Aeroportos

E-commerce impulsiona aeroportos e transforma logística de cargas no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce está redefinindo o papel dos aeroportos brasileiros. Antes voltados principalmente ao transporte de passageiros, os terminais passaram a ocupar posição estratégica na logística de cargas, funcionando como centros de armazenagem, distribuição e conexão entre empresas e consumidores em todo o país.

A busca por entregas mais rápidas e a expansão das operações de grandes varejistas digitais têm impulsionado investimentos em infraestrutura aeroportuária e fortalecido o transporte aéreo como peça-chave da cadeia logística.

Movimentação de carga aérea segue em alta

Os números mais recentes confirmam essa tendência. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 115,3 mil toneladas de carga em abril, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mercado doméstico registrou avanço de 4,8%, alcançando 37,6 mil toneladas, enquanto as operações internacionais cresceram 4%, totalizando 77,7 mil toneladas.

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado no país, o transporte aéreo de cargas concentra produtos de maior valor agregado e com elevada necessidade de rapidez na entrega, como medicamentos, eletrônicos, autopeças, equipamentos industriais e itens comercializados pela internet.

Gigantes do varejo ampliam hubs logísticos

O fortalecimento da logística aérea é impulsionado principalmente pelas grandes plataformas de comércio eletrônico.

O Mercado Livre, por exemplo, anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 e segue ampliando sua estrutura operacional. Entre os projetos estão a expansão do hub aéreo localizado em Guarulhos (SP) e o reforço das operações realizadas em parceria com a Gollog.

A Amazon também avançou na estratégia de distribuição aérea ao transformar Brasília (DF) em um importante centro logístico operado em conjunto com a Latam Cargo Brasil.

A posição geográfica da capital federal permite atender com maior agilidade consumidores das regiões Norte e Centro-Oeste, áreas historicamente mais desafiadoras para a distribuição de mercadorias.

Além das gigantes do varejo digital, empresas como Azul Cargo Express, Latam Cargo e Gollog vêm ampliando rotas, frota e capacidade operacional para atender à crescente demanda por entregas expressas.

Brasil lidera movimentação de carga aérea na América Latina

O fortalecimento do setor acompanha uma tendência observada em toda a região. Segundo a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o Brasil permaneceu na liderança da movimentação internacional de cargas aéreas na América Latina em 2025, com 880,9 mil toneladas processadas.

A rota entre Brasil e Estados Unidos continua sendo a principal do segmento. No entanto, o avanço do varejo online vem alterando o perfil das cargas transportadas.

Produtos ligados ao comércio eletrônico passaram a ocupar espaço crescente em um mercado que tradicionalmente era dominado por mercadorias industriais e farmacêuticas.

Aeroportos ampliam atuação como centros de negócios

A transformação vai além da logística. Inspirados no conceito internacional de aerotrópole, os aeroportos brasileiros estão diversificando suas atividades e atraindo novos empreendimentos.

Áreas próximas aos terminais vêm recebendo investimentos em centros de distribuição, condomínios empresariais, parques industriais, hotéis, serviços e espaços comerciais.

Essa expansão é incentivada pelo programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, que busca estimular a participação da iniciativa privada em projetos localizados dentro e no entorno dos aeroportos.

A proposta é transformar essas áreas em polos de desenvolvimento econômico, gerando receitas adicionais e fortalecendo a integração dos terminais com as cadeias produtivas regionais.

Aeroportos regionais ganham protagonismo

A expansão do comércio eletrônico também tem impulsionado a interiorização da logística aérea.

Para reduzir prazos de entrega e aproximar estoques dos consumidores, empresas vêm direcionando investimentos para aeroportos localizados fora dos grandes centros urbanos.

Nesse cenário, cidades como Araguaína (TO), Paulo Afonso (BA), Serra Talhada (PE) e Cacoal (RO) passaram a desempenhar papel relevante na conexão entre polos produtivos regionais e os principais mercados consumidores do país.

O movimento também recebe apoio do governo federal por meio do programa AmpliAR, que busca fortalecer aeroportos regionais e integrá-los às redes administradas pelas concessionárias responsáveis pelos grandes terminais.

Nova fase da logística brasileira

A expansão dos hubs cargueiros e dos centros de distribuição instalados em áreas aeroportuárias evidencia uma mudança estrutural na logística nacional.

Com a evolução do comércio eletrônico e o aumento da demanda por entregas rápidas, os aeroportos deixaram de ser apenas pontos de embarque e desembarque para assumir uma função estratégica na movimentação de mercadorias, tornando-se peças fundamentais para o crescimento da economia digital brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

Ler Mais
ANVISA

Anvisa atualiza medidas de saúde em portos e aeroportos após alerta internacional sobre Ebola

A Anvisa publicou uma nova instrução normativa que atualiza os procedimentos de vigilância sanitária em portos e aeroportos brasileiros, reforçando o monitoramento de doenças consideradas emergências de saúde pública internacional.

A medida foi oficializada por meio da Instrução Normativa (IN) nº 448/2026, divulgada nesta terça-feira (2), e adequa as ações previstas na RDC 932/2024 ao atual cenário epidemiológico global.

Surto de Ebola motiva reforço da vigilância

A atualização ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar os surtos de Ebola registrados na República Democrática do Congo e em Uganda como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

Embora as autoridades brasileiras considerem baixo o risco de entrada da doença no país, a Anvisa decidiu manter o estado de atenção e vigilância preventiva nos pontos de entrada internacionais.

Como medida informativa, a nova norma determina a instalação de banners educativos em áreas de desembarque internacional, com orientações e informações sobre a doença para passageiros e profissionais que atuam nesses locais.

Não haverá restrições para viagens ou cargas

Apesar do reforço na comunicação e no monitoramento, a Anvisa informou que não serão adotadas medidas sanitárias adicionais para viajantes, aeronaves, embarcações, cargas ou transporte de restos mortais.

A decisão segue as recomendações da OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que não indicam restrições de viagens internacionais, fechamento de fronteiras ou controles extras em países fora das regiões afetadas pelo surto.

Sarampo continua sob monitoramento em aeroportos

A nova instrução normativa também atualiza a relação de doenças monitoradas em portos e aeroportos brasileiros.

Entre elas está o sarampo, que permanece sob vigilância devido à circulação do vírus em alguns países das Américas.

Embora o Brasil tenha retomado o status de eliminação da doença em 2024, autoridades de saúde seguem registrando casos importados. Por esse motivo, permanece em vigor a recomendação de veiculação de informes sonoros a bordo de aeronaves internacionais.

Poliomielite segue em observação sem novas medidas

A poliomielite também continua na lista de eventos monitorados por representar uma emergência de saúde pública de relevância internacional.

No entanto, não há atualmente recomendações para adoção de ações específicas em aeroportos, portos ou demais pontos de entrada do país relacionadas à doença.

Medidas previstas para cada doença monitorada

A atualização da Anvisa estabelece os seguintes protocolos para os principais eventos acompanhados:

Ebola (vírus Bundibugyo)

  • Classificação: Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII);
  • Medida adotada: nenhuma restrição sanitária específica;
  • Ação informativa: instalação de banners em áreas de desembarque internacional.

Sarampo

  • Classificação: Emergência de Saúde Pública (ESP);
  • Medida adotada: nenhuma ação sanitária específica;
  • Ação informativa: informes sonoros em aeronaves.

Poliomielite

  • Classificação: Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII);
  • Medida adotada: nenhuma medida específica;
  • Ação informativa: não há material adicional previsto.

Atualização busca fortalecer prevenção

Segundo a Anvisa, as mudanças têm como objetivo garantir a prontidão dos sistemas de vigilância em portos e aeroportos, mantendo o país preparado para responder rapidamente a possíveis ameaças sanitárias internacionais sem comprometer o fluxo de pessoas e mercadorias.

A estratégia prioriza a disseminação de informações e o monitoramento contínuo dos cenários epidemiológicos globais, alinhando as ações brasileiras às orientações dos organismos internacionais de saúde.

FONTE: Anvisa
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anvisa

Ler Mais
Aeroportos

E-commerce impulsiona uso de aeroportos como hubs logísticos no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce no Brasil vem transformando os aeroportos em peças estratégicas para operações de logística e distribuição de mercadorias. Empresas do varejo digital têm ampliado investimentos em hubs aéreos, rotas cargueiras e integração entre centros de distribuição para acelerar entregas em diferentes regiões do país.

O movimento acompanha iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que busca estimular novos usos econômicos da infraestrutura aeroportuária por meio dos programas Investe+ Aeroportos e AmpliAR.

Comércio eletrônico amplia demanda por logística aérea

Nos últimos anos, gigantes do varejo online passaram a fortalecer suas estruturas de transporte aéreo no Brasil. O objetivo é garantir entregas mais rápidas e ampliar a cobertura logística nacional, especialmente em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

Em 2026, o Mercado Livre anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no país e confirmou a expansão de sua rede logística, que deve alcançar 42 centros de distribuição. A companhia também ampliou a capacidade operacional do Air Hub em Guarulhos (SP) e reforçou a frota cargueira em parceria com a GOLLOG.

A Amazon seguiu estratégia semelhante ao anunciar Brasília (DF) como novo hub aéreo em parceria com a Latam Cargo Brasil. A iniciativa amplia a capacidade de distribuição para estados das regiões Norte e Centro-Oeste.

Brasília ganha papel estratégico na distribuição nacional

Segundo a Amazon, a escolha de Brasília ocorreu devido à posição geográfica da capital federal e à forte conectividade aérea da região. O novo centro logístico deve acelerar entregas e melhorar a eficiência operacional em áreas consideradas de difícil acesso.

As operações incluem voos diretos para estados como Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com isso, cresce também a importância da integração entre aeroportos, rodovias e centros logísticos, fortalecendo a infraestrutura de transporte de cargas no país.

Programa Investe+ Aeroportos busca ampliar uso econômico da infraestrutura

A expansão das operações ligadas ao comércio eletrônico está alinhada ao programa Investe+ Aeroportos, criado pelo MPor para incentivar empreendimentos comerciais, industriais e logísticos em áreas localizadas dentro ou no entorno dos aeroportos brasileiros.

A proposta é transformar os sítios aeroportuários em polos de negócios e desenvolvimento regional, atraindo investimentos e ampliando receitas para o setor.

Entre os projetos previstos estão centros logísticos, hotéis, hospitais, shoppings, oficinas de manutenção aeronáutica, escolas e espaços de eventos.

Aeroportos regionais ganham espaço na logística nacional

Outra iniciativa do governo é o programa AmpliAR, que pretende fortalecer a conectividade aérea regional ao incorporar aeroportos menores aos contratos de concessionárias responsáveis por grandes terminais.

A estratégia busca ampliar investimentos e melhorar a integração da malha aeroportuária brasileira, permitindo que cidades fora dos grandes centros também recebam operações logísticas.

Alguns aeroportos já incluídos no programa ocupam posições estratégicas para circulação de mercadorias e conexão regional.

Em Paulo Afonso (BA), por exemplo, o terminal facilita a ligação do interior nordestino com hubs como Recife (PE), Salvador (BA) e Maceió (AL). Já Araguaína (TO) se destaca pela localização entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Serra Talhada (PE) fortalece a conectividade do sertão nordestino, enquanto Cacoal (RO) amplia sua integração regional após investimentos em modernização da infraestrutura aeroportuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

Ler Mais
Aeroportos

Aeroportos do Sul alcançam 24,3 milhões de passageiros até novembro de 2025

A movimentação nos aeroportos da Região Sul seguiu em ritmo de expansão em novembro de 2025, consolidando um dos melhores desempenhos da série histórica. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que os terminais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somaram 2,38 milhões de passageiros no mês, considerando embarques e desembarques.

No acumulado de janeiro a novembro, o volume chega a 24,3 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 19,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Crescimento consistente ao longo do segundo semestre

Na comparação anual, novembro de 2025 registrou alta de 17,6% frente ao mesmo mês do ano passado, quando cerca de 2 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos do Sul. O resultado confirma a continuidade da expansão observada ao longo do segundo semestre, após o avanço expressivo registrado em outubro.

Segundo a Anac, o desempenho atual representa o maior volume já contabilizado para o período de janeiro a novembro em uma série histórica de 25 anos. O crescimento é ainda mais relevante quando comparado a 2024, ano fortemente impactado por eventos climáticos extremos, especialmente no Rio Grande do Sul.

Aviação impulsionada por turismo e negócios

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem um cenário positivo para o setor. De acordo com ele, a aviação no Sul do Brasil mantém um ritmo sólido de crescimento, impulsionado pelo turismo, pela atividade econômica e pela integração regional, além dos efeitos das políticas públicas voltadas ao setor aéreo.

Integração regional fortalece voos internacionais

O avanço da movimentação aérea também é sustentado pelo aumento dos voos internacionais. Entre janeiro e novembro de 2025, os aeroportos do Sul contabilizaram 1,61 milhão de passageiros em rotas internacionais, um crescimento de 41,5% em comparação com o mesmo intervalo de 2024.

Chile e Argentina permanecem como os principais destinos internacionais diretos da região, concentrando mais de 75% da movimentação externa. Outros destinos relevantes incluem Panamá, Portugal e Peru, reforçando o papel do Sul como um importante polo de integração aérea latino-americana.

Aeroportos mais movimentados da Região Sul

O Aeroporto Internacional de Porto Alegre liderou o ranking regional, com 6,55 milhões de passageiros, o equivalente a 26,9% do total. Na sequência aparecem São José dos Pinhais (Curitiba), com 5,49 milhões (22,6%), e Florianópolis, que registrou 4,50 milhões de passageiros (18,5%).

Juntos, os três principais terminais responderam por aproximadamente 70% de toda a movimentação aérea da região no período analisado.

A lista também inclui aeroportos de perfil regional e turístico, como Navegantes e Foz do Iguaçu, ambos com cerca de 2 milhões de passageiros. Outros destaques são Maringá (784,8 mil), Londrina (641,1 mil), Chapecó (578,8 mil), Joinville (485,5 mil) e Cascavel (416,7 mil), evidenciando a capilaridade da malha aérea no Sul do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook