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Aeroporto de Congonhas completa 90 anos com plano de modernização e expansão

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, celebra 90 anos consolidando sua relevância na aviação nacional e avançando em um amplo projeto de modernização. Administrado pela Aena Brasil desde 2023, o terminal inicia uma nova fase que combina preservação histórica com investimentos voltados à eficiência e ao conforto dos passageiros.

Considerado um dos principais hubs do país, o aeroporto se destaca pela localização estratégica e pelo alto volume de operações.

Impacto econômico e movimentação intensa

O aeroporto de Congonhas desempenha papel fundamental na economia. Estima-se que cerca de 10% do PIB brasileiro seja gerado em um raio de até 15 quilômetros do terminal.

Atualmente, o aeroporto movimenta mais de 24,5 milhões de passageiros por ano, com média diária superior a 65 mil viajantes. São cerca de 540 voos por dia, conectando 45 destinos, além de gerar mais de 8 mil empregos diretos e indiretos.

Investimentos bilionários para ampliação

A modernização de Congonhas prevê investimentos superiores a R$ 2 bilhões. Um dos principais projetos é a construção de um novo terminal de passageiros até 2028, que ampliará a área atual de 45 mil m² para 105 mil m².

Entre as melhorias já em andamento estão:

  • Expansão das áreas de inspeção de segurança
  • Modernização de banheiros
  • Implantação de novas salas VIP
  • Melhorias no sistema viário
  • Ações para aumentar a fluidez operacional

Mais conforto e eficiência operacional

O plano de expansão também inclui a ampliação da área comercial e melhorias na infraestrutura aeronáutica. Serão mais de 20 mil m² destinados a lojas e restaurantes, elevando a experiência do passageiro.

Além disso, o aeroporto contará com:

  • 19 novas pontes de embarque
  • Aumento das posições de estacionamento de aeronaves (de 30 para 37)
  • Ampliação do pátio de manobras para 215 mil m²

As mudanças visam aumentar a pontualidade, a acessibilidade e o conforto no embarque e desembarque.

Nova estratégia comercial transforma terminal

A expansão também marca uma reestruturação na área comercial. A área bruta locável (ABL) será ampliada de aproximadamente 10 mil m² para mais de 20 mil m².

O novo conceito aposta em diversidade e experiência do consumidor, com foco em:

  • Gastronomia variada, incluindo restaurantes premium e opções saudáveis
  • Lojas de diferentes segmentos, de luxo a conveniência
  • Espaços mais amplos e modernos

A proposta é transformar o aeroporto em um polo de consumo comparável a grandes centros comerciais e aeroportos internacionais.

Patrimônio histórico preservado

Inaugurado em 1936, o Aeroporto de Congonhas é um marco arquitetônico que reúne elementos do estilo art déco e da arquitetura moderna. O terminal também abriga um importante acervo cultural, reforçando seu valor histórico além da função operacional.

Futuro com foco em inovação e crescimento

Com a nova fase de investimentos, Congonhas busca fortalecer sua posição como um dos principais aeroportos do Brasil, alinhando tradição, inovação e eficiência para atender à crescente demanda da aviação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Aena vence leilão do Aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

A espanhola Aena conquistou a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao apresentar um lance de R$ 2,9 bilhões em leilão realizado nesta segunda-feira (30), na B3, em São Paulo.

O valor superou com folga o lance mínimo, estipulado em R$ 932 milhões, e consolidou a empresa como nova controladora do terminal.

Disputa acirrada entre operadoras globais

O leilão contou com uma disputa intensa entre três concorrentes. A Aena saiu vencedora ao superar a proposta da Zurich Airport, que ofertou R$ 2,8 bilhões, e do consórcio Rio de Janeiro Aeroporto, com R$ 1,88 bilhão.

A etapa final ocorreu em formato de viva-voz, elevando significativamente os valores apresentados inicialmente.

Novo contrato e pagamento à União

Além do aporte inicial, a concessionária vencedora deverá repassar à União uma taxa anual de 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. Com isso, a Aena assume 100% do controle do Galeão.

O modelo de concessão foi estruturado para garantir maior equilíbrio financeiro e alinhamento com contratos mais recentes do setor aeroportuário.

Acordo evitou devolução da concessão

O leilão é resultado de um acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que viabilizou a reestruturação do contrato.

O operador anterior havia manifestado intenção de devolver o aeroporto em 2022, após prejuízos causados pela queda no fluxo de passageiros durante a pandemia de covid-19.

Entre as mudanças, ficou definida a saída total da Infraero, que detinha 49% da participação, enquanto o restante era controlado pela Vinci Airports e pela Changi Airports International.

Meta é ampliar movimento de passageiros

O governo federal projeta crescimento expressivo no movimento de passageiros do Galeão nos próximos anos. A expectativa é elevar o fluxo de cerca de 18 milhões para 30 milhões de passageiros anuais em até três anos.

O terminal já apresenta recuperação desde a redistribuição de voos do Aeroporto Santos Dumont, medida adotada a partir de 2023. Em 2025, o Galeão registrou 17,8 milhões de passageiros, o maior volume recente.

Quem é a Aena, nova operadora do Galeão

A Aena é considerada a maior operadora aeroportuária do mundo, com gestão de 80 aeroportos e dois heliportos em cinco países.

No Brasil, a empresa administra 17 aeroportos em nove estados, incluindo o movimentado Aeroporto de Congonhas, e responde por cerca de 20% da malha aérea nacional.

Globalmente, os terminais sob gestão da companhia movimentaram mais de 450 milhões de passageiros em 2025, sendo 321,6 milhões na Espanha e 45 milhões no Brasil.

A empresa iniciou operações no país em 2020, com aeroportos no Nordeste, e ampliou sua presença em 2023 ao assumir novos terminais em estados como São Paulo, Minas Gerais e Pará.

Além de Brasil e Espanha, a companhia também atua no Reino Unido, México e Jamaica, reforçando sua posição no mercado internacional de infraestrutura aeroportuária.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernizar aeroportos no Brasil

O Governo Federal e a Aena Brasil anunciaram, nesta quarta-feira (11), um pacote de R$ 9,2 bilhões em investimentos em aeroportos voltado à modernização da infraestrutura aeroportuária nacional. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

O plano contempla aeroportos localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais e reforça a estratégia de ampliação da capacidade operacional e melhoria dos serviços em terminais considerados estratégicos para a aviação civil.

Bloco de 11 aeroportos concentra R$ 5,7 bilhões

O eixo central do anúncio é o bloco de 11 aeroportos concedido à Aena na mais recente rodada de concessões, que receberá R$ 5,7 bilhões em aportes. Desse montante, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES, cerca de R$ 1 bilhão virá do Grupo Santander, e o valor restante será investido ao longo do contrato de concessão.

A proposta busca enfrentar gargalos históricos da aviação brasileira, com foco tanto na saturação do Aeroporto de Congonhas quanto na ampliação da conectividade aérea em regiões fora dos grandes centros.

Aviação regional ganha protagonismo

O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o país vive o maior ciclo de investimentos em aviação regional já registrado. Segundo ele, além das melhorias em aeroportos centrais, a prioridade do governo é levar desenvolvimento ao interior e ampliar a integração entre regiões.

Para o ministro, os novos investimentos fortalecem a interiorização da aviação, conectando cidades médias e regiões estratégicas aos principais polos econômicos do país.

BNDES destaca novo ciclo de expansão da infraestrutura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como indutor do crescimento da infraestrutura aeroportuária. Ele destacou que as novas modalidades de financiamento têm ampliado a capacidade de execução dos projetos, com impacto direto na geração de empregos e na atração de investimentos privados.

Mercadante também atribuiu os resultados positivos ao ambiente institucional e à condução econômica do governo federal, que tem garantido previsibilidade e confiança ao mercado.

Entenda o valor total dos aportes

O montante de R$ 9,2 bilhões anunciado pela Aena engloba tanto os investimentos em obras e ampliações (Capex) quanto os custos operacionais obrigatórios (Opex) ao longo do contrato. Além dos recursos destinados ao novo bloco de aeroportos, a concessionária também aplica R$ 3,1 bilhões nos terminais que já administra no Nordeste.

Com isso, a Aena consolida uma carteira de investimentos compatível com sua relevância no setor, já que responde por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Congonhas lidera pacote de obras

O maior investimento individual do programa será realizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2,6 bilhões. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19, expansão dos pátios operacionais e reforço da área comercial. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028.

Aeroportos regionais ampliam capacidade até 2026

Também serão beneficiados, com obras previstas para conclusão em 2026, os aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); e Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).

Com os investimentos em andamento, esse conjunto de terminais deverá elevar sua capacidade anual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros, fortalecendo a malha aérea regional.

Aena reforça compromisso com o Brasil

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o anúncio como um marco para a aviação civil. Segundo ele, trata-se da maior operação de financiamento já realizada para infraestrutura aeroportuária no país.

Para o executivo, os investimentos demonstram a confiança da companhia no crescimento do Brasil e no papel dos aeroportos como vetores de integração nacional e conexão com o mercado internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Aeroporto do Recife recebe R$ 60 milhões para obras do terminal intermodal

O Aeroporto Internacional do Recife está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a construção do terminal intermodal, projeto considerado estratégico para a mobilidade urbana e para a integração do aeroporto com a cidade. A obra faz parte de um pacote mais amplo de intervenções que totalizam cerca de R$ 640 milhões, voltadas à ampliação da capacidade operacional, à melhoria da experiência dos passageiros e ao fortalecimento da economia regional.

Investimentos ampliam infraestrutura e conectividade

Durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (15), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os recursos estão distribuídos em diferentes frentes, como infraestrutura aeroportuária, mobilidade e qualificação urbana. O terminal intermodal, que terá aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída, é uma das principais iniciativas desse conjunto de obras.

Segundo o ministro, os investimentos contribuem diretamente para a modernização do equipamento e para a geração de empregos. “Esse pacote transforma o Aeroporto do Recife em um terminal cada vez mais moderno e conectado à cidade, impulsionando o turismo, os negócios e a economia da Região Metropolitana”, afirmou.

Cronograma e integração com a cidade

O diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, Joaquín Rodríguez, destacou o avanço do cronograma do projeto. A empresa que executará a obra deve ser contratada em março, permitindo maior agilidade na execução dos trabalhos.

Rodríguez enfatizou que o terminal intermodal foi planejado com foco no longo prazo, priorizando a acessibilidade, a integração urbana e a valorização do entorno. O projeto também prevê cuidados especiais com o patrimônio histórico da área, respeitando os critérios de preservação exigidos.

Mobilidade urbana e experiência do passageiro

O novo terminal intermodal reunirá, em um único espaço, o acesso a ônibus urbanos, táxis, transporte por aplicativo e veículos particulares, organizando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. A proposta inclui ainda a integração com ciclovias e melhorias no entorno, incentivando a mobilidade ativa e facilitando o deslocamento até o aeroporto.

Recife se consolida como polo logístico do Nordeste

Para o prefeito do Recife, João Campos, o empreendimento representa um avanço estrutural para a capital pernambucana. Ele destacou que o aeroporto já movimenta quase 10 milhões de passageiros por ano, consolidando-se como um dos principais terminais do país fora do eixo Sudeste.

“O terminal intermodal qualifica a experiência de quem chega à cidade, organiza o sistema de transporte e reforça o Recife como capital logística do Nordeste”, afirmou.

Preservação histórica e desenvolvimento regional

Além das melhorias operacionais, o conjunto de obras contempla ações de preservação do patrimônio histórico e cultural, já que a área possui tombamento federal e estadual. Estão previstas a recuperação de painéis artísticos, o restauro da Praça Ministro Salgado Filho e a implantação de uma ciclovia no entorno, em parceria com a prefeitura.

Com esses investimentos, o Aeroporto do Recife reforça seu papel estratégico na conectividade aérea do Nordeste, na atração de novos negócios e na consolidação do terminal como vetor de desenvolvimento urbano, logístico e turístico de Pernambuco.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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