Guarulhos também lidera, com 27 milhões de passageiros, seguido por Congonhas (21,8 milhões), Brasília (14 milhões), Confins (11 milhões) e Galeão (10,7 milhões).

Setor consolida retomada e projeta expansão

Com números recordes, a aviação civil brasileira consolida sua recuperação e se posiciona como um dos vetores de crescimento da economia, ampliando a conectividade regional e internacional e fortalecendo o turismo e os negócios no país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPOR

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Informação

Campanha contra o feminicídio é lançada em aeroportos brasileiros pelo Ministério de Portos e Aeroportos

O Ministério de Portos e Aeroportos deu início, nesta segunda-feira (22), à campanha “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não”, que passa a ser veiculada nos aeroportos do Brasil. A iniciativa integra as ações do Governo Federal voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher e ao fortalecimento da proteção no ambiente da aviação civil.

O lançamento ocorreu no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com a presença do ministro Silvio Costa Filho, e marca o começo da divulgação de materiais educativos, informativos e de orientação direcionados tanto aos profissionais do setor aéreo quanto ao público que circula pelos terminais.

Segunda fase da campanha “Assédio Não Decola”

A nova mobilização faz parte da segunda fase da campanha “Assédio Não Decola”, criada em maio deste ano. Desenvolvida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos (ABR), a ação busca conscientizar trabalhadores, empresas e passageiros sobre prevenção ao assédio, enfrentamento à violência e os canais oficiais de denúncia e apoio.

Durante o evento, o ministro destacou que os aeroportos são espaços estratégicos para ampliar o alcance da campanha. Segundo ele, a grande circulação de pessoas nesses locais contribui para levar a mensagem a diferentes públicos e estimular a denúncia de casos de violência.

Integração com segurança e concessionárias

Silvio Costa Filho reforçou que o combate ao feminicídio no Brasil é uma pauta prioritária e envolve atuação conjunta do Governo Federal. Nos aeroportos, a iniciativa contará com apoio da Polícia Federal, monitoramento por câmeras e engajamento das concessionárias na divulgação das peças da campanha.

O objetivo, segundo o ministro, é criar uma rede de proteção ativa que incentive a sociedade a não se omitir diante de situações de violência ou assédio contra mulheres.

Aviação como espaço de respeito e proteção

Para a gerente do Programa Mulheres na Aviação da Anac, Ana Mota, a campanha reforça que nenhum tipo de violência pode ser normalizado. Ela destacou que a iniciativa dialoga com programas institucionais como “Asas para Todos” e “Mulheres na Aviação”, contribuindo para tornar o setor aéreo um ambiente mais seguro, respeitoso e inclusivo.

Ana Mota também ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige o envolvimento do poder público, companhias aéreas, concessionárias, profissionais do setor e passageiros. Segundo ela, a mobilização coletiva é essencial para salvar vidas e fortalecer as redes de apoio.

Divulgação de canais de denúncia nos terminais

A campanha prevê a exibição de vídeos e cartazes informativos nos aeroportos, com destaque para os canais de denúncia do Governo Federal, como o Ligue 180, além da orientação para que vítimas procurem os serviços de segurança dos terminais, balcões de informação e comissários de bordo.

Dados alarmantes sobre feminicídio no Brasil

Em 2024, o Brasil registrou o maior número de feminicídios desde a tipificação do crime, em 2015. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho, 1.492 mulheres foram assassinadas, o que representa uma média de quatro mortes por dia. A taxa de feminicídios cresceu 0,7% em relação a 2023.

Os dados apontam que os autores dos crimes são, majoritariamente, companheiros (60,7%) e ex-companheiros (19,1%), somando quase 80% dos casos. Em 97% das ocorrências com autoria identificada, o agressor era homem.

O perfil das vítimas mostra predominância de mulheres negras (63,6%) e de mulheres entre 18 e 44 anos (70,5%). Também houve aumento expressivo de casos envolvendo adolescentes e idosas, além da constatação de que a maioria dos crimes ocorreu dentro da residência da vítima, com uso de arma branca.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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